PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO RELEVANTE
1 – Casa com Nº 1 – Rua Santo António e Rua Almirante Reis
2 – Casa e Capela de Santo António – Rua de Santo António
3 – Casa do antigo Posto Médico – Rua de Santo António
4 – Castelo da Boa Vista (Biblioteca Municipal) – Praça Dona Tereza/Rua do Hospital
5 – Casa Nº 8 – a 8ª – Praça Ferreira Tavares
6 – Casa Quinta da Fonte – Rua Eng.º. Duarte Pacheco
7 – Casa do Mouro – Rua Dr. José Henriques
8 – Casa da Família Vidal – Praça Ferreira Tavares
Os valores patrimoniais presentes na área de intervenção da ARU conferem a esta área central um interesse acrescido pois representam testemunhos relevantes da história e da memória coletiva da Cidade. Referenciamos oitos elementos patrimoniais marcantes que ajudam a afirmar a identidade e a imagem da cidade. Trata-se de elementos referenciadores do espaço e do tempo e conferem ao centro da cidade elementos de referência facilmente identificáveis e reconhecidos por todos.
1 – Casa com Nº 1 – Rua Santo António e Rua Almirante Reis
A Casa com n.º 1 é um edifício de gaveto que se localiza nas Ruas de Santo António e na Rua Almirante Reis, no Centro da Cidade de Albergaria-a-Velha. A sua construção remonta ao século XX. É um exemplar que se insere na arquitetura caraterística dos “Torna Viagem”.
O edifício pertenceu à Senhora Luísa Vidal e ao Arquiteto Viriato da Silva Vidal, que, para além de proprietário, foi o autor do projeto.
O edifício desenvolve-se em três pisos, claramente assinalados nas fachadas, fazendo a distinção e a separação entre eles com friso e cunhais de proporções muito elegantes.
2 – Casa e Capela de Santo António – Rua de Santo António
A Casa e Capela de Santo António situam-se na Rua de Santo António, no Centro da Cidade de Albergaria-a-Velha. É considerada uma das mais emblemáticas construções do Concelho e foi mandada edificar no final da década de 30 do século XVIII, pelo Capitão Dr. João Ferreira da Cruz. Em 1843 passou para a posse da família Castro e Lemos, tendo sido vendida várias vezes. No ano de 1967 é adquirida por Francisco de Jesus Rodrigues da Silva, adaptando-a interiormente para casa de comércio e indústria de confeções, preservando somente a fachada, a Capela e algumas divisões; em 1982 estava ocupada ainda por uma fábrica de camisas.
É uma construção de tipo provincial, flanqueada por casas urbanas de 1 e 3 pisos. A ampla fachada principal é virada sobre a rua e está dividida em três setores, partindo no Norte: ala residencial, portão nobre e capela.
O edifício apresenta planta retangular, sensivelmente irregular na fachada posterior. A ala residencial e a Capela são corpos volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de 2 águas. A ala residencial tem dois pisos com fachada principal flanqueada por pilastras toscanas. É composta de cinco vãos, tanto num como noutro piso, tendo no primeiro piso, portas simples de verga reta saliente, encimadas por janelas.
A Capela de nave única e capela-mor. É de construção posterior à casa, tendo inscrita na fachada a data de 1750.
A Casa de Santo António está classificada como M.I.P – Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 144/2014, Diário da República, 2ª Série – N.º37 – 21 de fevereiro.
Ainda é de acrescentar, que foi fixada na envolvente à Casa de Santo António, uma ZEP – Zona Especial de Proteção, Anúncio n.º59/2013, Diário da República, 2.ª Série, N.º 27, de 7 de fevereiro de 2013.
3 – Casa do antigo Posto Médico – Rua de Santo António
A Casa onde em tempo passado se instalou o Posto Médico, localiza-se na Rua Santo António, no centro da Cidade e na ZEP - Zona Especial de Proteção.
É um edifício do início do século XX, concretamente do ano de 1901. Desenvolve-se em dois pisos, a fachada principal é simétrica, tripartida, marcada por colunas que evidenciam o núcleo central da mesma.
A influência da corrente artística de Arte Nova é presente não só nos gradeamentos em ferro forjado que aparecem nas sacadas e parapeitos, mas principalmente nos florões que encimam os lintéis em arco completo dos vãos do núcleo central da fachada.
4 – Castelo da Boa Vista (Biblioteca Municipal) – Praça Dona Tereza/Rua do Hospital
O Castelo da Boa Vista / Biblioteca Municipal, localiza-se numa Quinta na Praça Dona Tereza e na Rua do Hospital, no centro do Município. Data do início do século XX.
É um edifício singular, mandado construir, no ano de 1900, pelo empresário João Patrício Alvarez Ferreira como casa de veraneio. Mostra linguagens arquitetónicas e correntes artísticas distintas, procurando manter o equilíbrio neoclássico com destaque do frontão e a arquitetura militar, com uma espécie de muralha com torres.
Neste momento, é propriedade do Município e foi alvo de obras de requalificação para a instalação da nova Biblioteca Municipal.
5 – Casa Nº 8 – a 8ª – Praça Ferreira Tavares
A Casa Nº8 – 8ª - localiza-se na Praça Ferreira Tavares, no coração urbano da Cidade, junto à Câmara Municipal.
Pertenceu a um conceituado estudioso local, Dr. António de Pinho e considera-se uma das mais exuberantes manifestações de Arte Nova da Cidade. As estruturas são em granito de bom lavrado, tratando, no geral, temática floral e conchas.
O alçado principal é ostentoso sendo no primeiro andar onde se concentra a maior riqueza decorativa. A fachada apresenta dois conjuntos de janelas geminadas e amplas, ladeando o portal ao centro, no qual se inscrevem duas portas. Por cima deste, assenta a varanda nobre da casa para onde se abrem três janelas, maior a do centro e convertida em porta.
6 – Casa Quinta da Fonte – Rua Eng.º. Duarte Pacheco
A Casa Quinta da Fonte, localizada na Rua Engenheiro Duarte Pacheco, considerada um grande exemplar de Arquitetura Civil, residencial e vernácula, é um edifício de dois pisos, composto por dois corpos, casa principal e celeiro, de planta em L.
Arquitetura do Século XVIII, alinha-se na fachada principal quatro janelas e uma sacada média; os vãos estão protegidos por caixilharia de madeira pintada com cor branca e moldura exterior pintada de cor verde; a fachada da direita segue a mesma ideologia.
7 – Casa do Mouro – Rua Dr. José Henriques
A Casa do Mouro, é um edifício de gaveto situado no ângulo das ruas Dr. José Henriques e Dr. Alexandre de Albuquerque; enquadrada num espaço urbano, reúne-se com casas de 1 a 2 pisos. A sua utilização atual é comercial e residencial. Data dos finais do século XVIII, embora já tenha sofrido alterações com acrescentos nas fachadas laterais.
8 – Casa da Família Vidal – Praça Ferreira Tavares
A Casa da família Vidal, insere-se também no Centro da Cidade, na Praça Ferreira Tavares. Constitui, tal como a casa anterior, uma referência de grande valor na corrente artística da Arte Nova. É uma obra de arquitetura de traçado simples, que se desenvolve em dois corpos, um avançado sobre a praça e outro, recuado, no qual se insere uma singela escadaria com o seu gradeamento em ferro forjado, continuada em varanda ampla, aberta e guarnecida, também em ferro forjado da época.
A fachada do corpo recuado era originalmente pintada com temática de flores e nenúfares em que se movimentam gansos brancos; no entanto, foi repintada em 1991, sem a força original, o que lhe conferia especial requinte, na tradição de uma família que se afirmava culta nas artes, música, literatura, pintura e arquitetura.
ARU/2015
Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
sexta-feira, 17 de abril de 2015
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Toponimia 1910
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| Placa da Rua Rodrigues de Freitas |
Em sessão ordinária de 14 de Dezembro de 1910, a Comissão Municipal Republicana (... ) deliberou alterar a nomenclatura das ruas de Albergaria-a-Velha. Pelo presidente foi dito que nem todas as denominações escolhidas pelas veriações transatas tiveram a consagração geral. Há pois necessidade de substituir os nomes não consagrados por outros da denominação de muitas outras ruas e finalmente da designação de todas por uma forma inalterável e duradoura.
Respeitando as denominações consagradas tais como Martyres da Liberdade, Santo António, Hospital, Dr. José Henriques, Castro Mattoso, Gonçalo Eriz, Fonte, Serpa Pinto, Santa Cruz e Cruzes proponho que a todas as outras, fossem dados os seguintes nomes:
ANTIGAS DESIGNAÇÕES --------------------- NOVAS DESIGNAÇÕES
AVENIDA QUILLINAN ----------------------- AVENIDA DA LIBERDADE (778)
PRAÇA NOVA ------------------------------ PRAÇA FERREIRA TAVARES (779)
LARGO DO CHAFARIZ ----------------------- LARGO DA REPÚBLICA (780)
PRAÇA VELHA ----------------------------- PRAÇA D. TERESA
RUA DA ESTAÇÃO ------------------------- AVENIDA DO VALE DO VOUGA (781)
RUA BARROS GOMES ------------------------ RUA ALMIRANTE REIS
LARGO DO COMENDADOR --------------------- LARGO 5 DE OUTUBRO (782)
RUA DE CAMPINHO ------------------------- RUA DA REVOLUÇÃO (783)
RUA DE CIMA (784) ----------------------- RUA 1.° DE DEZEMBRO (785)
RUA DOS PAÇOS DO CONCELHO ÀS TRAPAS ----- RUA MIGUEL BOMBARDA
RUA DAS TRAPAS AO CEMITÉRIO ------------- RUA ELIAS GARCIA
RUA DOS PELÂMES ------------------------- RUA VASCO DA GAMA
RUA DO MATINHO (786) -------------------- RUA CAMÕES
RUA DA CACIEIRA (787) ------------------- RUA MARQUÊS DE POMBAL
RUA DO CORTÍNHAL (788) ------------------ RUA JOSÉ FALCÃO
VIELA DAS ALMAS (789) ------------------- RUA RODRIGUES DE FREITAS
RUA DAS BÓCAS (790) --------------------- RUA TRINDADE COELHO
RUA DO JOGO ----------------------------- RUA EÇA DE QUEIRÓS
RUA DO DOURADO -------------------------- RUA LATINO COELHO (791)
RUA DA CRUZINHA ------------------------- RUA DA LAPA
778 - Na década de 40 passou a designar-se por Avenida Napoleão Luiz Ferreira Leão.
779 - Nome pelo qual também já era denominada desde 1889.
780 - Na década de 40 passou a designar-se por Largo 1.° de Dezembro.
781 - Pequena rua que ligava a Praça Ferreira Tavares à estação do cominho de ferro.
782 - Posteriormente designada Praça Conselheiro Alexandre Sousa e Melo.
783 - Posteriormente designada parcialmente por Rua Eng.' Duarte Pacheco.
784 - Apenas até à Viela da Bouça. Daqui até ao Rodêlo, designava-se Rua do Pinheiro Manso.
785 - Uma parte desta rua viria designar-se na década de 40 Rua Dr. Alexandre de Albuquerque.
786 - Ligava a Rua de Campinho à Rua das Cruzes.
787 - Ia da Capela do Senhor da Santa Cruz às Urgueiras.
788 - Ou Cortinhais.
789 - Paralela à rua anterior.
790 - Viela com início no Largo Conselheiro Alexandre Sousa e Melo.
791 - A actual Rua Eça de Queiróz engloba esta artéria e a anterior. A Rua Latino Coelho desapareceu dando origem à Travessa Eça de Queiróz.
A comissão não só concorda com a conservação das antigas denominações que entenda dever respeitar, como com as alterações e substituições agora indicadas pelo presidente e para umas e outras possam ter carácter defenitivo e duradouro, resolve que desde já feita a aquisição de chapas com os nomes propostos.
Acta de 14/12/1910
Informação retirada do livro "Albergaria-a-Velha 1910 - Da Monarquia à República"
RUAS QUE MANTIVERAM A SUA DESIGNAÇÃO
MARTYRES DA LIBERDADE
SANTO ANTÓNIO
HOSPITAL
DR. JOSÉ HENRIQUES
CASTRO MATTOSO
GONÇALO ERIZ
FONTE
SERPA PINTO
SANTA CRUZ
CRUZES
quinta-feira, 26 de março de 2015
Novos Arruamentos
ÁREA/ESPAÇO ABRANGIDO
Foi incluído na zona de intervenção 3, a Praça Fernando Pessoa, a Rua Prof. Egas Moniz e a Rua 25 de Abril.
ESTADO ATUAL/PATOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO
Esta Unidade de intervenção insere-se no “coração” da Cidade, corresponde a uma centralidade urbana onde a função residencial “convive” com um nível de densidade significativa de atividades comerciais, de serviços e equipamentos públicos estruturantes, tais como o Centro Escolar, Piscinas Municipais, Centro de Saúde, equipamentos desportivos e a incubadora de empresas.
A Praça Fernando Pessoa constitui o elemento “âncora” para o desenvolvimento das áreas que lhe são adjacentes, para, por contágio, espalhar a concretização de novos padrões urbanos para toda a malha urbana.
Esta área tem vindo a ser descaraterizada nas últimas décadas pela desqualificação do parque edificado (edifícios de fraca qualidade arquitetónica e construtiva), degradação das vias, deformação e mau estado de conservação dos passeios e faixas de estacionamento, iluminação pública desajustada, arvoredo descaracterizado, sem conforto para a permanência de pessoas.
A dimensão e a função urbana da Praça (e respetiva envolvente) justificam uma intervenção integrada ao nível do ordenamento e estruturação do tecido Urbana.
ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO
A estratégia de intervenção sobre esta unidade deve incidir preferencialmente nas seguintes preocupações:
. Desenvolver / incrementar uma imagem urbana que traduza o contexto de modernidade próprio dos lugares centrais;
. Estabelecer a articulação / ligação com outras centralidades;
. Promover condições de atratividade que favoreçam a fixação de pessoas e atividades num ambiente de sociabilidade / vivência urbana qualificada;
. Compatibilização entre diferentes modos de circulação prosseguindo objetivos de “acessibilidade universal” privilegiando os tipos de pavimentos adequados, e disciplinando as questões do estacionamento, favorecendo os modos de circulação ciclo/pedonal;
. Reestruturação dos principais sítios / lugares de encontro e de sociabilidade urbana (largos, praças, jardins), criando condições que promovam a animação e vivencia urbana (atraindo e fixando pessoas e atividades);
. Instalação / modernização de mobiliário que favoreça a afirmação de uma imagem urbana mais qualificada e a inclusão social;
. A qualificação ambiental da área, dispondo elementos de recolha dos lixos dentro do quadro geral da cidade, ao mesmo tempo que se promove a organização dos espaços verdes em função da estrutura arbórea existente;
. A valorização de elementos patrimoniais, e outros que constituem referências marcantes da memória e história da Cidade;
. A valorização da estrutura edificada promovendo obras de reconstrução, remodelação, recuperação e conservação;
. Criar zonas de estacionamento na zona envolvente.
fonte: PROPOSTA DE DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA [ARU] DA ÁREA CENTRAL DA CIDADE DE ALBERGARIA-A-VELHA (MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA) - Janeiro 2015
Foi incluído na zona de intervenção 3, a Praça Fernando Pessoa, a Rua Prof. Egas Moniz e a Rua 25 de Abril.
ESTADO ATUAL/PATOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO
Esta Unidade de intervenção insere-se no “coração” da Cidade, corresponde a uma centralidade urbana onde a função residencial “convive” com um nível de densidade significativa de atividades comerciais, de serviços e equipamentos públicos estruturantes, tais como o Centro Escolar, Piscinas Municipais, Centro de Saúde, equipamentos desportivos e a incubadora de empresas.
A Praça Fernando Pessoa constitui o elemento “âncora” para o desenvolvimento das áreas que lhe são adjacentes, para, por contágio, espalhar a concretização de novos padrões urbanos para toda a malha urbana.
Esta área tem vindo a ser descaraterizada nas últimas décadas pela desqualificação do parque edificado (edifícios de fraca qualidade arquitetónica e construtiva), degradação das vias, deformação e mau estado de conservação dos passeios e faixas de estacionamento, iluminação pública desajustada, arvoredo descaracterizado, sem conforto para a permanência de pessoas.
A dimensão e a função urbana da Praça (e respetiva envolvente) justificam uma intervenção integrada ao nível do ordenamento e estruturação do tecido Urbana.
ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO
A estratégia de intervenção sobre esta unidade deve incidir preferencialmente nas seguintes preocupações:
. Desenvolver / incrementar uma imagem urbana que traduza o contexto de modernidade próprio dos lugares centrais;
. Estabelecer a articulação / ligação com outras centralidades;
. Promover condições de atratividade que favoreçam a fixação de pessoas e atividades num ambiente de sociabilidade / vivência urbana qualificada;
. Compatibilização entre diferentes modos de circulação prosseguindo objetivos de “acessibilidade universal” privilegiando os tipos de pavimentos adequados, e disciplinando as questões do estacionamento, favorecendo os modos de circulação ciclo/pedonal;
. Reestruturação dos principais sítios / lugares de encontro e de sociabilidade urbana (largos, praças, jardins), criando condições que promovam a animação e vivencia urbana (atraindo e fixando pessoas e atividades);
. Instalação / modernização de mobiliário que favoreça a afirmação de uma imagem urbana mais qualificada e a inclusão social;
. A qualificação ambiental da área, dispondo elementos de recolha dos lixos dentro do quadro geral da cidade, ao mesmo tempo que se promove a organização dos espaços verdes em função da estrutura arbórea existente;
. A valorização de elementos patrimoniais, e outros que constituem referências marcantes da memória e história da Cidade;
. A valorização da estrutura edificada promovendo obras de reconstrução, remodelação, recuperação e conservação;
. Criar zonas de estacionamento na zona envolvente.
fonte: PROPOSTA DE DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA [ARU] DA ÁREA CENTRAL DA CIDADE DE ALBERGARIA-A-VELHA (MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA) - Janeiro 2015
quarta-feira, 25 de março de 2015
Áreas de Recuperação Urbana
Câmara de Albergaria-a-Velha lança duas Áreas de Recuperação Urbana
A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha criou duas Áreas de Recuperação Urbana (ARU), uma na área da cidade, a outra na Vila de Angeja, onde pretende efetuar obras de regeneração nos espaços públicos, convidando os privados a intervir através de benefícios e incentivos.
A ARU de Albergaria-a-Velha identifica um conjunto de imóveis de interesse patrimonial e define seis unidades de intervenção, que correspondem aos “principais espaços de vivência urbana” da cidade. São elas a envolvente das ruas de Santo António, Avenida Napoleão Luíz Ferreira Leão, Rua do Hospital e Rua Mártires da Liberdade; a envolvente da Rua Eng.º. Duarte Pacheco e Rua Dr. José Henriques; a envolvente da Praça Fernando Pessoa e das ruas Prof. Egas Moniz e 25 de Abril, zona conhecida por “Novos Arruamentos”; a envolvente da antiga Fábrica Alba; a envolvente da Alameda 5 de Outubro e do Jardim da Praça Ferreira Tavares, que foi alvo de intervenção recente, ainda a decorrer; e a envolvente da Rua Gonçalo Eriz e Bairro das Lameirinhas.
O vereador do Urbanismo, Delfim Bismarck, refere que a criação da ARU em Albergaria “é uma forma de ir ao encontro de apoios comunitários e promover a participação dos privados, que vão ter acesso a um conjunto de incentivos e benefícios”. O objetivo central da ARU de Albergaria-a-Velha, tal como em Angeja, é criar condições de atração e fixação de população no centro, mas também de atividades de comércio e serviços.
A ARU define um conjunto de benefícios fiscais e financeiros dirigidos aos particulares que queiram intervir no seu património. Nos benefícios fiscais, o plano define a possibilidade de redução de IMI até um limite de 50%, isenção de IMT nos casos de aquisição para habitação própria e permanente, dedução à coleta no caso do IRS, taxa reduzida nas mais-valias da venda de imóveis inseridos na ARU e IVA de 6% nos materiais a aplicar em obras de reabilitação. Nos benefícios financeiros estão previstos a redução para metade nas taxas de entrada e apreciação de obras, redução de 10% na emissão de alvará, prevendo-se ainda outros incentivos com a aprovação da Operação de Reabilitação Urbana, que configura o plano operacional de execução de obras.
As ARU de Albergaria-a-Velha e Angeja já foram aprovadas em Assembleia Municipal e aguardam publicação em Diário da República. Mais informações aqui.
CMA, 24-03-2015
A Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha criou duas Áreas de Recuperação Urbana (ARU), uma na área da cidade, a outra na Vila de Angeja, onde pretende efetuar obras de regeneração nos espaços públicos, convidando os privados a intervir através de benefícios e incentivos.
A ARU de Albergaria-a-Velha identifica um conjunto de imóveis de interesse patrimonial e define seis unidades de intervenção, que correspondem aos “principais espaços de vivência urbana” da cidade. São elas a envolvente das ruas de Santo António, Avenida Napoleão Luíz Ferreira Leão, Rua do Hospital e Rua Mártires da Liberdade; a envolvente da Rua Eng.º. Duarte Pacheco e Rua Dr. José Henriques; a envolvente da Praça Fernando Pessoa e das ruas Prof. Egas Moniz e 25 de Abril, zona conhecida por “Novos Arruamentos”; a envolvente da antiga Fábrica Alba; a envolvente da Alameda 5 de Outubro e do Jardim da Praça Ferreira Tavares, que foi alvo de intervenção recente, ainda a decorrer; e a envolvente da Rua Gonçalo Eriz e Bairro das Lameirinhas.
O vereador do Urbanismo, Delfim Bismarck, refere que a criação da ARU em Albergaria “é uma forma de ir ao encontro de apoios comunitários e promover a participação dos privados, que vão ter acesso a um conjunto de incentivos e benefícios”. O objetivo central da ARU de Albergaria-a-Velha, tal como em Angeja, é criar condições de atração e fixação de população no centro, mas também de atividades de comércio e serviços.
A ARU define um conjunto de benefícios fiscais e financeiros dirigidos aos particulares que queiram intervir no seu património. Nos benefícios fiscais, o plano define a possibilidade de redução de IMI até um limite de 50%, isenção de IMT nos casos de aquisição para habitação própria e permanente, dedução à coleta no caso do IRS, taxa reduzida nas mais-valias da venda de imóveis inseridos na ARU e IVA de 6% nos materiais a aplicar em obras de reabilitação. Nos benefícios financeiros estão previstos a redução para metade nas taxas de entrada e apreciação de obras, redução de 10% na emissão de alvará, prevendo-se ainda outros incentivos com a aprovação da Operação de Reabilitação Urbana, que configura o plano operacional de execução de obras.
As ARU de Albergaria-a-Velha e Angeja já foram aprovadas em Assembleia Municipal e aguardam publicação em Diário da República. Mais informações aqui.
CMA, 24-03-2015
terça-feira, 24 de março de 2015
Novo PDM de Albergaria-a-Velha
Novo PDM de Albergaria-a-Velha amplia área destinada a atividades económicas
Com a entrada em vigor do novo Plano Diretor Municipal, o Município de Albergaria-a-Velha vai aumentar a área destinada a atividades económicas em mais de 50 por cento, lançando mesmo uma nova zona industrial.
Vocacionado para o desenvolvimento do concelho e com um caráter orientador, o novo PDM amplia a área destinada às atividades económicas em mais de 250 hectares, com um considerável alargamento da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha. Mas é igualmente criada a Zona Industrial de Soutelo, na freguesia da Branca, que tem como base a participação pública de um grupo de empresários que mostraram interesse em fazer investimento imediato. O PDM define também um regime de simplificação em processos de instalação de empreendimentos considerados estratégicos.
A regeneração urbana e a valorização do património existente são outras das linhas orientadoras do Plano Diretor. É definida a criação do Parque Molinológico, uma forma de integrar os cerca de 350 moinhos existentes no concelho na Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, e relocalizado o Parque da Cidade, permitindo a criação de pistas cicláveis entre as freguesias.
Com o objetivo de criar uma centralidade nos pequenos núcleos existentes nas zonas rurais, o PDM estabelece uma nova classificação de solo – a Área de Edificação Dispersa – que permite a instalação de pequenos estabelecimentos comerciais e outras atividades de apoio aos aglomerados em solos rurais. O documento define ainda um período de dois anos para legalização de construções não licenciadas.
O PDM agora em vigor, que foi aprovado em Assembleia Municipal em novembro do ano passado, vem revogar o anterior, de 1999, e o Plano de Urbanização de Angeja, de 2008.
CMA, 09/03/2015
Com a entrada em vigor do novo Plano Diretor Municipal, o Município de Albergaria-a-Velha vai aumentar a área destinada a atividades económicas em mais de 50 por cento, lançando mesmo uma nova zona industrial.
Vocacionado para o desenvolvimento do concelho e com um caráter orientador, o novo PDM amplia a área destinada às atividades económicas em mais de 250 hectares, com um considerável alargamento da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha. Mas é igualmente criada a Zona Industrial de Soutelo, na freguesia da Branca, que tem como base a participação pública de um grupo de empresários que mostraram interesse em fazer investimento imediato. O PDM define também um regime de simplificação em processos de instalação de empreendimentos considerados estratégicos.
A regeneração urbana e a valorização do património existente são outras das linhas orientadoras do Plano Diretor. É definida a criação do Parque Molinológico, uma forma de integrar os cerca de 350 moinhos existentes no concelho na Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, e relocalizado o Parque da Cidade, permitindo a criação de pistas cicláveis entre as freguesias.
Com o objetivo de criar uma centralidade nos pequenos núcleos existentes nas zonas rurais, o PDM estabelece uma nova classificação de solo – a Área de Edificação Dispersa – que permite a instalação de pequenos estabelecimentos comerciais e outras atividades de apoio aos aglomerados em solos rurais. O documento define ainda um período de dois anos para legalização de construções não licenciadas.
O PDM agora em vigor, que foi aprovado em Assembleia Municipal em novembro do ano passado, vem revogar o anterior, de 1999, e o Plano de Urbanização de Angeja, de 2008.
CMA, 09/03/2015
domingo, 22 de março de 2015
Portal de Telhadela
Esta página não será mais do que um olhar pessoal sobre a aldeia de Telhadela. No entanto será uma espécie de fundo local, onde poderá ser obtida toda a informação sobre o que se passou, o que se passa e que se passará na aldeia de Telhadela.
sábado, 21 de março de 2015
Bairros e ruas de Albergaria-Velha - 1828
Nomes de todos os bairros e ruas de Albergaria-Velha, em 1828.
A começar de Nascente e Sul para norte e poente encontraremos: Salgueirinhos, Farrapa, Bócas, Calçada, Atoleiro, Alagoa, Cortinhal, Praça, Rua da Travessa, Cazais, Rua de Cima, Currais, Trapas, Fonte, Campinho, Cruzes, Póvoa, Reguinho e Assilhó
Fonte: Albergaria e o Seu Concelho, António de Pinho (páginas 84 e 133)
Identificação de algumas das ruas/bairros:
- Salgueirinhos / Farrapa - Rua dos Mártires da Liberdade
- Rua das Bócas
- (Rua do) Atoleiro - Largo do Atoleiro (Chafariz)
- Rua da Alagoa - Rua Barros Gomes - Rua Almirante Reis + Alameda 5 Outubro
- Rua do Cortinhal - Rua José Falcão
- Sanguinhaes - Praça Comend. Ferreira Tavares
- Rua da Ladeira - Rua Serpa Pinto
- Rua da Travessa - Rua Dr. José Henriques Ferreira
- Rua dos Casaes [conhecida por Rua da Cadeia] - Rua Castro Matoso
- Rua de Cima - Rua Alexandre Alburquerque / Rua do Pinheiro
- Rua dos Curraes - Rua Gonçalo Eriz
- Rua de Campinho - Rua Eng. Duarte Pacheco
- Rua dos Pelames - Rua Vasco da Gama
- Rua das Cruzes
- Rua do Matinho - Rua Luis de Camões
- Rua da Semouqueira - Rua Dr. Albuquerque Pinho
- Largo do Comendador - Largo Conselheiro Sousa e Melo
- Rua do Jogo - Rua Eça de Queiroz
(...)
A começar de Nascente e Sul para norte e poente encontraremos: Salgueirinhos, Farrapa, Bócas, Calçada, Atoleiro, Alagoa, Cortinhal, Praça, Rua da Travessa, Cazais, Rua de Cima, Currais, Trapas, Fonte, Campinho, Cruzes, Póvoa, Reguinho e Assilhó
Fonte: Albergaria e o Seu Concelho, António de Pinho (páginas 84 e 133)
Identificação de algumas das ruas/bairros:
- Salgueirinhos / Farrapa - Rua dos Mártires da Liberdade
- Rua das Bócas
- (Rua do) Atoleiro - Largo do Atoleiro (Chafariz)
- Rua da Alagoa - Rua Barros Gomes - Rua Almirante Reis + Alameda 5 Outubro
- Rua do Cortinhal - Rua José Falcão
- Sanguinhaes - Praça Comend. Ferreira Tavares
- Rua da Ladeira - Rua Serpa Pinto
- Rua da Travessa - Rua Dr. José Henriques Ferreira
- Rua dos Casaes [conhecida por Rua da Cadeia] - Rua Castro Matoso
- Rua de Cima - Rua Alexandre Alburquerque / Rua do Pinheiro
- Rua dos Curraes - Rua Gonçalo Eriz
- Rua de Campinho - Rua Eng. Duarte Pacheco
- Rua dos Pelames - Rua Vasco da Gama
- Rua das Cruzes
- Rua do Matinho - Rua Luis de Camões
- Rua da Semouqueira - Rua Dr. Albuquerque Pinho
- Largo do Comendador - Largo Conselheiro Sousa e Melo
- Rua do Jogo - Rua Eça de Queiroz
(...)
quarta-feira, 18 de março de 2015
Dinâmicas Territoriais em Albergaria-a-velha
Albergaria-a-Velha: Evolução da malha urbana
Como se observa no anexo III.20, eram poucas as ruas que se podiam identificar no núcleo urbano de Albergaria-a-Velha, até ao séc. XVII. As vias existentes correspondiam, maioritariamente, aos eixos de ligação entre os lugares do Concelho e deste com as principais aglomerações urbanas vizinhas. A malha urbana assinalada nesta figura manteve-se praticamente inalterada até meados do séc. XIX. A via mais importante correspondia à antiga estrada real, com orientação aproximada norte-sul, desenvolvendo-se no eixo atualmente formado pelas ruas Comendador Augusto Martins Pereira, Dr. Nogueira Melo, Mártires da Liberdade, de Santo António, do Hospital, Dr. Alexandre Albuquerque e 1º de Dezembro. Este era o principal eixo da urbe e onde se concentravam os principais estabelecimentos comerciais. Nesta zona, em particular entre a Rua dos Mártires da Liberdade e a Rua do Hospital, existia uma maior densidade de arruamentos e edifícios, formando uma malha urbana mais densa, sendo a principal centralidade da urbe. É possível ainda identificar algumas vias de ligação aos lugares do Jogo, Cruzinha e Açores, entre as quais uma via que mais tarde daria origem às ruas da Lapa e Serpa Pinto, assim como uma via com orientação oeste-este, de ligação a Valmaior, atualmente a Rua Dr. Brito Guimarães.
As restantes vias existentes tinham por finalidade a ligação aos lugares vizinhos, como Assilhó, que nesta época constituía ainda um lugar autónomo da urbe, separado fisicamente do centro urbano de Albergaria-a-Velha. A ligação entre estes dois lugares processava-se unicamente através da Rua Gonçalo Eriz. Em Assilhó, o edificado concentrava-se a este da Ribeira de Albergaria, sendo este o seu núcleo mais antigo e onde surge uma maior densidade de ruas e vielas, assim como a Capela. A sudoeste deste lugar desenvolve-se uma via que permitia a ligação aos lugares situados a sul, entre os quais Frias, Alquerubim e São João de Loure. A ligação de Albergaria-a-Velha a Campinho e ao Sobreiro processava-se através do atual eixo formado pelas ruas Eng.º Duarte Pacheco e da Santa Cruz, sendo possível identificar uma nucleação mais evidente na confluência entre estas ruas e a das Cruzes, também já existente à época.
Na segunda metade do séc. XIX, iniciam-se os trabalhos de expansão da malha urbana, com a abertura de novas ruas, assim como a construção de alguns equipamentos, entre os quais o abastecimento de água e lavadouros. Após as necessárias expropriações de terrenos e casas, inicia-se a construção de um novo centro cívico, a Praça Nova, atual Praça Comendador Ferreira Tavares, onde se instalou mais tarde os Paços do Concelho. Daqui rasgaram-se novas ruas, como a Rua Castro Matoso, a Rua Miguel Bombarda e a Alameda 5 de Outubro. Atualmente, o quarteirão formado entre a rua dos Mártires da Liberdade, a rua do Hospital e a Praça Comendador Ferreira Tavares é considerado o Centro Histórico de Albergariaa- Velha. Como se pode observar na Carta Militar de 1945 (anexo III.21), a malha urbana manteve-se praticamente inalterada desde os primeiros anos desse século, sendo que as únicas alterações significativas foram a construção da Linha do Vale do Vouga e da correspondente estação, em 1910, na Alameda 5 de Outubro, a ligação desta à Rua Comendador Martins Pereira, através da Rua Serpa Pinto e do Serrado, a Avenida Bernardino Máximo de Albuquerque, na década de 30 do século XX, o prolongamento da Rua Marquês de Pombal, para nordeste, e a construção da N16, também na década de 30, fazendo o aproveitamento da ligação existente até Valmaior.
A dinamização decisiva da malha urbana acontece apenas a partir das décadas de 60 e 70, acompanhando a dinâmica populacional evidenciada pelo Concelho. Ainda na década de 60, procurando dar resposta ao crescente tráfego da EN1, que atravessava o lugar de Albergaria-a-Velha através das ruas Comendador Martins Pereira, Dr. Nogueira Melo, Mártires da Liberdade, de Santo António, do Hospital, Dr. Alexandre Albuquerque e 1º de Dezembro, causando graves constrangimentos ao ambiente urbano, é construída a variante de Albergaria. Esta localiza-se a nascente deste eixo, separando fisicamente a vila dos lugares do Jogo, Cruzinha e Açores. Ainda que, numa primeira fase, tenha criado alguns constrangimentos pelo corte que provocou em algumas ruas, acabou por se constituir como uma barreira ao crescimento desordenado da urbe em direção a nascente, delimitando o seu perímetro urbano, ao mesmo tempo que libertava as ruas referidas do tráfego regional, conferindo a estes arruamentos as características necessárias para desempenharem funções urbanas de cariz local. Em 1968, inicia-se a construção do mercado municipal em terreno anexo à Avenida Bernardino Máximo de Albuquerque, e na década de 1970 são construídas a Escola Preparatória Conde D. Henrique e a Escola Liceal e Comercial (atual Secundária), em terrenos agrícolas não urbanizados (com a exceção do bairro Napoleão, entretanto demolido) localizados a oeste da Linha do Vouga, numa encosta voltada a poente. Com a construção destes equipamentos de ensino, rasgaram-se novas vias que permitiram a sua ligação à urbe, entre as quais a Rua Américo Martins Pereira e, alguns anos mais tarde, a Rua do Vale. Durante esta década, foi também projetado e deu-se início à construção do arruamento do vale localizado entre Assilhó e a Av. Bernardino Máximo de Albuquerque, e as novas escolas, criando-se uma nova zona habitacional denominada por Novos Arruamentos (das Escolas Técnicas). Esta nova configuração da malha urbana pode ser observada na Carta Militar de 1977 (anexo III.22). Nesta carta, observa-se que a urbanização nos lugares de Campinho, Sobreiro, Açores e Sr.ª do Socorro era ainda muito incipiente, restringindo-se à ocupação marginal das vias primitivas.
O desenvolvimento da malha urbana, adquirindo a configuração que se conhece hoje, acontece apenas no final do anos 80 e durante a década de 90 e seguintes. Em 1983, inicia-se a construção da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, a norte do aglomerado urbano. Em Albergaria-a-Velha, assiste-se a uma densificação da malha urbana, em particular nos Novos Arruamentos, tanto a nordeste, pela ocupação do vale, como a sudoeste, pela nova ligação a Assilhó, através da Av. 25 de Abril; e no eixo da Rua 1º de Dezembro/Rua Dr. Alexandre Albuquerque. Assiste-se também à abertura de novas frentes urbanas no setor sudeste, através de novas vias perpendiculares à Comendador Martins Pereira, entre as quais a Urbanização das Laranjeiras (construída no local do antigo parque desportivo da Alba), a Rua Padre Matos, a Rua Bernardino Correia Teles e a Rua do Vale, que adquire finalmente a configuração atual. Em Campinho, o edificado, que se concentrava no eixo primitivo das ruas Eng.º Duarte Pacheco, de Santa Cruz e Marquês de Pombal, começa a ocupar os terrenos agrícolas que o circundavam, tanto a oeste, pela ligação da Rua do Agro à Rua das Cruzes, e desta à Rua de Santa Cruz pela Rua da Carvoeira; como a este, pela ligação definitiva da Rua do Reguinho à Av. Afonso Henriques e pela construção, na última década, da urbanização de Santa Cruz; e a norte, pela ocupação dos terrenos situados a norte da Rua Marquês de Pombal e da Av. Afonso Henriques, facilitada pela abertura de novas vias de acesso à Zona Industrial. Em Assilhó, dada a exiguidade de espaço no seu núcleo original, a expansão da malha urbana ocorre a oeste da Ribeira de Albergaria, na zona designada como “Alto de Assilhó”, sem um padrão evidente de desenvolvimento e configuração. Na Sr.ª do Socorro, impulsionada pelo encerramento de uma unidade industrial que aí se encontrava, continua a ocupação linear da EM 556 através de moradias unifamiliares, não permitindo, desta forma, a criação de um núcleo urbano e de uma centralidade. No Sobreiro, a evolução da malha urbana acompanha a tendência histórica de ocupação linear da antiga N16. Nos restantes lugares, a evolução da malha urbana está condicionada à ocupação marginal e densificação das vias existentes, sem um padrão de desenvolvimento explícito ou programado.
"Dinâmicas Territoriais em Albergaria-a-velha"
João Pedro Bastos
Dissertação de Mestrado (2014)
http://hdl.handle.net/10316/26569(pg. 121-124)
segunda-feira, 16 de março de 2015
Novos Arruamentos
Outra zona importante e paradigmática no lugar de Albergaria-a-Velha são os Novos Arruamentos. Este espaço, edificado ao longo de um processo de expansão urbana que se iniciou na década de 80 e se prolonga até à atualidade, e que assentou na edificação em altura, concentra um elevado número de serviços e equipamentos. Por este fator, nesta zona existe um maior número de edifícios preferencialmente residenciais. Aqui, a densidade populacional atinge os valores mais elevados, devido à elevada densidade de edifícios com 3 ou mais pisos, sendo a zona onde existe um maior número de edifícios com 5 ou mais pisos. A forma de ocupação mais frequente é o arrendamento, atingindo aqui os valores mais elevados da área de estudo na relação entre alojamentos arrendados e proprietário ocupante.
Devido à forte dinâmica imobiliária desta zona, ao longo do período em análise, o número de alojamentos vagos tem vindo a aumentar, sendo uma das zonas da área de estudo onde esta situação é mais frequente. Sendo paradigmático da especulação imobiliária a que o território foi sujeito nos últimos 20 anos, excedendo largamente a dinâmica demográfica, este aumento do número de alojamentos vagos reflete uma menor procura por esta zona. Tal poderá ficar a dever-se ao aumento da idade dos edifícios e sua natural degradação, à obsolescência do espaço público e/ou à elevada concentração de serviços e atividades comerciais, com o consequente aumento da pressão sobre o espaço e todas as condicionantes, em termos de qualidade de vida, que tal acarreta.
"Dinâmicas Territoriais em Albergaria-a-velha"
João Pedro Bastos
Dissertação de Mestrado (2014)
(pg. 186)
Devido à forte dinâmica imobiliária desta zona, ao longo do período em análise, o número de alojamentos vagos tem vindo a aumentar, sendo uma das zonas da área de estudo onde esta situação é mais frequente. Sendo paradigmático da especulação imobiliária a que o território foi sujeito nos últimos 20 anos, excedendo largamente a dinâmica demográfica, este aumento do número de alojamentos vagos reflete uma menor procura por esta zona. Tal poderá ficar a dever-se ao aumento da idade dos edifícios e sua natural degradação, à obsolescência do espaço público e/ou à elevada concentração de serviços e atividades comerciais, com o consequente aumento da pressão sobre o espaço e todas as condicionantes, em termos de qualidade de vida, que tal acarreta.
"Dinâmicas Territoriais em Albergaria-a-velha"
João Pedro Bastos
Dissertação de Mestrado (2014)
http://hdl.handle.net/10316/26569 (pg. 186)
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
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