quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Casa de Santo António

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A Secretaria de Estado da Cultura classificou a Casa de Santo António, na freguesia de Albergaria-a-Velha, como Monumento de Interesse Público, tendo a resolução sido publicada no Diário de República de 21 de fevereiro. Para além desta classificação, foi fixada a Zona Especial de Proteção do Monumento, que inclui alguns elementos com interesse patrimonial, sendo que a sua fixação visa assegurar o seu enquadramento e as perspetivas da sua contemplação.

Integrando, originalmente, uma ampla quinta, a Casa de Santo António, erguida na década de 30 do século XVIII pelo Cap. Dr. João Ferreira da Cruz, é um exemplar típico da arquitetura civil de Setecentos, destacando-se pela sua imponência no conjunto habitacional mais modesto de Albergaria-a-Velha. A fachada longitudinal é dividida por pilastras delimitando a zona residencial, o portão de aparato e a capela, cujo frontão triangular se eleva bem acima da linha do telhado. O interior, ainda que muito modificado, testemunha a sobriedade e depuração do estilo de vida da época. Na capela, concluída em 1750, conservam-se os retábulos do altar-mor e os dois colaterais, bem como a sanefa do púlpito, em talha dourada e policromada, as colunas com pias de água benta que suportam o coro alto e as pinturas do interior do arco cruzeiro.

A classificação da Casa de Santo António reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, e à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística.

Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, considera-se “suspeito” para falar sobre o assunto, uma vez que é sexto neto do fundador da casa e foi o autor do pedido de classificação da mesma realizada há cerca de uma década, quando presidia à ADERAV – Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, tendo ainda escrito o livro Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha (Século XVIII): genealogia, história e arte, editado em 1999. “Mais vale tarde do que nunca. Finalmente começamos a assistir a uma série de classificações de imóveis na região de Aveiro que muito vêm valorizar, divulgar e proteger muito do Património. Pena é que alguns dos melhores exemplos já se tenham perdido ou ficado irremediavelmente comprometidos”.

CMA

Arquitectura residencial, barroca. Palácio urbano de planta rectangular composta por ala residencial e capela integrada na fachada.

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Descrição

Planta rectangular, sensivelmente irregular na fachada posterior, composta por ala residencial e capela. Corpos volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de 2


águas. Ala residencial de 2 pisos com fachada principal flanqueada por pilastras toscanas, tendo no 1º, portas simples de verga recta com cornija recta saliente, encimadas por janelas, ritmada e alternadamente, de sacada, sobre modilhões, e com avental decorado com almofadas em losango. À direita, abre-se amplo portão com pilastras e verga recta decorada por frisos e cornija saliente sobrepujada por pináculos e enrolamentos com brasão liso terminado por cruz, ao centro. Segue-se-lhe a capela, com portal de verga recta encimado por cornija e nicho ladeado por enrolamentos; lateralmente, abrem-se janelas com enrolamentos sobre a cornija encimadas por outras molduras curvas. Remate em frontão triangular com óculo no tímpano. Também à direita, adossa-se pano de muro com sineira. Fachada posteriormente, de arco pleno, ladeada por volutas invertidas e encimada por pináculos e motivo cílindrico no topo. No interior da capela, coro-alto apoiado em colunas, púlpito no lado da Epístola e 2 altares laterais. Na capela-mor, retábulo de talha com colunas salomónicas com grinaldas.

Acessos
Rua de Santo António, nº 22

Protecção
MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 144/2014, DR, 2.ª série, n.º 37 de 21 fevereiro 2014

Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento
Urbano, flanqueado por casas urbanas com 1 e 3 pisos. Fachada principal virada sobre rua. Do lado esquerdo, um pequeno espaço aberto com acesso através de portão chapeado, ligeiramente recuado, separa-a da casa seguinte.

Descrição Complementar

Utilização Inicial
Residencial

Utilização Actual
Residencial

Propriedade
Privada

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido

Cronologia
Séc. 18, década de 30 - É mandada construir pelo capitão João Ferreira da Cruz; 1750 - construção da capela; 1843 - transferidos para a capela, os restos mortais de João Henriques Ferreira (1730 - 1802); 1843, posteriormente - passou para a posse da família Castro e Lemos, tendo sido vendida várias vezes; 1967 - a casa é adquirida por Francisco de Jesus Rodrigues da Silva, adaptando-a a casa de comércio e indústria de confecções; 1981, 26 novembro - proposta de classificação da ADPNCAveiro; 1982 - estava ocupado por uma fábrica de camisas; 1994, 13 setembro - proposta de abertura da DRCoimbra; 1995, 15 janeiro - parecer do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP; 1997, 12 setembro - Despacho de homologação do Ministro da Cultura; 2010, 29 outubro - proposta de ZEP da DRCCentro; 7 novembro - parecer favorável da SPAA do Conselho nacional de Cultura; 2013, 7 fevereiro - publicação do anúncio nº 59/2013, em DR, 2ª série, nº 27, relativo ao projeto de decisão de fixação da zona especial de proteção (ZEP).

Características Particulares
Destaca-se a composição decorativa do amplo portão para o pátio interior e a existência de pequena sineira sobre pano de muro adossado ao lado direito da capela.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Granito (cantarias), ferro (gradeamentos), telha de aba e canudo, vidro, madeira (caixilhos), ferro (portão lateral).

Bibliografia
GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal - VI, Distrito de Aveiro, Zona Sul, Lisboa, 1959, p. 53 - 54; PRATA, José, Nota sobre a Casa de Santo António, em Albergaria-a-Velha, Boletim da Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, Aveiro, 1981-82, nº 6, p. 7 - 10; FERREIRA, Delfim Bismarck, Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha - Século XVIII, Porto, 1999.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID; IPPAR; ADERAV *1; CMAV
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID; IPPAR; ADERAV; CMAV

Intervenção Realizada

Observações
*1 - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.
Autor e Data
Paulo Dordio 1997
Actualização

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Manual de Identidade


registo da Marca
Manual de Identidade

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha vai criar um Manual de Identidade do Município, que irá integrar toda a documentação pública da autarquia, bem como material de correspondência, casos do papel de ofício, envelopes, fax, cartões de identificação vária, ou cartazes alusivos a eventos organizados pela Câmara Municipal.

Através do Manual, os munícipes ficam a conhecer as diferentes possibilidades de utilização, as dimensões e cores, que passam também pela inscrição do logótipo do município no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, a entidade reguladora deste tipo de opção criativa.

O logótipo apresenta-se com as cores vermelho rubi, amarelo e preto, relativas à bandeira do concelho do município de Albergaria-a-Velha e terá forma circular, representando a geográfica do concelho, entre o mar e a serra, sendo a letra de estilo Helvético, nas versões normal e light.

Este é mais um passo no sentido da personalização e reprodução de imagem da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, e passa igualmente pelo site que está a funcionar desde Setembro e que já regista mais de 40 mil visitas, o que se traduz numa média da ordem das 500 consultas diárias. O vereador do pelouro da Educação e Cultura, José Licínio Pimenta, é o responsável pelo site, criado no âmbito do Projecto Sal - online, onde os munícipes podem encontrar informação detalhada acerca dos mais variados assuntos relacionados com a autarquia, acedendo aos mesmos de forma rápida e eficaz e evitando deslocações aos serviços, que implicam perda de tempos e custos financeiros.

Portal d'Aveiro, 08/12/2006 

Recentemente  a CMA começou a usar um novo logotipo que usa o tipo de letra da lápide actualmente existente nos Paços do Concelho de Albergaria-a-Velha  (Fevereiro de 2014)


novo logotipo

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Homenagem aos antigos presidentes em dia de aniversário

“Somos hoje o que construímos ontem”. A mensagem constante no vídeo de sobre a história do concelho de Albergaria-a-Velha, que revisitou a evolução que o município albergariense sofreu desde a sua fundação como concelho, em 1835, até aos dias de hoje, serviu de mote para aquilo que António Loureiro, actual presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, definiu como um “acto de elevado reconhecimento” e de agradecimento “a todos, quantos deram de si ao concelho”.

Diário de Aveiro
autor da Imagem: Ricardo Cavalhal 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Câmara Municipal comemora Fundação do Concelho

No dia 15 de fevereiro, a Câmara Municipal vai comemorar o 179º Aniversário da Fundação do Concelho de Albergaria-a-Velha, uma efeméride importante na medida em que, a partir de 1835, foi possível fortalecer a identidade de um território e comunidade com características próprias.

Para assinalar esta data e preservar a nossa memória coletiva, vai ter lugar, pelas 16h00, no Edifício dos Paços do Município, uma sessão solene que contará com a presença dos antigos presidentes da Câmara de Albergaria-a-Velha ou os seus descendentes. Nesta cerimónia, para além de uma intervenção do atual presidente da autarquia, António Loureiro, serão descerradas fotografias de todos os antigos chefes do executivo e apresentado um pequeno filme sobre o Concelho.

À noite, as comemorações continuam com um concerto no Cineteatro Alba, pelas 21h30. Teresa Salgueiro, uma das artistas portuguesas com mais projeção internacional, vem apresentar o seu trabalho a solo, O Mistério, cujos temas foram totalmente compostos pela artista.

Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, “a ideia de comemorar o aniversário do concelho há muito que deveria ter sido efetuada. Como o próprio por diversas vezes escreveu e sugeriu à assembleia municipal local ao longo dos anos, é de elementar justiça que o salão nobre dos Paços do Concelho apresente uma galeria com os retratos de todos os antigos presidentes de câmara que ao longo de 179 anos serviram o município.

O facto de nesta data virem a Albergaria-a-Velha muitos filhos, netos e bisnetos deste concelho é, para nós, muito importante e que nos enche de alegria. Desta forma, salvaguarda-se a memória de uma comunidade, fortalecendo-a e enriquecendo-a”.

CMA, 07-02-2014

HISTÓRIA

O território que hoje compõe o concelho de Albergaria-a-Velha tem ocupação humana desde a pré-história, conforme os sítios arqueológicos o demonstram. Chegados ao século XVI, este território estava dividido por diversos concelhos autónomos: Angeja, Frossos, Paus e Pinheiro, enquanto os restantes aglomerados populacionais se mantinham na jurisdição de outros concelhos: Aveiro, Bemposta, Recardães e Vouga.

Com o advento do Liberalismo, no início do reinado de D. Maria II, foi então promovida a elevação de Albergaria-a-Velha à categoria de Vila e criado o seu concelho, retirando-a do concelho de Aveiro. Para esse fim, foi anexado o concelho de Angeja (temporariamente extinto), a freguesia de São João de Loure e parte da freguesia de Valmaior (do concelho de Aveiro). E no dia 13 de Fevereiro de 1835 teve lugar a primeira sessão, na presença da maior parte do povo do mesma Villa apesar de só ser oficializado por Decreto de 23 de Julho de 1835, para logo em Setembro de 1835 lhe ser acrescentado o concelho de Paus. A 6 de Novembro de 1836, foram extintos os concelhos de Frossos e de Recardães. O primeiro, foi por poucos dias integrado no concelho de Albergaria-a-Velha, até que em Janeiro de 1837 passa a integrar o restaurado concelho de Angeja. Do segundo, uma parte da freguesia de Valmaior, passou para o concelho de Albergaria-a-Velha. Pouco depois, a 18 de Março de 1842 foi extinto o concelho de Paus, ficando uma parte (Alquerubim e Paus) para o concelho de Albergaria-a-Velha e outra para o concelho de Águeda. No entanto pouco tempo duraria esta medida, uma vez que em Maio de 1842, na sequência da ditadura de Costa Cabral, viria a ser restaurado o concelho de Paus e extinto temporariamente o de Albergaria-a-Velha, assim se prolongando até Maio de 1846, altura em que na sequência da revolta designada por "Maria da Fonte" foi restaurado o concelho de Albergaria-a-Velha.

Poucos anos mais tarde, o Decreto de 31 de Dezembro de 1853 extinguiu os concelhos de Angeja e de Vouga. Do primeiro, passaram a integrar o concelho de Albergaria-a-Velha as freguesias de Angeja e Frossos, ficando as freguesias de Canelas e Fermelã para o concelho de Estarreja. Do segundo, viria a ser incorporada no concelho de Albergaria-a-Velha outra parte da freguesia de Valmaior. Mas só em 1855 o concelho de Albergaria-a-Velha viria a assumir a totalidade do seu actual território, com a anexação das freguesias da Branca e da Ribeira de Fráguas.

Como vimos, foi ao longo de cerca de vinte anos que se foram congregando os territórios que constituem o concelho de Albergaria-a-Velha, nem sempre de forma fácil e ordeira.

Os Paços do Concelho de Albergaria-a-Velha foram funcionando em casas arrendadas, até que em 1869 se deram início às obras do actual edifício, que apenas foi inaugurado em 1897. Foi por esta altura que, no período compreendido entre 1895 e 1898, o concelho de Albergaria-a-Velha anexou o concelho de Sever do Vouga.

A partir de Janeiro de 2013, o concelho de Albergaria-a-Velha sofreu uma nova reorganização, sendo agregadas as freguesias de Frossos e de Valmaior, respectivamente, a São João de Loure e Albergaria-a-Velha.

Desta forma, o concelho de Albergaria-a-Velha é presentemente constituído por seis freguesias: União das freguesias de Albergaria-a-Velha e Valmaior, União das freguesias de São João de Loure e Frossos, Alquerubim, Angeja, Branca e Ribeira de Fráguas.

O concelho de Albergaria-a-Velha tem actualmente 25.252 habitantes (censos 2011).

(panfleto CMA)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Fotografias de João Fortunato de Pinho

No âmbito de um protocolo celebrado com o Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, João Manuel Estrela de Pinho Dias, neto do artista Albergariense João de Pinho, cedeu dois álbuns de fotografias do seu avô, que contêm imagens do final do século XIX e início do século XX.

João Fortunato de Pinho, para além de desenhar e pintar, foi fotógrafo amador quando esta arte era uma novidade em Portugal, tendo ainda fundado, em 1896, o jornal Correio de Albergaria. Nos dois álbuns cedidos ao Arquivo Municipal, encontram-se dezenas de fotografias antigas de locais do Concelho – Fábrica de Papel de Valmaior, Praça Comendador Ferreira Tavares, Quinta da Boa Vista, Igrejas de Alquerubim e Angeja - bem como de alguns eventos importantes – o Carnaval de Albergaria-a-Velha ou a primeira excursão de comboio da Vila da Feira até Albergaria-a-Velha.

O Arquivo Municipal, na sua missão de preservação, tratamento e difusão de importantes documentos históricos, vai proceder à digitalização das imagens, que ficarão guardadas na coleção “Fotografias de Albergaria-a-Velha”. Os dois álbuns originais serão, depois, devolvidos ao proprietário, juntamente com as digitalizações feitas pelos técnicos do Arquivo.

Estas fotografias vêm enriquecer o património arquivístico do Município, dando-se, assim, mais um passo na preservação da nossa memória coletiva.

Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, “o presente acervo de imagens é de grande importância para o concelho de Albergaria-a-Velha bem como para a região de Aveiro, já que aqui podemos encontrar imagens únicas de diversos aspetos desta e de outras regiões do país. Em muitos casos, apresentam igualmente as únicas imagens conhecidas de algumas personalidades do concelho”.

CMA, 13/02/2014

DADOS BIOGRÁFICOS DE JOÃO DE PINHO

Natural de Albergaria pertencia à família da célebre e bi-centenária Estalagem dos Padres. Era um artista: desenhava, pintava e era fotógrafo amador quando esta arte dava os primeiros passos no País.

Em 1896, com 25 anos, fundou e dirigiu o jornal "Correio d'Albergaria" que durou até 1908.

Lançou a primeira colecção de 14 postais ilustrados de Albergaria-a-Velha, em 1908, com clichés [fotos] por ele realizados em 1907 e 1908 e mandados imprimir em Paris.

Dedicou-se à busca de documentos sobre a história da região, muitos dos quais publicou no "Jornal de Albergaria", bem como publicou um pequeno volume, no começo do século, sobre o Convento de Serém e as ligações constantes dos seus frades com Albergaria. Foi tesoureiro de Finanças em Albergaria e em outras vilas e cidades.

Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha"

http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2011/04/joao-pinho-1871-1939.html


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Comemorações da fundação do concelho

(...) nas comemorações do 25 de Abril de 2010, decorridas no Centro Cultural da Branca, nós próprios, depois de fazermos um apanhado do que foi aquela data e o que se lhe seguiu, afirmámos: "Melhor ainda, seria comemorar outras efemérides, como, por exemplo, a da fundação do concelho de Albergaria-a-Velha que teve a sua primeira sessão no dia 13 de Fevereiro de 1835, que ainda por cima comemora este ano uma data "redonda" os seus 175 anos".

O mínimo exigível, seria uma daquelas mostras e realizar no Arquivo Municipal (Antiga Cadeia), com duas ou três vitrinas e dois ou três painéis, a que habitualmente chamam pomposamente exposições e que o marketing político da agenda cultural e da revista da autarquia tratam de induzir os leitores a pensar tratar-se de algo em condições, quando não passam afinal de "micro-exposições". (...)

Mas o mais importante, é que Albergaria-a-Velha não tem o seu dia, e esse dia quanto a nós, deveria ser o 13 de Fevereiro (data da fundação do concelho), ou o 1º de Novembro (simbolizando o mês de Novembro de 1117 em que a Rainha D. Teresa doou o Couto de Osseloa a Gonçalo Eriz, fundando assim a primitiva Albergaria).

Um ou outro seriam o "Dia do Município", que para além de servir para que nas escolas se falasse um pouco mais da nossa história local, "semeando" assim raízes à nossa terra, poderia e deveria servir também para homenagear os Albergarienses que por cá ou espalhados pelo Mundo mais se têm destacado nas mais diversas áreas de actividade. Aliás, isto é o que qualquer município com algum grau de civilidade faz. Será que custa assim tanto?

Delfim Bismarck, Jornal de Albergaria, 22/02/2011

No dia 15 de Fevereiro realiza-se um concerto com a cantora Teresa Salgueiro por ocasião dos 179 anos do concelho de Albergaria-a-Velha. Delfim Bismarck é actualmente vereador. Esperamos por mais iniciativas relacionadas com a comemoração deste dia que no próximo ano fará 180 anos.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Exposição de Pintores albergarienses

20 pintores em exposição
PRIMEIRA EXPOSIÇÃO COLETIVA DE PINTORES ALBERGARIENSES

A inauguração é na sexta-feira, 14 de fevereiro, pelas 17h30!

Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha

Amélia Resende
Ana Sofia Almeida
Artur Oliveira
Clélia do Carmo
Fausto Ferreira
Filipe Chaló
Filomena Vaz Pinto
Igor Alexandre
Isaura Lalanda
João Cavacas
João Larraz
Jorge Cruz
José Manuel Tavares
Kátia Pires
Lucília Ferreira
Maria do Céu Oliveira Silva Santos
Maria Helena Melo (Lena)
Paulo Tanoeiro
Tiago Paço
Tucha Martins



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Filme sobre a Alba com estreia prevista para Abril


Falar sobre a Alba é falar sobre uma empresa que se dedicou a uma região e que se entregou à uma comunidade. E fê-lo de uma maneira arrojada para a época, reflectindo a postura visionária do seu fundador, o Comendador Augusto Martins Pereira. O legado que deixou é a prova viva da dedicação às gentes das suas terras, Sever do Vouga, de onde era natural, e Albergaria-a-Velha, onde fundou a Alba. Com estreia prevista para Abril, o filme «Alba, uma marca ao serviço da comunidade», produzido pela Animacroma Filmes, pretende salvaguardar a memória de uma das empresas mais importantes da nossa região, com uma acção notável, não só a nível económico, mas também social, desportivo e cultural, através da criação de diversas infra-estruturas que até hoje persistem no tempo.

Leia a notícia detalhada na edição da 1.ª quinzena de Fevereiro. Mais em www.jornalbeiravouga.com

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Evolução da População do concelho de Albergaria-a-Velha

Albergaria-a-Velha
Evolução do nº de habitantes (censos de 1864 a 2011) para o concelho de Albergaria-a-Velha

Como evoluiu a população do concelho - video

A POPULAÇÃO DO DISTRITO DE AVEIRO - de 1864 a 2011
http://populacaodistritodeaveiro.jimdo.com/

    Sumário:
    Evolução da População do Distrito entre 1864 e 2011
    Evolução da População dos Concelhos entre 1864 e 2011
    Variação da População dos Concelhos entre 1864 e 2011
    Variação da População do Distrito por Períodos de 50 Anos
    Variação Percentual da População Entre 1864 e 2011
    Nº de habitantes das freguesias nos censos de 1864 e 2011
    Evolução dos Grupos Etários Entre 1981 e 2011 (Distrito)
    Evolução dos Grupos Etários Entre 1981 e 2011 (Concelhos)
    A População do Distrito no Censo de 2011

 Aceda aos dados do distrito de Aveiro em http://populacaodistritodeaveiro.jimdo.com
 Aceda aos outros distritos em http://www.censosdeportugal.blogspot.com

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A EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO DO DISTRITO ENTRE 1864 e 2011

O primeiro gráfico em http://populacaodistritodeaveiro.jimdo.com/ traça a evolução da população do distrito de Aveiro, em termos do número de habitantes constantes dos censos efectuados em 1864, 1878, 1890, 1900, 1911, 1920, 1930, 1940, 1950, 1960, 1970, 1981, 1991, 2001 e 2011. O segundo gráfio apresenta a variação percentual verificada entre censos.

Neles estão registados alguns dos fenómenos que condicionaram a evolução da população portuguesa nestes últimos 150 anos: o reduzido crescimento verificado no censo de 1920, fruto da peste pneumónica e da 1ª Grande Guerra; o crescimento verificado nos anos 30 e 40, após a instauração do Estado Novo; o decréscimo populacional que se instala no País nos anos 70, fruto da emigração e das guerras coloniais; o forte crescimento verificado no censo de 1981, em resultado do regresso dos residentes nas ex-colónias.

O distrito de Aveiro apresenta uma taxa de crescimento superior à média do País (2.83 para 2.46).

População - 2011