segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Alba: Memórias do Cine-Teatro

O Catálogo da Exposição "Alba: Memórias do Cine-Teatro" só foi possível graças aos contributos das pessoas que partilharam as suas recordações deste importante equipamento cultural


Fb

No dia 28 de outubro foi apresentado o Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, uma edição exclusiva de 1.000 exemplares numerados, que apresenta as história de um importante equipamento cultural pelas pessoas que o vivenciaram.

Não se pretende que este livro seja a realização de um exaustivo trabalho de investigação sobre o Cineteatro Alba (CTAlba), mas antes uma súmula de recordações, informações e memórias que são essenciais para a compreensão da história de um espaço que tanto significa para Albergaria-a-Velha e seus habitantes.

Para este trabalho, foram convidados antigos funcionários e colaboradores, que partilharam os seus conhecimentos e memórias, de forma a ilustrar um lugar especial que lhes marcou a vida. Ao longo das páginas do Catálogo, é possível encontrar recordações de quem construiu o Cineteatro Alba, de quem aqui trabalhou ou, simplesmente, de quem aqui se divertia. “Não se trata aqui de fazer a História de um edifício, de representarmos lugares, mas apenas de recuperarmos emoções, atmosferas e sensações, envolvidas em imagens desvanecidas pelo tempo.”

O Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, que vem acompanhado com DVD, vai estar à venda no CTAlba, na Biblioteca Municipal e no Arquivo Municipal.  

CMA

CTAlba – Sala de Exposições (até 6 de Janeiro de 2013)
 
Alba, Memórias do Cineteatro debruça-se sobre a fascinante viagem pela memória de um espaço de cultura que se destacou na História recente de Albergaria. Nesta mostra aborda-se a fundação da Fábrica Alba, a edificação do Cineteatro, os seus funcionários, as recordações e as vivências dos diversos espetáculos culturais que aqui ocorreram, contando a autarquia com a colaboração e empenho de diversas pessoas que, através do empréstimo de peças, objectos e do relato das suas memórias, contribuíram para o enriquecimento deste evento. Procura-se captar o espírito de um lugar que marcou e continuará a marcar gerações, um local mágico, que nos fez rir e chorar, que criou momentos únicos que ainda hoje perduram na memória.


Facebook do Cineteatro Alba

sábado, 27 de outubro de 2012

Jogo amigável na Branca

Tarde de golos e festa vermelha

Branca Activa, 0 – S.L. Benfica, 16

Branca Activa: Fábio; Fidel, Alex, Ruizinho e Paulo – cinco inicial. Jogaram depois: João Ricardo, Luís Cândido, Nunes, Nuno, Carlitos e Décio.

Suplente não utilizado: Armando.

Treinador: Fausto Leite.

S.L. Benfica: Zé Carlos; Pica Pau, Zé Maria, André Lima e Majó- cinco inicial. Jogaram depois: Bruno Tavares, Jesus, Leandro, Pirata, Ricardinho, Jardel e Miguel Almeida.

Treinador: João Ferreira

Pavilhão: Municipal da Branca, na Branca.
Assistência: Cerca de 2.000 espectadores.
Árbitros: João Salgueiro e Paulo Oliveira.
Cronometrista: Luís Valente
Ao intervalo: 0-9.

Marcadores: Zé Maria (3), 4,12, 4,20 e 16,57; Pirata (2), 7,02 e 7,50; Ricardinho (3), 8,22, 27,30 e 39,20; Jesus (1), 10,25; André Lima (4), 19,10, 19,56, 36,35 e 36,40 e Jardel (3), 30,26, 33,16 e 34,10.

Acção disciplinar: Nada a registar.

A equipa de futsal do Benfica, actual campeã nacional, veio ao pavilhão municipal da vila da Branca, realizar um jogo amigável com o Branca Activa, equipa do concelho de Albergaria-a-Velha, que disputa o campeonato distrital de futsal da 2ª divisão da Associação de Futebol de Aveiro.

Os «encarnados» venceram por 16-0, com as suas principais «estrelas» a brilharem intensamente, com André Lima a «facturar» por quatro vezes e Ricardinho, Zé Maria e Jardel a marcarem três golos cada um.

O pavilhão da vila da Branca encheu-se de público que se deliciou com a categoria dos craques benfiquistas, que no final não deixaram de assinar centenas de autógrafos em tudo quanto lhes foi colocado à frente, desde camisolas, bonés, bandeiras, cachecóis, ou folhas de papel. Quanto ao jogo propriamente dito, a história do mesmo resume-se à total supremacia do Benfica, que demorou pouco mais de quatro minutos a embalar para a goleada, que de resto, podia ter sido bastante mais expressiva, não fosse um certo abrandar de ritmo, no início da segunda parte, em que durante mais de sete minutos, a baliza defendida por Fábio não foi atingida. Depois voltou a superioridade dos vencedores, ainda que a boa réplica do Branca Activa tenha sido bastante vincada, merecendo marcar pelo menos dois golos, que os seus jogadores desperdiçaram em outros tantos momentos, primeiro, num livre directo, resultante da sexta falta benfiquista, já em cima do intervalo, que Ruizinho rematou por cima da barra e a dois minutos do fim, quando o guardião Fábio, que por sinal realizou uma bela exibição, evitando uma série de golos adversários, beneficiando do facto do Benfica ter tirado o guarda-redes Zé Carlos, trocando-o pelo quinto jogador de campo, repôs a bola em jogo com um remate comprido, que saiu a centímetros do poste da baliza «encarnada». A vitória do Benfica traduz o seu intenso domínio, mas a tarde foi de festa, que teve ainda a participação da Associação de Futebol de Aveiro, com o vice-presidente do Conselho de Arbitragem, Sá Neves, a entregar uma lembrança da AFA ao seu filiado Branca Activa, na pessoa do presidente da direcção, Artur Salsa, comemorativa deste bem conseguido evento. De resto, os dirigentes do Branca Activa, fazem mesmo jus ao epíteto de «activos», pois, embora o clube tenha apenas um ano de existência já antes tinham realizado outros jogos amigáveis com equipas tão credenciadas como o Freixieiro e a Associação Académica de Coimbra.
Arbitragem sem problemas, limitando-se a conferir as faltas e a assinalar os golos… do Benfica.

O miticismo do «poder vermelho»


A vila da Branca tem hoje em dia uma colectividade desportiva que «pegou de estaca» e que já se pode considerar um novo embaixador do desporto da segunda maior freguesia do concelho de Albergaria-a-Velha. Com efeito, os dirigentes do Branca Activa podem orgulhar-se do excelente trabalho que estão a desenvolver e que teve o seu ponto alto mais alto neste espectacular jogo que, à conta do glorioso SLB encheu por completo a ampla banca do pavilhão municipal branquense. Foi empolgante verificar como as pessoas viveram este belo evento, que o misticismo que o nome do grande Sport Lisboa e Benfica transporta e congrega. Até o leilão de uma bola autografada por todos os jogadores do Benfica fez parte de uma tarde de sonho que muitos, sobretudo as crianças e os adolescentes vão recordar ao longo do resto das suas vidas. Para completar, registem-se as excelentes participações do grupo Gin Sport, de Soutelo, que efectuou um belo número de ginástica acrobática, justamente premiado com quentes aplausos do público,

A vertente social também não foi deixada de parte e a recepção realizada na Junta de Freguesia da Branca foi digno da fidalguia do clube organizador a das gentes branquenses.

Por fim e pela parte que toca ao jornalista, obrigado pela honra que me deram em apresentar os vários interpretes da tarde. Afinal, foi na Branca que me fiz homem, à conta de 27 anos de trabalho na hoje desaparecida Fábrica Cerâmica da Branca. Por isso e por tudo o resto, obrigado Branca Activa e obrigado amigos branquenses, muitos dos quais pude reencontrar na estupenda e memorável tarde do domingo 10 de Julho de 2005.

Jacinto Martins / Jornal de Albergaria

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fábrica Cerâmica da Branca

Habitantes queixam-se da degradação da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca

Os habitantes do lugar da Estrada, na Vila da Branca, mais precisamente da Travessa da Arroteia e Rua da Cerâmica, queixam-se do estado de abandono dos terrenos da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca, da qual actualmente só resta a chaminé. De acordo com os habitantes, os silvados e matos favorecem a presença de animais, como ratos e cobras, que chegam mesmo a “passear” nos seus quintais.

Nos últimos tempos, foram feitas diversas diligências no sentido de resolver esta situação que continua a provocar dores de cabeça aos moradores do lugar. Recorde-se que o terreno é propriedade da Caja de Ahorros de Salamanca y Soria C Duero, S.O., que possui uma filial em Lisboa.

A primeira diligência remonta ao ano de 2007 quando os habitantes procuraram ajuda através da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. O facto do terreno encontrar-se em zona urbana levou ao arquivamento do processo, de acordo com a legislação em vigor, uma vez que a Câmara Municipal não tinha competências para proceder à limpeza do local. Os habitantes não baixaram os braços e mostraram o seu descontentamento junto da empresa proprietária do terreno, não tendo surtido qualquer efeito.


(...)

Beira-Vouga, 2/10/2012

(Leia a notícia na íntegra na edição da 1.ª quinzena de Outubro do Beira Vouga)

imagem: anúncio Gazeta dos CF nº 1363 - 1944

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cerâmica da Branca


--
Cerâmica da Branca
Chaminé

Fotografia de Mário

A Fábrica de Cerâmica da Branca existia desde 1918. Depois do encerramento da empresa apenas sobrou a chaminé.

PB

sábado, 20 de outubro de 2012

Descer o Vouga até Aveiro

Na Rota das Pousadas

Descer o Vouga até Aveiro

A Pousada de Santo António, em Serém de Cima, nos arredores de Albergaria-a-Velha, é o ponto de arranque para um passeio por fora de estrada que nos leva a acompanhar o curso do rio Vouga até Aveiro, cruzando trilhos florestais entre pinheiros e eucaliptos, e percorrendo caminhos de serventia a férteis explorações agrícolas, nos ricos vales que se estendem nas margens do rio.

A povoação de Serém mal se descobre no mapa, mas durante décadas foi ponto de passagem obrigatória dos viajantes que percorriam a famosa Estrada Nacional Nº1, entre Lisboa e o Porto. Dominando uma colina sobranceira ao rio Vouga, a escassos quilómetros de Albergaria-a-Velha, Serém foi escolhida em 1942 para a implantação de uma das primeiras Pousadas de Portugal, com uma dúzia de quartos e uma suite, bem como um simpático restaurante panorâmico, de onde se disfruta uma bela vista para o vale recortado pelo rio. Hoje, para quem faz a viagem de automóvel entre as duas cidades, o melhor caminho é a auto-estrada, e saindo desta no «nó» de Albergaria, tomamos a I.P.5 em direcção a Viseu e deixamos este «Itinerário Principal» pouco mais à frente, na primeira saída que encontramos, onde se virarmos para Águeda e Coimbra basta percorrer um par de quilómetros para chegar à Pousada de Santo António. Esta unidade da Enatur adaptou-se também aos novos tempos e de «porto de abrigo» para automobilistas cansados de uma viagem que há 15 anos ainda podia demorar um dia inteiro, foi completamente renovada de acordo com os padrões das Pousadas de Portugal, direccionando-se para o turismo de qualidade e tomando-se num local agradável para gozar uns momentos de descontracção.

Tal como o conceito das Pousadas de Portugal, o todo-o-terreno é igualmente uma actividade «anti-stress» e o itinerário que traçámos entre a Pousada de Santo António e o centro da cidade de Aveiro, percorrendo mais de meia centena de quilómetros, é disso um bom exemplo!

Arrancando frente à porta da Pousada de Santo António, cumprimos apenas 500 metros até trocar o asfalto pelos pisos de terra, tomando um caminho que nos faz passar junto à piscina da pousada e conduz até à povoação de Serém de Cima. Aqui, no cruzamento já em asfalto, seguimos pela esquerda até ao fim da estrada, que termina na saída poente da povoação, numa bifurcação em que tomamos a direita, entrando num estradão florestal. Um quilómetro depois, cruzamos o asfalto e prosseguimos em frente, sempre pelo estradão de terra principal, desprezando todos os caminhos que surgem à direita ou esquerda até voltar a encontrar uma estrada alcatroada. Desta feita, seguimo-la durante 800 metros até reentrar em terra, entrando à direita para novo estradão, entre um pinhal e eucaliptal. Cumprimos mais um quilómetro para alcançar a povoação de Fial, onde tomamos a esquerda na rua principal e seguimos a estrada de asfalto que liga com a povoação de Salgueiral. Já à entrada desta, subindo a primeira rua do lado direito penetramos uma vez mais nos caminhos poeirentos entre os pinhais e eucaliptais, cruzando uma ponte sobre a auto-estrada. Depois desta, avançamos à direita em asfalto e 350 metros adiante, na bifurcação seguinte, prosseguimos para terra (nota nº l5 do «roadbook»), seguindo em frente por caminhos que não fazem chegar à entrada da povoação de loure.

Em Loure, viramos à direita na primeira rua que encontramos, a das Fontaínhas, descendo-a até ao fim, para então tomar um caminho de terra à direita e contornar a localidade. Entramos finalmente no vale quando reencontramos o asfalto à saída de Loure, cruzando a estrada para seguir um caminho entre campos agrícolas. Num instânte avistamos o rio Vouga e a partir daqui raras vezes o perdemos de vista, acompanhando o seu curso até Aveiro, ora numa margem, ora ao longo da outra.

Entre Loure e a povoação seguinte, São João de loure, seguimos pela margem direita, «contra a corrente» do rio, percorrendo cerca de cinco quilómetros. Nesta segunda localidade, e já em estrada de asfalto, cruzamos o rio sobre uma antiga ponte de ferro e à saída desta viramos à direita para um caminho que segue pela margem esquerda do Vouga. Momentâneamente deixamos de ver o rio, seguindo por uma pista entre uma alameda de árvores tão cerrada que forma um túnel natural onde nalguns pontos não chega a luz do dia, permitindo adivinhar «belos lamaçais» por altura das chuvas, já que aí os terrenos não secam com a mesma facilidade daqueles que estão permanentemente expostos ao sol. No fim do «túnel» (nota nº 43 do «roadbook») seguimos pela esquerda um estradão «rapidíssimo» que contorna duas pontes da lP5, uma sobre o rio Vouga, outra sobre uma pequena e admirável lagoa, que merece a pena espreitarmos. A ideia é exactamente essa, pois o estradão não tem saída, fazendo-nos voltar para trás pelo mesmo caminho e só no cruzamento anterior atravessamos o rio, Passando por uma pequena ponte. Na margem oposta, entramos na povoação de Angeja, seguindo sempre pela esquerda. Não chegamos a percorrer as ruas de Angeja, mas na bifurcação em que ao virar à esquerda deixamos a localidade pelas costas temos a «Casa dos Leitões», excelente para uma breve pausa, sugerindo retemperar forças com uma sanduíche do dito ou, no caso de não ser apreciador dos «bacorinhos» assados à moda da Bairrada, pode sempre experimentar uns rojões de porco igualmente de fazer crescer água na boca.

Voltando ao percurso, certamente que bem mais «aconchegados», avançamos por asfalto à bifurcação com a Estrada Nacional Nº lO9, que se dirige de Aveiro ao Porto através de Estarreja, Ovar e Espinho. Virando à esquerda no sentido de Aveiro, logo a seguir, mesmo antes da ponte sobre o Vouga, abandonamos a E.N. 109 e tomamos o estradão de terra que acompanha a margem direita do rio. ladeamos ainda alguns braços da ria de Aveiro e atravessamos o Vouga por uma pequena ponte de aspecto algo frágil, mas suficientemente sólida para suportar o peso de dois Range Rover em simultâneo. Na margem oposta, avançamos em frente até à povoação de Vilarinho e só então os caminhos de terra ficam definitivamente para trás. Então, não deixe de observar as casas solarengas desta povoação, e siga para o centro de Aveiro, passando junto às fábricas da Renault até entrar na E.N. 109, e saindo desta pela IP5 na direcção de «Aveiro Oeste» até à rotunda que nos leva ao centro de Aveiro, contornando um dos canais que faz a cidade merecer o rótulo de «a Veneza portuguesa».

Terminamos o passeio no centro de Aveiro. Para regressar à Pousada de Santo António e gozar um merecido descanso, não tem nada que enganar: tome a IP5 em direcção ao interior e siga este Itinerário Principal até ao «nó» que cruza a Estrada Nacional Nº 1. E se o passeio por fora de estrada o deixou com vontade de percorrer mais quilómetros, pode aproveitar dois outros itinerários na «Rota das Pousadas», um que se desenrola também a partir da Pousada de Santo Antónlo, dirigindo-se rio Vouga acima (no sentido inverso ao deste «road-book») até às imediações de Sever do Vouga (Talhadas), e outro que tem como base a Pousada da Ria, perto de São Jacinto, e percorre inúmeros caminhos ao longo da riadeaveiro.

Consulte a sua colecção da Todo Terreno ou siga as «Rota Land Rover», uma colectânea de vinte e dois destes itinerários, à vendas nas boas livrarias, bem como via postal, fazendo o pedido à Todo Terreno.
http://supragw.supra.pt/todo-terreno/jul96/pousadas.htm (1996)

Serém de Cima pertence ao concelho de Águeda e faz fronteira com Albergaria-a-Velha

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Árvores e Candeeiros

O Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, questiona o Ministério da Agricultura, Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, sobre o abate de árvores centenárias, tílias, em Albergaria-a-Velha.

Considera que se trata de árvores que “não apresentavam sintomas de problemas sanitários ou outros e que faziam parte do património cultural e arbóreo, marcante de tantas gerações de albergarienses”. O deputado ecologista quer saber quais os motivos que levaram a este abate e também os planos futuros que existem para aquele local.

Na base da questão está o abate de nove tílias centenárias no largo do Torreão, junto da entrada principal da Quinta da Boa Vista, precisamente junto do local onde decorrem as obras de construção da Biblioteca Municipal de Albergaria.

Recorde-se que este caso motivou uma tomada de posição de populares que se recusaram a retirar veículos estacionados no largo como forma de protesto.

05-06-2012 (Fonte: Rádio Terranova )

Republicada no PORTAL DE ALBERGARIA onde provocou uma troca de palavras mais ou menos acesa:

 

Luis Castro, 5 de Junho de 2012

Outra vez esta conversa sem jeito nenhum?
Voltamos a bater no ceguinho novamente!
E agora, o que é que querem que a câmara faça? Não pensaram que as raízes das ditas tílias poderiam estar a causar problemas nos edifícios adjacentes? Como era visível, muitos dos paralelos já estavam levantados por causa das raízes. Ah e tal agora porque eram centenárias não se podiam abater. Além disso, na minha opinião, estéticamente não ficavam nada bem! Há tantos outros assuntos tão mais importantes na NOSSA TERRA! A biblioteca será, como já é o Cineteatro Alba, uma importante infraestrutura para a NOSSA CIDADE!

Francisco Silva, 7 de Junho de 2012

As árvores não só não estavam doentes, como não causavam qualquer problema nas fundações. São, aliás, espécies indicadas para serem plantadas nas cidades. Mais: eram seres vivos insubstituíveis e que faziam parte da cidade, cujos cidadãos tinham direito a usufruir. Que idade é que você tem? Que gravetos é que quer ver ali a crescer, para si, para os seus filhos e para os seus netos? O que você não percebe é que a cidade, qualquer cidade, é para as pessoas e para ser vivida pelas pessoas; as cidades não são objectos que estão ao serviço de um poder político qualquer, que não tem a mínima ideia do que é o planeamento. Qualquer albergariense que se preze já devia estar farto de ver as fachadas que fazem a identidade citadina emparedadas ou, pior, destruídas: são boas para depois vermos nos postalinhos, não é? Para dizer aos filhinhos e aos netinhos como era isto antigamente, não é? Será que você merece a cidade que tem?

 

 RC, 7 de Junho de 2012

De há uns anos para cá, desde a importação da moda dos movimentos ditos ecologistas e dos partidos ditos verdes, floresceu a ideia de que o que é verde, não se pode cortar… Esteja o ciclo de vida no limite, seja por que razão seja, natural ou da conveniència humana, é verde, não se pode cortar… Enfim, o oito ou oitenta, o exagero, o extremisto tão à portuguesa…
Recordo a polémica intensa ocorrida há alguns anos a propósito do abate das árvores, também centenárias e muito mais frondosas e vistosas do que estas tílias do Torreão, que escondiam a fachada do edifício da Câmara Municipal… O que se disse, as sentenças condenatórias que algumas mentes ecológicamente ultrasensíveis anunciaram aos quatro ventos quando se soube que as árvores iriam ser abatidas… Atentado ambiental, crime ecológico, vilipêndio da memória dos albergarienses, o diabo a sete!…
As árvores foram, apesar dessas visões catastrofistas dos pretensos salvadores da Natureza, realmente abatidas. E hoje… Alguém nota a falta?… Alguém pensa que ficou desvalorizada a estética paisagista do jardim e da fachada municipal?… Alguém acha que a percentagem de dióxido de carbono tornou o céu albergariense mais perigoso?…
Vai Albergaria passar à categoria de deserto apenas porque se decidiu abater nove tílias centenárias numa perspectiva de valorização do património construido, não se sabendo, sequer, neste momento, o que vai ser a futura decoração daquele espaço que até poderá passar por um complemento paisagista natural?…
Enfim… há albergarienses que são uns exagerados!…

 

Campinho a Capital, 7 de Junho de 2012

O Francisco Silva também ainda deve ser novo… pela teoria dele a alameda em frente ao cinema ainda estava cheia de ameixieiras e diospireiros, o chão ainda era de terra batida e estava sempre cheio de diospiros e ameixas esmagadas e de ramos esgaçados pela miudagem a subir às árvores… nem sei se sabe do que é que eu estou a falar… Também nem se deve lembrar do que era o centro de Albergaria a Velha há trinta anos, estavam lá realmente as tílias, mas não estavam as centenas de árvores que foram plantadas nesses trinta anos nas ruas da cidade, não estavam lá os relvados junto ao pavilhão e às piscinas… se alguma coisa se fez nesta terra nos últimos trinta anos foi aumentar as árvores plantadas, mude de teoria para dizer mal, não venha com política para isto, que em matéria de natureza nunca se fez tanto em Albergaria a velha como nos últimos trinta anos, parece que você é que ainda é muito novo…

 

Francisco Silva, 7 de Junho de 2012

Anda muita confusão por essas cabeças. Já percebi que o progresso da nossa cidade é meter betão em cima da terra. Se calhar assim parece mais cidade. Qual é a justificação para cortar as tílias? Valorização do espaço? Não me façam rir. Pelo que sei, o poder público nunca justificou o acto inqualificável; devia fazê-lo! As cidades valem também pela identificação que a sua população consegue fazer dela; eu, e muitos albergarienses, revemo-nos naquilo que a nossa cidade nos pode oferecer. E Albergaria já tem muito pouco para oferecer nesse campo. E com o actual poder poder público tem cada vez menos.
Por acaso sabiam que a casa do Torreão tinha murais e frescos (ou afrescos) nos tectos e paredes, pintos há cerca de 100 anos? E sabem o que lhes aconteceu? Foram destruídos; em nome do progresso, certamente. Por que não preservá-los? Por que não fazer um projecto que contemplasse a sua preservação, um motivo em que a população se pudesse rever? O exemplo das tílias é só mais um. Já agora, não acho nada bem que se tenham abatido as árvores frente à câmara; nem acho nada bem que se tenha destruído o café Girassol para se construir um mamarracho. Mas eu ainda tenho memória disso, porque os mais novos só tem memória de espaços citadinos anódinos, feios, que mais parecem os subúrbios ou os dormitórios das grandes cidades. Mas parece que é isso que querem os meus conterrâneos… Será?

 

Luis Castro, 7 de Junho de 2012

Eu não sei, e admito isso, qual foi o principal motivo que levou o executivo camarário a remover as ditas tílias do local. O que é facto, e volto a reafirmar, é que os paralelos junto a estas tílias estavam TODOS levantados. De qualquer forma, já ouviu falar em enquadramento paisagístico ou reorganização paisagística? Sim, isso também acontece nas cidades!
Se fossem árvores que ao olharmos para elas dissessemos “Eh pá, realmente eram tão bonitas e fazem aqui tanta falta!” A verdade é que não o eram (na minha opinião) e tornaram a praça muito mais arejada. Acredita que alguém ia de propósito ao largo da Quinta do Torreão para ver as árvores?
Concordo com o RC quando diz que “Alguém pensa que ficou desvalorizada a estética paisagista do jardim e da fachada municipal?… Alguém acha que a percentagem de dióxido de carbono tornou o céu albergariense mais perigoso?…”
Relativamente ao Café Girassol, estou plenamente de acordo consigo. O que ali está é um autêntico mamarracho. Foi uma das primeiras obras do Dr. Rui Marques e que desde sempre foi um projecto mal nascido. O arquitecto desse edifício é o mesmo do Centro de Saúde….
De qualquer forma, pelo que se consta, não estará ali muitos mais anos por isso, não se preocupe!
O senhor é mais um bacoco moralista. Quem lhe disse a si que os murais e frescos tinham sido destruídos em prol do progresso? Para que o senhor saiba, esses ditos murais e frescos foram removidos no início das obras e encaminhados para restauro.

 

RC , 7 de Junho de 2012,

é a primeira vez que leio alguém a lamentar o abate das árvores que ofuscavam inutilmente a fachada do interessante edifício da nossa Câmara Municipal. E olhe que críticas antes do abate, ouvi muitas, mas elogios ao resultado final, ouvi ainda mais…

 

Francisco Silva, 11 de Junho de 2012

Ou seja, tectos e pinturas do edifício da futura biblioteca foram de facto destruídos e não têm qualquer recuperação possível. E só não foram TODOS destruídos porque alguém se lembrou de avisar que seria um crime essa destruição. E porque o interior do edifício está documentado há muitos anos. E que essa destruição até poderia ser usada como trunfo político. Mas se era uma riqueza do concelho, ou da cidade, deixou de o ser. Desapareceu.
De resto, é uma imbecilidade confundir a destruição de património com progresso. Não sei onde esta gente vive, mas em Albergaria até parece que progresso rima com retrocesso.
(…) quando se constrói/recupera um imóvel tem que se ter em conta o que lá existe, o que é possível e deve ser recuperado, incluindo as árvores. Nada disso foi feito aqui. O que revela que este poder local não sabe muito bem ao que anda. Ou se calhar sabe muito bem, porque esta é uma das formas de despender mais dinheiro numa obra projectada. Claro que ninguém está preocupado com isto, afinal, trata-se de dinheiro público e a avaliar pelos comentários, o dinheiro público é para desperdiçar.
(…) aqui há uns anos, em Angeja, foram abatidas umas dezenas de árvores seculares, oliveiras, se não estou em erro. O poder local de então começou por dizer que estavam doentes. Mentira. E depois lá se foi sabendo que afinal as árvores foram cortadas para lenha… Perguntem a qualquer angejense com memória, porque hoje, no seu lugar, apenas estão lá uns gravetos sem sentido, na Rua da Várzea.

 

Luis Castro, 11 de Junho de 2012

Vamos lá ver se entendi: Francisco, quer dizer, então a biblioteca devia ser no sitio onde será mas o edifício não deveria sofrer aquelas obras profundas certo? Devia ser no lugar da antiga padaria. Boa ideia! Até se podia aproveitar os balcões de atendimento e tudo!
O sr. continua a afirmar incessantemente que os quadros foram destruídos. Continuo a dizer-lhe que o que diz não tem fundamento porque, como já lhe referi anteriormente, essa foi uma das preocupações da CM (conhecendo o valor das obras) no início da construção da biblioteca. A verdade é que muitas das pinturas (que as conheço) estavam num estado lastimável que a sua recuperação e restauração eram praticamente impossíveis.

 

Sousita, 13 de Junho de 2012

Para que é que precisamos daquelas árvores, ora essa?! Era bom termos uma praça em condições, onde se pudesse estar, mas afinal foi tudo para os bibliotecários poderem ter o seu pópó à porta. Progresso, dizem os saloios… Agora vamos proteger-nos do sol debaixo da sombra dos carros e vamos respirar o seu fumo. E os tectos, património de todos, para que servem?! Ora, em nome do progresso, e porque este se quer de grandes mamarrachos, lá se foi o património. É bem, porque a gente vive é de betão… Com aquele cubo nas traseiras do torreão, deve ter sido por falta de espaço… Mas também, numa terra onde se destruiu um cine-teatro majestoso por um ao estilo de pré-fabricado, onde a maior e mais antiga fábrica vai caindo aos poucos, onde existem (?) vestígios arqueológicos na zona industrial, que poucos conhecem, onde se deixou cair o edifício garagem, onde se fizeram obra duvidosas como o edifício do paços do concelho, já nada admira… e o povão até aplaude!
Mas o pior disto tudo, é que se está tudo a conjugar para colocarem mais candeeiros daqueles bonitos, tipicamente históricos, que adornam a zona histórica da cidade… e mais uns cubos com umas couves… de preferência com o passeio rebaixado, como na rua da igreja à santa cruz, ou na rua de sto antónio, para se poder estacionar à vontade em cima dos passeios.

 

 JF, 13 de Junho de 2012

Sousita, quanto aos candeeiros…vamos esperar para ver, mas aqueles mastros inclinados apontados ao céu em frente ao Cine-Teatro não auguram nada de bom. Palpita-me que nisso vamos estar de acordo. Para já apenas me fazem lembrar os que em tempos colocaram na Rua de Santo António: abortos, mamarrachos, aberrações, revelações de uma imensa ignorância para além da parte estética, porque se esta é discutível, a questão histórica nem por isso…

[completo]

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Página do CDS Albergaria

A página do CDS ALBERGARIA muda a sua imagem e dá início a uma nova fase

Aproveitando as comemorações do 5 de Outubro dia da implantação da República,  o blog CDS ALBERGARIA entendeu comemorar esta importante data, apresentando uma nova imagem, mais fresca, jovem e virada para o futuro. As atualizações vão passar a ser contínuas, e o blog passa a estar diretamente ligado à página do Facebook e do Twiter do CDS Albergaria, atualizando automáticamente as páginas destas redes sociais, permitindo assim, de modo mais eficiente, partilhar todos os novos posts do blog. As mudanças não ficam por aqui, o blog alterará o seu conceito e começará a veicular informação da atividade de todos os eleitos pelas listas do partido, designadamente a atividade dos Vereadores do CDS na Câmara Municipal, dos deputados municipais, bem como a atividade desenvolvida pelos autarcas do partido nas respetivas freguesias.

  É de primordial importância que as populações passem a estar informadas dos assuntos mais importantes do nosso concelho e de tudo o que o CDS ALBERGARIA faz para defender e apoiar as necessidades, expectativas e interesses de todos os albegarienses sem exceção. O blog continuará a veicular informação relevante acerca das atividades do partido.

Como nota final, o CDS ALBERGARIA  quer deixar uma mensagem de esperança no futuro do concelho, sublinhando que a mudança é possível e deve começar por cada um de nós. E que cada um de nós pode mesmo fazer a diferença.

 CDS Albergaria


Vamos ver como corre e se a ideia é seguida pelos restantes partidos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Worldwide Photo Walk 2011

Worldwide Photo Walk Albergaria-a-Ve... (Group: 277)

1 Outubro 2011

  • Albergaria-a-Velha
  • Albergariótipos
  • Worldwide Photo Walk
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  •  Fotografia de Carlos Lopes
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  • Em 2012 irá decorrer no dia 13 de Outubro em Angeja:

  •   No dia 13 de outubro, tem lugar, em vários países do mundo, a WorldWide Photo Walk, o maior evento internacional na área da fotografia social. Mais uma vez, o Albergariótipos – núcleo de fotografia do Clube de Albergaria, associa-se a esta iniciativa e organiza uma caminhada fotográfica pela Vila de Angeja neste dia.

  •         O ponto de encontro está marcado para as 8h00, no Parque do Areal; a caminhada percorrerá as ruas de Angeja e um dos percursos naturais do Baixo Vouga, num trajeto misto de cerca de 6 km, dando assim a oportunidade de conhecer o essencial da História e da vivência da Vila. 

  •         A participação na WorldWide Photowalk é gratuita e aberta a todos os amantes da fotografia. 
  • Os participantes poderão colocar a sua melhor fotografia a concurso, sendo que o vencedor, a apurar por um júri do Albergariótipos, terá direito a um prémio e a participar no concurso mundial anual.

  •         Para mais informações, os interessados poderão consultar o sítio 
  • http://worldwidephotowalk.com/walk/angeja-aveiro-portugal/ ou a página do Albergariótipos no Facebook
CMA

http://worldwidephotowalk.com/walk/angeja-aveiro-portugal/

O limite é de 50 participantes. Podem participar no evento mesmo não fazendo parte do Núcleo de Fotografia – Albergariótipos.
As fotografias de 2012 devem ser enviadas para o grupo de Flickr relativo ao evento em Angeja, disponível em: http://www.flickr.com/groups/wwpwangeja2012/