Na tarde de 15 de novembro, pelas 16h00, vai ser inaugurada uma exposição de Modelismo Ferroviário na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha com modelos de comboios na escala 1/87 (H0).
Até ao final do mês, os visitantes poderão admirar exemplos do início do transporte ferroviário até aos dias de hoje, integrados em diferentes ambientes, incluindo uma velha locomotiva numa paragem na Estação de Albergaria-a-Velha. A mostra divide-se numa parte estática e noutra dinâmica e, para este efeito, usar-se-á uma maquete onde irão circular modelos de comboios que fizeram História.
Nos dias de abertura da Biblioteca Municipal haverá um período entre as 10h30 e as 12h00 para uma breve explicação sobre os modelos em circulação, pelo que os visitantes poderão tirar as suas dúvidas e aprender mais sobre esta forma de retratar a evolução do transporte ferroviário.
CMA
De 15 a 30 de Novembro a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha acolhe uma exposição de modelismo ferroviário. A apresentação divide-se entre dioramas, uma maqueta, e modelos h0 de várias épocas.
"A exposição está dividida em duas partes, sendo uma composta por pequenos dioramas com a apresentação de várias locomotivas e outra composta com vários comboios desde o século XIX até aos dias de hoje", dá conta nota da loja de modelismo ferroviário a propósito do enredo proposto pela exposição de modelismo ferroviário.
A exposição contempla ainda uma maqueta com comboios a circular, e a breve explicação sobre os modelos em circulação. "Uma maqueta onde diariamente irão circular várias composições. Entre as 10h30 e as 12h00 haverá uma visita guiada e a circulação de composições de acordo com um determinado tema, "onde os visitantes poderão tirar as suas dúvidas e aprender mais sobre esta forma de retratar a evolução do transporte ferroviário".
Uma das pedras que suporta a exposição é o modelista coleccionador de modelos Fausto Vidal. O apaixonado pelos comboios à escala explicou à webrails.tv algumas das linhas propostas com esta iniciativa de modelismo. Em particular a proposta diária de visita guiada à Exposição de Modelismo Ferroviário.
A parceria que junta a loja de modelismo ferroviário ComboiosElectricos.com, o Município de Albergaria-a-Velha e a Biblioteca Municipal do município, inaugura Sábado dia 15 às 16.00h e estará patente até ao dia 30 de Novembro.
Horário: horário normal de funcionamento da Biblioteca Municipal.
3ª a Sexta - das 10h00 às 19h00
Sábado - das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Encerra ao Domingos e à 2ª
10.30-12.00h Explicação sobre os modelos em exposição
http://webrails.tv/tv/?p=15621
Uma das curiosidades é a pequena maqueta com a estação de Albergaria e com um veículo da Alba que também aparece no cartaz da exposiçãp.
Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
Visita dos Reis
A Família Real Portuguesa esteve, hoje, aqui de visita, às grandes Fábricas Metalúrgicas Alba.
Foi a primeira vez que tive a honra de ajoelhar e beijar a mão, a Suas Magestades.
Nunca tinha falado a Reis.
É muito diferente de falar a um presidente da República, porque, diante do Rei - com me frisava o meu dilecto amigo Vicente Saraiva Santo - sente-se a superioridade iniludível e inilidível do Monarca.
Ante S.M., eu vi a linha varonil dos Rei que fizeram Portugal, contemplei 8 séculos de História, personificados em um Homem.
(...)
Albergaria-a-Velha, 8 de Novembro de 1954
Folhas Solhas do Meu Diário - Vasco de Lemos Mourisca
Foi a primeira vez que tive a honra de ajoelhar e beijar a mão, a Suas Magestades.
Nunca tinha falado a Reis.
É muito diferente de falar a um presidente da República, porque, diante do Rei - com me frisava o meu dilecto amigo Vicente Saraiva Santo - sente-se a superioridade iniludível e inilidível do Monarca.
Ante S.M., eu vi a linha varonil dos Rei que fizeram Portugal, contemplei 8 séculos de História, personificados em um Homem.
(...)
Albergaria-a-Velha, 8 de Novembro de 1954
Folhas Solhas do Meu Diário - Vasco de Lemos Mourisca
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Obras de Cristiano Vicente Leal em Águeda
No sentido de reforçar as dinâmicas culturais, no passado dia 20 de outubro, o Município de Águeda, representado pelo Presidente da Câmara, Gil Nadais, e pela Vereadora da Cultura, Elsa Corga, assinou um protocolo de colaboração com a Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro através do seu Presidente do Conselho de Administração, Mateus Augusto Araújo.
Com este protocolo é formalizado o compromisso entre o Município de Águeda e a Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, para cedência e exposição das seguintes obras de arte:
retrato do Dr. Adolfo Portela datado de 1954 do autor António Alves,
retrato do Conde Sucena do autor C.V. Leal datado de 1904,
retrato do Dr. António Breda sem data (C. 1960) do autor Ricardo Navarro,
retrato do Visconde de Aguieira, do autor C. V. Leal,
retrato do Dr. Albano de Melo Ribeiro Pinto do autor C. V. Leal datado de 1899.
A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro fica obrigada a proceder à manutenção, conservação e exposição ao público no museu da Fundação, em Águeda, das obras de arte referidas acima, bem como a garantir a segurança e integridade das obras.
A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro tem por missão desenvolver e executar a política cultural regional no domínio da conservação e do restauro, bem como do património cultural móvel e imaterial, designadamente através do respetivo estudo, preservação, conservação, valorização e divulgação.
CM ÁGUEDA
Cristiano Vicente Leal, pintor retratista e fotógrafo, que nasceu em Palhais, Barreiro, residiu em Albergaria-a-Velha e teve atelier também no Porto.
Nascido em 1846 e falecido em 1911, Cristiano Leal foi autor de muitas dezenas de retratos a óleo e a craion, os quais se encontram espalhados pelos distritos de Aveiro, Porto, Viseu, Coimbra e Guarda.
D.Bismarck, 2008
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2008/06/pintor-cristiano-leal-1841-1911.html
Foi publicado um estudo sobre a sua vida e obra na revista Patrimónios.
Com este protocolo é formalizado o compromisso entre o Município de Águeda e a Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, para cedência e exposição das seguintes obras de arte:
retrato do Dr. Adolfo Portela datado de 1954 do autor António Alves,
retrato do Conde Sucena do autor C.V. Leal datado de 1904,
retrato do Dr. António Breda sem data (C. 1960) do autor Ricardo Navarro,
retrato do Visconde de Aguieira, do autor C. V. Leal,
retrato do Dr. Albano de Melo Ribeiro Pinto do autor C. V. Leal datado de 1899.
A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro fica obrigada a proceder à manutenção, conservação e exposição ao público no museu da Fundação, em Águeda, das obras de arte referidas acima, bem como a garantir a segurança e integridade das obras.
A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro tem por missão desenvolver e executar a política cultural regional no domínio da conservação e do restauro, bem como do património cultural móvel e imaterial, designadamente através do respetivo estudo, preservação, conservação, valorização e divulgação.
CM ÁGUEDA
Cristiano Vicente Leal, pintor retratista e fotógrafo, que nasceu em Palhais, Barreiro, residiu em Albergaria-a-Velha e teve atelier também no Porto.
Nascido em 1846 e falecido em 1911, Cristiano Leal foi autor de muitas dezenas de retratos a óleo e a craion, os quais se encontram espalhados pelos distritos de Aveiro, Porto, Viseu, Coimbra e Guarda.
D.Bismarck, 2008
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2008/06/pintor-cristiano-leal-1841-1911.html
Foi publicado um estudo sobre a sua vida e obra na revista Patrimónios.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Revista Albergue
Câmara Municipal lança revista sobre História e Património
Na tarde de 8 de novembro, pelas 16h00, vai ser apresentada, na Biblioteca Municipal, o primeiro número da revista Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha. Esta publicação, de periodicidade anual, é editada pela Câmara Municipal e reúne os mais recentes estudos de reputados autores, historiadores, arqueólogos e investigadores sobre o Concelho.
Para a autarquia Albergariense, esta nova revista pretende desempenhar diversas funções, das quais se pode destacar: veículo de inventariação, preservação, valorização e divulgação do Património do Concelho de Albergaria-a-Velha; órgão de discussão da memória coletiva; local onde aqueles que se dedicam ao estudo da História e do Património deste concelho possam editar os resultados dos seus estudos, fomentando e incentivando, assim, o aparecimento de mais e melhores trabalhos de investigação sobre estas temáticas; meio de angariação de uma base de dados iconográficos, impedindo assim o desaparecimento de um sem número de documentos gráficos e fotográficos; e publicação de permuta com outras autarquias, de forma a enriquecer os seus fundos bibliográficos de forma pouco dispendiosa.
Segundo Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, a revista Albergue pretende contribuir “para que os Albergarienses, bem assim como todos aqueles que aqui vivem, trabalham ou daqui descendem, tenham um melhor conhecimento do seu passado coletivo, da sua História e do seu Património, para que fiquem mais atentos, sensíveis, defensores e fruidores daquele que foi o legado das gerações que nos antecederam.” Quanto à escolha do nome da revista, o autarca, que também é Historiador, afirma que “para além de simbolizar a sua relação com o nome da cidade sede do concelho, homenageando-a, representa também o facto de albergar, abrigar e conter informações importantes para o conhecimento do território e das gentes que viveram ao longo dos séculos que importa preservar.”
Neste primeiro número, os temas são diversos – A Arte Retabular na Igreja Paroquial de Santa Cruz; a Linha Férrea do Vale do Vouga e a Chegada do Comboio a Albergaria-a-Velha; Talábriga; um perfil de Bernardino Máximo de Albuquerque; entre outros – havendo, ainda, um artigo do conceituado historiador, José Mattoso, com o título Albergaria-a-Velha: uma velha identidade.
CMA, 03/11/2014
- A Arte Retabular na Igreja Paroquial de Santa Cruz
- A Linha Férrea do Vale do Vouga e a Chegada do Comboio a Albergaria-a-Velha
- Talábriga;
- Perfil de Bernardino Máximo de Albuquerque
- Albergaria-a-Velha: uma velha identidade - José Mattoso
(entre outros)
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Branca 1989
ELEVAÇÃO DE BRANCA A CATEGORIA DE VILA
1 DE JULHO DE 1989 - PROJECTO DE LEI
1 — Introdução histórica
A origem desta povoação é anterior à data da fundação da nacionalidade, porquanto a existência de dois crassos dentro dos seus actuais limites territoriais assim o prova. São eles o do Monte de São Julião, a cujas vertentes se encontra encostada, e o de Crestelo, na parte mais ocidental, onde foram em tempos descobertos diversos vestígios de construções e utensílios da época romana.
Alguns investigadores históricos pensam que a tão discutida cidade romana da Talábriga, que uns pretendem situar em Cacia e outros próximo do Marnel, poderia situar-se nas imediações de Crestelo.
Da importância dessas antigas civilizações no crescimento dessa terra saliente-se a existência da via militar romana que a atravessava, cujas lajes eram ainda visíveis não há muitos anos nos sítios da Estrada e das Lajinhas.
O Talegre, expressão popular que quer dizer telégrafo, situa-se no Alto de São Julião e deverá ter recolhido o nome do facto de dali serem feitas as comunicações militares para as guarnições existentes na vasta área. que o monte domina em redor de muitas léguas.
O primitivo nome deste povoado foi Auranca e já no remoto ano de 1098 se lhe encontram referências. Mais tarde, a 7 de Julho de 1139, esteve aqui o bispo de Coimbra, de passagem para Cucujães, onde se foi avistar com o então infante Afonso Henriques.
Nas Inquirições de Afonso 11, em 1220, a Vila da Branca consta como possuindo 37 casais. Pensa-se que a Vila se situava à volta da igreja matriz.
A antiga freguesia pertencia ao priorado do Padroado Real da Vila de Bemposta, sendo seu donatário o marquês de Angeja e, dai, constar do foral concedido a esta última por D. Manuel 1, em 15 de Agosto de 1514. Consta ainda que foi doada por D. Pedro II, em 1690, a Bernardo Torres da Silva e que pelo monarca reinante foi concedida à Branca, em 1790, uma considerável soma em dinheiro.
Dentro da povoação, mais precisamente junto a Albergaria-a-Nova, em 10 de Maio de 1809, no decorrer da Segunda Invasão Francesa, as linhas avançadas do Exército Anglo-Luso travaram com êxito um combate com as forças invasoras do general Soult, forçando-as a recuar para o Norte.
Actualmente, Branca pertence ao concelho de Albergaria-a-Velha desde a criação deste, tendo antes pertencido ao da Bemposta.
Tem por padroeiro São Vicente, e a igreja matriz, construída nos finais do século XVII, tem a particularidade de possuir a torre na parte posterior, por trás do altar-mor. É dotada, no seu interior, de rica talha dourada executada no antigo Arsenal da Marinha e foi beneficiada por diversas vezes com obras de restauro, a mais importante das quais foi a sua remodelação e ampliação, cujas obras orçaram em mais de 25 000 contos e ficaram concluídas em 1987. Diz uma tradição que, antes de edificada a torre da igreja, os sinos estiveram durante alguns anos pendurados num frondoso carvalho existente no adro, a que chamavam «o carvalho do sino», e que teria sido mais tarde inconscientemente derrubado.
O primeiro pároco colocado que se conhece foi o reverendo Pedro Nunes, cujo falecimento ocorreu a 24 de Fevereiro de1586.
Em princípios do século XVIII foi fundado pelo então prior João de Sousa Menezes um hospício, que funcionou na Quinta das Cavadas, mas teve existência efémera e terminou mesmo antes da morte daquele, em 24 de Janeiro de 1749.
Sob o aspecto económico saliente-se a existência das Minas do Palhal, que estiveram activas até finais do século passado e que deram posteriormente lugar ao aparecimento de outras empresas.
2 — Situação geográfica
A Branca situa-se no extremo norte do concelho de Albergaria-a-Velha, à margem da estrada nacional n.° 1, confrontando do norte com Pinheiro da Bemposta, do concelho de Oliveira de Azeméis, do sul com a vila de Albergaria-a-Velha, do nascente com Ribeira de Fráguas, também de Albergaria, e do poente com Beduído, Salreu e Canelas, do concelho de Estarreja.
Situa-se numa região privilegiada, a 8 km da auto-estrada, à distância de 22 km, 50 km, 66 km e 280 km, respectivamente, de Aveiro, Porto, Coimbra e Lisboa e a menos de 10 km da via rápida Aveiro-Vilar Formoso.
É servida pela linha de caminho de ferro do Vale do Vouga e por variadas carreiras de camionagem.
3 - Área urbana
A área urbana é de menos de 10 km2, com uma densidade populacional de aproximadamente 800 habitantes.
4 - População
Segundo o censo de 1981, que é o último disponível, era naquela data de 4827 habitantes, divididos por 1481 fogos.
Actualmente, estima-se em perto de 6000 habitantes e 1600 fogos, com um número de eleitores na ordem dos 3800.
5 - Equipamento social
Admninstração local
Possui junta de freguesia, sediada em edifício próprio.
Administração religiosa
Possui igreja matriz e oito capelas de culto público.
Transportes e comunicações
A povoação da Branca é servida por carreiras rodoviárias e ferroviárias a todas as horas do dia, facilitando a deslocação dos seus habitantes para qualquer localidade do País.
Possui estação dos correios com serviço de telefones automáticos.
Ensino e educação
É dotada de seis escolas pré-primárias, catorze salas de ensino básico, três salas de ciclo preparatório TV, duas escolas de música, um centro infantil e uma creche.
6 — Cultura desporto e recreio
Existe a Associação Recreativa e Musical Amigos da Branca, cuja banda celebra no próximo ano o seu cinquentenário, e uma associação designada JOBRA — Movimento de Jovens da Branca, colectividade com vinte anos de existência, que mantém em actividade várias secções culturais, tais como teatro, dança, grupo coral, grupo de cantares e desporto, movimentando mais de uma centena de jovens. Como a Associação Musical, tem em funcionamento uma escola de música, frequentada por cerca de uma centena de alunos.
Criada em 1987, a PROBRANCA, Associação para o Desenvolvimento Sócio-Cultural da Branca, promove e incentiva as actividades sócio-culturais, dando apoio às outras associações existentes.
7 — Saúde e assistência
A Branca está dotada de um moderno posto médico, duas farmácias e vários médicos residentes, com consultórios particulares, situando-se a menos de 8 km de distância do centro de saúde.
A associação PROBRANCA mantém um serviço de apoio domiciliário aos idosos e o Centro Social Paroquial de São Vicente presta serviço à infância.
8 — Serviços
Funciona na sede da casa do povo uma extensão da Segurança Social. Existem gabinetes de projectistas, de contabilidade, de engenharia, de mediação de seguros e de advocacia e uma agência bancária da Caixa Geral de Depósitos.
9 — Indústria
Possui duas grandes unidades industriais, que empregam mais de meio milhar de pessoas, sendo uma do ramo da pasta para papel e outra da pulverometalurgia do tungsténio, e mais de uma centena de pequenas unidades de diversos ramos, empregando cerca de um milhar de pessoas.
10 — Comércio
Existem numerosos estabelecimentos de venda a retalho, quer de artigos de consumo, quer de bens duradouros e de equipamento.
Verifica-se, pelo que antecede, que a povoação da Branca, do concelho de Albergaria-a-Velha, reúne plenamente os requisitos previstos na Lei n.° 11/82 para ser elevada à categoria de vila.
A decisão favorável da Assembleia da República não constituirá mais do que o reconhecimento do quanto este povo tem lutado pela sua promoção e um estimulo para que cada vez a procure com mais determinação e coragem.
Nesta conformidade, o deputado do Partido Social-Democrata abaixo assinado, nos termos do n.° 1 do artigo 170.° da Constituição, apresenta à Assembleia da República o seguinte projecto de lei:
Artigo único. A povoação da Branca, no concelho de Albergaria-a-Velha, é elevada à categoria de vila.
O Deputado do PSD, Flausino José Pereira da Silva.
1 DE JULHO DE 1989 - PROJECTO DE LEI
1 — Introdução histórica
A origem desta povoação é anterior à data da fundação da nacionalidade, porquanto a existência de dois crassos dentro dos seus actuais limites territoriais assim o prova. São eles o do Monte de São Julião, a cujas vertentes se encontra encostada, e o de Crestelo, na parte mais ocidental, onde foram em tempos descobertos diversos vestígios de construções e utensílios da época romana.
Alguns investigadores históricos pensam que a tão discutida cidade romana da Talábriga, que uns pretendem situar em Cacia e outros próximo do Marnel, poderia situar-se nas imediações de Crestelo.
Da importância dessas antigas civilizações no crescimento dessa terra saliente-se a existência da via militar romana que a atravessava, cujas lajes eram ainda visíveis não há muitos anos nos sítios da Estrada e das Lajinhas.
O Talegre, expressão popular que quer dizer telégrafo, situa-se no Alto de São Julião e deverá ter recolhido o nome do facto de dali serem feitas as comunicações militares para as guarnições existentes na vasta área. que o monte domina em redor de muitas léguas.
O primitivo nome deste povoado foi Auranca e já no remoto ano de 1098 se lhe encontram referências. Mais tarde, a 7 de Julho de 1139, esteve aqui o bispo de Coimbra, de passagem para Cucujães, onde se foi avistar com o então infante Afonso Henriques.
Nas Inquirições de Afonso 11, em 1220, a Vila da Branca consta como possuindo 37 casais. Pensa-se que a Vila se situava à volta da igreja matriz.
A antiga freguesia pertencia ao priorado do Padroado Real da Vila de Bemposta, sendo seu donatário o marquês de Angeja e, dai, constar do foral concedido a esta última por D. Manuel 1, em 15 de Agosto de 1514. Consta ainda que foi doada por D. Pedro II, em 1690, a Bernardo Torres da Silva e que pelo monarca reinante foi concedida à Branca, em 1790, uma considerável soma em dinheiro.
Dentro da povoação, mais precisamente junto a Albergaria-a-Nova, em 10 de Maio de 1809, no decorrer da Segunda Invasão Francesa, as linhas avançadas do Exército Anglo-Luso travaram com êxito um combate com as forças invasoras do general Soult, forçando-as a recuar para o Norte.
Actualmente, Branca pertence ao concelho de Albergaria-a-Velha desde a criação deste, tendo antes pertencido ao da Bemposta.
Tem por padroeiro São Vicente, e a igreja matriz, construída nos finais do século XVII, tem a particularidade de possuir a torre na parte posterior, por trás do altar-mor. É dotada, no seu interior, de rica talha dourada executada no antigo Arsenal da Marinha e foi beneficiada por diversas vezes com obras de restauro, a mais importante das quais foi a sua remodelação e ampliação, cujas obras orçaram em mais de 25 000 contos e ficaram concluídas em 1987. Diz uma tradição que, antes de edificada a torre da igreja, os sinos estiveram durante alguns anos pendurados num frondoso carvalho existente no adro, a que chamavam «o carvalho do sino», e que teria sido mais tarde inconscientemente derrubado.
O primeiro pároco colocado que se conhece foi o reverendo Pedro Nunes, cujo falecimento ocorreu a 24 de Fevereiro de1586.
Em princípios do século XVIII foi fundado pelo então prior João de Sousa Menezes um hospício, que funcionou na Quinta das Cavadas, mas teve existência efémera e terminou mesmo antes da morte daquele, em 24 de Janeiro de 1749.
Sob o aspecto económico saliente-se a existência das Minas do Palhal, que estiveram activas até finais do século passado e que deram posteriormente lugar ao aparecimento de outras empresas.
2 — Situação geográfica
A Branca situa-se no extremo norte do concelho de Albergaria-a-Velha, à margem da estrada nacional n.° 1, confrontando do norte com Pinheiro da Bemposta, do concelho de Oliveira de Azeméis, do sul com a vila de Albergaria-a-Velha, do nascente com Ribeira de Fráguas, também de Albergaria, e do poente com Beduído, Salreu e Canelas, do concelho de Estarreja.
Situa-se numa região privilegiada, a 8 km da auto-estrada, à distância de 22 km, 50 km, 66 km e 280 km, respectivamente, de Aveiro, Porto, Coimbra e Lisboa e a menos de 10 km da via rápida Aveiro-Vilar Formoso.
É servida pela linha de caminho de ferro do Vale do Vouga e por variadas carreiras de camionagem.
3 - Área urbana
A área urbana é de menos de 10 km2, com uma densidade populacional de aproximadamente 800 habitantes.
4 - População
Segundo o censo de 1981, que é o último disponível, era naquela data de 4827 habitantes, divididos por 1481 fogos.
Actualmente, estima-se em perto de 6000 habitantes e 1600 fogos, com um número de eleitores na ordem dos 3800.
5 - Equipamento social
Admninstração local
Possui junta de freguesia, sediada em edifício próprio.
Administração religiosa
Possui igreja matriz e oito capelas de culto público.
Transportes e comunicações
A povoação da Branca é servida por carreiras rodoviárias e ferroviárias a todas as horas do dia, facilitando a deslocação dos seus habitantes para qualquer localidade do País.
Possui estação dos correios com serviço de telefones automáticos.
Ensino e educação
É dotada de seis escolas pré-primárias, catorze salas de ensino básico, três salas de ciclo preparatório TV, duas escolas de música, um centro infantil e uma creche.
6 — Cultura desporto e recreio
Existe a Associação Recreativa e Musical Amigos da Branca, cuja banda celebra no próximo ano o seu cinquentenário, e uma associação designada JOBRA — Movimento de Jovens da Branca, colectividade com vinte anos de existência, que mantém em actividade várias secções culturais, tais como teatro, dança, grupo coral, grupo de cantares e desporto, movimentando mais de uma centena de jovens. Como a Associação Musical, tem em funcionamento uma escola de música, frequentada por cerca de uma centena de alunos.
Criada em 1987, a PROBRANCA, Associação para o Desenvolvimento Sócio-Cultural da Branca, promove e incentiva as actividades sócio-culturais, dando apoio às outras associações existentes.
7 — Saúde e assistência
A Branca está dotada de um moderno posto médico, duas farmácias e vários médicos residentes, com consultórios particulares, situando-se a menos de 8 km de distância do centro de saúde.
A associação PROBRANCA mantém um serviço de apoio domiciliário aos idosos e o Centro Social Paroquial de São Vicente presta serviço à infância.
8 — Serviços
Funciona na sede da casa do povo uma extensão da Segurança Social. Existem gabinetes de projectistas, de contabilidade, de engenharia, de mediação de seguros e de advocacia e uma agência bancária da Caixa Geral de Depósitos.
9 — Indústria
Possui duas grandes unidades industriais, que empregam mais de meio milhar de pessoas, sendo uma do ramo da pasta para papel e outra da pulverometalurgia do tungsténio, e mais de uma centena de pequenas unidades de diversos ramos, empregando cerca de um milhar de pessoas.
10 — Comércio
Existem numerosos estabelecimentos de venda a retalho, quer de artigos de consumo, quer de bens duradouros e de equipamento.
Verifica-se, pelo que antecede, que a povoação da Branca, do concelho de Albergaria-a-Velha, reúne plenamente os requisitos previstos na Lei n.° 11/82 para ser elevada à categoria de vila.
A decisão favorável da Assembleia da República não constituirá mais do que o reconhecimento do quanto este povo tem lutado pela sua promoção e um estimulo para que cada vez a procure com mais determinação e coragem.
Nesta conformidade, o deputado do Partido Social-Democrata abaixo assinado, nos termos do n.° 1 do artigo 170.° da Constituição, apresenta à Assembleia da República o seguinte projecto de lei:
Artigo único. A povoação da Branca, no concelho de Albergaria-a-Velha, é elevada à categoria de vila.
O Deputado do PSD, Flausino José Pereira da Silva.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Eleições Autárquicas 1989
1989
Presidente - Rui Pereira Marques
Vereadores - Saul Silva, Albino Silva e Manuel Oliveira (CDS), José António Laranjeira, Américo Chaló (PSD) e José Carlos Oliveira (PS)
Assembleia Municipal
Joaquim Augusto Ferreira Nadais - Presidente
Mandatos: Janeiro de 1990 a Janeiro 1994
Constituição da Assembleia:
Presidente: Joaquim Augusto Ferreira Nadais
1ºSecretário: Alexandre José de Miranda Soares Pereira
2ºSecretário: Augusto Henrique Conceição Pinto da Silva
Vogais: Mário Jorge de Lemos Pinto
Augusto Jorge de Lacerda Neves
Tércio Melo da Silva
Rogério São Bento Camões
Helder Castanheira Santos Rodrigues
Mário Vidal da Silva
Manuel Henrique da Conceição Neves
Pedro Tomás Pereira Marques
Júlio Inácio Ribeiro de Bastos
António Augusto Simões de Almeida Salgado
Alberto José Mouteiro de Matos
Manuel Pereira dos Santos
Fernando Alberto Esteves Nogueira da Silva
Carlos Manuel Silva Nunes
Arménio Soares de Pinho
José António de Azevedo Rodrigues
José Manuel Correia Parente
Manuel Linhares Martins Miranda
Fernando Nogueira da Silva
Carlos Manuel de Melo Mortágua
António Lopes das Neves
Fernando Soares Ferreira
Jorge da Silva Melo
Manuel Martins da Silva
Plácido Melo da Silva
Manuel Tavares da Silva Letra
CMA
A oposição na Câmara de Albergaria-a-Velha
Há dias perguntaram-me, com alguma entoação sarcástica na voz:
— "Que oposição existe na Câmara de Albergaria-a-Velha?"
Nas eleições de Dezembro de 1989, os cidadãos eleitores foram bem claros nas suas opções e, assim, para a Câmara "deram" a maioria absoluta (4 elementos) ao CDS e a minoria a dois outros partidos (PSD - 2 elementos; PS - 1 elemento); e para a Assembleia Municipal não tendo dado a maioria absoluta a qualquer dos partidos "deram", no entanto, a maioria relativa ao CDS.
Por ter a maioria na Câmara, o CDS viu o seu "cabeça de lista" assumir a Presidência, como determina a lei, enquanto no seio da Assembleia Municipal foi eleita uma mesa CDS correspondendo, embora por via indirecta, à vontade dos eleitores que, com a maioria relativa, deram indicações claras de que desejavam o CDS a presidir a este órgão Autárquico. Neste último caso — da Assembleia Municipal — nem sempre foi assim pois há anos, e também sem qualquer dos partidos ter a maioria absoluta, uma ligação CDS - PS colocou a presidir à Assembleia um partido que não correspondia à vontade dos eleitores que apontaram, inequivocamente, para que fosse um elemento do PSD a exercer aquela função, já que este partido obteve então a maioria relativa.
Deste modo, temos, actualmente, em Albergaria-a-Velha, nos órgãos autárquicos municipais, duas situações bem distintas: uma na Câmara, onde a "oposição" pelo voto nada consegue contra a "maioria absoluta"; e outra na Assembleia Municipal onde, pelo voto, se duas das minorias se aliarem vencem a outra minoria, mesmo que esta seja a maior minoria.
Fica bem claro que na Assembleia Municipal é possível propor alterações e fazer aprovar ou não aprovar propostas da Câmara ou de qualquer um dos partidos representados nesta Assembleia, enquanto na Câmara a "oposição" - se a maioria estiver unida se limita a ditar para a acta a sua opinião mas, como é óbvio, sem qualquer resultado prático.
Mas é assim que tem acontecido em Albergaria-a-Velha?
A "oposição" na Câmara nada tem conseguido?
Em meu entender, a "oposição" muito tem conseguido e no que me diz respeito, não me tenho limitado a ditar para a acta, mas tenho apresentado propostas que têm merecido a aprovação da Câmara, ou tenho procurado influênciar a Câmara de modo a que sejam alteradas propostas em discussão.
Mas na Câmara muitas das questões não são aprovadas por unanimidade?
É um facto e é o que relatam as actas, mas o que não se escreve nas actas é que muitas das deliberações por unanimidade (maioria mais oposição) só foram possíveis após intensos debates em que se modificaram profundamente as propostas iniciais, modificações que também têm tido por base as posições assumidas pela "oposição".
E tem sido assim porque em vez de uma "oposição", só usando a "crítica selvagem" (contra tudo e contra todos) optamos por uma "critica humana", isto é, por uma crítica que apresenta alternativas para os problemas em apreciação.
Temos tido êxito e por isso o resultado desta "luta" oposição-maioria, no seio da Câmara, só pode favorecer o Concelho de Albergaria-a-Velha, nosso objectivo primeiro quando tomamos posse do cargo de Vereador, mesmo em minoria absoluta e, assim, nos manteremos até ao fim do nosso mandato.
Por José António Laranjeira — Vereador (PSD)
Boletim Municipal nº 14, Fevereiro de 1992
Eleições Autarquicas de 1989 Município de ALBERGARIA-A-VELHA
TOTAL FREGUESIAS 8 INSCRITOS 17507
fonte: STAPE/ANMP
Presidente - Rui Pereira Marques
Vereadores - Saul Silva, Albino Silva e Manuel Oliveira (CDS), José António Laranjeira, Américo Chaló (PSD) e José Carlos Oliveira (PS)
Assembleia Municipal
Joaquim Augusto Ferreira Nadais - Presidente
Mandatos: Janeiro de 1990 a Janeiro 1994
Constituição da Assembleia:
Presidente: Joaquim Augusto Ferreira Nadais
1ºSecretário: Alexandre José de Miranda Soares Pereira
2ºSecretário: Augusto Henrique Conceição Pinto da Silva
Vogais: Mário Jorge de Lemos Pinto
Augusto Jorge de Lacerda Neves
Tércio Melo da Silva
Rogério São Bento Camões
Helder Castanheira Santos Rodrigues
Mário Vidal da Silva
Manuel Henrique da Conceição Neves
Pedro Tomás Pereira Marques
Júlio Inácio Ribeiro de Bastos
António Augusto Simões de Almeida Salgado
Alberto José Mouteiro de Matos
Manuel Pereira dos Santos
Fernando Alberto Esteves Nogueira da Silva
Carlos Manuel Silva Nunes
Arménio Soares de Pinho
José António de Azevedo Rodrigues
José Manuel Correia Parente
Manuel Linhares Martins Miranda
Fernando Nogueira da Silva
Carlos Manuel de Melo Mortágua
António Lopes das Neves
Fernando Soares Ferreira
Jorge da Silva Melo
Manuel Martins da Silva
Plácido Melo da Silva
Manuel Tavares da Silva Letra
CMA
A oposição na Câmara de Albergaria-a-Velha
Há dias perguntaram-me, com alguma entoação sarcástica na voz:
— "Que oposição existe na Câmara de Albergaria-a-Velha?"
Nas eleições de Dezembro de 1989, os cidadãos eleitores foram bem claros nas suas opções e, assim, para a Câmara "deram" a maioria absoluta (4 elementos) ao CDS e a minoria a dois outros partidos (PSD - 2 elementos; PS - 1 elemento); e para a Assembleia Municipal não tendo dado a maioria absoluta a qualquer dos partidos "deram", no entanto, a maioria relativa ao CDS.
Por ter a maioria na Câmara, o CDS viu o seu "cabeça de lista" assumir a Presidência, como determina a lei, enquanto no seio da Assembleia Municipal foi eleita uma mesa CDS correspondendo, embora por via indirecta, à vontade dos eleitores que, com a maioria relativa, deram indicações claras de que desejavam o CDS a presidir a este órgão Autárquico. Neste último caso — da Assembleia Municipal — nem sempre foi assim pois há anos, e também sem qualquer dos partidos ter a maioria absoluta, uma ligação CDS - PS colocou a presidir à Assembleia um partido que não correspondia à vontade dos eleitores que apontaram, inequivocamente, para que fosse um elemento do PSD a exercer aquela função, já que este partido obteve então a maioria relativa.
Deste modo, temos, actualmente, em Albergaria-a-Velha, nos órgãos autárquicos municipais, duas situações bem distintas: uma na Câmara, onde a "oposição" pelo voto nada consegue contra a "maioria absoluta"; e outra na Assembleia Municipal onde, pelo voto, se duas das minorias se aliarem vencem a outra minoria, mesmo que esta seja a maior minoria.
Fica bem claro que na Assembleia Municipal é possível propor alterações e fazer aprovar ou não aprovar propostas da Câmara ou de qualquer um dos partidos representados nesta Assembleia, enquanto na Câmara a "oposição" - se a maioria estiver unida se limita a ditar para a acta a sua opinião mas, como é óbvio, sem qualquer resultado prático.
Mas é assim que tem acontecido em Albergaria-a-Velha?
A "oposição" na Câmara nada tem conseguido?
Em meu entender, a "oposição" muito tem conseguido e no que me diz respeito, não me tenho limitado a ditar para a acta, mas tenho apresentado propostas que têm merecido a aprovação da Câmara, ou tenho procurado influênciar a Câmara de modo a que sejam alteradas propostas em discussão.
Mas na Câmara muitas das questões não são aprovadas por unanimidade?
É um facto e é o que relatam as actas, mas o que não se escreve nas actas é que muitas das deliberações por unanimidade (maioria mais oposição) só foram possíveis após intensos debates em que se modificaram profundamente as propostas iniciais, modificações que também têm tido por base as posições assumidas pela "oposição".
E tem sido assim porque em vez de uma "oposição", só usando a "crítica selvagem" (contra tudo e contra todos) optamos por uma "critica humana", isto é, por uma crítica que apresenta alternativas para os problemas em apreciação.
Temos tido êxito e por isso o resultado desta "luta" oposição-maioria, no seio da Câmara, só pode favorecer o Concelho de Albergaria-a-Velha, nosso objectivo primeiro quando tomamos posse do cargo de Vereador, mesmo em minoria absoluta e, assim, nos manteremos até ao fim do nosso mandato.
Por José António Laranjeira — Vereador (PSD)
Boletim Municipal nº 14, Fevereiro de 1992
Eleições Autarquicas de 1989 Município de ALBERGARIA-A-VELHA
TOTAL FREGUESIAS 8 INSCRITOS 17507
| ++++++ ASSEMBLEIA MUNICIPAL ++++++ | ++++++++ CAMARA MUNICIPAL ++++++++ |
| MANDATOS 21 | MANDATOS 7 | |||||||
| VOTANTES | 11999 | 68,5 | VOTANTES | 11999 | 68,5 | |||
| +++++++++++++++++++ | VOTOS | +++ | MAND | +++++++++++++++++++ | VOTOS | +++++ | + MAND | |
| BRANCOS | 194 | 1,6 | BRANCOS | 122 | 1,0 | |||
| NULOS | 223 | 1,9 | NULOS | 232 | 1,9 | |||
| CDS | 4890 | 40,8 | 9 | CDS | 6256 | 52,1 | 4 | |
| PSD | 3763 | 31,4 | 7 | PSD | 3648 | 30,4 | 2 | |
| PS | 2657 | 22,1 | 5 | PS | 1573 | 13,1 | 1 | |
| PCP/PEV | 272 | 2,3 | PCP/PEV | 168 | 1,4 | |||
| PRESIDENTE DA CAMARA - CDS | ||||||||
fonte: STAPE/ANMP
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Revelações sobre a Branca
2007
Na noite em que se comemoraram 152 anos desde a integração da freguesia da Branca no Concelho de Albergaria-a-Velha (24 de Outubro), a Câmara Municipal organizou, no CCB, a tertúlia "Conversas em redor da Branca", onde um painel de quatro especialistas deu uma visão singular sobre a freguesia em diversos períodos históricos.
Nélia Oliveira, Técnica Superior de Arquivo e Biblioteca, realçou a importância do património (nas várias vertentes histórica, paisagística e cultural) como forma de perpetuar a memória colectiva. segundo os estudos efectuados, especialmente nas estações arqueológicas de S. Julião e Crestelo, pode-se afirmar que Branca é uma povoação muito antiga, com vestígios proto-históricos e romanos. Ao longo dos séculos, muito se destruiu, mas a oradora salientou que ainda existem exemplos de património histórico que merecem destaque na freguesia, nomeadamente a Quinta das Relvas, a Calçada de Relvas (talvez do período romano) e a Quinta do Outeiro.
Delfim Bismarck, historiador e conservador de museu, realçou, igualmente, a antiguidade da freguesia que, na idade média, pertencia às Terras de Santa Maria. Na Inquirição de D. Afonso II, em 1220, já existia um povoado relevante na Branca, com uma Igreja, propriedade do rei, e uma Ermida denominada de Santa Maria. Nos foros pagos ao monarca, destacava-se o pão, vinho, linho, trigo, milho, ovelhas, cabras, porcos, galinhas, queijo, manteiga e ovos, todos estes bem muito preciosos para os lavradores da época. Nos censos de 1527, no reinado de D. João III, notou-se uma perda acentuada de população na zona da Branca, mas o tempo veio comprovar que a freguesia tinha potencial para fixar pessoas. No final do século XIX, a indústria era um forte "chamariz" para a freguesia. Manuel Ferreira Rodrigues, professor universitário que estudou a indústria na região de Aveiro entre 1864 e 1931, notou que existia muita actividade na época, principalmente nas áreas de moagem, cerâmica, serração, minas, lacticínios e exploração florestal.
Na última intervenção da noite, Paula Abreu, socióloga, referiu que a Branca já não e a "freguesia industrial" de antigamente, mas, mesmo assim, continua a ser um local privilegiado, estando localizada entre pontos estratégicos muito importantes (Porto, Aveiro e Coimbra). Apesar das características urbanas ao longo da "coluna vertebral" da freguesia (o IC2), Paula Abreu salientou que continuam a existir vestígios de uma certa ruralidade, o que a leva a falar de uma multiplicidade de comunidades, com modelos de organização e estruturação económica diferentes. "Branca é como um pequeno laboratório do país", um espelho da realidade mais vasta que compõe Portugal.
Albergaria em revista, 2007/2008
Na noite em que se comemoraram 152 anos desde a integração da freguesia da Branca no Concelho de Albergaria-a-Velha (24 de Outubro), a Câmara Municipal organizou, no CCB, a tertúlia "Conversas em redor da Branca", onde um painel de quatro especialistas deu uma visão singular sobre a freguesia em diversos períodos históricos.
Nélia Oliveira, Técnica Superior de Arquivo e Biblioteca, realçou a importância do património (nas várias vertentes histórica, paisagística e cultural) como forma de perpetuar a memória colectiva. segundo os estudos efectuados, especialmente nas estações arqueológicas de S. Julião e Crestelo, pode-se afirmar que Branca é uma povoação muito antiga, com vestígios proto-históricos e romanos. Ao longo dos séculos, muito se destruiu, mas a oradora salientou que ainda existem exemplos de património histórico que merecem destaque na freguesia, nomeadamente a Quinta das Relvas, a Calçada de Relvas (talvez do período romano) e a Quinta do Outeiro.
Delfim Bismarck, historiador e conservador de museu, realçou, igualmente, a antiguidade da freguesia que, na idade média, pertencia às Terras de Santa Maria. Na Inquirição de D. Afonso II, em 1220, já existia um povoado relevante na Branca, com uma Igreja, propriedade do rei, e uma Ermida denominada de Santa Maria. Nos foros pagos ao monarca, destacava-se o pão, vinho, linho, trigo, milho, ovelhas, cabras, porcos, galinhas, queijo, manteiga e ovos, todos estes bem muito preciosos para os lavradores da época. Nos censos de 1527, no reinado de D. João III, notou-se uma perda acentuada de população na zona da Branca, mas o tempo veio comprovar que a freguesia tinha potencial para fixar pessoas. No final do século XIX, a indústria era um forte "chamariz" para a freguesia. Manuel Ferreira Rodrigues, professor universitário que estudou a indústria na região de Aveiro entre 1864 e 1931, notou que existia muita actividade na época, principalmente nas áreas de moagem, cerâmica, serração, minas, lacticínios e exploração florestal.
Na última intervenção da noite, Paula Abreu, socióloga, referiu que a Branca já não e a "freguesia industrial" de antigamente, mas, mesmo assim, continua a ser um local privilegiado, estando localizada entre pontos estratégicos muito importantes (Porto, Aveiro e Coimbra). Apesar das características urbanas ao longo da "coluna vertebral" da freguesia (o IC2), Paula Abreu salientou que continuam a existir vestígios de uma certa ruralidade, o que a leva a falar de uma multiplicidade de comunidades, com modelos de organização e estruturação económica diferentes. "Branca é como um pequeno laboratório do país", um espelho da realidade mais vasta que compõe Portugal.
Albergaria em revista, 2007/2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
CulturAlb organiza I Jornadas Históricas de Albergaria-a-Velha
Nos dias 24 e 25 de outubro de 2014 [sexta e sábado] a CulturAlb – associação de artes, recreio e cultura de Albergaria-a-Velha vai organizar, na Biblioteca Municipal, as primeiras Jornadas Históricas do Concelho sobre a temática "Memória e Património – Temas da nossa Terra".
Esta iniciativa enquadra-se na missão que a associação desempenha no Concelho e na Região, proporcionando a todos os participantes o aprofundar dos seus conhecimentos sobre os diferentes domínios relacionados com o Património e a sua importância, não só na formação integral do indivíduo, mas também enquanto valor identitário. Com as Jornadas, a CulturAlb pretende estabelecer elos entre passado e presente, conhecer e compreender realizações e factos, refletir sobre ações humanas, perpetuar marcas que foram legados e enriqueceram a História e Identidade da Região.
Com este objetivo, a Culturalb convidou diversas personalidades para apresentarem comunicações nos diferentes domínios do conhecimento – História, Música, Literatura, entre outros. Ao longo dos dois dias, irão debater-se variados temas, tais como a indústria no início do século XX, o património musical Português, as albergarias como percursoras da revolução na hospedagem, a escrita e o património (numa intervenção do premiado escritor, Mário Cláudio) ou o Caminho de Santiago. Para além do espaço de debate, na tarde de sábado serão organizadas duas visitas guiadas: um percurso pelo património histórico-artístico do Concelho e uma visita à Rota dos Moinhos.
A participação nas I Jornadas Históricas de Albergaria-a-Velha é gratuita, mas sujeita a uma inscrição prévia. Os interessados poderão fazê-la através de formulário próprio em www.culturalb.pt ou contactar a associação pelo número 918 624 094.
Este evento tem o apoio da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior.
CMA, 09/10/2014
Consultar programa
PROGRAMA
Esta iniciativa enquadra-se na missão que a associação desempenha no Concelho e na Região, proporcionando a todos os participantes o aprofundar dos seus conhecimentos sobre os diferentes domínios relacionados com o Património e a sua importância, não só na formação integral do indivíduo, mas também enquanto valor identitário. Com as Jornadas, a CulturAlb pretende estabelecer elos entre passado e presente, conhecer e compreender realizações e factos, refletir sobre ações humanas, perpetuar marcas que foram legados e enriqueceram a História e Identidade da Região.
Com este objetivo, a Culturalb convidou diversas personalidades para apresentarem comunicações nos diferentes domínios do conhecimento – História, Música, Literatura, entre outros. Ao longo dos dois dias, irão debater-se variados temas, tais como a indústria no início do século XX, o património musical Português, as albergarias como percursoras da revolução na hospedagem, a escrita e o património (numa intervenção do premiado escritor, Mário Cláudio) ou o Caminho de Santiago. Para além do espaço de debate, na tarde de sábado serão organizadas duas visitas guiadas: um percurso pelo património histórico-artístico do Concelho e uma visita à Rota dos Moinhos.
A participação nas I Jornadas Históricas de Albergaria-a-Velha é gratuita, mas sujeita a uma inscrição prévia. Os interessados poderão fazê-la através de formulário próprio em www.culturalb.pt ou contactar a associação pelo número 918 624 094.
Este evento tem o apoio da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior.
CMA, 09/10/2014
Consultar programa
PROGRAMA
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Eleições Autárquicas 1997
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| Guia do Autarca |
Composição da Câmara Municipal
-Presidente da Câmara Municipal Rui Manuel Pereira Marques (CDS/PP)
-Vereador Rogério São Bento Camões (PSD)
-Vereador Saul Oliveira Silva (CDS/PP)
-Vereador Tércio Melo Silva (PSD)
-Vereador Adelino Pereira Santiago (PS)
-Vereador Substituto do Presidente José Carlos da Silva Oliveira (CDS/PP)
-Vereador Mário Vidal da Silva (PSD)
Conselho de Administração dos S.M.A.S.
Presidente do Conselho de Administração Saul Oliveira Silva (CDS/PP)
Administrador Adelino Pereira Santiago (PS)
Administrador Rogério São Bento Camões (PSD)
CDS + PSD + PS
Em 1997, o PSD, através de Rogério Camões, foi o segundo partido mais votado com 37,7 por cento (4724 votos), alcançando 3 mandatos na Câmara. Rui Marques (CDS/PP) conquistou o quarto mandato na presidência com uma vantagem tangencial de 91 votos.
Adelino Pereira Santiago foi o candidato do PS nas últimas eleições arrecadando 18,8 por cento da votação (2359 votos).
O concelho de Albergaria-a-Velha tem oito freguesias, sendo 4 do PSD, 3 do PP e 1 do PS. Os sociais-democratas presidem à mesa da Assembleia Municipal.
Noticias de Aveiro. 10/04/2001
Candidatos
ADELINO PEREIRA SANTIAGO - PS
ROGERIO DE SAO BENTO CAMOES - PSD
RUI MANUEL PEREIRA MARQUES - CDS
MANUEL MARQUES - CDU
Eleições Autárquicas
1997 Município de ALBERGARIA-A-VELHA
FREGUESIAS APURADAS 8 FREGUESIAS POR APURAR 0 INSCRITOS 19394
| ----- ASSEMBLEIA MUNICIPAL ----- | ------ CAMARA MUNICIPAL --------- |
| VOTANTES 12523 64,57 | VOTANTES 12523 64,57 |
| ----------------------- VOTOS -- MAND | ----------------------- VOTOS -- MAND |
| BRANCOS | 270 | 2,16 | BRANCOS | 215 | 1,72 | ||
| NULOS | 195 | 1,56 | NULOS | 191 | 1,53 | ||
| PPD/PSD | 5212 | 41,62 | 10 | CDS-PP | 4815 | 38,45 | 3 |
| CDS-PP | 3989 | 31,85 | 7 | PPD/PSD | 4724 | 37,72 | 3 |
| PS | 2602 | 20,78 | 4 | PS | 2359 | 18,84 | 1 |
| PCP/PEV | 255 | 2,04 | PCP/PEV | 219 | 1,75 | ||
| - | |||||||
Fonte: anmp
Assembleia Municipal
José António da Piedade Laranjeira - Presidente
Mandatos: Janeiro de 1998 a Janeiro de 2002
Constituição da Assembleia:
Presidente: José António da Piedade Laranjeira
1º Secretário:José Licínio Tavares Pimenta
2º Secretário:Mário Ferreira Couto
Vogais: Joaquim Augusto Ferreira Nadais
Américo Augusto Pereira Chaló
António Manuel Reis Aidos Fernandes
Manuel da Silva Oliveira
Alberto Emanuel Campos Bastos Camões Sobral
António José Almeida Leal Duarte
Armindo Gonçalves Abreu
António Augusto Brito da Silva
Carlos Manuel de Melo Mortágua
Carlos Alberto de Almeida Coelho Silva Resende
Jesus Manuel Vidinha Tomás
Fernando Manuel da Silva Nogueira
Mário Jorge Lemos Pinto
Rui Manuel Lopes Rodrigues
José António de Pinho Laranjeira
Carlos Manuel Silva Santos
Silvino Dias Lopes
Jorge Manuel Oliveira Teixeira
Fernando Nogueira da Silva
João Agostinho Pinto Pereira
Maria Helena Vidinha Trindade
Fernando Soares Ferreira
Sandra Isabel Silva Melo Almeida
Manuel Martins da Silva
Plácido Melo da Silva
Carlos Manuel da Silva Nunes
domingo, 12 de outubro de 2014
Logotipo
![]() |
| Manual de Normas |
A marca Albergaria-a-Velha pretende-se simples, directa e afirmativa. Evoca a sobriedade histórica da lápide fixada na frontaria do Hospital, na sequência do acórdão da Relação de Lisboa (1629), onde se encontra o primeiro registo de Albergaria enquanto vila intrinsecamente associada à defesa social e benemerência. Evoca igualmente a Carta do Couto d' Osselôa, de 1155 (primeiro documento em que Portugal aparece com o estatuto de reino).
As versões existentes da marca Albergaria-a-Velha pretendem torná-la num objecto versátil e que responda com maior eficácia às diferentes situações de utilização.
http://www.cm-albergaria.pt/output_efile.aspx?id_file=27719&id_object=17817
Manual
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