segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mamoas do Taco


Mais ligado à nossa memória histórica, temos também o projecto de conservação, restauro e fruição das Mamoas do Taco (...)

CMA, 28/12/2010

[a Câmara tem inscrito em orçamento um projecto para as Mamoas]

Bibliografia sobre o tema:

Fernando A. Pereira da Silva (1992)

--A Necropole Megalítica do Taco (Albergaria-a-Velha), in Trabalhos de Antropologia e Etnologia , XXXII. Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia , Porto , pag. 263-292

José Leite De Vasconcelos (1912)

--«Mamoas» de Albergaria-a-Velha

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No concelho da Figueira todos os dolmens são cobertos de um montículo de terra, e chamam-se na linguagem popular mamoinhas, palavra deminutiva de mamôa ou mâmoa, que são também designações populares, usadas no Minho e em Albergaria-a-Velha. (O Arqueólogo Português)

Percursos

http://ndsim.esec.pt/pagina/old/percursos/conc_patr_ver.php?con=20&art=394



sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fábrica de Papel de Valmaior


Site com várias fotografias da fábrica de Papel de valmaior

http://lugaresabandonados.co.cc


sexta-feira, 20 de maio de 2011

2001: Listas de Independentes

Uma lista de independentes concorre à Câmara e Assembleia de Albergaria (J.A.)

As próximas eleições autárquicas terão, em Albergaria, o interesse acrescido de contarem com o concurso de várias listas de independentes. À Câmara e à Assembleia Municipal concorrerão as habituais listas do CDS, do PSD, do PS, da CDU, a que se junta a lista do Bloco de Esquerda e uma lista de Independentes, que deste modo põe em prática a recente inovação legislativa. Partimos do princípio que a candidatura venha a ser aceite pelo Tribunal.

Para as Assembleias de Freguesia haverá também listas de independentes em Albergaria e em Valmaior.

Mas é o concurso dos independentes à Câmara e à Assembleia Municipal que suscita maior curiosidade e atenção.

A lista para a Câmara é encabeçada pelo nosso colaborador dr. Delfim Bismarck e a lista para a Assembleia é liderada pelo veterinário municipal dr. Eduardo Nuno Marques. Delfim Bismarck, que militou na Juventude Centrista, tem-se afirmado nos últimos anos como um claro e frontal opositor ao actual presidente da Câmara, dr. Rui Marques, não lhe poupando críticas à sua governação, nomeadamente em diversos artigos de opinião publicados no Jornal de Albergaria.

Com formação académica em História, apresenta já diversa obra publicada, sobre temas da história do nosso concelho. É, indiscutivelmente, um candidato de sólida formação cultural, habituado há muito a pensar o concelho, interessado na sua história e por isso preocupado com o seu destino.

De todos os candidatos à presidência da Câmara, Delfim Bismarck é aquele cuja preparação cultural é mais visível, traduzida em obra publicada, e é aquele que à partida mais garantias oferece de uma perspectiva original dos novos desafios que se colocam à nossa comunidade em termos de qualidade de vida. Mas, como se sabe, daí a ser um candidato ganhador vai a distância que só os resultados eleitorais dirão qual é... (Monsieur de La Palisse não diria melhor).

Quem perde com os independentes?

A intromissão desta lista de independentes à Câmara merece algumas reflexões adicionais.
Trata-se, obviamente, de um conjunto de cidadãos opositores ao actual presidente da Câmara, Rui Marques. De outro modo, não se compreenderia o seu aparecimento: se apoiassem o presidente da Câmara, não teria sentido a sua formação. Mas, sendo assim, constituirá um real perigo para o poder instalado?

A lista de independentes vai tentar concitar os votos dos igualmente descontentes com Rui Marques. Ou seja, vai disputar as eleições com as outras listas opositoras. Certo que tentará chamar a si pessoas que, simpatizantes de Rui Marques, poderão ainda balancear entre votarem nele ou o afastamento; irá tentar fragilizar a sua base eleitoral de apoio. Esta base é sobretudo de natureza CDS e PS (o voto útil dos socialistas sempre funcionou em Albergaria, na estratégia de que, à falta de um candidato ganhador, mais vale votar num centrista do que contribuir para que o PSD pudesse ter uma Câmara mais no distrito).

Mas os independentes irão sobretudo tentar congregar os opositores que, ou não votariam, ou votariam PSD ou PS. Ou seja, a lista de independentes poderá representar sobretudo um perigo para os resultados do PSD.

Haverá uma franja de eleitores que, não querendo o actual presidente, mas também não se revendo das candidaturas PSD e PS, poderão aderir ao voto nos independentes.

E, se se olhar com atenção aos integrantes das listas independentes, ver-se-ão vários nomes que, sendo clara e assumidamente opositores de Rui Marques, terão sido, em eleições anteriores, apoiantes das listas social democratas, mas que por certo agora não o serão.

Donde ser de concluir que a lista de independentes, para além da lufada de ar fresco que representa, como um sinal de democracia participativa à margem das estruturas ferrugentas dos partidos políticos, para além da mais-valia cultural que trará à discussão do que é Albergaria e qual o seu destino - significa um elemento original que vem baralhar, e de que modo, o alinhamento das forças concorrentes às nossas eleições.

Mas o aparecimento desta lista é, só por si, uma derrota para Rui Marques e para o PSD. Para Rui Marques, porque vê aparecer mais um grupo de descontentes à sua governação. E são descontentes que há anos o apoiavam e se reviam no seu pensamento e na sua acção. Agora, viraram-lhe as costas, cansados, ou desiludidos.

Mas é também uma contrariedade para o PSD que, sendo sempre uma força alternativa e potencialmente ganhadora, não soube, ou não pôde, absorver o descontentamento personificado pelos independentes.

No fim das eleições se ficará a ser a quem fizeram mais falta os votos recolhidos por estes.

Por Mário Jorge Lemos Pinto* (Noticias de Aveiro, 29/10/2001)
* Mário Jorge Lemos Pinto é advogado e director do Jornal de Albergaria

Todos diferentes, todos iguais
(Jornal Expresso)

Lançaram-se numa aventura e não dão mostras de estar minimamente arrependidos. Mesmo quando tudo lhes diz que a vitória é apenas uma miragem. Estes quatro candidatos viraram as costas aos partidos e escolheram ser independentes. E já perceberam que não é fácil.

Delfim Bismarck teria preferido que as eleições autárquicas tivessem sido antecipadas para o dia primeiro de Dezembro - o dia da Independência. Como assim não foi, o líder da lista «Independentes por Albergaria» aproveitou aquela data para dar uma gigantesca festa para jovens e reafirmar a sua crença nas vantagens de ser independente.

Mas, nas ruas de Albergaria-a-Velha, Bismarck sente que nem todos os eleitores partilham o seu entusiasmo pelos valores da independência eleitoral, sobretudo porque há pouca informação sobre o que são as listas de independentes. «Que raio de partido é este?», perguntava-se um eleitor confuso à entrada do mercado de Albergaria, na manhã do passado sábado, quando recebeu o panfleto do candidato independente. Mas Bismarck ficaria muito contente se o problema de esclarecer os eleitores mais confusos fosse o seu único obstáculo.

A lista de Delfim Bismarck é uma das várias dezenas que aproveitaram a nova lei eleitoral para dizer «não, obrigado» aos partidos e concorrer, pela primeira vez, de forma independente à presidência de Câmaras Municipais por todo o país. Esta candidatura em Albergaria não foi de ruptura com ninguém, e engloba elementos de várias cores partidárias - da esquerda à direita. Mas há independentes para todos os gostos: os que se zangaram com os seus partidos (como Agostinho Fernandes em Famalicão), os que ficaram descontentes com o seu partido (como Luís Filipe Fernandes em Setúbal e Delfim Bismarck em Albergaria), ou os que simplesmente nunca pensaram em partidos (como Agostinho Simão em Montemor-o-Novo).

Contudo, todos eles apresentam queixas semelhantes: a lei eleitoral para as autárquicas, aprovada a poucos meses do acto eleitoral, não dá aos candidatos independentes grande margem de manobra. As regras para as listas independentes às Câmaras são em alguns casos muito limitativas e surgiram em cima da hora, deixando os candidatos quase sem tempo para angariar assinaturas para a legalização, muito menos para reunir dinheiro para as campanhas. E o último desabafo dos independentes é contra os partidos, que acusam de frequentemente procurar boicotar as suas iniciativas políticas.

(...)

A prioridade do contacto com as populações parece ser um factor fundamental neste desafio independente. Agostinho Fernandes diz que a recolha das 3500 assinaturas para a sua candidatura não foi um obstáculo difícil de ultrapassar, até porque beneficiou do facto de ainda ser o presidente em exercício. Mas Delfim Bismarck ainda traz bem presente o pesadelo de ter de recolher 950 assinaturas em quatro dias. «Foi complicado, ainda por cima porque alguns dirigentes do PSD e do PP tinham andado a pressionar as pessoas para não assinarem a nossa lista», queixa-se o candidato que ainda há um ano e oito meses era dirigente nacional da Juventude Centrista, mas abandonou o partido de Paulo Portas desiludido com a forma de fazer política partidária e com o modo como o PP tem gerido a sua autarquia.

Rui Marques, o presidente centrista da Câmara de Albergaria, é o «homem a abater» para a jovem lista de independentes (a média de idades dos elementos da lista ronda os 30 anos). Delfim Bismarck chama-lhe «dinossauro» e teme que o seu poder se eternize, embora encontre o mesmo receio se o vencedor das próximas eleições em Albergaria for o PSD.

Mas, para os adversários de Bismarck, a lista de independentes mais não quer do que vingar-se de Rui Marques. «Parece-me ser uma lista de ressabiados», disse ao Expresso Hernâni Aidos, o candidato do PS, referindo que o cabeça-de-lista independente para a Assembleia [o veterinário Eduardo Marques] é o irmão desavindo de Rui Marques e que o número dois da lista é um cunhado do presidente da Câmara, que também não tem com ele as melhores relações pessoais e familiares.

Bismarck desmente esse espírito e diz que o que motivou a escolha dos elementos da sua lista foi a sua competência e total independência face a todos os poderes. Mas também por isso está a pagar uma factura. A angariação de fundos para a campanha foi um trabalho penoso: «Ninguém quer dar dinheiro a um grupo de jovens que, embora bem intencionados, não tem nada para dar em troca a não ser a promessa de muito trabalho para bem do concelho.» Valeram a Bismarck as doações de alguns, poucos, empresários que financiaram uma campanha parca em meios. «Mas até esses nos deram só notas e pediram para não falarmos da sua ajuda», diz Bismarck.

(...)

Delfim Bismarck sabe que o sonho de uma vitória é mais difícil. Por isso, a ambição mais imediata é ser eleito e continuar no executivo a fazer o trabalho de oposição que tem feito a partir do exterior. «O difícil é manter coeso este grupo, para poder ser verdadeira oposição», diz Bismarck. Os colegas de lista garantem que o seu líder pode contar com eles até ao fim.

(...)

Mas se estes candidatos não forem eleitos, acontecerá como em muitas listas de independentes: fiéis aos seus princípios, cada um seguirá o seu caminho individual.

Texto de Cristina Figueiredo e Ricardo Jorge Pinto / Expresso, 15/12/2001

O PSD acabou por vencer as eleições mas com o CDS a perder por poucos votos.

Câmaras Municipais

Eleições Autárquicas - 16 Dez 2001
Resultados para a Presidência das Câmaras Municipais
 

ALBERGARIA-A-VELHA: 8 Freguesias; Abstenção - 33,9%
- PSD: João Agostinho Pereira (novo) - 5.509 votos (42,3%); 4 mandatos
- PP: Rui Marques - 5.360 votos (41,1%); 3 mandatos
- PS: Hernâni Aidos - 1.075 votos (8,3%)
- Lista Independente: Delfim Bismarck- 449 votos (3,5%)
- CDU: Maria Isabel Freitas - 169 votos (1,3%)
- BE: Victor Valente - 102 votos (0,8%)
 

terça-feira, 10 de maio de 2011

2000:Zonas Industriais

A concorrência é grande na região de Aveiro mas a procura tem dado para todos, incentivando a disponibilização de cada vez mais lotes.

Concelho que se preze tem de possuir zona industrial. Se na década de oitenta não passou de uma moda, os imperativos legais dos últimos anos vieram tornar obrigatório espaços devidamente infra-estruturados para acolher empresas a partir de certas dimensões.

Os municípios investem milhões de contos para dar melhores condições a indústrias locais e atrair novos investimentos, na esperança de fomentar o progresso dos concelhos.

Uns foram mais bem sucedidos do que outros. Mas apesar da forte concorrência, no geral, são poucos os lotes que ficam por vender. E não há terrenos oferecidos, como acontece em outros pontos do País.

SANTA MARIA DA FEIRA

O caso mais extremo, actualmente, será o de Santa Maria da Feira, onde os investidores enfrentam grandes dificuldades para obter parcelas com fins industriais.

Os lotes da mais recente zona industrial, criada na freguesia de Fiães, esfumaram-se em escassas semanas, tendo a Câmara local dado prioridade à deslocalização de empresas ilegais ou incorrectamente instaladas em núcleos urbanos. O preço do metro quadrado rondou 5500 escudos.

A médio prazo, está projectado criar mais duas zonas industriais em Mozelos e Santa Maria de Lamas. A história repete-se, sendo a procura muito superior à oferta. «Ainda estamos a fazer o cadastro e iniciar as negociações para a compra de terrenos mas a exclusão de pedidos já ronda 50 por cento», revela Alexandra Bastos, do Gabinete de Apoio ao Empresário (GAE), a funcionar no município local.

Com um fervilhante tecido empresarial, Santa Maria da Feira beneficia de bons acessos, uma localização intermédia entre o Porto e Aveiro e mão-de-obra abundante.

ALBERGARIA-A-VELHA

Falta de terrenos para instalações industriais é um problema que ainda não se coloca a Albergaria-A-Velha, recordista de crescimento no centro do País.

Regressado de Espanha, onde visitou mais uma empresa que pretende instalar-se no concelho, o presidente da Câmara nega aliciar investidores com lotes em saldo. «Nada disso», afirma Rui Marques (PP), adiantando que os últimos foram a 4000 escudos o metro quadrado.

Quando tomou as rédeas do município, há quinze anos, a zona industrial «era um arruamento». De então para cá, as fábricas instalaram-se a uma cadência invulgar.

Boas infra-estruturas e proximidade de eixos viários importantes (A1, IC2 e IP5) atraíram para Albergaria-A-Velha dezenas de empresas que criaram milhares de postos de trabalho. A mão-de-obra começa, de resto, a escassear, apesar de absorver muita gente de concelhos vizinhos. Muitas delas são multinacionais, tornando a zona industrial numa espécie de centro 'franchizado' de marcas internacionalmente conhecidas, como são os casos das torneiras Gröhe, o pão Bimbo ou as ferramentes da American Tool.

A autarquia não se satisfaz por existir rede de águas residuais, emissário de efluentes para a ETAR municipal, rede de gás, abastecimento de água e até um heliporto.

A médio prazo vão surgir outro tipo de equipamentos para oferecer serviços que as empresas necessitam (bancos, CTT, restaurantes, etc.), aproveitando a iniciativa governamental 'Áreas de Localização Empresarial'. Rui Marques admite até vir a entregar a gestão da zona industrial a uma entidade privada do ramo.

Albergaria-A-Velha é caracterizada pela diversificada dos sectores. Da metalomecânica, à química e texteis, passando pelos plásticos e a madeira, existe de tudo um pouco.

ESTARREJA

Com um desenvolvimento mono industrial feito à sombra da indústria química pesada, Estarreja quer alterar essa imagem com cinquenta anos.

Foi justamente dos escombros do antigo Amoníaco Português que nasceu, no início da década de 90, o Quimiparque, ainda nas mãos do Estado mas hoje ocupado por mais de cinquenta pequenas e médias empresas que beneficiam de instalações e serviços de apoio a rendas atractivas. E ainda há espaço livre para mais, não muitas é certo. «Há um edifício que está em obras e vai ser reconvertido. São mais 2000 metros quadrados de área coberta, adianta o director, Gaspar Reis, prevendo mais construções no próximo ano.

A autarquia estarrejense confia cegamente na nova zona industrial, localizada nas proximidades do complexo químico mas vocacionada para instalar empresas de raíz.

Com um ramal ferroviário novo e a expectativa de usufruir de uma ligação privilegiada à futura Scut da Costa Verde, espera-se que os investidores optem mais pelo concelho, viabilizando 500 hectares, na esmagadora maioria por vender, e a construção de infra-estruturas orçadas em 3,8 milhões de contos.

OUTRAS

Vendo empresas locais a rumar outras paragens, por falta de espaços, o concelho de Oliveira de Azeméis acelerou a criação de quatro zonas de acolhimento industrial. Em Loureiro, junto à A1, para unidades de maior dimensão. S. Roque, Cesar e Nogueira do Cravo ficam reservadas a PME's.

No vizinho concelho de S. João da Madeira, a Câmara aposta actualmente em cativar empresas tecnologicamente de maior valor.

Uma política de preços aliciantes levou para Ovar, nos últimos anos, algumas empresas que empregam elevado número de trabalhadores.

A sul, a freguesia de Oiã (Oliveira do Bairro) e o concelho de Águeda, mais do que atrair empresas, afirmaram-se pela actividade industrial de iniciativa própria.

Aveiro tem as zonas industriais de Tabueira e Mamodeiro, embora hoje menos activas na captação de novos investimentos, ao contrário do que acontece com os serviços e comércio.

Zonas industriais: Municípios aumentam oferta de lotes
Notícias de Aveiro Editor: Júlio Almeida 13/07/2000

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Memórias de Albergaria-a-Velha




Agenda Cultural nº 110 - Maio/2011



[ver também comentário no mês de Abril sobre este novo espaço da agenda cultural]



- O actual formato da secção ocupa muito espaço na parte lateral e torna-se monótono pelo facto de se manter na totalidade o design da secção em termos de cores, estrutura e parte lateral.

- Era preferivel abordar um ou dois temas por mês ou alargar o espaço para duas páginas.

- Talvez fosse ainda mais aliciante ter um espaço para divulgar extractos de jornais antigos (publicidade da época, recortes, ...) ou outras curiosidades. Mais do que para avivar recordações funcionaria para termos uma ideia do que se passava em determinada época.


- Actualmente serve apenas para apontar meia duzia de curiosidades sem se tornar numa secção que poderia ser uma mais-valia para o Arquivo Municipal e para a publicação. Poderia até ser coleccionada para mais tarde recordar.


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