quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Albergaria-a-Velha e o seu concelho

Albergaria-a-Velha e o seu concelho (1874-1957)

ALGUMAS PALAVRAS

COMO EXPLICAÇÃO E COMO HOMENAGEM

Consideramo-nos depositários de bastantes documentos e apontamentos, lenta e pacientemente recolhidos mercê da curiosidade e canceiras de várias pessoas, que tinham por objectivo, de certo, prestar a sua colaboração com uma obra de natureza idêntica à que trazemos agora a público.

A morte levou todos os que, com carinho. com perseverança e talvez com paixão. se dedicaram a essa ingrata tarefa e é certo que alguns deixaram, na brilhantes do seu labor.

Duma vez sabemos, que se tentou a publicação sistematizada de documentos, acompanhados de notas valiosas. Deram-se, porém, os primeiros passo, e mais não se avançou.

Fez-se, depois, a publicação de documentos dispersos, obedecendo-se apenas ao intuito de se dar conhecimento do muito que se podia esperar para a História da nossa terra — e despertar algum entusiasmo e interesse, por estes assuntos, em tantos que deles andavam arredado, e que podiam tornar-se apreciáveis colaboradores —. O interesse, sempre efémero, esmorecia no dia seguinte, apagava-se breve, e os jornais inutilizavam-se por desnecessários. Se alguém, por espírito de coleccionador, os arquivava, não pensava mais em folheá-los para pousar a vista, ainda uma vez, em documento que a princípio prendera a sua atenção. Era fastidioso...

Para que tantos elementos de valor não viessem o extraviar-se e perder-se, cumpria publicá-los em volume de fácil consulta e em que os assuntos aparecessem arrumados com alguma sequência.

Foi o que nos propuzernos fazer, certos de que outros, melhor apetrechados, se dispuzessem, a completar o nosso trabalho, cujo mérito se reduz, quase, à fidelidade dos documentos que contém, e no escrúpulo que presidiu às anotações.


*

Queremos deixar aqui consignado que o maior incitamento para esta publicação nos veio do Sr. José Figueiredo, proprietário da Tipografia Vouga, pela espontaneidade com que assumiu todos os encargos da edição.

*

Consideramos um dever relembrar, neste momento, os nomes daqueles que muito contribuíram para se compilarem todos os materiais de que nós utilizamos. Cumpramos, pois, esse dever.

ANTÓNIO AUGUSTO HENRIQUES FERREIRA, falecido na casa da Travessa, desta vila, em 11 de Setembro de 1885, com 69 anos, era irmão de João Henriques Ferreira Júnior, enforcado como liberal em 9 de Outubro de 1829, e do Dr. José Henriques Ferreira, a quem Fazemos largas referências, no lugar próprio, pela sua acção nas lutas liberais e na criação do nosso concelho. António Augusto, inteligente e culto, deixou um caderno de valiosos apontamentos, relativos a acontecimentos seus contemporâneos e a factos anteriores.

PATRÍCIO TEODORO ÁLVARES FERREIRA, falecido em 10 de Abril de 1932, com 86 anos, foi talvez o investigador de maior profundidade e extensão, possuindo um vasto repositório de documentos inestimáveis, que correm o risco de se perder. Dotado duma cultura superior no seu meio, escrevia com elevação, afirmando-se pela pureza da linguagem e pelo classicismo da expressão. Iniciou no jornal O Movimento a publicação de vários documentos. que copiosamente anotava, mas não deu seguimento a essa tentativa de reconstituição da história da nossa terra, e que tão bem se augurava. Recentemente, e na Gazeta, de Albergaria, recomeçou sob outra orientação, não indo além de algumas páginas.

JOÃO DE PINHO, falecido em 4 de Março de 1939, com 68 anos, era uma alma dedicada à sua terra, tomando parte activa em todas as iniciativas que tendiam a elevá-la e engrandecê-la. Devotou-se a coleccionar documentos e factos que respeitassem à sua História, fazendo publicar no Jornal de Albergaria o maior número deles. Teve como auxiliar ALBERTO EDUARDO DE SOUSA, que aqui, como Escrivão de Fazenda, radicou profundas simpatias, nunca esquecendo Albergaria, que era para ele a terra adoptiva. Colocado na Inspecção de Fazenda em Aveiro, onde se achava depositado o vasto arquivo do Convento de Jesus, dele extraiu a cópia de vários e longos documentos, que interessavam a Albergaria, remetendo-os a João de Pinho. Veio a falecer em casa do seu genro, Sr. Manuel Marques Lima, de Mouquim, em 8 de Dezembro de 1913. com 71 anos.

AMÂNDIO DE MIRANDA CABRAL, falecido em 7 de Maio de 1921, com 49 anos apenas, era um funcionário inteligente e zelosíssimo, merecendo a consideração e estima de todos os magistrados com quem serviu, e a de todos aqueles que com ele tratavam, quer pelo seu saber, quer pelo seu aprumo moral. Trabalhador metódico e incansável, ainda lhe sobejava vagar para tomar bastantes notas, dia a dia, e buscar outras de velhos papéis.

Para a memória de cada um destes homens, vai uma parcela da nossa gratidão e da nossa saudade.

Janeiro de 1944

António de Pinho

Posfácio

O Prof. Doutor Marcelo Caetano elaborou um Plano para ser observado pelos seus alunos que se propuzessem escrever a monografia dos respectivos concelhos.

Nesse Plano dizia que eram condições essenciais duma monografia:

— o método e a clareza da exposição
— a probidade nas afirmações; e
— o escrúpulo na documentação.

Acrescentava a seguir:

Não importa escrever muito: mas é preciso escrever bem, referir os factos nos seus lugares, e separar nítidamente as matérias distintas entre si.

Cremos ter obedecido a estes ditames antes mesmo de os conhecer, pois nos norteámos, tão somente, pela nossa própria orientação, já vincada nos fascículos publicados há 13 anos.

Não indicaremos os motivos da interrupção havida, embora possamos afirmar que, no longo lapso do nosso aparente repouso, colhemos novos e valiosos elementos que agora inserimos, e que melhor esclarecem, se não completam, determinados assuntos bastante complexos.

Este nosso trabalho representa anos de paciente e lenta investigação, e não menor esforço se tornou necessário para a análise e coordenação dos documentos e elementos, ou por nós exumados ou recebidos de outrem.

Propositadamente nos abstivemos de tratar de factos e assuntos nossos contemporâneos, não só para evitarmos interpretações duvidosas e algumas susceptibilidades, mas ainda porque é uma fase cujo estudo está ao alcance de todos.

Não tivemos, nem podíamos ter, pruridos de literato, e apenas nos guiámos pelo desejo de ser útil à nossa terra com esta obra, que outros, no futuro, se encarregarão de completar.

A critica dirá se conseguimos o nosso objectivo.

Albergaria-a-Velha, 5 de Dezembro de 1957

António de Pinho

Obras não impressas referidas em Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha de seu filho António Homem de Albuquerque Pinho que seguiu os passos de seu pai.

Apontamentos da vida albergariense (manuscrito de João de Pinho)
Coisas e Loisas, principalmente de Albergaria (manuscrito de António Augusto Henriques Ferreira)
Notas a Esmo (conjunto de três manuscritos de Amândio de Miranda Cabral)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Albergaria-a-Velha e o seu concelho

Albergaria-a-Velha e o seu concelho (1874-1957)
DR. ANTÓNIO FORTUNATO PINHO - 15/04/1874 - 16/04/1958

Eu era pequenito e vivia com meu avô materno e minhas tias ali na extinta Farmácia Lemos & Filha, na Rua de Santo António.

E lembro-me, lembro-me como se fôsse hoje, de ouvir o meu avô dizer «O Senhor Dr. Pinho vai-se casar com a Senhora D. Maria Emília de Albuquerque, da «Casa da Rua de Cima».

A «Casa da Rua de Cima» é, nesta vila, a Casa Mater dos Albuquerques, hoje na legitima posse de um dos seus descendentes o Ilustre Dr. José Homem de Albuquerque Ferreira.

Não me lembro de ouvir falar no casamento, que se deveria ter feito pouco tempo depois. Eu era muito pequenino. Do casamento do Senhor DR. ANTÓNIO FORTUNATO DE PINHO com a Senhora D. Maria Emília Correia Telles de Araújo e Albuquerque nasceram a Senhora D. Maria Regina, a Senhora D. Maria Luísa e o Sapientíssimo Doutor António Homem Correia Telles de Albuquerque Pinho, a partir deste número (finalmente!) nosso Ilustre Colaborador e o primeiro Professor Universitário que Albergaria-a-Velha, vila, teve, nos oito séculos da sua História. (...)

O DR. ANTONIO DE PINHO que eu recordo e que tanto me ensinou de Direito (de Direito e doutras coisas) é já o da segunda metade da sua vida, pois quando eu comecei a advogar, ele Já tinha 66 anos. Havia, então, cá, quatro Advogados: o DR. PINHO, o Dr. Hernâni Ferreira de Miranda, o Dr. Silvino Gonçalves de Sousa (estes dois eram Advogados e Notários) e o Dr. Armando de Albuquerque Miranda, que usava o nome de Armando de Albuquerque. [Mais o Dr. Alfredo de Sousa e Melo e o Dr. Manuel Homem Ferreira que começou a advogar quase quando eu!] Eu comecei a advogar em 1950, mas já cá estava desde 1944, ano em que morreu meu pai e em que eu tive de me fixar em Albergaria-a-Velha. Até 44, eu andava a monte... por Lisboa, pelo Porto, por onde calhava...

Quando cá vinha, visitava sempre o Senhor DR. PINHO, como era conhecido aqui entre nós. Dessa altura, lembro-me bem dele. Era o Dr. Pinho o Orador oficial de Albergaria. Falava bem. pausadamente. Não era rápido na oração. Mas construia muito bem a frase, que tinha sempre aquela estrutura estilística, que o improviso rápido não permite.

Quando comecei a advogar, o DR. ANTÓNIO DE PINHO foi muito meu amigo e um belo Mestre. Uma vez, em pleno julgamento, em situações opostas, ele não quis aproveitar-se da sua maior sabedoria e da minha menor experiência, pelo contrário, chamou a minha atenção para certo aspecto que eu desprezara e não era para o fazer. Perdi essa questão, mas caí de pé. Foi a sua bondade a sua amizade que permitiram que me não estatelasse, como um «caloiro» que era.

(...)

A sua profunda cultura humanística levou-o para a História desta Albergaria, que vem dos tempos de D. Teresa, Mãe de D. Afonso Henriques, como ele bem o documentou na sua primorosa Biobibliografia ou, se se quiser mais acríbia, Monografia ALBERGARIA-A-VELHA E O SEU CONCELHO, que a Tipografia Vouga editou em 1944 e que é a autêntica Crónica de Albergaria-a-Velha. Foi uma obra que mereceu ao PROF. DOUTOR MARCELLO CAETANO o mais aberto louvor.

Havia dados soltos publicados em jornais, alguns do saudoso Senhor Patrício Teodoro Álvares Ferreira (1846-1932) que «fez extrair certidão da Carta de Couto d'Osseloa que se encontra na Torre de Tombo, e publicou-a na Gazeta de Albergaria de 19 de Fevereiro de 1927, e daqui foi transcrita na Gazeta de 10 de Junho de 1934».

Tudo quanto há em volume para a História de Albergaria-a-Velha a este Benemérito Historiador da nossa terra.

E, no entanto, não há uma Rua com o seu nome, não há a estátua que Albergaria-a-Velha lhe deve!

É da sina de Albergaria-a-Velha, ignorar os seus filhos e endeusar os estranhos. Até se diz que Albergaria é má mãe e boa madrasta. (...)

Evocar o nome do inolvidável e muito Ilustre DR. ANTÓNIO FORTUNATO DE PINHO, que morreu faz no dia 16, quinze anos, é um imperativo de gratidão que todos os albergarienses devem ao seu primeiro Historiador e é um acto de justiça e pura amizade que o meu coração lhe presta.

Vasco de Lemos Mourisca, Arauto de Osseloa nº 198, 01/04/1983

Actualmente já existe uma rua com o seu nome. Em 16 de Janeiro de 1944 foi editado o primeiro fascículo de "Albergaria-A-Velha E o Seu Concelho" de António de Pinho.

Dados Biográficos de António Fortunato de Pinho
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2011/09/antonio-fortunato-de-pinho-1874-1957.html

Índice da obra
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2011/11/albergaria-e-o-seu-concelho-de-antonio.html

Referências bibliográficas:

Albergaria-a-Velha 1910 da Monarquia à República - pp. 306 e 307

Gente Ilustre Em Albergaria-a-Velha - pp. 13 e 14

Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha - Subsídios para a sua História

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Pároquia de Nossa Senhora das Neves de Angeja,

O padre Querubim Silva, diretor do Colégio Nossa Senhora da Apresentação de Calvão e atual pároco em Angeja, será nomeado pároco da paróquia de Soza.

http://www.oponto.net/index.php/local-categorias/rota-do-ponto/item/4730-querubim-silva-nomeado-para-a-paroquia-de-soza

NOMEAÇÕES

1. INTRODUÇÃO

 A morte inesperada do Padre Fernando Manuel Teixeira Pinto e o regresso a Benguela, sua Diocese de origem, do Padre Tiago Kassoma exigem que sejam dados às paróquias, que generosamente serviram, novos párocos que as possam servir pastoralmente.

Agradeço a Deus a dedicação sentida e a generosidade encontrada nos presbíteros e diáconos que asseguraram este tempo de transição e nos que assumem, a partir de agora, este acrescido serviço pastoral, sabendo que o fazem sem em nada aliviar tantos outros múnus pastorais que lhes estão confiados.

Esta permanente disponibilidade para a missão constitui um sentir fraterno de comunhão e corresponsabilidade dos diáconos e presbíteros com o bispo diocesano e revelam que para lá do imperativo duma consistente organização eclesial está presente e actuante em cada um de nós “o sonho missionário de chegar a todos” porque aí “opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica”, como nos lembra o Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (EG 30 e 31).

A Missão Jubilar que vivemos e os dinamismos pastorais que em nós despertou veio revelar-nos que há entre nós, na vida da Igreja e na sua acção pastoral, um manancial extraordinário de graça que urge descobrir e de generosidade que importa valorizar e me incumbe agradecer.

Neste espírito de corresponsabilidade e de gratidão;

 HEI POR BEM NOMEAR:

1.     P.e Querubim José Pereira da Silva, Pároco de S. Miguel de Soza, no Arciprestado de Vagos.

2.     P.e Manuel António Carvalhais, Pároco de Santo António de Vagos, no Arciprestado de Vagos.

3.     P.e Manuel Martins Simões de Melo, Pároco de S. Tomé de Paredes do Bairro, no Arciprestado de Anadia.

4.     P.e João Carlos de Almeida Carvalho, Pároco de Nossa Senhora da Assunção de Ancas, no Arciprestado de Anadia.

5.     P.e Leonardo António Pawlak, Pároco de Nossa Senhora das Neves de Angeja, no Arciprestado de Albergaria-a-Velha.

6.     Diácono Manuel Benjamim de Oliveira Simões, Colaborador do Pároco de S. Miguel de Soza, no Arciprestado de Vagos.

7.     Diácono Dario da Rocha Martins, Colaborador do Pároco de Santo António de Vagos, no Arciprestado de Vagos.

8.     Diácono Afonso Dinis Dias, Colaborador do Pároco de Nossa Senhora da Assunção de Ancas, no Arciprestado de Anadia.

Aveiro, 3 de Janeiro de 2014.

António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro

http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=9302

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa

http://www.oapix.org.pt/100000/1/,01,16/index.htm?l=50
Imagens do concelho de Albergaria-a-Velha, obtidas em 1956 durante o Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa:

http://www.oapix.org.pt/100000/1/,01,16/index.htm?l=50

OAPIX tem como principal objectivo o acesso online de imagens das colecções dos arquivos da Ordem dos Arquitectos. Em permanente crescimento e actualização, pretende-se criar um banco de imagens digitais que assuma particular destaque enquanto forma de divulgação cultural, para fins de investigação e educativos.

(informação partillhada por Armando Ferreira no grupo do Facebook "Amo a Minha Terra")

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Informações 1974

Aveiro - 1974 (lista de telefones regional)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

400 anos da Igreja Matriz de Angeja - Catálogo


No âmbito das comemorações dos 400 anos da Igreja Matriz de Angeja, vai ser lançado, na noite de 29 de dezembro de 2013, pelas 21h00, o catálogo [e DVD] da exposição Memórias: História, Arte e Fé, de José Fernando Silva e Luís Altino Bastos Resende.

Nesta publicação, o leitor encontra a paixão pelas raízes e o fervor para fazer perceber, aos vindouros, o legado que a população de Angeja recebeu e as exigências que ele coloca. Sem pretender ser uma investigação exaustiva, esta obra é um precioso roteiro e um registo duradouro daquilo que é a vida em comunidade, cívica e religiosa, nesta freguesia ao longo de quatro séculos.

Para Querubim Pereira da Silva, pároco de Angeja, “o livro que ora temos em mãos é um desafio ao nosso permanente desejo de identificar e perceber. Conseguiram os autores uma desconstrução interessante do nosso património, dando-nos a beleza do pormenor e provocando-nos para o trabalho de reconstruirmos a maravilha do todo”.

Durante a apresentação do catálogo na Igreja Matriz de Angeja haverá uma pequena performance de música e canto.

CMA

De 3 a 29 de Agosto de 2013 esteve patente, na Igreja Matriz de Angeja, a Exposição "Memória: História, Arte e Fé".

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Memórias do Cine-Teatro Alba


O Catálogo da Exposição "Alba - Memórias do Cine-Teatro" recebeu uma Menção Honrosa, na Categoria Catálogo, nos Prémios APOM 2013, instituídos pela Associação Portuguesa de Museologia.

O documentário, concebido no âmbito da exposição inaugural do renovado Cineteatro Alba, venceu uma menção honrosa, na Categoria de Património Imaterial, na 8ª Edição do Concurso de Vídeo do Inatel 2013.

O documentário foi anteriormente candidato ao prémio europeu Heritage in Motion, promovido pela Europa Nostra e pela European Museum Academy, nas categorias "Filme/Vídeo" e "Educação", com destaque para as áreas técnicas de câmara/fotografia, realização e edição.

Para a QUE CENA, produtora do documentário, trata-se de "um olhar sobre as vidas de quem trabalhou no Cineteatro ao longo de mais de 50 anos". Pretende-se também demonstrar os sentimentos de vivência e pertença daqueles que passaram por este equipamento cultural que marcou gerações de Albergarienses.

"Entre os rostos enrugados e as mãos tremidas, as memórias caminham connosco, numa interminável contaminação construtiva entre a realidade e o mito".

http://www.youtube.com/watch?v=m2mmFWrxtfc

O Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, é uma edição exclusiva de 1.000 exemplares numerados, que apresenta as história de um importante equipamento cultural pelas pessoas que o vivenciaram.

O Catálogo da Exposição “Alba – Memórias do Cine-Teatro”, que vem acompanhado com DVD,  está à venda no Cineteatro Alba, na Biblioteca Municipal e no Arquivo Municipal.

http://www.cm-albergaria.pt/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=18784

http://www.cm-albergaria.pt/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=19957

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Valorizando o património


A degradação ou desaparecimento do património edificado constitui um empobrecimento para a vila [de Angeja].

Quando Angeja foi sede de concelho, executaram-se grandes obras e edificações, que hoje representam a memória histórica que recordamos com orgulho e devemos preservar, recuperando-as para serem utilizadas em diferentes usos (habitação, comércio ou serviços).

Eu proponho que os proprietários desses edifícios devem organizar-se para obterem benefícios das entidades oficiais para a conservação ou recuperação destes imóveis.

Os filhos de Angeja não podem continuar a fixar-se noutras terras, Temos que pensar no futuro da víla.

Como prometi estou a apresentar a minha proposta para a fachada de uma edificação classificada no centro da vila para comércio.

Até à próxima.

Mercedes Souto, Arquitecta

Nota: nos primeiros números do jornal D' Angeja foram publicados vários artigos interessantes da arquitecta Mercedes Souto sobre recuperação de património.