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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fábrica Cerâmica da Branca

Habitantes queixam-se da degradação da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca

Os habitantes do lugar da Estrada, na Vila da Branca, mais precisamente da Travessa da Arroteia e Rua da Cerâmica, queixam-se do estado de abandono dos terrenos da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca, da qual actualmente só resta a chaminé. De acordo com os habitantes, os silvados e matos favorecem a presença de animais, como ratos e cobras, que chegam mesmo a “passear” nos seus quintais.

Nos últimos tempos, foram feitas diversas diligências no sentido de resolver esta situação que continua a provocar dores de cabeça aos moradores do lugar. Recorde-se que o terreno é propriedade da Caja de Ahorros de Salamanca y Soria C Duero, S.O., que possui uma filial em Lisboa.

A primeira diligência remonta ao ano de 2007 quando os habitantes procuraram ajuda através da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. O facto do terreno encontrar-se em zona urbana levou ao arquivamento do processo, de acordo com a legislação em vigor, uma vez que a Câmara Municipal não tinha competências para proceder à limpeza do local. Os habitantes não baixaram os braços e mostraram o seu descontentamento junto da empresa proprietária do terreno, não tendo surtido qualquer efeito.


(...)

Beira-Vouga, 2/10/2012

(Leia a notícia na íntegra na edição da 1.ª quinzena de Outubro do Beira Vouga)

imagem: anúncio Gazeta dos CF nº 1363 - 1944

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cerâmica da Branca


--
Cerâmica da Branca
Chaminé

Fotografia de Mário

A Fábrica de Cerâmica da Branca existia desde 1918. Depois do encerramento da empresa apenas sobrou a chaminé.

PB

sábado, 20 de dezembro de 2008

Indicações Uteis

Indicações Uteis

Tribunal Judicial: Juiz de direito, exm.o sr. dr. João L. Correia de Bastos Pina.Delegado do Procurador da Republica, dr. Jaime Dagoberto de Melo; Sub-delegado, dr. José Paula de Lima; Contador, Antonio A. Souto Alves; Escrivães, Amândio de Miranda Cabral, José Dias Aidos e Carlos Pinheiro Mourisca.Oficiais de diligencias, Jose Rodrigues Castanheira, Carlos Rodrigues Castanheira e Júlio Rodrigues da Silva.

Juízo de Paz: Juiz, Antonio da Silva Geraldo; Escrivão, Afonso Rodrigues Castanheira.Assistência Judiciaria: Presidente, dr. Jaime Dagoberto de Melo Freitas. Vogais, dr. Abel C. da Silva Portal e Manuel d'Oliveira Campos.

Comissão concelhia d'administração dos bens das igrejas: Presidente, Joaquim Moreira da Silva; Secretario, Benjamin da Silva Valinho; Vogais: dr. Jaime Dagoberto de Melo Freitas, Joaquim Antonio Ferreira a João Rodrigues da Cruz.

Administração do Concelho: Administrador, Vicente Rodrigues Faca; Secretário, Manuel da Maia Mendonça; Amanuense, Fernando Henriques Pinheiro;Oficial. Benjamin da Silva Valinho;Regedoria: Regedor, Fernando Tavares Tinoco; Escrivão, Fernando Henriques Pinheiro

Municipio: Presidente, dr. Jaime Inácio Ferreira; Secretário Germano d'Araujo; Tesoureiro Eugenio Ribeiro; amanuense Augusto Pinheiro Mourisca.

(Médicos municipais) dr. José Homem Correia Teles, médico municipal e sub delegado de saúde por comissão.

(Aferidor de pesos e medidas): Aferidor, Augusto Pinheiro Mourisca.

Paroquia civil - Presidente, Alberico Ribeiro; Secretario, Fernando Henriques Pinheiro; Tesoureiro, Joaquim Moreira da Silva.

Repartição de Finanças - Secretario, Antonio dos Santos Lameiro;Tesoureiro, João F. de Pinho; Aspirantes, José Gil de Lemos e Manuel Machado; Fiscais dos impostos - Columbano Machado e Antonio Tavares da Silva; Execucções Fiscais - Paulo M. Pinto Vitor.

Registo Civil - Oficial, dr. José Nogueira Lemos; Ajudante, Manuel Silva

Conservatoria -Conservador, dr. Abel C. da Silva Portal; Ajudante, dr. José Paula de Lima.

Professorado Primario - escola masculina: Regente, Joaquim Antonio Ferreira; 2º lugar, João Gomes; Escola feminina: D. Octavia Leal Gomes.

Estação Telegrafo-Postal - Chefe, D. Maria Adelaide Moreira. Distribuidores : Hermenegildo Silva e José Bastos. Guarda-fios: Raul Rodrigues Terceiro e José Duarte Paulino.

Conservação das estradas - Chefe. Antonio José Pereira.

Entidades, comercio e indústrial local

Advogados - Drs - Abel C. da Silva Portal, Hernâni Cabral, Carlos Luiz Ferreira, Manuel Luiz Ferreira e José Paula de Lima.

Notários - Amândio de Miranda Cabral e Carlos Pinheiro Mourisca; Escrivão encarregado do registo criminal - Carlos P. Mourisca.

Médicos - Dr. José Homem Correia Teles.

Associação de Socorros Mutuos - A Operaria Albergariense: Presidente da Assembleia Geral, Amândio de Miranda Cabral; Presidente da Direcção, Manuel da Silva Pedro

Grémio Recreativo Albergariense - Presidente, Bernardino Máximo d'AIbuquerque. Directores: José Gil de Lemos, Eugénio Ribeiro e António Pinto.

Empresas tipográficas e jornalisticas - "A Democracia do Vouga": proprietário, João Luiz de Rezende; "Jornal d'Albergaria": proprietário, Alberico Ribeiro

Filarmónica Amisade Albergariense - Regente, Albérico Henriques Ribeiro.

Farmacias - Lemos & Filha e Joaquim Alcantara

Ourivesarias - João Luiz de Rezende e Miguel Marques Henriques.

Relojoarias - João Luiz de Rezende, Manuel da Silva Gordo e Miguel Marques Henriques.

Drogaria e materiais de construção - Viriato da Silva Vidal.

Fanqueiras e modas - Augusto Ferreira da Silva, Antonio da Silva Geraldo, Alberico Lemos e Francisco Ferreira da Silva.
Bicicletas - Manuel da Silva Gordo e Miguel Marques Henriques.
Mercearias e ferragens - Antonio Marques Pereira e José Pinheiro Mourisca.
Mercearias e tabernas - José Simões Ferreira, José Pinheiro Mourisca, Manuel da Silva Pedro, Antonio Henriques Ribeiro, Sebastião da Silva Pedro, Maria Pereira de Vasconcelos.
Mercearia, armazém de vinhos e restaurante - Bernardino Maria da Costa.
Hotéis - Antonio da Silva Geraldo (Hotel Vouga).
Casas de pasto - José Simões Ferreira, Manuel da Silva Pedro, Antonio Henriques Ribeiro e Manuel Pinto.
Mercearias - Manuel Fortunato d'Almeida Raimundo e Antonio de Pinho Costa.
Tabernas - Adelina Raimundo, Ana Terceira e Patricio Salgueiro.
Padarias - José da Silva Matos.
Depósitos de tabacos e fósforos - Antonio Marques Pereira.
Depósitos de farinhas e ovos - João Patricio Alvares Ferreira.
Logares de fruta - Rosa Caseira, Margarida Terceira, Maria Engracia de Jesus e Zulmira de Bastos Figueiredo.
Louceiras - Guilhermina Santiaguinha, Clemencia Rosa e Cecilia Pinheiro.
Cortadores de carnes verdes - Manuel José Soares.
Salsicheiros - José Matias Marques de Lemos.
Estancias de madeiras - Manuel de Lemos Alho e José Pinheiro Mourisca.
Automóveis de aluguer - Miguel Marques Henriques.
Alquilarias - Antonio Maria.
Agencias De seguros contra incendios - Vicente Faca e Germano de Araújo
Bancarias - Antonio Marques Pereira
Funerarias - José Pinheiro Mourisca, Alberico Lemos e Maria Mesquita
Construtores de carros - Patricio Luiz d'Almeida
Serrelharias - Pais & Fonseca.
Mestres de obras - Antonio Marques Pereira e Viriato da Silva Vidal.
Mestre de canteiros - Manuel Costa.
Correeiros - João Dias dos Santos
Obreiros de calçado - José d'Almeida Raimundo e Antonio dos Santos Júnior.
Alfaiates - Manuel da Silva Caixeiro, Manuel Martins e Antonio Marques de Lemos Alho.
Barbeiros - Fernando Tavares Tinoco, José Antonio Cabral, Anibal de Silva Reis, Vitor Manuel Ribeiro, Antonio Rodrigues Terceiro e Manuel José Soares.
Picheleiros - Antonio Rodrigues Terceiro e Abilio Rodrigues Terceiro.

Estabelecimentos fabris do concelho:

- Fabrica do papel do Prado em Valmaior: administrador. Arnaldo Guimarães
- Fabrica da polpa do Carvalhal: director, Eric Daniel Bergquist
- Fabrica de cerâmica de Angeja, de Francisco Correia Vidinha (Viuva).
- Fabrica de cerâmica na Biscaia: proprietário e gerente, José Correia Vidinha.
- Fornos de telha e tijolo - Manuel d'Oliveira Santos. Alquerubim. Francisco Correia Martins, Paus. Joaquim Gonçalves de Melo, Paus

Democracia do Vouga, 22 de Outubro 1915

sábado, 14 de abril de 2018

Zona Industrial de Albergaria-a-Velha

Foi no último mandato do Presidente José Alves que se decidiu demarcar uma Zona Industrial, para nela se instalarem, de futuro, todas as indústrias do Concelho.

Esta decisão foi criticada em vários tons e por várias razões, nomeadamente por impedir a instalação de indústrias a belo prazer dos empresários e por vir a constituir um perigoso foco de poluição. (...)

O processo de negociação e (ou) expropriação dos terrenos foi moroso, mas cometeu-se um erro básico: quis-se abranger toda a área em vez de se avançar por fases. E o mesmo se passou com as infra-estruturas.

Teria sido preferível marcar sectores, estabelecer prioridades, definir objectivos e faseá-los no tempo.

Não se atraem empresários e indústrias sem electricidade, sem a rede primária de esgotos e sem as vias que vertebrem o sistema.

Ainda hoje se sente isso mesmo. Mau grado as deficiências apresentadas, construiram-se desde 1980 para cá, pelo menos quatro novas instalações industriais, e mais duas estão em fase de acabamento.

Quando se inaugurou a Volvo, em 5 de Dezembro de 1981, como que começou um segundo folêgo da Zona Industrial, apesar de se descortinarem já os alvores da Crise Económica, que veio a persistir até aos dias de hoje.

A seguir nasceu a DURITE, que marcou decisavamente a qualidade da Zona Industrial, quer pela sua arquitectura exterior, quer pela sua tecnologia.

A vida da Zona Industrial continuou a crescer, tendo recentemente sofrido mais um impulso positivo, com o início da laboração da nova Fábrica de Confecções Albergaria.

E já se vislumbravam novas unidades que alargarão, quer a área, quer o leque de actividades.

Se incluirmos na Zona Industrial, como é devido, a Litocerâmica, a Pavileca, as novas unidades de Confecções que vão instalar-se nos Areeiros, nos edifícios ali já construídos, a fábrica da Part-Time e a da Norterssências, em acabamento, podemos concluir que, até ao fim do ano o conjunto de indústrias representarão mais de 500 postos de trabalho, e abrangerão os sectores de Cerâmica, Madeiras, Metalurgia, Metalomecânica, Químico, Mobiliário, Automóvel, Construção Civil e Confecções.

Esta variedade, que gera complementaridades é, em si mesma, um factor de aceleração do crescimento. (...)

Flausino Silva, Beira Vouga , 01/08/1987

Zona Industrial de Albergaria-a-Velha (1987)

Flausino Silva: A DURIT foi a terceira empresa a instalar-se aqui [nos arruamentos próximos da empresa], só existia a Fisola e a Fundição Penedo Beira.

Correio de Albergaria, 04/04/2018

Albergaria-a-Velha vai duplicar área da Zona Industrial

A Zona Industrial de Albergaria-a-Velha vai duplicar a área, devendo o processo iniciar-se em janeiro, após a revisão do Plano Diretor Municipal, anunciou hoje a autarquia.

Segundo o presidente da Câmara, António Loureiro, "a revisão do PDM, irá aumentar significativamente a área da zona industrial, trazendo com isso mais emprego e melhores condições para os empresários, que pretendem expandir as suas atividades".

O executivo municipal espera que a revisão do Plano diretor seja aprovada até ao final do mês e conta começar a fazer algumas intervenções na área, em janeiro.

Atualmente com 206,9 hectares, a Zona Industrial de Albergaria-a-Velha vai ficar com uma área total de 449, 4 hectares, após a revisão do PDM.

"A tipologia dos lotes ainda não está definida, mas a ideia é adaptar a tipologia ao tipo de investimento que o empresário quer, ou seja, as tipologias vão ser diferentes e versáteis", explicou António Loureiro.

A expansão da ZI é um dos principais instrumentos de apoio da autarquia às atividades económicas em que aposta o executivo liderado por António Loureiro, que sublinha a importância do tecido produtivo do Concelho, onde estão instaladas mais de 2500 empresas, que representam um volume de negócios de mil milhões de euros, com uma cobertura das exportações sobre as importações superior a 140 por cento.

A posição geográfica de Albergaria-a-Velha, em que se cruzam eixos rodoviários principais como a A1, A25 e A17, a proximidade ao Porto de Aveiro e à ferrovia da Linha do Norte, têm atraído várias empresas para a sua zona industrial, localizada nas proximidades de Sobreiro, registando-se a procura de terrenos para expansão de algumas unidades e para albergar novas fábricas.

http://portocanal.sapo.pt/noticia/43129

sábado, 27 de maio de 2017

Aveiro Virtual (1994)



ALBERGARIA-A-VELHA

O concelho foi criado já em pleno séc.XIX, com origem num povoado que remonta à época pré - romana, facto que se encontra confirmado pela existência dos Castros de Loure e Branca.


O nome advém-lhe o facto de D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, alí ter fundado uma albergaria com privilégios especiais, tais como a recolha e socorro a viajantes pobres.


Área - 155,98 Km2
Freguesias - 8 (Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeira de Fráguas, S. João de Loure e Valmaior).
População - 24.146 habitantes
Eleitores - 18.563
Receitas Fiscais - 735.300 contos
Feriado Municipal - Segunda-feira seguinte ao 3º Domingo de Agosto


Câmara Municipal


3850 Albergaria-a-Velha


Tel. (034) 523114/523131
Telex 37240 - Fax 522225


Presidente - Rui Pereira Marques (CDS/PP)


Vereadores - Saúl Oliveira Silva (CDS/PP); Tércio Melo Silva (CDS/PP); Alberto Camões Sobral (PSD); José Carlos Silva Oliveira (PSD); e José Silva Pedro (PS)


Indústria - As 178 empresas do concelho empregam 3.236 trabalhadores, assumindo especial relevância a Cerâmica, Madeiras e Metalomecânica, embora o amoir número de empresas esteja no sector da Construção Civil (56). As maiores empregadoras são Produtos Metálicos (776), Metalurgia (525), Têxteis e Vestuário (536) e Madeiras (399). O sector secundário absorve 51% da população activa, o primário 26% e o terceário 23%.


Comércio - Segundo dados de 1993, há neste concelho registo de 349 estabelecimentos comerciais, sendo 39 grossistas e 310 retalhistas. São 144 os trabalhadores nos estabelecimentos de comércio por grosso e 578 nos retalhistas.


Educação - Para uma população estudantil na idade pré escolar de 339 alunos, há no concelho 20 Jardins de Infância onde leccionam 20 educadoras O Ensino Básico é frequentado, nas suas 31 Escolas, por 1.829 alunos que recebem aulas de 87 professores. São 2.274 os alunos que frequentam 1 Escola do Ensino Preparatório e 2 do Ensino Secundário e 1 Colégio.


Desporto - São 18 as instalações desportivas de concelho, estando três em fase de construção e/ou conclusão.


Saúde - O Centro de Saúde, com 26.006 utentes inscritos, é constituido por Sede com Ambulatório, S.A.P. e Internamento e 6 Unidades de Saúde, estando os recursos humanos assim distribuídos: 2 médicos de Saúde Pública e 15 de Clínica Geral; 14 Enfermeiros; 23 funcionários administrativos e 22 auxiliares.


Nos últimos anos foi construida de raiz uma Extensão, em Angeja (1987), e está programada a construção de uma outra na Branca. Em fase de execução encontra-se o Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha com um custo estimado em 162 mil contos e que se prevê concluído em Agosto/95.


Artesanato - Cesto de verga.


Gastronomia - Os pratos mais apreciados são o Arroz de Vitela no Forno e a Lampreia. Também a Caldeirada de peixe do Rio (nas freguesias ribeirinhas do Rio Vouga) são muito mais apreciadas. Na doçaria são os Turcos os doces típicos.


Comunicação Social - São dois os títulos com publicação regular registados neste concelho, más é o único em que as Rádios ficaram mudas, não havendo qualquer frequência atribuída.


Acessibilidades Existentes
• IP1 - ligação nó de Albergaria
• IP5 - ligação nó de Talhadas e nó de Albergaria
• EN16 - ligação a Sever do Vouga


Em projecto


•Duplicação do IP5

Segurança - Um posto da GNR na sede do concelho


Turismo - Mamoas (monumentos megalíticos) podem ser vistos em alguns locais do concelho.


Com visita obrigatória está o Parque do Monte da Senhora do Socorro, o Monte de S. Gião (Branca), Pateira de Frossos e ainda o Alto de Angeja, sem esquecer o monumento megalítico do Taco. Os Pelourinhos de Angeja e Frossos e o Cruzeiro de S. João de Loure, são também pontos de interesse. 
 
AVEIRO VIRTUAL - guia do Distrito de Aveiro (1994?)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Nas Pás dos Ventos

A artista Albergariense Isaura Lalanda presta homenagem aos moinhos portugueses na exposição “Nas Pás dos Ventos”, patente na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha.


“Nas Pás dos Ventos” é constituída por 17 quadros em tinta-da-china e aguarela que representam vários moinhos do Concelho de Albergaria-a-Velha, bem como da região de Aveiro e do arquipélago dos Açores, onde Isaura Lalanda tem raízes familiares. “Nesta mostra podemos ver de tudo se olharmos com os olhos da alma, lá encontraremos invernia nas pás da aragem calma”, explica a escritora e poetisa do Faial, Manuela Bulcão, que tem acompanhado o percurso da artista Albergariense. A acompanhar os quadros estão miniaturas de vários objetos relacionados com a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha.


Isaura Lalanda nasceu em 1963, em Albergaria-a-Velha, e herdou do pai, António Lalanda, o gosto pelo desenho artístico. Aos seis anos começou a pintar pedras que apanhava na praia e durante o ensino primário participou em alguns concursos escolares. Tirou um curso de Artes Decorativas na Escola de Belas Artes do Porto, tendo também formação em desenho e projetos de construções mecânicas. Domina várias técnicas de pintura, como a aguarela, tinta-da-china e óleo. Tem trabalho ainda na área da cerâmica, com destaque para a pintura em azulejo. Isaura Lalanda tem apresentado a sua obra em várias exposições individuais e coletivas desde 1988. Foi uma dos 20 artistas a participar na 1.ª Exposição Coletiva de Pintores Albergarienses, em fevereiro de 2014.


A exposição “Nas Pás dos Ventos” está patente até 30 de junho, mês em que se celebra o pão – desde a moagem do cereal até ao produto final – no III Festival Pão de Portugal.


CMA


A exposição esteve anteriormente na Casa dos Açores do Norte.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Mamoas do Taco

Valorização das Mamoas do Taco apresentada no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 


No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, 18 de abril, o Município de Albergaria-a-Velha vai inaugurar o polo museológico ao ar livre das Mamoas do Taco, monumento megalítico com cerca de 6 mil anos.


Situadas na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, as duas mamoas que resistiram à urbanização do Concelho foram alvo de uma intervenção que permitiu a sua valorização e restauro. Os resultados desse trabalho são apresentados na segunda-feira, na Biblioteca Municipal, pelas 18h00; na mesma altura é lançado o livro “Taco a Taco – A história de 2 monumentos”, do arqueólogo que conduziu os trabalhos de restauro, Pedro Sobral Carvalho, seguindo-se uma visita ao local.


O Vereador da Cultura, Delfim Bismarck, referiu que a criação do polo museológico “é um importante passo na salvaguarda e valorização dos mais antigos vestígios de ocupação humana no território, que hoje conhecemos por Albergaria-a-Velha”. O Autarca recorda que “desde meados da década de 1980 estes importantes monumentos estavam em perfeito abandono”.


Delfim Bismarck explica que a valorização e requalificação das mamoas vem dar visibilidade aos resultados da campanha arqueológica que ali ocorreu entre 2014 e 2015. O arqueólogo Pedro Sobral Carvalho encontrou fragmentos de cerâmica, machados de pedra polida e uma mó manual que terá servido para pintar as paredes do dólmen.


Na Mamoa 1 já era conhecida uma gravura rupestre, fixada numa laje através da técnica de pontilhado, representando quatro combinações de círculos concêntricos. Na Mamoa 3, a campanha recente encontrou vestígios de utilização posterior à sua construção, cerca de 4 mil anos depois de edificada. A Mamoa 2 foi arrasada nos anos 80 para dar lugar a uma estrada.


As mamoas são sepulturas que deveriam acolher as pessoas importantes da época. Geralmente são caracterizadas por uma pequena elevação no terreno, uma forma que está na origem do nome, e no seu interior fica o dólmen ou anta, uma forma arquitetónica, com ou sem câmara, constituída por lajes de pedra, onde fica a sepultura. Bastante antigas e espalhadas por todo a Península Ibérica, as mamoas foram desaparecendo graças à crescente urbanização do território.


Os primeiros trabalhos arqueológicos nas Mamoas do Taco ocorreram em 1985, com o arqueólogo Fernando Silva. Estão situadas à face da estrada, na Zona industrial, encravadas entre unidades fabris.


Os trabalhos de valorização incluem painéis explicativos, permitindo que sejam visitadas.

CMA


PEDRO MANUEL SOBRAL DE CARVALHO
Nascido em Viseu a 16 de Abril de 1963, licenciou-se em 1986 em História (variante de Arqueologia) pela faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo realizado em 1995 as provas de Mestrado em Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto com a dissertação: A Necrópole Megalítica da Senhora do Monte (Penedono). Um espaço sagrado da pré-história na Beira Alta.
Especialista em megalitismo, enveredou na área empresarial tendo aberto em 1995 a Arqueohoje, lda da qual saiu como sócio gerente em 2011, tendo encetado um novo projeto, a Eon, Indústrias Criativas onde tem dado especial destaque à gestão de projetos museográficos e à valorização de sítios e monumentos arqueológicos.
Autor de um conjunto de artigos científicos e de obras monográficas, tem apostado em suportes gráficos de divulgação do património.

VERA LÚCIA MOREIRA CAETANO
Nascida em Viseu em 1983, licenciou-se em 2009 em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar (I.P.T.), Departamento de Arte e Conservação e Restauro, tendo efetuado o seu estágio curricular através da Conservação e restauro da Capela da Senhora Sant’Ana – Casa de Vargos, Torres Novas.
A área de especialização é a conservação e restauro de materiais pétreos. Atualmente, está a desenvolver investigação na área dos pigmentos usados na arte pintada megalítica integrando alguns projetos de restauro e valorização de monumentos megalíticos, como a recente intervenção nas Mamoas do Taco, em Albergaria-a-Velha.


arq4all


Artigos de António Manuel S P Silva sobre a arqueologia local


http://baleiro.academia.edu/Ant%C3%B3nioManuelSilva


artigo de José Leite de Vasconcelos


http://novos-arruamentos.blogspot.pt/2009/02/artigo-de-jlv.HTML


Pesquisa no site PC


http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/?sid=sítios


Fotografias 2014 (Centímetro Certo Topografia)


https://www.facebook.com/topografiaviseu/photos/pcb.761714240550906/761713167217680/?type=3&theater


A Revista PATRIMÓNIOS n.º 9 inclui o artigo "JOSÉ LEITE DE VASCONCELOS E PATRÍCIO THEODORO ÁLVARES FERREIRA - Correspondência (1899-1931)" da autoria de Delfim Bismarck Ferreira.


Ligações


http://blogdealbergaria.blogspot.pt/search/label/Pr%C3%A9-Hist%C3%B3ria


http://albergaria-arq.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Revelações sobre a Branca

2007

Na noite em que se comemoraram 152 anos desde a integração da freguesia da Branca no Concelho de Albergaria-a-Velha (24 de Outubro), a Câmara Municipal organizou, no CCB, a tertúlia "Conversas em redor da Branca", onde um painel de quatro especialistas deu uma visão singular sobre a freguesia em diversos períodos históricos.

Nélia Oliveira, Técnica Superior de Arquivo e Biblioteca, realçou a importância do património (nas várias vertentes histórica, paisagística e cultural) como forma de perpetuar a memória colectiva. segundo os estudos efectuados, especialmente nas estações arqueológicas de S. Julião e Crestelo, pode-se afirmar que Branca é uma povoação muito antiga, com vestígios proto-históricos e romanos. Ao longo dos séculos, muito se destruiu, mas a oradora salientou que ainda existem exemplos de património histórico que merecem destaque na freguesia, nomeadamente a Quinta  das Relvas, a Calçada de Relvas  (talvez do período romano) e a Quinta do Outeiro.

Delfim Bismarck, historiador e conservador de museu, realçou, igualmente, a antiguidade da freguesia que, na idade média, pertencia às Terras de Santa Maria. Na Inquirição de D. Afonso II, em 1220, já existia um povoado relevante na Branca, com uma Igreja, propriedade do rei, e uma Ermida denominada de Santa Maria. Nos foros pagos ao monarca, destacava-se o pão, vinho, linho, trigo, milho, ovelhas, cabras, porcos, galinhas, queijo, manteiga e ovos, todos estes bem muito preciosos para os lavradores da época. Nos censos de 1527, no reinado de D. João III, notou-se uma perda acentuada de população na zona da Branca, mas o tempo veio comprovar que a freguesia tinha potencial para fixar pessoas. No final do século XIX, a indústria era um forte "chamariz" para a freguesia. Manuel Ferreira Rodrigues, professor universitário que estudou a indústria na região de Aveiro entre 1864 e 1931, notou que existia muita actividade na época, principalmente nas áreas de moagem, cerâmica, serração, minas, lacticínios e exploração florestal.

Na última intervenção da noite, Paula Abreu, socióloga, referiu que a Branca já não e a "freguesia industrial" de antigamente, mas, mesmo assim, continua a ser um local privilegiado, estando localizada entre pontos estratégicos muito importantes (Porto, Aveiro e Coimbra). Apesar das características urbanas ao longo da "coluna vertebral" da freguesia (o IC2), Paula Abreu salientou que continuam a existir vestígios de uma certa ruralidade, o que a leva a falar de uma multiplicidade de comunidades, com modelos de organização e estruturação económica diferentes. "Branca é como um pequeno laboratório do país", um espelho da realidade mais vasta que compõe Portugal.


Albergaria em revista, 2007/2008

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Albergaria-a-Velha

APRESENTAÇÃO

Resenha histórica

Em Novembro de 1117 D. Teresa concede Carta do Couto de Osseloa em favor do fidalgo Gonçalo Eriz, doando-lhe vastas terras, Uma das razões para o fazer prendia-se com a instituição de uma albergaria ao cimo da estrada do lugar de Osseloa, a qual o fidalgo seria obrigado a manter e serviria para acolher, proteger e assistir os viajantes, pobres e doentes.

A fundação da primitiva "albergaria" levou as pessoas a estabelecerem-se em seu redor e a fixarem-se junto a Assilhó, formando um pequeno povoado que, adotando aquele nome, originaria a atual Albergaria-a-Velha. Esta qualificação de "velha" surgiu para a distinguir de outras albergarias mais recentes, que no país e terras hispânicas junto à fronteira comum foram surgindo.

Depois das terras do Couto terem regressado de direito à administração da Coroa, por extinção da descendência direita de Gonçalo Eriz, o rei D. João II doou-as à irmã, D. Joana, que por sua vez as legou às Dominicanas do Convento de Jesus em Aveiro. As freiras de Jesus acabariam por criar em 1496 a freguesia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha, constituída por Albergaria-a-Velha (a principal aldeia) e pelos lugarejos da área do Couto (Assilhó, Sobreiro, Frias de Baixo e de Cima, S. Marcos e Fontão).

No séc. XIX, em oposição ao absolutismo régio, surgiu um forte núcleo de liberais albergarienses que, em 1828 apoiou as forças do então coronel José António da Silva Torres Ponte de León nos combates do Marnel e da Ponte do Vouga contra as tropas fiéis a D. Miguel. Depois da queda de D. Miguel, general Torres serviu-se do seu alto cargo e em reconhecimento aos albergarienses determinou, apoiado pelo Decreto de 9 de Janeiro de 1834, que o Concelho de Albergaria-a-Velha fosse criado no final desse ano.

Ao promover a elevação de Albergaria-a-Velha à categoria de Vila e criando o seu Concelho, retirou-a do Concelho de Aveiro, anexando-lhe ainda a freguesia de S. João de Loure e duas partes da freguesia de Valmaior. A fundação do Concelho seria assinalada no dia 13 de Fevereiro de 1835, pela primeira sessão da câmara, presidida por José Correia de Meio, conforme consta no "Livro para os Acordãos da Câmara d'este Concelho d'Albergaria Velha".

Em 1842, ano em que se integrou a freguesia de Alquerubim neste Concelho, foi restaurado o Concelho de Paus, extinguindo-se o de Albergaria-a-Velha. A extinção, embora temporária, ocorreu na sequência do período Cabralista e durou até 1846. Vieram posteriormente a incorporar o Concelho as freguesias de Angeja e Frossos (1853), Branca e Ribeira de Fráguas (1855) e a restante parte da freguesia de Valmaior (1856).

O crescimento económico do município desenvolveu-se com base no Rio Vouga, ligado ao progresso das freguesias ribeirinhas de Angeja, Frossos, Alquerubim e S. João de Loure, Com o aparecimento da indústria, aliada às vias de comunicação, as freguesias do interior (Albergaria-a-Velha, Branca e Valmaior) tornaram-se, do séc. XVIII ao XX, em polos de crescimento económico, no que respeita à extração de minério, fabrico da pasta de papel, metalurgia e cerâmica.

Em 1868 a autarquia, presidida por Ferreira Tavares, toma a decisão de construir o edifício dos Paços do Concelho, para nele se poderem instalar todos os serviços da Câmara, que se encontravam dispersos pela Vila em condições impróprias e insuficientes. O inicio da construção deu-se em 1869, mas as obras acabaram por ser suspensas em 1873 por falta de recursos financeiros. A construção recomeçou a mando do Presidente Bernardino Máximo de Albuquerque, em 1890, depois de reformulado o projeto. Em 1897 o edifício foi finalmente inaugurado, realizando-se a primeira sessão da autarquia em 10 de Outubro.

No dia 6 de Abril de 2011, os deputados da Assembleia da República votaram, por unanimidade, em sessão plenária, o Projeto de Lei n.º 424/XI, que promove a elevação de Albergaria-a-Velha à categoria de cidade, situação que acabou por ficar oficializada no dia 28 de Junho do mesmo ano, após a publicação da Lei n.º 34/2011.

Localização e Acessibilidades


A25 / IP5 – Aveiro – Vilar Formoso, com saída em Albergaria-a-Velha;

A1 – Lisboa – Porto com saída para A25 / IP5;

IC2 / EN1 – Lisboa – Porto, com saída em Albergaria-a-Velha.

O Itinerário Principal nº1 (IP1) permite a ligação direta entre os dois centros urbanos principais do país, Lisboa e Porto, assim como dos distritos mais dinâmicos do litoral, Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém. No Município de Albergaria-a-Velha o acesso ao IP1 é feito através do IP5 no nó do Sobreiro, que serve não só o Município de Albergaria-a-Velha como os Municípios envolventes de Aveiro, Águeda, Sever do Vouga, etc.

Na região, a ligação entre o litoral e o interior é feita através do Itinerário Principal nº5 (IP5) que facilita de modo significativo o acesso aos centros do interior, especialmente Viseu e Guarda, no entanto, em virtude de compreender apenas uma faixa de circulação em cada sentido esta via continua inadequada ao fluxo de tráfego que nela circula. A lenta circulação nesta via de comunicação fica também a dever-se ao intenso tráfego de veículos pesados.

Pertencente à Rede Nacional Complementar, o Itinerário Complementar nº2, atravessa no Município a Vila da Branca e a cidade de Albergaria-a-Velha, e faz ligação a norte com os Municípios de Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira e a Sul com o Município de Águeda, ou seja centros industriais importantes na região.

No Município de Albergaria-a-Velha, este eixo compreende algumas áreas problemáticas, principalmente no troço que atravessa os aglomerados urbanos da freguesia da Branca e ainda nos cruzamentos de acesso à cidade de Albergaria-a-Velha."

"O Município de Albergaria-a-Velha encontra-se estruturado por três eixos principais que lhe permite acesso rápido aos centros urbanos nacionais mais importantes" (PDM - Albergaria-a-Velha)

Atividades Económicas


Banhado pelos rios Caima e Vouga que tornam, desde há séculos, particularmente férteis os seus campos, tanto para a agricultura como para a criação de gado, talvez se possa considerar o Município de Albergaria-a-Velha como essencialmente agrícola, embora muitas atividades de cariz industrial se tenham, desde há anos, aqui radicado, contando com ótima localização para o escoamento dos seus produtos.

No Município de Albergaria-a-Velha o sector secundário é o que tem maior representatividade com 56,2% da população ativa, inserindo-se o Município numa região com fortes tradições industriais, O sector primário ocupa apenas 13,6% da população ativa e no sector terciário ocupam-se 30%.

O sector secundário tem representatividade na Indústria transformadora com 74%, de que assume especial importância a fabricação de produtos metálicos, indústrias básicas de metais não ferrosos, indústria têxtil e Indústria de madeira.

Predominam as empresas de pequena e média dimensão com 75% das empresas tendo menos de 20 trabalhadores. A indústria transformadora do Município concentra-se essencialmente nas freguesias de Albergaria-a-Velha e Branca, que fixam à volta de 90% dos postos de trabalho.

O Município de Albergaria-a-Velha beneficia de uma posição geoestratégica, sendo privilegiado com a criação de uma forte e bem estruturada Zona Industrial, na qual assenta, principalmente, o seu desenvolvimento. As atividades do sector secundário mais exercidas no Município são a fundição, as coinfecções, a metalomecânica, o fabrico de equipamentos vários, a transformação de madeiras, o fabrico de papel, o fabrico e restauro de mobiliário, a produção cerâmica, entre outras.

(retirado do Manual de Qualidade do município de Albergaria-a-Velha)

sábado, 27 de outubro de 2012

Jogo amigável na Branca

Tarde de golos e festa vermelha

Branca Activa, 0 – S.L. Benfica, 16

Branca Activa: Fábio; Fidel, Alex, Ruizinho e Paulo – cinco inicial. Jogaram depois: João Ricardo, Luís Cândido, Nunes, Nuno, Carlitos e Décio.

Suplente não utilizado: Armando.

Treinador: Fausto Leite.

S.L. Benfica: Zé Carlos; Pica Pau, Zé Maria, André Lima e Majó- cinco inicial. Jogaram depois: Bruno Tavares, Jesus, Leandro, Pirata, Ricardinho, Jardel e Miguel Almeida.

Treinador: João Ferreira

Pavilhão: Municipal da Branca, na Branca.
Assistência: Cerca de 2.000 espectadores.
Árbitros: João Salgueiro e Paulo Oliveira.
Cronometrista: Luís Valente
Ao intervalo: 0-9.

Marcadores: Zé Maria (3), 4,12, 4,20 e 16,57; Pirata (2), 7,02 e 7,50; Ricardinho (3), 8,22, 27,30 e 39,20; Jesus (1), 10,25; André Lima (4), 19,10, 19,56, 36,35 e 36,40 e Jardel (3), 30,26, 33,16 e 34,10.

Acção disciplinar: Nada a registar.

A equipa de futsal do Benfica, actual campeã nacional, veio ao pavilhão municipal da vila da Branca, realizar um jogo amigável com o Branca Activa, equipa do concelho de Albergaria-a-Velha, que disputa o campeonato distrital de futsal da 2ª divisão da Associação de Futebol de Aveiro.

Os «encarnados» venceram por 16-0, com as suas principais «estrelas» a brilharem intensamente, com André Lima a «facturar» por quatro vezes e Ricardinho, Zé Maria e Jardel a marcarem três golos cada um.

O pavilhão da vila da Branca encheu-se de público que se deliciou com a categoria dos craques benfiquistas, que no final não deixaram de assinar centenas de autógrafos em tudo quanto lhes foi colocado à frente, desde camisolas, bonés, bandeiras, cachecóis, ou folhas de papel. Quanto ao jogo propriamente dito, a história do mesmo resume-se à total supremacia do Benfica, que demorou pouco mais de quatro minutos a embalar para a goleada, que de resto, podia ter sido bastante mais expressiva, não fosse um certo abrandar de ritmo, no início da segunda parte, em que durante mais de sete minutos, a baliza defendida por Fábio não foi atingida. Depois voltou a superioridade dos vencedores, ainda que a boa réplica do Branca Activa tenha sido bastante vincada, merecendo marcar pelo menos dois golos, que os seus jogadores desperdiçaram em outros tantos momentos, primeiro, num livre directo, resultante da sexta falta benfiquista, já em cima do intervalo, que Ruizinho rematou por cima da barra e a dois minutos do fim, quando o guardião Fábio, que por sinal realizou uma bela exibição, evitando uma série de golos adversários, beneficiando do facto do Benfica ter tirado o guarda-redes Zé Carlos, trocando-o pelo quinto jogador de campo, repôs a bola em jogo com um remate comprido, que saiu a centímetros do poste da baliza «encarnada». A vitória do Benfica traduz o seu intenso domínio, mas a tarde foi de festa, que teve ainda a participação da Associação de Futebol de Aveiro, com o vice-presidente do Conselho de Arbitragem, Sá Neves, a entregar uma lembrança da AFA ao seu filiado Branca Activa, na pessoa do presidente da direcção, Artur Salsa, comemorativa deste bem conseguido evento. De resto, os dirigentes do Branca Activa, fazem mesmo jus ao epíteto de «activos», pois, embora o clube tenha apenas um ano de existência já antes tinham realizado outros jogos amigáveis com equipas tão credenciadas como o Freixieiro e a Associação Académica de Coimbra.
Arbitragem sem problemas, limitando-se a conferir as faltas e a assinalar os golos… do Benfica.

O miticismo do «poder vermelho»


A vila da Branca tem hoje em dia uma colectividade desportiva que «pegou de estaca» e que já se pode considerar um novo embaixador do desporto da segunda maior freguesia do concelho de Albergaria-a-Velha. Com efeito, os dirigentes do Branca Activa podem orgulhar-se do excelente trabalho que estão a desenvolver e que teve o seu ponto alto mais alto neste espectacular jogo que, à conta do glorioso SLB encheu por completo a ampla banca do pavilhão municipal branquense. Foi empolgante verificar como as pessoas viveram este belo evento, que o misticismo que o nome do grande Sport Lisboa e Benfica transporta e congrega. Até o leilão de uma bola autografada por todos os jogadores do Benfica fez parte de uma tarde de sonho que muitos, sobretudo as crianças e os adolescentes vão recordar ao longo do resto das suas vidas. Para completar, registem-se as excelentes participações do grupo Gin Sport, de Soutelo, que efectuou um belo número de ginástica acrobática, justamente premiado com quentes aplausos do público,

A vertente social também não foi deixada de parte e a recepção realizada na Junta de Freguesia da Branca foi digno da fidalguia do clube organizador a das gentes branquenses.

Por fim e pela parte que toca ao jornalista, obrigado pela honra que me deram em apresentar os vários interpretes da tarde. Afinal, foi na Branca que me fiz homem, à conta de 27 anos de trabalho na hoje desaparecida Fábrica Cerâmica da Branca. Por isso e por tudo o resto, obrigado Branca Activa e obrigado amigos branquenses, muitos dos quais pude reencontrar na estupenda e memorável tarde do domingo 10 de Julho de 2005.

Jacinto Martins / Jornal de Albergaria

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Anunciantes GCF

Anunciantes de Albergaria-a-Velha na edição especial da Gazeta dos Caminhos de Ferro, editada em 1944, sobre a Linha do Vale do Vouga.


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FÁBRICA DE SERRAÇÃO E MOAGEM

TEM SEMPRE GRANDE STOCK DE MADEIRAS SERRADAS E SÊCAS.
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Albergaria-a-Velha

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José Ferreira d'Almeida
(Casa Fundada um 1895)

CERRALHARIA E FORJAS
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ARTIGOS DIVERSOS

Albergaria-a-Velha

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Armando Bastos da Silva

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Albergaria-a-Velha

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Albergaria-a-Velha 1944

ALBERGARIA-A-VELHA — Lápida comemorativa da fundação de Albergaria, nos Paços do Concelho Albergaria-a-Velha

No seu próprio nome tem Albergaria-a-Velha o certificado da sua origem. Em Novembro do ano de Cristo de 1117, isto é, ano de 1155 da era de César, passava a infanta-rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, nosso primeiro Reí, uma carta de privilégio a Gonçalo Eriz, coutando-lhe a sua vila de Osseloa (hoje o bairro de Assilhó, desta vila), que confinava com terras de Santa Maria (Feira), onde a carta foi assinada.

As demarcações das terras do Couto de Osseloa são muito interessantes, pela especialidade dos lugares que nomeia, designados já alguns dêles em português no meio do latim bárbaro da carta.

A onomástica topográfica é característica, como se vê pelos seguintes nomes, alguns bem conhecidos ainda hoje:

Mata talada, Mata da Ussa, Mata da Brava, Mamoa Negra, Romariz, Rio de Osseloa, Charneca, Fonte Fria (hoje lugar das Frias), que se chamava também Fontinha de Meigonfrio. A carta de Couto foi concedida com a cláusula de estabelecer e sustentar uma Albergaria próximo da estrada. Gonçalo Eríz presenteou alguns servidores da Rainha, que assistiram à feitura da carta e a assinaram. A D. Mem Bofíno e a Artaldo, escudeíro da Rainha, deu um rocím e a Godinho Viegas um gavião. O primeiro albergueiro ou seja o primeiro habitante de Albergaria de nome Gonçalo de Cristo, seria pôsto pela Rainha.

Para se demonstrar quanto era agreste o território da nossa vila, e a ela circunjacente, bastará notar que a carta de Couto dá fé da existência de veados, corças, gamos e ursos.

As albergarias eram utilíssimas instituições de previdência, ponto de refugio dos viandantes que se viam perseguidos pelas quadrilhas de malfeitores de tôda a espécie que infestavam o país naqueles rudes tempos medievais. Na carta de Couto declara-se que o sítio onde se fundava a Albergaria era escolhido de preferência pelos salteadores, que ali vinham roubar e matar os transeuntes.

A carta de Couto não existe no original mas em cópia autêntica, incluída em outra do Bispo de Coimbra, D. Egas, datada do ano de 1258. Publicou-a João Pedro Ribeiro a pág. 243, do 1.° volume das suas «Dissertações cronológicas» (Doc. n.° XXXVI).

***

A primitiva Albergaria foi-se transformando e passou a chamar-se hospital, instalado em uma casa baixa, que foi modernamente a cadeia pública. Na parede exterior dessa casa estava a seguinte lápida, do século XVII.

«A casa do hospital, servindo de cadeia, foi vendida pela Câmara Municipal, em 10 de Setembro de 1905, pela quantia de 1.050$00, ao falecido sr. João Patrício Alvares Ferreira, que ali edificou parte do seu conhecido palacete da Boa Vista e que a actual vereação adquiriu destinando-o à habitação dos magistrados desta comarca.»

A lápida foi depois incrustada no interior do edifício das novas cadeias, de onde saíu para os Paços do Concelho, onde se encontra.

***

Esta carta do Couto de Osseloa, no dizer de Alexandre Herculano, é o primeiro documento em que Portugal figura com o título de Reino, e daí o alto valor histórico que se lhe atribue.

***

«... e Albergaría, possivelmente a mais antiga do País e a que, por isso mesmo, se deu o nome de Albergaria-a-Velha, continua a transformar-se, a progredir e, acompanhando, a par e passo, o movimento de forte impulsíbilidade que há onze anos a esta parte imprimem ao País os continuadores do patriótico movimento de 28 de Maio de 1926, aquele solo agreste e quási ínhóspito é duma, fecundidade exuberante e de tais recursos agrícolas e pecuários que bem pode dizer-se que, em relação aos seus habitantes, se basta a si próprio, visto que dêle se extrai ou nêle se cria, com suficiência, milho, trigo, arroz, batata, vinhos, legumes, hortaliças, e aves de espécies diversas e gado bovino, suíno, caprino e lanígero, cujos mercados e feiras são abundantes.»

Sob o ponto de vista da organização associativa, Albergaria-a-Velha e o seu concelho vem seguindo também a marcha evolutiva da época que passa e, orientada por um princípio disciplinado e dísciplínador, contam-se já, no seu âmbito, numerosas colectividades ou associações de valor entre as quais é justo destacar a Misericórdia de Albergaria, a Associação de Socorros Mútuos, a Corporação e a Banda dos Bombeiros Voluntários, o Grémio Recreativo, o Sporting Club e o Arregaça Foot-Ball Club, em Albergaria; as Bandas de Música de Angeja e S. João de Loure, a Tuna de Valmaíor, a Casa do Povo, em Alquerubím, e a Fundição «Alba».

Comercialmente, Albergaria tem-se desenvolvido também nestes últimos anos, porque, e isso é óbvio, se vêm surgir, por cada lado estabelecimentos de todos os géneros e é crescente o movimento e número de transacções que se verificam nos seus diversos mercados e feiras, entre os quais merecem especial menção o mercado semanal de Albergaria e as feiras mensais de Angeja, em 26 de cada mês, da Branca, nos dias 9 e 22, e ainda o de Albergaria que se realiza também mensalmente, no dia 19.

Mas, se o povo de Albergaria e do seu concelho é essencialmente trabalhador e activo, extraindo da terra, numa luta contínua, o pão de cada dia, é também, e disso se orgulha, um fervoroso crente, e, a par das suas crenças religiosas, de que não abdica, continua a manter o culto tradicional pelas suas festas e romarias, entre as quais, as maiores e de maior tradição e concorrência são: Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, no terceiro domingo de Agosto; à Senhora das Neves, em Angeja, no primeiro domingo de Agosto depois do dia 5; à Senhora da Alegria, no domingo de Pascoela.

Albergaría-a-Velha, a cujos destinos administrativos preside uma edilidade composta por homens de valor e de impoluto carácter, que incarnam, absolutamente, o espírito renovador do Estado Corporativo Português, não é agora aquêle ignorado «albergue para os pobres e passageíros» a que D. Teresa a destinou.

Já, a par do comércio, a indústria se desenvolve e vai levar bem longe o seu nome.

A Fundição «Alba», que é, no seu género, uma das melhores do País, e a melhor, sob o ponto de vista das instalações, salubridade e métodos de trabalho; a produtiva fábrica de Valmaior, da Companhia do Papel do Prado, a «The Cáima Pulp C.* Ltd.,» no lugar do Cáima — única no País, para produção de pôlpa para papel, a Fábrica da Branca da Emprêsa Cerâmica, as fábricas de olaria de Assilhó (Albergaria-a-Velha), Biscaia e Angeja, e as fábricas de serração de Alhergaria-a-Velha e Albergaria-a-Nova, evidenciam um forte desejo de desenvolvimento e de progresso que, aliás, se traduz nas obras já produzidas após o movimento de 28 de Maio e que a comissão administrativa da Câmara Municipal dêste concelho em efectividade há alguns anos já vai realizar e entre as quais avultam a continuação da abertura da Avenida de Assilhó, a construção de retretes públicas, lavadouro de viaturas e bebedouro para animais; a construção de cosas para pobres, na sede do concelho; a construção de lavadouros e fontes públicas; ajardinamento de largos em Albergaria e sedes de outras freguesias; captações e canalização de águas para fontes das diversos freguesias e da vila; reparações de ruas e de estradas de todo o concelho e vila; eléctrificação de algumas freguesias e instalação de postos telefónicos Públicos em Albergaria-a-Velha e outros melhoramentos de interesse geral, cujos projectos estão em elaboração.

Verifica-se, pois, que Albergaria floresce, se eleva e progride e, que do acanhado Couto da excelsa infanta-rainha, aos poucos se vai formando uma Albergaria maior onde, dia a dia, se albergam maior número de adesões e aplausos à obra gloriosa dos homens do Estado Novo, cujo chefe — Salazar — encarna todas e as mais elevadas virtudes da nossa Raça.
 
 Caminhos de Ferro do Vale do Vouga - Albergaria-a-Velha (1944, Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1363, ano LVI, 01/10/1944, pp. 511-519)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Albergaria-a-Velha 1958








Vasco de Lemos Mourisca (1958)

ALBERGARIA-A-VELHA da Rainha
Dona Tereza, que a fundou e fez,
Foi do primeiro solo português,
É lusitana da primeira linha !

Na senda de oito séculos caminha,
Rica de História, ufana de altivez!
E chega, à actualidade, na esbeltez
Da garbosa paisagem que a acarinha.

Se não possui o que é de seu condão,
Se lhe prometem mais, do que lhe dão...,
E, do que dizem dar, nem vem metade...,

Nem, por tal jeito, se lhes esfuma a esp'rança
Em tempos, que hão-de vir, de mais bonança
E Pão e Paz e Amor da Humanidade !

1958 VASCO DE LEMOS MOURISCA

Albergaria-a-Velha

MERCÊ da sua privilegiada situação geográfica, Albergaria-a-Velha é hoje uma vila bastante desenvolvida e progressiva. Atravessada pelas estradas nacionais Porto-Lisboa e pela internacional Aveiro-Vilar Formoso, tornou-se um centro de grande movimento e ponto de paragem quase obrigatória a todos aqueles que gostam de deliciar-se com os encantos da paisagem.

Não será Albergaria-a-Velha um centro de turismo, mas, sem dúvida, tem um papel preponderante na zona da região do Vouga, uma das mais importantes regiões turísticas do país. A 18 quilómetros de Aveiro, capital do distrito e a 58 quilómetros do Porto e de Coimbra, Albergaria-a-Velha usufrui uma situação geográfica a todos os títulos magnífica.

Fundada pela rainha D. Tereza em 1117, é hoje uma vila que acompanha o progresso e tem lugar de relevo ao lado das mais importantes vilas da Beira Litoral, contribuindo para isso a riqueza do seu solo e o incremento da sua indústria.

A norte de Albergaria, no Bico do Monte, ergue-se a capela de Nossa Senhora do Socorro, mandada erigir em cumprimento de uma promessa feita a quando da epidemia do cólera morbus, que em 1855 flagelou esta região. Do Bico do Monte, desfruta-se uma paisagem extraordinária de beleza ! Graças à sua altitude, vê-se, dai, com nitidez, o farol de Aveiro e os variadíssimos canais da Ria, que constituem um espectáculo deslumbrante de cor e pitoresco. Para o lado oposto, a serrania imponente parece dominar tudo e todos, destacando-se o Buçaco e o Caramulo, assim como as serras das Talhadas e do Arestal.

Albergaria-a-Velha tem todas as características para, num futuro breve, poder ser, sem favor, um dos principais centros turísticos da Beira Litoral.

Em 9 de Fevereiro de 1910 passou em Albergaria o primeiro comboio para passageiros e mercadorias. Para o desenvolvimento do seu comércio, muito têm contribuído os Caminhos de Ferro como meio de comunicação com os principais centros. Ligando alguns pontos do concelho à vila, com comodidade e economia, contribuem em grande escala para uma maior aproximação, tendo trazido enormes vantagens para as gentes vizinhas.

Albergaria-a-Velha é hoje uma vila moderna e próspera com o caminho aberto para um maior desenvolvimento industrial, comercial, agrícola e turístico que não poderá deixar de verificar-se dentro de breves anos.

Branca

QUEM viajar pelo Caminho de Ferro do Vale do Vouga, ou pela estrada Nacional n.º 1, Porto-Lisboa — encontra entre Albergaria-a-Velha e Pinheiro-da-Bemposta uma risonha localidade que, pelo seu aspecto encantador, agrada, sem dúvida, ao viajante.

Os seus prédios novos, cheios de beleza, a igreja matriz, o novo edifício dos C. T. T., prestes a ser inaugurado, a fábrica de cerâmica, as suas duas estações ferroviárias, os campos marginais, recamados de verdura, são motivo de grande atracção.

Esta linda povoação denomina-se Branca. Auranca se dizia no passado século XIII, o que quer dizer região aurífera.

Com efeito, deveria tê-lo sido em recuados tempos e tanto que, no ano de 1945, foi declarada cativa para o Estado, para efeito de pesquisas de minério de chumbo, zinco, prata e oiro a área poligonal, situada no Concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, cujos vestígios são as pirâmides geodésicas Cabeço-do-Barril e Alto-de-Fradelos, que fazem parte desta freguesia.

Esta localidade foi até 1890 um dos centros mineiros mais importantes do Pais, tendo paralisado então, devido à má administração das minas do Palhal e Telhadela.

É sabido que existe, nestas últimas, um importante filão de cobre: o poço mestre (como então lhe chamavam) das minas do Palhal, que é, talvez, o mais profundo de Portugal, pois atinge 400 metros de profundidade e as suas galerias, a extensão de 13 quilómetros aproximadamente.

Os montões enormes de pedras e aterro, que se encontram nas proximidades, junto ao Rio-Caima, dão-nos uma ideia do que foi, outrora, a grande actividade mineira, naquelas paragens. Eram, há pouco, pertença das Minas e Metalurgia do Braçal, que as vendeu à SAPEC, tendo esta Empresa montado ali uma fábrica de aços duros, a única no País e a maior da Europa, empregando já um grande número de pessoas

A mesma Empresa, que tem à frente dos seus trabalhos um bom grupo de engenheiros estrangeiros e portugueses, briosamente mandou destruir o casario velho que se encontrava em ruínas, e como a "Fénixsurgiram novos e magníficos edifícios, com esplêndidos jardins, e uma enorme construção destinada às instalações fabris.

O lugar do Palhal, que durante cerca de 70 anos não teve vida industrial, regozija-se agora, ao ouvir novamente o rumor das máquinas e o martelar intenso nas bigornas.

Seguindo o curso do Rio Calma — mais abaixo, cerca de mil metros, depara-se-nos a importante fábrica de pasta química para papel, denominada Caima Pulp & C.°, que ocupa uma grande área nas margens direita e esquerda deste rio, com uma boa ponte, sobre o mesmo.O conjunto dos edifícios é enorme, as construções continuam a fazer-se activamente, tendo sido ali empregados alguns milhares de sacos de cimento e muitíssimo ferro.

É interessante a fabricação da pasta — centenas de metros cúbicos de toros de eucalipto são diàriamente para ali transportados, utilizando-se vários meios de transporte, entre eles, o Vale do Vouga; sendo depois depositados em estaleiros, onde existem, geralmente, milhares e milhares de metros cúbicos de madeira, seguindo dali para a chamada Casa da Lenha, onde um formigueiro humano a reduz a pequenas cavacas, que entrando em enormes caldeiras, são devidamente cozidas.

Uma vez saídas dali, entram numa levada de água, que passando por vários filtros, aos secantes, aqui já em pasta, segue à cortadoria, sendo depois enfardada.

Entre a fábrica e a estação ferroviária de Albergaria-a-Nova — cerca de 5 quilómetros — existe um cabo aéreo, que diàriamente transporta algumas centenas de toneladas de pasta e matérias primas.

Esta mesma empresa possui uma área de terreno, plantado de eucaliptos, numa extensão digna de ser admirada, devido aos lindos exemplares de árvores e à sua situação.

O aproveitamento de tais terrenos foi obra dos ingleses, fundadores da fábrica, que os aforaram outrora à Junta desta Freguesia, remindo-os mais tarde.

A contribuição industrial desta empresa é de perto de mil contos anuais e o imposto à Câmara Municipal, de cerca de 100 contos.

Outras indústrias de menor vulto existem ainda tais como: — cerâmica, a serração de madeiras, o Flexicol, moagens, uma estação de serviço automobilístico permanente, e ainda, no lugar de Soutelo, uma fábrica de material cirúrgico, cujo fabrico ultrapassa já, em qualidade, o, até agora, importado do estrangeiro.

Esta freguesia tem presentemente cerca de 5.500 habitantes, sempre em crescente aumento, tendo em vista que, desde o princípio do corrente ano, foram já registados no Posto do Registo Civil, 115 nascimentos e óbitos apenas 24.

O clima é dos melhores, e isso se verificou quando do último questionário acerca da tuberculose, pois apenas apareceram dois doentes, com tuberculose importada—um da América-do-Norte e outro de África.

Na época calmosa, centenas de lisboetas vêm residir entre nós uma boa temporada, regressando à capital, com melhores cores.

A parte baixa é como que um canteiro de lindas flores plantado no sopé da Serra de São Julião e lá no alto, no Telégrafo — mais conhecido por "TALEGRE" — é sítio dos mais apreciáveis, descortinando-se dali toda a costa marítima, que se estende de Espinho ao Cabo Mondego destacando-se a Ria-de-Aveiro e seu Farol.

Vários melhoramentos devemos ao Estado, tais como: reparação de estradas, a construção de 5 edifícios escolares, reparação do edifício—Mãe, nas Lajinhas, electrificação da freguesia, etc, etc..

Outros melhoramentos serão pedidos — por intermédio do Dig.mo Presidente da Câmara Municipal do Concelho, Snr. Coronel Gaspar Inácio Ferreira, a quem esta freguesia muito deve, tais como construção de uma estrada que ligue a Branca, pelo lado Norte, à Ribeira-de Fráguas — passando por Nobrijo e pelos terrenos da Cavada Velha e Vale-da-Vide, ricos em madeiras, mas de valor reduzido, devido aos caminhos intransitáveis que os atravessam.

Uma mina que, a principiar no lugar do Outeiro, atravessa a serra, até ao lado Nascente, aproveitando o importante manancial de águas, que ali nasce formando o chamado Ribeiro Escuro, este, sem aproveitamento.

Esta grandiosa obra, a efectuar-se, seria para a Branca uma grande riqueza, pois poderia irrigar os nossos férteis campos, evitando que centenas de bombas eléctricas, deixassem de movimentar-se, pois o preço da energia, para fins agrícolas, é ainda de 1$20 por KV, talvez o mais caro de Portugal.

Branca, 10-12-1958


(textos da edição da Gazeta dos Caminhos de Ferro comemorativa dos 50 anos da linha do Vale do Vouga)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lista dos telefones



Lista dos telefones ligados à rede de Albergaria-a-Velha em 5 Dezembro 1942

facebook CG (Duarte Machado)

Lista dos Telefones ligados à rede de Albergaria-a-Velha (1942)

1 - Posto Público da Estacão.
2 - António Henriques da Costa.
3 - Secretaria Notarial.
4 - Guarda-Fios Neto.
5 - José Domingues Pereira.
6 - Fundição Alba.
7 - Posto Público - Café Bristol.
9 - Germano Marques da Silva.
10 - António Domingues Pereira.
11 - Fábrica de Vale Maior.
12 - Posto Público do Sobreiro.
13 - Hospital.
14 - Câmara Municipal.
15 - Francisco Rodrigues da Silva (Mineiro).
17 - Dr. António de Pinho.
18 - Dr. Flausino Correia.
20 - José Nogueira Vidal.
21 - Padaria Bijou - Araujo & Filhos.
23 - Chefe da Estacão Telegrafo Postal  -  Residencia.
24 - Chefe da Estacão Telegrafo Postal  -  (Gabinete).
25 - Estacão Teleg. Postal - Guichet.


Posto 1 Souto da Branca - Estacão Regional.
Posto 3 Souto da Branca - António Pereira do Silva.
Posto 4 Souto da Branca - Humberto Pereira.
Posto 5 Souto da Branca - Fábrica Cerâmica.


Posto 1 Albergaria-a-Nova — Serafim Baptista.
Posto 2 Albergaria-a-Nova — José Silva Batista.
Posto 3 Albergaria-a-Nova — Minas do Palhal.
Posto 4 Albergaria-a-Nova — Caima Pulp & C.a.

...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Mais jovem Cidade


imagem:CMA

PROJECTO DE LEI Nº 424/XI

ELEVAÇÃO DA VILA DE ALBERGARIA-A-VELHA, NO CONCELHO DE ALBERGARIA-A-VELHA, À CATEGORIA DE CIDADE

Razões Históricas

“Ao longo dos tempos, e desde épocas pré-históricas, tem sido a sua situação geográfica uma das razões básicas da formação dos seus aglomerados populacionais e também da sua valorização, como o demonstram várias Mamoas.

Sobre os caminhos palmilhados pelos mais antigos ocupantes desta região que os Romanos conheceram nas várias tentativas de conquista da Hispânia, vieram estes a consolidar, ainda no decorrer do séc. I, uma das suas estradas mais importantes, a via XVI do Itinerário Antonino que, de Olisipo, por Cale, demandava Bracara Augusta.” 1

No ano de 1117, a infanta rainha D. Teresa, mãe do primeiro rei de Portugal, concede Carta do Couto de Osseloa a favor de Gonçalo Eriz, entre outras razões, para aí construírem uma albergaria “à beira da estrada”; “é nessa albergaria, …, nascida para protecção e acolhimento dos homens, sobretudo viandantes, que está a origem deste lugar, que os homens aí fixados, tornando-se moradores, ao longo dos séculos souberam fazer crescer, afirmar-se, tornar-se vila e sede de concelho. O que prova, à evidência, que os homines vauguensis, a que apelou D. Teresa na sua carta, souberam dar corpo e incremento a um projecto que alguém sonhou.” 2

Este notável documento histórico constitui a certidão de nascimento e de baptismo de Albergaria-a-Velha e, mais do que isso, atribuem-se-lhe, ainda, foros de maior valor para a nossa nacionalidade, considerando-o o primeiro documento em que Portugal figurou com o título de reino! 3

[1] Pinho, António Homem de Albuquerque, Albergaria-a-Velha – Oito Séculos do Passado ao Futuro, 2ª Edição, Reviver-Editora, 2002, p. 6.
[2] Marques, Maria Alegria F. (Coord.), A Carta do Couto de Osseloa (1117), Albergaria-a-Velha, Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha - Reviver Editora, 2005, p. 41
[3] Herculano, Alexandre, História de Portugal, 9.ª Edição, Tomo II, Livro I, pp. 71-72, nota 2

Enquadramento Geográfico e Demográfico

Albergaria-a-Velha é sede do Concelho com o mesmo nome e é a mais central das oito freguesias que o compõem, Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeira de Fráguas, S. João de Loure e Valmaior. Com 155,98 km2, fica situado na zona central do distrito de Aveiro, na Beira Litoral, Região Centro, Sub-Região do Baixo Vouga. Situada onde a Serra acaba e a Planície começa, mantém, por isso, um lugar de passagem obrigatório da Serra para o Mar. Aqui se cruzam as estradas de Viseu a Aveiro, com a principal ligação à Europa (A25), e do Porto a Lisboa (A1, A29, IC2 e Linha do Norte). É, ainda, servida pelo caminho-de-ferro do Vale do Vouga, de Aveiro a Espinho.

A sua proximidade aos centros urbanos, económica e culturalmente importantes, como Coimbra, Porto, Aveiro e Viseu, não só permitiu como influenciou positivamente o seu desenvolvimento socioeconómico, progresso e melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.
Dificilmente se encontra uma localidade com melhores vias de acesso e com mais facilidades de deslocação dentro do Distrito e da Beira-Litoral.

A Vila compreende uma área de 26,77 km² e contava, em 2001, com 7 421 habitantes (Censos), sendo o número actual de eleitores de 7153, de acordo com o DR de 3 de Março de 2010, estimando-se que este número seja superior, dada a crescente fixação de pessoas que têm procurado esta localidade pela empregabilidade que a sua pujante e dinâmica Zona Industrial oferece.

Esta invejável posição geoestratégica permite manter, invariavelmente, o Município de Albergaria-a-Velha na agenda de novos projectos, quer ao nível das comunicações, quer da logística quer da Indústria ou do Comércio. O Projecto de construção da linha de alta velocidade (TGV) aponta a localização da Estação Regional de Aveiro para o limite da sede deste Concelho com o Município de Estarreja, o que conferirá à Vila de Albergaria-a-Velha uma dinâmica ainda maior, tornando-a, mesmo, numa nova porta de entrada para a Região e para o País com a ligação a Vilar Formoso.

Actividade Económica

O desenvolvimento industrial do Município é notável, sobretudo no ramo metalúrgico, de celulose e de papel, dos moldes, plásticos e cerâmica. Da sua Zona Industrial, com um tecido empresarial bastante diversificado, fazem parte grandes empresas nacionais e multinacionais, atraídas pelas boas infra-estruturas, pela excelente posição geoestratégica, como já vimos, pela proximidade do Porto de Aveiro, da Linha do Norte e a sua privilegiada ligação rodoviária, através da A25, à vizinha Espanha.

A Vila oferece um vasto leque de opções ao nível do comércio e dos serviços; beneficia de estabelecimentos de diferentes tipologias e dimensões, restaurantes de elevada qualidade gastronómica e de serviço, bares, padarias, pastelarias, cabeleireiros, sapatarias, livrarias/papelarias, ourivesarias, floristas, comércio de electrodomésticos, materiais de construção e combustíveis, enfim, todo o tipo de estabelecimentos necessários para satisfazer as necessidades de uma comunidade de cariz urbano. Com uma posição central, relativamente à Vila, temos, ainda, um mercado municipal, a funcionar às quartas e sábados, onde se dirigem clientes de várias procedências, quer do Concelho, quer de terras vizinhas, tornando-o, nalguns dias, num dos mercados mais concorridas do Distrito.
A prestação de serviços é assegurada por agências bancárias, de seguros, imobiliárias, agências de viagens, escolas de condução, centro de exames de código e condução, stands automóveis, oficinas, escritórios de advogados, contabilistas, farmácias, consultórios médicos, clínicas, laboratórios de análises, etc.

Ao longo dos tempos, a agricultura foi perdendo a sua importância na sede do Concelho, reduzindo a sua influência no quotidiano das famílias, estando agora confinada aos lugares mais periféricos da Vila e às outras Freguesias.

Actividade Social, Cultural e Desportiva

Albergaria nasceu, como se viu, sob o signo da Caridade. O seu brasão, aprovado em 27 de Março de 1961, com as suas oito rosas de oiro e a cruz das armas de D. Teresa, bem simboliza a nobreza e a generosidade com que eram recebidos os passageiros e os doentes.

Ao longo dos séculos, esta vontade e disponibilidade para interceder junto dos mais necessitados manteve-se, sendo renovada em cada época de acordo com a realidade e as circunstâncias. O Concelho de Albergaria-a-Velha beneficia, hoje, de uma Rede Social que mantém intactos os Valores Históricos, tendo sede na Vila três IPSS (Misericórdia, Associação de Infância D. Teresa e Associação Humanitária Mão Amiga) que dão resposta às necessidades quotidianas das famílias e dos indivíduos.

Este Concelho não é rico em monumentos históricos, como aliás acontece em grande parte das terras da Beira-Litoral. Sem granito, o material de construção dos seus monumentos não resiste ao tempo. É, no entanto, digna de visita a Igreja Matriz da Vila, construída em finais do século XVII, com a sua notável obra de talha. Para além desta, existe um conjunto Capelas e algumas casas com interesse e valor histórico:

Casa e Capela de Santo António;
Capela de São Sebastião, com retábulo em talha dourada;
Capela de São Gonçalo, no lugar do Sobreiro, com azulejos da Fábrica da Biscaia;
Capela de São Marcos, com alguma escultura medieval, de calcário e coimbrã;
Capela de S. José, em Assilhó;
Capela de Santa Cruz, em Campinho;
Capela do Divino Espírito Santo;
Palacete da Bela Vista (1901), com Torreão, com várias pinturas de Domingos Costa, em fase de concurso para instalação da Biblioteca Municipal.

Em termos culturais, a maior riqueza assenta no dinamismo e na vontade das gentes, que se têm revelado, ao longo dos anos, em múltiplas iniciativas das Associações e Colectividades locais; em Albergaria-a-Velha existem:

Associações Recreativas, Culturais e Desportivas

• Associação Cultural e Recreativa Sobreirense
• AlbergAR-TE – Associação Cultural
• CNE – Agrupamento 838 / Albergaria-a-Velha
• Grupo Columbófilo de Albergaria
• Motoclube de Albergaria
• Casa do Benfica de Albergaria
• Associação dos Amigos dos Animais de Albergaria-a-Velha

Ranchos e Grupos Folclóricos

• Grupo Folclórico, Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha (Federado)
• Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha (Federado)
• Rancho Folclórico Malmequeres de Campinho

A par da Cultura, também o desporto e, especialmente, a prática desportiva ocupam um espaço privilegiado no dia-a-dia dos albergarienses, fruto de uma política local que tem assentado na criação de espaços de excelência para a educação e expressão físico-motora e para a prática desportiva formal e informal. A Vila beneficia de uma condição ímpar ao nível de equipamentos desportivos e de um conjunto de Clubes dinâmicos e preocupados com a formação das crianças e jovens. Dadas as excelentes condições logísticas e facilidade de acesso, nos últimos anos foram vários os eventos desportivos de dimensão nacional e internacional que ali se realizaram; entre outras, duas edições da Taça da Liga de Basquetebol, dois jogos da Selecção A de Futsal, um jogo da Selecção A de Andebol, Torneios Internacionais de Badmington, várias provas de BTT e Ciclismo (Sub 23 e Elites), estágios de equipas e selecções nacionais e estrangeiras e as finais dos campeonatos nacionais de Desporto Escolar 2010.

Clubes Desportivos com Actividade Regular Federada

• Associação Karaté Shotokan Albergaria
• Clube de Albergaria
• Clube Desportivo de Campinho
• Sport Clube de Alba

Instalações Desportivas

• Estádio Municipal António Augusto Martins Pereira (relva sintética)
• Polidesportivo do Clube de Albergaria (relva sintética)
• Polidesportivo das Laranjeiras
• Polidesportivo do Sobreiro
• Polidesportivo da Incubadora de Empresas de Albergaria-a-Velha
• Mini-Campo das Lameirinhas (relva sintética)
• Pavilhão Polidesportivo Municipal de Albergaria-a-Velha
• Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Secundária de Albergaria-a-Velha
• Pavilhão Gimnodesportivo da Escola Básica de Albergaria-a-Velha
• Pavilhão Gimnodesportivo do Colégio de Albergaria
• Pavilhão Gimnodesportivo da Incubadora de Empresas de Albergaria-a-Velha
• Piscinas Municipais de Albergaria-a-Velha
• Centro de Marcha e Corrida de Albergaria-a-Velha
• Campos de Ténis do Clube de Albergaria

Qualidade de Vida

O Concelho de Albergaria-a-Velha, em geral, e a Vila têm recebido avultados investimentos e incutido práticas diárias no sentido de atingir patamares elevados relativamente aos índices de qualidade de vida, contribuindo para uma nova imagem ambiental, moderna e urbana. São exemplo disso:
• RDAR / Saneamento – 100% de cobertura da Vila, 90% do Concelho;
• Água – 100% de cobertura na Vila e no Concelho;
• Limpeza Urbana – é feita diariamente com meios manuais e mecânicos;
• Recolha de RSU - é feita diariamente, em vários horários, por empresa especializada, dispondo a Vila de Contentores, Ecopontos de recolha selectiva, Papeleiras, Pilhómetros e Oleões;
• Espaços Verdes – o seu número tem vindo a aumentar significativamente, incluindo rotundas e pequenos arranjos urbanísticos;
• Urbanismo Comercial – em parceria com a SEMA e a PRAVE, os espaços comerciais têm recorrido a alguns programas (URBCOM) para modernizar os estabelecimentos e as áreas envolventes;
• Iluminação Pública – toda a Vila dispõe de iluminação pública, com renovação e actualização de lâmpadas, tendo em conta os princípios da eficiência energética e a garantia da segurança e comodidade das pessoas;
• Centro de Marcha e Corrida – de forma a salvaguardar a segurança das centenas de pessoas que, diariamente, usam a via pública para caminhar, foi criado um Centro com um percurso pré-definido, sinalizado e dotado de mobiliário urbano, como bancos e bebedouro, que beneficia de acompanhamento técnico especializado.

Equipamentos e Serviços Públicos

A Vila de Albergaria-a-Velha dispõe de um vasto leque de equipamentos e serviços públicos, relativamente próximos entre si, que realçam a sua importância:

• Paços do Concelho
• Centro de Saúde
• Casa Municipal da Juventude
• Espaço Intergeracional
• Espaços internet
• Correios e Telecomunicações
• GNR
• Bombeiros Voluntários
• Tribunal de Comarca
• Conservatória do Registo Civil
• Conservatória do Registo Predial
• Cartório Notarial
• Repartição de Finanças
• Tesouraria da Fazenda Pública
• Instituições Bancárias
• Delegação de Segurança Social
• Centro Coordenador de Transportes
• Biblioteca Municipal
• Cine-Teatro Alba
• Farmácias
• Centro Social e Paroquial
• Lar de Terceira Idade da Misericórdia
• Mercado Municipal
• Heliporto Municipal
• Centro Municipal de Protecção Civil

Equipamentos Colectivos Específicos

A Vila de Albergaria-a-Velha dispõe, de acordo com o previsto na Lei, de todos os equipamentos colectivos que lhe permitem colocar-se ao nível de muitas cidades do País.

a) Instalações hospitalares com serviço de permanência

Albergaria-a-Velha está dotada de um Centro de Saúde que integra nos seus quadros 17 médicos, onde se inclui o Delegado de Saúde, 20 enfermeiros e 36 funcionários que compreendem 13 administrativos, 18 auxiliares, 1 motorista, 3 técnicos de RX e 1 Técnico Superior de Saúde; recursos que cuidam de uma comunidade de 11 124 utentes e que, brevemente, através da USF, passará para 13 474 utentes.

Ao dispor da população diariamente, de segunda a sexta-feira das 8 às 22 Horas e aos sábados, domingos e feriados das 10 às 18 Horas, tem como extensões a Unidade de Saúde Familiar Rainha D. Tereza e a Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados. Este serviço presta, adicionalmente, das 8 horas às 12 Horas, consultas complementares, estando todas as necessidades suplementares asseguradas pelo Hospital Distrital de Aveiro (Infante D. Pedro) que dista desta unidade cerca de 20 minutos.

Os cuidados de saúde não se restringem, no entanto, ao serviço público, estando todas as especialidades médicas asseguradas por três clínicas privadas e vários consultórios a prestar serviço na Vila.

b) Farmácias

Existem, na Vila de Albergaria-a-Velha, além de uma parafarmácia, três farmácias que asseguram o funcionamento ininterrupto.

c) Corporação de bombeiros

A corporação de Bombeiros existente, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, soma já 85 anos e conta com 70 elementos activos e 27 estagiários, perfazendo um total de 97 operacionais apoiados por 31 viaturas de socorro. A necessidade constante desta organização em dar resposta contínua, e nas melhores condições, não só à Vila de Albergaria-a-Velha, mas a todo o Concelho que serve, e às muitas rodovias que a atravessam, levou a que, num esforço extra de toda a comunidade, se encontre em construção um novo Quartel, cumprindo o que são os melhores princípios de concepção e construção europeus e onde está já em funcionamento a Helipista Municipal, com duas pistas e todas as infra-estruturas de apoio necessárias para operar 24 horas/dia.

d) Casa de espectáculos e centro cultural

O emblemático Cine-Teatro Alba, símbolo arquitectónico de uma tradição cultural na região, é um elemento singular representativo da história recente da Vila, associado à Alameda onde se inscreve configura-se como um centro identificável que lhe permite servir de ligação, não só, à comunidade, como ao território, “obrigando” a que este não se perca na malha urbana. Transformado, recentemente, em “Casa Municipal da Cultura” e alvo de um completo projecto de reestruturação arquitectónica que lhe conferirá uma nova dimensão, quer funcional, quer conceptual, o Cine-Teatro Alba contará, dentro de 18 meses, aproximadamente, com uma nova sala de espectáculos com 530 lugares, uma área comercial, uma sala de café concerto, área infantil, espaço de exposições e uma nova caixa de palco, com espaço de trabalho e ensaio.

e) Museu e biblioteca

Albergaria-a-Velha conta, desde 2003, com uma Biblioteca Municipal que disponibiliza mais de 20 mil títulos, instalada no Edifício sede da Junta de Freguesia que ocupou, após obras de requalificação, uma antiga Escola Primária da tipologia “Conde Ferreira”.

Localizada junto aos Paços do Concelho, a sua centralidade permite, a par dos inúmeros serviços e actividades, o acesso a um leque alargado da população de todas as faixas etárias, contando com 2492 leitores inscritos.

A hora do conto, o espaço lúdico, as exposições, o espaço internet ou a comunidade internacional de partilha de livros bookcrossing, bem como o exemplar trabalho de dinamização da rede de bibliotecas que lidera, motivaram um crescimento exponencial dos serviços que, associados à política cultural, de apoio e promoção da leitura, tornaram premente a necessidade de um novo espaço que cumpra esta carência, processo em curso, que culminará com a construção da nova Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha, um projecto que obedece ao programa do tipo B.M. 2, de acordo com o IPLB. A nova infra-estrutura será instalada no Palacete da Quinta da Boa Vista e na simbólica edificação que lhe está associada, o Torreão. Trata-se de um edifício memorável em que o cuidado posto na adaptação a Biblioteca e a simplicidade de linhas, graças às suas formas puras, lhe estabelece uma extrema singularidade, não só pelo uso e funções que lhe estarão atribuídas, mas pela sua personalidade e significado no contexto histórico e urbano.
O Arquivo Municipal, a funcionar no edifício da Antiga Cadeia, está a ultimar a instalação de um pequeno museu de achados arqueológicos. No entanto, este equipamento presta-se, desde a sua inauguração, em 2008, a cumprir a função de espaço museológico, estando ao dispor da população um conjunto de documentos e testemunhos históricos.

Na Vila existem, ainda, dois espaços com exposições permanentes representativas do folclore, da etnografia e da cultura popular da freguesia. Estão instalados em dois edifícios emblemáticos, o “Antigo Matadouro” e “antigo armazém/oficina da EDP” sedes do Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha e do Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha, respectivamente. Ambos símbolos e objectos das tradições e cultura populares, preservando a memória de tempos ancestrais.

f) Instalações de hotelaria

A oferta hoteleira, no que se restringe à área da Vila de Albergaria-a-Velha, remete para cinco instalações que permitem uma oferta de 100 quartos, sendo complementada com a disponibilidade de vários estabelecimentos de turismo rural e de habitação, de grande qualidade, distribuídos pelo Concelho. Quanto à restauração, e em resposta ao crescimento e desenvolvimento da Freguesia e do Município, verifica-se um crescimento contínuo do número de restaurantes, bem como de bares, cafés, pastelarias e padarias.

g) Estabelecimento de ensino preparatório e secundário

A Vila de Albergaria-a-Velha é dotada de uma Escola Básica, com 1º e 2º CEB’s, e uma Escola Secundária c/ 3º CEB, da rede pública; conta, ainda, com um Colégio Privado. Para o 1º CEB, existe ainda uma outra Escola, EB1 do Sobreiro, com 2 salas de aula. De referir que, numa aposta estratégica da Câmara Municipal, existe entre o Município, a Escola Secundária e a Universidade de Aveiro uma estreita relação de parceria, que se tem traduzido na disponibilização de Cursos de Especialização Tecnológica em Albergaria-a-Velha e, numa relação directa com o mercado de trabalho, na criação de uma Incubadora de Empresas a funcionar em Rede há cerca de três anos.

h) Estabelecimento de ensino pré-primário e infantários

A freguesia dispõe de seis estabelecimentos de ensino pré-escolar de carácter público e privado: Jardim-de-Infância de Albergaria-a-Velha, com 3 salas; Jardim-de-Infância do Sobreiro, 1 sala; Associação de Infância D. Teresa (IPSS), 4 salas; Associação Humanitária Mão Amiga (IPSS), 2 salas. Completa a oferta privada o Colégio de Albergaria, com 2 salas.

i) Transportes públicos, urbanos e suburbanos

Com um Centro Coordenador de Transportes instalado no centro da Vila, há já vários anos, onde se concentra toda a operação logística, a rede de transportes públicos é assegurada por duas empresas privadas, Transdev e Guedes, que operam no centro da vila em circuitos que não se cingem a esta área, estendendo-se às restantes freguesias do município e aos concelhos vizinhos. A existência deste equipamento, aliada à posição estratégica, em termos rodoviários, de Albergaria-a-Velha, propicia a que várias carreiras nacionais e internacionais aqui façam escala.
A Linha do Vale do Vouga assegura, ainda, a ligação ferroviária entre o centro e o lugar de Urgueiras, onde se localizam o Colégio de Albergaria e a Zona Industrial, e estabelece a ligação à freguesia da Branca e aos concelhos de Águeda e Aveiro ou Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, S. M. Feira e Espinho.

O centro da Vila dispõe, também, de uma Praça de Táxis, próxima de vários serviços e equipamentos, que facilitam a mobilidade; para além de outros lugares dispersos, existe, ainda, serviço de Táxi junto do Centro Coordenador de Transportes.

j) Parques e jardins públicos

Das várias zonas de lazer existentes, destacam-se o Jardim Público e a praça da Alameda 5 de Outubro, que ladeiam o edifício dos Paços do Concelho, no centro da Vila; o Parque do Estuval, com área ajardinada, fontanário, tanques, instalações sanitárias, electrificação, parque de merendas e de estacionamento, estando actualmente a ser objecto de um projecto de ampliação; as áreas ajardinada da Vila das Laranjeiras e da Urbanização da Santa Cruz, que incluem parque Infantil; encontrando-se projectado o novo parque verde da Vila, no seguimento do espaço já existente, integrando e servindo de complemento à zona desportiva e escolar.

A Freguesia é, ainda, servida por uma área com história e tradição, o Monte da Nossa Senhora do Socorro, espaço que, para além da sua vocação religiosa, é procurado para o lazer, prática desportiva e actividades ao ar livre. Dali, desfruta-se dum panorama deslumbrante, quer para a Serra, quer para o Mar.

É atendendo a esta dinâmica de desenvolvimento que a vila de Albergaria-a-Velha apresenta e às condições que reúne, que se entende estarem satisfeitos os requisitos previstos na Lei 11/82 de 2 de Junho, nos seus artigos 13º, mormente o disposto no 14º.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os deputados abaixo-assinados apresentam o seguinte projecto de lei:


Artigo Único


A Vila de Albergaria-a-Velha, sede do Concelho com o mesmo nome, é elevada à categoria de Cidade.

Palácio de São Bento, 24 de Setembro de 2010


Os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata,

Luís Montenegro
Couto dos Santos
Ulisses Pereira
Paula Cardoso
Amadeu Albergaria
Paulo Cavaleiro
Carla Rodrigues

Entrada: 24/09/2010


Votação final global: 06/04/2011

Votação na Reunião Plenária nº. 72 Aprovado por unanimidade A Favor: PS, PSD, CDS-PP, BE, PCP, PEV

Decreto (Publicação): 06/04/2011

Decreto da Assembleia 106/XI Título: Elevação da Vila de Albergaria-a-Velha, no Concelho de Albergaria-a-Velha, à categoria de cidade Versão: 1

[ver também artigo de José Manuel Alho - Albergaria É Cidade]

Cidade? Mais cargos políticos, mais impostos?

A autarquia, que espera pela conclusão das obras da Biblioteca e CineTeatro Alba, parece assim empenhada em preparar-se para a nova agenda comunitária, designada de “EUROPA 2020”, assumindo-se como cidade jovem e empreendedora.

Para a população, que terá reagido com agrado a esta elevação, percebe-se que não se tratará da concretização de um sonho de gerações. Haverá mesmo quem acredite que não terá nenhum impacto assinalável nas suas vidas, temendo até que a promoção a cidade sirva de pretexto para um agravamento de taxas e impostos municipais.

Sobre estes receios, José Licínio Pimenta, vereador da edilidade, esclarece que “este novo estatuto, por si, não altera a realidade municipal, nem traz mais encargos, nem benefícios imediatos”, complementando “as cidades não têm mais cargos políticos, não têm mais impostos. Pelo contrário, aumentam a responsabilidade dos eleitos e dos munícipes em questões tão simples como a limpeza urbana, a preservação do mobiliário urbano, dos Parques Infantis…”
No essencial, o edil espera que “o novo estatuto valorize a imagem do município, abrindo novas janelas de oportunidades em áreas exclusivas para cidades, que trarão maior qualidade de vida para os nossos munícipes.” – sublinhou.

José Manuel Alho

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Diversos


Continua a marcha; passámos Albergaria-a-Velha, importante centro industrial e agrícola que não é fácil esquecer desde o célebre Congresso do Vale do Vouga em que Ferreira do Lima deu provas do seu amor ao turismo e aos caminhos de ferro.

Gazeta dos Caminhos de Ferro

A COMPANHIA DOS CAMINHOS DE FERRO DO VALLE DO VOUGA ORGANISA O I CONGRESSO REGIONAL FERROVIÁRIO

ORGANISADO pela Companhia dos Caminhos de Ferro de Valle do Vouga, realísa-se nos dias 9, 10, 11 e 12 do corrente o I Congresso Regional Ferrovíário, de sua ínicíatíva pela comemoração do 25º aniversário da inauguração da sua linha ferrea, inaugurada em 1908 pelo último rei de Portugal sr. D. Manuel II, que tão aclamado foi durante o trajecto percorrido, havendo demonstrações de grande regosíjo principalmente em Oliveira de Azemeis e Feira, vila onde os convidados estacionaram mais de uma hora no meio do delírio e entusiasmo do povo e auctoridades.

Este congresso é o primeiro que se realísa no nosso país, conjugado com cinco exposições regionais em que serão apresentados os artigos, não só industriais como agrícolas, produzidos naquela vasta e importante região.

Por sugestão do Agente Geral das Colónias, organiza-se em S. João da Madeira uma exposição colonial, de artigos que mais interessam à economia e à indústria regional, procurando-se assim um estreitamento de relações entre a Metrópole e as nossas colónias.

Conjuntamente serão feitas uma série de visitas, ou excursões, aos locaes de maior valor turístico e monumental e aos notáveis Museus de Grão Vasco em Vízeu e Regional em Aveiro, realisando-se as sessões do Congresso nestas duas importantes cidades.

PROGRAMA [extracto]

9 de Dezembro de 1933.

Albergaria-a-Velha — Exposíção Regional, na estação de caminho de ferro.

Principais artigos expostos:

Material agrícola e vínario, prensas, esmagadores, etc.; ferros de engomar, fogões, fornos, fogareiros, material sanitário, autoclismos, buchas de rodas, etc..

Branca : Cerâmica de construção, telha, tijolo, tubos de grès.

Visita á Fundição e Fábrica de Augusto Martins Pereira.

Gazeta de caminhos de Ferro

Em 1933 foi realizada em Albergaria-a-Velha uma exposição regional, no âmbito do I Congresso Regional Ferroviário. (Wikipédia, Gazeta dos CF)