Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
Mostrar mensagens com a etiqueta postais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta postais. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
Albergaria 1930
Albergaria de Hoje (1930)
O presente cliché, é um interessante aspecto de Albergaria — a Praça Ferreira Tavares e Avenida da Liberdade.
A fotografia foi-nos amavelmente cedida pelo nosso amigo Fausto Vidal, hábil fotografo-amador desta vila, sendo uma das numerosas que tirou e que com intuitos meramente patrioticos mandou editar para que se divulguem as belezas da nossa terra.
A colecção que nos foi facultada é interessante, com paisagens bem escolhidas e óptima fotografia, devendo ser posta á venda dentro em breve.
Estamos convencidos de que todos os albergarienses compreenderão bem as vantagens duma larga expansão das belezas da nossa terra por toda a parte e assim de esperar é que acorram a adquiri-la.
Albergaria necessita de ser conhecida fora de portas, paia que os touristes venham aqui admirar os panoramas soberbos que se disfrutam e ao mesmo tempo encher os pulmões de ar puro.
Porque a nossa terra é priveligiada: alia ao belo e útil.
Mas não é só Albergaria. Os seus arredores e todas as freguesias de que se compõe o seu concelho, são duma beleza única, que merece ser admirada por todos.
Gazeta de Albergaria, 20/12/1930
sábado, 16 de março de 2019
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Postais 1993 - edição Rota da Luz
Região de Turismo da Rota da Luz
PUBLICAÇÃO:
[Aveiro] : R.L., [D.L. 1993] ( Anadia: -- Lito Anadia)
DESCR. FÍSICA:
1 pasta (6 postais) : color. ; 11x15 cm
CONTÉM:
Lápide de Albergaria
Rio Vouga
Senhora do Socorro: romaria
Angeja: igreja matriz
Pateira de Fossos: cegonhas
Dólmens do Taco: escavações arqueológicas
Imagens : Delcampe
BNP
PUBLICAÇÃO:
[Aveiro] : R.L., [D.L. 1993] ( Anadia: -- Lito Anadia)
DESCR. FÍSICA:
1 pasta (6 postais) : color. ; 11x15 cm
CONTÉM:
Lápide de Albergaria
Rio Vouga
Senhora do Socorro: romaria
Angeja: igreja matriz
Pateira de Fossos: cegonhas
Dólmens do Taco: escavações arqueológicas
Imagens : Delcampe
BNP
quinta-feira, 5 de junho de 2014
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Fotografias de João Fortunato de Pinho
No âmbito de um protocolo celebrado com o Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, João Manuel Estrela de Pinho Dias, neto do artista Albergariense João de Pinho, cedeu dois álbuns de fotografias do seu avô, que contêm imagens do final do século XIX e início do século XX.
João Fortunato de Pinho, para além de desenhar e pintar, foi fotógrafo amador quando esta arte era uma novidade em Portugal, tendo ainda fundado, em 1896, o jornal Correio de Albergaria. Nos dois álbuns cedidos ao Arquivo Municipal, encontram-se dezenas de fotografias antigas de locais do Concelho – Fábrica de Papel de Valmaior, Praça Comendador Ferreira Tavares, Quinta da Boa Vista, Igrejas de Alquerubim e Angeja - bem como de alguns eventos importantes – o Carnaval de Albergaria-a-Velha ou a primeira excursão de comboio da Vila da Feira até Albergaria-a-Velha.
O Arquivo Municipal, na sua missão de preservação, tratamento e difusão de importantes documentos históricos, vai proceder à digitalização das imagens, que ficarão guardadas na coleção “Fotografias de Albergaria-a-Velha”. Os dois álbuns originais serão, depois, devolvidos ao proprietário, juntamente com as digitalizações feitas pelos técnicos do Arquivo.
Estas fotografias vêm enriquecer o património arquivístico do Município, dando-se, assim, mais um passo na preservação da nossa memória coletiva.
Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, “o presente acervo de imagens é de grande importância para o concelho de Albergaria-a-Velha bem como para a região de Aveiro, já que aqui podemos encontrar imagens únicas de diversos aspetos desta e de outras regiões do país. Em muitos casos, apresentam igualmente as únicas imagens conhecidas de algumas personalidades do concelho”.
CMAAV, 13/02/2014
DADOS BIOGRÁFICOS DE JOÃO DE PINHO
Natural de Albergaria pertencia à família da célebre e bicentenária Estalagem dos Padres. Era um artista: desenhava, pintava e era fotógrafo amador quando esta arte dava os primeiros passos no País.
Em 1896, com 25 anos, fundou e dirigiu o jornal "Correio d'Albergaria" que durou até 1908.
Lançou a primeira colecção de 14 postais ilustrados de Albergaria-a-Velha, em 1908, com clichés [fotos] por ele realizados em 1907 e 1908 e mandados imprimir em Paris.
Dedicou-se à busca de documentos sobre a história da região, muitos dos quais publicou no "Jornal de Albergaria", bem como publicou um pequeno volume, no começo do século, sobre o Convento de Serém e as ligações constantes dos seus frades com Albergaria. Foi tesoureiro de Finanças em Albergaria e em outras vilas e cidades.
Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha"
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2011/04/joao-pinho-1871-1939.html
João Fortunato de Pinho, para além de desenhar e pintar, foi fotógrafo amador quando esta arte era uma novidade em Portugal, tendo ainda fundado, em 1896, o jornal Correio de Albergaria. Nos dois álbuns cedidos ao Arquivo Municipal, encontram-se dezenas de fotografias antigas de locais do Concelho – Fábrica de Papel de Valmaior, Praça Comendador Ferreira Tavares, Quinta da Boa Vista, Igrejas de Alquerubim e Angeja - bem como de alguns eventos importantes – o Carnaval de Albergaria-a-Velha ou a primeira excursão de comboio da Vila da Feira até Albergaria-a-Velha.
O Arquivo Municipal, na sua missão de preservação, tratamento e difusão de importantes documentos históricos, vai proceder à digitalização das imagens, que ficarão guardadas na coleção “Fotografias de Albergaria-a-Velha”. Os dois álbuns originais serão, depois, devolvidos ao proprietário, juntamente com as digitalizações feitas pelos técnicos do Arquivo.
Estas fotografias vêm enriquecer o património arquivístico do Município, dando-se, assim, mais um passo na preservação da nossa memória coletiva.
Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, “o presente acervo de imagens é de grande importância para o concelho de Albergaria-a-Velha bem como para a região de Aveiro, já que aqui podemos encontrar imagens únicas de diversos aspetos desta e de outras regiões do país. Em muitos casos, apresentam igualmente as únicas imagens conhecidas de algumas personalidades do concelho”.
CMAAV, 13/02/2014
DADOS BIOGRÁFICOS DE JOÃO DE PINHO
Natural de Albergaria pertencia à família da célebre e bicentenária Estalagem dos Padres. Era um artista: desenhava, pintava e era fotógrafo amador quando esta arte dava os primeiros passos no País.
Em 1896, com 25 anos, fundou e dirigiu o jornal "Correio d'Albergaria" que durou até 1908.
Lançou a primeira colecção de 14 postais ilustrados de Albergaria-a-Velha, em 1908, com clichés [fotos] por ele realizados em 1907 e 1908 e mandados imprimir em Paris.
Dedicou-se à busca de documentos sobre a história da região, muitos dos quais publicou no "Jornal de Albergaria", bem como publicou um pequeno volume, no começo do século, sobre o Convento de Serém e as ligações constantes dos seus frades com Albergaria. Foi tesoureiro de Finanças em Albergaria e em outras vilas e cidades.
Fonte: António Homem de Albuquerque Pinho, "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha"
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2011/04/joao-pinho-1871-1939.html
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Dois Postais e Albergaria Ontem
Para a História de Albergaria - Dois postais e 'Albergaria Ontem'
(…) em meados de Julho seguinte [1908] eram postos à venda os 14 postais coloridos, com uma tiragem de mil exemplares de cada.
A edição pertencia a Manoel d'Oliveira Campos e António Marques Pereira que eram proprietários das duas mais importantes casas comerciais da vila.
Os assuntos dos postais são os seguintes: dois aspectos da Avenida da Praça Nova; dois da Rua de Santo António; vista geral dos Paços do Concelho e Cadeia; Rua do Hospital; dois aspectos do Largo do Chafariz; dois do Bairro d'Alagoa; Casa da Fonte e Rua de Campinho; vista do Soito; vista do Chorão dos Pelames; vista da Igreja do lado de Campinho e parte interior da Igreja.
O postal em causa foi escrito no Porto e lançado ao correio em 06/05/1909, por um comerciante, João Augusto Corrêa, que não sei se seria do nosso concelho, e dirigido a um irmão, provavelmente caixeiro viajante ao cuidado da posta restante em Oliveira de Azeméis. Daqui peregrinou em busca do destinatário pela Vila da Seixa até chegar ao Hotel Avenida em Coimbra, donde veio a regressar ao remetente no Porto, no dia 15 de Maio, como atestam as inscrições e os seis carimbos do correio no verso.
(…)
Para além das observações já anotadas no artigo [do número anterior] de António José Vinhas, acrescento que ainda documenta a existência, na Praça, das frondosas austrálias que a ensombravam e protegiam dos calores estivais havia dezenas de anos e que iriam ser quase todas cortadas ainda nesse ano, como pode ler-se no «Correio d'Albergaria», para virem a ser substituídas por árvores de menor porte.
Esta decisão da Câmara, então presidida por Domingos Guimarães, Director da Fábrica de Papel de Valmaior, procurava o embelezamento da Praça Ferreira Tavares, para o que também se encarregou o mestre de obras José Vidal de fazer a planta e apresentar um orçamento para a sua regularização. Dois anos depois, já emoldurada com os Lancis de granito, iniciava-se a macadamização da rua envolvente, obra que veio a ser concluída pelo Dr. Jaime Ferreira que também mandou ensaibrar e regularizar o piso da própria praça.
POSTAL PUBLICADO NA QUARTA PÁGINA
Faz parte de uma nova colecção de 12 postais, não coloridos, com aspectos de Albergaria-a-Velha e Valmaior. Foram postos à venda em Agosto de 1913. Cada postal custava 1 centavo (10 réis), enquanto os anteriores custavam 30 réis.
A edição era de «A Central», o grande estabelecimento comercial que António Marques Pereira possuiu durante cerca de meio século no Largo 1.º de Dezembro, onde entroncava a estrada que vinha de Viseu.
Provavelmente porque a anterior edição se encontraria esgotada, um dos editores mandava executar, apenas 5 anos depois, uma outra. Não é caso para estranhar porque o postal ilustrado e a carta eram as formas correntes de comunicação à distância, para além de estar já em moda o coleccionamento de postais.
Apenas cinco anos decorridos, é sensível a diferença verificada na Avenida. Não só o nome passa a ser Avenida da Liberdade, no que antes se conhecia por Avenida da Praça Nova e oficialmente se designava por Avenida Luiz Quillinan, mas o que, no primeiro postal, aparece ainda como projecto tosco, começa agora a ter o aspecto com que iria manter-se por largos anos.
Nos passeios, já com lancis, despontam as primeiras árvores protectoramente engradadas. Tinham sido mandadas plantar no Inverno de 1911, mas, já no verão, várias tinham morrido ou sido partidas pelo «vandalismo» de que se queixava o «Jornal d'Albergaria». Foram depois substituídas e protegidas como se vê no postal. Mesmo assim não vingaram muito tempo, pois em 1918, a Câmara, presidida então pelo Dr. Francisco António de Miranda, mandou plantar outras que custaram 7$55.
Para além do já referido, também se verifica, nesses cinco anos decorridos entre as duas fotografias, que surgiram numerosas construções, entre as quais avulta, significativamente, uma situada a meio do lado esquerdo da Avenida. É a casa onde, a partir dos anos 30 durante dezenas de anos, foi a residência e consultório do Dr. Flausino Corrêa que fez de Albergaria a sua terra e a serviu com entrega devotada que muitos recordarão gratamente.
Essa casa, demolida há anos e substituída por um prédio de andares, foi considerada na época como um lindo «palacete». Concluída em 1911, pertenceu a Germano Araújo, durante longos anos Secretário da Câmara e foi obra do «habil architecto desta villa, sr. António Marques Pereira», como refere o jornal.
Anoto, por fim, que a fotografia foi tirada num domingo de manhã, dia em que se realizava o mercado semanal na Praça Ferreira Tavares. Ao cimo da Avenida vê-se o mostruário de venda da louça de barro espalhada no chão ensaibrado do passeio do lado direito. Era produto da antiga e afamada «Fábrica de Loiça da Biscaia», nos arredores de Assilhó.
Eis o que me ocorre sobre os postais publicados no número anterior deste jornal.
Embora o estudo da evolução da zona central de Albergaria-a-Velha tenha de ficar para mais tarde, creio que seria pena que estes elementos. agora revelados, se viessem a perder.
Albuquerque Pinho, Beira Vouga, Albergaria-a-Velha, 15 de Abril de 1987.
(…) em meados de Julho seguinte [1908] eram postos à venda os 14 postais coloridos, com uma tiragem de mil exemplares de cada.
A edição pertencia a Manoel d'Oliveira Campos e António Marques Pereira que eram proprietários das duas mais importantes casas comerciais da vila.
Os assuntos dos postais são os seguintes: dois aspectos da Avenida da Praça Nova; dois da Rua de Santo António; vista geral dos Paços do Concelho e Cadeia; Rua do Hospital; dois aspectos do Largo do Chafariz; dois do Bairro d'Alagoa; Casa da Fonte e Rua de Campinho; vista do Soito; vista do Chorão dos Pelames; vista da Igreja do lado de Campinho e parte interior da Igreja.
O postal em causa foi escrito no Porto e lançado ao correio em 06/05/1909, por um comerciante, João Augusto Corrêa, que não sei se seria do nosso concelho, e dirigido a um irmão, provavelmente caixeiro viajante ao cuidado da posta restante em Oliveira de Azeméis. Daqui peregrinou em busca do destinatário pela Vila da Seixa até chegar ao Hotel Avenida em Coimbra, donde veio a regressar ao remetente no Porto, no dia 15 de Maio, como atestam as inscrições e os seis carimbos do correio no verso.
(…)
Para além das observações já anotadas no artigo [do número anterior] de António José Vinhas, acrescento que ainda documenta a existência, na Praça, das frondosas austrálias que a ensombravam e protegiam dos calores estivais havia dezenas de anos e que iriam ser quase todas cortadas ainda nesse ano, como pode ler-se no «Correio d'Albergaria», para virem a ser substituídas por árvores de menor porte.
Esta decisão da Câmara, então presidida por Domingos Guimarães, Director da Fábrica de Papel de Valmaior, procurava o embelezamento da Praça Ferreira Tavares, para o que também se encarregou o mestre de obras José Vidal de fazer a planta e apresentar um orçamento para a sua regularização. Dois anos depois, já emoldurada com os Lancis de granito, iniciava-se a macadamização da rua envolvente, obra que veio a ser concluída pelo Dr. Jaime Ferreira que também mandou ensaibrar e regularizar o piso da própria praça.
POSTAL PUBLICADO NA QUARTA PÁGINA
Faz parte de uma nova colecção de 12 postais, não coloridos, com aspectos de Albergaria-a-Velha e Valmaior. Foram postos à venda em Agosto de 1913. Cada postal custava 1 centavo (10 réis), enquanto os anteriores custavam 30 réis.
A edição era de «A Central», o grande estabelecimento comercial que António Marques Pereira possuiu durante cerca de meio século no Largo 1.º de Dezembro, onde entroncava a estrada que vinha de Viseu.
Provavelmente porque a anterior edição se encontraria esgotada, um dos editores mandava executar, apenas 5 anos depois, uma outra. Não é caso para estranhar porque o postal ilustrado e a carta eram as formas correntes de comunicação à distância, para além de estar já em moda o coleccionamento de postais.
Apenas cinco anos decorridos, é sensível a diferença verificada na Avenida. Não só o nome passa a ser Avenida da Liberdade, no que antes se conhecia por Avenida da Praça Nova e oficialmente se designava por Avenida Luiz Quillinan, mas o que, no primeiro postal, aparece ainda como projecto tosco, começa agora a ter o aspecto com que iria manter-se por largos anos.
Nos passeios, já com lancis, despontam as primeiras árvores protectoramente engradadas. Tinham sido mandadas plantar no Inverno de 1911, mas, já no verão, várias tinham morrido ou sido partidas pelo «vandalismo» de que se queixava o «Jornal d'Albergaria». Foram depois substituídas e protegidas como se vê no postal. Mesmo assim não vingaram muito tempo, pois em 1918, a Câmara, presidida então pelo Dr. Francisco António de Miranda, mandou plantar outras que custaram 7$55.
Para além do já referido, também se verifica, nesses cinco anos decorridos entre as duas fotografias, que surgiram numerosas construções, entre as quais avulta, significativamente, uma situada a meio do lado esquerdo da Avenida. É a casa onde, a partir dos anos 30 durante dezenas de anos, foi a residência e consultório do Dr. Flausino Corrêa que fez de Albergaria a sua terra e a serviu com entrega devotada que muitos recordarão gratamente.
Essa casa, demolida há anos e substituída por um prédio de andares, foi considerada na época como um lindo «palacete». Concluída em 1911, pertenceu a Germano Araújo, durante longos anos Secretário da Câmara e foi obra do «habil architecto desta villa, sr. António Marques Pereira», como refere o jornal.
Anoto, por fim, que a fotografia foi tirada num domingo de manhã, dia em que se realizava o mercado semanal na Praça Ferreira Tavares. Ao cimo da Avenida vê-se o mostruário de venda da louça de barro espalhada no chão ensaibrado do passeio do lado direito. Era produto da antiga e afamada «Fábrica de Loiça da Biscaia», nos arredores de Assilhó.
Eis o que me ocorre sobre os postais publicados no número anterior deste jornal.
Embora o estudo da evolução da zona central de Albergaria-a-Velha tenha de ficar para mais tarde, creio que seria pena que estes elementos. agora revelados, se viessem a perder.
Albuquerque Pinho, Beira Vouga, Albergaria-a-Velha, 15 de Abril de 1987.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Edifício dos CTT
![]() |
| Postal Tipografia Vouga - 1953 |
Arquivamento do procedimento de classificação do edifício dos CTT Albergaria-a-Velha, sito em Albergaria-a-Velha, freguesia e concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro
1 — Nos termos do n.º 1 do artigo 24.º do Decreto -Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, faço público que, por despacho do então diretor do IGESPAR, I. P., de 16 de março de 2009, exarado, nos termos do artigo 23.º do mesmo decreto-lei, sobre informação da Direção Regional de Cultura do Centro, foi determinado o arquivamento do procedimento administrativo relativo à classificação do edifício dos CTT de Albergaria-a -Velha, sito em Albergaria-a-Velha, freguesia e concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro.
2 — A decisão de arquivamento do procedimento de classificação em causa teve por fundamento o facto de que, pese embora o edifício dos CTT estar integrado numa política construtiva de renovação dos equipamentos públicos dos anos 40 do século XX, as suas características arquitetónicas não corresponderem na íntegra aos critérios de exemplaridade e autenticidade necessários a uma classificação de caráter nacional.
3 — A partir da publicação deste anúncio, o referido imóvel deixa de estar em vias de classificação, deixando igualmente de ter uma zona de proteção de 50 metros a contar dos seus limites externos.
4 — Conforme previsto no n.º 3 do artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, poderão os interessados, sustentando o facto, reclamar ou interpor recurso tutelar do ato que decidiu o arquivamento do procedimento de classificação, nos termos do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da possibilidade de impugnação contenciosa.
4 de junho de 2013. — A Diretora -Geral do Património Cultural,
Isabel Cordeiro.
http://dre.pt/pdf2sdip/2013/06/119000000/1977919780.pdf
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/10949547/
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Loja do Miguel
Triciclo, motos e automóvel em Albergaria-a-Velha (postal de 1915)
http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2013/05/antigamente-70.html
algumas casas comerciais em 1915:
Ourivesarias - João Luiz de Rezende e Miguel Marques Henriques.
Relojoarias - João Luiz de Rezende, Manuel da Silva Gordo e Miguel Marques Henriques.
Bicicletas - Manuel da Silva Gordo e Miguel Marques Henriques
Automóveis de aluguer - Miguel Marques Henriques.
http://novos-arruamentos.blogspot.com/2008/12/indicaes-uteis.html
Miguel Marques Henriques
http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2010/05/casa-miguel-marques-henriques-sec-xx.html
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Paços do Concelho
O plano foi traçado pelo Tenente Brito Rebelo incorporando uma nova concepção urbanística que trouxe modernidade à Vila e ainda hoje, passados mais de 130 anos, constitui o centro cívico de Albergaria.
Logo iniciadas as obras de urbanização do local e, pouco depois, da construção do edifício, acabaram por ser suspensas em 1873, por falta de dinheiro para tamanho empreendimento num concelho de poucos rendimentos e sem subsídios estatais.
Só 16 anos depois, a Câmara, presidida por Bernardino Máximo de Albuquerque, que, desde 1880, se vinha empenhando na criação e desenvolvimento duma extensa rede viária que ligasse todas as Freguesias e Lugares do Concelho, deliberou recomeçar a construção dos Paços do Concelho, mandando reformular a anterior planta a fim de aí se instalar o Julgado Municipal e a Comarca que se desejava para breve.
Reformulado o projecto, as obras iniciaram-se em 1890 e foram prosseguindo com a lentidão dependente da falta de dinheiro, pois os rendimentos municipais eram escassos, não havia subsídios do governo, nem se conseguiam empréstimos convenientes. Em 1896, conseguiu-se finalmente um empréstimo particular e no início do ano seguinte, com obras interiores prestes a serem concluídas, começam a chegar as mobílias, vindas quase todas do Porto, para os diversos serviços e repartições que se iam instalando. Em 10 de Outubro de 1897 realizava-se aí, finalmente a primeira sessão da Autarquia.
Dada a sua idade avançada, precisou de amplas reformas para o adaptar ás novas exigências da vida autárquica e dignificação da instituição que simboliza. Para o efeito foram encetadas obras de remodelação em Fevereiro de 1989 as quais terminariam em Março de 1993. O projecto de remodelação é da autoria do Arquitecto Eduardo da Costa Ferreira, tendo-se conservado no interior e no exterior o essencial do seu passado.
A profunda remodelação interior tem impressionado positivamente muitas pessoas e entidades, dentro e fora do Concelho elogiando, para além de mais, a coragem da iniciativa camarária que levou por diante este espaço de realização.
Vale a pena visitar para conhecer a importância da obra.
(Texto da década de 1990 publicado no site da Junta de Freguesia; Postal de 1986)
Vale a pena visitar para conhecer a importância da obra.
(Texto da década de 1990 publicado no site da Junta de Freguesia; Postal de 1986)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Albergaria-a-Velha em postal
Há já muitos anos Albergaria-a-Velha foi editada em postal, coisa que para a época era brinde para quem à distância gostava de saber novidades ou minimizar a saudade da sua terra, para muitos que deixaram o seu torrão natal e debandaram terras de África, Brasil ou América, ou até mesmo aqueles jovens que obrigatoriamente cumpriram o seu dever militar em terras da Índia.
Para aquela época recuada, um postal de Albergaria-a-Velha era ouro para quem o recebia e uma prenda para quem o enviava com carinho e amor. Alguns exemplares de então constituem motivos de estima por quem os possui, quer pelas imagens, quando comparadas com as de hoje, quer pelo texto que escondia por vezes o amor e a paixão deixadas por cá, ou a promessa de uma visita no mais breve tempo possível. Até mesmo o casamento, estava implícito no envio de um simples postal.
Era o tempo em que se escrevia à família e aos amigos em contraste com o que hoje se passa. O postal era a comunicação, e mais do que isto, representava a sociedade e a urbanização daquele tempo.
Durante muitos anos, e logo que a edição se esgotou, nunca mais vimos nada que levasse o nosso visitante a enviar aos familiares um abraço ou um simples beijo. Assim sendo, foi com enorme satisfação que quando entrámos na Papelaria do Mercado deparámos com três exemplares, que contemplam o edifício da nossa Câmara Municipal, um outro com o Monumento ao Bombeiro e Fonte Luminosa e ainda um terceiro com a Alameda 5 de Outubro, Fonte Luminosa, Monumento ao Bombeiro e a Capela de Nª Sª do Socorro.
Maria Elisabete Lima, proprietária do estabelecimento, considera, porém, que sabe a pouco e que Albergaria-a-Velha tem muito mais para mostrar e para oferecer. É verdade, e num adeus de simpatia foi-nos dizendo: “não vai ficar por aqui... Estes postais são para mostrar um bocadinho da nossa terra, vou pensar em outra edição, vou pensar muito brevemente”. Ficámos a magicar o que levou a Elisabete a promover desta forma a nossa Albergaria-a-Velha. Talvez o mesmo que nós: o amor, sim, o amor às nossas coisas e à nossa terra. m
António Vinhas, Região de Águeda, 1 de Agosto de 2005
*
Ver vários postais de Albergaria-a-Velha no blog http://postaisdealbergaria.blogspot.pt/
sexta-feira, 9 de março de 2012
Jornal de Albergaria

Albérico Ribeiro foi fundador e director do Jornal de Albergaria. Em cima Bilhete Postal de um leitor a solicitar o reencaminhamento do jornal para Frossos onde se encontrava (1954).saber mais sobre os jornais locais em http://jornais-aav.blogspot.com
sábado, 5 de setembro de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Nossa Senhora do Socorro

Arrasta-se no tempo o hábito da romaria à colina do Bico do Monte, em Albergaria-a-Velha, onde todos os anos se realizam as festas em honra de Nossa Senhora do Socorro.
Reza a tradição que, no dia 15 de Agosto ou imediatamente no Domingo seguinte, milhares de devotos se desloquem ao santuário erguido na confluência das freguesias de Albergaria-a-Velha, Branca e Valmaior para prestarem homenagem à santa que terá ajudado a população a livrar-se de uma peste em meados do século XIX.
A peregrinação domingueira é acompanhada por uma missa solene ao fim da manhã, logo seguida de uma procissão na avenida que está em frente ao santuário com a imagem de Nossa Senhora do Socorro. A parte da tarde costuma ser preenchida com um concerto de uma banda filarmónica, complementado com uma recitação do rosário. Para finalizar este dia, o espaço transforma-se num centro de convívio, com espaço para o farnel e para a venda de vários tipos de artigos, desde os doces ao calçado.
Na segunda-feira, tem lugar uma merenda ao meio-dia e a parte da tarde volta a ser animada por nova banda, antes da eucaristia. As festividades terão adoptado estes moldes há cerca de duas décadas.
Pedro José Barros / O Aveiro
Reza a tradição que, no dia 15 de Agosto ou imediatamente no Domingo seguinte, milhares de devotos se desloquem ao santuário erguido na confluência das freguesias de Albergaria-a-Velha, Branca e Valmaior para prestarem homenagem à santa que terá ajudado a população a livrar-se de uma peste em meados do século XIX.
A peregrinação domingueira é acompanhada por uma missa solene ao fim da manhã, logo seguida de uma procissão na avenida que está em frente ao santuário com a imagem de Nossa Senhora do Socorro. A parte da tarde costuma ser preenchida com um concerto de uma banda filarmónica, complementado com uma recitação do rosário. Para finalizar este dia, o espaço transforma-se num centro de convívio, com espaço para o farnel e para a venda de vários tipos de artigos, desde os doces ao calçado.
Na segunda-feira, tem lugar uma merenda ao meio-dia e a parte da tarde volta a ser animada por nova banda, antes da eucaristia. As festividades terão adoptado estes moldes há cerca de duas décadas.
Pedro José Barros / O Aveiro
Imagem: postal da década de 1940
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















