segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Caminho Português de Santiago

O Caminho Português de Santiago já está marcado no Concelho.(CMA)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Dia do Município - 180 anos

À descoberta dos Paços do Concelho

 No dia em que se comemoram os 180 anos da fundação do Concelho de Albergaria-a-Velha – 13 de fevereiro de 1835 – a Câmara Municipal vai promover um dia aberto aos alunos do 3º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico.

As crianças poderão visitar e descobrir como funcionam alguns serviços no Edifício dos Paços do Concelho e contactar de perto com as pessoas que formam o Executivo Municipal.

Durante a visita, os alunos e os seus professores, serão recebidos e acompanhados por elementos do executivo que responderão a questões formuladas sobre a sua organização e funcionamento. Serão acompanhados também por colaboradores da Câmara Municipal, que os guiarão pelos diferentes espaços que constituem o percurso de visita elaborado. De forma simples e direta, será explicado a este jovens cidadãos a missão da autarquia local, abordando a evolução da administração desde 1835.

No Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde se realizam as sessões de Assembleia Municipal, vão assistir a uma breve explicação sobre o seu funcionamento e a um apontamento histórico sobre a evolução Concelho, no plano administrativo, geográfico, social e cultural.

Neste roteiro pelos diferentes serviços, os mais novos irão passar por alguns dos espaços mais emblemáticos, tais como a lápide da fundação de Albergaria, o Salão Nobre ou o Gabinete do Presidente da Câmara Municipal, ouvindo explicações sobre a evolução territorial, cultural e histórica do Concelho desde 1835.

Para além de vir ao encontro do programa de Estudo do Meio do 1º Ciclo do Ensino Básico, esta visita guiada insere-se na estratégia de promoção da História e Património Local, da Educação para a Cidadania, e do conhecimento ativo, pretendendo sensibilizar os mais novos para as responsabilidades das instituições democráticas e para as formas de exercer uma cidadania ativa.

A visita à Câmara Municipal - um órgão de Poder Local - no 3º ano antecede e complementa a visita à Assembleia da República, que as crianças farão depois no 4º ano, ficando, assim, com uma imagem mais completa de como funcionam os órgãos de soberania

À noite, as Comemorações do Dia do Município encerram com um concerto da fadista Carminho no Cineteatro Alba, pelas 21h30.

CMA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A criação do Concelho e os primeiros autarcas

Em meados de 1834, após a vitória das forças liberais fieis a D. Pedro, a Convenção de Évora-Monte pusera fim ao reinado absoluto de D. Miguel que durara seis conturbados anos.

Terminava assim um violento período de repressão, de perseguição, de homizios, de prisões, de enforcamentos e de guerra civil que assolou o País e afectou dolorosamente a nossa região onde havia bastante gente que aderira ao liberalismo e tomara parte activa nos movimentos políticos e militares.

Com o termo da guerra era altura de se conseguir a acalmia e reformular toda a vida administrativa indispensável à nova situação.

Já em Janeiro desse ano um decreto determinava que continuasse a haver Câmaras Municipais nas terras onde existiam, "enquanto não se fizer efectiva a nova organização dos Concelhos".

E, no seu relatório preliminar, diz-se que "a Instituição das Câmaras Municipais eleitas pelos Povos, de maneira que possa com verdade dizer-se que os representam(...) é um elemento essencial da organização do sistema administrativo e uma das garantias dos direitos e das liberdades públicas".

Por tal, se estabelece que "aquela Instituição se faça efectiva nas terras em que as circunstâncias o permitirem".

Assim o pensou o General Torres (José António da Silva Torres Ponce de León), comandante militar da Província do Douro, naturalmente conhecedor deste espírito municipal e das necessidades da região e apoiado na força com que "os capitães-generais das províncias constantemente influem na administração civil", como referia Mouzinho da Silveira.

Nos finais de 1834, o velho general criou o Concelho de Albergaria-a-Velha. Para isso terá influído também o conhecimento directo do desenvolvimento e da importância posicional da povoação e do grupo de albergarienses que, em 1828, o auxiliaram aquando dos violentos combates do Marnel e da Ponte do Vouga contra as tropas fieis ao "usurpador" D. Miguel. Nessa época havia em Albergaria um forte núcleo de liberais que apoiaram as forças do então coronel Torres e, desse facto vieram a sofrer, com suas famílias, gravosas consequências.

No reordenamento que as circunstâncias permitiam, o general Torres elevou Albergaria-a-Velha a vila e cabeça do concelho constituído pelas freguesias da sede e de S. João de Loure (anteriormente pertencentes ao concelho de Aveiro), de Vale Maior (retirado ao concelho de Lamas) e de Alquerubim (com a extinção do concelho de Paus). Naturalmente, de entre as famílias mais destacadas da vila se escolheram os autarcas que haviam de presidir aos destinos do nóvel município nesta sua fase inicial de implantação.

Em breve se realizava a primeira reunião. Efectivamente, em 13 de Fevereiro de 1835 teve ela lugar, como constava do "Livro de Actas das Sessões da Câmara", o qual infelizmente se terá perdido, mas de que há notícia segura transmitida pelo ilustre historiador das coisas albergarienses, Patrício Teodoro Álvares Ferreira que, ainda no século passado iniciou os seus trabalhos de investigação, desempenhou cargos municipais e era familiar de vários autarcas dos primeiros tempos.

Existe, contudo, na posse de sua família, que teve a amabilidade de me permitir a consulta, um "Livro para os Acordãos da Câmara d'este Concelho d'Albergaria Velha", constituído por 60 folhas numeradas e rubricadas pelo Provedor Interino (depois denominado Administrador do Concelho), António Augusto Henriques Ferreira, irmão mais novo dos destacados liberais Dr. José Henriques Ferreira, que foi deputado e governador civil, e João Henriques Ferreira, enforcado sob o governo de D. Miguel pela participação na Revolução de 1828.

O primeiro acórdão começa assim:

"Anuo do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e cinco aos treze dias do Mês de Fevereiro do dito anho em esta Villa de Albergaria Velha e Gazas destinadas para a riunião e publicas audiencias. do Senado da Camara da mesma Villa: Ahi sendo Presentes em Publica Audiencia todos os Membros da mesma Camara; Comigo Escrivão e a maior parte do povo da mesma Villa; ( ... ) etc..

Seguem-se as primeiras posturas da edilidade tendente a um ordenamento municipal e defesa dos habitantes.

Finda a sessão de que o escrivão dá fé, assinam "O Presidente da Camara — José Correia de Mello"; "o Vereador — Patricio Theodoro Alvares e Carvalho"; "o Fiscal José Marques Brandão" e muitos dos presentes que assim deixaram o testemunho deste primeiro acto municipal que termina na forma do estilo: "E eu escrivão da Camara Municipal desta Villa de Alberga V.a q. estes escrevi e assignei. Villa de Alberg.ª Velha treze de Fever.° de 1835. — Antonio Constantino de Lemos Ferreira e Carvalho.

Ao fim da página, o "Provedor Interino" aprova, data e assina este documento precioso que marca o nascimento do nosso Concelho, iniciado por uma decisão com algo de revolucionário que só iria ter cobertura legal, alguns meses depois, por decreto de 23 de Julho de 1835, uma quinta-feira.

ALBUQUERQUE PINHO, Boletim Municipal, Fevereiro de 1992

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Dia do Município

 (...) o mais importante, é que Albergaria-a-Velha não tem o seu dia, e esse dia quanto a nós, deveria ser o 13 de Fevereiro (data da fundação do concelho), ou o 1º de Novembro (simbolizando o mês de Novembro de 1117 em que a Rainha D. Teresa doou o Couto de Osseloa a Gonçalo Eriz, fundando assim a primitiva Albergaria). Um ou outro seriam o "Dia do Município", que para além de servir para que nas escolas se falasse um pouco mais da nossa história local, "semeando" assim raízes à nossa terra, poderia e deveria servir também para homenagear os Albergarienses que por cá ou espalhados pelo Mundo mais se têm destacado nas mais diversas áreas de actividade. Aliás, isto é o que qualquer município com algum grau de civilidade faz.

Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria, 22/02/2011

http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2014/02/albergaria-velha-um-concelho-com-179.HTML

iniciado em 2014 com a comemoração dos 179 anos do município - será que este ano há medalhas?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Conversas d' Angeja - floresta


A Floresta:importância ambiental, social e económica

07/02/2015

Angeja

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Presidentes da Câmara Municipal

Antigos Presidentes homenageados no aniversário da fundação do Concelho

“Comemorar esta data é um ato elevado de reconhecimento da História do nosso País, do valor cultural do nosso Concelho e da ímpar importância do trabalho da nossa comunidade e de todos quantos se dedicaram ao governo do nosso Concelho.” Perante um Salão Nobre esgotado, onde estiveram presentes filhos, netos, bisnetos e até trisnetos de antigos autarcas Albergarienses, António Loureiro, Presidente da Câmara Municipal, explicou a importância de comemorar os 179 anos da fundação do Concelho que, na sua opinião, deve ser um exercício de consciência para “refletir não só sobre os êxitos e as vitórias conseguidas, mas também sobre as nossas potencialidades.”

Para o chefe do executivo, o trabalho em parceria, com as Juntas de Freguesia, Empresas, Associações, Coletividades e Comunidade, é o caminho certo para, no futuro, “alcançar objetivos de comum interesse que elevam o nosso Concelho, fortalecem as nossas empresas e os nossos empresários, perpetuam a nossa História e geram emprego, prosperidade e desenvolvimento de todos os Albergarienses”.

Mas, para além de um ato de reflexão sobre o que somos e para onde queremos ir, a sessão solene, que decorreu na tarde de 15 de fevereiro, foi também o momento escolhido para a apresentação da nova galeria de retratos de antigos Presidentes de Câmara, uma iniciativa que pretende homenagear o trabalho desinteressado daqueles que muito lutaram pelo desenvolvimento do Concelho. “Enquanto prestadores de um serviço público, são pessoas a quem muito devemos. São pessoas que, em diversos aspetos, abdicaram de parte da sua vida por uma causa comum. São pessoas que, durante um período da sua vida sacrificaram a sua presença perante a família para aplicar toda a sua dedicação, todo o seu trabalho, todo o seu conhecimento e toda a sua vontade na construção de um Concelho que, apesar de carregar consigo mais de 900 anos de História, preza-se por ser cada dia mais jovem e dinâmico. A todos eles e a todos os seus familiares, Albergaria deve reiterar os seus agradecimentos”, exortou António Loureiro.

Desde 1835, ano da fundação do Concelho, passaram pela Câmara Municipal 49 presidentes, tendo cada um sido recordado nesta cerimónia com a apresentação de uma pequena biografia. Enquanto se recordavam os feitos destes ilustres Albergarienses, foram descerradas as fotografias de cada um, sendo que, no caso em que não existem imagens, são os seus nomes que ficarão para sempre perpetuados num quadro próprio.

CA, 18/02/2014

1835 * 1868

José Correia Melo (1835-1836 / 1839-1840)
Bernardo dos Santos Sousa (1836)
João Rodrigues Branco Júnior (1836-1838 / 1838-1839)
Manuel Marques de Lemos (1838)
João Marques Pires (1840-1842 / 1846) Maio de 1842 a  Maio de 1846 - Concelho de Paus
João Ferreira da Silva Paulo (1846-1847)
Francisco Correia de Melo (1847-1850)
Francisco Joaquim da Cruz (1850-1852 / 1853 / 1854-1856)
Alferes Dr. Patrício José Alvares Ferreira (1852-1853)
Manuel Joaquim Alves Araújo (1853-1854)
Patrício Luiz Ferreira Tavares Pereira e Silva (1856-1858)
José António Pereira Pinto (1858-1868)

1868 * 1917

Dr. Joaquim António de Almeida Miranda (1868)
Comendador José Luiz Ferreira Tavares (1868-1874)
Dr. António Augusto Nogueira Souto (1874-1878)
Manuel Marques Pires (1878)
Bernardo Máximo Alvares de Araújo Tavares da Silva e Albuquerque (1878-1885 / 1887-1893 / 1896-1908 / 1908-1910)
Joaquim Moreira da Silva (1885-1886)
Dr. Manuel Luíz Ferreira Júnior (1886-1887)
Dr. João Eduardo Nogueira e Melo (1893-1896)
Domingos Guimarães (1908)
Dr. Manuel Marques de Lemos (1910 / 1910-1911)
Francisco Augusto da Silva Vidal (1910)
Dr. Jaime Inácio Ferreira (1911-1917)
João Rodrigues da Cruz (1917)

1917 * 1934

Artur da Silva Ribeiro (1917-1918)
Dr. Francisco António de Miranda (1918)
Dr. António Fortunato de Pinho (1918-1919)
José Dias Aidos (1918)
Bernardino Maria da Costa (1918-1919)
Dr. Carlos Luíz Ferreira (1919)
Vicente Rodrigues Faca (1919-1924 / 1925-1926)
Prof. Patrício Theodoro Álvares Ferreira (1924-1925)
Jerónimo Gonçalves da Costa (1926-1927 / 1930-1931)
Dr. Armando de Albuquerque Miranda (1927-1930 / 1946-1947)
Francisco Pires de Miranda Ferreira da Silva (1931-1932)
Manuel Marques Lima (1932-1933)
António Marques Pereira (1933-1934)

1934 * 2014

Dr. Bernardino Corrêa Telles de Araújo e Albuquerque (1934-1946)
Américo Martins Pereira (1947-1950)
Dr. João Raposo (1950)
Comendador Augusto Martins Pereira (1950-1957)
Comendador Cor. Gaspar Inácio Ferreira (1957-1963)
Dr. Flausíno Fernandes Correia (1963-1969)
José Nunes Alves (1969-1981)
Fernando Nunes de Almeida (1981-1986)
Dr. Rui Manuel Pereira Marques (1986-1998 / 1999-2002)
Saúl Oliveira Silva (1998-1999)
Prof. João Agostinho Pinto Pereira (2002-2013)
António Augusto Amaral Loureiro e Santos (2013-)

Nota:Este ano (2015) comemoram-se os 180 anos do município