domingo, 30 de outubro de 2011

Jacinto Martins / UGT

Jacinto Martins abraçou a causa sindical há 26 anos e foi durante muitos anos secretário geral do SINDCES - Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços.

Medalha para Jacinto Martins

O executivo da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha vai homenagear, no Dia da Freguesia de 2012, alguns autarcas que deram o seu contributo para a cidade de Albergaria-a-Velha

Além da elencagem dos nomes, a melhorar no decurso dos próximos dias, ficou deliberado, por unanimidade, propor à Assembleia de Freguesia a atribuição da medalha de mérito ao ex-autarca e jornalista Jacinto Martins, recentemente falecido.


Soberania do Povo, 26 / 10 /2011

"A Medalha de Mérito destina -se a galardoar as pessoas individuais ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, de cujos actos resulte aumento de prestígio para a Freguesia de Albergaria -a -Velha, melhoria das condições de vida da sua população ou contribuições relevantes no campo da ciência, do ensino, da cultura, da arte ou do desporto ou outra vantagem que mereça ser reconhecida" RDH

JACINTO MARTINS

Durante mais de 25 anos, foi colaborador do jornal Soberania de Povo. Colaborou também nos jornais Arauto de Osseloa, Beira-Vouga, Jornal de Albergaria, Jornal de Notícias, Diário de Aveiro, Gazeta dos Desportos, entre outros. Também foi autor de programas na extinta Rádio Osseloa.

sábado, 29 de outubro de 2011

Protocolo MCT / CMAV - 2001


PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA E A CÂMARA MUNICIPAL DE ALBERGARIA-A-VELHA (2001)

Considerando que o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, partilham a consciência de que a generalização do uso das novas tecnologias de informação é fundamental para a criação de uma sociedade moderna e competitiva;

Considerando, em particular, as potencialidades das novas tecnologias de informação como factor de desenvolvimento da cultura científica e tecnológica, o que levou já o Ministério da Ciência e da Tecnologia a promover o equipamento de todas as escolas portuguesas do 5º ao 12º ano com computadores multimédia com ligação à Internet e à constituição da Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade (RCTS) que interliga escolas, bibliotecas, instituições de investigação e de ensino superior;

Considerando que importa fomentar a generalização da utilização de computadores e o acesso às redes electrónicas de informação pelos alunos de todos os graus de ensino;

Considerando que, nesse sentido, foi celebrado um protocolo entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses que teve por objecto a extensão às Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (EB1) da rede científica nacional (RCTS) e o contacto dos alunos e professores das referidas escolas com a Sociedade da Informação, designadamente com a Internet, no quadro da respectiva actividade educativa;

Considerando o interesse da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha em aplicar, desde já, às EB1 do respectivo concelho o estabelecido no protocolo celebrado entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Associação Nacional de Municípios Portugueses;

É celebrado entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia, adiante designado MCT, e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, no âmbito do Programa Internet na Escola por aquele promovido e no quadro de desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal, o presente protocolo, que tem por objectivo disponibilizar a alunos e professores das EB1 do concelho de Albergaria-a-Velha a utilização educativa da Internet.



1. O MCT e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha colaboram no sentido de promover a extensão às EB1 do concelho de Albergaria-a-Velha referidas em anexo, da rede científica nacional (RCTS) e o contacto dos alunos e professores das referidas escolas com a Sociedade da Informação, designadamente com a Internet, no quadro da respectiva actividade educativa.

2. Sem prejuízo de outras formas de colaboração que venham a ser acordadas, as partes comprometem-se à prossecução dos objectivos acima referidos, nos termos constantes do protocolo celebrado entre o MCT e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, cópia do qual figura em anexo e faz parte integrante do presente protocolo.

3. A extensão da RCTS às escolas referidas no nº 1 será efectuada até final do ano 2001.



O presente protocolo vigora por um período de um ano, automaticamente renovado por períodos adicionais da mesma duração, no caso de não ser denunciado por qualquer das partes, com uma antecedência mínima de 30 dias em relação ao termo do prazo de vigência, mediante carta registada dirigida à outra parte.



1. O MCT enquanto entidade co-financiadora de aquisição e instalação de computadores multimédia com ligação á RCTS e impressoras nas escolas cobertas pelo presente protocolo, nos termos referidos no protocolo celebrado com a Associação Nacional de Municípios Portugueses referido no nº 2 do artigo 1º, não adquire qualquer direito de propriedade sobre os mesmos, o mesmo sucedendo com as entidades que actuem em seu nome nesta matéria.

2. A despesa inicial com a aquisição e instalação de computadores multimédia com ligação á RCTS e impressoras nas escolas abrangidas pelo presente protocolo será suportada pela Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) enquanto entidade que gere a Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade devendo a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, na sequência de facturação que lhe for dirigida pela FCCN, reembolsá-la em 25% dessa despesa, percentagem do investimento que, nos termos do protocolo referido no nº 2 do artigo 1º lhe cumpre assegurar.

Aveiro, 29 de Outubro de 2001

O Ministro da Ciência e da Tecnologia - José Mariano Gago

O Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha - Rui Pereira Marques

ANEXO A QUE SE REFERE O ARTIGO 1º Nº 1

EB 1 de Albergaria-a-Nova
EB 1 de Albergaria-a-Velha nº 1
EB 1 de Albergaria-a-Velha nº 2
EB 1 de Albergaria-a-Velha nº 3
EB 1 de Angeja nº 1
EB 1 de Angeja nº 2
EB 1 de Campo nº 1
EB 1 de Carvalhal
EB 1 da Cruzinha
EB 1 do Fial
EB 1 do Fontão
EB 1 de Fontes
EB 1 de Fradelos
EB 1 das Frias
EB 1 de Frossos
EB 1 de Lajinhas nº1
EB 1 de Souto
EB 1 de Mouquim
EB 1 d Nobrijo
EB 1 de Outeirinho
EB 1 de Paus
EB 1 de Sto. António nº 1
EB 1 de Sto. António nº 2
EB 1 do Sobreiro
EB 1 de Soutelo
EB 1 de Telhadela
EB 1 de Vila Nova de Fusos
EB 1 de Vilarinho de S. Roque

terça-feira, 25 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Angeja - Cacia

Na primeira metade deste século [Séc.XX], aqui em Cacia, no verão, nos areais do Vouga junto à memorável Ponte de Pau, era ver ao domingo magotes de gente a dessedentar-se nas águas serenas e límpidas do Rio que em tempos medievais se chamava Rio Cacia!

De Aveiro arribavam barcos embandeirados, cheios de gente moça, rapazes alegres e tricanas vistosas, acompanhados dos seus maiores (nesse tempo a mocidade e a velhice faziam sociedade!) sobraçando foguetes, lancheiras e cestos, mantas e esteiras... e até pianos! Era um arraial de gente adomingada e a cheirar a limonete!

De Cacia e dos arredores chegavam bandos de lisboetas em férias, raparigas e rapazes a cantar e a dançar modinhas, a sanfona a despertar apetites bailariqueiros à sombra dos salgueiral! Era um fartote, um dia de prazer e de romantismo saudáveis, alegria sem drogas, euforia sem imoralidades!

A velhíssima Ponte de Pau, que o betão substituiu em 1943, havia desempenhado um bom serviço público desde 1860, ano da sua inauguração. Antes desse longínquo ano, a travessia do Vouga, naquele local, fazia-se a vau ou de barco, sendo que os barqueiros, por esse serviço, haviam grangeado do Rei o privilégio de estarem isentos de servir nas galés.

A memória traz-nos à tona uma história interessante: do lado de Angeja, logo ao fim da Ponte e junto ao "Poço do Careca", havia a Casa do Guarda, morada oficial do cobrador da "portagem" estabelecida pelo poder real, cinco réis por pessoa, um vintém por carro, preço que aumentava para um imposto mais chorudo quando o carro, em vez de erva, transportava pipas de vinho, imposto conhecido pelo "Real de Água"! O cobrador chamava-se José Venâncio, casado com a senhora Conceição, mais conhecida por Ti-Conceição da Ponte. Consta-se que este cobrador de impostos era rigoroso na cobrança, que nem a Deus-Pai perdoava, e que um dia obrigou o Dr. Afonso Costa, quando lá passou, a pagar os cinco reis da portagem. Diz-se até que foi por isso que aquele político, logo que chegou a Lisboa, mandou anular para sempre tão impopular contribuição!

Contada esta história, voltemos ao Rio.

Quando as cheias do Vouga se tornavam em caudalosas enxurradas e as águas em turbilhão atingiam o patamar da Ponte, o povo, embora temente a Deus, não desperdiçava o dantesco espectáculo de ver aquela avenida de água a arrastar árvores e madeirame, objectos de lavoura, pipas e cestos, e até animais mortos por afogamento, tudo a boiar aos trambolhões por aquele mar de água! Nessa altura o Vouga jamais era o protector benfazejo e amado, ele era um medonho e traiçoeiro inferno! E se a enxurrada demorava dias, como algumas vezes aconteceu, nem pão havia em Cacia, pois os moleiros do Fontão e de Frossos ficavam impedidos de cambiar as moendas. A própria estrada que ligava e liga Angeja a Cacia — a então formosa e arborizada Cambeia! — também ficava interrompida, se não mesmo cortada pelo furor das enxurradas.

Até a Ti-Conceição da Ponte, a mulher do José Venâncio, com tasquinha montada na própria Casa do Guarda onde morava com o marido, até ela, coitada, não tinha a quem vender as sardinhas fritas, pimpões e enguias de escabeche, um pratito de "robacos" na época, e, quando a porca paria a ninhada, leitão assado no forno! E quanto a vinho e aguardente, ela esmerava-se por ter uma boa qualidade para servir os caminhantes, feirantes e gente do campo! E ainda, para agradar a umas tantas mulheres na presença dos maridos, uns pirolitos para adocicar o parreirol!

Mas não era só na Ponte de Pau que acontecia, no verão, haver arraiais nas margens do Vouga! Em Angeja, Frossos, S. João de Louve e por aí fora, o povo juntava-se em "sociedades" e cantava e dançava ao som de música que os próprios entoavam. E não faltava quem vendesse o seu copito, corno hoje se vendem nas praias esses milhentos e efeminados coca-colas a saber a sabão de barbeiro!

Sarrazola, por razões óbvias de lonjura, não frequentava os areais da Ponte de Pau, mas também organizava festas semelhantes no MurçaínhO, nas
barreiras do Rio Novo, onde não faltava a tasquinha do Ti-Crespo, com parreirol da zona, fresquinho de beber em tardes de canícula. Mas os arraiais de Sarrazola, por serem mais caseiros, não tinham as características "inter-regionais" dos de Cacia.

Em conclusão: o Rio Vouga, na sua derradeira etapa rumo à Ria de Aveiro, era uma permanente festa! Mesmo nos dias de trabalho, era ver o Vouga pejado de mercantéis rio acima, uns, a demandarem Águeda e o Poço de Santiago ajoujados ao peso do sal, outros, rio abaixo, carregados de vinho, de lenha e de carqueja, para Aveiro, Murtosa e Ílhavo.

O Rio Vouga foi durante séculos um palco de vida intensa e um braço de Deus a ajudar o progresso das nossas terras!

Pelo que fez em vida merece, agora que está morto, um profundo e comovente epitáfio na sua campa, que é a Ria!

NOTA — A Casa do Guarda, após a abolição da taxa de portagem e pouco tempo depois da morte de José Venàncio, foi usada, durante muitos anos, como depósito de ferramentas dos cantoneiros.

Bartolomeu Conde / O Aveiro, 07/01/1993

artigo "Recordando... As Praias Fluviais do Vouga"

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vila Francelina



Vila Francelina

Classificado como IM - Interesse Municipal

Nota Histórico-Artistica

Edificada entre 1897 e 1905, a Vila Francelina é um exemplar de casa apalaçada mandada construir pela família Sequeira, que havia estado emigrada no Brasil durante alguns anos. Apresenta uma estrutura eclética, em que as linhas arquitectónicas de gosto tipicamente português se juntam aos motivos decorativos Art Déco.

O conjunto é constituído pela casa principal e pelos anexos, originalmente destinados a garagens, currais, adega e eira.A casa divide-se em três pisos, ritmados pela distribuição simétrica das janelas. Estas constituem os elementos decorativos mais interessantes do exterior da casa, uma vez que as molduras são ornamentadas com motivos vegetalistas. A fachada é também ornamentada com um friso de azulejos Arte Nova.

No interior, evidenciam-se os frescos que decoram todas as divisões, destacando-se os do àtrio e da sala de jantar, com motivos bucólicos. O pavimento da casa é de madeira, nos pisos superiores, e de azulejos de diferentes formologias, do início do século XX. Actualmente, a Vila Francelina está adaptada a espaço de turismo rural.

Catarina Oliveira

DIDA/ IGESPAR, IP./ Maio de 2011

Cronologia

Edital camarário de 6-10-2010, publicado no Diário de Aveiro de 15-10-2010

Deliberação camária de 16-10-2010 determinou a classicação como IIM da Vila Francelina

Edital 106/2009, de 8-07-2009

Deliberação camarária de 2-05-2002 determinou a abertura do procedimento para classificação da Quinta da Vila Francelina

Despacho de encerramento de 14-09-2009 do Director do IGESPAR, I.P.

Proposta de encerramento de 9-09-2009 da DRCCentro, por não ter valor nacional


sábado, 15 de outubro de 2011

Hino dos Malmequeres

Campinho de Albergaria
Albergaria
Nao se encontra algum rival
Algum rival BIS
Sao cantares de alegria
Ai sao cantares de Portugal

Vamos Marchando em frente
Com as nossas cantigas
Alegram toda a gente
Cantar das raparigas

Disponta à mocidade
Desta terra tao linda
Campinho digo bem alto
Este bairro nunca finda

Os Malmequeres de Campinho



Foto: Eng. Duarte Machado / Facebook C.G.


http://imagensdealbergaria.blogspot.com/2011/09/rancho-folclorico-os-malmequeres-de.html


O grupo foi o 1º premiado entre 4 concorrentes no Festival Folclórico de Cesár em 1959.


O aguedense Fernando Braz da Costa foi ensaiador do grupo e relembra esse facto no seu poema "Agueda Que Vivi".


(...)


Ensaiou muitos anos o Vos Omnes

Godofredo Duarte que foi grande regente

Homem de grande talento musical

Que bonitas obras deixou à gente


Ofereceu uma música da barcarola

Que guardo ainda com muito carinho

Com ela ganhei um prémio em Cesar

Com o rancho "Os Malmequeres de Campinho"


(...)




Nota: noutro poema, este sobre o Mercado em 1950, refere-se ás regueifas de Albergaria Nova:


E com cestos muito grandes

Mulheres com muita graça

Vinham vender as regueifas

Andando à volta da praça


Vendiam mesmo na rua

E até davam a prova

Dessas regueifas tão boas

De Albergaria-a-Nova


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Novos Símbolos Heráldicos

Os deputados municipais de Albergaria-a-Velha reuniram-se em sessão no dia 23 de Setembro.

Nesta sessão, os deputados aprovaram os “Símbolos Heráldicos para o Município de Albergaria com sede em Cidade”, tendo sido feita uma ressalva pelo deputado Delfim Bismarck que alertou para algumas falhas.

Jornal Beira-Vouga

Ponto 2 – Apreciação e votação dos “Símbolos Heráldicos para o Município de
Albergaria-a-Velha com Sede em Cidade”;