Anunciantes de Albergaria-a-Velha na edição especial da Gazeta dos Caminhos de Ferro, editada em 1944, sobre a Linha do Vale do Vouga.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Albergaria-a-Velha 1944
ALBERGARIA-A-VELHA — Lápida comemorativa da fundação de Albergaria, nos Paços do Concelho Albergaria-a-Velha
No seu próprio nome tem Albergaria-a-Velha o certificado da sua origem. Em Novembro do ano de Cristo de 1117, isto é, ano de 1155 da era de César, passava a infanta-rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, nosso primeiro Reí, uma carta de privilégio a Gonçalo Eriz, coutando-lhe a sua vila de Osseloa (hoje o bairro de Assilhó, desta vila), que confinava com terras de Santa Maria (Feira), onde a carta foi assinada.
As demarcações das terras do Couto de Osseloa são muito interessantes, pela especialidade dos lugares que nomeia, designados já alguns dêles em português no meio do latim bárbaro da carta.
A onomástica topográfica é característica, como se vê pelos seguintes nomes, alguns bem conhecidos ainda hoje:
Mata talada, Mata da Ussa, Mata da Brava, Mamoa Negra, Romariz, Rio de Osseloa, Charneca, Fonte Fria (hoje lugar das Frias), que se chamava também Fontinha de Meigonfrio. A carta de Couto foi concedida com a cláusula de estabelecer e sustentar uma Albergaria próximo da estrada. Gonçalo Eríz presenteou alguns servidores da Rainha, que assistiram à feitura da carta e a assinaram. A D. Mem Bofíno e a Artaldo, escudeíro da Rainha, deu um rocím e a Godinho Viegas um gavião. O primeiro albergueiro ou seja o primeiro habitante de Albergaria de nome Gonçalo de Cristo, seria pôsto pela Rainha.
Para se demonstrar quanto era agreste o território da nossa vila, e a ela circunjacente, bastará notar que a carta de Couto dá fé da existência de veados, corças, gamos e ursos.
As albergarias eram utilíssimas instituições de previdência, ponto de refugio dos viandantes que se viam perseguidos pelas quadrilhas de malfeitores de tôda a espécie que infestavam o país naqueles rudes tempos medievais. Na carta de Couto declara-se que o sítio onde se fundava a Albergaria era escolhido de preferência pelos salteadores, que ali vinham roubar e matar os transeuntes.
A carta de Couto não existe no original mas em cópia autêntica, incluída em outra do Bispo de Coimbra, D. Egas, datada do ano de 1258. Publicou-a João Pedro Ribeiro a pág. 243, do 1.° volume das suas «Dissertações cronológicas» (Doc. n.° XXXVI).
***
A primitiva Albergaria foi-se transformando e passou a chamar-se hospital, instalado em uma casa baixa, que foi modernamente a cadeia pública. Na parede exterior dessa casa estava a seguinte lápida, do século XVII.
«A casa do hospital, servindo de cadeia, foi vendida pela Câmara Municipal, em 10 de Setembro de 1905, pela quantia de 1.050$00, ao falecido sr. João Patrício Alvares Ferreira, que ali edificou parte do seu conhecido palacete da Boa Vista e que a actual vereação adquiriu destinando-o à habitação dos magistrados desta comarca.»
A lápida foi depois incrustada no interior do edifício das novas cadeias, de onde saíu para os Paços do Concelho, onde se encontra.
***
Esta carta do Couto de Osseloa, no dizer de Alexandre Herculano, é o primeiro documento em que Portugal figura com o título de Reino, e daí o alto valor histórico que se lhe atribue.
***
«... e Albergaría, possivelmente a mais antiga do País e a que, por isso mesmo, se deu o nome de Albergaria-a-Velha, continua a transformar-se, a progredir e, acompanhando, a par e passo, o movimento de forte impulsíbilidade que há onze anos a esta parte imprimem ao País os continuadores do patriótico movimento de 28 de Maio de 1926, aquele solo agreste e quási ínhóspito é duma, fecundidade exuberante e de tais recursos agrícolas e pecuários que bem pode dizer-se que, em relação aos seus habitantes, se basta a si próprio, visto que dêle se extrai ou nêle se cria, com suficiência, milho, trigo, arroz, batata, vinhos, legumes, hortaliças, e aves de espécies diversas e gado bovino, suíno, caprino e lanígero, cujos mercados e feiras são abundantes.»
Sob o ponto de vista da organização associativa, Albergaria-a-Velha e o seu concelho vem seguindo também a marcha evolutiva da época que passa e, orientada por um princípio disciplinado e dísciplínador, contam-se já, no seu âmbito, numerosas colectividades ou associações de valor entre as quais é justo destacar a Misericórdia de Albergaria, a Associação de Socorros Mútuos, a Corporação e a Banda dos Bombeiros Voluntários, o Grémio Recreativo, o Sporting Club e o Arregaça Foot-Ball Club, em Albergaria; as Bandas de Música de Angeja e S. João de Loure, a Tuna de Valmaíor, a Casa do Povo, em Alquerubím, e a Fundição «Alba».
Comercialmente, Albergaria tem-se desenvolvido também nestes últimos anos, porque, e isso é óbvio, se vêm surgir, por cada lado estabelecimentos de todos os géneros e é crescente o movimento e número de transacções que se verificam nos seus diversos mercados e feiras, entre os quais merecem especial menção o mercado semanal de Albergaria e as feiras mensais de Angeja, em 26 de cada mês, da Branca, nos dias 9 e 22, e ainda o de Albergaria que se realiza também mensalmente, no dia 19.
Mas, se o povo de Albergaria e do seu concelho é essencialmente trabalhador e activo, extraindo da terra, numa luta contínua, o pão de cada dia, é também, e disso se orgulha, um fervoroso crente, e, a par das suas crenças religiosas, de que não abdica, continua a manter o culto tradicional pelas suas festas e romarias, entre as quais, as maiores e de maior tradição e concorrência são: Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, no terceiro domingo de Agosto; à Senhora das Neves, em Angeja, no primeiro domingo de Agosto depois do dia 5; à Senhora da Alegria, no domingo de Pascoela.
Albergaría-a-Velha, a cujos destinos administrativos preside uma edilidade composta por homens de valor e de impoluto carácter, que incarnam, absolutamente, o espírito renovador do Estado Corporativo Português, não é agora aquêle ignorado «albergue para os pobres e passageíros» a que D. Teresa a destinou.
Já, a par do comércio, a indústria se desenvolve e vai levar bem longe o seu nome.
A Fundição «Alba», que é, no seu género, uma das melhores do País, e a melhor, sob o ponto de vista das instalações, salubridade e métodos de trabalho; a produtiva fábrica de Valmaior, da Companhia do Papel do Prado, a «The Cáima Pulp C.* Ltd.,» no lugar do Cáima — única no País, para produção de pôlpa para papel, a Fábrica da Branca da Emprêsa Cerâmica, as fábricas de olaria de Assilhó (Albergaria-a-Velha), Biscaia e Angeja, e as fábricas de serração de Alhergaria-a-Velha e Albergaria-a-Nova, evidenciam um forte desejo de desenvolvimento e de progresso que, aliás, se traduz nas obras já produzidas após o movimento de 28 de Maio e que a comissão administrativa da Câmara Municipal dêste concelho em efectividade há alguns anos já vai realizar e entre as quais avultam a continuação da abertura da Avenida de Assilhó, a construção de retretes públicas, lavadouro de viaturas e bebedouro para animais; a construção de cosas para pobres, na sede do concelho; a construção de lavadouros e fontes públicas; ajardinamento de largos em Albergaria e sedes de outras freguesias; captações e canalização de águas para fontes das diversos freguesias e da vila; reparações de ruas e de estradas de todo o concelho e vila; eléctrificação de algumas freguesias e instalação de postos telefónicos Públicos em Albergaria-a-Velha e outros melhoramentos de interesse geral, cujos projectos estão em elaboração.
Verifica-se, pois, que Albergaria floresce, se eleva e progride e, que do acanhado Couto da excelsa infanta-rainha, aos poucos se vai formando uma Albergaria maior onde, dia a dia, se albergam maior número de adesões e aplausos à obra gloriosa dos homens do Estado Novo, cujo chefe — Salazar — encarna todas e as mais elevadas virtudes da nossa Raça.
Caminhos de Ferro do Vale do Vouga - Albergaria-a-Velha (1944, Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1363, ano LVI, 01/10/1944, pp. 511-519)
No seu próprio nome tem Albergaria-a-Velha o certificado da sua origem. Em Novembro do ano de Cristo de 1117, isto é, ano de 1155 da era de César, passava a infanta-rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, nosso primeiro Reí, uma carta de privilégio a Gonçalo Eriz, coutando-lhe a sua vila de Osseloa (hoje o bairro de Assilhó, desta vila), que confinava com terras de Santa Maria (Feira), onde a carta foi assinada.
As demarcações das terras do Couto de Osseloa são muito interessantes, pela especialidade dos lugares que nomeia, designados já alguns dêles em português no meio do latim bárbaro da carta.
A onomástica topográfica é característica, como se vê pelos seguintes nomes, alguns bem conhecidos ainda hoje:
Mata talada, Mata da Ussa, Mata da Brava, Mamoa Negra, Romariz, Rio de Osseloa, Charneca, Fonte Fria (hoje lugar das Frias), que se chamava também Fontinha de Meigonfrio. A carta de Couto foi concedida com a cláusula de estabelecer e sustentar uma Albergaria próximo da estrada. Gonçalo Eríz presenteou alguns servidores da Rainha, que assistiram à feitura da carta e a assinaram. A D. Mem Bofíno e a Artaldo, escudeíro da Rainha, deu um rocím e a Godinho Viegas um gavião. O primeiro albergueiro ou seja o primeiro habitante de Albergaria de nome Gonçalo de Cristo, seria pôsto pela Rainha.
Para se demonstrar quanto era agreste o território da nossa vila, e a ela circunjacente, bastará notar que a carta de Couto dá fé da existência de veados, corças, gamos e ursos.
As albergarias eram utilíssimas instituições de previdência, ponto de refugio dos viandantes que se viam perseguidos pelas quadrilhas de malfeitores de tôda a espécie que infestavam o país naqueles rudes tempos medievais. Na carta de Couto declara-se que o sítio onde se fundava a Albergaria era escolhido de preferência pelos salteadores, que ali vinham roubar e matar os transeuntes.
A carta de Couto não existe no original mas em cópia autêntica, incluída em outra do Bispo de Coimbra, D. Egas, datada do ano de 1258. Publicou-a João Pedro Ribeiro a pág. 243, do 1.° volume das suas «Dissertações cronológicas» (Doc. n.° XXXVI).
***
A primitiva Albergaria foi-se transformando e passou a chamar-se hospital, instalado em uma casa baixa, que foi modernamente a cadeia pública. Na parede exterior dessa casa estava a seguinte lápida, do século XVII.
«A casa do hospital, servindo de cadeia, foi vendida pela Câmara Municipal, em 10 de Setembro de 1905, pela quantia de 1.050$00, ao falecido sr. João Patrício Alvares Ferreira, que ali edificou parte do seu conhecido palacete da Boa Vista e que a actual vereação adquiriu destinando-o à habitação dos magistrados desta comarca.»
A lápida foi depois incrustada no interior do edifício das novas cadeias, de onde saíu para os Paços do Concelho, onde se encontra.
***
Esta carta do Couto de Osseloa, no dizer de Alexandre Herculano, é o primeiro documento em que Portugal figura com o título de Reino, e daí o alto valor histórico que se lhe atribue.
***
«... e Albergaría, possivelmente a mais antiga do País e a que, por isso mesmo, se deu o nome de Albergaria-a-Velha, continua a transformar-se, a progredir e, acompanhando, a par e passo, o movimento de forte impulsíbilidade que há onze anos a esta parte imprimem ao País os continuadores do patriótico movimento de 28 de Maio de 1926, aquele solo agreste e quási ínhóspito é duma, fecundidade exuberante e de tais recursos agrícolas e pecuários que bem pode dizer-se que, em relação aos seus habitantes, se basta a si próprio, visto que dêle se extrai ou nêle se cria, com suficiência, milho, trigo, arroz, batata, vinhos, legumes, hortaliças, e aves de espécies diversas e gado bovino, suíno, caprino e lanígero, cujos mercados e feiras são abundantes.»
Sob o ponto de vista da organização associativa, Albergaria-a-Velha e o seu concelho vem seguindo também a marcha evolutiva da época que passa e, orientada por um princípio disciplinado e dísciplínador, contam-se já, no seu âmbito, numerosas colectividades ou associações de valor entre as quais é justo destacar a Misericórdia de Albergaria, a Associação de Socorros Mútuos, a Corporação e a Banda dos Bombeiros Voluntários, o Grémio Recreativo, o Sporting Club e o Arregaça Foot-Ball Club, em Albergaria; as Bandas de Música de Angeja e S. João de Loure, a Tuna de Valmaíor, a Casa do Povo, em Alquerubím, e a Fundição «Alba».
Comercialmente, Albergaria tem-se desenvolvido também nestes últimos anos, porque, e isso é óbvio, se vêm surgir, por cada lado estabelecimentos de todos os géneros e é crescente o movimento e número de transacções que se verificam nos seus diversos mercados e feiras, entre os quais merecem especial menção o mercado semanal de Albergaria e as feiras mensais de Angeja, em 26 de cada mês, da Branca, nos dias 9 e 22, e ainda o de Albergaria que se realiza também mensalmente, no dia 19.
Mas, se o povo de Albergaria e do seu concelho é essencialmente trabalhador e activo, extraindo da terra, numa luta contínua, o pão de cada dia, é também, e disso se orgulha, um fervoroso crente, e, a par das suas crenças religiosas, de que não abdica, continua a manter o culto tradicional pelas suas festas e romarias, entre as quais, as maiores e de maior tradição e concorrência são: Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, no terceiro domingo de Agosto; à Senhora das Neves, em Angeja, no primeiro domingo de Agosto depois do dia 5; à Senhora da Alegria, no domingo de Pascoela.
Albergaría-a-Velha, a cujos destinos administrativos preside uma edilidade composta por homens de valor e de impoluto carácter, que incarnam, absolutamente, o espírito renovador do Estado Corporativo Português, não é agora aquêle ignorado «albergue para os pobres e passageíros» a que D. Teresa a destinou.
Já, a par do comércio, a indústria se desenvolve e vai levar bem longe o seu nome.
A Fundição «Alba», que é, no seu género, uma das melhores do País, e a melhor, sob o ponto de vista das instalações, salubridade e métodos de trabalho; a produtiva fábrica de Valmaior, da Companhia do Papel do Prado, a «The Cáima Pulp C.* Ltd.,» no lugar do Cáima — única no País, para produção de pôlpa para papel, a Fábrica da Branca da Emprêsa Cerâmica, as fábricas de olaria de Assilhó (Albergaria-a-Velha), Biscaia e Angeja, e as fábricas de serração de Alhergaria-a-Velha e Albergaria-a-Nova, evidenciam um forte desejo de desenvolvimento e de progresso que, aliás, se traduz nas obras já produzidas após o movimento de 28 de Maio e que a comissão administrativa da Câmara Municipal dêste concelho em efectividade há alguns anos já vai realizar e entre as quais avultam a continuação da abertura da Avenida de Assilhó, a construção de retretes públicas, lavadouro de viaturas e bebedouro para animais; a construção de cosas para pobres, na sede do concelho; a construção de lavadouros e fontes públicas; ajardinamento de largos em Albergaria e sedes de outras freguesias; captações e canalização de águas para fontes das diversos freguesias e da vila; reparações de ruas e de estradas de todo o concelho e vila; eléctrificação de algumas freguesias e instalação de postos telefónicos Públicos em Albergaria-a-Velha e outros melhoramentos de interesse geral, cujos projectos estão em elaboração.
Verifica-se, pois, que Albergaria floresce, se eleva e progride e, que do acanhado Couto da excelsa infanta-rainha, aos poucos se vai formando uma Albergaria maior onde, dia a dia, se albergam maior número de adesões e aplausos à obra gloriosa dos homens do Estado Novo, cujo chefe — Salazar — encarna todas e as mais elevadas virtudes da nossa Raça.
Caminhos de Ferro do Vale do Vouga - Albergaria-a-Velha (1944, Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1363, ano LVI, 01/10/1944, pp. 511-519)
sábado, 18 de agosto de 2012
Sobre Albergaria-a-Velha
Lista não exaustiva de artigos que falam sobre Albergaria-a-Velha. Aceitam-se sugestões para outras referências.
As ligações não são necessariamente para os textos indicados.
* Casa do Ex.mo Sr. João Patrício Álvares Ferreira (1905, A Construção Moderna Ano VI nº 2, 20/02/1905)
* Chorographia Industrial do concelho de Albergaria A Velha (Districto de Aveiro), BTI, 53, Lisboa - Anibal Gomes Ferreira Cabido (1911, 14p)
* Mâmoas de Albergaria-a-Velha - José de Leite de Vasconcelos (1912, O Arqueólogo Português, 1ª série, 17, pp. 71-73)
* O novo cemitério de Alquerubim - projecto do constructor civil sr. João Gomes Soares (1912, A Construção Moderna Ano XII nº 21, 5/11/1912)
* Casa do Ex.mo Sr. João Vidal em Albergaria-a-Velha (1913, A Construção Moderna Ano XIII nº 4, 25/02/1913)
* Casa do Ex.ma Sra. D. Maria Arménia de Figueiredo Aidos em Beduído (1913, A Construção Moderna Ano XIII nº 12, 25/06/1913)
* Casa do ex.mo Sr. Manuel Tavares Pereira em Alquerubim (1915, A Construção Moderna Ano XV nº 10, 25/05/1915)
* Os pobres de Albergaria-a-Velha (1919, Ilustração Portuguesa, 02/06/1919, p. 434)
* Evolução do Senhorio de Angeja - J. Pinto Loureiro (1937, Arquivo do Distrito de Aveiro)
* A Carta de doação de Alquerubim em 1090 - António Gomes Rocha Madahil (1938, Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. IV, nº13, pp. 71-74)
* Imprensa periódica do distrito de Aveiro - António Zagalo dos Santos (1943, Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. IX, nº 36, pp. )
* Caminhos de Ferro do Vale do Vouga - Albergaria-a-Velha (1944, Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1363, ano LVI, 01/10/1944, pp. 511-519)
* Aveiro e o Seu Distrito (1954)
* Cinquentenário do Caminho de Ferro do Vale do Vouga (Albergaria-a-Velha e Branca) (1958, Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1704, ano LXXI, 16/12/1958, pp. 68-74)
* Albergaria-a-Velha e o seu Concelho - Flausino Fernandes Correia (1966, Aveiro e o Seu Distrito, nº2, Dezembro de 1966, pp. 29-30)
* Origem de Albergaria-a-Velha - A Carta do Couto de Osseloa (1966, Aveiro e o Seu Distrito, nº2, Dezembro de 1966, pp. 73-76)
* Nota Sobre a casa de Stº António em Albergaria-a-Velha (1982, Boletim Aderav nº 6, pp. 7-10)
* Primeira Campanha de Escavação em Cristelo da Branca - João Luis da Inês Vaz (1982, Boletim Aderav nº 6, pp. 26-30)
* Primeira Campanha de Escavação em Cristelo da Branca (cont.) - João Luis da Inês Vaz (1982, Boletim Aderav nº 7, pp. 2-14)
* Escavações no Cristelo da Branca: Breves Notas - João Luis da Inês Vaz (1983, Munda nº 5, pp. 32-38)
* Hábitos alimentares da população do concelho de Albergaria-a-Velha: resultados do inquérito à população com idade igual ou superior a doze anos - MENESES, J. M. Torres ; DUARTE, E. M. Rodrigues; NETO, A. J. Machado Rei (1990, Revista Portuguesa de Nutrição Vol. II, nº 3, Jul.-Set. 1990, pp. 41-53)
* A Necrópole Megalítica do Taco (Albergaria-a-Velha) - Fernando A. Pereira da Silva (1992, Trabalhos de Antropologia e Etnologia, XXXII. Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Porto , pp. 263-292)
* Silva, António Manuel S. P.; Pereira da Silva, Fernando A. (1995) -"O Povoado de S. Julião (Branca, Albergaria-a-Velha, Aveiro)". In Silva, Isabel (coord.) - A Idade do Bronze em Portugal. Discursos de poder. Lisboa: I.P.M., p. 123
* Habitação Vidal em Albergaria-a-Velha (Alcino Soutinho) (2000, Revista Arquitectura e vida n.º 5, Junho de 2000, Loja de Imagem)
* Morfologia e Cobertura Detrítica da Plataforma Litoral na área de Albergaria-a-Velha(Distrito de Aveiro) - António Alberto Gomes e António Barra (2001, Revista ESTUDOS DO QUATERNÁRIO, Associação Portuguesa para o Estudo do Quaternário,Braga, nº 4,. pp. 7-14)
* Pedras de Armas no Concelho de Albergaria-a-Velha - Delfim Bismarck Ferreira (2002, Revista Patrimónios, 2ª série, nº1, pp. 49-58)
* Moinhos da Freirôa - uns dos seculares moinhos no Rio Caima no concelho de Albergaria-a-Velha - Armando Marques Ferreira e Delfim Bismarck Ferreira (2003, Revista Patrimónios, 2ª série, nº3, pp. 57-68)
* A Fábrica de Papel de Valle Maior (1872-1999) - Delfim Bismarck Ferreira (2004, Revista Patrimónios, 2ª série, nº4, pp. 37-58)
* O Que É o Design Português? (carros) ALBA e VINCI, Francisco Providência (2007, Revista Arquitectura e vida nº 85, Setembro de 2007, Loja de Imagem)
* Christiano Vicente Leal - pintor retratista e fotógrafo (1848-1911) - Delfim Bismarck Ferreira (2009, Revista Patrimónios, 2ª série, nº7, pp. 37-58)
* O Castelo e Palacete da Boa Vista em Albergaria-a-Velha - Delfim Bismarck Ferreira (2010, Revista Patrimónios, 2ª série, nº8, pp. 21-52)
* (Carro) Alba: Orgulho Nacional (2011, Revista Model Factory, Agosto de 2011)
* José Leite de Vasconcelos e Patrício Theodoro Álvares Ferreira - Correspondência (1899-1931) - Delfim Bismarck Ferreira (2011, Revista Patrimónios, 2ª série, nº9, pp. 41-64)
* O Arquitecto Adães Bermudes E A Construção De Uma Escola Primária Em Albergaria-A-Velha (1902) - Delfim Bismarck Ferreira (2013, Revista Patrimónios, 2ª série, nº10, pp. 79-95)
* A Fábrica Alba E Os Seus Fundadores - História e Património - Nélia Oliveira (2013, Revista Patrimónios, 2ª série, nº10, pp. 185-208)
LIVROS
* Memória Sobre o Grande Filão Metalífero que passa a Nascente de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis - Carlos Ribeiro - 1861
* O Districto de Aveiro(Monografia) - Marques Gomes - 1877 (pp. 63-74)
* Inventário Artístico de Portugal - Distrito Aveiro/Aveiro Sul - A. Nogueira Gonçalves - 1959 (pp. 50-67)
* A Arte Nova Em Aveiro e Seu Distrito - Amaro Neves - 1997 (pp. 90-94)
As ligações não são necessariamente para os textos indicados.
* Casa do Ex.mo Sr. João Patrício Álvares Ferreira (1905, A Construção Moderna Ano VI nº 2, 20/02/1905)
* Chorographia Industrial do concelho de Albergaria A Velha (Districto de Aveiro), BTI, 53, Lisboa - Anibal Gomes Ferreira Cabido (1911, 14p)
* Mâmoas de Albergaria-a-Velha - José de Leite de Vasconcelos (1912, O Arqueólogo Português, 1ª série, 17, pp. 71-73)
* O novo cemitério de Alquerubim - projecto do constructor civil sr. João Gomes Soares (1912, A Construção Moderna Ano XII nº 21, 5/11/1912)
* Casa do Ex.mo Sr. João Vidal em Albergaria-a-Velha (1913, A Construção Moderna Ano XIII nº 4, 25/02/1913)
* Casa do Ex.ma Sra. D. Maria Arménia de Figueiredo Aidos em Beduído (1913, A Construção Moderna Ano XIII nº 12, 25/06/1913)
* Casa do ex.mo Sr. Manuel Tavares Pereira em Alquerubim (1915, A Construção Moderna Ano XV nº 10, 25/05/1915)
* Os pobres de Albergaria-a-Velha (1919, Ilustração Portuguesa, 02/06/1919, p. 434)
* Evolução do Senhorio de Angeja - J. Pinto Loureiro (1937, Arquivo do Distrito de Aveiro)
* A Carta de doação de Alquerubim em 1090 - António Gomes Rocha Madahil (1938, Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. IV, nº13, pp. 71-74)
* Imprensa periódica do distrito de Aveiro - António Zagalo dos Santos (1943, Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. IX, nº 36, pp. )
* Caminhos de Ferro do Vale do Vouga - Albergaria-a-Velha (1944, Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1363, ano LVI, 01/10/1944, pp. 511-519)
* Aveiro e o Seu Distrito (1954)
* Cinquentenário do Caminho de Ferro do Vale do Vouga (Albergaria-a-Velha e Branca) (1958, Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1704, ano LXXI, 16/12/1958, pp. 68-74)
* Albergaria-a-Velha e o seu Concelho - Flausino Fernandes Correia (1966, Aveiro e o Seu Distrito, nº2, Dezembro de 1966, pp. 29-30)
* Origem de Albergaria-a-Velha - A Carta do Couto de Osseloa (1966, Aveiro e o Seu Distrito, nº2, Dezembro de 1966, pp. 73-76)
* Nota Sobre a casa de Stº António em Albergaria-a-Velha (1982, Boletim Aderav nº 6, pp. 7-10)
* Primeira Campanha de Escavação em Cristelo da Branca - João Luis da Inês Vaz (1982, Boletim Aderav nº 6, pp. 26-30)
* Primeira Campanha de Escavação em Cristelo da Branca (cont.) - João Luis da Inês Vaz (1982, Boletim Aderav nº 7, pp. 2-14)
* Escavações no Cristelo da Branca: Breves Notas - João Luis da Inês Vaz (1983, Munda nº 5, pp. 32-38)
* Hábitos alimentares da população do concelho de Albergaria-a-Velha: resultados do inquérito à população com idade igual ou superior a doze anos - MENESES, J. M. Torres ; DUARTE, E. M. Rodrigues; NETO, A. J. Machado Rei (1990, Revista Portuguesa de Nutrição Vol. II, nº 3, Jul.-Set. 1990, pp. 41-53)
* A Necrópole Megalítica do Taco (Albergaria-a-Velha) - Fernando A. Pereira da Silva (1992, Trabalhos de Antropologia e Etnologia, XXXII. Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, Porto , pp. 263-292)
* Silva, António Manuel S. P.; Pereira da Silva, Fernando A. (1995) -"O Povoado de S. Julião (Branca, Albergaria-a-Velha, Aveiro)". In Silva, Isabel (coord.) - A Idade do Bronze em Portugal. Discursos de poder. Lisboa: I.P.M., p. 123
* Habitação Vidal em Albergaria-a-Velha (Alcino Soutinho) (2000, Revista Arquitectura e vida n.º 5, Junho de 2000, Loja de Imagem)
* Morfologia e Cobertura Detrítica da Plataforma Litoral na área de Albergaria-a-Velha(Distrito de Aveiro) - António Alberto Gomes e António Barra (2001, Revista ESTUDOS DO QUATERNÁRIO, Associação Portuguesa para o Estudo do Quaternário,Braga, nº 4,. pp. 7-14)
* Pedras de Armas no Concelho de Albergaria-a-Velha - Delfim Bismarck Ferreira (2002, Revista Patrimónios, 2ª série, nº1, pp. 49-58)
* Moinhos da Freirôa - uns dos seculares moinhos no Rio Caima no concelho de Albergaria-a-Velha - Armando Marques Ferreira e Delfim Bismarck Ferreira (2003, Revista Patrimónios, 2ª série, nº3, pp. 57-68)
* A Fábrica de Papel de Valle Maior (1872-1999) - Delfim Bismarck Ferreira (2004, Revista Patrimónios, 2ª série, nº4, pp. 37-58)
* O Que É o Design Português? (carros) ALBA e VINCI, Francisco Providência (2007, Revista Arquitectura e vida nº 85, Setembro de 2007, Loja de Imagem)
* Christiano Vicente Leal - pintor retratista e fotógrafo (1848-1911) - Delfim Bismarck Ferreira (2009, Revista Patrimónios, 2ª série, nº7, pp. 37-58)
* O Castelo e Palacete da Boa Vista em Albergaria-a-Velha - Delfim Bismarck Ferreira (2010, Revista Patrimónios, 2ª série, nº8, pp. 21-52)
* (Carro) Alba: Orgulho Nacional (2011, Revista Model Factory, Agosto de 2011)
* José Leite de Vasconcelos e Patrício Theodoro Álvares Ferreira - Correspondência (1899-1931) - Delfim Bismarck Ferreira (2011, Revista Patrimónios, 2ª série, nº9, pp. 41-64)
* O Arquitecto Adães Bermudes E A Construção De Uma Escola Primária Em Albergaria-A-Velha (1902) - Delfim Bismarck Ferreira (2013, Revista Patrimónios, 2ª série, nº10, pp. 79-95)
* A Fábrica Alba E Os Seus Fundadores - História e Património - Nélia Oliveira (2013, Revista Patrimónios, 2ª série, nº10, pp. 185-208)
LIVROS
* Memória Sobre o Grande Filão Metalífero que passa a Nascente de Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis - Carlos Ribeiro - 1861
* O Districto de Aveiro(Monografia) - Marques Gomes - 1877 (pp. 63-74)
* Inventário Artístico de Portugal - Distrito Aveiro/Aveiro Sul - A. Nogueira Gonçalves - 1959 (pp. 50-67)
* A Arte Nova Em Aveiro e Seu Distrito - Amaro Neves - 1997 (pp. 90-94)
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Projecto de Musealização
A proposta de uma Nova Agenda para a Cultura e Criatividade do Município de Albergaria-a-Velha, não sendo um plano estratégico, propriamente dito, pretende constituir-se como uma ferramenta, simultaneamente, de planeamento e de acção, tendo em vista o novo ciclo que se abre ao Município de Albergaria-a-Velha com a abertura do renovado Cineteatro Alba e da nova Biblioteca Municipal, ambos em 2012, equipamentos de natureza e função municipais, para além de outros, mais específicos, já em funcionamento, que contribuem para uma Rede Municipal de Equipamentos alargada e, necessariamente, integrada.
A qualidade, especificidade e complementaridade dos recursos de que o Município de Albergaria-a-Velha hoje dispõe exigem uma visão e estratégia que potencie o investimento realizado, bem como o vasto espólio patrimonial de que dispõe, quer seja a nível histórico, social, natural ou cultural, valorizando-os através da promoção de uma imagem atractiva e actual.
(...)
De acordo com os objectivos estratégicos, apontamos quatro prioridades da Nova Agenda para a Cultura e a Criatividade:
1. Formação e qualificação dos recursos humanos e definição do papel das
instituições culturais, necessárias para o desenvolvimento de uma estratégia que alia a dimensão cultural à economia, à educação e ao planeamento, concretizada na promoção de uma Rede de Agentes Criativos e Educativos do Território;
2. Qualificação do Programa Cultural e Eventos, tendo em vista a sua valorização e apreciação;
3. Produção de uma narrativa sobre a biografia do território, assente nos seus recursos históricos, patrimoniais e artísticos, materializada na definição de um projecto de musealização e interpretação do território;
4. Criação de condições para o desenvolvimento de uma economia criativa
assente num programa de captação e fixação de negócios criativos para o Município de Albergaria-a-Velha.
(...)
Definição de um Projecto de Musealização e Interpretação do Território
O Município de Albergaria-a-Velha é detentor de um conjunto de recursos patrimoniais e históricos que importa trabalhar, documentar, salvaguardar e promover. Neste sentido, propõe-se a realização de um estudo dos elementos identitários do Município, de modo a construir-se uma narrativa que parta da origem histórica deste território e comunidade, passe pelas actividades económicas, pelo património material e imaterial. Considera-se que este núcleo deverá ser explorado a partir das marcas do território identificadas no âmbito do Diagnóstico Cultural, nomeadamente do legado da Fábrica Alba e da fundição. Importa, ainda, proceder-se à identificação do património etnográfico, pertença dos grupos de folclore; à salvaguarda de alguns edifícios escolares, nomeadamente do Plano Centenário, de que temos vários, ou de Adães Bermudes, de que temos uma das 184 escolas construídas no País. Também o minério, os moinhos ou a panificação podem contribuir para o trabalho de valorização e preservação da memória histórica do Concelho, bem como a existência de vestígios arqueológicos da época megalítica.
(...)
José Licínio Pimenta
NOVA AGENDA para a CULTURA E CRIATIVIDADE - ALBERGARIA-A-VELHA 2011 - 2013
CMA
A qualidade, especificidade e complementaridade dos recursos de que o Município de Albergaria-a-Velha hoje dispõe exigem uma visão e estratégia que potencie o investimento realizado, bem como o vasto espólio patrimonial de que dispõe, quer seja a nível histórico, social, natural ou cultural, valorizando-os através da promoção de uma imagem atractiva e actual.
(...)
De acordo com os objectivos estratégicos, apontamos quatro prioridades da Nova Agenda para a Cultura e a Criatividade:
1. Formação e qualificação dos recursos humanos e definição do papel das
instituições culturais, necessárias para o desenvolvimento de uma estratégia que alia a dimensão cultural à economia, à educação e ao planeamento, concretizada na promoção de uma Rede de Agentes Criativos e Educativos do Território;
2. Qualificação do Programa Cultural e Eventos, tendo em vista a sua valorização e apreciação;
3. Produção de uma narrativa sobre a biografia do território, assente nos seus recursos históricos, patrimoniais e artísticos, materializada na definição de um projecto de musealização e interpretação do território;
4. Criação de condições para o desenvolvimento de uma economia criativa
assente num programa de captação e fixação de negócios criativos para o Município de Albergaria-a-Velha.
(...)
Definição de um Projecto de Musealização e Interpretação do Território
O Município de Albergaria-a-Velha é detentor de um conjunto de recursos patrimoniais e históricos que importa trabalhar, documentar, salvaguardar e promover. Neste sentido, propõe-se a realização de um estudo dos elementos identitários do Município, de modo a construir-se uma narrativa que parta da origem histórica deste território e comunidade, passe pelas actividades económicas, pelo património material e imaterial. Considera-se que este núcleo deverá ser explorado a partir das marcas do território identificadas no âmbito do Diagnóstico Cultural, nomeadamente do legado da Fábrica Alba e da fundição. Importa, ainda, proceder-se à identificação do património etnográfico, pertença dos grupos de folclore; à salvaguarda de alguns edifícios escolares, nomeadamente do Plano Centenário, de que temos vários, ou de Adães Bermudes, de que temos uma das 184 escolas construídas no País. Também o minério, os moinhos ou a panificação podem contribuir para o trabalho de valorização e preservação da memória histórica do Concelho, bem como a existência de vestígios arqueológicos da época megalítica.
(...)
José Licínio Pimenta
NOVA AGENDA para a CULTURA E CRIATIVIDADE - ALBERGARIA-A-VELHA 2011 - 2013
CMA
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Correio de Albergaria
CORREIO DE ALBERGARIA
Quinzenário, Preço 0,60 Euros
III Série Fundado em 1896 (*)
Director: Delfim Bismarck Ferreira
Sub-Directora: Sara Vinga da Quinta
--- A partir de 1 de Agosto de 2012
O "Correio de Albergaria" é o mais recente periódico em Albergaria-a-Velha. Surge após o fim do "Jornal de Albergaria" que se publicou entre 15 de Fevereiro de 2003 e 12 de Agosto de 2011.
(*) Dados sobre as séries anteriores do "Correio de Albergaria":
http://jornais-aav.blogspot.pt
CORREIO D' ALBERGARIA / CORREIO DE ALBERGARIA
Semanário independente, impresso em tipografia própria. Começou em 3 de Dezembro de 1896 e suspendeu em 13 de Abril de 1899, com o n° 122. Foram seus redactores o Dr. Eduardo Silva e João de Pinho.
Reapareceu em 14 de Março de 1901 sob a direcção do Dr. António de Pinho e assim se manteve até 30 de Janeiro, de 1908, findando com o nº 356 desta série ou 478 da numeração geral.
Vendida a tipografia para Angeja, ali continuou até 18 de Maio de 1911, tendo como redactores Camilo Rodrigues e Eugénio Ribeiro.
Surgiria depois o "Correio de Angeja e Albergaria" que foi resultado da fusão do "Correio de Albergaria" e do "Voz de Angeja". Principiou em 3 de Junho de 1911, com o n° 458 do Correio, e findou em 24 de Abril de 1915, com o n° 705.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Jorge Sampaio
«Estou farto do desânimo e da descrença»
Contrariar o discurso da facilidade para incutir em todos os portugueses a cultura da competência, da formação, do rigor fiscal e do trabalho, foi o mote para o segundo dia da visita de Jorge Sampaio ao Distrito de Aveiro. «Estudar, ler, inovar, ter exigência, com responsabilidade num clima social atractivo», estas atitudes são as únicas possíveis, sustentou o Presidente, para valorizar a competitividade. Mas há também, enfatizou Sampaio, outro factor a salientar: «Não há País que singre sem o empenhamento dos seus cidadãos e dos seus políticos», dando conta que é com mandatos de proximidade que melhor se estabelece «a ponte essencial» entre votantes e eleitos.
Ao pegar no exemplo de alegria das crianças que o receberam nos Paços do Concelho de Albergaria-a-Velha, cantando, entre outros, o tema Sonho Encantado, Sampaio foi peremptório: «Estou farto da descrença e do desânimo. Nós não temos essa história...», pedindo até que as autarquias olhem mais para as escolas de ensino básico como locais onde germinam os ingredientes do futuro.
Por isso, volta a explicar a intenção desta sua visita, ao distrito de Aveiro, a grande maioria dos concelhos que nunca recebera a visita do chefe de Estado: «Levo a vida a dar visibilidade às histórias em que o trabalho é a chave do sucesso», a fim de Portugal se «tornar um País mais progressista e mais moderno». Afinal, sublinhou, «estes casos demonstram que os nossos trabalhadores constroem empresas competitivas, independentemente da origem dos capitais investidos».
Na resposta à intervenção do autarca de Albergaria, João Agostinho, que colocou ao mesmo nível, o Estado, as agências de inovação, as universidades e as empresas na promoção de desenvolvimento, o Presidente da República realçou ser, de facto, essa a combinação e «a chave do nosso futuro».
Nesta jornada - que incluiu visitas a duas empresas de Albergaria-a-Velha (uma de torneiras e mono comandos e uma metalúrgica de componentes com aplicação, entre outras, à indústria farmacêutica e automóvel) e Sever do Vouga (uma metalomecânica) - o Presidente da República voltou a sublinhar a necessidade de encarar o desafio da economia de futuro: «Quem pensar que as leis resolvem os problemas do quotidiano está completamente enganado», uma vez que, enfatizou, «é fazendo, experimentando, gastando horas em formação profissional que se atinge a competitividade».
PAULA CARMO / DN, 16/08/2004
Contrariar o discurso da facilidade para incutir em todos os portugueses a cultura da competência, da formação, do rigor fiscal e do trabalho, foi o mote para o segundo dia da visita de Jorge Sampaio ao Distrito de Aveiro. «Estudar, ler, inovar, ter exigência, com responsabilidade num clima social atractivo», estas atitudes são as únicas possíveis, sustentou o Presidente, para valorizar a competitividade. Mas há também, enfatizou Sampaio, outro factor a salientar: «Não há País que singre sem o empenhamento dos seus cidadãos e dos seus políticos», dando conta que é com mandatos de proximidade que melhor se estabelece «a ponte essencial» entre votantes e eleitos.
Ao pegar no exemplo de alegria das crianças que o receberam nos Paços do Concelho de Albergaria-a-Velha, cantando, entre outros, o tema Sonho Encantado, Sampaio foi peremptório: «Estou farto da descrença e do desânimo. Nós não temos essa história...», pedindo até que as autarquias olhem mais para as escolas de ensino básico como locais onde germinam os ingredientes do futuro.
Por isso, volta a explicar a intenção desta sua visita, ao distrito de Aveiro, a grande maioria dos concelhos que nunca recebera a visita do chefe de Estado: «Levo a vida a dar visibilidade às histórias em que o trabalho é a chave do sucesso», a fim de Portugal se «tornar um País mais progressista e mais moderno». Afinal, sublinhou, «estes casos demonstram que os nossos trabalhadores constroem empresas competitivas, independentemente da origem dos capitais investidos».
Na resposta à intervenção do autarca de Albergaria, João Agostinho, que colocou ao mesmo nível, o Estado, as agências de inovação, as universidades e as empresas na promoção de desenvolvimento, o Presidente da República realçou ser, de facto, essa a combinação e «a chave do nosso futuro».
Nesta jornada - que incluiu visitas a duas empresas de Albergaria-a-Velha (uma de torneiras e mono comandos e uma metalúrgica de componentes com aplicação, entre outras, à indústria farmacêutica e automóvel) e Sever do Vouga (uma metalomecânica) - o Presidente da República voltou a sublinhar a necessidade de encarar o desafio da economia de futuro: «Quem pensar que as leis resolvem os problemas do quotidiano está completamente enganado», uma vez que, enfatizou, «é fazendo, experimentando, gastando horas em formação profissional que se atinge a competitividade».
PAULA CARMO / DN, 16/08/2004
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Dixit
Ora experimente criticar a câmara publicamente e depois diga-me alguma coisa. Quando quiser que lhe dê exemplos de pessoas que o fizeram, em Albergaria-a-Velha, e depois sofreram "represálias" de diversas formas, diga. Olhe que não são assim tão poucos como isso.
Delfim Bismarck Ferreira, 24/07/2012
retirado do facebook
Delfim Bismarck Ferreira, 24/07/2012
retirado do facebook
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Arte Cristã em Albergaria-a-Velha
Alunos e professores da Escola Secundária de Albergaria-a-Velha criaram uma
página da Internet com a "Arte Cristã em Albergaria-a-Velha". No sítio
podemos ver as fachadas e por vezes o interior de quase todas as igrejas
e capelas e ler algumas notas sobre os templos, os seus padroeiros e
outros aspetos históricos.
A página é coordenada pelo professor Luís Silva, que leciona Educação Moral e Religiosa Católica na Secundária de Albergaria. Encontra-se em http://luismanue2.wix.com/arte_crista.
Correio do Vouga, 14/06/2012
Pesquisa e catalogação do património religioso da região
Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, professor de EMRC e um grupo de Alunos elaborou um trabalho de pesquisa e catalogação do património religioso da região. Apresenta-se num site com notas informais, fotografias, dados histórico, sociais, Capelas, Igrejas e suas dedicatórias.
No nosso agrupamento, estamos, neste período, a lecionar a unidade sobre «arte cristã». Nesse contexto, estamos a construir com os alunos um site em que recolhemos fotos e dados sobre as capelas e igrejas do arciprestado. Vejam no nosso site: http://luismanue2.wix.com/arte_crista
Ao divulgar esta ideia, pretendemos contribuir com uma sugestão para a forma como pode ser lecionada esta unidade: os alunos estão entusiasmados com a recolha de fotos e estão, muitos deles, a conhecer o respetivo pároco, com quem devem falar para pedir autorização para recolher as fotos.
Abraço Luís Silva, Isabel Santos e Mónica Pires.
(via - http://emrc-vida.blogspot.pt/2012/06/emrc-agrupamento-de-escolas-de.html)
Educris - centro de recursos
blogs AEAAV
A página é coordenada pelo professor Luís Silva, que leciona Educação Moral e Religiosa Católica na Secundária de Albergaria. Encontra-se em http://luismanue2.wix.com/arte_crista.
Correio do Vouga, 14/06/2012
Pesquisa e catalogação do património religioso da região
Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, professor de EMRC e um grupo de Alunos elaborou um trabalho de pesquisa e catalogação do património religioso da região. Apresenta-se num site com notas informais, fotografias, dados histórico, sociais, Capelas, Igrejas e suas dedicatórias.
No nosso agrupamento, estamos, neste período, a lecionar a unidade sobre «arte cristã». Nesse contexto, estamos a construir com os alunos um site em que recolhemos fotos e dados sobre as capelas e igrejas do arciprestado. Vejam no nosso site: http://luismanue2.wix.com/arte_crista
Ao divulgar esta ideia, pretendemos contribuir com uma sugestão para a forma como pode ser lecionada esta unidade: os alunos estão entusiasmados com a recolha de fotos e estão, muitos deles, a conhecer o respetivo pároco, com quem devem falar para pedir autorização para recolher as fotos.
Abraço Luís Silva, Isabel Santos e Mónica Pires.
(via - http://emrc-vida.blogspot.pt/2012/06/emrc-agrupamento-de-escolas-de.html)
Educris - centro de recursos
blogs AEAAV
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Dia da Freguesia e Medalhas
Nunca uma Junta de Freguesia recuou tanto no tempo (Século XIX, ano de 1890) para homenagear os responsáveis máximos dos órgãos executivos. O reconhecimento é meritório se atendermos às inúmeras modificações que os referidos órgãos sofreram até ao início do século XXI, impostos pelos sucessivos Códigos Administrativos, Leis e Decretos-Lei. Apesar de ser uma homenagem a título póstumo, não devemos deixar de pensar que a vida é feita de surpresas onde a missão é viver. Que o tempo é uma coisa que não permite voltar para trás; que somos escravos de ontem e donos do nosso amanhã. Que a morte não existe! Que não deveríamos alimentar expectativas da existência de uma outra vida depois desta, já que o que se dá é apenas uma transformação na nossa mentalidade de ser. Que a vida é a mesma. Que a vida eterna já está sendo vivida por todos nós. Depois da morte continuamos a ser o que já somos; pelo que devemos procurar ser agora em vida aquilo que desejaríamos continuar a ser depois da morte. Que a morte não existe!
A cerimónia foi complementada com a homenagem a quatro munícipes que dentro de várias vertentes deram/dão o seu contributo para a divulgação do nome da cidade de Albergaria-a-Velha e ao fortalecimento das redes sociais marginais da nossa cidade.
O presidente do executivo actual, no seu discurso, não deixou de tecer considerações sobre a sua convicção de que “(...) ser autarca é ter a função de ser porta-voz de um conjunto de cidadãos que desejam ser ouvidos, respeitados e representados, na exacta medida de que nada se faz sem as pessoas e de que a política apenas faz sentido se for um percurso feito em comunhão com todos os munícipes.
Hoje em dia, começa a haver um crescente divórcio entre a política e os cidadãos, entre os eleitos e os eleitores, colocando em causa um dos pilares fundamentais que a nossa democracia trouxe com o 25 de Abril de 1974, a legitimação do poder político pela extensão do voto e da vontade popular. Os media dão-nos conta diariamente de focos de insatisfação que condenam os que estão em posição de destaque na política ou na administração pública. Ouvem-se ecos de que no seu lugar fariam melhor.
Enquanto, na prática, não colocarmos em acção as nossas capacidades, não temos a certeza do que somos capazes. Se estivéssemos na posição deles talvez fizéssemos pior, daí a necessidade imperiosa que temos de previamente nos retractar, porque não conhecemos as circunstâncias em que se encontram todos aqueles que têm sobre os seus ombros o grande peso da responsabilidade pública.
Como tudo na vida, há que ter vontade, saber e ter disponibilidade para marcar a diferença, representar a ruptura de mentalidades e visão de uma função nobre que é servir as pessoas da nossa Freguesia. É este o desafio que nos é colocado hoje, como forma de mostrar a todos os cidadãos que a política é útil e o meio privilegiado para garantir que amanhã iremos estar melhor que hoje.
Porque acredito que vale a pena não desistir de lutar; porque acredito que as pessoas valem todo o nosso esforço e empenho; porque acredito firmemente que estamos cá pelas pessoas e para as pessoas, o compromisso que assumo, é o de que, o executivo que presido prosseguirá o trabalho desenvolvido em prol da Cidade de Albergaria-a-Velha e dos Albergarienses, no pleno respeito pelos valores da democracia, da fraternidade e da igualdade de oportunidades (...)”
Devido ao número de pessoas a receber as distinções e aos seus familiares de várias gerações, que quiseram partilhar a alegria e o júbilo desta Cerimónia Solene, com destaque para uma familiar que nesta data tem 98 anos, ocorreu no Cineteatro Alba.
Por volta das 13 horas, no Parque de Lazer do Estuval, houve o convívio onde os presentes tiveram a oportunidade de ver as características da nova oferta de área que o mesmo contempla a quem lá se deslocar para usufruir de momentos de partilha com familiares e amigos.
Fazemos votos de que todos possam considerar aquele espaço como seu, preservando e cuidando para que as gerações vindouras possam ter orgulho daqueles que os procederam.
Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha
Além da medalha de honra foi também oferecida uma nova publicação da JF de Albergaria-a-Velha com uma pequena biografia dos homenageados. Esta publicação também foi oferecida ao Arquivo Municipal, à Câmara Municipal e aos familiares do antigo presidente da Junta Fernando Nogueira da Silva que já foi homenageado em 2009.
A cerimónia foi complementada com a homenagem a quatro munícipes que dentro de várias vertentes deram/dão o seu contributo para a divulgação do nome da cidade de Albergaria-a-Velha e ao fortalecimento das redes sociais marginais da nossa cidade.
O presidente do executivo actual, no seu discurso, não deixou de tecer considerações sobre a sua convicção de que “(...) ser autarca é ter a função de ser porta-voz de um conjunto de cidadãos que desejam ser ouvidos, respeitados e representados, na exacta medida de que nada se faz sem as pessoas e de que a política apenas faz sentido se for um percurso feito em comunhão com todos os munícipes.
Hoje em dia, começa a haver um crescente divórcio entre a política e os cidadãos, entre os eleitos e os eleitores, colocando em causa um dos pilares fundamentais que a nossa democracia trouxe com o 25 de Abril de 1974, a legitimação do poder político pela extensão do voto e da vontade popular. Os media dão-nos conta diariamente de focos de insatisfação que condenam os que estão em posição de destaque na política ou na administração pública. Ouvem-se ecos de que no seu lugar fariam melhor.
Enquanto, na prática, não colocarmos em acção as nossas capacidades, não temos a certeza do que somos capazes. Se estivéssemos na posição deles talvez fizéssemos pior, daí a necessidade imperiosa que temos de previamente nos retractar, porque não conhecemos as circunstâncias em que se encontram todos aqueles que têm sobre os seus ombros o grande peso da responsabilidade pública.
Como tudo na vida, há que ter vontade, saber e ter disponibilidade para marcar a diferença, representar a ruptura de mentalidades e visão de uma função nobre que é servir as pessoas da nossa Freguesia. É este o desafio que nos é colocado hoje, como forma de mostrar a todos os cidadãos que a política é útil e o meio privilegiado para garantir que amanhã iremos estar melhor que hoje.
Porque acredito que vale a pena não desistir de lutar; porque acredito que as pessoas valem todo o nosso esforço e empenho; porque acredito firmemente que estamos cá pelas pessoas e para as pessoas, o compromisso que assumo, é o de que, o executivo que presido prosseguirá o trabalho desenvolvido em prol da Cidade de Albergaria-a-Velha e dos Albergarienses, no pleno respeito pelos valores da democracia, da fraternidade e da igualdade de oportunidades (...)”
Devido ao número de pessoas a receber as distinções e aos seus familiares de várias gerações, que quiseram partilhar a alegria e o júbilo desta Cerimónia Solene, com destaque para uma familiar que nesta data tem 98 anos, ocorreu no Cineteatro Alba.
Por volta das 13 horas, no Parque de Lazer do Estuval, houve o convívio onde os presentes tiveram a oportunidade de ver as características da nova oferta de área que o mesmo contempla a quem lá se deslocar para usufruir de momentos de partilha com familiares e amigos.
Fazemos votos de que todos possam considerar aquele espaço como seu, preservando e cuidando para que as gerações vindouras possam ter orgulho daqueles que os procederam.
Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha
Além da medalha de honra foi também oferecida uma nova publicação da JF de Albergaria-a-Velha com uma pequena biografia dos homenageados. Esta publicação também foi oferecida ao Arquivo Municipal, à Câmara Municipal e aos familiares do antigo presidente da Junta Fernando Nogueira da Silva que já foi homenageado em 2009.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Dia da freguesia e homenagens
DIA DA FREGUESIA DIA 14 DE JULHO
Há três anos a esta parte, o executivo da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha tem vindo a levar a efeito o denominado “DIA DA FREGUESIA”. O Dia da Freguesia deste ano está agendado para o dia 14 de Julho.
Actividades
Cine Teatro Alba:
09h45 - Recepção das Entidades Oficiais e dos Convidados
10h00 - Sessão Solene para Atribuição da Medalha de Honra, Versão "Prata", a Título Póstumo aos Presidentes de Junta de Paróquia/Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha no período compreendido entre 1890 e 1986, bem como a alguns Munícipes da Freguesia.
Parque Fernando Nogueira da Silva - Estuval - Sobreiro:
12h00 - Inauguração da 3ª Fase das Obras
13h00 - Convívio
Homenagens
Dos autarcas já tinha sido atribuída a medalha ao Sr. Fernando Nogueira da Silva que recebeu a medalha de ouro em 2009. Serão agora homenageados os anteriores ocupantes do cargo.
Presidentes de Junta de Paróquia/Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha no período compreendido entre 1890 e 1986
Medalha de Honra, Versão "Prata", a Título Póstumo
- José Coelho Pinho (1890-1893)
- Padre Júlio Pires Álvares Mourão (1893-1910)
- João Luiz de Rezende (1910-1911)
- Manuel Maria Pires Alvares Mourão (1911-1913)
- Manuel da Silva Gordo (1913-1914)
- Albérico Henriques Ribeiro (1914-1918)
- Américo Marques Pereira (1918-1919)
- Viriato da Silva Vidal (1919)
- Bernardino Maria da Costa (1919)
- José Simões Ferreira (1919-1923)
- Custódio Pereira d’Almeida (1923-1926)
- Firmino José Leite (1926)
- Augusto Martins Pereira (1926) (1941-1950)
- Francisco Rodrigues da Silva Júnior (1926-1941) (1951-1955) (1956-1963)
- Álvaro Marques de Almeida (1950-1951) (1955-1956)
- António Henriques da Costa (1963-1971)
- António Ventura da Silva (1971-1974)
- Eugénio da Silva Valinho (1974-1977)
- Manuel Alves da Silva (1977-1983)
- Arménio Santos da Silva (1983-1986)
Dos munícipes homenageados foi divulgado anteriormente que um dos nomes será o recentemente falecido Jacinto Martins.
Medalha de Honra, Versão "Prata", a Título Póstumo
- Jacinto Delfim Bastos Martins (jornalista, autarca, etc)
Medalha de Honra, Versão "Prata"
- Eng. José António da Piedade Laranjeira (comandante dos Bombeiros, Autarca, etc)
- Maria Cândida Sousa (Solidariedade - Cáritas)
- Margarida Silva Marques Ferreira Coutinho (Doceira - Turcos)
Há três anos a esta parte, o executivo da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha tem vindo a levar a efeito o denominado “DIA DA FREGUESIA”. O Dia da Freguesia deste ano está agendado para o dia 14 de Julho.
Actividades
Cine Teatro Alba:
09h45 - Recepção das Entidades Oficiais e dos Convidados
10h00 - Sessão Solene para Atribuição da Medalha de Honra, Versão "Prata", a Título Póstumo aos Presidentes de Junta de Paróquia/Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha no período compreendido entre 1890 e 1986, bem como a alguns Munícipes da Freguesia.
Parque Fernando Nogueira da Silva - Estuval - Sobreiro:
12h00 - Inauguração da 3ª Fase das Obras
13h00 - Convívio
Homenagens
Dos autarcas já tinha sido atribuída a medalha ao Sr. Fernando Nogueira da Silva que recebeu a medalha de ouro em 2009. Serão agora homenageados os anteriores ocupantes do cargo.
Presidentes de Junta de Paróquia/Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha no período compreendido entre 1890 e 1986
Medalha de Honra, Versão "Prata", a Título Póstumo
- José Coelho Pinho (1890-1893)
- Padre Júlio Pires Álvares Mourão (1893-1910)
- João Luiz de Rezende (1910-1911)
- Manuel Maria Pires Alvares Mourão (1911-1913)
- Manuel da Silva Gordo (1913-1914)
- Albérico Henriques Ribeiro (1914-1918)
- Américo Marques Pereira (1918-1919)
- Viriato da Silva Vidal (1919)
- Bernardino Maria da Costa (1919)
- José Simões Ferreira (1919-1923)
- Custódio Pereira d’Almeida (1923-1926)
- Firmino José Leite (1926)
- Augusto Martins Pereira (1926) (1941-1950)
- Francisco Rodrigues da Silva Júnior (1926-1941) (1951-1955) (1956-1963)
- Álvaro Marques de Almeida (1950-1951) (1955-1956)
- António Henriques da Costa (1963-1971)
- António Ventura da Silva (1971-1974)
- Eugénio da Silva Valinho (1974-1977)
- Manuel Alves da Silva (1977-1983)
- Arménio Santos da Silva (1983-1986)
Dos munícipes homenageados foi divulgado anteriormente que um dos nomes será o recentemente falecido Jacinto Martins.
Medalha de Honra, Versão "Prata", a Título Póstumo
- Jacinto Delfim Bastos Martins (jornalista, autarca, etc)
Medalha de Honra, Versão "Prata"
- Eng. José António da Piedade Laranjeira (comandante dos Bombeiros, Autarca, etc)
- Maria Cândida Sousa (Solidariedade - Cáritas)
- Margarida Silva Marques Ferreira Coutinho (Doceira - Turcos)
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