quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Arquivo Municipal



O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, inaugurado a 21 de Novembro de 2008, fica situado no edifício da Antiga Cadeia, edifício mandado construir em 1901 pelo Presidente da Câmara Municipal, Bernardino Máximo de Albuquerque. A 10 de Março de 1906, foram para ali transferidos os primeiros presos, tendo funcionado como centro de detenção até ao início dos anos 70 do século passado. Daí até meados dos anos 80, mais propriamente até 1986, esteve o espaço encerrado, altura em que foi adaptado para acolher, temporariamente, os Serviços da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal, enquanto decorreram as obras de requalificação do edifício dos Paços do Concelho. A partir de 1993, o edifício albergou diversos serviços, entre os quais a Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico Nº 3, a Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) e o Centro para a Divulgação das Tecnologias de Informação (CDTI).

Em 2002, a autarquia considerou ser urgente criar um espaço próprio para instalar o Arquivo Municipal na medida em que os documentos da autarquia se encontravam espalhados por vários locais e, em alguns casos, sem quaisquer condições de conservação ou de consulta. O Edifício da Antiga Cadeia pareceu ser o local ideal para este fim, tendo a Câmara Municipal iniciado o consequente processo que conduziu, em 2004, à apresentação de uma candidatura ao Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais (PARAM) para a integração do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha na Rede Nacional de Arquivos e realização de obras de adaptação do edifício. A 17 de Fevereiro de 2005, foi celebrado um Acordo de Colaboração com o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, homologado pelo então Secretário de Estado para os Bens Culturais, José Amaral Lopes, numa cerimónia realizada no Arquivo Distrital de Aveiro. Com este acordo, o Município garantiu um importante financiamento (40 %) para as profundas obras de requalificação que permitiram um espaço condigno para guardar a memória histórica do Município de Albergaria-a-Velha, tendo, ainda, a Câmara Municipal feito um importante investimento em mobiliário e equipamento

AM

domingo, 18 de novembro de 2018

Arquivo Distrital de Aveiro - Documento em destaque



O documento em destaque, no mês de Novembro de 2018, referencia a Fábrica de papel de Valmaior sediada no concelho de Albergaria-a-Velha.

Esta foi a segunda empresa industrial a surgir e às suas instalações é que se pode verdadeiramente dar o nome de primeira fábrica do concelho.

Tendo-se apercebido de que a produção de papel não supria as necessidades do consumo no país, nem em quantidade, nem em qualidade, os dois irmãos [José Luiz e ...Manuel Luiz Ferreira Tavares] decidiram lançar-se na construção de uma fábrica bem localizada, bem concebida e tecnicamente avançada.

Até então, a indústria papeleira apresentava-se rudimentar utilizando o trapo de algodão e de linho como matéria prima. Face à escassez da produção de papel na altura, estes dois empresários constituíram em 1872 uma sociedade com o Eng. Thelier, jovem técnico francês, nascido numa família de técnicos da indústria de papel de Angoulême.
 

(...)

Arquivo Distrital Aveiro

Transcrição

http://adavr.dglab.gov.pt/2018/11/15/documento-em-destaque-mes-de-novembro-continuacao/

http://adavr.dglab.gov.pt/2018/11/17/documento-em-destaque-mes-de-novembro-continuacao-2/

Manuel Luiz Ferreira Tavares, sócio fundador da Fábrica de Papel de Valmaior (1815-1889) Manuel Luiz Ferreira Tavares Pereira da Silva, conhecido como “Alferes da Fonte” nasceu em 20 de Janeiro de 1815, pertencendo à ilustre e muito antiga “Família dos Luizes”. Filho do Capitão Miguel Luiz Ferreira Tavares Pereira da Silva, casou com Dª. Jacinta […]

http://adavr.dglab.gov.pt/2018/11/19/documento-em-destaque-mes-de-novembro-continuacao-3/

José Luís Ferreira Tavares, um impulsionador da Fábrica de Papel de Valmaior (1821-1877) Era natural de Albergaria-a-Velha e pertencia à ilustre e muito antiga “Família dos Luizes”, assim chamada porque no nome de batismo de todos os homens figurava o nome Luís em segundo lugar. Tendo-se dedicado à carreira comercial fixou-se, ainda novo, em Lisboa […]

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Toponimia

TOPONÍMIA – PRACETA ANTÓNIO HENRIQUES DA COSTA, EM ALBERGARIA-A-VELHA


Processo relativo à proposta da Comissão de Toponímia para atribuição do topónimo Praceta António Henriques da Costa, na freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior, com os limites entre a Rua Padre Matos e a Rua Dr. José Simões Ferreira.


A Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, submeter a parecer da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior a atribuição do referido topónimo da freguesia respetiva, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 2º do Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia.


Ata 07/11/2018

20/12/2017

TOPONÍMIA – FREGUESIA DE ALBERGARIA-A-VELHA E VALMAIOR

Foi presente uma informação da Comissão de Toponímia, de 15 de dezembro de 2017, a propor, para a freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior, a atribuição dos topónimos: Rua do Barreiro, Sobreiro, com início na bifurcação junto à EM-566, em direção à localidade de Fermelã; Rua das Portagens, Sobreiro, com início no Sobreiro, na bifurcação da EM-566, em direção às portagens; Rua da Feira Nova, com início no cruzamento da Rua do Colégio até final da propriedade do Sr. Francisco Resende.

A Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, submeter a parecer da Junta de Freguesia de
Albergaria-a-Velha e Valmaior a atribuição dos referidos topónimos da freguesia respetiva, nos
termos do disposto no n.º 1 do artigo 2º do Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia.

Ata 20/12/2017

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Revista Albergue nº 5

Município de Albergaria-a-Velha edita novo volume da Revista Albergue

A Autarquia Albergariense vai apresentar o quinto volume da Revista Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha no dia 10 de novembro, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal.

"Damos mais um pequeno passo na prossecução da missão a que nos propusemos, a de criar uma edição que servisse de veículo de inventariação, preservação, valorização e divulgação da História e do Património do Concelho de Albergaria-a-Velha", salienta Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal e diretor da publicação anual.

O número 5 da Revista Albergue contém 14 artigos e uma secção de notas soltas, de autores e investigadores das mais diversas formações académicas, alguns sem qualquer ligação ao Concelho. Neste volume, os leitores podem encontrar biografias, genealogia, História Militar e Religiosa, artigos sobre Património Edificado e Natural, abarcando um longo período que vai da Época Medieval, passando pelo Liberalismo, até à Época Moderna e Contemporânea.

No mês em que se assinala o centenário da assinatura do armistício de 1918, destaca-se o artigo Prisioneiros de Guerra de Albergaria-a-Velha na Primeira Grande Guerra na Frente Ocidental 1917 – 1918, de Maria Clara de Paiva Vide Marques e António Cruz Leandro. O Carnaval de Albergaria-a-Velha, a Capela de Nossa Senhora do Socorro e uma biografia de D. Teresa de Leão e Castela são outros temas em destaque no número 5.

Delfim Bismarck refere que “todos estes motivos são mais do que suficientes para agradar aos leitores e contribuir para que todos aqueles que se interessam pela História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha aprofundem os seus conhecimentos, alimentem a sua curiosidade e se tornem mais atentos, defensores e fruidores daquele que foi o legado de quem nos antecedeu.”                    

Data: 31-10-2018

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Exposição sobre a I Grande Guerra Mundial

Biblioteca Municipal assinala o centenário do final da Grande Guerra com exposição sobre o conflito


No mês em que se assinala o centenário da assinatura do armistício com a Alemanha, que pôs fim à Grande Guerra iniciada em 1914, a Biblioteca Municipal apresenta uma exposição com fotografias e objetos do primeiro grande conflito mundial.

Várias dezenas de fotografias de época compõem a mostra, a maioria reunidas pela investigadora Adília Fernandes, do acervo particular de José Luís de Lima Garcia, provenientes da Casa Benoliel e do Ministério da Guerra Francês, entre outros. Retratos de combatentes, desfiles militares, embarques de tropas, exercícios de preparação para a guerra e verificação de armas podem ser encontrados nos vários painéis que compõem a exposição.

Algumas das fotografias apresentam militares Albergarienses, gentilmente cedidas por filhos, netos e bisnetos, que as têm guardado nos seus álbuns familiares. Os descendentes também disponibilizaram outros objetos para a mostra da Biblioteca Municipal, como diplomas de combatente, medalhas, munições, cadernetas militares ou correspondência.

No dia 11 de novembro, pelas cinco horas da manhã, foi assinado o armistício com a Alemanha numa carruagem ferroviária em Compiègne, tendo entrada em vigor o cessar-fogo seis horas depois. Seguiu-se ao armistício o Tratado de Paz de Versalhes em 1919, que estipulou pesadas obrigações à Alemanha derrotada. Portugal entrou no conflito para defender as colónias de Angola e Moçambique, mas também pesou na decisão a velha aliança com o Reino Unido e a vontade de afirmação nacional e internacional da jovem república, proclamada há menos de quatro anos.

A exposição de fotografias e objetos da Grande Guerra está patente até 30 de novembro e pode ser visitada durante o horário normal de funcionamento da Biblioteca Municipal.                  


Data: CMA-A-V.. 26-10-2018

domingo, 28 de outubro de 2018

Dicionário biográfico do poder local


Na sequência da publicação em 2013 do livro  "O Poder Local do Estado Novo à Democracia: Presidentes de Câmara e Governadores Civis, 1936-2012", também sob a forma de e.book , completo aqui a publicação dos dados recolhidos para o projeto de pós-doutoramento desenvolvido no Centro de Investigação e Estudos em Sociologia, do ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. O extenso trabalho de recolha de fontes deu origem a uma base de dados com mais de 6.000 entradas respeitantes a 3.102 presidentes de câmara (e vice-presidentes, além de presidentes e vogais de comissões administrativas entre 1974 e 1976) e 402 governadores civis (e substitutos), cujas listas foram publicadas na obra acima mencionada.

Fonte:

Dicionário biográfico do poder local em Portugal, 1936-1913
Por Mária Antónia Pires de Almeida

Albuquerque, Bernardino Correia Teles de Araújo e: Estudos superiores. Presidente da Comissão Administrativa de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, foi nomeado Presidente do Conselho Municipal, mediante o disposto no Decreto-Lei nº 27.424, de 31-12-1936, no dia 22-02-1937 (DGII nº 45, 24-02-1937). Em 14-12-1937 passou a Presidente da mesma câmara (DGII nº 292, 15-12-1937). Exonerado a seu pedido em 04-01-1946 (DGII nº 10, 12-01-1946).

Pereira, Américo Martins: N. 1905. Ensino secundário. Filho de Augusto Martins Pereira, industrial e Presidente da Câmara, e irmão de Albérico Martins Pereira, Vice-Presidente. Gerente comercial de indústria metalúrgica familiar Alba. Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, em 18-07-1946 (DGII nº 168, 22-07-1946). Faleceu no cargo em 01-09-1949. Pai de António Augusto Martins Pereira.

Raposo, João:  Estudos superiores. Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, em 29-12-1949 (DGII nº 1, 02-01-1950). Exonerado a seu pedido em 28-07-1950 (DGII nº 180, 04-08-1950). Em 08-05-1957 foi nomeado Vice-Presidente da Câmara Municipal de Aveiro (DGII nº 110, 10-05-1957). Foi-lhe concedida autorização para ser demandado criminalmente no processo que contra ele pendia no tribunal (DGII nº 273, 21-11-1959). Exonerado a seu pedido em 11-02-1960 com louvores (DGII nº 40, 17-02-1960).

Pereira, Augusto Martins: N. Sever do Vouga, distrito de Aveiro, 27-11-1885. Trabalhou em criança nas Minas do Braçal. Emigrou para os Estados Unidos da América onde aprendeu e se aperfeiçoou nas técnicas de fundição e metalurgia. Instalou-se nos Açores e fundou a Fundição Lisbonense, em Ponta Delgada, 1907, que vendeu em 1920. Em 1921 fixou-se em Albergaria-a-Velha e criou a Fundição Albergariense, empresa metalúrgica. Com mais 29 sócios locais constituiu a Sociedade Augusto Martins Pereira, Lda, 1923. Esta sociedade evoluiu, já sem sócios, para a empresa Alba Fábricas Metalúrgicas, a qual obteve uma Medalha de Ouro na Exposição Industrial Portuguesa de 1934. Agraciado com a Comenda de Mérito Industrial, 1936. Fundador da Banda Alba e do Cine-Teatro Alba. Criou uma cantina e um armazém para minorar as dificuldades do abastecimento provocado pela II Guerra Mundial. Provedor da Santa Casa da Misericórdia local. Industrial. Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, em 28-07-1950 (DGII nº 180, 04-08-1950). Exonerado em 02-12-1957 (DGII nº 285, 07-12-1957). Faleceu em 02-05-1960. Pai de Américo Martins Pereira, anterior Presidente da mesma câmara, e de Albérico Martins Pereira, Vice-Presidente.

Ferreira, Gaspar Inácio: N. Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, 06-01-1885. Curso de infantaria. Participou em ações militares em Moçambique, 1917-1918, e foi condecorado com uma medalha de ouro. Chefe dos serviços municipalizados de eletricidade de Aveiro, 1924-1935. Presidente da Junta Autónoma do Porto de Aveiro durante 30 anos. Coronel das Forças Armadas. Presidiu à Junta Militar de Aveiro, 1926-1932. Chefe de gabinete do Ministro do Interior, 1932. Foi nomeado Governador Civil de Aveiro em 18-08-1932. Exerceu o cargo até 26-03-1936. Deputado à Assembleia Nacional, 1945, 1949, 1953. Presidente da Comissão distrital da União Nacional. Em 02-12-1957 foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro (DGII nº 285, 07-12-1957). Exonerado a seu pedido em 25-03-1963 com louvores (DGII nº 76, 30-03-1963). Recebeu a comenda da ordem do Infante D. Henrique.

Correia, Flausino Fernandes: Estudos superiores. Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, em 25-03-1963 (DGII nº 76, 30-03-1963). Reconduzido por portaria de 23-03-1967 (DGII nº 78, 01-04-1967). Exonerado a seu pedido em 05-11-1968 com louvores (DGII nº 267, 13-11-1968).
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Ferreira, José Homem de Albuquerque: Estudos superiores. Foi nomeado Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, em 05-05-1961 (DGII nº 109, 08-05-1961). Exonerado a seu pedido em 25-03-1963 com louvores (DGII nº 76, 30-03-1963).

Pereira, Albérico Martins: Filho de Augusto Martins Pereira e irmão de Américo Martins Pereira, ambos industriais e Presidentes da Câmara. Foi nomeado Vice-Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, em 25-03-1963 (DGII nº 76, 30-03-1963). Reconduzido por portaria de 01-04-1967 (DGII nº 85, 10-04-1967). Exonerado a seu pedido em 26-11-1968 (DGII nº 285, 04-12-1968).
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Alves, José Nunes: N. Sobreiro, Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, 1903. Proprietário. Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha em 07-01-1969 (DGII no 9, 1101-1969). Reconduzido por portaria de 30-01-1973 (DGII no 30, 05-02-1973). Foi reconfirmado no cargo por portaria de 17-06-1974, nos termos do no 1 do art. 6° do Decreto-Lei no 236-74 de 03-06-1974 (DGII no 156, 06-07-1974). Câmara foi dissolvida por portaria de 06-11-1974 (DGII no 270, 20-11-1974). Num dos três únicos casos excecionais de continuidade entre regimes (os outros foram em Figueiró dos Vinhos e Ribeira Brava) foi nomeado Presidente da Comissão Administrativa da mesma câmara em 06-11-1974 (DGII no 270, 20-11-1974), cargo que exerceu até às primeiras eleições autárquicas, que se realizaram em 12-12-1976 e nas quais foi eleito Presidente da mesma câmara pelo PSD. Nessa data apresentou a profissão de chefe de escritório aposentado. Exerceu o cargo até 16-12-1979, cumprindo um mandato. Foi reeleito em 1979. tinha 77 anos e apresentou a profissão de técnico de contas aposentado, mas não chegou a tomar posse porque faleceu (*), sendo substituído por Fernando Nunes de Almeida.

Almeida, Fernando Nunes de: N. 1928. Escriturário. Funcionário dos serviços sociais. Foi eleito vereador em 16-12-1979 pelo PSD e imediatamente tomou posse como Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, substituindo o presidente eleito, José Nunes Alves, que faleceu (*). Exerceu o cargo até 15-12-1985, cumprindo dois mandatos.

Marques, Rui Manuel Pereira: N. Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, 23-09-1953. Licenciado em Medicina. Médico no Centro de Saúde de Albergaria e no Hospital de Santa Maria da Feira. Casado. com três filhos. Foi eleito Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha em 15-12-1985 pelo CDS. Exerceu o cargo até 16-12-2001, cumprindo quatro mandatos. Nessa data foi eleito vereador. Deputado à Assembleia da República, 1995, 1999.

Pereira, João Agostinho Pinto: N. Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, 25-09-1957. Curso Complementar de Eletrónica. Estudos Superiores Especializados de Administração Escolar e Bacharelato em Ensino de Educação Tecnológica. Professor do ensino básico (2º e 4º ciclos) na área de trabalhos manuais. Professor da Escola Comercial e Industrial de Évora, 1976. Professor do quadro de nomeação definitiva na Escola Preparatória de Albergaria-a-Velha, 1986, e Presidente do Conselho Diretivo da mesma. Curso Complementar de Formação de Professores. Presidente da Junta de Freguesia de Alquerubim, 1997. Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, 1998. Fundador da Associação de Solidariedade Social de Alquerubim (ASSA). Foi eleito Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha em 16-12-2001 pelo PSD. Exerceu o cargo até 29-09-2013, cumprindo três mandatos.

*Eleições de 1979: Tomou posse em janeiro de 1980 - Faleceu em 22/01/1981

sábado, 29 de setembro de 2018

Minha Terra

Otília Santos apresenta percurso de vida na próxima sessão Encontros com Letras

A artista Albergariense Otília Santos apresenta o seu livro Percursos (Inter)Ligados na próxima sessão Encontros com Letras na Biblioteca Municipal. O evento tem lugar no dia 29 de setembro, pelas 16h00, e antecede a inauguração da exposição Minha Terra… com obras da artista plástica.

Otília Santos nasceu em Albergaria-a-Velha e cedo descobriu a sua vocação pelas artes. Estudou no Porto, onde veio a licenciar-se em artes plásticas, pela Escola Superior de Belas Artes desta cidade, residindo desde então em Vila Nova de Gaia. Sempre procurou conciliar a atividade de artista plástica com a de professora do ensino secundário, entregando-se a ambas com toda a dedicação, tendo esta última acabado abruptamente há 17 anos por motivos de saúde.

A partir desse momento, Otília Santos dedicou-se a tempo inteiro às artes plásticas, realizando mais exposições individuais e participando em inúmeras coletivas. O livro Percursos (Inter)Ligados dá a conhecer como a artista interligou essas duas atividades, como se complementaram e surgem no momento em que se cumprem 35 anos desde a sua primeira exposição individual.

Após a apresentação do livro, a Biblioteca Municipal inaugura a mostra Minha Terra…, constituída por obras que exprimem o conceito e a intenção de retorno às origens. “Esta exposição, de carácter intimista, pretende homenagear os meus pais, antes de mais, e todos os meus antepassados que nasceram em Albergaria-a-Velha”, refere Otília Santos. Minha Terra… vai estar patente até 31 de outubro.        

CMAAV, 24/09/2018

Evento no facebook

Minha Terra...

Vestes-te com roupagem de mil cores em jeito de Rainha.

(...)

És e serás sempre minha terra, porque sou tua.

Otília Santos

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Porto Canal - Especial Verão 2018


http://portocanal.sapo.pt/sites/especialverao2018/#/concelho/ALB

A emissão do "Especial Verão" do Porto Canal, no dia 13 de Setembro de 2018, foi dedicada a Albergaria-a-Velha.


http://portocanal.sapo.pt/sites/especialverao2018/#/concelho/ALB

Sérgio Coelho, presidente do Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha, conta que desde 1984 que todos os anos o grupo faz o seu festival internacional de folclore, que coincide com as festas religiosas em honra de Nossa Senhora do Socorro.

Miguel Rodrigues, cantor, conta que iniciou o seu estudo musical aos seis anos no Conservatório de Música da Jobra, em Albergaria-a-Velha, mas que é nos palcos que se aprende de verdade o que é enfrentar este mundo.

Amândio Bastos, artesão, explica como surgiu a paixão pelos cestos e "o gosto para desenvolver, para criar". Defende que ser cesteiro há 12 anos é algo que o deixa feliz e satisfeito e que é um prazer poder estar presente nas diversas feirinhas de artesanato do concelho de Aveiro.

A repórter do Especial Verão, Maria João Costa, foi conhecer o projeto 'BioLiving' onde a principal missão é "levar a natureza e a educação para todos" sendo que João Gonçalo Soutinho, biólogo e coordenador do projeto, explica que dão a conhecer o que existe na natureza e que "todos podemos ter um papel ativo na sustentabilidade, tanto económica como social e ambiental".

Delfim Bismarck, vice-presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, afirma que os pontos de interesse da região são diversificados, desde passeios junto à ria de Aveiro até à "parte mais de serra e paisagem". Com uma programação cultural abrangente e variada, Albergaria-a-Velha aposta muito também no Cine-Teatro Alba e em artistas nacionais.

José Rui Branco, fadista, conta que "tudo começou na Tuna da Universidade Católica do Porto" mas que foi em Coimbra que começou a cantar regularmente e agora "mais profissional".

Pedro Martins Pereira, proprietário da empresa Larus, afirma que o projeto "tem uma componente muito forte na área de mobiliário urbano" com a qual trabalham perante o país e a cultura. Defende que o que é está "na génese da criação da empresa" é o design e que hoje são já "a empresa com maior número de prémios nacionais de design" que contam também com alguns internacionais.

Maria João Costa, repórter do Especial Verão, foi conhecer a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha e com a ajuda do senhor Joel Lapa, moleiro, perceber de que forma funcionam os moinhos.

Jobra - Combo de Jazz

Doces tradicionais de Albergaria-a-Velha

Agostinho Oliveira, do Restaurante Casa dos Leitões, conta que o projeto já começou há 90 anos e que assa o leitão de uma forma especial à moda de Angeja. Recheado e temperado com pimenta, este é considerado como um perú de Natal mas mais saboroso e tradicional da região de Albergaria-a-Velha.

Maria João Costa, repórter do Especial Verão, foi conhecer com Nuno Ferreira, chefe do Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, os principais projetos de empreendedorismo da região. O convidado explica que "o tecido empresarial tem vindo a crescer" tornando assim o município o 35º mais exportador em Portugal.

António Loureiro, presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, afirma que no concelho "respira-se qualidade de vida" uma vez que possui uma "situação económica extremamente favorável, uma taxa de desemprego a diminuir" e ainda um leque de infraestruturas óptimas para a população. Defende que são "dos poucos municípios que continua a aumentar população e a criar jovens" sendo que o principal é demonstrar confiança na vida e na região.

Maria João Costa, repórter do Especial Verão, foi conhecer um restaurante com 108 anos de história em Albergaria-a-Velha e quais os principais pratos da gastronomia regional. Desde a carne assada, ao arroz de polvo e muito mais, tudo isto compõe a lista do Restaurante Casa Alameda e delicia os que por lá passam.

Catarina Mendes, vereadora da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, afirma que a instituição dedica-se essencialmente ao envelhecimento ativo e à qualidade de vida de todos os cidadãos, desde os mais novos aos mais velhos. Como tal, existe um variadíssimo leque de ações de voluntariado bastante ativo no concelho, de forma a aumentar a inclusão social tanto de idosos como de deficientes.

Filipe Leal, da Jobra - Escola de Música, Dança e Teatro, conta que o projeto surgiu em 1969 e é uma associação sem fins lucrativos. Desde música, dança e teatro, as opções são variadas sendo que na Jobra todos podem aprender a ser o que sempre sonharam.

A repórter do Especial Verão, Maria João Costa, foi conhecer as Mamoas do Taco e quais os mitos e realidades sobre as antas.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha

Cláudia Emanuel, investigadora e doutoranda em Estudos do Património, vai dinamizar a aula aberta O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha – Conhecer – Valorizar – Salvaguardar a 21 de setembro, pelas 10h00, na Biblioteca Municipal. A participação é gratuita.

O Concelho de Albergaria-a-Velha é um espaço privilegiado de análise, tendo em conta o número elevado de imóveis com decoração azulejar que dá cor e brilho às suas ruas. Nos meados do séc. XIX, os emigrantes vindos do Brasil trouxeram a moda e o uso do azulejo português, agora colocado nas fachadas dos imóveis. De pequeno quadrado de barro, protetor das humidades, os azulejos passaram rapidamente a elementos decorativos, cobrindo não só casas, mas também fontanários, alminhas e outras construções.       

Com muitas habitações antigas a serem alvo de abandono, torna-se necessário apresentar contributos para a preservação dos elementos azulejares. A divulgação do património azulejar é um desses contributos, na medida em que o conhecimento propicia a conservação e a valorização dos objetos, ou saberes, que se herdam.

Nos próximos meses, uma equipa liderada por Cláudia Emanuel, vai fazer a recolha fotográfica, dos imóveis com decoração azulejar, de modo a dar a conhecer o património azulejar do Concelho. Em dezembro, o resultado do levantamento feito será apresentado numa exposição na Biblioteca Municipal.           

Fonte: CM Alb.-A-Velha