Zagrão, s.m. Vinho muito alcoolizado (Albergaria-a-Velha).
In Dicionário de Falares das Beiras, de Vítor Fernando Barros, Âncora Editora/Edições Colibri, Lisboa, 2011).
Fácil, o falar das Beiras. Leiam o “Dicionário de Falares das Beiras” e cuidado com o zagrão!
publicado por siuljeronimo - Blog Estrolábio, 27/01/2011
http://estrolabio.blogs.sapo.pt/962560.html
Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".
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segunda-feira, 28 de março de 2011
quarta-feira, 28 de abril de 2010
A pronúncia de Albergaria-a-Velha
[Pergunta] Eu gostava de saber se a palavra Albergaria-a-Velha se lê: "Albergaria A Velha" ou "Albergaria Á Velha". É uma dúvida na questão da pronúncia. Agradecia que me respondessem.
Flávia Daniel, Estudante, Viseu
[Resposta] As duas pronúncias estão correctas. Só separando a palavras que constituem o nome em questão é que se pronuncia "albergaria â velha", porque, normalmente, o que se articula e ouve é realmente "albergariàvelha", com um á aberto no meio da sequência.
Trata-se de um fenómeno que ocorre em português europeu em resultado do encontro de dois ás fechados que pertencem a sílabas átonas de palavras diferentes mas que formam uma unidade sintáctica, como acontece, por exemplo, em sequências formadas por substantivo e adjectivo («sardinha assada» = "sardinhàssada") ou artigo e substantivo ou adjectivo («a Alemanha» = «Àlemanha»; «[não quero a camisa azul, quero] a amarela» = «àmarela».
Carlos Rocha, Ciberdúvidas 08/04/2010
http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=27807
Flávia Daniel, Estudante, Viseu
[Resposta] As duas pronúncias estão correctas. Só separando a palavras que constituem o nome em questão é que se pronuncia "albergaria â velha", porque, normalmente, o que se articula e ouve é realmente "albergariàvelha", com um á aberto no meio da sequência.
Trata-se de um fenómeno que ocorre em português europeu em resultado do encontro de dois ás fechados que pertencem a sílabas átonas de palavras diferentes mas que formam uma unidade sintáctica, como acontece, por exemplo, em sequências formadas por substantivo e adjectivo («sardinha assada» = "sardinhàssada") ou artigo e substantivo ou adjectivo («a Alemanha» = «Àlemanha»; «[não quero a camisa azul, quero] a amarela» = «àmarela».
Carlos Rocha, Ciberdúvidas 08/04/2010
http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=27807
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A Gíria de Albergaria nos séculos passados
[Da autoria de Patricio Theodoro Álvares Ferreira foi encontrado] o esboço de uma obra intitulada Gíria de Albergaria-a-Velha (Alberga A Géba), já ordenado alfabeticamente, mas em algum mau estado, que logo na abertura diz:
"se fores a Alberga A Géba não galres por giria que até os Gelfos e Duques te intrujem".
in A Gíria de Albergaria nos séculos passados - Jornal de Albergaria 10/09/2002
"se fores a Alberga A Géba não galres por giria que até os Gelfos e Duques te intrujem".
in A Gíria de Albergaria nos séculos passados - Jornal de Albergaria 10/09/2002
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Calão dos contrabandistas de Albergaria-a- Velha
À identidade dos elementos fundamentaes do calão no tempo, junta-se a sua identidade no espaço : assim a maioria dos termos do calão do norte de Portugal encontram-se ao sul. O mesmo facto repete-se com as diversas girias nos outros paises. (...)
Calão dos contrabandistas de Albergaria-a-Velha
Para confirmar essa observação darei uma lista, infelizmente muito curta, de termos usados numa giria de gente de Albergaria-a- Velha, districto de Aveiro, a qual negoceia em cavalgaduras, faz contrabando, e tem contracto com ciganos, sendo até conhecida pela denominação imprópria de ciganos.
Devo o conhecimento d'esses termos aos srs. coronel Brito Rebello e médico Lemos (de Alquerubim). A maior parte de taes termos é-nos conhecida de outros pontos do paiz (especialmente de Lisboa e Porto); alguns que parecem especiaes ao calão de Albergaria devem ter tido maior extensão no uso: só assim se explica como piovês (do argot francez pivois), stockjish (do inglez, em que a palavra significa bacalhau secco) chegaram até essa gente de Albergaria. A lista faz crer que o estudo das girias semelhantes das nossas províncias teria muito interesse.
Arames, s. m. pi. Esporas.
Artife, s. m. Pão.
Befe, s. m. Podex.
Broi, broia, adj. Bom, boa.
Cachilras, s. m. pi. Seios.
Calique, s. m. Dinheiro.
Catroio, s. m. Cavalgadura.
Catruchas, s. f. pi. Botas de agua.
Chavelho, s. m. Copo de vinho.
Cboina, s. f. Cama.
Choinar, v. n. Dormir.
Coco, s. m. Copo.
Cosque, s. m. Casa.
Croia, s. f. Dona da casa.
Desconfiar, v. n. Retirar-se.
Duque, s. m. Cão.
Escarnhida, s. f. Excremento humano.
Esquilha, s. f. Sardinha.
Estoio, s. m. Cavalgadura.
Fanfar, v. a. Apanhar, roubar.
Fardelhas, s. f. pi.
— de trigo. Pão de trigo.
Froina, s. f. Broa.
Gadanhos, s. m. pi. Dedos.
Gelfo, s. m. Cão.
Gomarra, s. f. Gallinha.
Irmo, s. m. Irmão.
Lupante, s. m. Olho.
Lupar, V. a. Ver.
Malurdia, s. f. Mãe.
Manez, s. m. Homem.
Maneza, s. f. Mulher.
Moinar, v. n. Dormir.
Moletos, s. m. pi. Pós ou dedos.
Monteira, s. f. Cabeça.
Moquideira, s. f. Boca.
Mosquir, v. n. Comer.
Mosco, s. m. Poubo.
O-da-eira. Padre.
Palurdio, s. m. Pae.
Piar, V. a. Beber.
Piar-do-ventre. Flatus ventris.
Piovês, s. m. Vinho.
Porco, s. m. Porco.
Quilhar, v. a. Futuere.
Raso, s. m. Padre.
Reco, s. m. Porco.
Reichelo, s. m. Porco.
Respo, s. m. Excremento humano.
Stockfish, s. m. Presunto.
Suquidora, s. f. Boca.
Suquir, V. a. Comer.
Telo, s. m. Jumento.
Tó, s. m. Porco.
Trigo, s. m. Pão.
Vezer, v. a. Ver.
Zagrâo, zagré, s. m. Vinho.
"Os ciganos de Portugal; com um estudo sobre o calão. Memoria destinada à X Sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas", de Adolpho Coelho (1892)
Calão dos contrabandistas de Albergaria-a-Velha
Para confirmar essa observação darei uma lista, infelizmente muito curta, de termos usados numa giria de gente de Albergaria-a- Velha, districto de Aveiro, a qual negoceia em cavalgaduras, faz contrabando, e tem contracto com ciganos, sendo até conhecida pela denominação imprópria de ciganos.
Devo o conhecimento d'esses termos aos srs. coronel Brito Rebello e médico Lemos (de Alquerubim). A maior parte de taes termos é-nos conhecida de outros pontos do paiz (especialmente de Lisboa e Porto); alguns que parecem especiaes ao calão de Albergaria devem ter tido maior extensão no uso: só assim se explica como piovês (do argot francez pivois), stockjish (do inglez, em que a palavra significa bacalhau secco) chegaram até essa gente de Albergaria. A lista faz crer que o estudo das girias semelhantes das nossas províncias teria muito interesse.
Arames, s. m. pi. Esporas.
Artife, s. m. Pão.
Befe, s. m. Podex.
Broi, broia, adj. Bom, boa.
Cachilras, s. m. pi. Seios.
Calique, s. m. Dinheiro.
Catroio, s. m. Cavalgadura.
Catruchas, s. f. pi. Botas de agua.
Chavelho, s. m. Copo de vinho.
Cboina, s. f. Cama.
Choinar, v. n. Dormir.
Coco, s. m. Copo.
Cosque, s. m. Casa.
Croia, s. f. Dona da casa.
Desconfiar, v. n. Retirar-se.
Duque, s. m. Cão.
Escarnhida, s. f. Excremento humano.
Esquilha, s. f. Sardinha.
Estoio, s. m. Cavalgadura.
Fanfar, v. a. Apanhar, roubar.
Fardelhas, s. f. pi.
— de trigo. Pão de trigo.
Froina, s. f. Broa.
Gadanhos, s. m. pi. Dedos.
Gelfo, s. m. Cão.
Gomarra, s. f. Gallinha.
Irmo, s. m. Irmão.
Lupante, s. m. Olho.
Lupar, V. a. Ver.
Malurdia, s. f. Mãe.
Manez, s. m. Homem.
Maneza, s. f. Mulher.
Moinar, v. n. Dormir.
Moletos, s. m. pi. Pós ou dedos.
Monteira, s. f. Cabeça.
Moquideira, s. f. Boca.
Mosquir, v. n. Comer.
Mosco, s. m. Poubo.
O-da-eira. Padre.
Palurdio, s. m. Pae.
Piar, V. a. Beber.
Piar-do-ventre. Flatus ventris.
Piovês, s. m. Vinho.
Porco, s. m. Porco.
Quilhar, v. a. Futuere.
Raso, s. m. Padre.
Reco, s. m. Porco.
Reichelo, s. m. Porco.
Respo, s. m. Excremento humano.
Stockfish, s. m. Presunto.
Suquidora, s. f. Boca.
Suquir, V. a. Comer.
Telo, s. m. Jumento.
Tó, s. m. Porco.
Trigo, s. m. Pão.
Vezer, v. a. Ver.
Zagrâo, zagré, s. m. Vinho.
"Os ciganos de Portugal; com um estudo sobre o calão. Memoria destinada à X Sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas", de Adolpho Coelho (1892)
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Ponto de vista fonógico / filologia

Fonologia Mirandesa I - José G. Herculano de Carvalho
separata de Biblos. vol. 36, 1958
Estudos Linguísticos - José G. Herculano de Carvalho
Edição de Atlântida, 1973
--------
O ponto de vista fonógico foi depois já aproveitado na monografia de Hirondino da Paixão Fernandes, mencionada na nota 22; e numa outra, ainda não apresentada mas já concluida, de Maria Aldina dos Santos Frias, sobre Alquerubim.
ligação
ligação2
Edição de Atlântida, 1973
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O ponto de vista fonógico foi depois já aproveitado na monografia de Hirondino da Paixão Fernandes, mencionada na nota 22; e numa outra, ainda não apresentada mas já concluida, de Maria Aldina dos Santos Frias, sobre Alquerubim.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Calão dos contrabandistas de Albergaria-a-Velha

LOCALIZAÇOM DOS PRINCIPAIS CRIPTOLECTOS GREMIAIS DA PENÍNSULA IBÉRICA"
1. Latim dos Canhoteiros: gíria dos canteiros de Carreço, Viana do Castelo.
1. Latim dos Canhoteiros: gíria dos canteiros de Carreço, Viana do Castelo.
2. Gíria dos Erguinas de Beiriz: gíria dos canteiros da Póvoa de Varzim.
3. Gíria dos contrabandistas de Albergaria-a-Velha.
4. Galramento ou Verbo dos Afifes: gíria dos alvanéis de Molelos.
5. Verbos dos Arguinas de Oliveira do Hospital: gíria dos canteiros deste lugar.
6. Gíria dos contrabandistas de Quadrazais.
7. Lainte: gíria dos vendedores ambulantes de tecidos de Castanheira de Pêra.
8. Piação de Ninhou: gíria dos cardadores e negociantes de lã de Minde, Alcanena.
9. Verbo dos Arguinas galegos e minhotos.
http://www.slideshare.net/vitinhoourense/20080912-pgl-didactica-ourense-jorge-rodrigues-etnolinguistica-presentation/28
exemplos:
- monteira (calão dos contrabandistas de Albergaria-a-Velha —A. Coelho, 88) que no século XVIII significava 'carapuça de pano'.
- telo [guer ou gel AC] — sm regionalismo: Beira (Albergaria-a-Velha). Uso informal. Jumento (mastzoo).
http://www.ciganosbrasil.com/novo/Lexico_cigano.doc
Nota: trata-se de calão arcaico que deixou de ser usado. O contrabando, possivelmente de Serém para a Galiza, perdeu importância em relação ao contrabando de fronteira.
exemplos:
- monteira (calão dos contrabandistas de Albergaria-a-Velha —A. Coelho, 88) que no século XVIII significava 'carapuça de pano'.
- telo [guer ou gel AC] — sm regionalismo: Beira (Albergaria-a-Velha). Uso informal. Jumento (mastzoo).
http://www.ciganosbrasil.com/novo/Lexico_cigano.doc
Nota: trata-se de calão arcaico que deixou de ser usado. O contrabando, possivelmente de Serém para a Galiza, perdeu importância em relação ao contrabando de fronteira.
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