O crescimento da escolaridade arrastou consigo a ânsia do conhecimento pela leitura e pela difusão da notícia escrita.
Desde meados do século passado os semanários de Aveiro eram lidos em todo o concelho dada a sua divulgação e o interesse pelas notícias frequentes, dos assíduos correspondentes locais. Não admira que esta influência tenha levado ao aparecimento dos primeiros periódicos do concelho.
"O Vesicatório" surgido anónimo em Albergaria, em 1864, com quatro pequenas páginas em formato A4, pejadas do fruto da arte do maldizer político local, foi o primeiro. Logo de seguida veio o "Bouquet de Angeja", ao cabo de vinte números mudado para "Gazeta de Angeja", aparecidos em 1887, com mais sabor literário do que noticioso, dado o diletantismo do seu director, Ricardo Souto, estudante de Medicina.
Em 1888, aparece a "Folha d’Albergaria", já como semanário noticioso e com tipografia própria, o que representa um avanço no leque industrial do concelho. Ainda no final desse ano vem à luz um excelente bissemanário, noticioso, político e literário, o "Movimento", o qual, para além de activar e dar a conhecer durante cerca de dois anos a vida concelhia, é o primeiro a apresentar fundamentados estudos da história local ainda hoje fonte indispensável de consulta.
Até ao final do século ainda despontam mais oito semanários, como rebentos da Primavera no jardim da escolaridade. São eles: "A Religião da Mulher" que se dizia "religioso, noticioso e auxiliador do professorado" e foi o primeiro da nossa terras a ter direcção de uma mulher, Maria Emília de Oliveira, e difusão no Continente e Ilhas pela sua ligação à Escola; Muitos jornais surgiram, tendo mais difusão, interesse e mais longa vida, "O Albergariense" e "Correio de Albergaria". Ambos se compunham e imprimiam em tipografia própria, uma pequena unidade também ao serviço do comércio, da indústria e do público em geral.
Estes periódicos, são talvez a mais evidente demonstração de que o aumento da escolaridade gratuita entre os dois sexos teve resultados bastante rápidos apesar dos condicionalismos educacionais da época. As suas páginas de anúncios são repositório constante de incitamentos à leitura. Trazem frequentes aliciantes à compra de romances, obras históricas, atlas e enciclopédias e dicionários vendidos pelo correio.
http://albergariacriativa.blogs.sapo.pt/7564.html
Mais informações sobre os periódicos do concelho em
http://jornais-aav.blogspot.pt
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_jornais_e_revistas_de_Albergaria-a-Velha
Por ocasião do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha celebra e consagra os 150 anos da Imprensa Local reunindo, em Mesa Redonda aberta à Comunidade, representantes dos veículos de comunicação informativa da região.
Pelas 17h00, do dia 3 de maio, o público poderá conhecer as experiências e opiniões de diretores e jornalistas dos seguintes órgãos de comunicação:
Amaro Neves - Beira Vouga, dir. 1974-1975
Augusto Silva - Beira Vouga, dir. 1991-2005?
Fausto Meireles - Beira Vouga, dir. 1985-1991
Fernanda Ferreira - Beira Vouga, dir. 2008-
Maria Helena Vidinha Trindade - D´Angeja, dir. 2004-
Mário Jorge Lemos Pinto - Jornal de Albergaria, dir. 1993-2011
Rui Tavares - Arauto de Osseloa, dir. 1984-1985
Sara Vinga da Quinta - Correio de Albergaria, dir. 2013-
A seguir à Mesa Redonda, será inaugurada uma exposição documental sobre a temática dos 150 anos da Imprensa Local.
CMA, 29/04/2014
Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
terça-feira, 29 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Alexandre Correia Teles de Araújo e Albuquerque
Alexandre Correia Teles de Araújo e Albuquerque, o Xandre Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha, Casa dos Albuquerques, 11 de Março de 1875 - Lisboa, 9 de Agosto de 1937) foi um académico e político português.
Filho de Bernardino Máximo Tavares da Silva Álvares de Araújo e Albuquerque e de sua mulher Luísa Delfina Correia Teles.
Bacharel formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Chefe de Gabinete do Ministro do Reino, Contador do Tribunal da Relação de Lisboa, cargo de que foi demitido após a Implantação da República Portuguesa, Chefe dos Pelotões Civis nas Invasões ou Incursões Monárquicas de 1911 do Comandante Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro, Bibliotecário, Secretário-Geral e Sócio Honorário do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, Secretário-Geral e Sócio Honorário da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, Vogal do Conselho Superior Judiciário, Deputado em várias Legislaturas, Sócio do Instituto de Coimbra, Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra de França, etc., etc.
Foi, também, escritor e Poeta. Além dos artigos em vários jornais, e da Carta Aberta à Academia de Coimbra, Coimbra, 1898, onde polemiza com António Macieira (republicano, futuro Ministro da Justiça), Egas Moniz e outros, após uma cena de pugilato com o citado Macieira; e da Dissertação apresentada à Faculdade Livre de Ciências jurídicas e sociais, Rio de Janeiro, 1916, são da sua autoria: A espada, Rio de Janeiro, 1916; Portugal Pequenino, 1917; As duas edições dos Lusíadas de 1572, Rio de Janeiro, 1921; O Herói camoneano, Rio de Janeiro, 1921; Duas conferências. O problema da educação em Eça de Queiroz. O equilíbrio estético dos Lusíadas, Lisboa, 1936; Coração Exilado, separata do Boletim da Academia Portuguesa de Ex-líbris, ano 48 e 49, Lisboa 1969, obra esta última contendo, entre outros, sonetos, quadras, trípticos, vária e uma peça em um acto, em verso, chamada o Galante julgamento, e representada pela primeira vez no teatro Trianon do Rio de Janeiro, a 3 de Janeiro de 1916, com encenação de Cristiano de Sousa.
Dele dirá João de Castro Osório: «Com plena consciência, baseada no estudo, afirmo que bastantes dos breves e pouco numeros Poemas de Alexandre de Albuquerque devem perdurar no tesouro da Poesia de Língua Portuguesa e génio lusíada»
Casamento e descendência:
Casou com Isabel Maria da Conceição Ribeiro de Almeida e foi pai de Mário Correia Teles de Araújo e Albuquerque.
Fonte: wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Correia_Teles_de_Ara%C3%BAjo_e_Albuquerque
Outras informações:
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2009/01/alexandre-albuquerque-1875-1937.html
http://imagensdealbergaria.blogspot.pt/2010/07/deputado-alexandre-correia-teles-de.html
http://guitarradecoimbra.blogspot.com/search?q=xandre
Filho de Bernardino Máximo Tavares da Silva Álvares de Araújo e Albuquerque e de sua mulher Luísa Delfina Correia Teles.
Bacharel formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Chefe de Gabinete do Ministro do Reino, Contador do Tribunal da Relação de Lisboa, cargo de que foi demitido após a Implantação da República Portuguesa, Chefe dos Pelotões Civis nas Invasões ou Incursões Monárquicas de 1911 do Comandante Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro, Bibliotecário, Secretário-Geral e Sócio Honorário do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, Secretário-Geral e Sócio Honorário da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, Vogal do Conselho Superior Judiciário, Deputado em várias Legislaturas, Sócio do Instituto de Coimbra, Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra de França, etc., etc.
Foi, também, escritor e Poeta. Além dos artigos em vários jornais, e da Carta Aberta à Academia de Coimbra, Coimbra, 1898, onde polemiza com António Macieira (republicano, futuro Ministro da Justiça), Egas Moniz e outros, após uma cena de pugilato com o citado Macieira; e da Dissertação apresentada à Faculdade Livre de Ciências jurídicas e sociais, Rio de Janeiro, 1916, são da sua autoria: A espada, Rio de Janeiro, 1916; Portugal Pequenino, 1917; As duas edições dos Lusíadas de 1572, Rio de Janeiro, 1921; O Herói camoneano, Rio de Janeiro, 1921; Duas conferências. O problema da educação em Eça de Queiroz. O equilíbrio estético dos Lusíadas, Lisboa, 1936; Coração Exilado, separata do Boletim da Academia Portuguesa de Ex-líbris, ano 48 e 49, Lisboa 1969, obra esta última contendo, entre outros, sonetos, quadras, trípticos, vária e uma peça em um acto, em verso, chamada o Galante julgamento, e representada pela primeira vez no teatro Trianon do Rio de Janeiro, a 3 de Janeiro de 1916, com encenação de Cristiano de Sousa.
Dele dirá João de Castro Osório: «Com plena consciência, baseada no estudo, afirmo que bastantes dos breves e pouco numeros Poemas de Alexandre de Albuquerque devem perdurar no tesouro da Poesia de Língua Portuguesa e génio lusíada»
Casamento e descendência:
Casou com Isabel Maria da Conceição Ribeiro de Almeida e foi pai de Mário Correia Teles de Araújo e Albuquerque.
Fonte: wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Correia_Teles_de_Ara%C3%BAjo_e_Albuquerque
Outras informações:
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2009/01/alexandre-albuquerque-1875-1937.html
http://imagensdealbergaria.blogspot.pt/2010/07/deputado-alexandre-correia-teles-de.html
http://guitarradecoimbra.blogspot.com/search?q=xandre
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Abril de 1994

Passarinhos mudaram de ninho
No passado dia 11 de Abril alunos e professores da velha escola primária, junto aos Paços do Concelho, mudou provisoriamente para o edifício da antiga cadeia, enquanto a dita escola irá sofrer obras de restauro, ao que parece.
A cerimónia, modesta mas significativa, teve lugar no átrio da velha cadeia. Alunos, pais e professores juntaram-se ao acto e assistiram com atenção às intervenções das entidades presentes. Também presente o Pároco da nossa freguesia e o Eng° Rui Tavares representou a Câmara Municipal. O Coordenador do Centro da Aréa Educativa de Aveiro — Dr. Manuel Silva Silvestre, usou da palavra e aproveitou para alertar no sentido de serem feitas as devidas diligéncias a fim de serem conseguidas algumas pequenas mas necessárias reivindicações para que a escola primária funcione capazmente neste seu novo, embora provisório, espaço.
No final da cerimónia foi servido um lanche aos convidados e à imprensa. Beira Vouga ouviu também uns bonitos versos dedicados aos alunos e à nova escola, feitos pela professora D. Aurélia que mostrou, e bem, os seus dotes de poetisa. Houve também uma palavra de amizade e apreço à amiga Gracinda, dedicada funcionária desta escola e que confraternizou com todos neste dia de mudança.
A todos os alunos os nossos votos de boa estadia neste novo local e muitos sucessos nos vossos estudos.
Beira Vouga
Reportagem de M. MURÇA ABRANTES (Texto)
Augusto SILVA (Foto)
11 de Abril de 1994: Mudança da escola do tribunal para o edificio da antiga cadeia
Dia da transferência dos alunos da Escola do Tribunal (onde funciona actualmente a Junta de Freguesia) para as instalações da antiga Cadeia (actual Arquivo Municipal).
Nesta imagem aparece um anúncio da "Exposição de Postais e Fotografias Antigas" organizada pelo Leo Clube de Albergaria entre 10 e 17 de Abril de 1994.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Livros de Vasco de Lemos Mourisca
Dois livros de Vasco de Lemos Mourisca à venda no OLX
Brilham Estrelas Ao Longe, de Vasco de Lemos Mourisca, Poemas 1947
Livro das Orações, de Vasco de Lemos Mourisca, poesia, Coimbra 1959
autografados pelo autor com dedicatória.
http://montemoronovo.olx.pt/lote-de-14-livros-antigos-iid-448604437
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Inauguração da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha
![]() |
| http://www.cm-albergaria.pt/output_efile.aspx?id_file=27412&id_object=20368 |
No fim de semana de 5 e 6 de abril, a Câmara Municipal vai celebrar o Dia Nacional dos Moinhos com a inauguração da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, um percurso turístico que engloba dez engenhos restaurados, onde é possível apreciar como se moía o cereal no passado e conhecer as histórias dos antigos moleiros.
Pelas 14h00, no dia 5 de abril, vai ter lugar a sessão oficial de inauguração da Rota dos Moinhos no Arquivo Municipal. Nesta cerimónia serão celebrados protocolos para a integração de dois moinhos - Moinho de Baixo (Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas) e Moinho do Porto de Riba (APPACDM) – seguindo-se a inauguração da Exposição Fotográfica “Moinhos de Albergaria-a-Velha”, composta por imagens dos fotógrafos do Albergariótipos – núcleo de fotografia do Clube de Albergaria. Às 15h00, em frente ao Edifício dos Paços do Município, partirão autocarros para um percurso por três núcleos de moinhos da Rota: Moinho do Maia (Fial de Baixo), Moinho do Ti Miguel (Fontão) e Moinho do Chão do Ribeiro (Mouquim). As visitas aos moinhos de autocarro são gratuitas, mas carecem de inscrição prévia pelo endereço eletrónico turismo@cm-albergaria.pt.
No domingo, logo pelas 9h30, será dinamizado um percurso pedestre aos Moinhos da Freirôa, no Rio Caima. Autocarros partirão do Edifício dos Paços do Município até ao estradão florestal junto à Senhora do Socorro. A partir daqui, os participantes poderão percorrer troços do antigo Caminho dos Moleiros que, no passado, era uma das vias mais utilizadas na região. À tarde, pelas 14h00, serão efetuadas visitas a outros moinhos da Rota, desta vez, ao Moinho do Porto de Riba (Soutelo), ao Moinho de Baixo (Ribeira de Fráguas) e aos Moinhos do Regatinho (Vilarinho de S. Roque). Nos vários locais, para além de conhecer o núcleo molinológico, os visitantes poderão participar em inúmeras atividades promovidas pelas coletividades da terra - workshops de broa de milho e pão doce, recriações etnográficas, exposições, não faltando, igualmente, a música tradicional.
CMA
Dia Nacional dos Moinhos 2014
05/sábado/14h00
14h00 – Sessão Oficial de Inauguração da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, no Arquivo Municipal
14h30 – Inauguração da Exposição Fotográfica Moinhos de Albergaria-a-Velha, no Arquivo Municipal
15h00 – Visita a três núcleos de moinhos da Rota: Moinho do Maia (Fial de Baixo); Moinho do Ti Miguel (Fontão); e Moinho do Chão do Ribeiro (Mouquim)
06/domingo/09h30
09h30 – Percurso Pedestre aos Moinhos da Freirôa
14h00 – Visita a três núcleos de moinhos da Rota: Moinho do Porto de Riba (Soutelo); Moinho de Baixo (Ribeira de Fráguas); e Moinhos do Regatinho (Vilarinho de S. Roque).
![]() |
| https://pt-pt.facebook.com/avilar.vilarinho |
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Agenda Municipal
Inauguração da Rota dos Moinhos
Festival do Pão de Portugal
Apresentação do documentário sobre a ALBA
Exposição sobre 150 anos da Imprensa Local
Comemoração dos 500 anos do Foral de Angeja
Praça do Livro
Homenagem a Herman José por Carlos Vidal
Albergaria Convida 2014
Exposição Moinhos de Albergaria-a-Velha
Exposição O Castelo e Palacete da Boavista
etc
terça-feira, 1 de abril de 2014
Documentário sobre a Alba
Alba, uma marca ao serviço da comunidade retrata a história fascinante da empresa e da marca Alba, um caso exemplar e pioneiro no panorama da indústria portuguesa. É um percurso centenário, norteado por um espírito empresarial inovador, aventureiro, solidário e humanista, colocando o sucesso ao serviço da comunidade, tornando-se assim fator de agregação de uma região e evitando a exclusão social. Este documentário constitui, ainda, uma justa homenagem ao verdadeiro mentor do projeto Alba – Comendador Augusto Martins Pereira – e às várias gerações da família que lhe deram sequência, nomeadamente António Augusto Martins Pereira, seu neto, que faleceu em Janeiro de 2013 e cujo depoimento foi gravado poucos meses antes da sua morte.
autoria Delfim Bismarck Ferreira
guião Miguel Ferraz
pesquisa e documentação Delfim Bismarck Ferreira, Ildeberto Beirão e Miguel Ferraz
op. Imagem Fernando Falcão, João Rodrigues, Luis Cutileiro, Luis Malaia
edição vídeo e grafismo Elisabete Grazina
pós-produção áudio José Raposo / Sound Station
consultora Rita Saldanha
produção Luís de Freitas, Ildeberto Beirão, Miguel Ferraz
realização Elisabete Grazina, Fernando Falcão
http://www.cineteatroalba.com/alba-uma-marca-ao-servico-da-comunidade/
29 ABRIL 2014 | TERÇA-FEIRA | 21H00
Documentário | CineTeatro Alba – Sala Principal
ALBA, UMA MARCA AO SERVIÇO DA COMUNIDADE
Gratuito (sujeito a levantamento de ingresso e à lotação da sala) | 40 min. | M/ 3
sábado, 29 de março de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
O teleférico
Conheço Albergaria-a-Nova desde que ali comecei a desembarcar na década de 50 do Séc. XX para visitar os meus tios avós que à época moravam em Fradelos e comecei a sofrer de torcicolos por levar todo o resto do caminho a pé, a olhar à direita, fascinado com o teleférico da Fábrica do Carvalhal.
Por esse tempo já o meu avô paterno me descrevia a passagem do primeiro automóvel por essas paragens em 1897, quando com a sua avó vinha a pé de Cucujães para a Mourisca.
Elísio Apolinário Silva, 2013
Por esse tempo já o meu avô paterno me descrevia a passagem do primeiro automóvel por essas paragens em 1897, quando com a sua avó vinha a pé de Cucujães para a Mourisca.
Elísio Apolinário Silva, 2013
quinta-feira, 20 de março de 2014
Carta de Foral da Vila de Frossos
Sempre houve pessoas inclinadas a preservar fosse o que fosse que se pudesse revelar como documentação, presumivelmente útil, do nosso património cultural. Por preparação universitária, aliada a uma grande afeição por tudo o que pudesse traduzir manifestações espontâneas do nosso povo — língua, trabalhos artesanais, instrumentos vários, folclore, etnografia — de cujo meio provinciano nos orgulhamos de ter saído e dentro do qual teimamos em viver — desde muito cedo nos dedicámos às tarefas de registo de que fomos fazendo algumas modestas publicações.
A nossa profissão de professor do Ensino Secundário permitiu-nos, por outro lado, uma abundante e útil troca de impressões com alguns alunos sensíveis a estes problemas, os quais nos chegaram a fornecer material digno de menção e estudo, que, oportunamente, aproveitámos para tornar público. O nosso enriquecimento tornava-se assim, a cada passo, mais notável, a ponto de tentarmos concretizar alguns sonhos que, posteriormente, se desfizeram.
Apesar de tudo, não esmorecemos e procurámos continuar voluntária e conscientemente esta cruzada patriótica.
Já numa altura recente, a um aluno nosso da Escola do Magistério Primário de Aveiro, a quem se procurou incutir a necessidade da recolha e do registo de material digno de interesse para o espólio do património cultural do país, mas obedecendo a princípios e a regras mais ou menos correctos, ficámos a dever o conhecimento e o contacto directo com o belo exemplar da Carta de Foral que estamos a trabalhar.
Reconhecemos, por isso, que não tem sido em vão o nosso apelo, ao longo da nossa carreira de profissional; uma vez ou outra, aqui e além, sempre tem surgido alguém que se tenha passado a interessar por estes problemas, o que nos consola, merecendo, da nossa parte, aplausos de sentido regozijo.
O facto de nos trazer o documento, de ter procurado elucidar-se sobre ele, do trabalho que, a partir dele, se poderia ou poderá realizar e ainda do destino que se lhe poderá dar, constituiram preocupações muito válidas do nóvel professor que muito nos apraz registar e ao qual auguramos uma brilhante carreira profissional. Motivado pela sua atitude consciente e responsável, procurar-se-á salvar, talvez do desaparecimento ou da destruição, um documento de que a Freguesia de Frossos, o Concelho de Albergaria-a-Velha e o Distrito Aveiro se poderão orgulhar. Sentir-se-á também feliz e orgulhosa a Escola do Magistério Primário por, pelos seus bancos ter passado um aluno que, para além dos conhecimentos adquiridos, sob o ponto de vista teórico-prático de Intenção profissional, foi capaz ainda de criar e alimentar atractivos de carácter científico, paralelamente à sua preparação fundamentalmente pedagógica. Ficarão satisfeitos os seus professores porque não viram os seus ensinamentos malbaratados ou somente utilizados em situações de puro compromisso ou ocasionais, antes os viram orientados para uma prática em que a dedicação e o interesse não se revelam como qualidades fortuitas.
António Capão, em Carta de Foral da Vila de Frossos (1984)
NOTA EXPLICATIVA *
Este trabalho inédito sobre "A Carta de Foral da Vila de Frossos" é um trabalho notável e só possível devido a uma conjunção feliz de factores entre os quais se destacam o indefectível interesse que várias gerações ligadas ao pelouro jurisdicional da freguesia de Frossos tiveram pelo seu património cultural, a curiosidade e interesse de um estudante virado para os valores reais da sua comunidade e, finalmente, o grande desvelo e carinho do Dr. Capão por tudo quanto é cultural e terrantês.
A amargura do autor devida à ressaca da crise cultural em que nos afogamos e o seu ressentimento pessimista contra as macrocefalias que a uns tudo dão e aos restantes tudo negam, são incisivos acicates que levaram o autor a compensar-se, moralmente, recreando-se e recreando-nos, com a apresentação de um trabalho em que se recria toda a história de uma comunidade genuinamente portuguesa da nossa região, ao, em pleno séc. XVI; para montar todo o cenário sócio-cultural, no qual se desenrola o documento, o autor aborda perspicazmente a azáfama legislativa daquela época em plena mudança, à qual o monarca não podia ter sido, nem foi indiferente; ao mesmo tempo, e com grande oportunidade, o autor demonstra que o Foral de Frossos jamais, até aos nossos dias, mereceu tratamento igual, ou parecido, ao de tantos outros forais da época e da região o que vem conferir maior singularidade ao presente trabalho cujo ineditismo deriva da oportunidade só agora surgida, "graças a Deus", aos actuais autarcas de Frossos e principalmente, ao Hélder Castanheira, actual Presidente da Assembleia de Freguesia.
O facto de o Foral de Frossos se manter resguardado durante todo este tempo não se deverá a uma possível perda da sua importância, pois, como o autor o demonstra, ele foi o instrumento dissuador que obrigou o poderoso Convento de Jesus de Aveiro a manter uma coexistência pacífica, como hoje se diria, no que concerne a direitos, deveres e privilégios nesta partilhada e demarcada região, dividida por vários interesses antagónicos.
A análise do conteúdo do foral, em si, é feliz e exaustiva e é só possível porque, quando um professor de Português, que é o caso, gosta de História, refaz melhor a História de Portugal; na verdade, as palavras, as frases, a sintaxe, a semântica, que fazem senão reviver uma época e que são, afinal, senão a própria História de há 350 anos?
Finalmente, o autor, com este valioso trabalho, poderá vir a contribuir, para além do mais, no sentido de todos os autarcas se interessarem profundamente pelo património das suas comunidades, procurando desenvolvê-lo, defendê-lo e dá-lo a conhecer, como no caso presente; não só os autarcas, também as instituições locais devem ter iguais preocupações, especialmente as escolas primárias, preparatórias, secundárias e superiores cujos corpos docentes e alunos devem ser orientados para uma incessante busca dos valores mais marcantes das suas regiões, no campo da arqueologia, do artesanato, do folclore, das monografias, da ecologia humana, etc.
O património cultural da nação portuguesa só assim deixará de ser delapidado constantemente pelas mais variadas formas às quais o Dr. Capão reage com tanto pessimismo e amargura, sentimentos estes que, aliás no fundo, e isso sirva-nos de lição, o levaram a "gritar".. esta obra a que outras se hão-de seguir com certeza; esperemos, contudo, que essas não sejam já fruto de um "furor sagrado" porque passados já serão os "dies irae" da neurose cultural que sofremos.
Aveiro, 8 de Dezembro de 1982
EDGARD PANÃO (Director da Escola do Magistério Primário de Aveiro)
* como prefácio da obra Carta de Foral da Vila de Frossos
A nossa profissão de professor do Ensino Secundário permitiu-nos, por outro lado, uma abundante e útil troca de impressões com alguns alunos sensíveis a estes problemas, os quais nos chegaram a fornecer material digno de menção e estudo, que, oportunamente, aproveitámos para tornar público. O nosso enriquecimento tornava-se assim, a cada passo, mais notável, a ponto de tentarmos concretizar alguns sonhos que, posteriormente, se desfizeram.
Apesar de tudo, não esmorecemos e procurámos continuar voluntária e conscientemente esta cruzada patriótica.
Já numa altura recente, a um aluno nosso da Escola do Magistério Primário de Aveiro, a quem se procurou incutir a necessidade da recolha e do registo de material digno de interesse para o espólio do património cultural do país, mas obedecendo a princípios e a regras mais ou menos correctos, ficámos a dever o conhecimento e o contacto directo com o belo exemplar da Carta de Foral que estamos a trabalhar.
Reconhecemos, por isso, que não tem sido em vão o nosso apelo, ao longo da nossa carreira de profissional; uma vez ou outra, aqui e além, sempre tem surgido alguém que se tenha passado a interessar por estes problemas, o que nos consola, merecendo, da nossa parte, aplausos de sentido regozijo.
O facto de nos trazer o documento, de ter procurado elucidar-se sobre ele, do trabalho que, a partir dele, se poderia ou poderá realizar e ainda do destino que se lhe poderá dar, constituiram preocupações muito válidas do nóvel professor que muito nos apraz registar e ao qual auguramos uma brilhante carreira profissional. Motivado pela sua atitude consciente e responsável, procurar-se-á salvar, talvez do desaparecimento ou da destruição, um documento de que a Freguesia de Frossos, o Concelho de Albergaria-a-Velha e o Distrito Aveiro se poderão orgulhar. Sentir-se-á também feliz e orgulhosa a Escola do Magistério Primário por, pelos seus bancos ter passado um aluno que, para além dos conhecimentos adquiridos, sob o ponto de vista teórico-prático de Intenção profissional, foi capaz ainda de criar e alimentar atractivos de carácter científico, paralelamente à sua preparação fundamentalmente pedagógica. Ficarão satisfeitos os seus professores porque não viram os seus ensinamentos malbaratados ou somente utilizados em situações de puro compromisso ou ocasionais, antes os viram orientados para uma prática em que a dedicação e o interesse não se revelam como qualidades fortuitas.
António Capão, em Carta de Foral da Vila de Frossos (1984)
NOTA EXPLICATIVA *
Este trabalho inédito sobre "A Carta de Foral da Vila de Frossos" é um trabalho notável e só possível devido a uma conjunção feliz de factores entre os quais se destacam o indefectível interesse que várias gerações ligadas ao pelouro jurisdicional da freguesia de Frossos tiveram pelo seu património cultural, a curiosidade e interesse de um estudante virado para os valores reais da sua comunidade e, finalmente, o grande desvelo e carinho do Dr. Capão por tudo quanto é cultural e terrantês.
A amargura do autor devida à ressaca da crise cultural em que nos afogamos e o seu ressentimento pessimista contra as macrocefalias que a uns tudo dão e aos restantes tudo negam, são incisivos acicates que levaram o autor a compensar-se, moralmente, recreando-se e recreando-nos, com a apresentação de um trabalho em que se recria toda a história de uma comunidade genuinamente portuguesa da nossa região, ao, em pleno séc. XVI; para montar todo o cenário sócio-cultural, no qual se desenrola o documento, o autor aborda perspicazmente a azáfama legislativa daquela época em plena mudança, à qual o monarca não podia ter sido, nem foi indiferente; ao mesmo tempo, e com grande oportunidade, o autor demonstra que o Foral de Frossos jamais, até aos nossos dias, mereceu tratamento igual, ou parecido, ao de tantos outros forais da época e da região o que vem conferir maior singularidade ao presente trabalho cujo ineditismo deriva da oportunidade só agora surgida, "graças a Deus", aos actuais autarcas de Frossos e principalmente, ao Hélder Castanheira, actual Presidente da Assembleia de Freguesia.
O facto de o Foral de Frossos se manter resguardado durante todo este tempo não se deverá a uma possível perda da sua importância, pois, como o autor o demonstra, ele foi o instrumento dissuador que obrigou o poderoso Convento de Jesus de Aveiro a manter uma coexistência pacífica, como hoje se diria, no que concerne a direitos, deveres e privilégios nesta partilhada e demarcada região, dividida por vários interesses antagónicos.
A análise do conteúdo do foral, em si, é feliz e exaustiva e é só possível porque, quando um professor de Português, que é o caso, gosta de História, refaz melhor a História de Portugal; na verdade, as palavras, as frases, a sintaxe, a semântica, que fazem senão reviver uma época e que são, afinal, senão a própria História de há 350 anos?
Finalmente, o autor, com este valioso trabalho, poderá vir a contribuir, para além do mais, no sentido de todos os autarcas se interessarem profundamente pelo património das suas comunidades, procurando desenvolvê-lo, defendê-lo e dá-lo a conhecer, como no caso presente; não só os autarcas, também as instituições locais devem ter iguais preocupações, especialmente as escolas primárias, preparatórias, secundárias e superiores cujos corpos docentes e alunos devem ser orientados para uma incessante busca dos valores mais marcantes das suas regiões, no campo da arqueologia, do artesanato, do folclore, das monografias, da ecologia humana, etc.
O património cultural da nação portuguesa só assim deixará de ser delapidado constantemente pelas mais variadas formas às quais o Dr. Capão reage com tanto pessimismo e amargura, sentimentos estes que, aliás no fundo, e isso sirva-nos de lição, o levaram a "gritar".. esta obra a que outras se hão-de seguir com certeza; esperemos, contudo, que essas não sejam já fruto de um "furor sagrado" porque passados já serão os "dies irae" da neurose cultural que sofremos.
Aveiro, 8 de Dezembro de 1982
EDGARD PANÃO (Director da Escola do Magistério Primário de Aveiro)
* como prefácio da obra Carta de Foral da Vila de Frossos
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