Em 1868, a edilidade, presidida por Ferreira Tavares, toma a decisão de construir um edifício para uns Paços do Concelho polivalentes para neles se poderem instalar todas as repartições públicas que andavam espalhadas por várias casas da Vila, em condições “indecentes e impróprias”.
O plano foi traçado pelo Tenente Brito Rebelo incorporando uma nova concepção urbanística que trouxe modernidade à Vila e ainda hoje, passados mais de 130 anos, constitui o centro cívico de Albergaria.
Logo iniciadas as obras de urbanização do local e, pouco depois, da construção do edifício, acabaram por ser suspensas em 1873, por falta de dinheiro para tamanho empreendimento num concelho de poucos rendimentos e sem subsídios estatais.
Só 16 anos depois, a Câmara, presidida por Bernardino Máximo de Albuquerque, que, desde 1880, se vinha empenhando na criação e desenvolvimento duma extensa rede viária que ligasse todas as Freguesias e Lugares do Concelho, deliberou recomeçar a construção dos Paços do Concelho, mandando reformular a anterior planta a fim de aí se instalar o Julgado Municipal e a Comarca que se desejava para breve.
Reformulado o projecto, as obras iniciaram-se em 1890 e foram prosseguindo com a lentidão dependente da falta de dinheiro, pois os rendimentos municipais eram escassos, não havia subsídios do governo, nem se conseguiam empréstimos convenientes. Em 1896, conseguiu-se finalmente um empréstimo particular e no início do ano seguinte, com obras interiores prestes a serem concluídas, começam a chegar as mobílias, vindas quase todas do Porto, para os diversos serviços e repartições que se iam instalando.
Em 10 de Outubro de 1897 realizava-se aí, finalmente a primeira sessão da Autarquia.
Dada a sua idade avançada, precisou de amplas reformas para o adaptar ás novas exigências da vida autárquica e dignificação da instituição que simboliza.
Para o efeito foram encetadas obras de remodelação em Fevereiro de 1989 as quais terminariam em Março de 1993.
O projecto de remodelação é da autoria do Arquitecto Eduardo da Costa Ferreira, tendo-se conservado no interior e no exterior o essencial do seu passado.
A profunda remodelação interior tem impressionado positivamente muitas pessoas e entidades, dentro e fora do Concelho elogiando, para além de mais, a coragem da iniciativa camarária que levou por diante este espaço de realização.
Vale a pena visitar para conhecer a importância da obra.
(Texto da década de 1990 publicado no site da Junta de Freguesia; Postal de 1986)
Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Albergaria-a-Velha em postal
Há já muitos anos Albergaria-a-Velha foi editada em postal, coisa que para a época era brinde para quem à distância gostava de saber novidades ou minimizar a saudade da sua terra, para muitos que deixaram o seu torrão natal e debandaram terras de África, Brasil ou América, ou até mesmo aqueles jovens que obrigatoriamente cumpriram o seu dever militar em terras da Índia.
Para aquela época recuada, um postal de Albergaria-a-Velha era ouro para quem o recebia e uma prenda para quem o enviava com carinho e amor. Alguns exemplares de então constituem motivos de estima por quem os possui, quer pelas imagens, quando comparadas com as de hoje, quer pelo texto que escondia por vezes o amor e a paixão deixadas por cá, ou a promessa de uma visita no mais breve tempo possível. Até mesmo o casamento, estava implícito no envio de um simples postal.
Era o tempo em que se escrevia à família e aos amigos em contraste com o que hoje se passa. O postal era a comunicação, e mais do que isto, representava a sociedade e a urbanização daquele tempo.
Durante muitos anos, e logo que a edição se esgotou, nunca mais vimos nada que levasse o nosso visitante a enviar aos familiares um abraço ou um simples beijo. Assim sendo, foi com enorme satisfação que quando entrámos na Papelaria do Mercado deparámos com três exemplares, que contemplam o edifício da nossa Câmara Municipal, um outro com o Monumento ao Bombeiro e Fonte Luminosa e ainda um terceiro com a Alameda 5 de Outubro, Fonte Luminosa, Monumento ao Bombeiro e a Capela de Nª Sª do Socorro.
Maria Elisabete Lima, proprietária do estabelecimento, considera, porém, que sabe a pouco e que Albergaria-a-Velha tem muito mais para mostrar e para oferecer. É verdade, e num adeus de simpatia foi-nos dizendo: “não vai ficar por aqui... Estes postais são para mostrar um bocadinho da nossa terra, vou pensar em outra edição, vou pensar muito brevemente”. Ficámos a magicar o que levou a Elisabete a promover desta forma a nossa Albergaria-a-Velha. Talvez o mesmo que nós: o amor, sim, o amor às nossas coisas e à nossa terra. m
António Vinhas, Região de Águeda, 1 de Agosto de 2005
*
Ver vários postais de Albergaria-a-Velha no blog http://postaisdealbergaria.blogspot.pt/
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
4º aniversário do Arquivo Municipal
No dia 21 de novembro, o Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha comemora o seu 4º aniversário, havendo várias iniciativas para assinalar a data.
Pelas 18h00, vai ter lugar uma sessão solene, com a assinatura de protocolos de cooperação com entidades e pessoas individuais que querem dar o seu contributo para a preservação da memória local e que, muitas vezes, envolve a cedência de importantes documentos e imagens para a compreensão da História da terra. A seguir, pelas 19h00, vai ser inaugurada a exposição de fotografia "Vilarinho de S. Roque – Aldeia de Portugal", constituída por imagens captadas pelos membros do Albergariótipos - núcleo de fotografia do Clube de Albergaria. A localidade de Vilarinho de S. Roque, situada na freguesia de Ribeira de Fráguas foi, este ano, classificada como "Aldeia de Portugal", uma distinção que reconhece as suas potencialidades turísticas, culturais e paisagísticas. Nesta mostra, patente até finais de dezembro, será possível admirar as paisagens que fazem desta aldeia um lugar que merece uma visita.
Já na tarde de 25 de novembro, pelas 15h30, decorre o já tradicional "Dia Aberto à Comunidade", em que o Arquivo Municipal está de portas abertas, convidando todos a descobrir como se preserva a História do Município. Para além de uma visita guiada, são lançados desafios aos visitantes, que entram, assim, na pele de um arquivista. Não obstante a visita ser gratuita, é necessário fazer a inscrição, até dia 22, pelo e-mail sac@cm-albergaria.pt.
CMA, 17/11/2012
Galeria de Carlos Lopes Zenfólio
Pelas 18h00, vai ter lugar uma sessão solene, com a assinatura de protocolos de cooperação com entidades e pessoas individuais que querem dar o seu contributo para a preservação da memória local e que, muitas vezes, envolve a cedência de importantes documentos e imagens para a compreensão da História da terra. A seguir, pelas 19h00, vai ser inaugurada a exposição de fotografia "Vilarinho de S. Roque – Aldeia de Portugal", constituída por imagens captadas pelos membros do Albergariótipos - núcleo de fotografia do Clube de Albergaria. A localidade de Vilarinho de S. Roque, situada na freguesia de Ribeira de Fráguas foi, este ano, classificada como "Aldeia de Portugal", uma distinção que reconhece as suas potencialidades turísticas, culturais e paisagísticas. Nesta mostra, patente até finais de dezembro, será possível admirar as paisagens que fazem desta aldeia um lugar que merece uma visita.
Já na tarde de 25 de novembro, pelas 15h30, decorre o já tradicional "Dia Aberto à Comunidade", em que o Arquivo Municipal está de portas abertas, convidando todos a descobrir como se preserva a História do Município. Para além de uma visita guiada, são lançados desafios aos visitantes, que entram, assim, na pele de um arquivista. Não obstante a visita ser gratuita, é necessário fazer a inscrição, até dia 22, pelo e-mail sac@cm-albergaria.pt.
CMA, 17/11/2012
Galeria de Carlos Lopes Zenfólio
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Memórias Paroquiais
BIBLIOGRAFIA RESPEITANTE ÀS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DOS ARCIPRESTADOS DA DIOCESE DE AVEIRO
Ver mais em: José Viriato Capela e Henrique Matos, As freguesias dos Distritos de Aveiro e Coimbra nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2011.
Albergaria-a-Velha:
A Memória de Albergaria-a-Velha foi publicada em João Cosme e José Varandas, "Memórias Paroquiais de 1758", Caleidoscópio, vol. I, 2010.
Extractos das Memórias Paroquiais vão feitos em Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira, "Auranca e a Vila de Branca". Edição da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, 1997; António Homem de Albuquerque Pinho, "Albergaria-a-Velha. Oito séculos, do Passado o Futuro". Patrocínio da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, Reviver Editora, 2ª edição, 2002.
http://arquivosparoquiaisaveiro.blogspot.pt/2012/10/memorias-paroquiais-da-diocese-de-aveiro.html
MADAHIL, António Gomes da Rocha, “Informações paroquiais do Distrito de Aveiro de 1721”, Arquivo do Distrito de Aveiro, Volumes II ao VIII, Aveiro, 1936 a 1942. (incluí memórias transcritas de Agadão, Aguada de Baixo, Águeda, Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Arcos de Mogofores, Aveiro, Avelãs de Cima, Belazaima, Bemposta, Cacia, Eixo, Esgueira, Espinhel, Fermelã, Ílhavo, Lamas do Vouga, Macieira de Alcoba, Moita, Préstimo, Sangalhos, S. João de Loure, Talhadas, Trofa, Vagos, Valongo, Vila Nova de Monsarros, Vilarinho do Bairro).
Ver mais em: José Viriato Capela e Henrique Matos, As freguesias dos Distritos de Aveiro e Coimbra nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2011.
Albergaria-a-Velha:
A Memória de Albergaria-a-Velha foi publicada em João Cosme e José Varandas, "Memórias Paroquiais de 1758", Caleidoscópio, vol. I, 2010.
Extractos das Memórias Paroquiais vão feitos em Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira, "Auranca e a Vila de Branca". Edição da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, 1997; António Homem de Albuquerque Pinho, "Albergaria-a-Velha. Oito séculos, do Passado o Futuro". Patrocínio da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, Reviver Editora, 2ª edição, 2002.
http://arquivosparoquiaisaveiro.blogspot.pt/2012/10/memorias-paroquiais-da-diocese-de-aveiro.html
MADAHIL, António Gomes da Rocha, “Informações paroquiais do Distrito de Aveiro de 1721”, Arquivo do Distrito de Aveiro, Volumes II ao VIII, Aveiro, 1936 a 1942. (incluí memórias transcritas de Agadão, Aguada de Baixo, Águeda, Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Arcos de Mogofores, Aveiro, Avelãs de Cima, Belazaima, Bemposta, Cacia, Eixo, Esgueira, Espinhel, Fermelã, Ílhavo, Lamas do Vouga, Macieira de Alcoba, Moita, Préstimo, Sangalhos, S. João de Loure, Talhadas, Trofa, Vagos, Valongo, Vila Nova de Monsarros, Vilarinho do Bairro).
sábado, 10 de novembro de 2012
4º Concurso de Banda Desenhada de Loulé
Loulé atribui prémios
O brasileiro William Hussar (S. Paulo) foi o vencedor do 4º Concurso de Banda Desenhada de Loulé, promovido pela autarquia local (Divisão de Juventude), com o patrocínio do Parque Natural da Ria Formosa e do semanário regional «Barlavento». O segundo e o terceiro prémios foram atribuídos, respectivamente, a Ricardo Ferreira (Coimbra) e Ricardo Machado (Pataias).
O prémio Algarve, para o melhor trabalho apresentado por um criador algarvio, foi entregue a Sérgio de Carvalho e Sousa, de Tavira. Quanto ao prémio Loulé, foi obtido por João Fazenda, que já fora premiado em anterior edição deste concurso.
O prémio Revelação, que contempla um autor com idade até 12 anos, recaiu sobre Pedro Tavares, de Albergaria-a-Velha.
O prémio Ambiente, patrocinado pelo Parque da Ria Formosa, não foi atribuído este ano. Carlos Rocha (Olhão) teve uma menção honrosa, galardão também atribuído a João Guimarães (Lisboa), Pedro Murteira e João dos Santos (ambos de Almada) na categoria principal.
Concorreram este ano 49 autores, que apresentaram a concurso um total de 63 trabalhos. As obras premiadas, as menções honrosas e outras bandas desenhadas escolhidas pelo júri estarão patentes ao público na Galeria do Convento Espírito Santo entre 17 de Junho e 4 de Julho próximos.
À semelhança dos anos anteriores, as obras distinguidas serão publicadas pela câmara e Loulé e pelo Parque Natural.
C.P. / Público, 1995
http://quexting.di.fc.ul.pt/teste/publico95/ED950530.txt
O brasileiro William Hussar (S. Paulo) foi o vencedor do 4º Concurso de Banda Desenhada de Loulé, promovido pela autarquia local (Divisão de Juventude), com o patrocínio do Parque Natural da Ria Formosa e do semanário regional «Barlavento». O segundo e o terceiro prémios foram atribuídos, respectivamente, a Ricardo Ferreira (Coimbra) e Ricardo Machado (Pataias).
O prémio Algarve, para o melhor trabalho apresentado por um criador algarvio, foi entregue a Sérgio de Carvalho e Sousa, de Tavira. Quanto ao prémio Loulé, foi obtido por João Fazenda, que já fora premiado em anterior edição deste concurso.
O prémio Revelação, que contempla um autor com idade até 12 anos, recaiu sobre Pedro Tavares, de Albergaria-a-Velha.
O prémio Ambiente, patrocinado pelo Parque da Ria Formosa, não foi atribuído este ano. Carlos Rocha (Olhão) teve uma menção honrosa, galardão também atribuído a João Guimarães (Lisboa), Pedro Murteira e João dos Santos (ambos de Almada) na categoria principal.
Concorreram este ano 49 autores, que apresentaram a concurso um total de 63 trabalhos. As obras premiadas, as menções honrosas e outras bandas desenhadas escolhidas pelo júri estarão patentes ao público na Galeria do Convento Espírito Santo entre 17 de Junho e 4 de Julho próximos.
À semelhança dos anos anteriores, as obras distinguidas serão publicadas pela câmara e Loulé e pelo Parque Natural.
C.P. / Público, 1995
http://quexting.di.fc.ul.pt/teste/publico95/ED950530.txt
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Alba: Memórias do Cine-Teatro
O
Catálogo da Exposição "Alba: Memórias do Cine-Teatro" só foi possível
graças aos contributos das pessoas que partilharam as suas recordações
deste importante equipamento cultural
Fb
No dia 28 de outubro foi apresentado o Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, uma edição exclusiva de 1.000 exemplares numerados, que apresenta as história de um importante equipamento cultural pelas pessoas que o vivenciaram.
Não se pretende que este livro seja a realização de um exaustivo trabalho de investigação sobre o Cineteatro Alba (CTAlba), mas antes uma súmula de recordações, informações e memórias que são essenciais para a compreensão da história de um espaço que tanto significa para Albergaria-a-Velha e seus habitantes.
Para este trabalho, foram convidados antigos funcionários e colaboradores, que partilharam os seus conhecimentos e memórias, de forma a ilustrar um lugar especial que lhes marcou a vida. Ao longo das páginas do Catálogo, é possível encontrar recordações de quem construiu o Cineteatro Alba, de quem aqui trabalhou ou, simplesmente, de quem aqui se divertia. “Não se trata aqui de fazer a História de um edifício, de representarmos lugares, mas apenas de recuperarmos emoções, atmosferas e sensações, envolvidas em imagens desvanecidas pelo tempo.”
O Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, que vem acompanhado com DVD, vai estar à venda no CTAlba, na Biblioteca Municipal e no Arquivo Municipal.
CMA
Facebook do Cineteatro Alba
Fb
No dia 28 de outubro foi apresentado o Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, uma edição exclusiva de 1.000 exemplares numerados, que apresenta as história de um importante equipamento cultural pelas pessoas que o vivenciaram.
Não se pretende que este livro seja a realização de um exaustivo trabalho de investigação sobre o Cineteatro Alba (CTAlba), mas antes uma súmula de recordações, informações e memórias que são essenciais para a compreensão da história de um espaço que tanto significa para Albergaria-a-Velha e seus habitantes.
Para este trabalho, foram convidados antigos funcionários e colaboradores, que partilharam os seus conhecimentos e memórias, de forma a ilustrar um lugar especial que lhes marcou a vida. Ao longo das páginas do Catálogo, é possível encontrar recordações de quem construiu o Cineteatro Alba, de quem aqui trabalhou ou, simplesmente, de quem aqui se divertia. “Não se trata aqui de fazer a História de um edifício, de representarmos lugares, mas apenas de recuperarmos emoções, atmosferas e sensações, envolvidas em imagens desvanecidas pelo tempo.”
O Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, que vem acompanhado com DVD, vai estar à venda no CTAlba, na Biblioteca Municipal e no Arquivo Municipal.
CMA
Alba, Memórias do Cineteatro debruça-se sobre a fascinante viagem pela memória de um espaço de cultura que se destacou na História recente de Albergaria. Nesta
mostra aborda-se a fundação da Fábrica Alba, a edificação do
Cineteatro, os seus funcionários, as recordações e as vivências dos
diversos espetáculos culturais que aqui ocorreram, contando a autarquia
com a colaboração e empenho de diversas pessoas que, através do
empréstimo de peças, objectos e do relato das suas memórias,
contribuíram para o enriquecimento deste evento. Procura-se captar o
espírito de um lugar que marcou e continuará a marcar gerações, um local
mágico, que nos fez rir e chorar, que criou momentos únicos que ainda
hoje perduram na memória.
Facebook do Cineteatro Alba
sábado, 27 de outubro de 2012
Jogo amigável na Branca
Tarde de golos e festa vermelha
Branca Activa, 0 – S.L. Benfica, 16
Branca Activa: Fábio; Fidel, Alex, Ruizinho e Paulo – cinco inicial. Jogaram depois: João Ricardo, Luís Cândido, Nunes, Nuno, Carlitos e Décio.
Suplente não utilizado: Armando.
Treinador: Fausto Leite.
S.L. Benfica: Zé Carlos; Pica Pau, Zé Maria, André Lima e Majó- cinco inicial. Jogaram depois: Bruno Tavares, Jesus, Leandro, Pirata, Ricardinho, Jardel e Miguel Almeida.
Treinador: João Ferreira
Pavilhão: Municipal da Branca, na Branca.
Assistência: Cerca de 2.000 espectadores.
Árbitros: João Salgueiro e Paulo Oliveira.
Cronometrista: Luís Valente
Ao intervalo: 0-9.
Marcadores: Zé Maria (3), 4,12, 4,20 e 16,57; Pirata (2), 7,02 e 7,50; Ricardinho (3), 8,22, 27,30 e 39,20; Jesus (1), 10,25; André Lima (4), 19,10, 19,56, 36,35 e 36,40 e Jardel (3), 30,26, 33,16 e 34,10.
Acção disciplinar: Nada a registar.
A equipa de futsal do Benfica, actual campeã nacional, veio ao pavilhão municipal da vila da Branca, realizar um jogo amigável com o Branca Activa, equipa do concelho de Albergaria-a-Velha, que disputa o campeonato distrital de futsal da 2ª divisão da Associação de Futebol de Aveiro.
Os «encarnados» venceram por 16-0, com as suas principais «estrelas» a brilharem intensamente, com André Lima a «facturar» por quatro vezes e Ricardinho, Zé Maria e Jardel a marcarem três golos cada um.
O pavilhão da vila da Branca encheu-se de público que se deliciou com a categoria dos craques benfiquistas, que no final não deixaram de assinar centenas de autógrafos em tudo quanto lhes foi colocado à frente, desde camisolas, bonés, bandeiras, cachecóis, ou folhas de papel. Quanto ao jogo propriamente dito, a história do mesmo resume-se à total supremacia do Benfica, que demorou pouco mais de quatro minutos a embalar para a goleada, que de resto, podia ter sido bastante mais expressiva, não fosse um certo abrandar de ritmo, no início da segunda parte, em que durante mais de sete minutos, a baliza defendida por Fábio não foi atingida. Depois voltou a superioridade dos vencedores, ainda que a boa réplica do Branca Activa tenha sido bastante vincada, merecendo marcar pelo menos dois golos, que os seus jogadores desperdiçaram em outros tantos momentos, primeiro, num livre directo, resultante da sexta falta benfiquista, já em cima do intervalo, que Ruizinho rematou por cima da barra e a dois minutos do fim, quando o guardião Fábio, que por sinal realizou uma bela exibição, evitando uma série de golos adversários, beneficiando do facto do Benfica ter tirado o guarda-redes Zé Carlos, trocando-o pelo quinto jogador de campo, repôs a bola em jogo com um remate comprido, que saiu a centímetros do poste da baliza «encarnada». A vitória do Benfica traduz o seu intenso domínio, mas a tarde foi de festa, que teve ainda a participação da Associação de Futebol de Aveiro, com o vice-presidente do Conselho de Arbitragem, Sá Neves, a entregar uma lembrança da AFA ao seu filiado Branca Activa, na pessoa do presidente da direcção, Artur Salsa, comemorativa deste bem conseguido evento. De resto, os dirigentes do Branca Activa, fazem mesmo jus ao epíteto de «activos», pois, embora o clube tenha apenas um ano de existência já antes tinham realizado outros jogos amigáveis com equipas tão credenciadas como o Freixieiro e a Associação Académica de Coimbra.
Arbitragem sem problemas, limitando-se a conferir as faltas e a assinalar os golos… do Benfica.
O miticismo do «poder vermelho»
A vila da Branca tem hoje em dia uma colectividade desportiva que «pegou de estaca» e que já se pode considerar um novo embaixador do desporto da segunda maior freguesia do concelho de Albergaria-a-Velha. Com efeito, os dirigentes do Branca Activa podem orgulhar-se do excelente trabalho que estão a desenvolver e que teve o seu ponto alto mais alto neste espectacular jogo que, à conta do glorioso SLB encheu por completo a ampla banca do pavilhão municipal branquense. Foi empolgante verificar como as pessoas viveram este belo evento, que o misticismo que o nome do grande Sport Lisboa e Benfica transporta e congrega. Até o leilão de uma bola autografada por todos os jogadores do Benfica fez parte de uma tarde de sonho que muitos, sobretudo as crianças e os adolescentes vão recordar ao longo do resto das suas vidas. Para completar, registem-se as excelentes participações do grupo Gin Sport, de Soutelo, que efectuou um belo número de ginástica acrobática, justamente premiado com quentes aplausos do público,
A vertente social também não foi deixada de parte e a recepção realizada na Junta de Freguesia da Branca foi digno da fidalguia do clube organizador a das gentes branquenses.
Por fim e pela parte que toca ao jornalista, obrigado pela honra que me deram em apresentar os vários interpretes da tarde. Afinal, foi na Branca que me fiz homem, à conta de 27 anos de trabalho na hoje desaparecida Fábrica Cerâmica da Branca. Por isso e por tudo o resto, obrigado Branca Activa e obrigado amigos branquenses, muitos dos quais pude reencontrar na estupenda e memorável tarde do domingo 10 de Julho de 2005.
Jacinto Martins / Jornal de Albergaria
Branca Activa, 0 – S.L. Benfica, 16
Branca Activa: Fábio; Fidel, Alex, Ruizinho e Paulo – cinco inicial. Jogaram depois: João Ricardo, Luís Cândido, Nunes, Nuno, Carlitos e Décio.
Suplente não utilizado: Armando.
Treinador: Fausto Leite.
S.L. Benfica: Zé Carlos; Pica Pau, Zé Maria, André Lima e Majó- cinco inicial. Jogaram depois: Bruno Tavares, Jesus, Leandro, Pirata, Ricardinho, Jardel e Miguel Almeida.
Treinador: João Ferreira
Pavilhão: Municipal da Branca, na Branca.
Assistência: Cerca de 2.000 espectadores.
Árbitros: João Salgueiro e Paulo Oliveira.
Cronometrista: Luís Valente
Ao intervalo: 0-9.
Marcadores: Zé Maria (3), 4,12, 4,20 e 16,57; Pirata (2), 7,02 e 7,50; Ricardinho (3), 8,22, 27,30 e 39,20; Jesus (1), 10,25; André Lima (4), 19,10, 19,56, 36,35 e 36,40 e Jardel (3), 30,26, 33,16 e 34,10.
Acção disciplinar: Nada a registar.
A equipa de futsal do Benfica, actual campeã nacional, veio ao pavilhão municipal da vila da Branca, realizar um jogo amigável com o Branca Activa, equipa do concelho de Albergaria-a-Velha, que disputa o campeonato distrital de futsal da 2ª divisão da Associação de Futebol de Aveiro.
Os «encarnados» venceram por 16-0, com as suas principais «estrelas» a brilharem intensamente, com André Lima a «facturar» por quatro vezes e Ricardinho, Zé Maria e Jardel a marcarem três golos cada um.
O pavilhão da vila da Branca encheu-se de público que se deliciou com a categoria dos craques benfiquistas, que no final não deixaram de assinar centenas de autógrafos em tudo quanto lhes foi colocado à frente, desde camisolas, bonés, bandeiras, cachecóis, ou folhas de papel. Quanto ao jogo propriamente dito, a história do mesmo resume-se à total supremacia do Benfica, que demorou pouco mais de quatro minutos a embalar para a goleada, que de resto, podia ter sido bastante mais expressiva, não fosse um certo abrandar de ritmo, no início da segunda parte, em que durante mais de sete minutos, a baliza defendida por Fábio não foi atingida. Depois voltou a superioridade dos vencedores, ainda que a boa réplica do Branca Activa tenha sido bastante vincada, merecendo marcar pelo menos dois golos, que os seus jogadores desperdiçaram em outros tantos momentos, primeiro, num livre directo, resultante da sexta falta benfiquista, já em cima do intervalo, que Ruizinho rematou por cima da barra e a dois minutos do fim, quando o guardião Fábio, que por sinal realizou uma bela exibição, evitando uma série de golos adversários, beneficiando do facto do Benfica ter tirado o guarda-redes Zé Carlos, trocando-o pelo quinto jogador de campo, repôs a bola em jogo com um remate comprido, que saiu a centímetros do poste da baliza «encarnada». A vitória do Benfica traduz o seu intenso domínio, mas a tarde foi de festa, que teve ainda a participação da Associação de Futebol de Aveiro, com o vice-presidente do Conselho de Arbitragem, Sá Neves, a entregar uma lembrança da AFA ao seu filiado Branca Activa, na pessoa do presidente da direcção, Artur Salsa, comemorativa deste bem conseguido evento. De resto, os dirigentes do Branca Activa, fazem mesmo jus ao epíteto de «activos», pois, embora o clube tenha apenas um ano de existência já antes tinham realizado outros jogos amigáveis com equipas tão credenciadas como o Freixieiro e a Associação Académica de Coimbra.
Arbitragem sem problemas, limitando-se a conferir as faltas e a assinalar os golos… do Benfica.
O miticismo do «poder vermelho»
A vila da Branca tem hoje em dia uma colectividade desportiva que «pegou de estaca» e que já se pode considerar um novo embaixador do desporto da segunda maior freguesia do concelho de Albergaria-a-Velha. Com efeito, os dirigentes do Branca Activa podem orgulhar-se do excelente trabalho que estão a desenvolver e que teve o seu ponto alto mais alto neste espectacular jogo que, à conta do glorioso SLB encheu por completo a ampla banca do pavilhão municipal branquense. Foi empolgante verificar como as pessoas viveram este belo evento, que o misticismo que o nome do grande Sport Lisboa e Benfica transporta e congrega. Até o leilão de uma bola autografada por todos os jogadores do Benfica fez parte de uma tarde de sonho que muitos, sobretudo as crianças e os adolescentes vão recordar ao longo do resto das suas vidas. Para completar, registem-se as excelentes participações do grupo Gin Sport, de Soutelo, que efectuou um belo número de ginástica acrobática, justamente premiado com quentes aplausos do público,
A vertente social também não foi deixada de parte e a recepção realizada na Junta de Freguesia da Branca foi digno da fidalguia do clube organizador a das gentes branquenses.
Por fim e pela parte que toca ao jornalista, obrigado pela honra que me deram em apresentar os vários interpretes da tarde. Afinal, foi na Branca que me fiz homem, à conta de 27 anos de trabalho na hoje desaparecida Fábrica Cerâmica da Branca. Por isso e por tudo o resto, obrigado Branca Activa e obrigado amigos branquenses, muitos dos quais pude reencontrar na estupenda e memorável tarde do domingo 10 de Julho de 2005.
Jacinto Martins / Jornal de Albergaria
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Fábrica Cerâmica da Branca
Habitantes queixam-se da degradação da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca
Os habitantes do lugar da Estrada, na Vila da Branca, mais precisamente da Travessa da Arroteia e Rua da Cerâmica, queixam-se do estado de abandono dos terrenos da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca, da qual actualmente só resta a chaminé. De acordo com os habitantes, os silvados e matos favorecem a presença de animais, como ratos e cobras, que chegam mesmo a “passear” nos seus quintais.
Nos últimos tempos, foram feitas diversas diligências no sentido de resolver esta situação que continua a provocar dores de cabeça aos moradores do lugar. Recorde-se que o terreno é propriedade da Caja de Ahorros de Salamanca y Soria C Duero, S.O., que possui uma filial em Lisboa.
A primeira diligência remonta ao ano de 2007 quando os habitantes procuraram ajuda através da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. O facto do terreno encontrar-se em zona urbana levou ao arquivamento do processo, de acordo com a legislação em vigor, uma vez que a Câmara Municipal não tinha competências para proceder à limpeza do local. Os habitantes não baixaram os braços e mostraram o seu descontentamento junto da empresa proprietária do terreno, não tendo surtido qualquer efeito.
(...)
Beira-Vouga, 2/10/2012
(Leia a notícia na íntegra na edição da 1.ª quinzena de Outubro do Beira Vouga)
imagem: anúncio Gazeta dos CF nº 1363 - 1944
Os habitantes do lugar da Estrada, na Vila da Branca, mais precisamente da Travessa da Arroteia e Rua da Cerâmica, queixam-se do estado de abandono dos terrenos da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca, da qual actualmente só resta a chaminé. De acordo com os habitantes, os silvados e matos favorecem a presença de animais, como ratos e cobras, que chegam mesmo a “passear” nos seus quintais.
Nos últimos tempos, foram feitas diversas diligências no sentido de resolver esta situação que continua a provocar dores de cabeça aos moradores do lugar. Recorde-se que o terreno é propriedade da Caja de Ahorros de Salamanca y Soria C Duero, S.O., que possui uma filial em Lisboa.
A primeira diligência remonta ao ano de 2007 quando os habitantes procuraram ajuda através da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. O facto do terreno encontrar-se em zona urbana levou ao arquivamento do processo, de acordo com a legislação em vigor, uma vez que a Câmara Municipal não tinha competências para proceder à limpeza do local. Os habitantes não baixaram os braços e mostraram o seu descontentamento junto da empresa proprietária do terreno, não tendo surtido qualquer efeito.
(...)
Beira-Vouga, 2/10/2012
(Leia a notícia na íntegra na edição da 1.ª quinzena de Outubro do Beira Vouga)
imagem: anúncio Gazeta dos CF nº 1363 - 1944
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Cerâmica da Branca
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