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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Escavaçoes

 m 2025 terá lugar a 12.ª campanha de escavações arqueológicas no Monte de São Julião, situado na freguesia da Branca. A campanha decorrerá entre 9 de junho e 1 de agosto, sob coordenação do Centro de Arqueologia de Arouca e com a promoção do Município de Albergaria-a-Velha.


Numa primeira fase, os trabalhos estarão a cargo de uma equipa exclusivamente profissional, que se dedicará à escavação da mamoa. A partir de 7 de julho, juntar-se-ão estagiários da Universidade do Minho e voluntários de outras universidades portuguesas, passando os trabalhos a incidir noutras áreas do sítio arqueológico.


Este importante sítio arqueológico viu os trabalhos de escavação retomados em 2014, permitindo desde então a identificação de vestígios significativos de ocupação com cerca de três mil anos, remontando ao final da Idade do Bronze. Entre os achados destacam-se os restos da estrutura que delimitava o antigo povoado, bem como uma mamoa — monumento funerário megalítico — que constitui uma das estruturas mais complexas do local devido à sua reutilização ao longo dos séculos.


O Monte de São Julião conserva ainda testemunhos da Época Contemporânea, nomeadamente os vestígios de um posto de comunicações telegráfico instalado no século XIX. Até à data, os trabalhos arqueológicos permitiram a recolha de cerca de 52.000 fragmentos de cerâmica, entre outros materiais que documentam a ocupação contínua do local desde a Pré-História até aos nossos dias.


Como habitualmente, o Dia Aberto terá lugar a 24 de julho, com visitas guiadas ao local das escavações, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer de perto os progressos da investigação.


Paralelamente, estará patente na Junta de Freguesia da Branca uma exposição dedicada ao sítio arqueológico, com inauguração marcada para 30 de junho e encerramento a 3 de setembro.


Inserida no atual projeto de investigação VAL-JUL, a campanha integra também uma componente de valorização patrimonial, que inclui a musealização e a recuperação das estruturas arqueológicas. Neste contexto, encontra-se em curso um projeto de Regeneração Integral e Valorização do Sítio Arqueológico do Monte de São Julião, com o apoio do Turismo de Portugal.


05 Junho 2025

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Inteiro Postal

A marcofilia portuguesa tem este mês mais carimbos comemorativos a serem lançados, por haver mais eventos com estas peças filatélicas, e sobretudo pela realização da Exposição Nacional de Filatelia "PORTIMÃO 2017".

[...] no dia 11 o carimbo comemorativo dos "900 Anos de Albergaria-a-Velha 1117-2017", com edição de um Inteiro Postal N20gr.

https://o-filatelista.blogspot.pt/2017/11/noticiario-de-marcofilia-novembro-ii.HTML





domingo, 12 de novembro de 2017

Comemorações dos 900 anos




As comemorações dos 900 anos de Albergaria-a-Velha tiveram, hoje, o seu momento alto com a inauguração da estátua da Rainha D. Teresa. Durante a tarde, foi ainda apresentado o inteiro postal comemorativo e inaugurada a exposição documental “Das Origens a Osseloa”, com achados arqueológicos nunca antes exibidos em público. Destaca-se também o lançamento da Revista Albergue N.º 4 e a bênção de uma nova viatura de socorro dos Bombeiros Voluntários, oferecida pela Autarquia.

Facebook do Município de Albergaria-a-Velha, 11 de Novembro de 2017

sábado, 11 de novembro de 2017

Exposição

11 a 30.11.2017
DAS ORIGENS A OSSELOA
Exposição Documental

Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha

"A mostra reúne, pela primeira vez, os achados arqueológicos das escavações efetuadas nas Mamoas do Taco, no Monte de São Julião e em Cristelo, que constituem provas materiais dos povoamentos humanos anteriores à Carta de Couto de Osseloa."

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Agenda Municipal Albergaria 17 - Antes da alteração: 
02 a 30.11.2017
CARTA DO COUTO DE OSSELOA
Exposição Documental



Ao contrário do que se poderia pensar inicialmente a exposição não incide apenas sobre a Carta do Couto de Osseloa. Deu-se primazia à exposição dos achados arqueológicos ainda inéditos, o que saúda, mas deveria aprofundar-se mais o outro tema uma vez que estamos a comemorar os 900 anos da Albergaria. [NA]

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Inauguração da estátua da Rainha D. Teresa



No mês em que se celebram os 900 anos de Albergaria-a-Velha, a Câmara Municipal inaugura a estátua da Rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques e fundadora do território através da Carta de Couto de Osseloa de 1117. A cerimónia tem lugar no próximo sábado, 11 de novembro, pelas 16h00, junto da Biblioteca Municipal.

A estátua da Rainha D. Teresa é uma obra do artista Hélder Bandarra, membro fundador do AveiroArte - Círculo Experimental de Artistas Plásticos de Aveiro e autor da estátua Princesa Santa Joana, que se encontra junto do Museu de Aveiro. A estátua foi executada em bronze e tem dois metros de altura, estando colocada sobre uma base de um metro e 90 centímetros.

No âmbito das comemorações dos 900 anos de Albergaria-a-Velha, a Câmara Municipal apresenta, no mesmo dia, pelas 15h30, o inteiro postal comemorativo da data e, pelas 16h30, inaugura, na Biblioteca Municipal, a exposição documental “Das Origens a Osseloa”. A mostra reúne, pela primeira vez, os achados arqueológicos das escavações efetuadas nas Mamoas do Taco, no Monte de São Julião e em Cristelo, que constituem provas materiais dos povoamentos humanos anteriores à Carta de Couto de Osseloa.

A seguir à exposição é apresentado o quarto número da Revista Albergue, uma publicação anual que promove a inventariação, preservação, valorização e divulgação da História e do Património do Concelho de Albergaria-a-Velha. Na edição de 2017, o leitor pode encontrar artigos que versam sobre arte sacra, demografia, genealogia e património natural, entre outros, destacando-se dois textos relativos às origens do território – “Os Marnéis – A Família de Gonçalo Eriz Fundador de Albergaria-a-Velha em 1117”, de Delfim Bismarck Ferreira e “As Singularidades da Carta de Couto de Osseloa (1117)”, de Maria Alegria Marques.

Durante a tarde destaca-se, ainda, a apresentação e bênção de uma nova ambulância de socorro (ABSC) dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha. O veículo foi adquirido e transformado no âmbito de um apoio disponibilizado pela Autarquia para a compra de viaturas de socorro até ao montante de 100 mil euros.

Em novembro, o programa das comemorações dos 900 anos de Albergaria-a-Velha inclui ainda a peça de teatro “Osseloa”, a 18 de novembro, e a “Gala Lírica” da Orquestra Filarmonia das Beiras, com Carlos Guilherme e Isabel Alcobia, na noite de 25. Ambos os espetáculos decorrem no Cineteatro Alba, estando os bilhetes à venda com preços a partir dos dois euros.          

Data: 07-11-2017

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Com 900 anos de idade é um território rejuvenescido


Especial Aniversário do Diário de Aveiro - Texto de António Loureiro (Pres, Câmara de Albergaria-a-Velha)

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

900 Anos

Neste quadrimestre, destacamos o mês de Novembro, altura em que se comemorarão os 900 anos de Albergaria-a-Velha, fundada em 1117 pela Rainha D. Teresa. Nesse mês estarão em destaque: a peça de teatro Osseloa, numa viagem pelos nove séculos de Albergaria-a-Velha, a Gala Lírica com o tenor Carlos Guilherme, a soprano Isabel Alcobia e a Orquestra Filarmonia das Beiras, a exposição Carta de Couto de Osseloa, a edição do quarto número da revista Albergue - História e Património de Albergaria-a-Velha, entre outras actividades.

Agenda Municipal Albergaria SET/OUT/NOV/DEZ 2017

* Carta de Couto de Osseloa - Exposição Documental
2 a 30 de Novembro - Biblioteca Municipal

* I Conferência Internacional  de Gestão de Informação e Arquivos
3 e 4 de Novembro - Cineteatro Alba 

* Maria João e João Farinha
3 de Novembro - Cineteatro Alba

* Revista Albergue - História e Património de Albergaria-a-Velha
Apresentação do Nº 4
11 de Novembro - Biblioteca Municipal

* Osseloa - Teatro - Criação da Companhia do Jogo / AlbergaR-tE
18 de Novembro - Cineteatro Alba

* Gala Lírica de Nápoles A Nova Iorque! - Orquestra Filarmonia das Beiras, Carlos Guilherme e Isabel Alcobia
25 de Novembro - Cineteatro Alba

sábado, 10 de junho de 2017

Avenida D. Teresa

A Biblioteca Municipal e o Arquivo Municipal, no centro de Albergaria-a-Velha, vão ficar ligados por uma avenida, que vai ter 119 lugares de estacionamento e uma área de circulação pedonal superior a 1600 metros quadrados.
  
A nova via, que liga a Rua do Hospital e a Rua Dr. Castro Matoso, já está em construção e deverá ficar operacional para os grande eventos da temporada, o Festival Pão de Portugal, no próximo fim de semana, e a Albergaria conVIDA – Feira Regional de Artesanato e Gastronomia de Albergaria-a-Velha, nos dias 29 e 30 de junho e 1 e 2 de julho.


A avenida que liga os dois equipamentos municipais, no sentido nascente-poente, tem duas vias de circulação e um separador central e estende-se por uma área superior a 5 mil metros quadrados. Além de garantir a ligação a dois polos culturais, torna-se uma alternativa ao trânsito viário que circula dentro da cidade, na área da Alameda 5 de Outubro e Praça Ferreira Tavares, contribuindo também para a falta de estacionamento na Rua do Hospital, uma via antiga e estreita, que já fez parte da antiga Estrada Nacional n.º 1.



A nova avenida propõe uma melhor mobilidade pedonal no centro da cidade, através de um percurso pedestre contínuo em passeio, ligando áreas distintas. Dos 119 lugares de estacionamento previstos, quatro são destinados a pessoas com mobilidade condicionada. Os dois lugares que já existiam no estacionamento em frente à Biblioteca mantêm-se. Os passeios vão ser em cubo de granito com um percurso desimpedido de obstáculos. A obra está orçada em cerca de 97 mil euros.



O Presidente da Câmara Municipal, António Loureiro, afirma que “na altura em que Albergaria está a comemorar os 900 anos, seria ótimo darmos o nome de Avenida D. Teresa a esta nova via, a fundadora da comunidade Albergariense, porque vem dinamizar o centro da nossa cidade, melhorar as acessibilidades e é uma obra que fica para o futuro”.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Dia do Município

Este ano, para além dos 182 anos da fundação do Concelho, celebram-se os 900 anos da atribuição da Carta de Couto de Osselôa por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques.

DIA ABERTO PARA OS ALUNOS DO 3º ANO

Cerca de 200 crianças do 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico vão fazer uma visita guiada aos serviços da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha na segunda-feira, 13 de fevereiro, no âmbito das comemorações do Dia do Município.

Na visita guiada, os alunos vão percorrer diversas divisões e serviços municipais, acompanhados por funcionários da Câmara, que lhes vão explicar o funcionamento da Autarquia. Uma das paragens é no Gabinete da Presidência, onde os alunos podem conhecer os membros do Executivo e colocar questões sobre as funções específicas do Presidente e dos Vereadores. Durante a visita será feita ainda uma breve apresentação sobre a fundação de Albergaria-a-Velha no século XII e a sua evolução até aos nossos dias.

O dia aberto para os alunos do 3.º ano insere-se na estratégia de promoção da História e Património Local e da Educação para a Cidadania, procurando sensibilizar os mais novos para o funcionamento da Administração Pública e para as formas de exercer uma participação ativa. A visita à Câmara Municipal no 3º ano do 1º Ciclo antecede e complementa a visita à Assembleia da República, que as crianças farão depois no 4º ano.

 SESSÃO SOLENE E ATRIBUIÇÃO DE MEDALHAS

Ainda no âmbito das comemorações do Dia do Município e dos 900 anos da fundação de Albergaria-a-Velha, a Câmara Municipal vai realizar no dia 18 de fevereiro, sábado, pelas 16h00, uma sessão solene onde serão atribuídas distinções honoríficas a individualidades, instituições e associações do Concelho.

O Município vai atribuir a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro a Rui Marques, antigo Presidente da Câmara Municipal, à Associação de Instrução e Recreio Angejense e ao Clube de Albergaria, duas coletividades centenárias do Concelho. A Medalha de Mérito Municipal – Grau Prata será concedida à Casa do Povo de Alquerubim, que comemora 86 anos em 2017. A Câmara Municipal vai também distinguir, com a Medalha de Mérito Municipal – Grau Cobre, Margarida Ferreira Coutinho, confeiteira dos doces tradicionais Turcos, o Agrupamento n.º 838 de Escuteiros de Albergaria-a-Velha, o Grupo Columbófilo de Valmaior, o Grupo Desportivo e Cultural de Ribeira de Fráguas, a União Desportiva e Cultural de Mouquim e a União Desportiva de Valmaior.

CONCERTO NO CINETEATRO ALBA

A finalizar as comemorações do Dia do Município, terá lugar um concerto com o músico e compositor Rodrigo Leão no Cineteatro Alba, às 21h30. Os bilhetes têm o preço de 12 euros, sendo de dez euros para os portadores Cartão Amigo, Cartão Sénior Municipal, Cartão Municipal de Voluntário e Jovens SUB 23.

CMA  

MEDALHAS

Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro

Rui Marques
Associação de Instrução e Recreio Angejense
Clube de Albergaria

Medalha de Mérito Municipal – Grau Prata

Casa do Povo de Alquerubim

Medalha de Mérito Municipal – Grau Cobre

Margarida Ferreira Coutinho
Agrupamento n.º 838 de Escuteiros de Albergaria-a-Velha
Grupo Columbófilo de Valmaior
Grupo Desportivo e Cultural de Ribeira de Fráguas
União Desportiva e Cultural de Mouquim
União Desportiva de Valmaior.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Dia do Municipio

(...) [o Dia do Municipio] deveria ser o 13 de Fevereiro (data da fundação do concelho), ou o 1º de Novembro (simbolizando o mês de Novembro de 1117 em que a Rainha D. Teresa doou o Couto de Osseloa a Gonçalo Eriz, fundando assim a primitiva Albergaria).

Um ou outro seriam o "Dia do Município", que para além de servir para que nas escolas se falasse um pouco mais da nossa história local, "semeando" assim raízes à nossa terra, poderia e deveria servir também para homenagear os Albergarienses que por cá ou espalhados pelo Mundo mais se têm destacado nas mais diversas áreas de actividade.

Fonte: Delfim Bismarck Ferreira em "Jornal de Albergaria (22-02-2011) (adaptado)

O Aniversário da Fundação do Concelho de Albergaria-a-Velha é uma efeméride importante na medida em que, a partir de 1835, foi possível fortalecer a identidade de um território e comunidade com características próprias.

Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, “a ideia de comemorar o aniversário do concelho há muito que deveria ter sido efetuada. Como o próprio por diversas vezes escreveu e sugeriu à assembleia municipal local ao longo dos anos, é de elementar justiça que o salão nobre dos Paços do Concelho apresente uma galeria com os retratos de todos os antigos presidentes de câmara que ao longo de 179 anos serviram o município (o que aconteceu em 2014).

http://www.cm-albergaria.pt/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=20168

No âmbito das comemorações do Dia do Município tem ocorrido igualmente uma visita de alunos das escolas concelhias à Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha onde são acompanhados por funcionários da Autarquia e percorrem as diversas Divisões dos Paços do Município.

No dia 18 de fevereiro ocorrerá a comemoração dos 182 anos da Fundação do Concelho e dos 900 anos de Albergaria-a-Velha com um concerto do músico Rodrigo Leão.


As comemorações dos 900 anos de Albergaria-a-Velha irão continuar até Novembro deste ano.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Carta do Couto e Osseloa - 1117


900 anos da carta do Couto de Osseloa (1117 - 2017)

A CARTA DO COUTO DE OSSELOA

«Este notável documento constitue a certidão de nascimento e de batismo de Albergaria-a-Velha e, mais do que isso, atribuem-se-Ihe ainda foros de maior valor para a nossa nacionalidade, considerando-o o primeiro documento em que Portugal figurou com o título de reino.

Alexandre Herculano, História de Portugal, 1.ª Edição, 1.º volume, pág. 244, em nota.

Quando o bispo de Coimbra, D. Egas, em 1258, fez transcrever a Carta em pública-forma, para garantia da sua conservação, declarou que assim procedia por utilidade de Albergaria-a-Velha de Meigon Frio. E era Velha, certamente para contrapor a outra Albergaria de mais recente fundação, e que devia ser a Nova.

(...)

TRADUÇÃO DA CARTA

A tradução da Carta mereceu-nos o maior cuidado. Confiando-a ao Sr. P.e Francisco Teixeira fixámo-la como segue:

Saibam quantos tiverem conhecimento da presente escritura, que, quando intentámos a reforma para utilidade de Albergaria-a-Velha de Meigonfrio, Dom Mourão, do burgo de Vouga, nos mostrou uma Carta não rasurada, nem viciada, nem cancelada, nem abolida, nem oferecendo dúvidas em qualquer das suas partes, a qual nós, por Gonçalo Mendes, nosso público tabelião, fizemos transcrever palavra por palavra, e reduzir a pública-forma, e cujo teor é o seguinte:

Em nome da Santa e Indivisa Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, Amen. Esta é a Carta de Benefício e firmeza de Couto, que eu, Infanta Dona Teresa, Rainha de Portugal, mandei fazer para ti, Gonçalo Eriz com destino à tua Quinta de Osseloa (Assilhó). Em primeiro lugar divido, por um lado, essa tua Quinta com a Terra de Santa Maria, a saber: – da estrada que desce de Portugal (Porto de Gaia) em direcção à Pedra da Águia (Bico do Monte ou Monte da Senhora do Socorro), e daqui pelo meio da Mata Talhada (ficava entre a Pedra de Águia e a Cruz de Canelas, e se denomina hoje Vale da Salgueira e Vale da Lage) em direcção à Mata da Ussa, que antigamente se chamava Mata da Brava, e daqui à Mamoa Negra que se chamava da areia, e daqui vai ao Romariz, e daqui, por outros terrenos, até ao têrmo do Vouga; na direcção de Romariz transpõe o regato de Osseloa junto à Charneca, seguindo em linha recta até ao ponto em que o terreno deixa de ter o mesmo plano (Usque in Directo), e daqui voltando para os vales de Osseloa e depois directamente à Fonte Fria, que outrora se chamava Fontinha de Meigonfrio, e daqui a par da estrada em direcção à Pedra de Águia supramencionada.

Aprouve-me, a mim, Infanta Dona Tereza, Rainha de Portugal, em boa paz, dar-te Carta de Couto a ti, Gonçalo Eriz, na Quinta de Osseloa (Assilhó) pelos limites referidos, a saber: – da própria Quinta até ao Padrão do Couto, que eu mandei colocar na parte norte à beira da estrada, (é conhecido ainda hoje pelo nome de Marco da Meia Légua), e assim outro tanto para o poente da Quinta, e para o sul na direcção dos vales de Osseloa, do outro lado do regato, e volta para a Fonte Fria junto ao Sobreiro assinalado, e dali atravessa o caminho para o Oriente, indo em direcção ao limite de Valmaior até ao Vale Pequeno, onde roubam e matam os viandantes, e dali, da primeira fonte situada abaixo da estrada, seguindo em direcção ao norte até ao padrão do Couto.

Desta forma, de hoje em diante, possuas este Couto, bem como aquele que da tua descendência for teu herdeiro da dita Quinta, e de pai e mãe de ti provenha, tanto por teres dado um açor a D. Mendo Bofino e um cavalo ao meu escudeiro Artaldo e um gavião a Godinho Viegas, como para uma Albergaria que vamos instituir neste lugar, ao cimo da estrada, para bem de nossas almas e das dos nossos pais, e nela metamos como Albergueiro a Gonçalo de Cristo, e, quando um tiver falecido, tu nomearás outros, e da tua herdade lhes darás onde trabalhem, a saber: – desde a primeira lagoa dos Sobreiros, no caminho que vai para Osseloa até à primeira margem do regato que decorre da estrada, estendendo-se pela mesma margem até à estrada; e dessa lagoa indo para a primeira Mamoa que está junto à estrada; tendendo para a Fonte Fria, e depois, do outro lado, no termo de Valmaior – cedamos, eu, tu e os nossos sucessores, acima do Padrão do Couto para o Oriente, até à primeira Fonte, abaixo da estrada, e daqui à primeira Fonte Fria.

Além disso, determinamos que paguem ao Albergueiro do Couto, aqueles que o ferirem, quinhentos soldos, e ele não pague calúnia em todo o meu reino, nem passagem (direito de trânsito), nem fique sujeito a quaisquer encargos (nenhum fôro); e além disso, Gonçalo Eriz, honro-te na tua Quinta, ordenando que todos os monteiros que, no termo dela, matarem veados, te dêem os lombos e a quarta parte, com excepção do rei; e os que matarem corça ou gamo te dêem cs lombos, e, se caçarem em terreno cultivado, te dêem metade, e do urso as mãos, e se afastem do Couto os caçadores de coelhos à distância da vista de homem de joelhos, com os olhos nem levantados nem postos no chão; e todos os que aí fizerem calúnia te paguem pelo fôro do Vouga, e aquele que violar as disposições deste Couto te pague seis mil soldos, e mantenha-se o Couto, – e se quiseres utilizar-te do meu Mordomo para receberes aqueles seis mil soldos, dar-lhe-ás a terça parte, mas não por fôro, e não entre no teu Couto se não for da tua vontade.

E, se alguém da minha descendência, ou eu ou o Rei, quiser anular este meu acto, seja maldito até ao fim dos séculos, e aquele que o beneficiar seja bem dito e toda a sua geração; e todos os homens de Vouga que honraram este Couto participem da boa hospitalidade da Albergaria. Confirma P., Bispo do Porto. Esta carta foi lavrada nas terras de Santa Maria, a que chamam Feira, no mês de novembro, era de 1155. Eu, Infanta Dona Teresa, Rainha de Portugal, que mandei passar esta Carta a ti, Gonçalo Eriz, como acima se deixa dito, e de minha mão a firmei.

Foram presentes: – Mendo, escrivão privativo da Côrte que a fez. – Dom Pedro Gonçalves, confirmo, – Dom Mendo Bofino, confirmo, – Dom Velasco Ramires, confirmo, – Dom Godinho Viegas, confirmo, – Didaco Osório, confirmo, – Dom Gonçalo Truitzendo, confirmo. O Armeiro Nuno Soares, viu. Pelágio Scapulado, confirmo. Artaldo testemunha, Pedro, testemunha. – Pelágio, testemunha, Gonçalves, testemunha, João testemunha, Garcia, testemunha. Sinal público em cruz, com as letras – Rainha Dona Teresa. Rainha.

E para que a dita carta, com o decurso do tempo, não venha a oferecer dúvidas, nem desapareça, com dano para a mesma Albergaria, a fizemos conferir na presença de homens bons, e, além disso, depois de firmada com o nosso próprio selo, a fizemos arquivar cuidadosamente no Tesouro da Igreja Catedral de Coimbra. E eu Gonçalo Mendes, Tabelião público na Cúria do supradito Prelado, fiz a leitura pública da referida Carta, e a examinei como acima fica dito, e a transcrevi palavra por palavra, e por meu punho a reduzi a pública-forma, e lhe apus o meu próprio selo. Feita na Igreja de
Santa Maria de Lamas, 13 Calendas de Maio, era de 1296.»

Albergaria-a-Velha e a seu Concelho – Dr. António de Pinho

N.º 2 Publicação Semestral da Junta Distrital de Aveiro Dezembro de 1966

ANO DE 1117

Escreve-se, invariavelmente, que a Carta do Couto d'Osseloa é do ano de 1117, quando nos aparece datada de 1155. Indicaremos a razão da aparente divergência, que a muitos causaria confusão.

Em Portugal vigorou a era de César até 15 de Agosto de 1422, data em que D. João I ordenou fosse substituída pela era de Cristo, em harmonia com a reforma Gregoriana. Até então todos os documentos se datam, pois, da era de César, que começou 38 anos antes do nascimento de Cristo. De modo que, para se encontrar o ano de Cristo, que corresponda a outro da era anterior, basta deduzir a este 38 anos, diferença entre o início das duas eras.

OSSELOA

Osseloa, a que a Carta se refere, passou a denominar-se Silhó ou Assilhó, nome actual da pequena povoação que dista 200 metros desta vila. Em vários documentos do século XIX ainda aparece com o nome de Silhó.

Era ao tempo uma aldeia ou um casal, circunscrito, talvez, à casa solarenga de Gonçalo Eriz, habitada pelos solarengos que agricultavam as terras do fidalgo, fertilizadas pelas águas do regato de Osseloa.

Contra esta afirmação não faça dúvida a Carta designar Osseloa por villa, palavra que então tinha apenas o significado de Quinta, Granja, ou Casal nobre.

ACORDÃO DE 1629

O Ac. da Relação de 10 de Junho de 1629, proferido sobre questões em que se discutiam direitos a terras do Couto d'Osseloa, chamava-lhe villa d'Osseloa. Deu isso margem a ser-lhe dirigida a seguinte petição (...)