terça-feira, 1 de abril de 2014

Documentário sobre a Alba


Alba, uma marca ao serviço da comunidade retrata a história fascinante da empresa e da marca Alba, um caso exemplar e pioneiro no panorama da indústria portuguesa. É um percurso centenário, norteado por um espírito empresarial inovador, aventureiro, solidário e humanista, colocando o sucesso ao serviço da comunidade, tornando-se assim fator de agregação de uma região e evitando a exclusão social. Este documentário constitui, ainda, uma justa homenagem ao verdadeiro mentor do projeto Alba – Comendador Augusto Martins Pereira – e às várias gerações da família que lhe deram sequência, nomeadamente António Augusto Martins Pereira, seu neto, que faleceu em Janeiro de 2013 e cujo depoimento foi gravado poucos meses antes da sua morte.

autoria Delfim Bismarck Ferreira

guião Miguel Ferraz

pesquisa e documentação Delfim Bismarck Ferreira, Ildeberto Beirão e Miguel Ferraz

op. Imagem Fernando Falcão, João Rodrigues, Luis Cutileiro, Luis Malaia

edição vídeo e grafismo Elisabete Grazina

pós-produção áudio José Raposo / Sound Station

consultora Rita Saldanha

produção Luís de Freitas, Ildeberto Beirão, Miguel Ferraz

realização Elisabete Grazina, Fernando Falcão

http://www.cineteatroalba.com/alba-uma-marca-ao-servico-da-comunidade/

29 ABRIL 2014 | TERÇA-FEIRA | 21H00

Documentário | CineTeatro Alba – Sala Principal
ALBA, UMA MARCA AO SERVIÇO DA COMUNIDADE
Gratuito (sujeito a levantamento de ingresso e à lotação da sala) | 40 min. | M/ 3

quarta-feira, 26 de março de 2014

O teleférico

Conheço Albergaria-a-Nova desde que ali comecei a desembarcar na década de 50 do Séc. XX para visitar os meus tios avós que à época moravam em Fradelos e comecei a sofrer de torcicolos por levar todo o resto do caminho a pé, a olhar à direita, fascinado com o teleférico da Fábrica do Carvalhal.

Por esse tempo já o meu avô paterno me descrevia a passagem do primeiro automóvel por essas paragens em 1897, quando com a sua avó vinha a pé de Cucujães para a Mourisca.

Elísio Apolinário Silva, 2013

quinta-feira, 20 de março de 2014

Carta de Foral da Vila de Frossos

Sempre houve pessoas inclinadas a preservar fosse o que fosse que se pudesse revelar como documentação, presumivelmente útil, do nosso património cultural. Por preparação universitária, aliada a uma grande afeição por tudo o que pudesse traduzir manifestações espontâneas do nosso povo — língua, trabalhos artesanais, instrumentos vários, folclore, etnografia — de cujo meio provinciano nos orgulhamos de ter saído e dentro do qual teimamos em viver — desde muito cedo nos dedicámos às tarefas de registo de que fomos fazendo algumas modestas publicações.

A nossa profissão de professor do Ensino Secundário permitiu-nos, por outro lado, uma abundante e útil troca de impressões com alguns alunos sensíveis a estes problemas, os quais nos chegaram a fornecer material digno de menção e estudo, que, oportunamente, aproveitámos para tornar público. O nosso enriquecimento tornava-se assim, a cada passo, mais notável, a ponto de tentarmos concretizar alguns sonhos que, posteriormente, se desfizeram.

Apesar de tudo, não esmorecemos e procurámos continuar voluntária e conscientemente esta cruzada patriótica.

Já numa altura recente, a um aluno nosso da Escola do Magistério Primário de Aveiro, a quem se procurou incutir a necessidade da recolha e do registo de material digno de interesse para o espólio do património cultural do país, mas obedecendo a princípios e a regras mais ou menos correctos, ficámos a dever o conhecimento e o contacto directo com o belo exemplar da Carta de Foral que estamos a trabalhar.

Reconhecemos, por isso, que não tem sido em vão o nosso apelo, ao longo da nossa carreira de profissional; uma vez ou outra, aqui e além, sempre tem surgido alguém que se tenha passado a interessar por estes problemas, o que nos consola, merecendo, da nossa parte, aplausos de sentido regozijo.

O facto de nos trazer o documento, de ter procurado elucidar-se sobre ele, do trabalho que, a partir dele, se poderia ou poderá realizar e ainda do destino que se lhe poderá dar, constituiram preocupações muito válidas do nóvel professor que muito nos apraz registar e ao qual auguramos uma brilhante carreira profissional. Motivado pela sua atitude consciente e responsável, procurar-se-á salvar, talvez do desaparecimento ou da destruição, um documento de que a Freguesia de Frossos, o Concelho de Albergaria-a-Velha e o Distrito Aveiro se poderão orgulhar. Sentir-se-á também feliz e orgulhosa a Escola do Magistério Primário por, pelos seus bancos ter passado um aluno que, para além dos conhecimentos adquiridos, sob o ponto de vista teórico-prático de Intenção profissional, foi capaz ainda de criar e alimentar atractivos de carácter científico, paralelamente à sua preparação fundamentalmente pedagógica. Ficarão satisfeitos os seus professores porque não viram os seus ensinamentos malbaratados ou somente utilizados em situações de puro compromisso ou ocasionais, antes os viram orientados para uma prática em que a dedicação e o interesse não se revelam como qualidades fortuitas.

António Capão, em Carta de Foral da Vila de Frossos (1984)

NOTA EXPLICATIVA *

Este trabalho inédito sobre "A Carta de Foral da Vila de Frossos" é um trabalho notável e só possível devido a uma conjunção feliz de factores entre os quais se destacam o indefectível interesse que várias gerações ligadas ao pelouro jurisdicional da freguesia de Frossos tiveram pelo seu património cultural, a curiosidade e interesse de um estudante virado para os valores reais da sua comunidade e, finalmente, o grande desvelo e carinho do Dr. Capão por tudo quanto é cultural e terrantês.

A amargura do autor devida à ressaca da crise cultural em que nos afogamos e o seu ressentimento pessimista contra as macrocefalias que a uns tudo dão e aos restantes tudo negam, são incisivos acicates que levaram o autor a compensar-se, moralmente, recreando-se e recreando-nos, com a apresentação de um trabalho em que se recria toda a história de uma comunidade genuinamente portuguesa da nossa região, ao, em pleno séc. XVI; para montar todo o cenário sócio-cultural, no qual se desenrola o documento, o autor aborda perspicazmente a azáfama legislativa daquela época em plena mudança, à qual o monarca não podia ter sido, nem foi indiferente; ao mesmo tempo, e com grande oportunidade, o autor demonstra que o Foral de Frossos jamais, até aos nossos dias, mereceu tratamento igual, ou parecido, ao de tantos outros forais da época e da região o que vem conferir maior singularidade ao presente trabalho cujo ineditismo deriva da oportunidade só agora surgida, "graças a Deus", aos actuais autarcas de Frossos e principalmente, ao Hélder Castanheira, actual Presidente da Assembleia de Freguesia.

O facto de o Foral de Frossos se manter resguardado durante todo este tempo não se deverá a uma possível perda da sua importância, pois, como o autor o demonstra, ele foi o instrumento dissuador que obrigou o poderoso Convento de Jesus de Aveiro a manter uma coexistência pacífica, como hoje se diria, no que concerne a direitos, deveres e privilégios nesta partilhada e demarcada região, dividida por vários interesses antagónicos.

A análise do conteúdo do foral, em si, é feliz e exaustiva e é só possível porque, quando um professor de Português, que é o caso, gosta de História, refaz melhor a História de Portugal; na verdade, as palavras, as frases, a sintaxe, a semântica, que fazem senão reviver uma época e que são, afinal, senão a própria História de há 350 anos?

Finalmente, o autor, com este valioso trabalho, poderá vir a contribuir, para além do mais, no sentido de todos os autarcas se interessarem profundamente pelo património das suas comunidades, procurando desenvolvê-lo, defendê-lo e dá-lo a conhecer, como no caso presente; não só os autarcas, também as instituições locais devem ter iguais preocupações, especialmente as escolas primárias, preparatórias, secundárias e superiores cujos corpos docentes e alunos devem ser orientados para uma incessante busca dos valores mais marcantes das suas regiões, no campo da arqueologia, do artesanato, do folclore, das monografias, da ecologia humana, etc.

O património cultural da nação portuguesa só assim deixará de ser delapidado constantemente pelas mais variadas formas às quais o Dr. Capão reage com tanto pessimismo e amargura, sentimentos estes que, aliás no fundo, e isso sirva-nos de lição, o levaram a "gritar".. esta obra a que outras se hão-de seguir com certeza; esperemos, contudo, que essas não sejam já fruto de um "furor sagrado" porque passados já serão os "dies irae" da neurose cultural que sofremos.

Aveiro, 8 de Dezembro de 1982

EDGARD PANÃO (Director da Escola do Magistério Primário de Aveiro)

* como prefácio da obra Carta de Foral da Vila de Frossos

domingo, 16 de março de 2014

Foral de Frossos - 500 Anos

http://www.cm-albergaria.pt/output_efile.aspx?id_file=27310&id_object=20309

21-22-23 Março 2014
500 anos do Foral de Frossos

Vai ser lançado o livro "Frossos - A Comenda e o Foral Manuelino" que conta novamente com a colaboração da Prof. Maria Alegria Marques que colaborou nas edições anteriores (FORAL DE ANGEJA - 1514 e FORAL DE PAUS - 1516).

Haverá também uma feira quinhentista dinamizada pela Alberga-rte com muitas actividades  e a participação de várias colectividades.

A AlbergAR-TE trabalha afincadamente na coordenação das comemorações dos 500 anos do Foral de Frossos que se realizarão nos dias 21, 22 e 23 de Março em Frossos, numa iniciativa do pelouro da Cultura da CM de Albergaria.

 Toda a comunidade local está envolvida neste projeto através de todas as associações locais e individuos da comunidade.

O FORAL

http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2011/02/forais-e-carta-de-couto-i.html

O Foral da Vila de Frossos foi concedido por D. Manuel I em 22 de Março de 1514.

No foral, cujo original foi conservado ao longo dos anos pelas gentes de Frossos, encontram-se expressos alguns benefícios e privilégios de que a Ordem de Malta (a essa data Ordem dos Cavaleiros de Rodes) era titular.

"A presença da Ordem de Malta em Frossos remonta ao tempo da primeira sede desta Ordem Militar e Religiosa em Portugal e, também assim, ao tempo em que, conquistada mais uma “parcela” daquele que viria a ser o Portugal que hoje conhecemos, se tornava necessário defender e povoar a mesma. O rio Vouga constitui uma das primeiras linhas naturais de defesa, o limite de uma das primeiras “parcelas” de território que interessava defender e povoar".

Frossos revelou-se como uma das comendas estrategicamente melhor posicionadas para cumprir o desiderato da defesa na conquista do território português.

http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2011/02/forais-e-carta-de-couto-i.html

Com o objectivo de salvaguardar e difundir a Carta de Foral de Frossos, foi assinado, no dia 26 de Fevereiro, um protocolo de cooperação entre a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e a Junta de Freguesia de Frossos, proprietária do documento em questão.
 

 De acordo com o protocolo assinado, a Junta de Freguesia compromete-se a ceder o Foral Manuelino à guarda do Arquivo Municipal por um período de 30 anos, automaticamente renováveis por períodos de igual duração. Por seu lado, o Arquivo Municipal fará a gestão e a conservação da Carta de Foral, promovendo ainda a sua difusão e a consulta por parte de investigadores e interessados, mediante o cumprimento das normas expressas no Regulamento do Arquivo Municipal.
            

O Foral Novo, assinado por D. Manuel I, foi dado a Frossos em 1514. Foi concertado e registado na Torre do Tombo por Fernão de Pina, encarregue do corregimento dos forais do reino por comissão régia e, actualmente, encontra-se encadernado com capas de tábua protegidas por pele do primeiro quartel do século XIX.

CMA,01/02/2010
 
O Dr. António Capão publicou, em 1984, o livro "Carta de Foral da Vila de Frossos". O recentemente falecido Hélder Castanheira,  à época Presidente da Assembleia de Freguesia de Frossos, tinha sido aluno do Dr. António Capão e esteve na génese desse lançamento.

terça-feira, 11 de março de 2014

Núcleo urbano da vila de Albergaria-a-Velha

Núcleo urbano da vila de Albergaria-a-Velha
    PT020102010037

Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha

Núcleo urbano sede municipal. Vila situada em planície. Povoação medieval de fundação senhorial. Vila moderna.   

Categoria: Conjunto

Acessos: EN1

Protecção:  Inclui Casa de Santo António (v. PT020102010005)

Grau: 5

Enquadramento: Situado em planície. O município está dividido em 8 freguesias entre elas Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeira de Fráguas, São João de Loure, Valmaior; e é delimitado a N. pelos municípios de Estarreja e Oliveira de Azeméis, a E. por Sever do Vouga, a SE. por Águeda, a SO. por Aveiro e a NO. por Murtosa.

Época Construção: Séc. 12

Cronologia: Época romana - local de passagem de via militar; séc. 12 - D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, baptiza o local de Albergaria e doa carta do couto de Osseloa (Quinta d' Assilhó) a Gonçalo Eriz; séc. 16 - documentação refere Albergaria como vila; 1706 - Albergaria é uma freguesia do termo de Aveiro, tem 521 vizinhos e pertence ao duque de Aveiro; 1834 - criação do concelho de Albergaria-a-Velha.

Características Particulares: Povoação da freguesia do termo de Aveiro e pertence à casa da Aveiro (Costa, 1706).

Bibliografia: COSTA, Carvalho da, Corografia Portuguesa, Lisboa, 1706, Tomo II, p.140; PINHO, António Gomes de, Albergaria-a-Velha e o seu concelho, Albergaria-a-Velha, Tipografia Vouga, 1944.

Documentação Gráfica: DGOTDU:  Arquivo Histórico (Plano de Urbanização de Albergaria-a-Velha, Arq. João António de Aguiar, 1949; Plano Geral de Urbanização de Albergaria-a-Velha, Arq. Jorge Gigante, 1974)

Documentação Administrativa: DGARQ/TT:  Memórias paroquiais, vol. 1, nº 68, p. 479 a 482

Intervenção Realizada: Observações: M ESTUDO; Autor e Data: Rita Vale 2012

SIPA
http://www.monumentos.pt

sábado, 8 de março de 2014

Casas do Concelho

Lista de artigos de Delfim Bismarck, publicados no Jornal de Albergaria, sobre casas de Albergaria-a-Velha

1    18/08/1994  --  Casa d’Assilhó
2    14/09/1994  --  Casa do Agro
3    13/10/1994  --  Quinta e Capela dos Morgados de Nossa Senhora do Amparo
4    17/11/1994  --  Casa de Santo António
5    15/12/1994  --  Casa do Outeiro ou da Rua de Cima
6    26/01/1995  --  Casa da Igreja
7    23/02/1995  --  Casa do Mouro
8    23/03/1995  --  Casa da Fonte
9    20/04/1995  --  Casa do Matinho
10    25/05/1995 -   Casa na Rua Santo António
11    20/07/1995  -  Casa da Travessa
12    14/09/1995  -  Casa das Chuqueres
13    12/10/1995 -   Casa do Antigo Tribunal
14    23/11/1995  -  Casa Na Rua do Hospital
15    25/01/1996  -  Quinta dos Lagos
16    18/04/1996  -  Quinta da Biscaia
17    16/05/1996  -  Estalagem dos Padres
18    22/04/1997  -  Casa da Calçada



sexta-feira, 7 de março de 2014

Fábrica Alba

O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha e a empresa Durit celebraram hoje um Protocolo de Doação da documentação pertencente à extinta Fábrica Metalúrgica Alba. O objetivo de ambas as entidades é salvaguardar e difundir o património industrial de elevado interesse e importância para a História Local do Concelho.

https://www.facebook.com/municipiodealbergariaavelha
07/03/2014

Mais sobre a Fábrica Alba:

http://fabrica-alba.blogspot.pt/ Blog sobre a Alba

http://3-historia-patrimonio-industria.blogspot.pt/p/resumos-e-cvs.html Apresentação Dra. Nélia

http://www.prof2000.pt/users/HJCO/Aderav/Patrimonios/Patrim10_185.htm Artigo revista Patrimónios

https://pt-pt.facebook.com/alba.albergaria Projecto Alba

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Casa de Santo António

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=661
A Secretaria de Estado da Cultura classificou a Casa de Santo António, na freguesia de Albergaria-a-Velha, como Monumento de Interesse Público, tendo a resolução sido publicada no Diário de República de 21 de fevereiro. Para além desta classificação, foi fixada a Zona Especial de Proteção do Monumento, que inclui alguns elementos com interesse patrimonial, sendo que a sua fixação visa assegurar o seu enquadramento e as perspetivas da sua contemplação.

Integrando, originalmente, uma ampla quinta, a Casa de Santo António, erguida na década de 30 do século XVIII pelo Cap. Dr. João Ferreira da Cruz, é um exemplar típico da arquitetura civil de Setecentos, destacando-se pela sua imponência no conjunto habitacional mais modesto de Albergaria-a-Velha. A fachada longitudinal é dividida por pilastras delimitando a zona residencial, o portão de aparato e a capela, cujo frontão triangular se eleva bem acima da linha do telhado. O interior, ainda que muito modificado, testemunha a sobriedade e depuração do estilo de vida da época. Na capela, concluída em 1750, conservam-se os retábulos do altar-mor e os dois colaterais, bem como a sanefa do púlpito, em talha dourada e policromada, as colunas com pias de água benta que suportam o coro alto e as pinturas do interior do arco cruzeiro.

A classificação da Casa de Santo António reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, e à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística.

Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, considera-se “suspeito” para falar sobre o assunto, uma vez que é sexto neto do fundador da casa e foi o autor do pedido de classificação da mesma realizada há cerca de uma década, quando presidia à ADERAV – Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, tendo ainda escrito o livro Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha (Século XVIII): genealogia, história e arte, editado em 1999. “Mais vale tarde do que nunca. Finalmente começamos a assistir a uma série de classificações de imóveis na região de Aveiro que muito vêm valorizar, divulgar e proteger muito do Património. Pena é que alguns dos melhores exemplos já se tenham perdido ou ficado irremediavelmente comprometidos”.

CMAAV

Arquitectura residencial, barroca. Palácio urbano de planta rectangular composta por ala residencial e capela integrada na fachada.

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=661  
 

Descrição

Planta rectangular, sensivelmente irregular na fachada posterior, composta por ala residencial e capela. Corpos volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de 2


águas. Ala residencial de 2 pisos com fachada principal flanqueada por pilastras toscanas, tendo no 1º, portas simples de verga recta com cornija recta saliente, encimadas por janelas, ritmada e alternadamente, de sacada, sobre modilhões, e com avental decorado com almofadas em losango. À direita, abre-se amplo portão com pilastras e verga recta decorada por frisos e cornija saliente sobrepujada por pináculos e enrolamentos com brasão liso terminado por cruz, ao centro. Segue-se-lhe a capela, com portal de verga recta encimado por cornija e nicho ladeado por enrolamentos; lateralmente, abrem-se janelas com enrolamentos sobre a cornija encimadas por outras molduras curvas. Remate em frontão triangular com óculo no tímpano. Também à direita, adossa-se pano de muro com sineira. Fachada posteriormente, de arco pleno, ladeada por volutas invertidas e encimada por pináculos e motivo cílindrico no topo. No interior da capela, coro-alto apoiado em colunas, púlpito no lado da Epístola e 2 altares laterais. Na capela-mor, retábulo de talha com colunas salomónicas com grinaldas.

Acessos
Rua de Santo António, nº 22

Protecção
MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 144/2014, DR, 2.ª série, n.º 37 de 21 fevereiro 2014

Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento
Urbano, flanqueado por casas urbanas com 1 e 3 pisos. Fachada principal virada sobre rua. Do lado esquerdo, um pequeno espaço aberto com acesso através de portão chapeado, ligeiramente recuado, separa-a da casa seguinte.

Descrição Complementar

Utilização Inicial
Residencial

Utilização Actual
Residencial

Propriedade
Privada

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido

Cronologia
Séc. 18, década de 30 - É mandada construir pelo capitão João Ferreira da Cruz; 1750 - construção da capela; 1843 - transferidos para a capela, os restos mortais de João Henriques Ferreira (1730 - 1802); 1843, posteriormente - passou para a posse da família Castro e Lemos, tendo sido vendida várias vezes; 1967 - a casa é adquirida por Francisco de Jesus Rodrigues da Silva, adaptando-a a casa de comércio e indústria de confecções; 1981, 26 novembro - proposta de classificação da ADPNCAveiro; 1982 - estava ocupado por uma fábrica de camisas; 1994, 13 setembro - proposta de abertura da DRCoimbra; 1995, 15 janeiro - parecer do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP; 1997, 12 setembro - Despacho de homologação do Ministro da Cultura; 2010, 29 outubro - proposta de ZEP da DRCCentro; 7 novembro - parecer favorável da SPAA do Conselho nacional de Cultura; 2013, 7 fevereiro - publicação do anúncio nº 59/2013, em DR, 2ª série, nº 27, relativo ao projeto de decisão de fixação da zona especial de proteção (ZEP).

Características Particulares
Destaca-se a composição decorativa do amplo portão para o pátio interior e a existência de pequena sineira sobre pano de muro adossado ao lado direito da capela.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Granito (cantarias), ferro (gradeamentos), telha de aba e canudo, vidro, madeira (caixilhos), ferro (portão lateral).

Bibliografia
GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal - VI, Distrito de Aveiro, Zona Sul, Lisboa, 1959, p. 53 - 54; PRATA, José, Nota sobre a Casa de Santo António, em Albergaria-a-Velha, Boletim da Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, Aveiro, 1981-82, nº 6, p. 7 - 10; FERREIRA, Delfim Bismarck, Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha - Século XVIII, Porto, 1999.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID; IPPAR; ADERAV *1; CMAAV
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID; IPPAR; ADERAV; CMAAV

Intervenção Realizada

Observações
*1 - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.
Autor e Data
Paulo Dordio 1997
Actualização

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=661

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Manual de Identidade


registo da Marca
Manual de Identidade

A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha vai criar um Manual de Identidade do Município, que irá integrar toda a documentação pública da autarquia, bem como material de correspondência, casos do papel de ofício, envelopes, fax, cartões de identificação vária, ou cartazes alusivos a eventos organizados pela Câmara Municipal.

Através do Manual, os munícipes ficam a conhecer as diferentes possibilidades de utilização, as dimensões e cores, que passam também pela inscrição do logótipo do município no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, a entidade reguladora deste tipo de opção criativa.

O logótipo apresenta-se com as cores vermelho rubi, amarelo e preto, relativas à bandeira do concelho do município de Albergaria-a-Velha e terá forma circular, representando a geográfica do concelho, entre o mar e a serra, sendo a letra de estilo Helvético, nas versões normal e light.

Este é mais um passo no sentido da personalização e reprodução de imagem da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, e passa igualmente pelo site que está a funcionar desde Setembro e que já regista mais de 40 mil visitas, o que se traduz numa média da ordem das 500 consultas diárias. O vereador do pelouro da Educação e Cultura, José Licínio Pimenta, é o responsável pelo site, criado no âmbito do Projecto Sal - online, onde os munícipes podem encontrar informação detalhada acerca dos mais variados assuntos relacionados com a autarquia, acedendo aos mesmos de forma rápida e eficaz e evitando deslocações aos serviços, que implicam perda de tempos e custos financeiros.

Portal d'Aveiro, 08/12/2006 

Recentemente  a CMA começou a usar um novo logotipo que usa o tipo de letra da lápide actualmente existente nos Paços do Concelho de Albergaria-a-Velha  (Fevereiro de 2014)


novo logotipo