Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
Empresa jornalística fundada por Vasco Lemos Mourisca, registada na Direcção Geral da Informação sob o n.º 41/133.
A Redacção e Administração de Vasco Lemos Mourisca, proprietário do Jornal, iniciou primeira publicação a 1972-11-16 com Vasco Lemos Mourisca como editor, director e proprietário.
A publicação periódica, o jornal "O Arauto de Osseloa" era impresso na Tipografia A Lusitania, na Rua do Sargento Clemente de Morais, em Aveiro, e tinha como suplemento mensal de divulgação jurídica a "Toga", em que colaboravam muitos advogados e magistrados.
Em Abril de 1983 é nomeado para o cargo de Director-Adjunto Ruy Mendes Tavares.
Ao fim 228 fascículos publicados (1984-12-01), a Redacção encerrou em com a morte de Vasco Lemos Mourisca em 1984-12-13, passando a propriedade do periódico para sua esposa Maria das Dôres Enes Corte Real de Lemos Mourisca.
A 30 de Maio de 1985, com o intuito de relançar o Jornal, o antigo Director-Adjunto Ruy Tavares adquire a empresa pela importância de 2000 escudos. Nesse ano, recebe os direitos de propriedade do periódico tendo-se inscrito como Empresa Jornalística em 1985-06-20 sob o n.º 210947, averbado ao periódico "O Arauto de Osseloa" com registo n.º 101881.
Ainda em 1985 tentou-se uma iniciativa de promoção para o relançamento do Jornal na sala de reuniões do salão dos Bombeiros, formando-se uma Comissão Promotora para esse efeito composta por José Homem A. Ferreira, Rui Mendes Tavares e Orlando Bismarck Ferreira. No entanto, por falta de publicações, a inscrição da Empresa Jornalística seria cancelada em 1986-06-20, de acordo com o art.º 15 da Portaria n.º 640/76, de 26 de Outubro, ficando essa situação registada por carta de 20 de Julho de 1997 ao Instituto da Comunicação Social.
Os municípios da Região de Aveiro convidam-no a celebrar os 50 anos do 25 de Abril pela descoberta de memórias, das quais os seus serviços de arquivo são dignos guardiões.
Este espaço contempla um conjunto de documentação através da qual o visitante poderá descobrir aspetos da vida local durante o Estado Novo e os percursos que, em cada Concelho, foram trilhados rumo à democracia e ao pluralismo, evocando vivências quotidianas em dois tempos históricos com contextos políticos e culturais distintos – antes e depois do 25 de abril.
Celebrar os 50 anos do 25 de Abril também é dar vida a essa memória, é apostar no conhecimento das causas e na consequência dos factos, para que os valores da liberdade e da democracia sejam vividos e apreciados.
Os arquivos são, por excelência, os guardiões da memória coletiva e, a nível local, são instituições únicas para o conhecimento das especificidades que caracterizam cada território.
Esta exposição é um projeto dinamizado pelo Grupo de Trabalho dos Arquivos Municipais da Região de Aveiro, que prevê continuar a enriquecer e a disponibilizar mais informação sobre o tema.
Joaquim Baptista - Presidente do Conselho Intermunicipal
https://arquivos25abril.regiaodeaveiro.pt/
A EVOLUÇÃO DOS ACONTECIMENTOS
POR MUNICÍPIO
Página de jornal, impressa a preto Jornal Beira Vouga de 1 de Abril de 1946 (versão original)
1945
A Censura
NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO
Apesar das ações repressivas e de censura houve quem, em Albergaria-a-Velha, tivesse tido a coragem de manifestar opinião livre e para fomentar os ideias da liberdade. Como figura influente na região, não era grandemente censurado, mas em algumas ocasiões, o conhecido advogado albergariense Vasco Mourisca procurou, com a sua ação, o esclarecimento dos seus concidadãos, o que lhe chegou a valer alguma oposição e bloqueio de algumas das suas publicações.
Os meios de comunicação social são uma forma de fazer chegar à população portuguesa os seus princípios políticos, económicos e sociais, e podem ser usados para influenciar a visão da população sobre as suas medidas e ações.
No Estado novo, tudo o que circulava nos meios de comunicação, desde imprensa, a teatro, passando pela rádio e televisão era cuidadosamente avaliado e diligentemente censurado. A imprensa albergariense não escapou ao lápis azul da censura, e partindo das memórias do Dr. Vasco de Lemos Mourisca, ilustre advogado da cidade e fundador dos jornais “Beira Vouga” e “Arauto de Osseloa”, podemos observar este fenómeno. “Salazar estará convencido de que muda a maneira de pensar dos portugueses, através do lápis vermelho dos oficiais censores?” (1 de Agosto de 1945), é uma das perguntas que faz o Dr. Mourisca, indignado após mais um número do seu jornal voltar censurado, comentários contra a religião e a alusão do socialismo como caminho político civilizado não eram tolerados, mesmo os pensamentos sobre liberdade de Eça e simples críticas literárias tinham direito a serem vetadas. O Dr. Mourisca chegou a escrever um artigo extremamente controverso sobre a sua posição política condenando a censura, o qual nunca chegou ao leitor, no entanto, as suas tentativas publicação de versos a favor da liberdade mantiveram-se, umas com mais sucessos que outras.
É uma das publicações com vida mais longa de Albergaria-a-Velha, auto denominando-se "Quinzenário defensor dos interesses da região". Destacou-se pela informação, inconformismo e controvérsia, tendo por fundador e proprietário o Dr. Vasco de Lemos Mourisca e José de Oliveira Neves como redator e administrador. Teve início a 13 de abril de 1941, terminando a 6 de outubro de 1946, com o n.º 98, tendo como sub-diretor Delfim Alvares Ferreira e Fausto Manuel de Castro e Lemos Pinto como administrador. Era impresso na Tipografia Vouga, em Albergaria-a-Velha, e inicialmente composto por 8 páginas. Formato: 40x28.
(1946-1953)
A 15 de dezembro de 1946 reaparece, propriedade do Comendador Augusto Martins Pereira, tendo por diretor seu filho Albérico Martins Pereira e por editor o seu funcionário José Bertão Ribeiro, mantendo a mesma gráfica, terminando no n.º 177 de 13 de agosto de 1953.
(1962-1982)
Após um interregno de 9 anos, retoma a publicação a 1 de agosto de 1962 tendo como diretor e editor o Dr. Manuel Homem Ferreira, e José Figueiredo como proprietário e administrador. Nesta renovação propõe-se ser "uma tribuna de franco convívio", apresentando-se como "Quinzenário regionalista". Dr. Amaro Neves surge de abril de 1974 a maio de 1975 como diretor e de 1975 a pelo menos 1982 é Jorge Manuel Arede Figueiredo quem o dirige. Com periodicidade irregular.
(1985-1991)
Fausto Meireles de Azevedo assume a direção no n.º 355, a 15 de abril de 1985, permanecendo até 28 de março de 1991. No seu editorial afirma retomar a periodicidade quinzenal, com o compromisso de não o deixar cair na rotina. Mantendo o formato há um aumento do conteúdo informativo e publicitário passando para as 10 páginas.
(1991*-2005)
A partir dos anos 90, passa a ser um órgão de informação também do concelho de Sever do Vouga, tendo desde 1998 por diretor Augusto H . Silva, cargo que mantém até maio de 2005, e seu filho Dr. Edgar Jorge como subdiretor, sendo propriedade do Jornal Correio de Sever do Vouga, Ld.ª e impresso na Coraze, em Oliveira de Azeméis.
(DESDE 2005)
Lino Vinhal assume a direção do jornal em junho de 2005 e mantém-se até 2010, sendo propriedade da Rádio Soberania, Emp. de Comunicação, Ld.ª. Em 2007 apresenta-se como "Quinzenário regionalista dos concelhos de Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha", pertencendo ao Grupo Media Centro, é impresso na FIG , Industrias Gráficas, de Coimbra. A partir desta data, Fernanda Ferreira torna-se diretora do jornal. Formato: 40x29.
No sentido de estar mais próximo da comunidade e cumprir da melhor forma a missão de o manter informado, o Jornal de Albergaria mudou recentemente de instalações e está agora situado na rua Dr. Manuel Marques Lemos, nº5, rés-do-chão, loja B.
Para qualquer assunto, deve agora visitar o JA nesta nova morada durante o período de funcionamento de segunda a sexta-feira das 09h00 às 18h30 com pausa para almoço das 12h30 às 14h00. Em alternativa, tem ao dispor os contactos telefónicos e a página de Facebook.
Colaboradores: Lino Vinhal, Catarina Carvalho, Vera Silva Santos, Padre Querubim, Sandra Moreira, António Esteves, Hugo Carvalho, Luísa Barrento, Patrícia Herculano, Paula Silva, Carlos Alberto Dias, Carlos Mortágua, Fotografia: Paulo Ladeira
No âmbito das comemorações do centenário da Alba, o Município de Albergaria-a-Velha vai lançar o livro "O Mundo é um Moinho - História Económica e Social de Albergaria-a-Velha no Século XX", de Raquel Varela e Luísa Barbosa Pereira. A apresentação oficial tem lugar a 19 de junho, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal. A lotação do espaço é limitada, pelo que é obrigatório fazer a marcação prévia através do endereço biblioteca@cm-albergaria.pt.
"O Mundo é um Moinho - História Económica e Social de Albergaria-a-Velha no Século XX" partiu de um arquivo raro em Portugal, o arquivo das fichas completas de todos os trabalhadores da Alba, uma das mais importantes metalúrgicas nacionais, desde o início do século XX até ao seu encerramento. São quase quatro mil fichas com informação detalhada de quem lá trabalhou, quando foi admitido, escolaridade, origem, etc. Isto permitiu às investigadoras Raquel Varela e Luísa Barbosa Pereira traçar um panorama histórico, ao longo de 100 anos, do mundo do trabalho na Alba.
Foi este o mote para um livro que não só traz a público estas informações, inéditas, que se enquadram e são explicativas da História global de Portugal, incluindo das ex-colónias, como olha a História económica e social de Albergaria-a-Velha no século XX, região conhecida por abrigar empresas que marcaram a história industrial de Portugal.
A coordenação da edição do livro esteve a cargo da historiadora Raquel Varela, que contou com a estreita colaboração dos técnicos do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, que disponibilizaram fotografías, depoimentos e documentação variada para a investigação.
Em 2017 foi adjudicado à historiadora Raquel Varela um serviço de investigação especializada e criação de um livro sobre a História económico-social de Albergaria-a-Velha no século XX.
A primeira apresentação do estudo dos trabalhadores da fábrica Alba no século XX (Alba - Uma História Económica e social) foi em 2019 no decurso das "Jornadas Europeias do Património".
Raquel Varela, Com Luisa Barbosa Pereira (Antropóloga, FCSH/UNL) e Henrique Silveira (Matemático, CAMGSD/IST/UL)
A historiadora Raquel Varela foi desafiada a conhecer por dentro a antiga Fábrica Alba, em Albergaria-a-Velha. Através da análise de antigas fichas dos trabalhadores da metalúrgica, Raquel Varela, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, pôde perceber o importante papel que esta grande indústria desempenhou no desenvolvimento do concelho.
A Alba, um ícone de Albergaria e não só, foi fundada por Augusto Martins Pereira em 1921 e lá chegaram a trabalhar 700 operários em simultâneo. Acabaria por definhar no final da década de 1990 e fechou as portas no início deste século. O trabalho de investigação de Raquel Varela sobre a história económico-social da empresa vai dar origem a um livro.
Diário de Aveiro: Como nasceu a ideia de fazer uma investigação histórica sobre a Fábrica Alba?
Raquel Varela: Há algo em Albergaria que ninguém imagina. Trago colegas de outras partes do mundo para ver. O arquivo dos trabalhadores da Alba está digitalizado com as fichas, entradas, saída, idade, formação, acidentes, origem, quase tudo... É um mundo para estudar de forma intensiva a classe trabalhadora portuguesa e, claro, a história de Portugal, porque a Alba é uma das grandes empresas metalúrgicas do país no século XX.
Os cerca de quarenta títulos que ao longo de todos estes anos vieram a público, tiveram os mais diversos formatos, dimensões, géneros, orientações políticas, de cariz satírico ou formal, e deveram-se a muitos homens e mulheres que dispuseram do seu tempo, do seu saber e dos seus bens, de forma muitas vezes abnegada, com o apoio de empresas e casas comerciais, tornando possível que se registassem factos que dessa forma passaram a perpetuar-se no tempo, criando assim um alforge de informação histórica de grande utilidade para os tempos presentes e futuros.
Mas hoje é dia de assinalar o aniversário do “Jornal de Albergaria”. Este é o periódico albergariense com vida mais longa, sobreviveu a suspensões revolucionárias, cortes de censura e falta de papel.
Afirmou-se, na sua primeira série, como semanário regionalista independente, e acompanhou a vida local (cultural, social, desportiva) e municipalista ao longo de várias décadas.
Com início a 13 de Maio de 1911, apresentava-se como “Semanário independente”. Domingos Guimarães foi o primeiro diretor, Eugénio Ribeiro e redactor e como editor e secretário Albérico Henriques Ribeiro. Era composto por 4 páginas. – Delfim Bismarck Ferreira
Em 1915 Albérico Henriques Ribeiro assume o cargo de diretor, proprietário e editor.
Em 1919 Eugénio Ribeiro e Silva assume o cargo de diretor.
Em 1922, novamente pela mão de Albérico Henriques Ribeiro, surge como “Semanário defensor dos interesses do Concelho”, impresso na Tipografia Silva, em Albergaria-a-Velha, tendo Alfredo Mendes como Administrador.
Já a 19 de Fevereiro de 1927 apresentava-se como “Periódico Independente, fora e acima dos partidos, defensor dos interesses do concelho e da região da Beira-Vouga-Mar”, e a 26 de Janeiro de 1935 apresenta-se como “Semanário regionalista”.
Eugénio Ribeiro e Silva assume a direcção a partir do n.º 11, Albérico Henriques Ribeiro é editor e redactor e Manuel Silva o administrador. Era então composto por 6 a 8 páginas.
A 8 de Março de 1954, mantendo o mote, D. Helena de Carvalho e Ribeiro é diretora, editora e proprietária, sendo impresso no Colégio de Albergaria. O Engº. António Atanázio de Carvalho Henriques Ribeiro, por força legal, aparece como administrador cargo que manteve até Maio de 1970, data em que terminou a publicação.
Sob a direção do Dr. Mário Jorge de Lemos Pinto retoma a publicação a 19 de Fevereiro de 1993, sendo propriedade da Cooperativa de Comunicação Social de Albergaria-a-Velha, impresso na Coraze, em Oliveira de Azeméis. Assumindo a periodicidade quinzenal apresenta-se como projeto informativo de serviço público, com artigos de assuntos da atualidade cultural, política e social, história local, desportivos e artigos de opinião e publicidade. Tinha como principais colaboradores: o Dr. António de Albuquerque Pinho, o Dr. Augusto Neves, o Dr. Delfim Bismarck, o Dr. Jesus Vidinha e João Nogueira Melo, entre tantos outros. Composto por 24 páginas, cessou a impressão a 12 de Agosto de 2011, com o n.º 420.
Sete anos depois, a 15 de Março de 2018, o “Jornal de Albergaria” inicia a terceira série, mantendo a sua periodicidade quinzenal. Com sede na Rua da Azerveira, fração X em Albergaria-a-Velha e registado na Entidade Reguladora para a Comunicação com o número 127085, sai com uma tiragem média mensal de 6.000 exemplares.
A propriedade do jornal é da empresa Resumo Próprio – Comunicação Unipessoal, Lda tendo como sócia gerente Cecília Dias. A direção é assumida por Paulo Simões, filho e neto de albergarienses. Com experiência adquirida ao longo de mais de duas décadas ligadas à comunicação social, na imprensa local de Estarreja e de Albergaria-a-Velha. Numa primeira fase a composição e impressão do renovado “Jornal de Albergaria” decorreu na FIG – Indústrias Gráficas, S.A em Coimbra, e actualmente é impresso na Gráfica .
A imprensa local, no concelho de Albergaria-a-Velha, surgiu pela
primeira vez no dia 1 de Maio de 1864 com a edição do jornal “O
Vesicatório”. Assim, assinalou-se no passado dia 1 o 157.º aniversário
da imprensa albergariense, e a 13 de Maio o 110.º aniversário
do mais longo título albergariense, o “Jornal de Albergaria”.
No próximo dia 13 de maio, o Jornal de Albergaria celebra 110 anos de vida. Para assinalar esta data tão importante vai para as bancas uma edição muito especial em formato revista.
Serão 84 páginas onde valoriza-se o melhor do concelho, a capacidade das suas gentes e é feita uma viagem pela história deste mais de um século de atividade.
História - Cultura - Arte - Educação - Saúde - Turismo - Trilhos - Moinhos - Gastronomia
ESTATUTO EDITORIAL
O “Jornal de Albergaria” é um quinzenário de informação pública geral, mas com carácter predominantemente regionalista, pluralista e independente cuja principal missão é defender os legítimos e verdadeiros interesses nacionais, regionais e concelhios, é um órgão estruturalmente independente de todos os poderes políticos, económicos, sociais, religiosos ou culturais, alargando esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes, mas em contrapartida, ativamente e aberto a tudo o que contribua para a promoção material e cultural do povo de Albergaria-a-Velha. Considera a liberdade de expressão do pensamento que se integra no direito dos cidadãos a uma informação livre e pluralista, isenta e verdadeira, no respeito pelos direitos fundamentais da pessoa humana, como essencial à defesa da paz e ao progresso político, social e económico do país.
Identificado com estes princípios, que são os da verdadeira democracia, o “Jornal de Albergaria” compromete-se, tal qual se determina no artigo 17.º da Lei de Imprensa “a respeitar os princípios deontológicos da Imprensa e a ética profissional, de modo a não poder prosseguir apenas fins comerciais, nem abusar da boa-fé dos leitores, encobrindo ou deturpando a informação”, distingue claramente as notícias – que deverão ser objetivas, circunscrevendo-se à narração, à relacionação e à análise dos factos para cujo apuramento devem ser ouvidas as diversas partes, e as opiniões, ou crónicas, que deverão ser assinadas por quem as defende, claramente identificáveis.
O “Jornal de Albergaria” recusa-se, a alimentar qualquer tipo de sensacionalismo que ponha em perigo o jornalismo de qualidade e considera que uma sociedade informada, transparente e participativa é condição base para o desenvolvimento individual e coletivo, económico e intelectual.
Jornal de Albergaria (3ª série)
RESUMO DO JORNAL
Tem data de 15 de Março de 2018 o nº 1 do novo Jornal de Albergaria agora na sua 3ª série. Tem periodicidade quinzenal e o director é Paulo Simões tendo Solange Ferreira como chefe de redação.
O Jornal de Albergaria na sua segunda série foi fundado no dia 15 de Fevereiro de 1993. Terminou em 12 de Agosto de 2011 com a publicação do nº 420. O único director desta série foi Mário Jorge de Lemos Pinto.
http://jornaldealbergaria.no.comunidades.net/
O “Jornal d'Albergaria” apareceu no dia 13 de Maio de 1911 e manteve-se durante sessenta anos.
O jornal foi fundado por Domingos Guimarães, Eugénio Ribeiro e Albérico Ribeiro.
Sendo um jornal que se publica duas vezes por mês, vimo-nos obrigados no ano passado a fazer apenas uma edição mensal por forma a garantir a continuidade. (...) Custar-nos-ia imenso que deixássemos o concelho de Sever do Vouga e toda a região, Albergaria incluída, sem um Jornal com a força vinda do passado. (...) acreditamos que um Jornal sério, humilde mas livre e frontal, é uma voz que faz falta a qualquer terra, ainda mais se se tratar de terras de que os poderes políticos e governamentais raras vezes se lembram (...)
(...) compreender-se-á facilmente porque queremos continuar e vamos continuar. Mas os nossos Assinantes, o público em geral, compreenderá que, para se continuar o "Beiral Vouga" tem de gerar receitas, que o viabilizem. Os jornais regionais vivem da sua venda, sobretudo assinaturas, e da publicidade (...) Doutra maneira não é possível e a região já viu sucumbir outros meios de comunicação social, exactamente por não ter entendido esta realidade. Afirmar isto é dizer que o Beira Vouga vai continuar (neste ou noutro formato sucedâneo se verá na altura própria) mas precisa de ajuda da sociedade em geral e das suas instituições também. (...)
Mas pedimos que sejam todos a tomar idêntica atitude, e não apenas alguns, num movimento que ajude a criar as condições de sobrevivência e de motivação num Jornal que tem passado, tem presente e todos nós deveremos agir para que tenha futuro. Foi essa a promessa que fizemos, já lá vai uma data de anos, ao proprietário anterior, Senhor Augusto Silva, que me cedeu a sua posição com uma mágoa notória no peito por sentir que não tinha condições para garantir esse mesmo futuro. A actual Direcção do Beira Vouga tudo fará para continuar a garantir à memória do Augusto Silva que não se esqueceu do abraço que, já lá vão bastantes anos, selou esse compromisso. (...)
Pedimos por isso às pessoas da nossa zona, às empresas e instituições que se façam Assinantes. Estamos a falar de um custo de 15 euros anuais. Quantia simbólica que nem sequer compensa o pagamento aos Correios a distribuição que fazem - tarde e a más horas em certas zonas do país - para entregarem o Jornal na casa dos seus Assinantes.
(...)
Lino Vinhal. Beira Vouga, Edição de Fevereiro de 2021
Fundado, em 1941, por Vasco de Lemos Mourisca, o Jornal Beira Vouga durante vários anos serviu apenas o concelho de Albergaria-a-Velha.(1) A sua primeira fase teve a duração de 12 anos (1941/1953) e chegou a ter Augusto Martins Pereira como seu proprietário.
Em 1962 o Beira Vouga dá inicio a sua segunda fase e ressurge pelas mãos de José Figueiredo, proprietário da Tipografia Vouga e agora também do jornal. A partir de 1980, as dificuldades económicas fazem com que as saídas sejam irregulares e em 1985 Fausto Meireles retoma a publicação.
Mais tarde, pelas mãos de Augusto Silva, novo proprietário do jornal, o Beira Vouga passa a abranger também Sever do Vouga. Numa fase mais recente, depois de mais de dez anos, à frente do jornal, Augusto Silva, cujo esforço para manter esta publicação deve ser reconhecido, despediu-se do título e, em Maio de 2005, o Beira Vouga passou a fazer parte do Grupo Media Centro.
(1) O titulo do quinzenário, era assim justificado: «Escolhemos para título jornal «Beira Vouga», pretendendo com ele significar que não viemos só em defesa dos interesses da vila, mas, mais extensamente, nos de toda a região por onde o Vouga serpeia, argênteo e belo. É neste sentido que entendemos a palavra localismo supra-citada».
No dia 3 de Maio de 2014 participei, na qualidade de director do Jornal de Albergaria durante 18 anos (1993-2011), numa mesa redonda, realizada no âmbito da exposição comemorativa dos 150 Anos de Imprensa Local no Concelho de Albergaria, a decorrer na Biblioteca Municipal.
A exposição é um acontecimento imperdível para os albergarienses, que poderão visitar os cabeçalhos e algumas páginas dos jornais que ao longo dos decénios aqui se foram publicando. É sobretudo uma oportunidade para, certamente com alguma surpresa, se verificar como era pujante a intervenção cívica dos cidadãos em épocas recuadas.
Do muito que de importante foi dito nessa mesa redonda, e do longo rosário de dificuldades, em confronto com a profusão de títulos que já se publicaram, ficou a apreensão pelo futuro da imprensa local, e concretamente da imprensa local em Albergaria. No fim de contas, que futuro para a nossa imprensa local?
Importa precisar que um jornal local não é um jornal que se “faz” e se vende numa localidade: ele é “local” em atenção ao seu específico conteúdo, predominantemente virado para os factos e pessoas da localidade que é o seu espaço físico e pessoal de observação.
JORNAL E PÚBLICO LEITOR
A imprensa local pressupõe um binómio incindível: um jornal e um público leitor. Um jornal só existe se houver quem o leia; um público leitor só é leitor se tiver um jornal que lhe interesse ler.
A questão que se coloca terá necessariamente de ser esta: o jornal local surge, porque já há um público para ele; ou o público será leitor, se houver um jornal local que o atraia?
Antigamente, e apesar das elevadas taxas de analfabetismo, em qualquer localidade havia um público leitor para as notícias que lhe importavam mais de perto. A inexistência de outros meios de comunicação, a coesão das comunidades, a importância, elevada, que os pequenos/grandes acontecimentos significavam para as pessoas, a necessidade afectiva dos que emigravam de saberem das coisas da sua terra e dos seus, a pontificação de líderes de opinião (licenciados, professores, proprietários, comerciantes), políticos (os caciques) e não só, intervindo activamente nos assuntos comunitários – eram ingredientes óptimos para que os jornais locais surgissem e proliferassem.
Havia, naturalmente, um público leitor propício a receber o jornal, a “consumir”. E os jornais surgiam, em épocas em que certamente até seria mais difícil conceber a sua existência, considerando a logística da sua composição tipográfica, as dificuldades de comunicação, a censura.
Apesar dos avanços tecnológicos e da informática, hoje as coisas não são assim. São piores.
Dada a frenética mobilidade populacional, com os caudais de pessoas que tão depressa vêm residir em Albergaria (e nas outras localidades é o mesmo), como daqui saem, as comunidades estão desestruturadas e desenraizadas. As pessoas estão cada vez mais de passagem, sem chegarem a criar laços afectivos profundos com uma localidade. Infelizmente, Albergaria derrapa perigosamente para ser uma localidade “de-onde-não-se-é”, ou seja, corre-se o risco de ser uma terra cujos habitantes estão de passagem, sem que alguma vez cheguem a criar raízes.
Assim sendo (ou quando assim for), diminuirá, abaixo do mínimo de subsistência, o público que se interesse pela história de Albergaria, pelos
seus antigos, pelas suas tradições ou costumes, pelos seus problemas, pelo seu quotidiano e, pior que isso, pelo seu futuro. E deixará de haver massa crítica que consuma e suporte um jornal local.
O “FAZER-PARTE-DE”
Só que isso é muito perigoso. A desagregação comunitária é um risco imenso e de consequências graves. É, desde logo, a própria negação da sociabilidade, pois as pessoas vivem em comunidade, e é em comunidade que se efectiva a sua dimensão primordial de ser social, de ‘homo gregarius’, enquanto manifestação da própria dignidade da pessoa humana. Sem comunidade, sem a consciência de pertença a um grupo, a pessoa estiola intelectualmente e afectivamente. Acresce que a sua consciência de pertença, de “fazer-parte-de” é um pressuposto básico da própria democracia, como modo de governo da coisa pública, sobretudo na sua configuração mais exigente de democracia participativa, e portanto da sua realização enquanto ‘homo politicus’.
É por isso que a sociedade só se realiza plena e democraticamente desde que os seus elementos participem activamente no seu fluir histórico. Mas para participarem, é necessário que tenham a consciência de a integrar, de pertença.
Ora, qualquer intenção de inclusão, de “fazer-parte-de”, fracassará se não houver o conhecimento do todo social, na sua dimensão histórica e fenomenológica. E aí a imprensa local desempenha um papel ingente, revelando o que foi, discutindo o que é, projectando o que será.
É por esta ordem de razões que a subsistência da imprensa local é um desígnio de natureza pública, isto é, de interesse público, que não pode ser deixado ao alvedrio das regras de mercado, de ser ou não rentável ou sustentável. Deve ser apoiada pela sociedade politicamente organizada, porque (por paradoxal que seja) só assim a imprensa local será livre e cumprirá a sua função de “integrador comunitário”.
E portanto, ao contrário do que acontecia antigamente, em que era o público que fomentava os jornais locais, bem me parece que hoje o sentido tem de ser outro: é o jornal local que, com a sua qualidade, criará o público leitor, contribuindo positivamente para a coesão da comunidade. Mas para ter a necessária qualidade, o jornal tem de ser persistente, o que não é compatível com regras de mercado, de estreita e redutora contabilidade de receitas e despesas. Tem de ser apoiado, porque é do interesse público que se trata.
Mário Jorge Lemos Pinto, Correio de Albergaria, 14/05/2014
Foi o único director na 2ª série do Jornal de Albergaria que durou 18 anos. Curiosamente verificou-se no último ano o desaparecimento do Correio de Albergaria mas mantém-se o Jornal de Albergaria que reapareceu, na sua 3ª série, em 2018.
Por vezes há projectos e ideias de livros que podem ser adiados ou substituídos por outros.
- Foi adjudicado à historiadora Raquel Varela um serviço de investigação especializada e criação de um livro sobre a História económico-social de Albergaria-a-Velha no século XX. Já está concluído o projecto "História Social de Albergaria-a-Velha" (2017-2019).
- Luís Altino e José Silva encontravam-se a elaborar um livro que teria como tema "O Associativismo em Angeja". Consultadas as monografias locais e outras fontes bibliográficas, começaram por entrevistar pessoas mais velhas, as Direcções das colectividades e outras entidades. Entretanto a página "História de Angeja" deixou de ser actualizada sinal de que podem ter deixado de lado esses projectos. José Silva também tinha iniciado um trabalho sobre a Toponímia de Angeja.
- Livro sobre ARMAB - Nélia Oliveira
- Livro sobre Emigração do Dr. Delfim Bismarck Ferreira
(...)
Homenagem a Albuquerque Pinho
Aquando do falecimento do Dr. Albuquerque Pinho (1921-2002) foi divulgado que teriam ficado por publicar vários títulos, alguns em co-autoria com o Dr. Delfim Bismarck Ferreira:
- Roteiro de Arte Nova;
- Personalidades;
- Jornais de Albergaria;
- Colectânea de artigos publicados na imprensa albergariense;
- Livro de Poemas;
- Monografia de Alquerubim.
Seria aconselhável que alguma instituição da nossa terra (Câmara, Assemb. Municipal, Arquivo, ou outra) pudesse realizar uma exposição em homenagem ao Dr. Albuquerque Pinho e ainda promovesse a edição de alguns dos trabalhos que deixou por publicar ou de algum livro ou brochura que o lembrasse.
Disponibilização na internet de livros de autores albergarienses
A C.M. Albergaria-a-Velha, ainda na altura do Dr. Rui Marques, chegou a ponderar a reedição das monografias do Dr. António Pinho e do Dr. Ricardo Souto. A internet (página da edilidade, googlebooks, outro local) poderia ser um espaço privilegiado para ter essas obras e outras antigas. Na internet poderiam ser disponibilizados livros de autores albergarienses quer sejam edições da Câmara, autorizados pelos seus autores ou pelos herdeiros ou até outras situações semelhantes.
Sugestões de temáticas para outros livros:
- Sport Clube Alba / Clube de Albergaria / Outras associações ou colectividades
- Desporto em Albergaria
- Imagens do Passado Redux (versão actualizada do anterior livro)
- Fotografias de Albergaria-a-Velha
- Postais de Albergaria
- Arquivo João de Pinho
- Foto Gomes
- Tradições, Folclore
- Albergaria Passado e Presente
- Albergaria no Século XIX, Albergaria no Século XX, Albergaria no Século XXI
- Albergaria no Estado Novo
- Albergaria-a-Velha 1974, Albergaria-a-Velha 1999
A mais recente edição do Jornal de Albergaria contém um suplemento especial dedicado aos 185 anos da fundação do concelho de Albergaria-a-Velha.
Trata-se de uma boa ideia porque este tipo de iniciativas permite angariar bastante publicidade de empresas que se querem associar à iniciativa além de ficar como um documento para o futuro.
Conteúdo
- História do Município *
- Marcos em Albergaria em homenagem a à Rainha D. Teresa (Estátua, Lápide, Albergue de Peregrinos) e dados biográficos
- Presidentes da Câmara (1835-2020) com identificação, períodos em que foram presidente e pequena imagem quando disponível *
- Comemorações dos 185 anos
- Terra de tradições de água, pão e moinhos
- Mensagem dos presidentes: do mais antigo dos presidentes vivos (Fernando de Almeida 1981-1986) e do actual Presidente da Câmara (António Loureiro 2013-)
* retirado da brochura dos 179 anos
Apesar da iniciativa ser de aplaudir há alguns pormenores que poderiam melhorar o suplemento nomeadamente uma capa mais apelativa, um grafismo diferente do cabeçalho com o nome do suplemento (que segue o grafismo dos cabeçalhos habituais do jornal mas que não ficou tão bem no caso do suplemento) e a inclusão de mais alguns textos sobre a terra. Parece pouco um texto que incide sobretudo nos moinhos e os textos dos dois presidentes. Neste caso a culpa talvez não seja da publicação porque os outros antigos presidentes poderiam não estar receptivos a colaborar mas de certeza seria uma mais-valia.
A inclusão de alguma da informação da brochura dos 179 anos é de aplaudir porque a tiragem foi limitada e não foi conhecida de toda a gente.
Graças à iniciativa do jornal foi possível saber com alguma antecedência qual será o programa das comemorações dos 185 anos bem como os nomes dos medalhados do dia do município.
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A publicação deste número do jornal teve ainda um patrocínio especial com a inclusão de uma capa falsa patrocinada pela Remax. Em duas das páginas, nomeadamente numa com os colaboradores da imobiliária, tiveram o cuidado de colocar uma imagem de fundo com o torreão e a biblioteca, no entanto poderia ter ficado para a história, associando-se aos 185 anos do concelho, caso adaptassem a publicidade oficial da Remax, que inclui vários monumentos nacionais, à realidade da nossa localidade e permitindo também que algum artista local pudesse marcar esta iniciativa.
A série “História da imprensa periódica na vila de Angeja” publicada por José Silva na sua página de facebook teve os seus primeiros passos no início de 2017 com O BOUQUET D`ANGEJA e A VOZ D`ANGEJA. Um dos maiores interesses será o facto da série não pretender abordar apenas os periódicos mais relevantes.
Apesar do projecto estar parado está prometido um regresso ao mesmo. "Um projeto inacabado mas do qual ainda não desisti" - José Silva, 04/01/2020
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19 de janeiro de 2017
Da série
“História da imprensa periódica na vila de Angeja”
A VOZ D`ANGEJA
Semanário que teve a sua primeira edição em 29 de Julho de 1906, formato 45x28 e qua
7 de janeiro de 2017
Da série
“História da imprensa periódica na vila de Angeja”
O BOUQUET D`ANGEJA
Semanário literário que teve a sua primeira edição em 08 de Março de 1887, formato 39x27. Foi o segundo jornal a surgir no concelho de Albergaria-a-Velha....
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Um resumo da história da imprensa no concelho de Albergaria-a-Velha pode ser visto na obra: PINHO, António Fortunato de, "Albergaria-a-Velha e o seu Concelho", Albergaria-a-Velha, Tipografia Vouga, 1957" e no catálogo da exposição "A Imprensa em Albergaria-a-Velha", de 2014.- Delfim Bismarck, 05/01/2017
Sem duvida, contudo em relacao a Angeja apenas sao abordados os periodicos mais relevantes. - José Silva, 05/01/2017
O Município de Albergaria-a-Velha e a ADERAV – Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro organizam, a 21 de dezembro, a sessão de apresentação do livro O Concelho de Albergaria-a-Velha na I Guerra Mundial (1914-1918), da autoria de Delfim Bismarck Ferreira. A iniciativa tem lugar na Biblioteca Municipal, pelas 16h00. A entrada é livre.
Durante a participação de Portugal na I Guerra Mundial, no período decorrido de 1914 a 1918, foram mais de 100 000 os militares portugueses que partiram para África e para a Flandres. Daí, resultariam cerca de 40 000 baixas, a morte de cerca de 8000 homens, cerca de 6000 desapareceram e mais de 7000 foram feitos prisioneiros pelas tropas inimigas, não contabilizando os que regressaram com um estado de saúde debilitado, alguns dos quais faleceriam pouco tempo depois e outros sofrendo de diversos tipos de doenças ao longo da vida.
Com a presente obra, o autor procura caracterizar o ambiente que se vivia nesse período e, acima de tudo, identificar e biografar os cidadãos naturais e residentes no concelho de Albergaria-a-Velha que subitamente se viram envolvidos na Grande Guerra e que participaram no maior acontecimento bélico da História da Humanidade.
Foram pelo menos 230 os Albergarienses que participaram militarmente na I Guerra Mundial, distribuídos da seguinte forma pelas suas freguesias de origem: Albergaria-a-Velha 46, Alquerubim 36, Angeja 27, Branca 38, Frossos 9, Ribeira de Fráguas 16, São João de Loure 32 e Valmaior 26, acrescidos de 22 militares que não sendo naturais deste concelho, aqui casaram ou residiram. Destes, faleceram pelo menos 9 militares.
Para Delfim Bismarck Ferreira, “aqui fica uma singela homenagem a todos aqueles que participaram na I Guerra Mundial, defendendo e honrando o nome do concelho de Albergaria-a-Velha e de Portugal, fosse em África ou na Europa”.
Vai ser apresentado, a 9 de novembro, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha, o volume 6 da Revista Albergue - História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha.
No Editorial da edição, que vai ser divulgada nessa cerimónia, Delfim Bismarck, Vice-Presidente do Município e diretor da publicação, assume que se trata de “um veículo de inventariação, preservação, valorização e divulgação da História e do Património do Concelho de Albergaria-a-Velha”.
Assinalando que é crescente o número de leitores, assim como o dos investigadores que contribuem com trabalhos de sua autoria sobre o Concelho, Delfim Bismark observa que a publicação contribui para o aprofundamento de conhecimentos e alimenta a curiosidade dos que querem mais informação sobre o legado dos nossos antepassados.
Arqueologia, estudo da flora e da fauna da Pateira de Frossos, assim como o património arqueológico, azulejar e religioso e, ainda, aspetos relacionados com a Companhia de Celulose do Caima, entre outros, são temas para artigos que formatam as páginas desta edição.
Na capa surge estampada uma imagem de um retrato a óleo de William Cruickshank, empresário inglês. Empreendedor que fica ligado a dois investimentos industriais efetuados no séc. XIX no Concelho de Albergaria-a-Velha: Companhia Celulose do Caima e Minas do Palhal.
Telhadela, aldeia da freguesia da Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha, apresenta um valioso legado comunitário, é terra pródiga em agricultores, extratores de barro, mineiros, emigrantes, capitalistas filantropos, comerciantes e curiosos.
Este livro procura contar a história (ou, como o título indica, continuar a Construção de uma Memória) da povoação, desde os primeiros sinais do Homem no território até à atualidade, servindo de complemento ao livro "Telhadela - Perspectiva Histórica e Etnográfica", publicado em 2009.
Assim, o leitor pode encontrar aqui alguns dos factos mais relevantes da vida de Telhadela, contextualizados e apresentados de forma cronológica; bem como algumas biografias. Para além disso, na terceira parte, o livro compila três artigos sobre a história da aldeia publicados na revista Albergue, que evidenciam diferentes facetas da história de Telhadela: a sua história pré-romana; o seu passado mineiro; a sua dívida incalculável que contraiu para com capitalistas filantropos, nomeadamente para com a família Pinto.
(contracapa do livro)
CONVITE
O Grupo Recreativo e Cultural de Telhadela honra-se de dez anos depois, promover a edição de um novo livro sobre a história de Telhadela. Este trabalho, absolutamente inédito, intitula-se “Telhadela – Construção de uma Memória”, cujo lançamento está previsto para o dia 2 de Novembro de 2019.
Esta obra é da autoria de Nuno Jesus e Rafael Marques Vigário, o qual conta com o prefácio do historiador Dr. Delfim Bismarck Ferreira. Contém 300 páginas com cerca 150 fotos inéditas relativas à aldeia e terá uma edição limitada a 250 exemplares.
O livro pretende construir, tal como sugere o título, o desenvolvimento histórico da localidade, desde a citânia do Cabeço dos Mouros, passando pelo presumível assento da cidade romana de Talábriga, cruzando o ano de 994, como data da provável primeira referência escrita conhecida a Telhadela. Um caminho medieval descoberto em 2018 veio trazer outra luz sobre a posição estratégica que esta localidade teve na Baixa Idade Média. A importância deste lugar sobressai nas Inquirições de D. Dinis, onde se dá destaque aos poderosos proprietários em Telhadela.
De permeio, a surpresa de uma paróquia que já o é, há mais tempo do que se julgava, e consagrada a outro padroeiro, que não o atual.
À luz desses novos conhecimentos, este trabalho procurará contar a História (ou, como o título indica, continuar com a Construção de uma Memória) de Telhadela desde os primeiros sinais de humanos no território até à atualidade, evitando ao máximo repetir temas e conteúdos do livro Telhadela - Perspectiva Histórica e Etnográfica. O livro que agora se publica é, pois, uma continuação e complemento dessa obra e não um substituto.
Naturalmente este trabalho termina no presente, com a histórica subida à primeira divisão distrital, da nossa equipa sénior de futsal.
Grupo Recreativo e Cultural de Telhadela - a direção
> Albergaria-a-Velha 1910 - Da Monarquia à República - Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário > Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha - Século XVIII - Delfim dos Santos Bismarck Álvares Ferreira > A terra de Vouga nos séculos IX a XIV - Território e Nobreza - Delfim Bismarck Ferreira > Moinhos do Concelho de Albergaria-a-Velha - Armando Carvalho Ferreira e Delfim Bismarck Ferreira > O combate de Albergaria - A Região de Albergaria-a-Velha e Estarreja durante a Invasão Francesa de 1809 - Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário > "Alba - Uma marca portuguesa no mundo", Delfim Bismarck Ferreira e Pedro Martins Pereira > Alba - Uma marca portuguesa de automóveis (1952 - 1961) - José Barros Rodrigues > Albergaria-a-Velha e o Seu Concelho - António de Pinho > Carta do Couto de Osseloa 1117 - Maria Alegria F. Marques > Guerra Peninsular > Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha : subsídios para a sua história - Delfim Bismarck Ferreira > Estalagem Dos Padres - Delfim Bismarck Ferreira > Albergaria Love & Food > Albergaria-a-Velha: Imagens do Passado - Delfim Bismarck Ferreira > Valmaior Ao Longo dos Séculos - Delfim Bismarck Ferreira > Ribeira de Fráguas - A Sua História - Nélia Oliveira e Nuno Jesus > Carta de Foral da Vila de Frossos - António Tavares Simões Capão > Telhadela - Perspectiva Histórica e Etnográfica - Nuno Jesus, Emília Campos e Vera Marques > As Pontes de São João de Loure (1896-2006) - Delfim Bismarck Ferreira > Angeja - Vila do Baixo Vouga - António Homem de Albuquerque Pinho > Auranca e a Vila da Branca - Nélia Maria Martins de Almeida Oliveira (outros) https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_livros_sobre_Albergaria-a-Velha
16.30 - Receção aos convidados
17.00 - Inicio das comemorações do 30º Aniversário da Elevação da Branca a Vila
Inauguração oficial do Salão Nobre e intervenção das entidades oficiais
17.30 - Apresentação do Livro "Dos Autarcas Branquenses: 183 anos de história local", da autora Branquense Nélia Oliveira
18.00 - Homenagem aos antigos Presidentes de Assembleia de Freguesia
18.30 - Encerramento
Branca celebra 30 anos de Vila!
Estão de Parabéns a Junta e a Assembleia de Freguesia da Branca pela homenagem aos autarcas Branquenses que contribuiram para o crescimento e desenvolvimento da Freguesia ao longo dos seus 183 anos de história!
O meu abraço especial para o Fernando Ferreira, o Presidente da Junta com mais anos de mandato, com quem tive o prazer e o privilégio de trabalhar enquanto Vereador, e para o Dr. Flausino Silva, hoje também homenageado na qualidade de ex Presidente da Assembleia de Freguesia. Este fez uma intervenção à altura do acontecimento, no conteúdo e na forma, demonstrativo do seu carácter mas também da sua inegável dimensão intelectual e cultural.
Felicito, também, a Dr.a Nélia Maria Oliveira por mais um importante contributo que dá para a História Local, da Branca e do Município de Albergaria-a-Velha.
José Licinio Pimenta, Facebook, 30/06/2019
[Presidente da Junta] Referiu que aquando do vigésimo quinto aniversário, as celebrações foram de maior vulto porque assim se justificava, tendo então sido prestada homenagem pública a todos os que fizeram parte da história da freguesia, destacando o Dr. Flausino Silva, grande obreiro da elevação a esta categoria. Destacou ainda o trabalho da Dra. Nélia Oliveira na recolha de elementos que então levou a cabo e que tornou possível aquela celebração.