Estava aqui a limpar o meu disco e encontrei isto que há muito fiquei de vos enviar. Refere-se ao melhor leitão dos arredores de Aveiro e embora muita da mística do sítio tenha sido perdida com a remodelação da casa, o Leitão continua a ser excelente, como sempre foi.
Via IP5
Aveiro - direcção Viseu. Sair para Angeja. Virar à esquerda para Angeja (à direita fica o sinal "A-seitasse Intulho"). Atravessar Angeja. Pouco depois da Igreja virar à esquerda em direcção a Aveiro (tem uma placa a dizer "Aveiro"). Quando chegar à rotunda, do lado esquerdo está a Casa dos Leitões e do lado direito está o centro de recepção da AMRia.
Via 109
Aveiro - seguir em direcção a Cacia. Atravessar Cacia. Depois da ponte sobre o Vouga virar à direita para Angeja. Quando chegar à rotunda, em frente está a Casa dos Leitões e do lado esquerdo está o centro de recepção da AMRia.
Atendendo à especificidade da comida e do local convém marcar com antecedência. O número é o 234 911 259 e peçam para falar com Sr. Agostinho.
Publicada por Rui Gonçalves à(s) 7/29/2004 10:42:00 AM
Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Porto Canal - Especial Verão 2018
http://portocanal.sapo.pt/sites/especialverao2018/#/concelho/ALB
A emissão do "Especial Verão" do Porto Canal, no dia 13 de Setembro de 2018, foi dedicada a Albergaria-a-Velha.
http://portocanal.sapo.pt/sites/especialverao2018/#/concelho/ALB
Sérgio Coelho, presidente do Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha, conta que desde 1984 que todos os anos o grupo faz o seu festival internacional de folclore, que coincide com as festas religiosas em honra de Nossa Senhora do Socorro.
Miguel Rodrigues, cantor, conta que iniciou o seu estudo musical aos seis anos no Conservatório de Música da Jobra, em Albergaria-a-Velha, mas que é nos palcos que se aprende de verdade o que é enfrentar este mundo.
Amândio Bastos, artesão, explica como surgiu a paixão pelos cestos e "o gosto para desenvolver, para criar". Defende que ser cesteiro há 12 anos é algo que o deixa feliz e satisfeito e que é um prazer poder estar presente nas diversas feirinhas de artesanato do concelho de Aveiro.
A repórter do Especial Verão, Maria João Costa, foi conhecer o projeto 'BioLiving' onde a principal missão é "levar a natureza e a educação para todos" sendo que João Gonçalo Soutinho, biólogo e coordenador do projeto, explica que dão a conhecer o que existe na natureza e que "todos podemos ter um papel ativo na sustentabilidade, tanto económica como social e ambiental".
Delfim Bismarck, vice-presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, afirma que os pontos de interesse da região são diversificados, desde passeios junto à ria de Aveiro até à "parte mais de serra e paisagem". Com uma programação cultural abrangente e variada, Albergaria-a-Velha aposta muito também no Cine-Teatro Alba e em artistas nacionais.
José Rui Branco, fadista, conta que "tudo começou na Tuna da Universidade Católica do Porto" mas que foi em Coimbra que começou a cantar regularmente e agora "mais profissional".
Pedro Martins Pereira, proprietário da empresa Larus, afirma que o projeto "tem uma componente muito forte na área de mobiliário urbano" com a qual trabalham perante o país e a cultura. Defende que o que é está "na génese da criação da empresa" é o design e que hoje são já "a empresa com maior número de prémios nacionais de design" que contam também com alguns internacionais.
Maria João Costa, repórter do Especial Verão, foi conhecer a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha e com a ajuda do senhor Joel Lapa, moleiro, perceber de que forma funcionam os moinhos.
Jobra - Combo de Jazz
Doces tradicionais de Albergaria-a-Velha
Agostinho Oliveira, do Restaurante Casa dos Leitões, conta que o projeto já começou há 90 anos e que assa o leitão de uma forma especial à moda de Angeja. Recheado e temperado com pimenta, este é considerado como um perú de Natal mas mais saboroso e tradicional da região de Albergaria-a-Velha.
Maria João Costa, repórter do Especial Verão, foi conhecer com Nuno Ferreira, chefe do Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, os principais projetos de empreendedorismo da região. O convidado explica que "o tecido empresarial tem vindo a crescer" tornando assim o município o 35º mais exportador em Portugal.
António Loureiro, presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, afirma que no concelho "respira-se qualidade de vida" uma vez que possui uma "situação económica extremamente favorável, uma taxa de desemprego a diminuir" e ainda um leque de infraestruturas óptimas para a população. Defende que são "dos poucos municípios que continua a aumentar população e a criar jovens" sendo que o principal é demonstrar confiança na vida e na região.
Maria João Costa, repórter do Especial Verão, foi conhecer um restaurante com 108 anos de história em Albergaria-a-Velha e quais os principais pratos da gastronomia regional. Desde a carne assada, ao arroz de polvo e muito mais, tudo isto compõe a lista do Restaurante Casa Alameda e delicia os que por lá passam.
Catarina Mendes, vereadora da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, afirma que a instituição dedica-se essencialmente ao envelhecimento ativo e à qualidade de vida de todos os cidadãos, desde os mais novos aos mais velhos. Como tal, existe um variadíssimo leque de ações de voluntariado bastante ativo no concelho, de forma a aumentar a inclusão social tanto de idosos como de deficientes.
Filipe Leal, da Jobra - Escola de Música, Dança e Teatro, conta que o projeto surgiu em 1969 e é uma associação sem fins lucrativos. Desde música, dança e teatro, as opções são variadas sendo que na Jobra todos podem aprender a ser o que sempre sonharam.
A repórter do Especial Verão, Maria João Costa, foi conhecer as Mamoas do Taco e quais os mitos e realidades sobre as antas.
terça-feira, 17 de abril de 2018
Concelho de Albergaria-A-Velha - 1877
Concelho de Albergaria-A-Velha
O concelho de Albergaria foi creado pelo decreto de 18 de março de 1842. Compõe-se actualmente das freguezias de Albergaria aVelha, Alquerubim, Branca, Fróssos, S.João de Loure, Ribeira de Fragoas e Valle Maior.
Por decreto de 10 de dezembro de 1867, redigido em conformidade da lei de 26 de junho do mesmo anno, o concelho de Albergaria ficava pertencendo ao districto do Douro, e composto das parochias civis de Albergaria, Angeja, Fermelã, Alquerubim, Rocas, e Sever do Vouga — 5:503 fogos.
O actual concelho de Albergaria tem 17:885 hectares de superficie, 33:444 predios inscriptos na matriz, e 10:047 habitantes.
Em conformidade da lei de 16 de abril de 1874, e por decreto de 25 de dezembro de 1875, o julgado de Albergaria ficou pertencendo á comarca de Agueda, com excepção da freguezia de Angeja, que passou para a de Aveiro.
* Albergaria-a-Velha
Freguezia de 530 fogos, e 1:948 habitantes. Ê villa, e cabeça do concelho do seu nome. Orago, Sancta Cruz. Reitor, o reverendo Manuel Ferreira Junior. Tem duas cadeiras de instrucção primaria para ambos os sexos.
Antigamente era curato da apresentação do convento de Jesus de Aveiro. Ha bons fundamentos para acreditar que esta povoação já existia no seculo ix ou x. A rainha D. Thereza fundou aqui uma albergaria em 1120, que ainda existe, tendo por cima da porta principal a seguinte inscripção: — Albergaria de pobres e passageiros da rainha D. Thereza. — Diz-se que a mãe do fundador da nossa monarchia estabelecera este azylo para o viandante cançado e pobre, por ser o sitio inhospito e muito frequentado de salteadores. A carta de doação, que servia de foral a esta villa, é tambem da rainha D. Thereza, e datada de 1124. Quer alguem que esta doação fosse o primeiro documento em que D. Thereza se intitulou rainha. Não vimos o original d'esta doação para podermos affirmar a authenticidade de tal tractamento; mas quando mesmo D. Thereza alli venha assignada como rainha, não podemos admittir que seja aquelle o primeiro documento em que usasse de tal titulo. E affirmamos isto, não por ser costume na corte de Hespanha dar ás infantas o titulo de rainhas, mas sim porque J. P. Ribeiro transcreve uma carta de couto, datada de 1117, onde se lê:—infanta Donna Thereza, rainha de Portugal. O mesmo escriptor, e na mesma obra, affirma que até 1207 se deu o titulo de reis e rainhas a todos os filhos e filhas do rei; e d'ahi até 1211 só ao primogenito e ás filhas. D'este ultimo anno em diante adoplou-se o de infante para todos sem excepção.
A egreja parochial é um templo vasto, mas de mesquinha architectura, e já velho. Em sessão da camara de Aveiro, de 5 de setembro de 1827 (pertencia então Albergaria ao concelho de Aveiro), foi apresentada uma Provisão do Desembargo do Paço, em que se lhe ordenava que, ouvido o clero, nobreza e povo, informasse se era ou não conveniente o lançamento de um novo real em cada quartilho de vinho e arratel de carne, Do espaço de vinte annos, para com o seu producto se reformar a egreja parocbial de Albergaria, que então se achava em ruinas, e como o havia proposto o juiz da mesma egreja, Manuel Rodrigues Branco. Apezar d'a' resposta da camara ser favoravel, parece-nos que não chegou a pôr-se em pratica aquella medida, e que a egreja ficou como estava, senao peior.
Albergaria tem estação telegraphica municipal e uns soffriveis Paços do Concelho. É fertil, e possue pittorescos arrabaldes. A sua situação topographica, e as estradas que a põem em contacto com differentes e importantes povoações do paiz, teem concorrido grandemente para o seu desenvolvimento. Tem uma importante fabrica de papel, e outra de serração de madeiras. Ha n'esta freguezia differentes jazigos de productos mineiros. Os principaes são:
Mina do Carvalhal (cobre).— Foi concedida por decreto de 29 de novembro de 1856 a José Ferreira Pinto Bastos e Frederico Andrews. Actualmente é explorada por uma companhia ingleza denominada Lusitania. Dos muitos veios que a compõem só um por emquanto está em exploração: tem de porte um a tres metros, e corre de E. a O. De 1862 em diante é que os trabalhos exploratorios tomaram maior incremento; duas rodas hydraulicas, desenvolvendo uma força de 23 cavallos, satisfazem as necessidades do serviço do laboratorio e ao esgotamento das aguas, que fazem subir d'uma profundidade de 70 metros abaixo da galeria de esgoto. Em 1870 o poço mestre tinha a profundidade de 120 metros, e na extracção do minerio empregavam-se 180 operarios.
Mina do Moinho da Pena (chumbo). — Foi concedida por decreto de 19 de novembro de 1856, a Diederich Mathias Feuerheerd.
* Alquerubim
Freguezia de 302 fogos, e 1:383 habitantes. Está situada pela parte do N. nos limites d'uma grande e extensa planicie, e pela do S. vae descendo até ao Vouga, de que a egreja parochial dista 1 kilometro para o N. Fica 2 kilometros a SSO. de Albergaria a Velha. Orago, Sancta Marinha. Prior, o reverendo Antonio Emilio de Azevedo.
É povoação antiga. Em junho de 1139, Mendo Bernardo e sua mulher Godinha Paes doaram tres
partes da egreja de Sancta Maria (Marinha) de Alkarovim ao convento de Sancta Cruz de Coimbra. Também já em 1085 Flamula, filha de Honerigo, doou ao mosteiro de Pedroso tam de haereditate, quam de Ecclesia na villa de Alquorovim. Era da casa de Bragança, e os parochos eram apresentados alternadamente pelo pontifice, bispo de Coimbra e donatario. Pertencia ao almoxarifado de Eixo e comarca de Barcellos. Ha de notavel n'esta freguesia a não haver nella povoação, alguma com o seu nome.
Paus
Faz parte d'esta freguezia o logar de Paus, antiga villa, a que D. Manuel deu foral a 2 de junho de 1516. Já era julgado no tempo de D. Affonso v. Foi doada em 981 ao mosteiro de Lorvão pelo conde D. Gonçalo Mendes. Voltou depois á corôa. D. Diniz a doou a D. Aldonça Rodrigues Tella, mãe de Affonso Sanches.
Por carta de mercê, passada em Lisboa a 5 de outubro do anno de 1368, doou D. Fernando I ao conde de Barcellos, D. João Affonso, o logar e terra chamada Paos em riba de Vouga, com todas as suas aldeias e casaes, herdades e todas as suas pertenças, entradas e sahidas, roxios, montes e fontes, rios e ribeiras e pescarias, etc. Esta doaçào foi depois confirmada por D. Duarte, D. Affonso v, e D. Filippe II. Pelos decretos de 6 de novembro e 31 de dezembro de 1836 o conceJho de Paus, que se compunha da freguezia de Alquerubim, ficou pertencendo á comarca de Agueda; pela lei de S1 de março de 1831 e decreto de 28 de fevereiro de 1838 fazia parte do julgado de Albergaria a Velha, O decreto de 18 de março de 1842 extinguiu o concelho de Paus.
* Angeja
Freguezia de 887 fogos, e 2:225 habitantes. Está situada juncto á margem direita do Vouga, 12 kilometros ao N. de Aveiro. Orago, Nossa Senhora das Neves. Reitor, o reverendo João André Estrella. A egreja parochial é um bom templo de tres naves.
N'esta freguezia ha uma superficie de 2688,95 hectares occupada por arrozaes. Tem duas cadeiras de instrucçaò primaria. Foi villa, e tem foral dado por D. Manuel em 15 de agosto de 1514. Tinha brazão d'armas — Em escudo branco, Nossa Senhora da Conceição sobre a porta d'um castello, com uma torre de cada lado. Era dos condes de Villa Verde, depois marquezes de Angeja. Foi cabeça do antigo concelho do seu nome, que o decreto de 24 de outubro de 1855 extinguiu. Por decreto de 23 de dezembro de 1875 a freguezia de Angeja passou da comàrca de Agueda para a de Aveiro.
Marqueses de Angeja
D. João V, em 21 de janeiro de 1714, fez mercê do titulo de marquez de Angeja a D. Pedro Antonio de Noronha, conde de Villa Verde. O titulo de marquez de Angeja acabou com o 6.° marquez D. João de Noronha Camões d'Albuerque Sousa Moniz, que falleceu, sem successão, em 23 junho de 1827.
D. Luiz I restaurou o titulo de marquez de Angeja em D. Gaetano d'Almeida e Noronha Portugal Camões d'Albuquerque Moniz e Sousa, 3.* conde de Peniche, e 20.° senhor do morgado de Villa Verde, por decreto de 24 de maio de 1870. O brasão da antiga casa de Angeja era: — Uma lisonja partida em pala, e esta esquartelladat No primeiro quartel, as armas reaes de Portugal, com um filete negro em contrabando; no segundo, mantelado de prata, as armas reaes de Castella, dois leões de purpura batalhantes, e uma bordadura de oiro e veiros azues, e assim os contrarios.
* Branca
Freguezia de 395 fogos, e 1:562 habitantes. Esta situada em fertil e aprazivel campina, juncto á estrada real de Coimbra ao Porto, e recostada sobre a serra de S. Julião que lhe fica ao NNE. Orago, S. Vicente. Prior, o reverendo José Pereira Leitão.
Era da apresentação do real padroado. Pertencia á casa de Angeja. A egreja parochial é um bello e majestoso templo; é d'uma só nave e foi construido de 1693 a 1694. A torre fica por detrás da capella mór. Diz a tradição que, antes de se edificar a torre, os sinos estiveram, durante alguns annos, pendentes d'um carvalho secular que havia no adro. O roble era conhecido pelo carvalho do sino, e foi ha annos vandalicamente derrubado. Desde 1706 a 1712 que se acham erectas na egreja da Branca, com auctorisação do bispo de Coimbra, as confrarias do SS. Sacramento, Nossa Senhora do Rosario e das Almas. De 1580 até 1877 consta ter havido quatorze parochos collados, sendo o primeiro o reverendo Pedro Nunes, que falleceu em 24 de fevereiro de 1586. Ha nesta freguezia doze capellas, seis publicas e seis particulares; a mais antiga é a de Sancta Luzia, no logar de Cristello, e a mais moderna é a do Coração de Jesus no logar da Barroca.
O cemiterio dos ossos é uma notabilidade d'esta freguezia, e que se deve, assim como muitos outros meIhoramentos, á constante e desinteressada solicitude do sr. Pereira Pinto. Sobre a porta de entrada, lê-se esta legenda — Aspice, Viator. Aos lados da porta estão inseri pções em lapides de lousa preta.
Nos principios do seculo XVIII houve na quinta das Cavadas d'esta freguezia uno hospicio de frades dominicos. Foi fundado pelo prior João de Sousa Menezes, que parochiou aqui desde 2 dé fevereiro de 1700 até 24 de janeiro de 1749, e acabou ainda em vida do fundador. O hospicio compunha-se de dezoito cellas, capella e quinta; hoje é tudo ruinas. Na aldeia da Escuta ha uma fabrica de sabão, e na Espinheira um mercado mensal no dia 22.
Até 31 de dezembro de 1855 a freguezia da Branca pertenceu ao concelho do Pinheiro da Bemposta; mas por decreto d'esta data passou para o de Albergaria a Velha.
Serra de S. Julião
A serra de S. Julião corre na direcção de NO. a SE., tem 3 kilometros de comprimento e 1 de largura. Provêmlhe o nome d'uma ermida de S. Julião que alli havia, e de que ainda ha pouco restavam ruinas. Refere a lenda que S. Julião, desgostoso da sua habitação do alto da serra, principiãra a fugir de noite e a apparecer de manhã sobre um castanheiro, na falda da mesma serra, juncto ao logar do Outeiro ; e por mais vezes que o levassem lá para cima, teimava sempre em fugir para a arvore, mostrando assim que desejava residir alli. Foi isto o que deu causa á edificação da actual ermida de S. Julião no logar do Outeiro. No alto da serra, ha ainda vestigios salientes de uma atalaia, que, ao que parece, oceupava toda a circumferencia do plaino, na extensão d'uns trezentos metros de comprido, de norte a sul, e cento e vinte de largo, divisando-se ainda parte da valla, ou cava exterior, e da linha do parapeito em toda a valla. Do lado do nascente, por detrás da serra, ha uma sahida e estrada larga pela encosta do monte abaixo, com muros ou cortinas lateraes de pedra e terraço.
A acção da Branca
No dia 10 de maio de 1809 teve lugar nesta freguesia, juncto a Albergaria a Nova, uma batalha entre as avançadas do exercito anglo-luso de Sir Arthur Wellesleyj de^ pois duque de Wellington, e as que Soult collocàra em observação entre o Porto e Coimbra, e que foram forçadas a recolher-se áquella cidade. O combate não teve outra importancia, diz o Diccionario Popular, senão o ser um dos primeiros em que entraram em fogo as tropas portuguezas depois de disciplinadas por Bresford, e em que mostraram desde logo as brilhantes qualidades, que tanto as distinguiram durante toda a guerra Peninsular.
A. J. Pereira Pinto
No logar da Barroca d'esta freguezia nasceu, no dia 21 de outubro de 1802, Antonio José Pereira Pinto, um dos homens mais illustrados e bemquistos do districto de Aveiro, e a quem a freguezia da Branca deve todos os seus principaes melhoramentos. Educado desde a mais tenra edade por seu tio, respeitavel e respeitado sacerdote, senhor da casa da Nogueira, estudou latim, no Pinheiro da Bemposta, com o padre Joaquim Nunes da Silva, e oratoria e poetica, em Aveiro, com o sabio professor Manuel Xavier de Sousa, em 1817 a 1818. De 1819 a 1820 estudou philosophia, tambem em Aveiro, com o dr. Francisco Ignacio Domingues Ferreira de Mendonça; No mesmo anno de 1819 recebeu ordens menores, que lhe conferiu D. Manuel Pacheco de Rezende. Destinava-se então ao estado eclesiastico, do que depois desistiu. Matriculando-se na Universidade de Coimbra no primeiro anno juridico, em outubro de 1820, formou-se na faculdade de canones em 25 de junho de 1828. Em 1826 obteve, por um brilhante concurso publico, a cadeira de philosophia de Aveiro, então vaga pela sahida para o Brazil do dr. Francisco Ignacio Domingues Ferreira de Mendonça. Em 1834 foi nomeado juiz de fóra do concelho d'Eixo; mas, pedindo a demissão em 1836, recolheu-se à vida privada e entregou-se á advocacia, onde em breve grangeou grande clientella e ainda maior nome. Hoje, entregue tao somente á administração dos seus grandes haveres, vive retirado na sua casa da Branca, onde é geralmente estimado e esteio seguro de muitos desvalidos.
* Frossos
Freguezia de 173 fogos, e 614 habitantes. Está situada a 2 kilometros da margem direita do Vouga, e dista de Albergaria a Velha 8 1/2 kilometros para OSO. Orago, S. Paio. Reitor, o reverendo José Marques da Silva. Ha aqui um pantano, denominado a Pateira de Frossos, que tem 450 metros de comprimento, e 260 de largura. Tem uma cadeira de instrucção primaria para o sexo masculino.
O convento de Jesus de Aveiro apresentava os parochos. Foi villa, e teve foral dado por D. Manuel, em Lisboa, a 22 de março de 1514.
* S. João de Loure
Freguezia de 505 fogos, e 2:008 habitantes. Está situada na margem direita do Vouga, e dista de Albergaria a Velha 11 1/2 kilometros para SO. Orago, S. João Baptista. Reitor, o reverendo Joaquim Augusto da Silva. Antigamente os parochos eram apresentados pelo convento de Jesus de Aveiro. N'uma das paredes lateraes da egreja parochial está embebida uma lapide com a seguinte inscripção: -Ecclesia! ista dedicala est Sancto Joani Baptista a Domino Martino episcopo conimbricensi jussum sanchi nregis lusitaniae die xx martii anno 1224 et MCCXXIII ea. — No frontespicio da mesma egreja vê-se a data de 1688, mas inculca sem duvida alguma reedificação. Ha nesta freguezia uma barca de pássagem nò Vouga, que é pertença da camara de Albergaria e dos condes de Anadia.
A parte que hoje é da camara era do convento de Jesus. É tambem nesta freguezia a aldeia de Pinheiro, villa e concelho até 1834. É povoação antiga; foi doada em 1121 ao mosteiro de Lorvão por Pedro Paes e sua mulher Elvira Nunes. Tem uma cadeira de instrucção primaria para0 sexo masculino.
* Ribeira de Fragoas
Freguezia de 173 fogos, e 218, habitantes. .Está situada a 1 1/2 kilometros a E. da margem ésquerda do Caima, é distante de Albergaria a Velha 8 1/2 kilometros para NE. Orago: S. Thiago. Prior,o reverendo Antonio Domingues Christiano. Tem uma cadeira de instrucçio primaria para o sexo masculino.
Minas do Palhal
Estas minas foram descobertas pelos inglezes em 1744; Ainda se encontram vestigios de trabalhos antigos, como, por exemplo, uma chaminé de tijolo, das duas que se diz alli haverem existido, e fazerem parte d'uma fabrica de fundição. Acham-se ainda outros signaes de industria mettallurgica, que a tradição teima em attríbuir aos mouros. Em 1769 foram inundadas por uma grande cheia do rio Caima que as fez abandonar totalmente.
Em 1776 construiu o governo a ponte de granito, que liga as duas margens do Caima e dá seu nome á Ponte do Palhal, lugarejo contiguo ás minas.
Em 1854 foram novamente descobertas pelo incansavel industrial e negociante José Ferreira Pinto Basto, que, ficando com, os direitos, de concessionario por decreto de 3 de maio de 1859, as passou a uma companhia ingleza denominada — Lusitanian Mining Company {Companhia Lusitana de Mineração). Os seus productos são: cobre, galena de chumbo, blenda, nickel e cobalto — mineraes argentiferoa. Constam de differentes veios, alguns dos quaes medem um metro de espessura, termo medio, comià direcção mui proxima dc EO. Ha ainda muitos filões menos ricos, «pie eocruiam n'aquelles,lna direcção megnetica NE., SO. O poço mestre, Taylor's Shaft, é o mais fundo de Portugal, e talvez de toda a peninsula. Tem 400 metros de profundidade. Pela acção do aparelho electrico, e pela força explosiva da dynamite, cedo aitingirá a meio kilometro. As suas galerias, em todas as direcções, sommadas com todos os poços de extracção e! ventilação, medem a extensão total de eerca de 13 kilometros. A exploração das minas está em labor activo sob a habil direcção do seu superintendente, Mr. W. Cruickshank.
O grande trafico e córte constante de madeiras, que vai hoje no paiz, obriga a pensar-se mais no porvir da mineração e em suas difficuldades futuras. É por isso, sem duvida, que na vasta propriedade do estabelecimento, nas margens do rio Caima, se tem procedido a grandes sementeiras de penisco e a grandes plantações de arvores das mais ricas especies. Os eucalyptos vêem-se aos milhares. Passem-se dez annos mais n'esta actividade energica, e as margens do Caima serão um dos pontos mais importantes do districto.
As casas de habitação, que no Palhal se teem construido, os ateliers de preparação mecanica, as machinas de esgoto e de extracção, e muitas outras officinas, entre as quaes avultam as de serragem e de tanoaria com machinismo hydraulico, tornam este estabelecimento uma formosa povoação, e um importante centro de industria.
Minas de Talhadella
As minas de chumbo de Voltas e Longas, ou de Talhadella foram concedidas,por alvará de 2 de abril de 1861, a Hermann Lourenço Feuerheerd. Em 1866 principiou a exploração por conta d'uma companhia denominada — Companhia da mina de Talhadella. Esta companhia tem estatutos approvados por decreto de 7 de novembro de 1865, e um capital social de 100:000$000 réis, representado por duas mil acções de 50$000 réis cada uma. O primeiro concessionario transferiu e vendeu á companhia todos os seus direitos.
* Valle Maior
Freguezia de 192 fogos, e 518 habitantes. Está situada juncto á margem esquerda do Caima, e distaste de Albergaria 2 kilometros para ENE. Orago, Sancta Eulália. Reitor, o sr. Manuel Ferreira Varella.
Era da apresentação do convento de Jesus de Aveiro.
Fonte:
MARQUES GOMES. (João Augusto) O DISTRICTO DE AVEIRO.
Noticia geográfica, estatística, chorographica, heráldica, archeologica, histórica e biográfica da Cidade de Aveiro e de todas as villas e freguesias do seu districto. Imprensa da Universidade. Coimbra. 1877.
Descreve pormenorizadamente os 16 concelhos que integravam o distrito de Aveiro referindo as vias de comunicação, estabelecimentos de instrução, monumentos, ou as pessoas notáveis que neles habitavam.
Autor: João Augusto Marques Gomes (Aveiro 1853 - 1931), funcionário do Governo Civil de Aveiro, começou a sua carreira literária escrevendo artigos para o Distrito de Aveiro e depois para muitos outros periódicos. É o autor de uma vasta obra sobre vários aspectos da cidade e da região de Aveiro e de biografias de personalidades históricas ligadas a esta região. Foi o responsável pela organização e valorização do Museu de Aveiro a partir de 1911.
http://www.castroesilva.com/store/sku/1705PG087/o-districto-de-aveiro
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Albergaria em Destaque
AVEIRO O distrito de Aveiro reúne atraentes polos urbanos, paisagens únicas e recursos naturais, combinados com uma oferta de turismo balnear, turismo de natureza e termalismo.
Dos concelhos que o compõem, nesta edição destacamos Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, onde sobressaem costumes, tradições, património arquitetónico e a gastronomia. O concelho de Albergaria-a-Velha foi sempre conhecido pelos seus inúmeros moinhos de água, que ligaram o concelho à produção de pão durante séculos, sendo que a tradição ainda hoje, se encontra presente entre a população albergariense, cuja tradição gastronómica é reconhecidamente rica e variada. A criação da Rota dos Moinhos pretendeu ajudar a reavivar a tradição do concelho e reabilitar um produto turístico e cultural com grande potencial. A excecional posição geoestratégica de Albergaria-a-Velha na região e no país e os excelentes acessos que dispõe tem permitido a sua afirmação como um importante polo industrial. Numa visita ao concelho de Albergaria-a-Velha, deixe-se levar pelo seu encanto natural e património arquitetónico, conheça a sua dinâmica cultural e delicie-se com a gastronomia. (...)
- AFIRMAÇÃO E VALORIZAÇÃO
Albergaria-a-Velha assume-se como uma cidade jovem, dinâmica, capaz de atrair investimentos e pessoas. A liderar os destinos do Município, pelo primeiro mandato, está António Loureiro, um homem de causas e convicções, cujo desiderato passa por contribuir de forma decisiva para a melhoria da qualidade de vida da população albergariense, bem como para o desenvolvimento e dinamização do concelho de Albergaria-a-Velha.
Para conhecer as inúmeras potencialidades que Albergaria-a-Velha tem para oferecer a quem a visita, a Revista Portugal em Destaque foi ao encontro de António Loureiro, presidente da Câmara Municipal, que em entrevista apontou uma panóplia de razões para visitar esta bela e jovem cidade, mas também o concelho, todo ele mosqueado com singularidades inolvidáveis. Albergaria-a-Velha assume-se, desde logo, como uma referência na Região Centro, em termos de oferta cultural, quer no Cineteatro Alba, como na própria Biblioteca Municipal. António Loureiro é categórico ao afirmar que a cidade tem uma das bibliotecas, que a nível nacional, maior dinâmica apresenta, tanto em número de utentes, como nas atividades promovidas. “A dinâmica neste espaço vai desde a apresentação de autores de livros nacionais ou locais até exposições de fotografia, escultura e pintura. É um espaço de excelência, que para além de uma vasta oferta de livros, respira cultura”, salienta o autarca.
A criação da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha assumiu o desiderato de reavivar a identidade da terra através de um produto turístico e cultural que alia a preservação e valorização deste património. “É uma oferta para residentes e visitantes, permitindo-lhes assim conhecer melhor este concelho, a sua história e as suas gentes”, avança o autarca, recordando que, no primeiro ano de mandato, foi inaugurado o Parque dos Moinhos, na Ribeira de Fráguas, complementado com a criação de dois percursos pedestres homologados pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal: o Trilho do Linho e o Trilho dos 3 Rios, que oferecem uma experiência inesquecível a quem os visita. À volta desta dinâmica ligada à identidade cultural do concelho, foi criado o Festival Pão de Portugal, um evento incontornável que projeta Albergaria-a-Velha no contexto nacional e que tem granjeado cada vez mais visitantes. O presidente da Câmara deu nota ainda que a farinha produzida por estes moinhos está em processo de certificação.
Criando uma simbiose perfeita entre o turismo de natureza e a história, o Município recuperou o polo museológico ao ar livre das Mamoas do Taco. António Loureiro sublinha ainda a publicação anual da revista “Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha”, que promove a investigação, valorização e divulgação do património concelhio.
Incontornável é também a Pateira de Frossos, um espaço fantástico e ideal para a prática do birdwatching, com elevado potencial para atrair turistas, nacionais e estrangeiros. O Parque de Lazer em Vale Maior e o Centro de Atividades Radicais e Ambientais, em Vilarinho de S. Roque, são outros espaços de visita obrigatória.
António Loureiro não quis deixar de evidenciar a gastronomia do concelho e a criação da Confraria Gastronómica de Albergaria-a-Velha, que pretende divulgar pratos típicos entre os quais, o leitão de Angeja, as enguias de Frossos, os rojões, o cabrito ou os turcos.
- Dinâmica autárquica
Volvidos dois anos e meio da sua eleição como presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, António Loureiro traça um balanço positivo do trabalho desenvolvido, enumerando um conjunto de ações concertadas que têm permitido diferenciar o concelho no contexto nacional. O autarca salienta o apoio ao comércio local, com a criação do Cartão Municipal do Voluntariado. “É um cartão que permite descontos entre os 15 e os 25 por cento na aquisição de serviços e produtos nos equipamentos municipais, mas também em mais de 222 estabelecimentos comerciais na área do Município”, desvenda o edil, fazendo alusão ao Lugar das Cores. Como forma de incentivar a atividade comercial no concelho, por cada cinco euros de compras no comércio local ganha-se uma entrada gratuita neste parque temático natalício que, pela oferta cultural e atividades desenvolvidas, tem cativado a atenção de ‘miúdos e graúdos’, tendo a última edição registado um total de 6.000 pessoas. Paralelamente, foi lançado o “Albergaria em Flor – Unidos Criamos Valor”, um projeto comunitário que pretende envolver a população no embelezamento do centro urbano da cidade, estreitando laços de boa vizinhança. Outra das grandes conquistas apontadas por António Loureiro foi a aprovação do Plano Diretor Municipal que permitiu um aumento do solo industrial na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha em 52 por cento. “Com o aumento da oferta dos terrenos na Zona Industrial, diminuímos o preço do metro quadrado, sendo mais fácil captar as empresas”, refere o autarca, acrescentando que Albergaria tem uma zona industrial de referência a nível nacional, assumindo-se como um dos concelhos do país com maior volume de exportações. Simultaneamente, o Município de Albergaria diminuiu os impostos, designadamente o IMI para a taxa mínima e a derrama, passando a ser o quarto município da Região de Aveiro mais amigo do contribuinte. seu manifesto eleitoral, mas há uma que o autarca destaca e que ver concluída neste mandato, o Mercado Municipal. “A intervenção proposta soluciona problemas de acessibilidades e moderniza o espaço de forma a atrair novos clientes para o mercado de frescos, criando ao mesmo tempo uma nova centralidade”. No âmbito do Portugal 2020, António Loureiro assume como desideratos a recuperação da Escola da Avenida e a requalificação do Complexo de Piscinas de Albergaria-a-Velha.
- Reabilitação Urbana
A Câmara Municipal criou duas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), uma no centro da cidade, a outra na Vila de Angeja, onde se pretende efetuar obras de regeneração nos espaços públicos. A ARU de Albergaria-a-Velha identifica um conjunto de imóveis de interesse patrimonial e define seis unidades de intervenção, que correspondem aos “principais espaços de vivência urbana” da cidade. O objetivo da ARU de Albergaria-a-Velha, tal como em Angeja, é criar condições de atração e fixação de população no centro, mas também de atividades de comércio e serviços. Neste contexto, a autarquia tem projetado a abertura de uma nova avenida. “Essa via vai permitir uma nova centralidade na cidade, estando programados 130 lugares de estacionamento e novas frentes de construção”, revela o edil.
- Estratégias concertadas
O Município de Albergaria-a-Velha definiu um regulamento de incentivos financeiros com o objetivo de atrair ideias de negócio e pequenas empresas recém-criadas, de forma a desenvolver a economia local.
Na esfera da saúde, o Município preconizou obras de melhoramento nas extensões de saúde de Valmaior, Angeja e Alquerubim, assumindo a qualidade de vida dos seus cidadãos como algo incontornável, mesmo não sendo esta uma competência direta da autarquia. No plano da ação social, António Loureiro evidenciou as obras no Bairro das Lameirinhas e o apoio a cerca de 50 famílias com subsídio de arrendamento. “O Município continua a fomentar o arrendamento urbano para famílias carenciadas ou indivíduos com fragilidade socioeconómica”. Vocacionadas para pessoas com deficiência ou com incapacidade e problemas sensoriais ou neurológicos, a autarquia abriu ao público, sem custos para os utentes, uma sala Snoezelen e uma sala de Integração Sensorial.
Em entrevista à Revista Portugal em Destaque, António Loureiro salientou ainda as obras de melhoramento no parque escolar do concelho, o aumento do apoio
financeiro aos agrupamentos escolares, o aumento e reforço às necessidades educativas especiais, bem como o aumento do número de bolsas escolares atribuídas.
- Objetivos e projetos
António Loureiro não consagrou muitas obras em cimento no (...)
PORTUGAL EM DESTAQUE / ABRIL 2016
https://issuu.com/portugalemdestaque/docs/destaqueabrilonline
Dos concelhos que o compõem, nesta edição destacamos Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, onde sobressaem costumes, tradições, património arquitetónico e a gastronomia. O concelho de Albergaria-a-Velha foi sempre conhecido pelos seus inúmeros moinhos de água, que ligaram o concelho à produção de pão durante séculos, sendo que a tradição ainda hoje, se encontra presente entre a população albergariense, cuja tradição gastronómica é reconhecidamente rica e variada. A criação da Rota dos Moinhos pretendeu ajudar a reavivar a tradição do concelho e reabilitar um produto turístico e cultural com grande potencial. A excecional posição geoestratégica de Albergaria-a-Velha na região e no país e os excelentes acessos que dispõe tem permitido a sua afirmação como um importante polo industrial. Numa visita ao concelho de Albergaria-a-Velha, deixe-se levar pelo seu encanto natural e património arquitetónico, conheça a sua dinâmica cultural e delicie-se com a gastronomia. (...)
- AFIRMAÇÃO E VALORIZAÇÃO
Albergaria-a-Velha assume-se como uma cidade jovem, dinâmica, capaz de atrair investimentos e pessoas. A liderar os destinos do Município, pelo primeiro mandato, está António Loureiro, um homem de causas e convicções, cujo desiderato passa por contribuir de forma decisiva para a melhoria da qualidade de vida da população albergariense, bem como para o desenvolvimento e dinamização do concelho de Albergaria-a-Velha.
Para conhecer as inúmeras potencialidades que Albergaria-a-Velha tem para oferecer a quem a visita, a Revista Portugal em Destaque foi ao encontro de António Loureiro, presidente da Câmara Municipal, que em entrevista apontou uma panóplia de razões para visitar esta bela e jovem cidade, mas também o concelho, todo ele mosqueado com singularidades inolvidáveis. Albergaria-a-Velha assume-se, desde logo, como uma referência na Região Centro, em termos de oferta cultural, quer no Cineteatro Alba, como na própria Biblioteca Municipal. António Loureiro é categórico ao afirmar que a cidade tem uma das bibliotecas, que a nível nacional, maior dinâmica apresenta, tanto em número de utentes, como nas atividades promovidas. “A dinâmica neste espaço vai desde a apresentação de autores de livros nacionais ou locais até exposições de fotografia, escultura e pintura. É um espaço de excelência, que para além de uma vasta oferta de livros, respira cultura”, salienta o autarca.
A criação da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha assumiu o desiderato de reavivar a identidade da terra através de um produto turístico e cultural que alia a preservação e valorização deste património. “É uma oferta para residentes e visitantes, permitindo-lhes assim conhecer melhor este concelho, a sua história e as suas gentes”, avança o autarca, recordando que, no primeiro ano de mandato, foi inaugurado o Parque dos Moinhos, na Ribeira de Fráguas, complementado com a criação de dois percursos pedestres homologados pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal: o Trilho do Linho e o Trilho dos 3 Rios, que oferecem uma experiência inesquecível a quem os visita. À volta desta dinâmica ligada à identidade cultural do concelho, foi criado o Festival Pão de Portugal, um evento incontornável que projeta Albergaria-a-Velha no contexto nacional e que tem granjeado cada vez mais visitantes. O presidente da Câmara deu nota ainda que a farinha produzida por estes moinhos está em processo de certificação.
Criando uma simbiose perfeita entre o turismo de natureza e a história, o Município recuperou o polo museológico ao ar livre das Mamoas do Taco. António Loureiro sublinha ainda a publicação anual da revista “Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha”, que promove a investigação, valorização e divulgação do património concelhio.
Incontornável é também a Pateira de Frossos, um espaço fantástico e ideal para a prática do birdwatching, com elevado potencial para atrair turistas, nacionais e estrangeiros. O Parque de Lazer em Vale Maior e o Centro de Atividades Radicais e Ambientais, em Vilarinho de S. Roque, são outros espaços de visita obrigatória.
António Loureiro não quis deixar de evidenciar a gastronomia do concelho e a criação da Confraria Gastronómica de Albergaria-a-Velha, que pretende divulgar pratos típicos entre os quais, o leitão de Angeja, as enguias de Frossos, os rojões, o cabrito ou os turcos.
- Dinâmica autárquica
Volvidos dois anos e meio da sua eleição como presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, António Loureiro traça um balanço positivo do trabalho desenvolvido, enumerando um conjunto de ações concertadas que têm permitido diferenciar o concelho no contexto nacional. O autarca salienta o apoio ao comércio local, com a criação do Cartão Municipal do Voluntariado. “É um cartão que permite descontos entre os 15 e os 25 por cento na aquisição de serviços e produtos nos equipamentos municipais, mas também em mais de 222 estabelecimentos comerciais na área do Município”, desvenda o edil, fazendo alusão ao Lugar das Cores. Como forma de incentivar a atividade comercial no concelho, por cada cinco euros de compras no comércio local ganha-se uma entrada gratuita neste parque temático natalício que, pela oferta cultural e atividades desenvolvidas, tem cativado a atenção de ‘miúdos e graúdos’, tendo a última edição registado um total de 6.000 pessoas. Paralelamente, foi lançado o “Albergaria em Flor – Unidos Criamos Valor”, um projeto comunitário que pretende envolver a população no embelezamento do centro urbano da cidade, estreitando laços de boa vizinhança. Outra das grandes conquistas apontadas por António Loureiro foi a aprovação do Plano Diretor Municipal que permitiu um aumento do solo industrial na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha em 52 por cento. “Com o aumento da oferta dos terrenos na Zona Industrial, diminuímos o preço do metro quadrado, sendo mais fácil captar as empresas”, refere o autarca, acrescentando que Albergaria tem uma zona industrial de referência a nível nacional, assumindo-se como um dos concelhos do país com maior volume de exportações. Simultaneamente, o Município de Albergaria diminuiu os impostos, designadamente o IMI para a taxa mínima e a derrama, passando a ser o quarto município da Região de Aveiro mais amigo do contribuinte. seu manifesto eleitoral, mas há uma que o autarca destaca e que ver concluída neste mandato, o Mercado Municipal. “A intervenção proposta soluciona problemas de acessibilidades e moderniza o espaço de forma a atrair novos clientes para o mercado de frescos, criando ao mesmo tempo uma nova centralidade”. No âmbito do Portugal 2020, António Loureiro assume como desideratos a recuperação da Escola da Avenida e a requalificação do Complexo de Piscinas de Albergaria-a-Velha.
- Reabilitação Urbana
A Câmara Municipal criou duas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), uma no centro da cidade, a outra na Vila de Angeja, onde se pretende efetuar obras de regeneração nos espaços públicos. A ARU de Albergaria-a-Velha identifica um conjunto de imóveis de interesse patrimonial e define seis unidades de intervenção, que correspondem aos “principais espaços de vivência urbana” da cidade. O objetivo da ARU de Albergaria-a-Velha, tal como em Angeja, é criar condições de atração e fixação de população no centro, mas também de atividades de comércio e serviços. Neste contexto, a autarquia tem projetado a abertura de uma nova avenida. “Essa via vai permitir uma nova centralidade na cidade, estando programados 130 lugares de estacionamento e novas frentes de construção”, revela o edil.
- Estratégias concertadas
O Município de Albergaria-a-Velha definiu um regulamento de incentivos financeiros com o objetivo de atrair ideias de negócio e pequenas empresas recém-criadas, de forma a desenvolver a economia local.
Na esfera da saúde, o Município preconizou obras de melhoramento nas extensões de saúde de Valmaior, Angeja e Alquerubim, assumindo a qualidade de vida dos seus cidadãos como algo incontornável, mesmo não sendo esta uma competência direta da autarquia. No plano da ação social, António Loureiro evidenciou as obras no Bairro das Lameirinhas e o apoio a cerca de 50 famílias com subsídio de arrendamento. “O Município continua a fomentar o arrendamento urbano para famílias carenciadas ou indivíduos com fragilidade socioeconómica”. Vocacionadas para pessoas com deficiência ou com incapacidade e problemas sensoriais ou neurológicos, a autarquia abriu ao público, sem custos para os utentes, uma sala Snoezelen e uma sala de Integração Sensorial.
Em entrevista à Revista Portugal em Destaque, António Loureiro salientou ainda as obras de melhoramento no parque escolar do concelho, o aumento do apoio
financeiro aos agrupamentos escolares, o aumento e reforço às necessidades educativas especiais, bem como o aumento do número de bolsas escolares atribuídas.
- Objetivos e projetos
António Loureiro não consagrou muitas obras em cimento no (...)
PORTUGAL EM DESTAQUE / ABRIL 2016
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terça-feira, 10 de julho de 2012
2004: Câmara Municipal esteve presente na FARAV
A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha esteve mais uma vez presente na Feira Internacional de Artesanato de Aveiro, que decorreu entre os dias 7 e 15 de Agosto. Num stand com 36 m2, a autarquia pôde mostrar aos cerca de 140 mil visitantes um pouco daquilo que se faz no concelho em termos de artesanato.
Este ano, a pintura esteve em destaque com os trabalhos de 8 artesãs. Helena Maria de Bastos, Shirley Loureiro e Ana Maria Pais apresentaram, na Feira, artigos de bebé e criança (fraldas, babetes, t-shirts,.) pintados cuidadosamente à mão. Também dentro da área de pintura em tecido, Maria de Lurdes Leitão, Maria Teresa Bastos e Maria de Lurdes Martins acrescentaram ao stand naperons, toalhas, aventais e xailes.
Passando da pintura em tecido para as artes decorativas, Flávia Afonso demonstrou como se pode transformar materiais tão simples, como lousa, barro e gesso em peças apelativas. Por seu lado, Claúdia Carvalho optou por trazer velas coloridas e frascos de vidro com aplicações e motivos florais.
Mas o stand de Albergaria-a-Velha não estaria completo sem uma amostra da nossa doçaria tradicional. Assim sendo, os visitantes puderam experimentar e comprar algumas tentações deliciosas da Casa Turco (turcos e raivas), Padaria Iracema (bolos de gema, cavacas e suspiros) e Casa "Doces de Convento" (broas de fruta, baunilhas e palitos de champanhe).
Apesar da maioria dos expositores presentes se queixar de vendas fracas, as artesãs de Albergaria-a-Velha não tiveram mãos a medir com as inúmeras solicitações dos visitantes, contrariando a tendência generalizada. Mais uma vez, o Concelho saiu a ganhar num dos mais mediáticos eventos a nível regional!
CMA, 2004
Este ano, a pintura esteve em destaque com os trabalhos de 8 artesãs. Helena Maria de Bastos, Shirley Loureiro e Ana Maria Pais apresentaram, na Feira, artigos de bebé e criança (fraldas, babetes, t-shirts,.) pintados cuidadosamente à mão. Também dentro da área de pintura em tecido, Maria de Lurdes Leitão, Maria Teresa Bastos e Maria de Lurdes Martins acrescentaram ao stand naperons, toalhas, aventais e xailes.
Passando da pintura em tecido para as artes decorativas, Flávia Afonso demonstrou como se pode transformar materiais tão simples, como lousa, barro e gesso em peças apelativas. Por seu lado, Claúdia Carvalho optou por trazer velas coloridas e frascos de vidro com aplicações e motivos florais.
Mas o stand de Albergaria-a-Velha não estaria completo sem uma amostra da nossa doçaria tradicional. Assim sendo, os visitantes puderam experimentar e comprar algumas tentações deliciosas da Casa Turco (turcos e raivas), Padaria Iracema (bolos de gema, cavacas e suspiros) e Casa "Doces de Convento" (broas de fruta, baunilhas e palitos de champanhe).
Apesar da maioria dos expositores presentes se queixar de vendas fracas, as artesãs de Albergaria-a-Velha não tiveram mãos a medir com as inúmeras solicitações dos visitantes, contrariando a tendência generalizada. Mais uma vez, o Concelho saiu a ganhar num dos mais mediáticos eventos a nível regional!
CMA, 2004
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Angeja - Cacia
De Aveiro arribavam barcos embandeirados, cheios de gente moça, rapazes alegres e tricanas vistosas, acompanhados dos seus maiores (nesse tempo a mocidade e a velhice faziam sociedade!) sobraçando foguetes, lancheiras e cestos, mantas e esteiras... e até pianos! Era um arraial de gente adomingada e a cheirar a limonete!
De Cacia e dos arredores chegavam bandos de lisboetas em férias, raparigas e rapazes a cantar e a dançar modinhas, a sanfona a despertar apetites bailariqueiros à sombra dos salgueiral! Era um fartote, um dia de prazer e de romantismo saudáveis, alegria sem drogas, euforia sem imoralidades!
A velhíssima Ponte de Pau, que o betão substituiu em 1943, havia desempenhado um bom serviço público desde 1860, ano da sua inauguração. Antes desse longínquo ano, a travessia do Vouga, naquele local, fazia-se a vau ou de barco, sendo que os barqueiros, por esse serviço, haviam grangeado do Rei o privilégio de estarem isentos de servir nas galés.
A memória traz-nos à tona uma história interessante: do lado de Angeja, logo ao fim da Ponte e junto ao "Poço do Careca", havia a Casa do Guarda, morada oficial do cobrador da "portagem" estabelecida pelo poder real, cinco réis por pessoa, um vintém por carro, preço que aumentava para um imposto mais chorudo quando o carro, em vez de erva, transportava pipas de vinho, imposto conhecido pelo "Real de Água"! O cobrador chamava-se José Venâncio, casado com a senhora Conceição, mais conhecida por Ti-Conceição da Ponte. Consta-se que este cobrador de impostos era rigoroso na cobrança, que nem a Deus-Pai perdoava, e que um dia obrigou o Dr. Afonso Costa, quando lá passou, a pagar os cinco reis da portagem. Diz-se até que foi por isso que aquele político, logo que chegou a Lisboa, mandou anular para sempre tão impopular contribuição!
Contada esta história, voltemos ao Rio.
Quando as cheias do Vouga se tornavam em caudalosas enxurradas e as águas em turbilhão atingiam o patamar da Ponte, o povo, embora temente a Deus, não desperdiçava o dantesco espectáculo de ver aquela avenida de água a arrastar árvores e madeirame, objectos de lavoura, pipas e cestos, e até animais mortos por afogamento, tudo a boiar aos trambolhões por aquele mar de água! Nessa altura o Vouga jamais era o protector benfazejo e amado, ele era um medonho e traiçoeiro inferno! E se a enxurrada demorava dias, como algumas vezes aconteceu, nem pão havia em Cacia, pois os moleiros do Fontão e de Frossos ficavam impedidos de cambiar as moendas. A própria estrada que ligava e liga Angeja a Cacia — a então formosa e arborizada Cambeia! — também ficava interrompida, se não mesmo cortada pelo furor das enxurradas.
Até a Ti-Conceição da Ponte, a mulher do José Venâncio, com tasquinha montada na própria Casa do Guarda onde morava com o marido, até ela, coitada, não tinha a quem vender as sardinhas fritas, pimpões e enguias de escabeche, um pratito de "robacos" na época, e, quando a porca paria a ninhada, leitão assado no forno! E quanto a vinho e aguardente, ela esmerava-se por ter uma boa qualidade para servir os caminhantes, feirantes e gente do campo! E ainda, para agradar a umas tantas mulheres na presença dos maridos, uns pirolitos para adocicar o parreirol!
Mas não era só na Ponte de Pau que acontecia, no verão, haver arraiais nas margens do Vouga! Em Angeja, Frossos, S. João de Louve e por aí fora, o povo juntava-se em "sociedades" e cantava e dançava ao som de música que os próprios entoavam. E não faltava quem vendesse o seu copito, corno hoje se vendem nas praias esses milhentos e efeminados coca-colas a saber a sabão de barbeiro!
Sarrazola, por razões óbvias de lonjura, não frequentava os areais da Ponte de Pau, mas também organizava festas semelhantes no MurçaínhO, nas
barreiras do Rio Novo, onde não faltava a tasquinha do Ti-Crespo, com parreirol da zona, fresquinho de beber em tardes de canícula. Mas os arraiais de Sarrazola, por serem mais caseiros, não tinham as características "inter-regionais" dos de Cacia.
Em conclusão: o Rio Vouga, na sua derradeira etapa rumo à Ria de Aveiro, era uma permanente festa! Mesmo nos dias de trabalho, era ver o Vouga pejado de mercantéis rio acima, uns, a demandarem Águeda e o Poço de Santiago ajoujados ao peso do sal, outros, rio abaixo, carregados de vinho, de lenha e de carqueja, para Aveiro, Murtosa e Ílhavo.
O Rio Vouga foi durante séculos um palco de vida intensa e um braço de Deus a ajudar o progresso das nossas terras!
Pelo que fez em vida merece, agora que está morto, um profundo e comovente epitáfio na sua campa, que é a Ria!
NOTA — A Casa do Guarda, após a abolição da taxa de portagem e pouco tempo depois da morte de José Venàncio, foi usada, durante muitos anos, como depósito de ferramentas dos cantoneiros.
Bartolomeu Conde / O Aveiro, 07/01/1993
artigo "Recordando... As Praias Fluviais do Vouga"
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
2004: Albergaria na "Praça da Alegria"
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| imagem Boletim Municipal nº 10 - Outubro 2004 |
Ao presidente da Câmara Municipal, João Agostinho Pereira, coube a apresentação geral do Concelho, sua História, posição geográfica e actividades económicas. Hélder Reis mostrou-se agradavelmente surpreendido com a forma entusiasmada como Albergaria-a-Velha era descrita; o Presidente justificou tal entusiasmo de forma simples: "Albergaria é uma terra hospitaleira, que gosta de bem receber!".
Com a curiosidade aguçada, as Festas em Honra de Nossa Senhora do Socorro foram o próximo tema em discussão. O Padre Querubim e Manuel Andrade, Vice-Presidente da Irmandade de Nossa Senhora do Socorro, explicaram a génese do culto e realçaram a importância desta festa religiosa que, anualmente, atrai milhares de devotos à colina do Bico do Monte.
Em termos de artesanato, os bordados estiveram em destaque com os trabalhos de Rosa Borda e Maria Pinho que, apesar da idade generosa, continuam com grande entusiasmo a bordar toalhas, aventais, naperons, com uma mestria de fazer inveja aos mais novos. E, com o aproximar da hora do almoço, foi a vez das iguarias Albergarienses se apresentarem perante os telespectadores. Os carolos à antiga, leitão à moda de Angeja, febras à lavrador com arroz de fressura, enguias e rojões puseram a equipa da "Praça de Alegria" a ansiar pela hora do almoço! Mas qualquer refeição não estaria completa sem os doces e, por isso, turcos, raivas, bolos de gema, sonhos e suspiros também marcaram a sua presença em estúdio.
Para além das animadas conversas, a música e dança também estiveram presentes neste popular programa da RTP. A Orquestra Juvenil da Banda Velha União Sanjoanense e Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha fizeram "as honras da casa" e, decerto, encantaram os milhões de telespectadores que ficaram a conhecer um pouco melhor o nosso Concelho.
CMA, 2004
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Distrito de Aveiro
Foram comemorados recentemente os 175 anos do Distrito de Aveiro.
O Distrito foi criado a 18 de Julho de 1835, constituído, então, por 53 concelhos. São 19 os concelhos que compõem actualmente o Distrito de Aveiro.
Governadores Civis com ligações a Albergaria-a-Velha:
José Henriques Ferreira foi um dos nomes ligados à criação do Distrito embora ainda não houvesse GC.
Alfredo Monteiro de Carvalho (1) - 18/08/1910 a 04/10/1910
Gaspar Inácio Ferreira - 18/08/1932 a 25/03/1936
(1) Conselheiro ALFREDO MONTEIRO CARVALHO, natural do concelho de Tondela. Formado em Direito. Delegado na Anadia, Juiz da Instrução Criminal de Lisboa, Procurador da República na Relação de Coimbra, reformado como Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.
ver também:
http://novos-arruamentos.blogspot.com/2009/05/distrito-de-aveiro.html
Página do Governo Civil
Informação de Albergaria-a-Velha numa página antiga do Governo Civil
Educação e Saúde
EDUCAÇÃO
- Existem 29 estabecimentos de ensino primário e 24 lugares de jardim de Infância.
Possui ainda os seguintes estabelecimentos:
- Colégio de Albergaria-a-Velha
- Escola Secundária
- Escola de ensino básico 2,3 da Branca
- Escola Básica integrada 1,2,3 de s. João de Loure
- Biblioteca da Fundação Calouste Gunkenkian
SAÚDE
Albergaria-a-Velha tem Serviço de atendimento Permanente que funciona até as 24 horas; está programada a construção de um Centro de Saúde para a Branca; todas as freguesias com excepção da de Vale Maior têm posto médico, farmácia ou posto de medicamentos.
INDUSTRIA
Com uma excelente zona industrial, o desenvolvimento da Vila de Albergaria assenta no forte desempenho do sector secundário.
As actividades mais significativas são as seguintes: Fundição, Metalomecânica, Confecção de têxteis, Transformação de madeiras e papel, fabrico de mobiliário, Fabrico de material cirúrgico, Cerâmica, Plásticos, equipamentos sanitários, Construção civil, Restauração, Panificação e Catering.
COMÉRCIO
Em Albergaria-a-Velha o comércio ainda é tradicional, onde predominam o comércio retalhista, automóveis, mobiliário e decoração, informático, plásticos, fundição, etc.
Demografia
ÁREA : 156 Km2
POPULAÇÃO: 24.146
FREGUESIAS: 8
Albergaria-A-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeiras de Fráguas, S. João de Loure e Valmaior
Nº DE ELEITORES: 19 394 (1998)
DENSIDADE POPULACIONAL: 155 hab/km2
FERIADO MUNICIPAL: 3º Domingo de Agosto
( Romaria em honra de Nossa Senhora do Socorro).
RECEITAS FISCAIS: 401.704.867$00 (2000)
Acessibilidades e Segurança
ACESSIBILIDADES
Beneficiando de uma invejosa posição estratégica à Vila de Albergaria confinam as mais importantes vias de comunicação do País.
- IP1 – ligação nó de Albergaria
- IP5 – ligação nó de Talhadas e nó de Albergaria
- EN16 – ligação a Sever do Vouga
- IC2 – ligação nó de Albergaria
- Helipista
Em projecto
-Duplicação do IP5
SEGURANÇA
A vila tem quartel da Guarda Nacional Republicana bem próximo do centro. Sente-se a necessidade de outro quartel, designadamente na Vila da Branca.
GASTRONOMIA
O concelho de Albergaria apresenta uma gastronomia muito variada onde salientamos: A lampreia, as enguias fritas ou de caldeirada e ruivacos; Leitão assado à moda de Angeja; Rojões com grelos; Cabrito Assado.
Para sobremesas aconselhamos: Os biscoitos turcos e raivas; Doces de gemas; Pão doce; Regueifa; suspiros e o tradicional arroz doce.
TURISMO
Situado onde as serras terminam e a planície começa, é banhado pelos rios Caima e Vouga onde não faltam as paisagens deslumbrantes dos vários pontos do Concelho.
Dominado pelos rios Vouga e Caima os quais conferem a pratica da agriculta nos Vales de Ribeira de Fráguas, Vale Maior, Angeja e Frossos. Num deambular pelo concelho o património natural e ecológico estão bem presentes. Uma visita ao Paque do Monte da Senhora do Socorro é obrigatória. Na Pateira de Frossos as aves migratórias encontram refugio, ans freguesias de Ribeira de Fráguas, Vale Maior e campos agrícolas de Angeja e Frossos, desfruta-se de uma magnifica paisagem verdejante e dos pontos mais elevados da Branca, nomeadamente no Monte S. Julião, pode-se avistar toa a zona desde aí até à Ria de Aveiro. Do património edificado aconselhamos uma visita às Igrejas das oito freguesias que compõem o Concelho de Albergaria. Os Pelourinhos de Angeja e Frossos e toda a caracterização do seu urbanismo representam a municipalidade destas duas Freguesias.
ARTESANATO
- Produção artesanal dos cestos de vime
- trabalhos de tear
- tapeçarias
- miniaturas em madeira
O Distrito foi criado a 18 de Julho de 1835, constituído, então, por 53 concelhos. São 19 os concelhos que compõem actualmente o Distrito de Aveiro.
Governadores Civis com ligações a Albergaria-a-Velha:
José Henriques Ferreira foi um dos nomes ligados à criação do Distrito embora ainda não houvesse GC.
Alfredo Monteiro de Carvalho (1) - 18/08/1910 a 04/10/1910
Gaspar Inácio Ferreira - 18/08/1932 a 25/03/1936
(1) Conselheiro ALFREDO MONTEIRO CARVALHO, natural do concelho de Tondela. Formado em Direito. Delegado na Anadia, Juiz da Instrução Criminal de Lisboa, Procurador da República na Relação de Coimbra, reformado como Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.
ver também:
http://novos-arruamentos.blogspot.com/2009/05/distrito-de-aveiro.html
Página do Governo Civil
Informação de Albergaria-a-Velha numa página antiga do Governo Civil
Educação e Saúde
EDUCAÇÃO
- Existem 29 estabecimentos de ensino primário e 24 lugares de jardim de Infância.
Possui ainda os seguintes estabelecimentos:
- Colégio de Albergaria-a-Velha
- Escola Secundária
- Escola de ensino básico 2,3 da Branca
- Escola Básica integrada 1,2,3 de s. João de Loure
- Biblioteca da Fundação Calouste Gunkenkian
SAÚDE
Albergaria-a-Velha tem Serviço de atendimento Permanente que funciona até as 24 horas; está programada a construção de um Centro de Saúde para a Branca; todas as freguesias com excepção da de Vale Maior têm posto médico, farmácia ou posto de medicamentos.
INDUSTRIA
Com uma excelente zona industrial, o desenvolvimento da Vila de Albergaria assenta no forte desempenho do sector secundário.
As actividades mais significativas são as seguintes: Fundição, Metalomecânica, Confecção de têxteis, Transformação de madeiras e papel, fabrico de mobiliário, Fabrico de material cirúrgico, Cerâmica, Plásticos, equipamentos sanitários, Construção civil, Restauração, Panificação e Catering.
COMÉRCIO
Em Albergaria-a-Velha o comércio ainda é tradicional, onde predominam o comércio retalhista, automóveis, mobiliário e decoração, informático, plásticos, fundição, etc.
Demografia
ÁREA : 156 Km2
POPULAÇÃO: 24.146
FREGUESIAS: 8
Albergaria-A-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeiras de Fráguas, S. João de Loure e Valmaior
Nº DE ELEITORES: 19 394 (1998)
DENSIDADE POPULACIONAL: 155 hab/km2
FERIADO MUNICIPAL: 3º Domingo de Agosto
( Romaria em honra de Nossa Senhora do Socorro).
RECEITAS FISCAIS: 401.704.867$00 (2000)
Acessibilidades e Segurança
ACESSIBILIDADES
Beneficiando de uma invejosa posição estratégica à Vila de Albergaria confinam as mais importantes vias de comunicação do País.
- IP1 – ligação nó de Albergaria
- IP5 – ligação nó de Talhadas e nó de Albergaria
- EN16 – ligação a Sever do Vouga
- IC2 – ligação nó de Albergaria
- Helipista
Em projecto
-Duplicação do IP5
SEGURANÇA
A vila tem quartel da Guarda Nacional Republicana bem próximo do centro. Sente-se a necessidade de outro quartel, designadamente na Vila da Branca.
GASTRONOMIA
O concelho de Albergaria apresenta uma gastronomia muito variada onde salientamos: A lampreia, as enguias fritas ou de caldeirada e ruivacos; Leitão assado à moda de Angeja; Rojões com grelos; Cabrito Assado.
Para sobremesas aconselhamos: Os biscoitos turcos e raivas; Doces de gemas; Pão doce; Regueifa; suspiros e o tradicional arroz doce.
TURISMO
Situado onde as serras terminam e a planície começa, é banhado pelos rios Caima e Vouga onde não faltam as paisagens deslumbrantes dos vários pontos do Concelho.
Dominado pelos rios Vouga e Caima os quais conferem a pratica da agriculta nos Vales de Ribeira de Fráguas, Vale Maior, Angeja e Frossos. Num deambular pelo concelho o património natural e ecológico estão bem presentes. Uma visita ao Paque do Monte da Senhora do Socorro é obrigatória. Na Pateira de Frossos as aves migratórias encontram refugio, ans freguesias de Ribeira de Fráguas, Vale Maior e campos agrícolas de Angeja e Frossos, desfruta-se de uma magnifica paisagem verdejante e dos pontos mais elevados da Branca, nomeadamente no Monte S. Julião, pode-se avistar toa a zona desde aí até à Ria de Aveiro. Do património edificado aconselhamos uma visita às Igrejas das oito freguesias que compõem o Concelho de Albergaria. Os Pelourinhos de Angeja e Frossos e toda a caracterização do seu urbanismo representam a municipalidade destas duas Freguesias.
ARTESANATO
- Produção artesanal dos cestos de vime
- trabalhos de tear
- tapeçarias
- miniaturas em madeira
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A Chegada da República
IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
A notícia da proclamação em Lisboa, em 5 de Outubro de 1910, logo alcançou Albergaria-a-Velha, onde não havia Republicanos convictos.
Em 4 de Outubro tinha-se realizado a última sessão ordinária da Câmara Municipal no regime monárquico. Era presidente, Bernardino Máximo de Albuquerque e vice-presidente, António Domingues Pinto. A acta desta sessão já não foi assinada pelos que nela estiveram presentes, mas pela nova vereação que só se reuniu no dia 12 de Outubro, como: " Comissão Republicana Municipal do Concelho de Albergaria-a-Velha" sob a presidência do Dr. Manuel de Lemos.
O novo regime entrou pacificamente, mas algum tempo, depois, iniciaram-se perseguições e prisões que se mostraram sem fundamento.
1912 - ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Em 1912 realizaram-se eleições municipais e o "Partido Unionista" venceu. A visão social e política vai normalizando, mas a economia não evolui devido à instabilidade política e à participação de Portugal no 1º Grande Guerra.
1919 - MONARQUIA DO NORTE
A proclamação da "Monarquia do Norte", em 20 de Janeiro de 1919, no Porto, fez crescer as dificuldades no concelho, porque de seguida também foi proclamada na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha por um grupo de monárquicos locais Este facto originou combates violentos. Durante este período os regimes monárquicos e republicano foram proclamados sucessivamente nos Paços do Concelho. Finalmente, em 10 de Fevereiro, as forças monárquicas foram derrotadas.
Fonte:Albergariacultura
Notas:
1 - Aquando do célebre 31 de Janeiro de 1891 (revolta percursora da implantação da Répulica ocorrida após o Ultimatum) o Capitão Leitão foi acusado às autoridades, quando estava instalado em Albergaria, pelo Padre Manoel Lemos que o reconheceu. TVLA
2 - O Dr. Alexandre Albuquerque, que era deputado, foi obrigado a emigrar para o Brasil.
"Albuquerque era membro do Partido Progressista e feroz adversário de Afonso Costa quando publicou em "O Liberal", de 31/05/1910, violentas acusações contra o deputado republicano. A questiúncula esteve na origem de um duelo travado em 6 de Junho de 1910. Xandre começou por ferir Afonso Costa no braço, mas o deputado republicano conseguiu ripostar e aplicou uma estocada no peito do Xandre, proeza que lhe valeu a vitória." GDC
3 - Bernardino Máximo de Albuquerque, o último Presidente da Câmara no regime monárquico, ocupou o lugar durante 28 anos. Eleito pela primeira vez em 1875 esteve alguns anos sem liderar a Câmara devido a uma lei limitativa dos mandatos.
[Sugestão]
Os historiadores albergarienses Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário estão a elaborar um estudo intitulado "Albergaria-a-Velha 1910 – da Monarquia à República", o qual pretende fazer uma análise aprofundada do que foi Albergaria-a-Velha em 1910. Algumas informações e imagens desse estudo poderiam ser usadas numa exposição do Arquivo Municipal.
Poderia ser complementada com jornais da época e outros items pertencentes ao espólio do Arquivo Municipal.
A notícia da proclamação em Lisboa, em 5 de Outubro de 1910, logo alcançou Albergaria-a-Velha, onde não havia Republicanos convictos.
Em 4 de Outubro tinha-se realizado a última sessão ordinária da Câmara Municipal no regime monárquico. Era presidente, Bernardino Máximo de Albuquerque e vice-presidente, António Domingues Pinto. A acta desta sessão já não foi assinada pelos que nela estiveram presentes, mas pela nova vereação que só se reuniu no dia 12 de Outubro, como: " Comissão Republicana Municipal do Concelho de Albergaria-a-Velha" sob a presidência do Dr. Manuel de Lemos.
O novo regime entrou pacificamente, mas algum tempo, depois, iniciaram-se perseguições e prisões que se mostraram sem fundamento.
1912 - ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Em 1912 realizaram-se eleições municipais e o "Partido Unionista" venceu. A visão social e política vai normalizando, mas a economia não evolui devido à instabilidade política e à participação de Portugal no 1º Grande Guerra.
1919 - MONARQUIA DO NORTE
A proclamação da "Monarquia do Norte", em 20 de Janeiro de 1919, no Porto, fez crescer as dificuldades no concelho, porque de seguida também foi proclamada na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha por um grupo de monárquicos locais Este facto originou combates violentos. Durante este período os regimes monárquicos e republicano foram proclamados sucessivamente nos Paços do Concelho. Finalmente, em 10 de Fevereiro, as forças monárquicas foram derrotadas.
Fonte:Albergariacultura
Notas:
1 - Aquando do célebre 31 de Janeiro de 1891 (revolta percursora da implantação da Répulica ocorrida após o Ultimatum) o Capitão Leitão foi acusado às autoridades, quando estava instalado em Albergaria, pelo Padre Manoel Lemos que o reconheceu. TVLA
2 - O Dr. Alexandre Albuquerque, que era deputado, foi obrigado a emigrar para o Brasil.
"Albuquerque era membro do Partido Progressista e feroz adversário de Afonso Costa quando publicou em "O Liberal", de 31/05/1910, violentas acusações contra o deputado republicano. A questiúncula esteve na origem de um duelo travado em 6 de Junho de 1910. Xandre começou por ferir Afonso Costa no braço, mas o deputado republicano conseguiu ripostar e aplicou uma estocada no peito do Xandre, proeza que lhe valeu a vitória." GDC
3 - Bernardino Máximo de Albuquerque, o último Presidente da Câmara no regime monárquico, ocupou o lugar durante 28 anos. Eleito pela primeira vez em 1875 esteve alguns anos sem liderar a Câmara devido a uma lei limitativa dos mandatos.
[Sugestão]
Os historiadores albergarienses Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário estão a elaborar um estudo intitulado "Albergaria-a-Velha 1910 – da Monarquia à República", o qual pretende fazer uma análise aprofundada do que foi Albergaria-a-Velha em 1910. Algumas informações e imagens desse estudo poderiam ser usadas numa exposição do Arquivo Municipal.
Poderia ser complementada com jornais da época e outros items pertencentes ao espólio do Arquivo Municipal.
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