quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Branca 1989

ELEVAÇÃO DE BRANCA A  CATEGORIA DE VILA
1 DE JULHO DE 1989 - PROJECTO DE LEI

1 — Introdução histórica

A origem desta povoação é anterior à data da fundação da nacionalidade, porquanto a existência de dois crassos dentro dos seus actuais limites territoriais assim o prova. São eles o do Monte de São Julião, a cujas vertentes se encontra encostada, e o de Crestelo, na parte mais ocidental, onde foram em tempos descobertos diversos vestígios de construções e utensílios da época romana.

Alguns investigadores históricos pensam que a tão discutida cidade romana da Talábriga, que uns pretendem situar em Cacia e outros próximo do Marnel, poderia situar-se nas imediações de Crestelo.

Da importância dessas antigas civilizações no crescimento dessa terra saliente-se a existência da via militar romana que a atravessava, cujas lajes eram ainda visíveis não há muitos anos nos sítios da Estrada e das Lajinhas.

O Talegre, expressão popular que quer dizer telégrafo, situa-se no Alto de São Julião e deverá ter recolhido o nome do facto de dali serem feitas as comunicações militares para as guarnições existentes na vasta área. que o monte domina em redor de muitas léguas.

O primitivo nome deste povoado foi Auranca e já no remoto ano de 1098 se lhe encontram referências. Mais tarde, a 7 de Julho de 1139, esteve aqui o bispo de Coimbra, de passagem para Cucujães, onde se foi avistar com o então infante Afonso Henriques.

Nas Inquirições de Afonso 11, em 1220, a Vila da Branca consta como possuindo 37 casais. Pensa-se que a Vila se situava à volta da igreja matriz.

A antiga freguesia pertencia ao priorado do Padroado Real da Vila de Bemposta, sendo seu donatário o marquês de Angeja e, dai, constar do foral concedido a esta última por D. Manuel 1, em 15 de Agosto de 1514. Consta ainda que foi doada por D. Pedro II, em 1690, a Bernardo Torres da Silva e que pelo monarca reinante foi concedida à Branca, em 1790, uma considerável soma em dinheiro.

Dentro da povoação, mais precisamente junto a Albergaria-a-Nova, em 10 de Maio de 1809, no decorrer da Segunda Invasão Francesa, as linhas avançadas do Exército Anglo-Luso travaram com êxito um combate com as forças invasoras do general Soult, forçando-as a recuar para o Norte.

Actualmente, Branca pertence ao concelho de Albergaria-a-Velha desde a criação deste, tendo antes pertencido ao da Bemposta.

Tem por padroeiro São Vicente, e a igreja matriz, construída nos finais do século XVII, tem a particularidade de possuir a torre na parte posterior, por trás do altar-mor. É dotada, no seu interior, de rica talha dourada executada no antigo Arsenal da Marinha e foi beneficiada por diversas vezes com obras de restauro, a mais importante das quais foi a sua remodelação e ampliação, cujas obras orçaram em mais de 25 000 contos e ficaram concluídas em 1987. Diz uma tradição que, antes de edificada a torre da igreja, os sinos estiveram durante alguns anos pendurados num frondoso carvalho existente no adro, a que chamavam «o carvalho do sino», e que teria sido mais tarde inconscientemente derrubado.

O primeiro pároco colocado que se conhece foi o reverendo Pedro Nunes, cujo  falecimento ocorreu a 24 de Fevereiro de1586.

Em princípios do século XVIII foi fundado pelo então prior João de Sousa Menezes um hospício, que funcionou na Quinta das Cavadas, mas teve existência efémera e terminou mesmo antes da morte daquele, em 24 de Janeiro de 1749.

Sob o aspecto económico saliente-se a existência das Minas do Palhal, que estiveram activas até finais do século passado e que deram posteriormente lugar ao aparecimento de outras empresas.

2 — Situação geográfica

A Branca situa-se no extremo norte do concelho de Albergaria-a-Velha, à margem da estrada nacional n.° 1, confrontando do norte com Pinheiro da Bemposta, do concelho de Oliveira de Azeméis, do sul com a vila de Albergaria-a-Velha, do nascente com Ribeira de Fráguas, também de Albergaria, e do poente com Beduído, Salreu e Canelas, do concelho de Estarreja.

Situa-se numa região privilegiada, a 8 km da auto-estrada, à distância de 22 km, 50 km, 66 km e 280 km, respectivamente, de Aveiro, Porto, Coimbra e Lisboa e a menos de 10 km da via rápida Aveiro-Vilar Formoso.

É servida pela linha de caminho de ferro do Vale do Vouga e por variadas carreiras de camionagem.

3 - Área urbana

A área urbana é de menos de 10 km2, com uma densidade populacional de aproximadamente 800 habitantes.

4 - População

Segundo o censo de 1981, que é o último disponível, era naquela data de 4827 habitantes, divididos por 1481 fogos.

Actualmente, estima-se em perto de 6000 habitantes e 1600 fogos, com um número de eleitores na ordem dos 3800.

5 - Equipamento social

    Admninstração local

Possui junta de freguesia, sediada em edifício próprio.

    Administração religiosa

Possui igreja matriz e oito capelas de culto público.

    Transportes e comunicações

A povoação da Branca é servida por carreiras rodoviárias e ferroviárias a todas as horas do dia, facilitando a deslocação dos seus habitantes para qualquer localidade do País.

Possui estação dos correios com serviço de telefones automáticos.

    Ensino e educação

É dotada de seis escolas pré-primárias, catorze salas de ensino básico, três salas de ciclo preparatório TV, duas escolas de música, um centro infantil e uma creche.

6 — Cultura desporto e recreio

Existe a Associação Recreativa e Musical Amigos da Branca, cuja banda celebra no próximo ano o seu cinquentenário, e uma associação designada JOBRA — Movimento de Jovens da Branca, colectividade com vinte anos de existência, que mantém em actividade várias secções culturais, tais como teatro, dança, grupo coral, grupo de cantares e desporto, movimentando mais de uma centena de jovens. Como a Associação Musical, tem em funcionamento uma escola de música, frequentada por cerca de uma centena de alunos.

Criada em 1987, a PROBRANCA, Associação para o Desenvolvimento Sócio-Cultural da Branca, promove e incentiva as actividades sócio-culturais, dando apoio às outras associações existentes.

7 — Saúde e assistência

A Branca está dotada de um moderno posto médico, duas farmácias e vários médicos residentes, com consultórios particulares, situando-se a menos de 8 km de distância do centro de saúde.

A associação PROBRANCA mantém um serviço de apoio domiciliário aos idosos e o Centro Social Paroquial de São Vicente presta serviço à infância.

8 — Serviços

Funciona na sede da casa do povo uma extensão da Segurança Social. Existem gabinetes de projectistas, de contabilidade, de engenharia, de mediação de seguros e de advocacia e uma agência bancária da Caixa Geral de Depósitos.

9 — Indústria

Possui duas grandes unidades industriais, que empregam mais de meio milhar de pessoas, sendo uma do ramo da pasta para papel e outra da pulverometalurgia do tungsténio, e mais de uma centena de pequenas unidades de diversos ramos, empregando cerca de um milhar de pessoas.

10 — Comércio

Existem numerosos estabelecimentos de venda a retalho, quer de artigos de consumo, quer de bens duradouros e de equipamento.

Verifica-se, pelo que antecede, que a povoação da Branca, do concelho de Albergaria-a-Velha, reúne plenamente os requisitos previstos na Lei n.° 11/82 para ser elevada à categoria de vila.

A decisão favorável da Assembleia da República não constituirá mais do que o reconhecimento do quanto este povo tem lutado pela sua promoção e um estimulo para que cada vez a procure com mais determinação e coragem.

Nesta conformidade, o deputado do Partido Social-Democrata abaixo assinado, nos termos do n.° 1 do artigo 170.° da Constituição, apresenta à Assembleia da República o seguinte projecto de lei:

Artigo único. A povoação da Branca, no concelho de Albergaria-a-Velha, é elevada à categoria de vila.

O Deputado do PSD, Flausino José Pereira da Silva.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Eleições Autárquicas 1989

1989

Presidente - Rui Pereira Marques

Vereadores - Saul Silva, Albino Silva e Manuel Oliveira (CDS), José António Laranjeira, Américo Chaló (PSD) e José Carlos Oliveira (PS)

Assembleia Municipal

 Joaquim Augusto Ferreira Nadais - Presidente


Mandatos: Janeiro de 1990 a Janeiro 1994


Constituição da Assembleia:

Presidente: Joaquim Augusto Ferreira Nadais
1ºSecretário: Alexandre José de Miranda Soares Pereira
2ºSecretário: Augusto Henrique Conceição Pinto da Silva
Vogais: Mário Jorge de Lemos Pinto
Augusto Jorge de Lacerda Neves
Tércio Melo da Silva
Rogério São Bento Camões
Helder Castanheira Santos Rodrigues
Mário Vidal da Silva
Manuel Henrique da Conceição Neves
Pedro Tomás Pereira Marques
Júlio Inácio Ribeiro de Bastos
António Augusto Simões de Almeida Salgado
Alberto José Mouteiro de Matos
Manuel Pereira dos Santos
Fernando Alberto Esteves Nogueira da Silva
Carlos Manuel Silva Nunes
Arménio Soares de Pinho
José António de Azevedo Rodrigues
José Manuel Correia Parente
Manuel Linhares Martins Miranda
Fernando Nogueira da Silva
Carlos Manuel de Melo Mortágua
António Lopes das Neves
Fernando Soares Ferreira
Jorge da Silva Melo
Manuel Martins da Silva
Plácido Melo da Silva
Manuel Tavares da Silva Letra

CMA

A oposição na Câmara de Albergaria-a-Velha

Há dias perguntaram-me, com alguma entoação sarcástica na voz:

— "Que oposição existe na Câmara de Albergaria-a-Velha?"

Nas eleições de Dezembro de 1989, os cidadãos eleitores foram bem claros nas suas opções e, assim, para a Câmara "deram" a maioria absoluta (4 elementos) ao CDS e a minoria a dois outros partidos (PSD - 2 elementos; PS - 1 elemento); e para a Assembleia Municipal não tendo dado a maioria absoluta a qualquer dos partidos "deram", no entanto, a maioria relativa ao CDS.

Por ter a maioria na Câmara, o CDS viu o seu "cabeça de lista" assumir a Presidência, como determina a lei, enquanto no seio da Assembleia Municipal foi eleita uma mesa CDS correspondendo, embora por via indirecta, à vontade dos eleitores que, com a maioria relativa, deram indicações claras de que desejavam o CDS a presidir a este órgão Autárquico. Neste último caso — da Assembleia Municipal — nem sempre foi assim pois há anos, e também sem qualquer dos partidos ter a maioria absoluta, uma ligação CDS - PS colocou a presidir à Assembleia um partido que não correspondia à vontade dos eleitores que apontaram, inequivocamente, para que fosse um elemento do PSD a exercer aquela função, já que este partido obteve então a maioria relativa.

Deste modo, temos, actualmente, em Albergaria-a-Velha, nos órgãos autárquicos municipais, duas situações bem distintas: uma na Câmara, onde a "oposição" pelo voto nada consegue contra a "maioria absoluta"; e outra na Assembleia Municipal onde, pelo voto, se duas das minorias se aliarem vencem a outra minoria, mesmo que esta seja a maior minoria.

Fica bem claro que na Assembleia Municipal é possível propor alterações e fazer aprovar ou não aprovar propostas da Câmara ou de qualquer um dos partidos representados nesta Assembleia, enquanto na Câmara a "oposição" - se a maioria estiver unida se  limita a ditar para a acta a sua opinião mas, como é óbvio, sem qualquer resultado prático.

Mas é assim que tem acontecido em Albergaria-a-Velha?

A "oposição" na Câmara nada tem conseguido?

Em meu entender, a "oposição" muito tem conseguido e no que me diz respeito, não me tenho limitado a ditar para a acta, mas tenho apresentado propostas que têm merecido a aprovação da Câmara, ou tenho procurado influênciar a Câmara de modo a que sejam alteradas propostas em discussão.

Mas na Câmara muitas das questões não são aprovadas por unanimidade?

É um facto e é o que relatam as actas, mas o que não se escreve nas actas é que muitas das deliberações por unanimidade (maioria mais oposição) só foram possíveis após intensos debates em que se modificaram profundamente as propostas iniciais, modificações que também têm tido por base as posições assumidas pela "oposição".

E tem sido assim porque em vez de uma "oposição", só usando a "crítica selvagem" (contra tudo e contra todos) optamos por uma "critica humana", isto é, por uma crítica que apresenta alternativas para os problemas em apreciação.

Temos tido êxito e por isso o resultado desta "luta" oposição-maioria, no seio da Câmara, só pode favorecer o Concelho de Albergaria-a-Velha, nosso objectivo primeiro quando tomamos posse do cargo de Vereador, mesmo em minoria absoluta e, assim, nos manteremos até ao fim do nosso mandato.

Por José António Laranjeira — Vereador (PSD)
Boletim Municipal nº 14, Fevereiro de 1992

Eleições Autarquicas de 1989 Município de ALBERGARIA-A-VELHA
TOTAL FREGUESIAS 8 INSCRITOS 17507

++++++ ASSEMBLEIA MUNICIPAL ++++++ ++++++++ CAMARA MUNICIPAL ++++++++
MANDATOS 21 MANDATOS 7
VOTANTES 11999 68,5 VOTANTES 11999 68,5
+++++++++++++++++++ VOTOS +++ MAND +++++++++++++++++++ VOTOS +++++ + MAND
BRANCOS 194 1,6 BRANCOS 122 1,0
NULOS 223 1,9 NULOS 232 1,9
CDS 4890 40,8 9 CDS 6256 52,1 4
PSD 3763 31,4 7 PSD 3648 30,4 2
PS 2657 22,1 5 PS 1573 13,1 1
PCP/PEV 272 2,3 PCP/PEV 168 1,4
















PRESIDENTE DA CAMARA - CDS

fonte: STAPE/ANMP


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Revelações sobre a Branca

2007

Na noite em que se comemoraram 152 anos desde a integração da freguesia da Branca no Concelho de Albergaria-a-Velha (24 de Outubro), a Câmara Municipal organizou, no CCB, a tertúlia "Conversas em redor da Branca", onde um painel de quatro especialistas deu uma visão singular sobre a freguesia em diversos períodos históricos.

Nélia Oliveira, Técnica Superior de Arquivo e Biblioteca, realçou a importância do património (nas várias vertentes histórica, paisagística e cultural) como forma de perpetuar a memória colectiva. segundo os estudos efectuados, especialmente nas estações arqueológicas de S. Julião e Crestelo, pode-se afirmar que Branca é uma povoação muito antiga, com vestígios proto-históricos e romanos. Ao longo dos séculos, muito se destruiu, mas a oradora salientou que ainda existem exemplos de património histórico que merecem destaque na freguesia, nomeadamente a Quinta  das Relvas, a Calçada de Relvas  (talvez do período romano) e a Quinta do Outeiro.

Delfim Bismarck, historiador e conservador de museu, realçou, igualmente, a antiguidade da freguesia que, na idade média, pertencia às Terras de Santa Maria. Na Inquirição de D. Afonso II, em 1220, já existia um povoado relevante na Branca, com uma Igreja, propriedade do rei, e uma Ermida denominada de Santa Maria. Nos foros pagos ao monarca, destacava-se o pão, vinho, linho, trigo, milho, ovelhas, cabras, porcos, galinhas, queijo, manteiga e ovos, todos estes bem muito preciosos para os lavradores da época. Nos censos de 1527, no reinado de D. João III, notou-se uma perda acentuada de população na zona da Branca, mas o tempo veio comprovar que a freguesia tinha potencial para fixar pessoas. No final do século XIX, a indústria era um forte "chamariz" para a freguesia. Manuel Ferreira Rodrigues, professor universitário que estudou a indústria na região de Aveiro entre 1864 e 1931, notou que existia muita actividade na época, principalmente nas áreas de moagem, cerâmica, serração, minas, lacticínios e exploração florestal.

Na última intervenção da noite, Paula Abreu, socióloga, referiu que a Branca já não e a "freguesia industrial" de antigamente, mas, mesmo assim, continua a ser um local privilegiado, estando localizada entre pontos estratégicos muito importantes (Porto, Aveiro e Coimbra). Apesar das características urbanas ao longo da "coluna vertebral" da freguesia (o IC2), Paula Abreu salientou que continuam a existir vestígios de uma certa ruralidade, o que a leva a falar de uma multiplicidade de comunidades, com modelos de organização e estruturação económica diferentes. "Branca é como um pequeno laboratório do país", um espelho da realidade mais vasta que compõe Portugal.


Albergaria em revista, 2007/2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

CulturAlb organiza I Jornadas Históricas de Albergaria-a-Velha

Nos dias 24 e 25 de outubro de 2014 [sexta e sábado] a CulturAlb – associação de artes, recreio e cultura de Albergaria-a-Velha vai organizar, na Biblioteca Municipal, as primeiras Jornadas Históricas do Concelho sobre a temática "Memória e Património – Temas da nossa Terra".

Esta iniciativa enquadra-se na missão que a associação desempenha no Concelho e na Região, proporcionando a todos os participantes o aprofundar dos seus conhecimentos sobre os diferentes domínios relacionados com o Património e a sua importância, não só na formação integral do indivíduo, mas também enquanto valor identitário. Com as Jornadas, a CulturAlb pretende estabelecer elos entre passado e presente, conhecer e compreender realizações e factos, refletir sobre ações humanas, perpetuar marcas que foram legados e enriqueceram a História e Identidade da Região.

Com este objetivo, a Culturalb convidou diversas personalidades para apresentarem comunicações nos diferentes domínios do conhecimento – História, Música, Literatura, entre outros. Ao longo dos dois dias, irão debater-se variados temas, tais como a indústria no início do século XX, o património musical Português, as albergarias como percursoras da revolução na hospedagem, a escrita e o património (numa intervenção do premiado escritor, Mário Cláudio) ou o Caminho de Santiago. Para além do espaço de debate, na tarde de sábado serão organizadas duas visitas guiadas: um percurso pelo património histórico-artístico do Concelho e uma visita à Rota dos Moinhos.

A participação nas I Jornadas Históricas de Albergaria-a-Velha é gratuita, mas sujeita a uma inscrição prévia. Os interessados poderão fazê-la através de formulário próprio em www.culturalb.pt ou contactar a associação pelo número 918 624 094.

Este evento tem o apoio da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior.


CMA, 09/10/2014

Consultar programa

PROGRAMA

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Eleições Autárquicas 1997

CDS + PSD + PS




Em 1997, o PSD, através de Rogério Camões, foi o segundo partido mais votado com 37,7 por cento (4724 votos), alcançando 3 mandatos na Câmara. Rui Marques (CDS/PP) conquistou o quarto mandato na presidência com uma vantagem tangencial de 91 votos.



Adelino Pereira Santiago foi o candidato do PS nas últimas eleições arrecadando 18,8 por cento da votação (2359 votos).



O concelho de Albergaria-a-Velha tem oito freguesias, sendo 4 do PSD, 3 do PP e 1 do PS. Os sociais-democratas presidem à mesa da Assembleia Municipal.



Noticias de Aveiro. 10/04/2001


Candidatos


http://arquivo.pt/wayback/wayback/id2124105index0?pos=28&l=pt&sid=D7E512AD00432C57A10D0031D1F0373D


ADELINO PEREIRA SANTIAGO   - PS
ROGERIO DE SAO BENTO CAMOES   - PSD
RUI MANUEL PEREIRA MARQUES   - CDS
MANUEL MARQUES   - CDU



Eleições Autárquicas

1997 Município de ALBERGARIA-A-VELHA
FREGUESIAS APURADAS 8 FREGUESIAS POR APURAR 0 INSCRITOS 19394

----- ASSEMBLEIA MUNICIPAL ----- ------ CAMARA MUNICIPAL ---------
VOTANTES 12523 64,57 VOTANTES 12523 64,57
----------------------- VOTOS -- MAND ----------------------- VOTOS -- MAND
BRANCOS 270 2,16 BRANCOS 215 1,72
NULOS 195 1,56 NULOS 191 1,53
PPD/PSD 5212 41,62 10CDS-PP 4815 38,45 3
CDS-PP 3989 31,85 7PPD/PSD 4724 37,72 3
PS 2602 20,78 4PS 2359 18,84 1
PCP/PEV 255 2,04 PCP/PEV 219 1,75
-





















PRESIDENTE DA CAMARA - CDS-PP - RUI MANUEL PEREIRA MARQUES
Fonte: anmp

Assembleia Municipal

José António da Piedade Laranjeira - Presidente
 

Mandatos: Janeiro de 1998 a Janeiro de 2002

Constituição da Assembleia:

Presidente: José António da Piedade Laranjeira
1ºSecretário:José Licínio Tavares Pimenta
2ºSecretário:Mário Ferreira Couto
Vogais: Joaquim Augusto Ferreira Nadais
Américo Augusto Pereira Chaló
António Manuel Reis Aidos Fernandes
Manuel da Silva Oliveira
Alberto Emanuel Campos Bastos Camões Sobral
António José Almeida Leal Duarte
Armindo Gonçalves Abreu
António Augusto Brito da Silva
Carlos Manuel de Melo Mortágua
Carlos Alberto de Almeida Coelho Silva Resende
Jesus Manuel Vidinha Tomás
Fernando Manuel da Silva Nogueira
Mário Jorge Lemos Pinto
Rui Manuel Lopes Rodrigues
José António de Pinho Laranjeira
Carlos Manuel Silva Santos
Silvino Dias Lopes
Jorge Manuel Oliveira Teixeira
Fernando Nogueira da Silva
João Agostinho Pinto Pereira
Maria Helena Vidinha Trindade
Fernando Soares Ferreira
Sandra Isabel Silva Melo Almeida
Manuel Martins da Silva
Plácido Melo da Silva
Carlos Manuel da Silva Nunes 

domingo, 12 de outubro de 2014

Logotipo

Manual de Normas
O manual estabelece as normas básicas de utilização da marca Albergaria-a-Velha | Município nas situações mais comuns. O cumprimento destas normas fortalece a marca e evita a incorrência em erros indesejáveis.

A marca Albergaria-a-Velha pretende-se simples, directa e afirmativa. Evoca a sobriedade histórica da lápide fixada na frontaria do Hospital, na sequência do acórdão da Relação de Lisboa (1629), onde se encontra o primeiro registo de Albergaria enquanto vila intrinsecamente associada à defesa social e benemerência. Evoca igualmente a Carta do Couto d' Osselôa, de 1155 (primeiro documento em que Portugal aparece com o estatuto de reino).

As versões existentes da marca Albergaria-a-Velha pretendem torná-la num objecto versátil e que responda com maior eficácia às diferentes situações de utilização.

http://www.cm-albergaria.pt/output_efile.aspx?id_file=27719&id_object=17817




Manual

sábado, 4 de outubro de 2014

Eleições Autárquicas 2005 - PSD

No passado dia 2 de Julho, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, foram apresentados, em sessão pública, os candidatos do PSD às próximas eleições autárquicas. A cerimónia contou com a presença do líder do partido, Marques Mendes, e do Presidente da Distrital de Aveiro, Ribau Esteves. Confiando na reeleição de João Agostinho Pinto Pereira, o líder do partido socialdemocrata destacou as qualidades humanas do autarca, «continue a trabalhar com humildade, honestidade e sobriedade pelo seu Concelho, porque o povo vai recompensá-lo nas urnas, até porque estará a fazer justiça a um dos melhores presidentes de Câmara de Portugal».

Na sua intervenção, João Agostinho, Presidente da Câmara Municipal e candidato a novo mandato, disse «assumir a (sua) recandidatura à presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha com a determinação, a energia e a motivação de sempre, com vontade de bem servir a comunidade; desta vez, aliada à experiência, agora mais enriquecedora, do exercício da Presidência da Câmara Municipal, desde Janeiro de 2002, e a de outras funções e cargos, políticos e de gestão, ao nível de Associações de Marques Mendes em Albergaria-a-Velha «Determinação, energia e a motivação de sempre, com vontade de bem servir a comunidade» Municípios, concluindo que «é minha convicção de que a política deve ser feita para as pessoas, deve ser exercida com as pessoas, de forma a ser mobilizadora, consequente, e geradora de melhor qualidade de vida. A política só faz sentido quando está ao serviço das pessoas!»

Sob o slogan da campanha «Conte connosco, nós contamos consigo», foram apresentados os líderes aos restantes órgãos autárquicos. Assim, para a Assembleia Municipal, surge Rogério São Bento Camões, o decano dos autarcas concelhios, que desde 1976 foi sempre eleito para a Câmara ou para Assembleia Municipal; às Juntas de Freguesia, o PSD apresenta os seguintes candidatos: Albergaria-a-Velha, José Manuel Torres e Meneses; Alquerubim, Carlos Manuel Moreira Branco; Angeja, António Nunes de Almeida; Branca, Fernando Soares Ferreira; Frossos, Óscar Manuel Rodrigues Pinho; Ribeira de Fráguas, José António Pinho Laranjeira; São João de Loure, Adalberto Mónica Póvoa, e Vale Maior, Pedro Marques da Silva.

José António Piedade Laranjeira, actual presidente da Assembleia Municipal, é o mandatário concelhio e Fausto Miguel Meireles o Director de Campanha do PSD – Gab. Camp. Albergaria

Povo Livre, 06/07/2005


JOÃO AGOSTINHO CONFIANTE NA REELEIÇÃO
   
Depois do CDS ter apresentado a candidatura de Carlos Resende, os cerca de 20 mil eleitores do concelho de Albergaria-a-Velha conhecem agora as grandes linhas de força da candidatura do PSD, que no caso da Câmara Municipal vai ser de novo protagonizada por João Agostinho Pinto Pereira, que em 1991 desalojou Rui Marques da cadeira do poder, onde este centrista se sentara durante 16 anos consecutivos.

Os candidatos do PSD do concelho de Albergaria-a-Velha, às próximas eleições autárquicas, foram ontem apresentados em sessão pública, que contou com o líder do partido, Marques Mendes. O líder social-democrata aproveitou para fazer fortes críticas ao Governo de José Sócrates, ao aconselhar o recandidato à presidência da Câmara Municipal a fazer o contrário do actual Primeiro-Ministro, que «jurou aos portugueses» não aumentar os impostos, «mas agora muitos eleitores que votaram PS, dizem que foram enganados e vão a Espanha fazer compras, pois só no IVA poupam cinco por cento». Também os prometidos 150 mil postos de trabalho, segundo Marques Mendes «estão a dar lugar à maior taxa de desemprego de que há memória». Por isso – reforçou – «continue a trabalhar com humildade, honestidade e sobriedade pelo seu concelho, porque o povo vai recompensá-lo nas urnas, até porque estará a fazer justiça a um dos melhores presidentes de Câmara de Portugal». João Agostinho contou também com a presença do líder da distrital de Aveiro do PSD, Ribau Esteves, dos deputados Regina Bastos e Manuel Ribeiro e do presidente da vizinha Câmara de Estarreja, José Eduardo Matos. Na sua intervenção, João Agostinho referiu-se a uma decisão que catalogou de estar agora «mais enriquecida pela experiência acumulada», garantindo que vai trabalhar com «maior determinação, energia e motivação, com vontade de servir a comunidade e um concelho que tem um enorme potencial para ser uma terra que possibilite uma vida com qualidade e de acolhimento».

O slogan da campanha «Conte connosco, nós contamos consigo», é a palavra de ordem de João Agostinho e de todos os restantes candidatos à Assembleia Municipal, cuja lista vai ser liderada por Rogério São Bento Camões, o decano dos autarcas concelhios, que desde 1976 foi sempre eleito para a Câmara e Assembleia Municipal.

Quanto às freguesias, o PSD apresenta os seguintes candidatos às Juntas de Freguesia: Albergaria-a-Velha, José Manuel Torres e Meneses; Alquerubim, Carlos Manuel Moreira Branco; Angeja, António Nunes de Almeida; Branca, Fernando Soares Ferreira; Frossos, Óscar Manuel Rodrigues Pinho; Ribeira de Fráguas, José António Pinho Laranjeira; São João de Loure, Adalberto Mónica Póvoa, e Vale Maior, Pedro Marques da Silva. José António Piedade Laranjeira, actual presidente da Assembleia Municipal, é o mandatário concelhio.

Miguel Meireles será o director de campanha do PSD, que tem maioria absoluta na Câmara Municipal, enquanto o CDS, que candidata Carlos Resende, detém os restantes três mandatos. Quanto ao PS, em 1991, pela primeira vez não elegeu nenhum vereador, que agora quer recuperar, por intermédio de Jesus Vidinha.

Ribau Esteves refere que estes quatro anos «foram maus para os autarcas, que tiveram de dialogar com quatro governos, repetindo argumentos e reapresentando projectos que foram interrompidos outras tantas vezes, para mais, com muitos dos governantes a considerarem que a inteligência dos políticos nacionais se resume ao eixo Lisboa-Cascais». O líder da JSD concelhia, Hugo Soares, prometeu «toda a colaboração e lealdade» a João Agostinho.

Jacinto Martins / Diário de Aveiro

O PSD venceu estas eleiçóes

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Lugares Múltiplos




De 3 a 5 de Outubro. Cineteatro Alba

Lugares Múltiplos é um projeto sobre a identidade da Região de Aveiro, reinventada através do imaginário gráfico de Ana Aragão. Uma história aos quadradinhos que retrata uma viagem pessoal por 11 municípios: Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos. Sempre à mão e de memória, a autora vai desenhando, um a um, os 99 azulejos que compõem o seu mapa, cabendo ao visitante a colocação da última peça para completar o puzzle.

 https://www.facebook.com/events/301530736705649/



https://www.facebook.com/events/809680585710152/

Próximo destino: Albergaria-a-Velha

Lugares Múltiplos com as ilustrações do mapa mental da Região de Aveiro vão estar de 3 a 5 de de Outubro junto ao Cineteatro ALba.