sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Galeria de Fotografias

site antigo da CMA - 2006
REVIVER O PASSADO

Estação dos Caminhos de Ferro
Rua Barros Gomes
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Rua do Hospital II

GASTRONOMIA

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Cruz da Igreja da Branca
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Cruzeiro de Frossos
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Bateira
Cruzeiro de S.João de Loure
Moinho de Vilarinho de S.Roque
Fonte da Alameda (*)
Parque de Merendas de Frossos

Campos de Frossos
Parque Fluvial de Angeja
Pateira de Frossos
Barragem Rio Fílveda
Pastoreio na zona Baixo Vouga

comparar com a versão actual no site da CMA - GF

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Jornal de proximidade

"(...) colocava o desafio de nos enviarem as vossas sugestões, as vossas foto-denuncia, as vossas "cartas de leitor".
 

Queremos saber. Queremos estar mais próximos. Queremos que nos ajudem nesse sentido."
 

Sara Vinga da Quinta (extracto do editorial do último Correio de Albergaria que comemorou recentemente o 2º aniversário)

https://pt-pt.facebook.com/CorreioDeAlbergaria

Chuva Miúda - Beira Vouga - 1996

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

2º Aniversário do jornal "Correio de Albergaria"

Um jornal de proximidade

A imprensa é a artilharia do pensamento. (Rivarol, Antoine)

O jornal Correio de Albergaria  comemora mais um aniversário de uma renovada existência, desde cedo animada pela ambição de afirmar-se como “artilharia” privilegiada da informação local, esclarecendo dúvidas, fiscalizando e denunciando as grandes questões de um concelho abençoadamente multifacetado.

Num tempo em que muitos jornais nascem e morrem sem que deles se dê conta, à exceção de uns quantos exemplares preservados num punhado de bibliotecas, o Correio de Albergaria também não se livra de enfrentar as dificuldades inerentes aos tempos que vivemos, aceitando o desafio de manter e alargar o leque de patrocinadores e de assinantes, sem nunca condescender na sua luta por trazer sempre a comunidade informada dos factos que realmente contendem com os seus legítimos interesses.

Na verdade, a imprensa regional e local portuguesa tem origens na exaltação da Liberdade, que resultou do triunfo da Revolução Liberal de 1820 e da consequente promulgação da Carta Constitucional. Desde essa época que se multiplicaram no país centenas de jornais locais e regionais, em alguns casos ligados à Igreja Católica e noutras circunstâncias relacionados a tipografias ou a pequenas empresas de comunicação.

Atualmente, e de acordo com os registos obrigatórios de publicações do Instituto da Comunicação Social, haverá em Portugal cerca 4 000 títulos registados, dos quais cerca de novecentos (22,5%) são da imprensa regional e local. Sabendo-se que em Portugal há 22 distritos, isto indica que, em média, cada distrito contará com 41 títulos da imprensa regional e local, embora os distritos do litoral norte e centro detenham bastantes mais publicações do que outros - Aveiro na 2ª posição (com 11%), atrás de Lisboa, mas à frente do Porto.

Ao longo deste novo fôlego, o Correio de Albergaria funcionou muitas vezes como veículo de petição e de representação ou de setores da comunidade ou (mesmo) de toda a comunidade perante terceiros, sobretudo quando se envolveu num jornalismo de causas. De igual modo, foi inegável o esforço de promoção da qualidade dos conteúdos dados à estampa para consumo geral. Numa altura em que se regista o florescimento dos jornais regionais e locais de distribuição gratuita («free papers») e se constata que mais de 20 % dos jornais regionais e locais portugueses  já têm edições on-line, este periódico tem ainda assim sido capaz de salvaguardar a sua independência face aos diversos tipos de poderes (político, religioso…), em especial na salvaguarda da independência face ao poder autárquico. Será provavelmente difícil para muitas pequenas publicações regionais e locais abandonarem a situação financeiramente confortável de dependência das autarquias locais, mas este é - defendo-o com unhas e dentes - o melhor caminho para garantir vendas, leitores e vigor publicitário.

Habitualmente, devo reconhecer que – em razão até das funções que já exerci em contextos diversos – os fazedores de jornais são frequentemente céticos em relação ao interesse e à qualidade dos textos enviados por alguns leitores-escritores. Infelizmente, grande parte deles não têm pés nem cabeça. Contudo, as vantagens, principalmente ao nível da fidelização dos “consumidores”, compensarão os riscos.

Dedicação, carinho e responsabilidade

Porque a conceção de cada número do Correio de Albergaria denota dedicação, carinho e responsabilidade, visando o mui nobre desiderato de gerar (mais) leitores comprometidos e críticos, gostaria de ver incrementada no jornal maior interação com o público que o degusta. Para o efeito, mais do que (porventura) ressuscitar o mistério acutilante da emblemática “Chuva Miúda” do então Beira-Vouga, celebrizada pelo requintado esgar de mangação de um crítico aleatoriamente omnipresente, apreciaria a manutenção de rubricas como “FOTO DENÚNCIA” ou até mesmo a criação do espaço “CARTAS DO LEITORES”.

Se servir o público é um dos objetivos principais do Correio de Albergaria, não seria a secção das cartas dos leitores uma boa oportunidade para potenciar a tão almejada interatividade? Na oportunidade, lembro as funções que as cartas podem ter na imprensa: um espaço aberto de diálogo, de participação e de crítica em relação ao próprio jornal. Aliás, a secção da correspondência dos leitores tem precisamente a função elementar de abrir um canal entre os leitores e as publicações, sendo, por isso, um espaço de aproximação entre os leitores do título e as pessoas que o fazem. As cartas dos leitores fomentariam, assim, uma maior proximidade e reciprocidade entre o jornal e o seu público, enquanto meio primário, de feedback (cfr. Lambiase, 2005: 2).

Para surpresa de muitos, no seu estudo sobre as páginas editoriais em jornais norte-americanos, baseado em questionários a editores, Ernest Hynds, professor na Universidade de Georgia, concluiu que praticamente TODOS os leitores veem a página editorial (que inclui o Editorial, colunas de Opinião, cartoons e cartas dos leitores - aquilo a que podemos designar, na realidade da imprensa portuguesa, como o espaço de opinião dos jornais) como um fórum de troca de informação e opinião.

Habitualmente, devo reconhecer que – em razão até das funções que já exerci em contextos diversos – os fazedores de jornais são frequentemente céticos em relação ao interesse e à qualidade dos textos enviados por alguns leitores-escritores. Infelizmente, grande parte deles não têm pés nem cabeça. Contudo, as vantagens, principalmente ao nível da fidelização dos “consumidores”, compensarão os riscos.

Daí que, além do crescimento abstratamente considerado do Correio de Albergaria, eu formule, por ocasião deste aniversário, o desenvolvimento de um jornalismo de proximidade que combata o isolamento de algumas povoações da nossa terra e que favoreça a divulgação das atividades económicas das micro e pequenas empresas. Até porque um jornal próximo diminui consideravelmente as possibilidades de empobrecimento da Democracia, da Cidadania, da Cultura e da História.

José Manuel Alho
por alho_politicamente_incorrecto, em 22.08.14

JMA - Desde os 15 anos que colabora com vários jornais. Os primeiros a aceitar a sua colaboração foram: Diário de Aveiro, O Comércio do Porto, O Primeiro de Janeiro, Beira-Vouga, Jornal da Pateira, Soberania do Povo, Jornal da Bairrada, Linha da Frente, Região de Águeda, Litoral Centro, A Voz de Azeméis, Jornal de Albergaria e o Correio de Albergaria. Fez ainda locução na extinta rádio (pirata) Talábriga e na Rádio Soberania, de Águeda.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Homenagem a NLFL - 1966

http://museu.rtp.pt/app/uploads/dbEmissoraNacional/Lote%2007/00007283.pdf



(...) creio que o Rogério tem razão: o "legado Napoleão" foi para a construção do Bairro com o mesmo nome, entretanto desmantelado para a construção da Secundária, e que presentemente está na rua Joaquim A. Miranda, ao lado do Lar da Misericórdia (Assilhó). O Bairro da Misericórdia (rua comendador Augusto Martins Pereira) terá sido construido com dotações públicas e com o mecenato da família Martins Pereira. Mas sem certezas...

Mário Jorge Lemos Pinto, Facebook, 9 de Agosto de 2011

Já esquecia que o "legado Napoleão" também deu para comprar uns apartamentos em Lisboa, mas, no tempo em que fui vereador da Câmara, as rendas já mal davam para as despesas de conservação. Quem fazia a administração (recebia rendas e tratava das despesas) era o meu Colega, Dr. José Armando Silva Ferreira, Ilustre Advogado em Lisboa e nosso conterrâneo.

Mário Jorge Lemos Pinto, Facebook, 9 de Agosto de 2011

E repare-se na singeleza do busto: "Homenagem da Câmara Municipal". Assim mesmo, sem outros nomes além do homenageado. Se fosse agora, era logo o nome do presidente da Câmara, "Prof." fulano de tal, que até parece um Professor Catedrático!

Mário Jorge Lemos Pinto, Facebook, 13 de Setembro de 2011

NAPOLEÃO LUIZ FERREIRA LEÃO , proprietário, nasceu em 25 de Julho de 1866 na Rua de Santo António, em Albergaria-a-Velha, filho do Cap. Patrício Luiz Ferreira Tavares Pereira e Silva, oficial de milícias e proprietário, natural de Albergaria-a-Velha, e de D. Maria Amália das Dores Duarte e Cunha, natural de São Jerónimo, Braga, moradores em Albergaria-a-Velha.

Foi editor de dois jornais "O Clamôr" (1891-1892) e "A Situação" (1892); emigrando para Lourenço Marques, Moçambique, aos 28 anos, onde viria a granjear grande fortuna. Começou por aforar ao Estado extensas áreas de terreno na Matola e na Mailana, que cultivou e tornou prósperos. Em 1912 já a imprensa moçambicana noticia a descoberta de óleos diversos, extraídos de frutos, por parte de Napoleão. Em 1916, na sequência da I Grande Guerra, alguns albergarienses foram destacados para aquela colónia, e aí Napoleão os recebeu e apoiou com vestuário, dinheiro e conforto. Faleceu em 25 de Abril de 1922, tendo feito testamento público em 10 de Fevereiro desse ano, em Lourenço Marques, legando toda a sua fortuna à Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, para que com esse legado construisse casas para habitação dos pobres da vila de Albergaria-a-Velha, e depois de não existirem mais pobres a necessitarem de casas, que os rendimentos fossem aplicados na melhoria do hospital e das escolas do concelho. (FERREIRA, Delfim Bismarck, VIGÁRIO, Rafael Marques, "Albergaria-a-Velha 1910 - da Monarquia à República", 2010, p. 571

O NAPOLEÃO DA MATOLA - Napoleão Luiz Ferreira Leão, de seu nome completo, era uma figura típica do velho Lourenço Marques. Antigo colono instalou-se na Matola, aonde sempre se dedicou à agricultura. Honrado cidadão que toda a ...

Recordando o passado: figuras de Lourenco Marques ha 50 anos - 1967

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Comemoração dos 500 anos do Foral de Angeja

http://www.cm-albergaria.pt/output_efile.aspx?id_file=28128&id_object=20710
 Entre 14 e 16 de agosto, Angeja vai transformar-se numa vila quinhentista para celebrar os 500 anos do seu foral atribuído pelo rei D. Manuel. Ao longo de três dias, os visitantes serão conduzidos numa viagem ao passado em que não irão faltar gaiteiros, malabaristas, cavaleiros, nobres e a sempre presente “arraia-miúda”.

De forma a tornar este grande evento numa verdadeira festa da comunidade, os habitantes de Angeja, desde as crianças aos idosos, foram convidados a encarnar diferentes personagens e os seus misteres, construindo, desta forma, um ambiente mais espontâneo e autêntico nos vários momentos que constam do programa.

Na quinta-feira, véspera de feriado, a feira quinhentista, com artesanato, ofícios, tabernas e animação deambulante é oficialmente aberta às 19h30. Pelas 21h30, há um concerto pela Banda Filarmónica de Angeja na Igreja Matriz e, a encerrar a noite, os visitantes poderão apreciar o cortejo noturno “Nós Somos Vida das Gentes” que inclui animação com fogo, malabarismo, danças orientais e música.

No feriado, a abertura da feira é anunciada por uma arruada de gaiteiros às 10h30. A Eucaristia na Igreja terá início meia hora mais tarde, seguindo-se um espetáculo com trampolineiros, grupo de gaiteiros e dança Sufi. À tarde (17h00), as ruas de Angeja irão ganhar um outro colorido com o tradicional cortejo que antecede a chegada da comitiva do foral. A festa continua com um concerto de música comunitária e, pelas 20h30, todos poderão apreciar o que se comia no início do século XVI na ceia quinhentista. O grupo Popularis garantirá a animação musical durante a noite (22h30).


No último dia, os gaiteiros voltam a anunciar a abertura da feira pelas 10h30. O programa da tarde arranca com um concerto pelo grupo Trabucos (15h00) e todos os participantes voltarão a reunir-se para o cortejo e o baile com danças populares medievais e quinhentistas (17h00). Antes da hora do jantar, há ainda tempo para apreciar as demonstrações do Jogo do Pau. A encerrar as comemorações, haverá concertos (Trabucos e Popularis), cuspidores de fogo, o Jogo do Pau e uma apresentação com todos os artistas.



CMA, 04/08/2014

PROGRAMA

http://www.cm-albergaria.pt/output_efile.aspx?id_file=28128&id_object=20710

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Escavações arqueológicas no monte de São Julião

Estão em curso no monte de São Julião, na freguesia da Branca, trabalhos arqueológicos promovidos pelo Município de Albergaria-a-Velha em colaboração com o Centro de Arqueologia de Arouca

Esta campanha tem a duração de duas semanas e envolve, para além de arqueólogos daquela associação, vários estudantes do Concelho, permitindo que estes tenham uma experiência única nas suas férias de verão.

No monte de São Julião, onde já entre 1993 e 1994 se realizaram algumas pesquisas, existem vestígios de um povoado habitado há mais de 3000 anos, durante os finais da Idade do Bronze. Os trabalhos têm permitido a recolha de fragmentos de cerâmicas típicas desse período e outros objetos, identificando-se ainda parte do sistema defensivo do sítio e outros indícios de muito interesse.

Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal e responsável pela área da Cultura, “esta campanha arqueológica tem várias funções: primeiro porque vem reforçar a ideia da necessidade de salvaguardar aquele vasto espaço com sensibilidade arqueológica, evitando que outros projetos o venham a destruir no futuro; depois porque vem aprofundar o conhecimento que deles temos, confirmando a existência de um povoado da Idade do Bronze e de uma mamoa do período megalítico; porque sensibiliza as populações para a preservação do património arqueológico; porque resultará na publicação de um artigo científico sobre o local e porque abre portas para posteriores intervenções para aumentar o conhecimento sobre aquele que será, até ao momento, o povoado conhecido mais antigo do concelho de Albergaria-a-Velha”.

Para o autarca, “todas estas razões são mais do que suficientes para a autarquia estar extremamente satisfeita com a sua realização e com os resultados que daí advirão”.

CMA

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A procissão - Angeja, 1973

Está quase chegando à Igreja, de passagem pela Praça, centro cívico da Vila, onde fez mais uma pausa, para os devotos colocarem uma nota - de valor pecuniário, com um alfinete sobre uma das fitas que esticadas descem das pontas do manto da padroeira até à base do andor, - passando de seguida por baixo do mesmo, como complemento da promessa; ao lado, de opa branca como as demais, que as vermelhas já passaram com os estandartes e pendões, um mordomo de bandeja na mão estende-a aos que a veem passar, juntando mais umas moedas que complementarão o estendal de notas, das mais variadas, de pequeno e grande valor, nacionais e estrangeiras, estas daqueles que, emigrados, regressaram para férias. A Banda de Música da Vila em festa, está ainda tocando a sua vez, depois de o ter feito a Banda convidada vinda de fora, como tocando estão os sinos da Igreja; colchas e colgaduras qual delas a mais vistosa pendem das janelas, e no ar que se respira, há um cheiro a carne assada - matou-se a cabra para a festa (1) - saindo ele também pelas janelas das cozinhas, misturando-se com o cheiro que evola, da erva doce que atapeta a rua - escorregadia de paralelipípedos de granito polido - esmagada pelos calcantes de todo este cortejo, até ao pálio que cobre o Pároco local, e um padre convidado que veio para a missa; agora, também um cheiro a incenso, saído do turíbulo fumegante que um acólito transporta. A Banda de fora acentua o ritmo de marcha, com o tré, tré, tré, trr..é, na tarola do músico ao lado do que toca o bombo, e este a dado passo, dá dois toques na pele esticada e redonda, que outrora também de cabra foi, e a música irrompe uma vez mais; atrás o povo caminha, mais mulheres que homens, e muitas destas vão descalças, algumas vão de costas para a frente, agarradas por uma de cada lado, em penitência como que contando os passos, que a Igreja está mesmo ali à vista, e já estralejam foguetes.

(1) Aqui não posso esquecer o desfile do rebanho, chocalhando pelas ruas ainda poeirentas da vila, em semana de festa, fins dos anos cinquenta, para serem vendidas porta a porta, e mortas para o almoço do domingo de festa.

Nota: Texto escrito pelo autor em 19 de Julho de 2011 e publicado no blog EVOLUIR em 20 de Fevereiro de 2014

Manuel Oliveira Costa©2014,Aveiro,Portugal

http://escritaevoluir.blogspot.pt/2014/02/a-procissao.html