domingo, 29 de maio de 2016

Bilhetes Postais

AMA


Colecção de postais editados com imagens fotográficas do Concelho de Albergaria-a-Velha e de albergarienses. Embora sejam recuperáveis nesta colecção, os bilhetes-postais não publicados encontram-se nos Arquivos Pessoais.



terça-feira, 24 de maio de 2016

Albergaria, uma viagem fantástica

Os alunos do Agrupamento de Escola da Branca vão subir ao palco do Cineteatro Alba  na próxima quarta-feira, 25 de maio, no âmbito da iniciativa “Estórias da Nossa História”, um projeto do Programa Municipal de Educação, que levou os jovens a interpretarem, de forma criativa e lúdica, a História do Concelho. O espetáculo tem entrada livre e está marcado para as 21h00.

Espera-se uma noite de festa e celebração, já que vários alunos, em parceria com o Conservatório de Música da Jobra e o Muda'TE – Companhia de Artes Performativas da Jobra vão apresentar várias encenações com música de época. Aguarda-se uma perfomance de música e dança barroca e uma apresentação musical pela Orquestra da Jobra.

O Agrupamento escolar realizou um casting em março, para selecionar os alunos que vão participar na apresentação final de “Estórias da Nossa História”.

Este projeto resulta de um desafio do Município de Albergaria-a-Velha aos alunos dos agrupamentos concelhios para estudarem e trabalharem a monografia “Albergaria-a-Velha, Oito Séculos do Passado ao Futuro”, de António Albuquerque Pinho. A obra, dedicada à evolução política e administrativa do território Albergariense, é a mais importante e completa narração historiográfica de Albergaria-a-Velha.

No Agrupamento de Escolas da Branca, 15 turmas do 2.º e 3.º Ciclo aceitaram o desafio e após o seu estudo começaram a escrever uma nova história a várias mãos, num exercício de escrita criativa. Cada turma ficou responsável por uma secção, completando o texto que a turma anterior tinha redigido. O resultado é agora publicado em livro, com o título “Albergaria, uma viagem fantástica”, uma obra coletiva assinada pelos alunos das turmas do 5.º até ao 9.º ano e Vocacional. Tem 88 páginas, conta com prefácio de Elisa Sá Costa, ilustrações de Rui Henriques e tem o preço simbólico de 2,5 euros.

A autora de literatura infantojuvenil escreve no prefácio que “Albergaria, uma viagem fantástica” é “escrito por crianças e jovens para si próprios e para os seus pares, assumindo por isso um particular interesse. Resultante do concurso “Estórias da Nossa História”, este livro reúne o esforço de muitos alunos e professores que souberam organizar-se para, com a participação de todos, fazer uma viagem no tempo e deslocar-se até às mais remotas memórias que encontraram sobre as terras que hoje constituem o Concelho de Albergaria-a-Velha”.

A fantástica narração dos alunos começa quando uma máquina do tempo os transporta para uma viagem mágica ao passado, permitindo-lhes conviver com as figuras da história de Albergaria-a-Velha, assumindo igualmente o papel de protagonistas.                  


CMA

* Obra coletiva "Albergaria, uma viagem fantástica", livro escrito pelas turmas do 5.º ao 9.º ano e Vocacional, envolvendo mais de 350 alunos.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Toponimia

Ata nº 08 de 01/04/2015


Toponímia da Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior


Alterar o topónimo Travessa da Cruzinha para Rua Manuel Luiz Ferreira, o topónimo Rotunda das Oliveiras para Rotunda da Pontarranha e atribuir o topónimo Rua José Correia de Melo, que inicia na Rua do Vale e termina na Rotunda de Padre Matos.

domingo, 8 de maio de 2016

Folhas soltas do meu diário

MOURISCA, Vasco de Lemos


Folhas soltas do meu diário / Vasco de Lemos Mourisca.- [S.l.] : [s.n.], D.L. 1956 ( Albergaria-a-Velha, Tipografia Vouga).- 383, [5] p. ; 20 cm


Sinfonia de Brasil. Variante. Sempre. Calafrio. Até sempre. Antípoda. Aniversário. Zero. Despedida. Sintra. Sensação oblíqua. Em um cartão. Abismo. The rest... is silence. Anseio. Cantigas velhas. Tradição. Retalhos. Dádiva. Cântico da Primavera. Via latina. Quando a guerra vier. Elipse. Cinzas. O meu amor não responde. Tarde na lage. Interrogações. Carta de amor. Pergunta às flores. Marianinha. Irmã sem nome. Tempestade. As tuas mãos. Apontamento. Momento. Definição da hora h. Fado. Maria Lalande. Natal. Rumo. Observação a Santo António. Balada. Non plus ultra. Medalha. Volúpia. Pedido. Natal. Meditação. Fim de Noivado. Janela fechada. Angústia. Aqueles olhos. Turbilhão. Criptestésia. Como na velha canção alemã. Prece. Balada do meu destino.






VLM



Leilão 286 PCV - 30 de Maio a 1 de Junho 2012

Conjunto de seis (6) títulos, em 6 vols. dos quais destacamos: Armando Marques Guedes, ALIANÇA INGLESA. Notas de História Diplomática. Enc.; Henrique de Vilhena, NOVOS ESCRITOS. Enc.. Em brochura : Conde do Funchal, (Parcelas do meu Caminho); Vasco de Lemos Mourisca (Folhas Soltas do Meu Diário); Natália Correia (Não percas a Rosa); Aquilino Ribeiro ( O Malhadinhas). À excepção do Malhadinhas, tudo em primeiras edições, alguns invulgares e cheios de peripécias e histórias curiosas, como os do conde do Funchal, e o de Vasco de Lemos Mourisca.



quinta-feira, 5 de maio de 2016

ALBERGARIA Início Séc. XX

Devido às previsões climatéricas para o próximo domingo, a organização vê-se obrigada a adiar o evento para data a definir.



ALBERGARIA Início Séc. XX - etnografia e tradição será um evento em que se pretenderá dar vida à realidade albergariense dos primeiros anos do Século XX.



https://www.facebook.com/albergariainiciosecxx/


imagem: Mercado Dominical, década de 1920, na Praça Nova que se estendia até à Avenida da Liberdade


Albergaria Início Sec. XX -Etnografia e Tradição
08 de Maio de 2016 ás 15:00 
 
Local do Evento: Centro de cidade de Albergaria-a-Velha
Concelho: Albergaria-a-Velha
Freguesia: Albergaria-a-Velha
Organização: Grupo Folc. Cultural Recreativo e Grupo Folc. Etnográfico de Albergaria-a-Velha


Nota: Pretende-se recriar um dia do início do Séc. XX vivido em Albergaria-a-Velha


Grupos Participantes:
 . Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha
 . Grupo Folclórico Etnográfico de Albergaria-a-Velha
 . Rancho Folclórico Ribeira de Fràguas
 . Rancho Folclórico da Casa do Povo de Angeja
 . Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Fial
 . Rancho Folclórico " As Lavadeiras do Vouga "
 . Grupo Etnográfico Ecos da Memória


http://www.ffp.pt/actividade.php?id=3202





sexta-feira, 29 de abril de 2016

Site do Arquivo

I ENCONTRO DE ARQUIVOS


Albergaria-a-Velha recebe na sexta-feira o 1.º Encontro de 2016 do Grupo de Trabalho de Arquivos Municipais da Região de Aveiro. Organizado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), com o apoio do Município, o encontro reúne responsáveis de 21 arquivos municipais do distrito de Aveiro.


Focado em questões especializadas, o grupo de trabalho vai também debruçar-se sobre as potencialidades do software AtoM, uma linguagem de computador direcionada para arquivos, isenta de licenças, e com baixos custos de manutenção. Esta linguagem informática está a ser usada no site do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha (AMA), conforme recomendação da DGLAB.


ARQUIVO


O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha foi inaugurado em 2008, é uma infraestrutura muito recente, se comparada com arquivos municipais de outros concelhos. Veio colmatar dificuldades evidentes na salvaguarda de documentação legal e de interesse histórico.


SITE DO ARQUIVO


A opção informática utilizada em Albergaria-a-Velha está a ser seguida com atenção, tendo em conta que se entende ser a solução ideal para a construção de arquivos digitais.


O site do AMA, acessível em http://arquivo.cm-albergaria.pt, pretende disponibilizar milhares de registos em suporte digital, desde projetos de arquitetura, jornais, fotografias, arquivos familiares ou variada documentação autárquica, desde os forais medievais até às atas das reuniões de Câmara e Assembleias Municipais do século XXI. Dispõe atualmente de mais 1800 registos acessíveis, uma parte deles fotografias, do Arquivo Foto Gomes, um conjunto arquivístico recolhido no Concelho e na Região, entre 1935 e 2008.


Contudo, o site do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha ainda é muito recente, está a ser alimentado diariamente, mas levará sempre muito tempo até ter um volume considerável. Delfim Bismarck, Vereador da Cultura, afirma que “estão dados os primeiros passos de uma longa caminhada. O objetivo é fazer crescer o site e disponibilizar ao público e investigadores toda a informação disponível, dentro dos limites legais”. O Autarca refere, no entanto, que a sua organização e disposição por registos de autoridade veio facilitar o trabalho dos historiadores e investigadores. “A dificuldade de um investigador é saber o que se quer e onde procurar, mas através da nova plataforma esse trabalho está facilitado”, referiu Delfim Bismarck.


O carregamento da plataforma de Internet, que implica a digitalização de documentos, está a ser realizado diariamente por técnicos no Arquivo Municipal.


A página de Internet permite pesquisas simples, por nomes de pessoas, famílias, organismos e entidades geográficas. Será também possível pesquisar dentro dos próprios documentos digitalizados, através de tecnologia de reconhecimento ótico de caracteres.


A utilização de software livre é uma das recomendações da DGLAB. Os Municípios de Albergaria-a-Velha, Albufeira e Vila do Bispo são os únicos no país a utilizarem o AtoM. Vale de Cambra também usa, mas apenas para dois arquivos fotográficos. São diversas as vantagens na utilização desta plataforma: é mais barato, não obriga ao pagamento de licenças; chega a todas as plataformas e a qualquer computador; não se perde informação, uma vez que efetua cópias de segurança com regularidade; tem garantia de continuidade, pois qualquer pessoa com conhecimentos de informática pode desenvolver o programa conforme as necessidades.


CMA




FUNDOS

Arquivos Públicos
     GF Administração Central Desconcentrada
     GF Administração Local
     GF Administração Escolar
     GF Monástico-Conventuais
     GF Judiciais

Arquivos Privados
     GF Associações
     GF Empresas
     GF Pessoas Singulares

COLECÇÕES

Col. F Arquivo Fotográfico
Col. F Arquivo Audiovisual
Col. F Arquivo de Música Escrita
Col. F Notícias de Imprensa

Biblioteca de Apoio do Arquivo Municipal
Aceda e seleccione a opção Arquivo - Biblioteca de Apoio da lista de catálogos


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quinta-feira, 28 de abril de 2016

M.I.M.

A Câmara aprovou ainda a aquisição de um prédio na Zona Central de Angeja, tendo em vista a reabilitação daquela área. O Município de Albergaria-a-Velha tem em vigor desde março uma Área de Recuperação Urbana para a Vila de Angeja, que prevê a reabilitação urbana do espaço público.


O Executivo deliberou também abrir um procedimento de eventual classificação de imóvel de interesse municipal para a Casa Velha, na Rua do Comércio, em Angeja.




Data: 21-05-2015




http://www.cm-albergaria.pt/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=21584




Edital n.º 053/2016
Eventual Classificação de Imóvel de Interesse Municipal da Casa Velha em Angeja (Revogação)» http://www.cm-albergaria.pt//Templates/GenericDetails.aspx?id_object=22354&divName=1983s114s3541&id_class=3541


Edital n.º 076/2016
Eventual classificação da Casa Velha, sita na Rua do Comercio em Angeja»
http://www.cm-albergaria.pt//Templates/GenericDetails.aspx?id_object=22434&divName=1983s114s3541&id_class=3541



Eventual classificação de Casa Velha, sita na Rua do Comércio, freguesia de Angeja, município de
Albergaria-a-Velha

terça-feira, 26 de abril de 2016

Memórias do 25 de Abril



No âmbito da Rede Social/Concelho Local de Ação Social, o Município de Albergaria-a-Velha recolheu memórias do 25 de abril junto de utentes de várias instituições Albergarienses. Os testemunhos de vivências antes e depois da Revolução estão num folheto que pode ser obtido nos equipamentos municipais.



domingo, 24 de abril de 2016

As mudanças que o 25 de abril trouxe a Portugal

Amaro Neves foi diretor do jornal Beira Vouga no período imediatamente antes e depois da Revolução dos Cravos. O Correio de Albergaria esteve à conversa com o professor para saber as principais mudanças que se registaram passados 41 anos depois da Revolução que marcou o país.


Correio de Albergaria (CA): De que forma Albergaria-a-Velha entrou na sua vida?
Amaro Neves (NA): Eu fui convidado para ir trabalhar para a Escola Preparatória de Albergaria talvez em agosto de 1970 e trabalhei lá 2 anos. Nessa altura, o mundo de Albergaria era um mundo muito fechado mas a Escola Preparatória era uma lufada de ar fresco.


Aí, contatei com o Diretor do Arauto de Osseloa e também com o Beira Vouga que tinha uma tiragem quinzenal. Entretanto, vim fazer o estágio ao Liceu de Aveiro para o ensino secundário e fiz o exame de estado. O diretor da Escola Preparatória de Albergaria na época foi residir para o Porto e terá deixado a indicação que eu podia ser o diretor. O Presidente da Câmara na altura, José Nunes Alves, chamou-me para conversar e convidou-me para assumir o lugar. Eu confesso que era muito novo, tinha 31 anos mas conhecia a escola e aceitei. Fiquei por lá, isto em 1973. Em 1974 deu-se o 25 de abril e todos os diretores foram exonerados.


CA: E como surgiu a ideia de se tornar diretor do Beira Vouga?
NA: Nessa altura, falava frequentemente com o Presidente da Câmara e um dia ele lançou-me o desafio de eu assumir a direção do jornal Beira Vouga. Em setembro, outubro ou novembro de 1973 eu aceitei. O atual diretor, Homem Ferreira era um individuo com quem tive muito boas relações de amizade. Tornei-me diretor oficial em fevereiro ou março de 1974.


CA: E sentiu os efeitos da PIDE?
NA: Eu já tinha colaborado com outros jornais, já sabia o incómodo da PIDE, já me tinham batido à porta duas vezes. Em Albergaria beneficiava de alguma liberdade concedida pelo Presidente da Câmara mas não podíamos abrir, diretamente, qualquer assunto para o jornal. Dávamos o destaque possível com algumas limitações. Deu-se o 25 de abril. Passados 3 ou 4 semanas começo a receber o jornal, já montado, vindo do concelho de revolução de Lisboa. O jornal vinha todo feito. Aí, começamos a ter alguns desacertos com o proprietário do jornal.
Após o 25 de abril, houve uma invasão de anarquia pelo país fora. Tudo aquilo que eram instituições com alguma estabilidade sentiram-se agitadas. Apareceu muita gente como pseudo intelectuais, candidatos a muitas coisas que sabíamos que nem tinham habilitações para tal. Foi uma onda terrível. Gerou o pânico. As pessoas começaram a viver numa situação de grande instabilidade. Naquele contexto, não quis manter-me no jornal. Os artigos, todos eles, contra aquilo que era o dia 24, os textos apareciam todos fabricados por gente que eu não sabia quem era, numa linguagem de acusação contra A, contra B e contra C à qual eu também não gostaria de me associar. Talvez em setembro, outubro de 1975 comuniquei que nunca mais voltaria ao jornal. Entendi que era insuportável.


CA: E atualmente, como vê o jornalismo em Portugal?
NA: Entretanto, entre outras coisas, fui coordenador e diretor de um curso de jornalismo. Tínhamos a preocupação de que houvesse princípios orientadores assentes no trabalho, no bom desempenho pessoal, não valorizávamos o crime nem aquelas situações que são, hoje em dia, motivo para figurar na primeira página. O crime, o boato, são coisas muito apetecíveis para a informação de hoje mas não tinham cabimento na altura.
Há jornalistas que eu admito que tenham uma formação dentro daqueles mesmos princípios embora, hoje, tenham dificuldade em cumpri-los e há muita gente que é chamada para o jornalismo sem ter formação. Hoje, a preocupação é muito mais em tiragens, às vezes folheio jornais e não vejo uma única noticia que me interesse do ponto de vista do enriquecimento cultural ou moral. Publicita-se a fraude da mesma forma que se publicita uma coisa boa, lado a lado. A informação hoje é mais virada para o vender.
Hoje não temos a PIDE mas era bom que houvesse um órgão regulador que retirasse a pressão e o controlo da informação que fazem para que, cada um, consciente do que representa a sua carta de jornalismo, pudesse assumir a defesa daquilo que escreve. Isso dava confiança a um bom jornalista e fazíamos bons profissionais.
A educação de hoje também não é a educação dos professores formados com rigor e dedicação. Isso, atualmente, perdeu-se. Eu acompanho a formação dos meus netos e vejo que as exigências e a própria escola no seu todo não se ajustou a uma sociedade que deve ser responsável preparando para o trabalho. Hoje importa ganhar bem, ter um bom carro. Não era essa a ambição na minha altura. Queríamos viver bem mas não podíamos ir muito além do que estava ao nosso alcance e sempre com legitimidade.


CA: Considera que o jornalismo impresso vive em ameaça?
NA: O jornalismo em papel não acaba, penso eu. Uma coisa é a informação de imagem, aquela momentânea e outra coisa é o jornal que, sendo credível, fica como referência e faz história. Não quer dizer que as outras imagens não possam fazer história mas, sabemos bem como é fácil manobrar uma imagem, criar uma situação de um faz de conta para captar a imagem. Se o jornalismo for sério, ele fica como marca e por isso quando queremos averiguar algum acontecimento de comportamento social ou de evolução social vamos aos jornais de referência e temos uma imensidão de informação mais ou menos credível.
Eu acho que um jornal regional podia conseguir afirmar-se e tornar-se de referência se for um jornal dentro dos padrões de seriedade. Atualmente, não se faz pesquisa, talvez não haja tempo para fazer pesquisa, talvez os jornalistas não tenham sido formados para pesquisar. Depois, os jornais assim, não se impõem. Há aqui, também, a situação das cadeias de jornais e portanto fazem-se duas ou três páginas regionais e o resto é comum aos outros jornais da mesma cadeia.


CA: A nível pessoal, quais as principais diferenças antes de 1974 e depois de 1974?
NA: Eu estava habituado a acreditar nas pessoas e sabíamos que havia gente séria. Às vezes, a própria palavra servia de garantia. Estava habituado a ver respeitado quem trabalhava e, depois do 25 de abril, foi tudo abanado. Hoje é a cultura do viver facilmente, se possível viver de rendimentos, se possível encostado aos pais ou aos avós ou a alguém que pague a fatura. Hoje, a adolescência prolonga-se até aos 30 anos. No meu tempo, aos 18 anos as pessoas eram responsáveis e tinham obrigação de trabalhar para viver. Hoje as coisas alteraram-se, a circulação entre tudo é muito mais fácil, não há barreiras nem fronteiras.


Correio de Albergaria, 06/05/2015

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Património Classificado e em Vias de Classificação


Identificação e Regime do Património Classificado e em Vias de Classificação


1 - Consideram-se como Património Cultural os Imóveis Classificados ou em Vias de Classificação, identificados na Planta de Ordenamento - Património


1.1 - Bens imóveis classificados como de Interesse Público - I.I. P.:


1.1.1 - Mamoa de Açores, Decreto 67/97, de 31/12;


1.1.2 - Pelourinho de Angeja, Decreto 23122, de 11/10/1933;


1.1.3 - Pelourinho de Frossos, Decreto 23122, de 11/10/1933;


1.1.4 - Casa de Santo António - (Monumento de Interesse Público, M.I. P.), Portaria 144/2014, Diário da República, 2.ª série - N.º 37 - 21 de fevereiro.


1.2 - Bem imóvel classificado como Monumento de Interesse Municipal - M.I.M:


1.2.1 - Vila Francelina, publicação da classificação M.I.M. - Edital 106/2009 de 08/07/2009.


2 - Considera-se Património Natural, as 2 árvores centenárias classificadas como de Interesse Público; Plátano - vulgar (platanus acerifolia), em São João de Loure, Diário da República n.º 44, 2.ª série de 21 de fevereiro de 1995.


3 - Qualquer intervenção sobre Imóveis Classificados ou em Vias de Classificação ou inseridos nas respetivas zonas de proteção rege-se pelo disposto na legislação em vigor aplicável, tendo em conta os seguintes aspetos:


a) Nos bens imóveis classificados, de interesse público, qualquer intervenção ou obra, carece de autorização expressa e o acompanhamento do órgão competente da administração do património cultural;


b) O pedido de informação prévia, de licença ou a consulta prévia relativos a obras ou intervenções em bens imóveis classificados ou em vias de classificação, inclui obrigatoriamente um relatório prévio elaborado nos termos previstos na legislação em vigor neste âmbito;


c) Nas zonas de proteção de bens imóveis classificados ou em vias de classificação como de interesse público, as operações urbanísticas, admissão de comunicação prévia, previstas no regime jurídico da urbanização e edificação, carecem de prévio parecer favorável do órgão legalmente competente da administração do património cultural;


d) A alienação de bens imóveis classificados, ou localizados nas respetivas zonas de proteção, depende de prévia comunicação escrita ao serviço competente da administração do património cultural, para efeitos de instrução de procedimento de eventual exercício do direito de preferência.


4 - Os imóveis classificados como de interesse municipal não se encontram sujeitos a parecer da
DRCC - Direção Regional de Cultura do Centro, excetuando-se aqueles que se encontram inseridos em zonas de proteção de outros imóveis classificados.


5 - Os bens Imóveis Classificados e em Vias de Classificação e respetivas zonas de proteção encontram-se delimitados na Planta de Condicionantes - Outras Condicionantes à Urbanização e no Anexo II do presente Regulamento.


Zonas de Proteção dos Bens Imóveis Classificados e em Vias de Classificação
Identificadores das imagens e respetivos endereços do sítio do SNIT


(conforme o disposto no artigo 14.º da Portaria 245/2011)


34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_1.jpg
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(PDM)