A Assembleia Municipal (AM) de Albergaria-A-Velha autorizou, na sua última reunião, a Câmara a contrair um empréstimo de 150 mil contos. A deliberação foi tomada com duas abstenções do PS.
O financiamento vai permitir ao executivo de maioria CDS/PP pôr em marcha vários investimentos, como a piscina de S. João de Loure, a variante de Angeja e o novo quartel dos bombeiros, ainda sem projecto nem localização.
De acordo com Rui Marques, presidente da Câmara, o empréstimo não compromete a capacidade de endividamento municipal. "Usámos 81 mil contos, menos de metade do que seria possível", referiu.
A AM aprovou por maioria, também, uma alteração orçamental tendo em vista aquisição da Quinta da Boa Vista (150 mil contos) e da antiga fábrica de papel de Valmaior (48 mil contos). Nestas últimas instalações, está previsto a cedência de espaço para instituições de apoio social e colectividades daquela freguesia.
Uma revisão que motivou estranheza a alguns elementos da oposição, dado ocorrer numa altura em que a AM se prepara para discutir e votar o plano e orçamento de 2001. O presidente da edilidade considerou "urgente" avançar com projectos que aguardavam luz verde.
Notícias de Aveiro
Editor Júlio Almeida - 20/06/2000
Albergaria-a-Velha: Câmara aberta a usar empréstimo para satisfazer das freguesias
Um balão de oxigénio importante para a recta final do mandato
A Câmara de Albergaria-a-Velha obteve autorização da Assembleia Municipal (AM) para contrair um empréstimo de 60 mil contos.
O recurso à banca não põe em causa o equilíbrio financeiro, pois a maioria CDS/PP garante estar ainda «muito longe» do limite da capacidade de endividamento.
Esta verba era inicialmente destinada a uma lista restrita de obras que o presidente, confrontado com as exigências das Juntas de Freguesia, aceitou alargar.
Ao referir perante a AM que se tratavam de investimentos no âmbito do 3º Quadro Comunitário de Apoio, Rui Marques mostrou abertura a incluir outras sugestões, o que permitiu a aprovação do empréstimo.
A Câmara está, assim, em condições de avançar com o novo mercado municipal, a piscina da Branca e a reparação da estrada nacional 16-3 (Valmaior-Telhadela).
Mas vai ter de atender as reivindicações dos presidentes das Juntas. Acessos viários, equipamentos desportivos, arranjos urbanísticos.
O presidente refreou as expectativas, sem negar directamente. «Se fizéssemos todos esses projectos, estaríamos a falar de muito dinheiro», advertiu.
As obras nas freguesias
O presidente da Junta de Alquerubim, João Agostinho, referiu ser necessário melhorar a estrada nacional 16-2 que liga a sede do concelho à freguesia, bem como o acesso à Ponte da Fontinha.
Helena Vidinha, da Junta de Angela, pediu a inclusão da Zona Desportiva dos Esporões, com piscina e campo de ténis, e o parque de lazer no Fontão.
O presidente da Junta de S. João de Loure, Plácido Silva, quer uma piscina e a melhoria das ruas.
Permuta aprovada
A permuta com uma imobiliária não foi pacífica. O município torna-se proprietário de terrenos junto à piscina, onde vai construir habitação social (70 fogos), entregando em troca outros no Alto do Assilhó.
As críticas resultaram da Câmara dar em contrapartida 20 mil metros quadrados por receber um lote de seis mil.
O presidente lembrou que a zona onde se quer construir habitação social estaria reservada para um prédio em altura.
Noticias de Aveiro, 29/05/2000
Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
segunda-feira, 22 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Espólio Foto Gomes
Com o objetivo de não deixar perder-se 77 anos da vida Albergariense em imagens, o Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha está a proceder ao tratamento do espólio fotográfico de uma das mais antigas casas de fotografia do Município, a Foto Gomes, com a qual vai estabelecer um protocolo.
Ao todo, são cerca de 200 mil chapas de vidro, datadas desde 1936, que estão a ser alvo de uma cuidadosa avaliação e inventariação, contando o Arquivo Municipal com o apoio técnico especializado de Lúcia Moutinho Alberto, conservadora de fotografia e papel.
Nesta primeira fase, que se espera estar concluída até ao final do mês de abril, os técnicos estão a proceder à limpeza, higienização e acondicionamento das chapas, para posterior transferência para o Arquivo Municipal, onde serão guardadas no Depósito, à temperatura ambiente recomendada e nas condições ideais.
Numa segunda fase, será feita a descrição do arquivo fotográfico, com a criação de uma base de dados; finalmente, haverá lugar à digitalização das chapas e reparação de algumas que se encontram danificadas ou partidas.
Dado o enorme investimento que as duas últimas fases exigem e que pode rondar as dezenas de milhares de euros, a Câmara Municipal está a dialogar com algumas entidades e instituições que poderão vir a apoiar ou financiar esta grande intervenção.
Para José Licínio Pimenta, Vereador da Cultura e responsável pelo Arquivo Municipal, “este é um momento de grande alegria, pois resulta de um longo período de conversação e entendimento entre as partes; o Sr. Simões, a Esposa e os Filhos, foram sensíveis ao nosso apelo e compreenderam que o tratamento do arquivo fotográfico da Foto Gomes constitui um passo importante e único na preservação da memória local. Estão ali fotografias de muitos albergarienses e de vários momentos da vida da nossa comunidade que retratam a nossa história!”
O autarca refere que, apesar da curta história do Arquivo Municipal, a comunidade tem sido muito sensível e tem disponibilizado um importante espólio que está a ser bem cuidado e, à medida que as condições financeiras e de recursos permitem, disponibilizado para consulta e divulgação.
Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, 10/04/2013
Ainda recentemente tinha sido celebrado um protocolo de cooperação que resultou na cedência pela Foto Gomes de uma máquina fotográfica antiga.
A FOTO GOMES esteve fechada durante alguns anos mas depois reabriu, em colaboração com a empresa Duplo Efeito, após alterações no edificio. Existe mesmo uma página no site da PRAVE de onde retiramos a foto abaixo reproduzida. Deixou de funcionar há poucas semanas e a loja está à venda.
Anúncio de 27/01/2013 Vendo loja (antiga Foto-Gomes) + 1 andar (T2) no centro de Albergaria-à-Velha, ao lado da Câmara Municipal e da Junta. Loja com 172mts ...
Ao todo, são cerca de 200 mil chapas de vidro, datadas desde 1936, que estão a ser alvo de uma cuidadosa avaliação e inventariação, contando o Arquivo Municipal com o apoio técnico especializado de Lúcia Moutinho Alberto, conservadora de fotografia e papel.
Nesta primeira fase, que se espera estar concluída até ao final do mês de abril, os técnicos estão a proceder à limpeza, higienização e acondicionamento das chapas, para posterior transferência para o Arquivo Municipal, onde serão guardadas no Depósito, à temperatura ambiente recomendada e nas condições ideais.
Numa segunda fase, será feita a descrição do arquivo fotográfico, com a criação de uma base de dados; finalmente, haverá lugar à digitalização das chapas e reparação de algumas que se encontram danificadas ou partidas.
Dado o enorme investimento que as duas últimas fases exigem e que pode rondar as dezenas de milhares de euros, a Câmara Municipal está a dialogar com algumas entidades e instituições que poderão vir a apoiar ou financiar esta grande intervenção.
Para José Licínio Pimenta, Vereador da Cultura e responsável pelo Arquivo Municipal, “este é um momento de grande alegria, pois resulta de um longo período de conversação e entendimento entre as partes; o Sr. Simões, a Esposa e os Filhos, foram sensíveis ao nosso apelo e compreenderam que o tratamento do arquivo fotográfico da Foto Gomes constitui um passo importante e único na preservação da memória local. Estão ali fotografias de muitos albergarienses e de vários momentos da vida da nossa comunidade que retratam a nossa história!”
O autarca refere que, apesar da curta história do Arquivo Municipal, a comunidade tem sido muito sensível e tem disponibilizado um importante espólio que está a ser bem cuidado e, à medida que as condições financeiras e de recursos permitem, disponibilizado para consulta e divulgação.
Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, 10/04/2013
Ainda recentemente tinha sido celebrado um protocolo de cooperação que resultou na cedência pela Foto Gomes de uma máquina fotográfica antiga.
A FOTO GOMES esteve fechada durante alguns anos mas depois reabriu, em colaboração com a empresa Duplo Efeito, após alterações no edificio. Existe mesmo uma página no site da PRAVE de onde retiramos a foto abaixo reproduzida. Deixou de funcionar há poucas semanas e a loja está à venda.
Anúncio de 27/01/2013 Vendo loja (antiga Foto-Gomes) + 1 andar (T2) no centro de Albergaria-à-Velha, ao lado da Câmara Municipal e da Junta. Loja com 172mts ...
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| Fotografia das instalações - site da PRAVE |
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Valorização do Património Natural
Albergaria-a-velha beneficia de um património natural de inegável qualidade! O denominado Baixo Vouga é rico em fauna e flora, com a Pateira de Frossos a assumir lugar de destaque. Do Parque do Areal, em Angeja, a S. João de Loure, temos percursos lindíssimos, onde se pode andar a pé, de bicicleta ou a cavalo e desfrutar do convívio das muitas espécies animais que por ali vivem ou, ainda, de cenários naturais únicos como é a "paisagem de Bocage"! Mas se formos para Valmaior ou Ribeira de Fráguas, encontramos igualmente cenários naturais únicos, especialmente ao longo das margens dos rios Caima e Fílveda.
Associada a esta beleza natural, temos outro património importante que estamos a valorizar e que vamos promover, em conjunto com todos aqueles que se quiserem associar a este projeto, a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha. A dinâmica que daqui resultará irá contribuir, estamos certos, para a crescente afirmação do Município nos roteiros turísticos e culturais. À boa imagem que hoje o Cineteatro Alba tem no panorama artístico e cultural nacional, queremos associar um conjunto de atividades e projetos — Vilarinho de S. Roque, Aldeia de Portugal; Rota dos Moinhos; Roteiro Gastronómico; Pistas Ciciáveis; Percursos Pedestres; Centro de Atividades Ambientais e Radicais (ATIVAR) — que contribuam para reforçar a atratividade do Concelho e para o desenvolvimento das áreas de negócio associadas ao turismo.
João Agostinho Pinto Pereira, Albergaria em Revista (2013)
quinta-feira, 28 de março de 2013
Alquerubim 1937
À venda no site de leilões Ebay
Vendedor: leaderphil - Buenos Aires (Argentina)
Origem: Rosalina Aydos dos Santos - Alquerubim (Albergaria-A-Velha)
Destino: Eduardo Aydos - Porto Alegre (Brasil)
Data: 26/02/1937
segunda-feira, 25 de março de 2013
Exposição de arte sacra
A diocese de Aveiro, a celebrar 75 anos da sua restauração como diocese, promove uma exposição de arte sacra no museu de Aveiro, que conta com a participação das 101 paróquias que constituem esta igreja particular.
Em parceria com o museu de Aveiro, a diocese promove assim um espaço que, para além de dinamizar o diálogo com o mundo e a sociedade em que está inserida, é ao mesmo “partilha de um tesouro sem esquecer nunca que a arte transporta em si um ministério profético”. Queremos ao mesmo tempo despertar as comunidades cristãs para o valor do património de que são possuidoras e sensibilizar para a correta conservação e preservação deste valioso património, resultante do património imaterial que é a fé e culto cristão.
Durante a exposição, aberta ao público de 20 de Janeiro a 7 de Abril de 2013 no horário normal de funcionamento do museu de Aveiro com entrada gratuita
A exposição que tem peças das 101 paróquias da diocese está patente, no Museu de Aveiro, de 20 de Janeiro até 7 de Abril, das 10h às 17h30, de terça a domingo. O catálogo que inclui fotografia e legenda de todas as peças está à venda por 12 euros.
http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=3575
Em parceria com o museu de Aveiro, a diocese promove assim um espaço que, para além de dinamizar o diálogo com o mundo e a sociedade em que está inserida, é ao mesmo “partilha de um tesouro sem esquecer nunca que a arte transporta em si um ministério profético”. Queremos ao mesmo tempo despertar as comunidades cristãs para o valor do património de que são possuidoras e sensibilizar para a correta conservação e preservação deste valioso património, resultante do património imaterial que é a fé e culto cristão.
Durante a exposição, aberta ao público de 20 de Janeiro a 7 de Abril de 2013 no horário normal de funcionamento do museu de Aveiro com entrada gratuita
A exposição que tem peças das 101 paróquias da diocese está patente, no Museu de Aveiro, de 20 de Janeiro até 7 de Abril, das 10h às 17h30, de terça a domingo. O catálogo que inclui fotografia e legenda de todas as peças está à venda por 12 euros.
http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=3575
sábado, 23 de março de 2013
Santiago em calcário
Santiago em Calcário, Séc XV
Fotografia da exposição fotográfica "Tempo de Memória" com fotografias relacionadas com a freguesia de Ribeira de Fráguas.
(cópia da fotografia cedida por Nuno Jesus)
Fotografia da exposição fotográfica "Tempo de Memória" com fotografias relacionadas com a freguesia de Ribeira de Fráguas.
(cópia da fotografia cedida por Nuno Jesus)
quinta-feira, 21 de março de 2013
Inauguração Quartel Séc. XXI
Os orgãos sociais e o comando têm a honra de convidar V. Exa. para a cerimónia de Inauguração do “Quartel Séc. XXI”, situado no arruamento H da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, que se realiza no dia 07 de Abril de 2013.
Programa:
10.00h Formatura geral para imposição de condecorações;
10.30h Recepção aos convidados;
11.00h Inauguração Oficial do Quartel Séc. XXI;
11.30h Sessão Solene;
15.00h Desfile apeado e motorizado.
http://www.bombeirosdealbergaria.pt
Jornal Bombeiros de Portugal, 14/Nov/2008
Programa:
10.00h Formatura geral para imposição de condecorações;
10.30h Recepção aos convidados;
11.00h Inauguração Oficial do Quartel Séc. XXI;
11.30h Sessão Solene;
15.00h Desfile apeado e motorizado.
http://www.bombeirosdealbergaria.pt
O
actual quartel não servia para as necessidades deste corpo de
bombeiros, afirmava o anterior comandante, José Ricardo Bismarck, em declarações ao jornal "Bombeiros de Portugal".
Actual quartel está obsoleto (2008)
(...) justifica a afirmação com os factos
de a instalação ter sido “projectada em 1965 e inaugurada em 1969,
quando havia três viaturas. Ele foi projectado para seis e hoje temos
33. Havia, na altura, 20 bombeiros e foi projectado para cerca de 30.
Hoje temos cerca de 140 bombeiros e está obsoleto. Não foi pensado para
ter mulheres, para ter tantas viaturas, para ter oficinas de manutenção,
para ter um apoio de comando e de secretaria… E, nesse sentido, é um
quartel que perdeu a validade”.
A
pensar no futuro, “estamos a trabalhar no projecto do novo quartel há
oito anos, mas já a partir de 1982 se falava em ampliações e na
necessidade de um novo quartel, por este estar esgotado”.
O
comandante José Bismarck fez questão de mencionar, agradecido, a equipa
técnica que o tem ajudado. “Na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, o
arquitecto Eduardo Costa Ferreira, os engenheiros Carlos Goulart e
Paulo Elísio e a Dr.ª Sandra Figueiredo; na Universidade de Aveiro, os
professores doutores Carlos Borrego e Nelson Martins e o engenheiro Luis
Tarelho; na NJL – Industrias Metalurgicas, Lda., os engenheiros Mário
Miguel Marques Mendes e Luisa Pereira; na 2M – Comércio e Serviços de
Electricidade, Lda., o engenheiro José Leite; na Scentor SA – Energy and
Building Solutions, o engenheiro Francisco Lamas.
Jornal Bombeiros de Portugal, 14/Nov/2008
segunda-feira, 18 de março de 2013
Tese
Sendo o GDUP da ECOP formado por operários da Construção Civil contratados para uma obra especifica (neste caso a Escola Técnica) resolvemos devido a termos um problema que é comum neste distrito de Aveiro, desenvolver uma tese sobre as condições dos contratados e as perspectivas de trabalho junto deles para alcançar a sociedade socialista.
I
A região sul do distrito de Aveiro tem-se caracterizado por uma fraca movimentação do proletariado industrial desde o 25 de Abril até aqui. Isto acontece por várias razões algumas das quais podemos enumerar:
— Grande parte do proletariado possui um pequeno talhão de terra que amanha depois de sair da fábrica. o que lhe origina o medo que lha roubem.
— Haver o domínio da pequena indústria sobre a grande.
— Haver um grande número de operários contratados por um ou dois meses que no fim desse período podem vir a assinar novo contrato.
II
É sobre o último caso que nós iremos debruçar detalhadamente visto ser o nosso caso especifico.
A ECOP-Arnaldo Oliveira é uma empresa de Construção Civil do Porto, que vem do Porto e contratou em Albergaria-a-Velha 50 operários até acabar a obra.
A situação destes operários tem muitas especificidades como por exemplo:
— Não têm assistência social pela Caixa de Previdência.
— Não têm subsidio de férias nem 13.º mês.
— Não têm direito a férias.
Além destas condições estão constantemente ameaçados pelo desemprego porque basta o patrão não querer e legalmente não assina o contrato.
III
Aliado a este receio o patrão vai dando as habituais compensações quer monetárias quer através de facilidades aos operários mais obedientes, conseguindo assim uma base de apoio dentro da fábrica que ataca todos os operários que se insurgem contra as injustiças cometidas sobre eles.
Assim é frequente ver-se numa fábrica operários a pôrem-se contra camaradas seus. acusando-os de querer arruinar o patrão que "está a ter prejuízo com a fábrica", só a mantendo aberta porque não quer atirar os trabalhadores para o desemprego e outras lamúrias que lhes são impingidas.
É também frequente ver-se delegados sindicais serem espancados pelo patronato sem haver um repúdio generalizado por parte dos operários.
É evidente que neste clima de terror que os operários aqui vivem e não são as boas palavras que fazem por exemplo com que uma fábrica adira à greve dos metalúrgicos quando decretada pelo sindicato (que é na sua maioria PS).
IV
Isto seria um panorama muito negro se nós nos alheássemos da evolução contínua da situação política portuguesa. Mas neste momento alguns daqueles que ontem defendiam acerrimamente posições do PPD, como é o caso de 3 elementos que hoje integram este GDUP e que já pertencem a uma organização revolucionária, vêem já mais claramente quem são os seus inimigos de classe e quem os defende. Deste modo, nós tentámos despoletar uma luta. que embora não tivesse ido para a frente por falta de apoio da maioria dos operários, teve o apoio bastante activo de vários CDSs, PPDs e PSs.
É na grave crise económica que existe neste pais e que não tem solução capitalista sem ser por métodos repressivos ainda maiores do que os usados neste momento (ou seja através do fascismo) e que irá originar nos tempos mais próximos medidas de restrição que irão despoletar grandes lutas. Pois quando a fome chega já não há mesmo nada a perder para a classe. Assim iremos ver os operários a mandar à fava quem os ilude neste momento e a aderir a um programa revolucionário.
V
Mas aqui surge um perigo: os GDUPs pondô-se à cabeça da luta reivindicativa não terem um programa político que aponte claramente os saltos qualitativos a dar. E é este programa (essa estratégia) que os GDUPs têm que encontrar neste congresso. Porque um programa de luta não basta, porque à luta seguir-se-á a repressão e à repressão a resposta quer nós queiramos quer não. Este clima irá originar graves perturbações a que a burguesia tentará dar resposta fazendo o seu golpe à chilena, a que corresponderá uma resposta do proletariado mais consciente. Se essa resposta não se alargar a todo o proletariado e a certos sectores da pequena burguesia que se queiram aliar, então podemos ter a certeza de que o fascismo se instalará.
Neste sentido temos que apontar claramente na organização da classe não para reivindicar melhores salários mas para conquistar o poder à burguesia. Porque o ciclo de aumento de salários-aumento de preços não tem viabilidade de durar muito tempo em Portugal, quer pela consciência que a classe adquiriu em certos pontos do pais e que não tardará em adquirir nos meios onde a direita ainda domina. depois das lutas que se darão, quer pela impossibilidade da situação aguentar muito tempo de agitação social.
GDUP—ECOP
Página UM, 30/10/1976
I
A região sul do distrito de Aveiro tem-se caracterizado por uma fraca movimentação do proletariado industrial desde o 25 de Abril até aqui. Isto acontece por várias razões algumas das quais podemos enumerar:
— Grande parte do proletariado possui um pequeno talhão de terra que amanha depois de sair da fábrica. o que lhe origina o medo que lha roubem.
— Haver o domínio da pequena indústria sobre a grande.
— Haver um grande número de operários contratados por um ou dois meses que no fim desse período podem vir a assinar novo contrato.
II
É sobre o último caso que nós iremos debruçar detalhadamente visto ser o nosso caso especifico.
A ECOP-Arnaldo Oliveira é uma empresa de Construção Civil do Porto, que vem do Porto e contratou em Albergaria-a-Velha 50 operários até acabar a obra.
A situação destes operários tem muitas especificidades como por exemplo:
— Não têm assistência social pela Caixa de Previdência.
— Não têm subsidio de férias nem 13.º mês.
— Não têm direito a férias.
Além destas condições estão constantemente ameaçados pelo desemprego porque basta o patrão não querer e legalmente não assina o contrato.
III
Aliado a este receio o patrão vai dando as habituais compensações quer monetárias quer através de facilidades aos operários mais obedientes, conseguindo assim uma base de apoio dentro da fábrica que ataca todos os operários que se insurgem contra as injustiças cometidas sobre eles.
Assim é frequente ver-se numa fábrica operários a pôrem-se contra camaradas seus. acusando-os de querer arruinar o patrão que "está a ter prejuízo com a fábrica", só a mantendo aberta porque não quer atirar os trabalhadores para o desemprego e outras lamúrias que lhes são impingidas.
É também frequente ver-se delegados sindicais serem espancados pelo patronato sem haver um repúdio generalizado por parte dos operários.
É evidente que neste clima de terror que os operários aqui vivem e não são as boas palavras que fazem por exemplo com que uma fábrica adira à greve dos metalúrgicos quando decretada pelo sindicato (que é na sua maioria PS).
IV
Isto seria um panorama muito negro se nós nos alheássemos da evolução contínua da situação política portuguesa. Mas neste momento alguns daqueles que ontem defendiam acerrimamente posições do PPD, como é o caso de 3 elementos que hoje integram este GDUP e que já pertencem a uma organização revolucionária, vêem já mais claramente quem são os seus inimigos de classe e quem os defende. Deste modo, nós tentámos despoletar uma luta. que embora não tivesse ido para a frente por falta de apoio da maioria dos operários, teve o apoio bastante activo de vários CDSs, PPDs e PSs.
É na grave crise económica que existe neste pais e que não tem solução capitalista sem ser por métodos repressivos ainda maiores do que os usados neste momento (ou seja através do fascismo) e que irá originar nos tempos mais próximos medidas de restrição que irão despoletar grandes lutas. Pois quando a fome chega já não há mesmo nada a perder para a classe. Assim iremos ver os operários a mandar à fava quem os ilude neste momento e a aderir a um programa revolucionário.
V
Mas aqui surge um perigo: os GDUPs pondô-se à cabeça da luta reivindicativa não terem um programa político que aponte claramente os saltos qualitativos a dar. E é este programa (essa estratégia) que os GDUPs têm que encontrar neste congresso. Porque um programa de luta não basta, porque à luta seguir-se-á a repressão e à repressão a resposta quer nós queiramos quer não. Este clima irá originar graves perturbações a que a burguesia tentará dar resposta fazendo o seu golpe à chilena, a que corresponderá uma resposta do proletariado mais consciente. Se essa resposta não se alargar a todo o proletariado e a certos sectores da pequena burguesia que se queiram aliar, então podemos ter a certeza de que o fascismo se instalará.
Neste sentido temos que apontar claramente na organização da classe não para reivindicar melhores salários mas para conquistar o poder à burguesia. Porque o ciclo de aumento de salários-aumento de preços não tem viabilidade de durar muito tempo em Portugal, quer pela consciência que a classe adquiriu em certos pontos do pais e que não tardará em adquirir nos meios onde a direita ainda domina. depois das lutas que se darão, quer pela impossibilidade da situação aguentar muito tempo de agitação social.
GDUP—ECOP
Página UM, 30/10/1976
domingo, 17 de março de 2013
AR-TEs
O Espaço d'AR-TEs
Centro Cultural Independente
A partir de agora novos passos vamos dar e mais intervenientes iremos ser. O sítio de costume, a loja devoluta, a antiga farmácia, passará a ter nome: Espaço dAR-TEs, centro cultural da AlbergAR-TE.
A Praça Ferreira Tavares para além do Bancos, da Câmara, do Tribunal, do Jornal de Albergaria, passará a contar connosco, quotidianamente.
O que vai acontecer? Muitas coisas que o Espaço, polivalente como pretendemos, possa albergar. Esse é o propósito da
AlbergAR-TE, para Albergaria.
Página antiga da Albergar-te
/http://planeta.clix.pt/albergar-te/diversos.html
NB: Isso passou-se já há bastante tempo agora na antiga farmácia está mais um banco.
Centro Cultural Independente
A partir de agora novos passos vamos dar e mais intervenientes iremos ser. O sítio de costume, a loja devoluta, a antiga farmácia, passará a ter nome: Espaço dAR-TEs, centro cultural da AlbergAR-TE.
A Praça Ferreira Tavares para além do Bancos, da Câmara, do Tribunal, do Jornal de Albergaria, passará a contar connosco, quotidianamente.
O que vai acontecer? Muitas coisas que o Espaço, polivalente como pretendemos, possa albergar. Esse é o propósito da
AlbergAR-TE, para Albergaria.
Página antiga da Albergar-te
/http://planeta.clix.pt/albergar-te/diversos.html
NB: Isso passou-se já há bastante tempo agora na antiga farmácia está mais um banco.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Rui Marques No Parlamento (1999)
«Rui Marques, eleito presidente da Câmara Municipal de Albergaria-A-Velha nas últimas eleições autárquicas mas a ocupar actualmente as funções de deputado na Assembleia da República foi o alvo de fortes críticas nesta Assembleia Muncipal. Críticas oriundas sobretudo da bancada do PSD, nomeadamente de Mário Jorge Lemos Pinto que alegou mesmo ser ilegal a suspensão do mandato do presidente da Câmara, Rui Marques. Contactado pelo Linha da Frente, Rui Marques afirmou estar 'tranquilo e descansado'. Sobre este caso 'não estou minimamente preocupado', refere ainda Rui Marques.
Linha da Frente, 06/05/1999
Linha da Frente, 06/05/1999
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