sábado, 30 de agosto de 2008

José Nunes Alves


(...) José Nunes Alves, um dos poucos presidentes que se manteve em funções a seguir ao 25 de Abril de 1974, por pressão da população do concelho, que não permitiu a sua destituição do cargo.
José Nunes Alves passou a presidir à Comissão Administrativa da autarquia até as primeiras eleições autárquicas de 1976, nas quais foi candidato pelo PSD e venceu o acto eleitoral.

Ao longo dos anos, José Nunes Alves ligou-se e apoiou várias instituições concelhias, incluindo os Bombeiros, que agora pretendem atribuir-lhe a categoria de sócio honorário, não sendo previsível outra decisão que não seja a aprovação da proposta, muito provavelmente por unanimidade.

Beira Vouga, 26 de Março de 2003

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Administradores do Concelho

Administradores do Concelho de Albergaria [1835-1934]

1835 1846 António Augusto Henriques Ferreira
1848 1857 Bento Álvares Ferreira
1858 1867 Eng. Brito Rebelo
1868 Dr. Joaquim António de Miranda
189- 189- Dr. Nogueira e Melo
189- 189- Dr. António Augusto Nogueira Souto
1890 1908 Patrício Teodoro Álvares Ferreira
1910 1910 Patrício Teodoro Álvares Ferreira
Dr. José Lemos
Vicente Faca
1919 Dr. Francisco António de Miranda
1923 Patrício Teodoro Álvares Ferreira
1933 1934 Francisco Pires de Miranda Ferreira da Silva

(lista incompleta)

Presidentes da Camara (regime republicano)

1910 1910 Dr. Manuel Marques de Lemos
1911 1917 Dr. Jaime Ferreira
1918 Dr. Francisco António de Miranda
Dr. António Fortunato de Pinho
1923 1926 Dr. Hernani Miranda
1924 1925 Patrício Teodoro Álvares Ferreira
1926 1926 Dr. António Fortunato de Pinho
1928- 1928- Dr. Armando de Alburquerque Miranda
1930 1930 Jerónimo Gonçalves da Costa
Francisco Pires de Miranda Ferreira da Silva
António Marques Pereira
1934 1946 Dr. Bernardino Correia Telles de Araujo e Albuquerque
1946- 1949 Américo Martins Pereira
1950 1957 Comendador Augusto Martins Pereira
1957- 196- Coronel Gaspar Inácio Ferreira
1964- 1969 Dr. Flausino Correia
1969 1981 José Nunes Alves
1981 1985 Fernando Nunes de Almeida
1985 2001 Dr. Rui Manuel Pereira Marques
2001 actual Prof. João Agostinho Pereira

(agradece-se ajuda para as eventuais incorrecções e faltas)

Presidentes da Câmara (regime monárquico)


1834 1834 António Augusto Henriques Ferreira
1834 1835 Patrício Teodoro Álvares Carvalho
1835 1835 José Correia de Melo
1836 1836 Dr. Bernardo dos Santos Sousa
1837 1838 João Rodrigues Branco Júnior
1839 1839 José Correia de Melo
1840 1842 João Marques Pires
1842 1846 Francisco Correia de Melo
1846 1846 João Marques Pires
1846 1847 João Ferreira da Silva Paulo
1847 1849 Francisco Correia de Melo
1850 1851 Francisco Joaquim da Cruz
1852 1853 Dr. Patrício José Álvares Ferreira
1853 1855 Francisco Joaquim da Cruz
1856 1857 Dr. Patrício Luiz Ferreira Tavares Pereira da Silva
1858 1867 Dr. José António Pereira Pinto
1868 1868 Dr. Joaquim António de Almeida Miranda
1868 1873 José Luiz Ferreira Tavares
1874 1877 Dr. António Augusto Nogueira Souto
1877 1878 Manuel Marques Pires
1878 1884 Bernardino Máximo de Albuquerque
1885 1885 Joaquim Moreira da Silva
1886 1886 Dr. Manuel Luiz Ferreira Júnior
1887 1892 Bernardino Máximo de Albuquerque
1893 1895 Dr. Nogueira e Melo
1896 1910 Bernardino Máximo de Albuquerque
190- 190- Domingos Guimarães

(agradece-se ajuda para eventuais incorrecções ou faltas)

De Férias por Terras de Portugal

Acabo de passar férias em Portugal na “Quinta Outeiro da Luz” na Branca: uma terra amena do Norte, perto de tudo e de todos, onde o mundo ainda parece encontrar-se em ordem!
A uma distância suficiente de Lisboa, reflecte bem a paisagem e a cultura portuguesa. Enquadra-se nas Terras de Santa Maria, a 60 km de Coimbra, a 50 do Porto, a trinta de Aveiro e a trinta da Serra da Freita. Nesta terra acolhedora e farta, pertencente a Albergaria-a-Velha, as pessoas, mesmo desconhecidas, ainda se saúdam na rua e conjugam equilibradamente a tradição com a modernidade.
A vida e o progresso desta terra mostram que palavras-chave como indivíduo, família, propriedade, economia liberal, igreja, permanecem mensagens válidas e promissoras de futuro.
Aqui ainda se servem, bem e barato, os tradicionais pratos da cozinha portuguesa. Por isso ia todos os dias comer ao restaurante P…, onde, com mais três pessoas, pagava, no conjunto, um total entre 16 e 20 euros. Naturalmente que aqui não se pagava nem esperava o requinte e o artificio mas era-se compensado com a simplicidade, a atenção e a alegria, características do povo trabalhador nortenho.
A beleza da paisagem, a riqueza da cultura, as festas e eventos exuberam por todo o lado.
De resto: um país maravilhoso com um grande povo em contínua elaboração, ainda por completar; um país medíocre, se atendermos aos seus governantes autistas; um país à margem do seu povo e da nação, se atendermos à sua Administração e outras instituições relevantes; um país de envergonhados e desavergonhados, se atendermos a uns e a outros; um país excepcional que subentende a excepção à regra.
Regresso contente mas com um vago sentimento de pena: de pena da gente simples, de pena dos cães e animais ainda não respeitados; de pena de tantas esperanças desbaratadas e de tanto trabalho dispendido mas sem o resultado que seria de esperar.
Regresso com a impressão de ter contactado um povo em estado de erosão. Verifiquei um certo espírito de indolência e de indiferença que se refugia na nostalgia dum imaginário prometedor mas enganador. A maioria vive sufocada pelas amarras da informação, do telejornal, das telenovelas e do artificialismo político. Um cinismo sub-reptício parece ganhar forma.
No espírito de muitos falantes parece pairar um certo individualismo emigrante: o reverso do sebastianismo.
Cansados do centralismo da capital e dum alarido político que tudo domina e ameaça destruir as sub-culturas mais recônditas e sossegadas, muitos, parecem ter já resignado e encolher os ombros, entregando-se à inércia de poderes governantes, que a força do destino ciclicamente vai colocando: os deuses do Olimpo democrático é que podem e sabem!....
Uma cultura política de lugares comuns vai vivendo do povo e da nação. O contento dos contentes parece implicar necessariamente o descontentamento agachado do povo português. Este tira à cultura e ao descanso o que lhe falta para a boca. Se em Lisboa se vive do sarcasmo e da ironia, um sentimento individualista leva o homem da província a evadir-se e a distrair-se da própria impotência e da impotência da nação. Parece restar-lhe assumir o cinismo vigente nos corredores ministeriais de Lisboa, que se ri de Portugal como nação.
Quem vê Portugal, como eu o faço agora da Alemanha, fica com a impressão que falta a Portugal uma atitude de pensamento. Este parece derramado pelas toalhas das mesas das elites da nação, a que falta um modelo consensual de elites de Portugal.
Assim se vai destruindo a nação e a natureza reduzindo-a à medida dos planos, dos planos de outros!....
A ideologia do progresso parece quer distrair-nos de pensar, alucinando-nos. Quer-se a mudança pela mudança sem respeito pelo dado; não se dá tempo para a mudança, nem se reserva tempo nem há capacidade para a reflectir. È mais fácil seguir a música dos outros. É mais fácil ser-se dançarino do progresso das palavras e das ilusões. A Nação e o Povo são apenas o palco!...

António da Cunha Duarte Justo
2008-08-02
http://blog.comunidades.net/justo/index.php?op=arquivo&idtopico=344728

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Aprovação PDM

A Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha aprovou, por unanimidade, a nova versão do Plano Director Municipal (PDM), cuja proposta havia igualmente passado sem oposição no Executivo. Trata-se todavia de uma alteração de pormenor e não uma revisão global do PDM, que vai ser alterado em tempo oportuno. Os deputados dos três partidos representados no órgão deliberativo municipal – PSD, com 20 eleitos, CDS/PP, que conta com 6 membros e o PS que tem os restantes 3, uniram-se à volta do documento. Quanto á revisão global do PDM. de importância fulcral para o desenvolvimento do concelho, a sua filosofia foi explicada de forma sumária pelo presidente da Câmara Municipal, João Agostinho Pereira, para quem a ratificação do PDM «constitui um passo importantíssimo em direcção a um futuro que os verdadeiros cidadãos concelhios desejam de progresso social e económico». O futuro texto contempla alterações de forte impacto em áreas tão importantes como ambiente, eixos rodoviários, zonas de construção habitacional, espaços de lazer e pólos industriais, que se irão desenvolver nas várias freguesias do concelho.

A reunião foi particularmente rápida, pois durou apenas uma hora e meia, até porque vários presidentes de Junta solicitaram celeridade no andamento dos trabalhos, por terem vários eventos a decorrer nas suas terras, aos quais queriam assistir e encerrar. Na reunião foi apresentado o Relatório Anual de Actividades da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do concelho de Albergaria-a-Velha e embora o documento não fosse submetido a votação, o presidente da Comissão, José Licínio Pimenta, que também é vereador do pelouro da educação, não deixou de manifestar preocupação quanto ao facto da negligência liderar os casos mais significativos. «Trata-se de uma situação grave, que nos deve preocupar a todos, sendo certo que a Comissão e a Câmara Municipal tudo farão para inverter a mesma, através de um cada vez maior acompanhamento dos casos que cheguem ao seu conhecimento». No habitual período de antes da ordem de trabalhos, intervieram José António Souto, do CDS/PP e Rui Sousa, do PS, ambos para tecerem criticas ao presidente da Câmara, por nas sua perspectiva, este não ter prestado informações atempadas acerca do processo do TGV, que irá ter uma estação em Albergaria-a-Velha. Em resposta, João Agostinho Pereira assumiu que o assunto teve de ser tratado «com o devido recato, longe dos holofotes da Comunicação Social, mas o importante é que a estação vai mesmo ser em Albergaria». O autarca lembraria ainda que o processo será em tempo útil submetido a discussão pública, onde os munícipes podem fazer criticas e apresentar sugestões, sendo a decisão final submetida e votada pela Câmara e pela Assembleia Municipal.

Jacinto Martins
Ago/2008
in Jornal de Albergaria

http://www.jornalregional.com/?p=cfcd208495d565ef66e7dff9f98764da&distrito=&concelho=&op=noticia&n=5daafff48099e44bf561afbf5a2d6f95

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O sonho do Rancho Casa Povo Angeja

O sonho do Rancho da Casa do Povo de Angeja é a criação de uma casa museu para expor todo o património histórico que possui: xailes, lenços de seda, roupas e louças antigas, instrumentos de lavoura...

Segundo Virgílio Ferreira, o presidente da colectividade "Este é o rancho com o maior espólio a nível do concelho, é um motivo de orgulho".

JN

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Imagens (3)


Formiguices de ontem e de hoje

Museu da Murtosa

Existe na freguesia da Murtosa um pequeno museu que resguarda do esquecimento algum do património etnográfico da região, talvez o mais significativo e característico das gentes Murtoseiras.

Ali se preservam religiosamente diversas alfaias agrícolas que até há três ou quatro décadas atrás eram instrumentos indispensáveis ao amanho da terra, mas que hoje são já difíceis de encontrar.

A par, podem ver-se igualmente outros, ligados ao mar e à pesca, que a Câmara Municipal da Murtosa - e bem - soube recuperar e expor.

Lá está, também, uma pequena mas excelente réplica da Bateira de Canelas, que nos traz logo à memória um turbilhão de recordações enquanto o olhar se perde, saudosamente, na penumbra de imagens da nossa meninice.

O museu, apesar de pequeno e simples, cumpre na perfeição o importante papel de trazer para o futuro a história de uma terra e do seu povo.

Aqui, nesta pequena aldeia, muitas alfaias e objectos semelhantes terão já servido para aquecer as noites frias do inverno. Outros foram trocados por meia dúzia de "patacos" ou dados a um qualquer ferro-velho.

Previsivelmente, daqui a meia dúzia de anos os restantes desaparecerão da mesma forma, e com eles se apagarão décadas de história.

Mas, se pensarmos que é ainda possível recuperar teares, rocas, fusos e espadelas, utensílios e ferramentas ligados à construção de bateiras e carros de bois, alfaias agrícolas e de pesca construídas artesanalmente, tais como arados, grades, moais, ancinhos, biturões e redes, teremos pois a responsabilidade de tudo fazer para que o que ainda resta se não perca.

Se o fizermos, estaremos seguramente a preservar, dignificar e criar verdadeiros espaços de cultura, enraizados na história, e que não se esgotam em patéticas semanas culturais.

Sem Rumo

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Wikipédia

O Wikipédia é uma enciclopédia online livre, colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas.

A grande vantagem é que facilmente qualquer pessoa pode introduzir novos artigos ou corrigir informações lá existentes.



Existem versões em várias linguas. A versão em português fica em




A página do municipio de Albergaria-a-Velha fica em http://pt.wikipedia.org/wiki/Albergaria-a-Velha. A partir de qualquer uma das palavras em destaque se pode ir para outros textos. Clicando em "Alquerubim" podemos saber mais sobre essa freguesia, etc...

Os artigos podem (e devem) colocados em determinadas categorias. Existe uma categoria denominada Albergaria-a-Velha o que permite associar várias entradas sobre o nosso municipio.

sábado, 16 de agosto de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Domingos Guimarães

Domingos Guimarães é um publicista distinto e um elegante burilador da frase, bem conhecido nas nossas letras para que aqui lhe viessemos traçar mais largo perfil.

Vive em vale-Maior, entre montagens, entre ramagens verdejantes, entre livros queridos, entre as águas que romorejam, trabalhando, pensando, escrevendo.

Daí tem ele dirigido e produzido algumas das melhores publicações do nosso paiz.

in Almanaque da Liberdade (1913)

Colaborou na imprensa local tendo sido o primeiro director do Jornal d'Albergaria (1911).
Foi administrador das Fábricas de Papel de Valmaior e Presidente da Camâra.