Mostrar mensagens com a etiqueta património. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta património. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de outubro de 2023

Município quer adquirir antiga Fábrica do Papel - 2000

A Câmara de Albergaria-a-Velha formalizou o interesse na aquisição da antiga fábrica de papel, em Vale Maior. 

 De acordo com o presidente da edilidade, citado pelo semanário Linha da Frente, trata-se de «um espaço nobre» no centro da freguesia «que poderá ser utilizado pelas colectividades locais». 

Rui Marques minimiza o estado avançado de degradação do imóvel, considerando que restaurado poderia albergar também um centro de dia para idosos ou a delegação da Associação Portuguesa dos Pais e Amigos Cidadãos Deficientes actualmente a funcionar em instalações provisórias em Soutelo, freguesia da Branca. 

O interesse na compra da velha fábrica do papel foi dado a conhecer ao executivo camarário que ainda não tomou qualquer decisão. 

Antes, a Câmara deseja saber a opinião da Junta de Freguesia de Vale Maior. 

O presidente da edilidade não avança, para já, com os números envolvidos neste negócio mas já terá feito uma proposta à empresa Companhia de Papel do Prado, actual proprietária do imóvel e terrenos adjacentes. 

Existe, inclusivamente, um pré-acordo que poderá originar o contrato de compra e venda definitivo se a Câmara, primeiro, e a Assembleia Municipal, depois, autorizarem.

Cultura motiva críticas

 Em artigo de opinião publicado pelo jornal "Linha da Frente", Jesus Vidinha, vogal do PS na Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha, considera a actividade cultural do concelho «frágil e diluída», advogando um reforço desta componente da vida comunitária.

Um papel que cabe ao município desempenhar. «São necessários mais e largos passos» para Albergaria-a-Velha «uma verdadeira política que verse a cultura». 

O articulista reconhece o esforço com a aquisição do cine-teatro Alba e a promoção de alguns eventos culturais. 

Acha, no entanto, que se trata de «uma visão redutora». Jesus Vidinha defende uma actividade cultural mais abrangente e envolver de modo horizontal toda a actividade autárquica.

Valorizar os edifícios históricos e  criar espaços museológicos são duas propostas que o vogal do PS apresenta.  

19/06/2000

https://arquivo.pt/wayback/20010527024921/http://www.noticiasdeaveiro.pt:80/alba19jun2000.htm

https://novos-arruamentos.blogspot.com/2010/06/fabrica-de-papel-de-valmaior.html


quinta-feira, 20 de abril de 2023

Património Edificios / Capelas e Igrejas


3. EDIFÍCIOS COM INTERESSE POR FREGUESIA

Os edifícios com interesse são todos aqueles que possuem elementos arquitetónicos com elevado interesse, que apresentam uma traça erudita ou popular ou que pela sua inserção no contexto urbano constituam objetos arquitetónicos, tipológicos, históricos, culturais, paisagísticos ou simbólicos de interesse, independentemente do seu estado de conservação.

3.1. ALBERGARIA-A-VELHA

CASA E CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

3.1.1. CASA DO MOURO

3.1.2. CASA Nº 8 – 8ª NA PRAÇA (Casa Dr. António de Pinho)

3.1.3. CASA VIDAL (Chalet Família Vidal)

3.1.4. CASA Nº 1 (Casa Viriato da Silva Vidal)

3.1.5. ANTIGO POSTO MÉDICO

3.1.6. PAÇOS DO CONCELHO

3.1.7. O CASTELO DA BOA VISTA

3.1.8. CASA QUINTA DA FONTE

3.2. ALQUERUBIM

3.2.1. SOLAR DO BAETA

3.2.2. CASA DE FONTES

3.2.3. CASA RURAL

3.2.4. CASA / QUINTA DA FONTOURA

3.3. ANGEJA

3.3.1. CASA DR. PORTUGAL

3.3.2. CASA DR. NORONHA

3.3.3. CASA NA RUA DA PEREIRA

3.3.4. A CASA DA PRAÇA

3.3.5. CASA SR. ALFREDO CRAVO

3.4. BRANCA

CASA E FONTANÁRIO NA QUINTA DAS RELVAS OU DO ALFERES

3.4.1. CASA DOS BICOS

3.4.2. CASA / QUINTA DO OUTEIRO

3.4.3. JUNTA DE FREGUESIA / ANTIGA ESCOLA

3.4.4. CAPELA DA SR.ª DAS DORES

3.4.5. QUINTA DAS CAVADAS

3.5. FROSSOS 

A VILA FRANCELINA

3.5.1. CASA NÚMERO 57.

3.5.2. CASA VILA MARIA

3.5.3. RESIDÊNCIA “PELÁGIO O. BRANDÃO”

3.6. RIBEIRA DE FRÁGUAS

3.6.1. PONTE PIO

3.6.2. CASA NA EN 16-3 

3.6.3. CAPELA DE SANTA ANA

3.6.4. ANTIGA RESIDÊNCIA PAROQUIAL

3.7. SÃO JOÃO DE LOURE 

3.7.1. CASA DO AZULEJO

3.7.2. CAPELA DE SÃO SILVESTRE

3.8. VALMAIOR

3.8.1. CASA EM MOUQUIM

3.8.2. CASA NO LUGAR DE SANTO ANTÓNIO

3.8.3. CASA DO AVÔ / PRIMITIVA ESCOLA DA CARRASQUEIRA

3.8.4. PONTE NOVA OU PONTE DA CARRASQUEIRA

(Fonte: r09___hist_e_patrimonio_abril_2014%20.pdf) - versão 2014

https://www.cm-albergaria.pt/visitar/patrimonio-cultural - site CMA

8. PATRIMÓNIO RELIGIOSO

Albergaria-a-Velha possui vários imóveis que desempenham funções de culto, testemunhos de uma religiosidade que se mantém há alguns séculos. As Igrejas e as Capelas do Concelho estão presentes em todas as Freguesias, pelo menos nos aglomerados mais importantes, pelo que se verifica uma grande dispersão deste tipo de imóveis por todo o território concelhio.

8.1. IGREJAS E CAPELAS CONSTRUÍDAS EM DATA ANTERIOR A 1853

No Concelho de Albergaria-a-Velha, existem no total sete Igrejas Matrizes e vinte e uma capelas construídas em data anterior a 1853. As Igrejas estão localizadas nas sedes de Freguesia, à exceção da Igreja Matriz de Ribeira de Fráguas, cuja data de construção é posterior ao ano mencionado anteriormente. As Capelas encontram-se distribuídas um pouco por todo o Concelho, tendo maior concentração nas Freguesias de Albergaria-a-Velha e Branca, com o registo de cinco capelas em cada uma.

8.1.1. ALBERGARIA-A-VELHA

8.1.1.1. IGREJA MATRIZ – SANTA CRUZ

8.1.1.2. CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

8.1.1.3. CAPELA DO MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO

8.1.1.4. CAPELA SENHORA DO SOCORRO

8.1.1.5. CAPELA DE SANTA CRUZ

8.1.1.6. CAPELA DE SÃO GONÇALO

8.1.2. ALQUERUBIM 

8.1.2.1. IGREJA MATRIZ – SANTA MARINHA

8.1.2.2. CAPELA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

8.1.3. ANGEJA

8.1.3.1. IGREJA MATRIZ – NOSSA SENHORA DAS NEVES

8.1.3.2. CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO

8.1.3.3. CAPELA DE SÃO GREGÓRIO 

8.1.3.4. CAPELA DO ESPÍRITO SANTO

8.1.4. BRANCA

8.1.4.1. IGREJA MATRIZ – SÃO VICENTE

8.1.4.2. CAPELA DE SÃO JULIÃO

8.1.4.3. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ALEGRIA

8.1.4.4. CAPELA DE SANTA LUZIA 

8.1.4.5. CAPELA DE NOSSA SENHORA DOS MILAGRES

8.1.4.6. CAPELA DE SANTA ANA

8.1.5. FROSSOS

8.1.5.1. IGREJA MATRIZ - SÃO PAIO

8.1.6. RIBEIRA DE FRÁGUAS

8.1.6.1. CAPELA DE SÃO TIAGO (ANTIGA IGREJA MATRIZ)

8.1.6.2. CAPELA DE SANTA ANA

8.1.6.3. CAPELA DA NOSSA SENHORA DA DOLOROSA

8.1.7. SÃO JOÃO DE LOURE

8.1.7.1. IGREJA MATRIZ - SÃO JOÃO BAPTISTA

8.1.7.2. CAPELA DE SÃO SILVESTRE

8.1.8. VALMAIOR

8.1.8.1. IGREJA MATRIZ - SANTA EULÁLIA

8.1.8.2. CAPELA DE SÃO MARTINHO

8.1.8.3. CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

8.1.8.4. CAPELA DE SÃO TOMÉ

(Fonte: r09___hist_e_patrimonio_abril_2014%20.pdf) - versão 2014

https://www.cm-albergaria.pt/visitar/patrimonio-religioso - site CMA

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Património


Índice do relatório "História e Património" (abril de 2014) integrado na revisão do PDM onde se identificam e caracterizam os Bens Imóveis Patrimoniais e os Bens Patrimoniais Arqueológicos Classificados e em Vias de Classificação. São também identificados (por Freguesia) Edifícios e outros elementos, não classificados, mas que são detentores de valor arquitetónico, histórico e cultural de elevado interesse.

1. BREVE CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA DO CONCELHO

2. ELEMENTOS PATRIMONIAIS POR FREGUESIA

2.1. ALBERGARIA-A-VELHA

2.1.1. CASA E CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

2.1.2. MAMOA DE AÇORES

2.2. ANGEJA

2.2.1. PELOURINHO DE ANGEJA 

2.3. BRANCA

2.3.1. CASA E FONTANÁRIO NA QUINTA DAS RELVAS OU DO ALFERES

2.4. FROSSOS

2.4.1. PELOURINHO DE FROSSOS

2.4.2. A VILA FRANCELINA

3. EDIFÍCIOS COM INTERESSE POR FREGUESIA

4. OUTROS ELEMENTOS COM INTERESSE

4.1. OS CRUZEIROS 

4.2. OS MOINHOS

4.3. OS ESPIGUEIROS

4.4. O FONTANÁRIO OU CHAFARIZ

4.5. OS CORETOS

4.6. OS LAVADOUROS 

5. O ESPAÇO PÚBLICO 

6. O PORMENOR 

7. O PATRIMÓNIO NATURAL

7.1. A PATEIRA DE FROSSOS

7.2. O MONTE DA NOSSA SENHORA DO SOCORRO 

7.3. O AÇUDE DO RIO FÍLVEDA

7.4. ENCANTOS E RECANTOS DO RIO VOUGA

7.4.1. O PARQUE DO AREAL

7.4.2. O PARQUE DA BOCA DO CARREIRO

7.4.3. O PARQUE DO POÇO DO BARREIRO

7.4.4. O PARQUE DOS PLÁTANOS 

8. PATRIMÓNIO RELIGIOSO

9. PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

9.1. NÚCLEO MEGALÍTICO DO TACO

9.1.1. OS ESPÓLIOS FUNERÁRIOS

9.1.2. MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS

9.2. ESTAÇÃO ARQUEOLÓGICA / POVOADO DE SÃO JULIÃO

9.3. SEPULTURA ROMANA – QUINTAS / SÃO JOÃO DE LOURE

9.4. VESTÍGIOS DE SUPERFÍCIE/ SÃO JOÃO DE LOURE

9.5. VESTÍGIOS ROMANOS/VICUS CRISTELO - BRANCA


Os pontos 3 e 8 estão listados à parte, Por exemplo do ponto 4 não colocamos o detalhe.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Um século de arquitectura em Albergaria-a-Velha

Artigos de Ana Maio e Luís Albuquerque Pinho publicados na Revista Albergue com o ambicioso projecto de complementar e cartografar o património arquitectónico do Concelho de Albergaria-a-Velha, que se pretende continuado.

Revista Albergue n. 8 (2021): 1900-1921

Revista Albergue n. 9 (2022): 1922-1936

ALBERGUE 9 _ 10 PROJECTOS DE 1922-1936

22 Casa da Quinta do Vale da Vinha - Frossos, 1922

23 Vila Maria - Frossos, 1926

24 Casa Manuel Ferreira Ribeiro, Branca, 1929

25 Casa Pelágio Oliveira - Frossos, 1930

26 Casa Verde - Rua Mártires da Liberdade, 1933

27 Fundição Alba, 1928.1933

28 Casa de Santa Cruz, 1934)

29 Hospital da Misericórdia, 1934 (demolido em 1947)

30 Vila Ema, 1936

31 Casa José Dias Marques (casa dos Bicos), Branca, 193x

«Embora passe frequentemente despercebido à grande maioria dos albergarienses , o concelho de Albergaria-a-Velha foi e é bastante rico na diversidade e qualidade de obras de arquitectura: um património a preservar, estudar e valorizar. Não se refere unicamente à arquitectura religiosa ou a vernecular, mas é dado ênfase a edifícios de autor, públicos e privados.»

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Casa da Calçada


A “Casa da Calçada” situa-se no Largo Conselheiro Alexandre de Sousa e Melo (antigo Largo das Bocas). Este belo palacete foi mandado edificar no ano de 1866 por José Luiz Ferreira Tavares. É uma Excelente propriedade de aproximadamente 7.700m2 murados, que para além do palacete possui: adega com lagar, casa do forno, garrafeira, aviário, casa da eira, celeiro, ferramentaria, casa do caseiro e quarto do porteiro.

José Luiz Ferreira Tavares nasceu a 16 de Janeiro de 1821 em Albergaria-a-Velha, filho do Capitão Miguel Luiz Ferreira Tavares Pereira da Silva e de D. Maria Ferreira da Silva, neto paterno dos 2os Senhores da “Casa da Fonte”, Manuel Ferreira Luiz e D. Helena Rodrigues da Silva, e materno de Manuel Dias da Silva Coentro e de D. Margarida Ferreira, da Rua das Bocas.

Ainda novo dedicou-se ao comércio, primeiro no Alentejo, e posteriormente em Lisboa, onde constituiu sociedade com outro albergariense, João Pereira Negrão. Foi então que adquiriu grande fortuna, regressando a Albergaria-a-Velha em 1862, altura em que se associou a seu irmão, Alferes Manuel Luiz Ferreira, constituindo uma sociedade de comércio e transformação de madeiras.

Foi Vereador, e mais tarde Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha de 1868 a 1874, onde desempenhou um papel altamente inovador ao nível do urbanismo, rede viária, abastecimento de águas e iniciou a construção do edifício dos Paços do Concelho, o que levou a ser agraciado com a Comenda da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, em 21 de Janeiro de 1871, por El Rei D. Luís I.

Em 1872, fundou com o mesmo irmão Manuel, a Fábrica de Papel de Valmaior, uma das melhores indústrias do género na época, que viria a ser trespassada em 1881 ao Conde de Burnay. Foi ainda um dos fundadores da Capela e Irmandade de Nossa Senhora do Socorro. Faleceu em 6 de Agosto de 1877, em Albergaria-a-Velha, sem geração.

Era casado com D. Violante Rosada da Conceição, exposta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que faleceu na “Casa da Calçada” em Albergaria-a-Velha, em 27 de Julho de 1905, com 82 anos de idade.

http://freguesiadealbergaria.pt

imagem partilhada no facebook por Sousa e Melo 


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Uma igreja com mais de três séculos

A igreja matriz de Albergaria-a-Velha, começou a ser construída em 1692, por ordem do Rei D. Pedro II, tendo sido aberta ao culto a 23 de Junho de 1695.

Na noite de 4 de Junho de 1759, um foguete que caiu sobre o telhado, provocou um grande incêndio na igreja, apenas se salvando a capela-mor e as paredes.

No ano seguinte, o rei D. José I, mandou reconstruir o templo que havia ardido, tendo as despesas sido divididas em quatro partes: duas retirando-se dinheiro das sisas, uma do convento de Jesus e outra do Real Hospital de Albergaria.

Ao longo dos tempos, foram sendo efectuadas obras de conservação, nomeadamente a substituição, nos anos oitenta, do telhado, mas agora o impulso foi de facto muito grande, pois foram substituídas as massas das paredes, o tecto, o chão e os vários altares, sofreram também grandes retoques, tendo dois dos altares laterais visto os seus belos “frescos” recuperados, por pintura manual, o mesmo devendo suceder aos restantes, especialmente o altar mor e o arco do cruzeiro.

Foram ainda construídas uma capela mortuária e várias casas de banho, sendo ainda necessário investir à volta de 9 mil contos na pintura e restauro dos altares e cerca de 7 mil contos nas obras do exterior, o que eleva os custos aos 80 mil contos já referidos. Até agora, dos 65 mil contos investidos, segundo declarações e números avançados por Mário Vidal da Silva "ainda nos falta pagar 27 mil contos, mas contamos angariar alguns fundos, sendo intenção da comissão recorrer a apoios públicos diversos, como a Câmara Municipal, cujos serviços culturais, estão a preparar um dossier a enviar à Secretaria de Estado da Cultura, para a vertente da recuperação de edifícios "de interesse cultural".

De registar que, para esta cerimónia de abertura ao culto, o pároco Fausto de Oliveira, convidou os padres, ainda vivos, que exerceram funções em Albergaria-a-Velha. Dos três sobreviventes, estiveram presentes D. Francisco Teixeira, actualmente Bispo Eminente de Quelimane e o padre Manuel António Fernandes, enquanto o antecessor do actual pároco de Albergaria-a-Velha, José Maria Domingues, hoje com 87 anos, a residir em Vagos, não esteve presente, mas enviou uma sentida mensagem e garantiu que "qualquer dia, vou aí dar um abraço a todos vós".

A partir de agora, todos os actos de culto voltam a realizar-se na igreja, ainda que as obras prossigam, a cargo da empresa da vila, Sociedade de Construções António Rodrigues Parente. Aquilo a que o padre Fausto Oliveira, designou de “verdadeira maravilha”, é bem o orgulho de uma paróquia onde se desenvolvem constantes actividades religiosas, e que, sem sombra de dúvida, passa a constituir um espólio religioso e cultural de que todos os albergarienses se podem e devem orgulhar.

Jornal Beira-Vouga, 15/06/1996

Com retábulos e altar-mor em talha dourada dos séculos XVII-XVIII.

A construção civil da atual Igreja Paroquial de Albergaria-a-Velha foi iniciada em 1692, por ordem do rei D. Pedro II. Este soberano concedeu um alvará de expropriação do terreno no sítio dos casais, onde ainda hoje se encontra. O soberano também determinou que o povo da freguesia, que considerava numeroso e pobre, recebesse para auxílio das obras os reais sobre cada quartilho de vinho e os sobejos da capitação das Sizas durante cinco anos, correndo os pagamentos e despesas por ordem da Provedor da Comarca de Esgueira.

E foi assim que "com o que puderam dar os suplicantes (isto é, os albergarienses) se tinha feito e acabado a dita Igreja", embora, na realidade, passados os cinco anos faltassem ainda muitas coisas desde o pavimento até aos retábulos e mesmo ao adro.

Então, o rei concedeu mais um período de seis anos para se aproveitar um real lançado sobre cada litro de vinho. E o Convento de Jesus de Aveiro contribuiu com a rica obra de talha dourada altar-mor e dos altares laterais, compensando, desta forma, o povo dos dízimos que, havia longos anos, cobrava sobre as produções locais,

Foram solenes e mesmo sumptuosas, para paróquia tão carecida, as cerimónias da inauguração da nova igreja, nos dias 23 e 24 de Junho de 1695. À solene procissão com o Santíssimo, presidiu o Notário Apostólico, em representação do Bispo de Coimbra, As ruas encontravam-se engalanadas de verduras e atapetadas de flores, com as janelas e varandas de ande pendiam colgaduras repletas de gente, mostrando sentimentos de religioso júbilo. No templo houve te deum e missa solene com o sermão do estilo.

Sessenta e quatro anos depois, no Reinado de D. José, em 4 de Junho de 1759, véspera das solenes festividades da Espírito Santo, um foguete mal lançado incendiou o telhado da igreja, tenda escapada ao fogo a capela-mor, algumas imagens e as grossas paredes.

As medidas para uma rápida reconstrução à custa da Coroa, do Convento de Jesus de Aveiro e das rações do nosso Hospital foram determinadas pelo Marquês de Pombal.

Assim, a igreja paroquial de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha voltou, mais esplendorosa ainda, a servir o povo, aguentando com vários outros restauros, mais ou menos felizes, até ao presente.

Texto retirado do antigo site da JF Albergaria

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Trilhos

 

https://www.cm-albergaria.pt/visitar/rotas-e-percursos

PR4 Trilho da Pateira de Frossos

PR3 Trilho das Cegonhas

PR1 Trilho do Linho

PR2 Trilho dos Três Rios

turismo@cm-albergaria.pt - 234 529 751


Posto de Turismo de

Albergaria-a-Velha

Praça D. Teresa, 7

Albergaria-a-Velha

Contacto: 234 529 300

Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha

Contacto: 234 529 751

www.rotadosmoinhos.com

Casas de Arte Nova de Albergaria-a-Velha

GPS: 40.665310, -8.550298

Mamoas do Taco

Zona Industrial de

Albergaria-a-Velha,

Arruamento D

Mamoa do Taco 1

GPS: 40.707167, -8.495238

Mamoa do Taco 3

GPS: 40.705751, -8.49522

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Igreja Paroquial de Santa Marinha de Alquerubim


O artigo de Ana Maio e Luís Albuquerque Pinho, na Revista Albergue n. 8 (2021), relativo ao património arquitectónico do Concelho de Albergaria-a-Velha, contempla também projectos não edificados que são bem curiosos. Como o projecto do Arq. Silva Rocha para Igreja Paroquial de Santa Marinha de Alquerubim.

Facebook de LAP, 06/11/2021

1907

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Um século de arquitectura em Albergaria-a-Velha


A intenção de listar um século de arquitectura em Albergaria-a-Velha, é um título no mínimo ambicioso. Inicia com as décadas de 10 e 20 do séc. XX, e conclui precisamente aos 100 anos do último projecto apresentado, datado de 1921, pretendendo-se que este estudo tenha continuidade pelas décadas seguintes.

Embora passe frequentemente despercebido à grande maioria dos albergarienses , o concelho de Albergaria-a-Velha foi e é bastante rico na diversidade e qualidade de obras de arquitectura: um património a preservar, estudar e valorizar. Não se refere unicamente à arquitectura religiosa ou a vernecular, mas é dado ênfase a edifícios de autor, públicos e privados.

21 Projectos de 1900-1921

01 Castelo e Palacete da Boa Vista 1897.1905     

02 Escola Primária Adães Bermudes 1900.1902     

03 Casa José Pereira Lima 1901     

04     Casa da Várzea, Angeja 1902 

05   Casa Gil da Silva Lopes 1904   

06     Casa Manuel Domingues Pinho, Telhadela 1905 

07     Igreja de Alquerubim 1907 (não construído)

08     Casa João Martins da Silva Araújo, Frossos d. 1907? 

09 Casa Viriato da Silva Vidal 1909.1910     

10 Casa Dr. Eduardo Silva 1909     

11   Casa da Alameda 1910.1911   

12   Estação da CP 1911.1912   

13     Vila Francelina, Frossos 1912 

14   Chalet Mendes 1913   

15   Matadouro Municipal 1914  (proj. arquitectura não concretizado)

16   Casa Dr. António Pinho 1915   

17   Casa da Família Vidal 1915?   

18   Quinta das Cruzes 1918   

19     Jazigo da Família Gonçalves 1919 

20 Palace-Garage Hotel 1920 (demolido)     

21   Theatro Albergariense 1921.1924 (demolido) 

Fonte:

Ana Maio e Luís Albuquerque Pinho, artigo na Revista Albergue n. 8 (2021)  com o ambicioso projecto de complementar e cartografar o património arquitectónico do Concelho de Albergaria-a-Velha, que se pretende continuado. Artigo em formato guia-ficha, que lista uma selecção de 21 projectos que integram diversos programas. São obras em fase de projecto ou construídas, da esfera pública ou privada, num contexto mais urbano ou rural e cuja variedade permite ter uma visão mais ampla do panorama da arquitectura em Albergaria-a-Velha.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Casa de Alcino Soutinho em Albergaria-a-Velha


A caixilharia foi uma brutalidade em dinheiro, foi o Soutinho que a desenhou, são todas com vidro triplo. Ele inicialmente queria vidro duplo, mas eu tinha um amigo meu que tinha uma fábrica de vidros e ele pôs o laminado por fora, têm dois, caixa de ar e depois têm outro por dentro. Obriga a uma manutenção grande a casa. Isto é uma brutalidade, na altura o que eu gastei aqui em madeiras dava para comprar um apartamento (gargalhadas).

(…)

Havia aqui um presidente da Câmara, que era o doutor Rui Marques do CDS. Ele tinha comprado uma casa ali em cima, que é uma zona chamada Campinho com uma área muito grande de terreno e envolvente, uma casa antiga, apalaçada e ele começou a restaurar essa casa e foi o Soutinho que começou a restauração.

Entretanto comprei este terreno que é dum tio-avô meu. É muito grande este loteamento, tem oito lotes. Este aqui têm 1250 metros quadrados. Comprei isto em 1985 e dei por este terreno quatro mil e quatrocentos contos, era muito dinheiro. A casa é de 1990 mas só foi concluída em 1999.

E então o Rui Marques, ele era meu amigo eu falei com ele e disse-me “vou-te apresentar um arquiteto e gostava que tu fizesses a casa com ele, é um arquiteto muito bom e eu precisava de começar a ter casas arrojadas em Albergaria”. E nós fomos falar com o Soutinho, fomos lá ao Porto, estava ainda na zona nova, ele estava na rua que vai dar à Constituição do lado esquerdo. Nós fomos falar com ele, e lá lhe demos o programa, o quê que queríamos. Era uma casa de primeira habitação, cinco quartos, cinco casas de banho, piscina…

(…)

Têm aqui um jardim interior quando se entra, onde as divisões se desdobram em volta deste jardim. Tudo feito por construtores locais. Isto aqui (o jardim interior) é o sítio de brincadeira do meu neto, ele adora este sítio.

O chão é todo em madeira em tábua corrida. O sol desgasta as madeiras. Isto aqui é um escritório, repare neste móvel que faz uma separação e serve de apoio ao escritório,

foi ele que fez o desenho. Ainda tenho aí os desenhos e ainda esquissos que ele fez para explicar aos proprietários.

Esta casa tem um problema muito grande é a falta de arrumos. A casa para ser construída no terreno teve de ser toda desaterrada, e criou aqui um falso e podia ter aproveitado para fazer um compartimento nessa zona que foi aterrada depois e resolvia-se a falta de arrumação. É que o arquiteto desenha mas depois nós que vamos habitar temos outras necessidades.

Este quarto de baixo, serve para quando alguém tem um problema de mobilidade e não consegue ir para o andar de cima. E a casa de banho que dá serventia à parte de baixo. Repare que tudo têm portadas interiores, é uma segurança. Já na altura enveredei por comprar materiais bons, as peças sanitárias são todas Rocca. Ali é a cozinha. Aqui é um corredor que dá acesso a três salas. Esta sala usamos todos os dias, a outra é mais quando vem visitas, mas no fundo não é uma sala muito usada. A casa à frente têm pouca abertura, atrás está toda rasgada.

Lá atrás tenho um forno de lenha e a casa da piscina com balneário. Uma pérgula a toda a volta.

(…)

Aquele muro (de vedação da propriedade) caiu, houve um ano em que choveu muito e existia uma linha de água, isto aqui eram uns campos com silvas e dum momento para o outro choveu muito e as linhas de água aparecem. Os vizinhos não tinham muros e o meu muro fez de barragem, aquilo foi até à tensão de rotura. A piscina desapareceu, apareceu-me água no piso debaixo. A qualidade dos materiais revelou-se nesse momento, porque mesmo inundado o piso debaixo o chão de madeira ficou impecável.

(…)

Aqui tem uma sala, uma sala de jantar. Esta escada aqui é bonita, mas tira aqui um espaço nas salas, se ficasse uma sala ampla era outra coisa. Para festas é aqui que subimos e descemos. Quando vimos o projeto final da casa a minha mulher disse: “aqui esta escada senhor arquiteto não gosto muito”. Ele também queria por umas colunas redondas nas salas, e ainda me cortava mais as salas. A ideia quando eu lhe falei é que eu queria uma sala de jantar com portas de correr mas que me desse continuidade para outra sala, imagine que tinha aqui um jantar grande abria as portas e tinha outra sala para puder aumentar-me. É interessante este pormenor da escada porque eu lembro-me que o arquiteto disse “isso é como as senhoras que usam aqui um apêndice, um penduricalho num casaco” (gargalhadas).

(…)

As portadas abertas ou fechadas criam dois ambientes diferentes, nem parece a mesma casa.

(…)

Não comemos na cozinha, a cozinha é para cozinhar não é para comer, o Soutinho queria que assim fosse. Estes móveis da cozinha foram todas desenhadas por ele criando um plano de fora a fora. Tem bastante luz a casa toda. Os móveis são todos de origem. Eles dizem que isto é um “implúvio”. Tem este interior árabe. Vinha sempre a Andrea aqui e outro arquiteto que também lá estava no escritório, parece-me que foi o João Cabral, tinha assim o cabelo grande, seria da mesma idade da Andrea. Quando houve este problema do muro o Soutinho veio logo ver o que aconteceu.

(…)

Lembro-me de termos ido ver outras casas que o Soutinho fez, por exemplo a de Matosinhos.

(…)

Esta casa era para ser branca, o arquiteto foi a um congresso em Itália, e tinha, inicialmente a ideias de pintar de branco. Entretanto acho que fez a apresentação em Itália da nossa casa e perguntaram-lhe a cor, e ele falou em branco e houve críticas ao branco e disseram para ele não a pintar de branco, que a casa ficava com outro ser completamente diferente. Nem imagino esta casa pintada de branco.

(…)

Se soubesse quando ela foi construída, foi na altura do Saddam Hussein, e aqueles problemas que houve no médio oriente, foi muito criticada a casa. Foi polémico, chamaram bunker. Na altura os meus filhos andavam na secundária e mesmo eles eram criticados, chegavam a casa e diziam “oh mãe, a mãe do meu amigo disse, Carlos que casa horrível que vocês estão a fazer.” Depois da nossa começaram já a mudar na rua.

(…)

O que foi uma loucura foram os cálculos de engenharia. Ele estava a trabalhar nos prédios da Mota Engil um engenheiro qualquer, ele até estava com receio em nos dizer o preço, foi uma loucura. O comentário que eu fiz ao Soutinho foi “Oh senhor arquiteto

ponha a arquitetura de lado e comece a fazer cálculo” e ele disse “tem razão, vou pensar seriamente nisso” (gargalhadas). Em relação à casa, eu acho que tem um trabalho muito meritório e forte. É um contraste.

(…)

Tem aqui uma parte muito linda, esta escada de lanço único, com este varão aqui de lado enquadrado com estes painéis brancos é espetacular.

Obrigado, volte sempre que precisar ou queria visitar a casa, gostámos muito.

EXCERTOS DA CONVERSA COM CARLOS VIDAL - Anexos (123-126)
(2 de agosto 2019, na casa de Albergaria-a-Velha)

AS CASAS DE ALCINO SOUTINHO - estudo das habitações unifamiliares entre 1963 a 2003
PROJETO DE DISSERTAÇÃO. ANA RITA MOREIRA (2020)

https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/8693/2/TM_Ana%20Moreira.pdf

https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/8693/3/TM_Ana%20Moreira%20-%20Anexos.pdf

--

A relação que Alcino Soutinho possuiu com os seus clientes e amigos, foi relatada pelos próprios aquando as visitas às habitações. Alegre, preenchida de momentos de socialização entre famílias e amizades que perduram uma vida. Alcino Soutinho era a “alma da festa”, com os seus jogos, piadas, seriedade nos momentos adequados, contrariando e educando muito vezes o próprio cliente, no sentido duma melhor arquitetura, que este cria, pois a experiência e poética assim o ditavam. 

Das histórias que foram contadas pelo arquiteto e eternizadas através do livro de “Conversas com Arquitetos", de Nuno Lacerda, Soutinho conta uma história acerca do casal Vidal, proprietários da Casa de Albergaria-a-Velha.

“(…) fiz uma casa (…) que era um casal, constituído por um senhor muito simpático que era funcionário superior de um banco e a mulher que era médica dentista.

E que me chegou lá e disse: “senhor arquiteto, a única coisa que eu queria é que o senhor me fizesse uma casa com telhado, eu não posso com os caixotes”. Eu disse logo que sim, até porque eu tenho muito respeito pela telha, que é um material tão digno como qualquer um. Depois, traziam-me também um clássico, que era uma folha rasgada de uma revista com uma casa qualquer. Eu disse: “sim senhor, não tenho qualquer problema”. E então fiz um projecto que é uma casa que tem os telhados todos a descer para o interior da casa que depois tem um núcleo central. Portanto, quando se está de fora só se vê o limite, a cumeeira. Portanto, são telhados que convergem nesse núcleo, que é o centro da casa. Eu cheguei, mostrei uma maqueta, falámos sobre isso e a senhora ficou a olhar para mim e disse-me assim: “o senhor arquiteto fintou-me”. E eu perguntei-lhe:“mas porquê?”. E ela disse: “porque fez um telhado mas não fez…”. E eu disse: “então, mas está cá a telha, está cá o telhado, se queria assim ou assim, e eu gosto mais assim”. E achei graça, depois deu-se uma relação muito interessante” (Soutinho, 2010).

AS CASAS DE ALCINO SOUTINHO - estudo das habitações unifamiliares entre 1963 a 2003
PROJETO DE DISSERTAÇÃO. ANA RITA MOREIRA (2020)

ANEXO II LISTA DAS OBRAS DE SOUTINHO

1988 - Remodelação e ampliação de uma habitação em Albergaria-a-Velha

1990 - Habitação unifamiliar, Albergaria-a-Velha 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Albergue de Peregrinos – Rainha D. Teresa



http://www.elpelegrino.com.br/caminho/Portugues-Central/etapas/agueda.php

Caminho de Santiago

Após caminhar uns dois quilômetros por entre os eucaliptos, as setas levam o peregrino para os arredores de Albergaria-a-Velha pela N16-2.

Além do novíssimo Albergue de Peregrinos – Rainha D. Teresa, a cidade conta com todos os serviços disponíveis, cafés, padaria, bar e restaurante, centro de saúde, farmácia, bancos e ATM.

A Igreja Paroquial de Albergaria-a-Velha fica fora do traçado do Caminho Português e um pouco depois do novo albergue, então aproveite para visita-la após a sua chegada.

É bem possível que o peregrino chegue a Albergaria-a-Velha antes da abertura do albergue de peregrinos, então uma das melhores opções e foi essa a tomada pelas amigas peregrinas americanas, é de almoçar em um dos vários restaurantes ou cafés espalhados pela cidade.

Bem próximo ao albergue existem pelo menos sete opções, três na mesma rua e outros nas ruas adjacentes. Escolha o melhor cardápio e adiante o cronograma, pois assim que o albergue tiver aberto será a hora certa para um cochilo.

O Albergue de Peregrinos Rainha D Teresa é municipal e funciona para apoio aos Peregrinos com a colaboração da associação Via Lusitana.

Dedica-se em exclusivo ao APOIO DE PEREGRINOS e o custo do pernoite é de 8€, dispõe de cozinha completa, sala de estar e convívio, pátio com sombras para relaxar em dias quentes, garagem para guardar bicicletas, wi-fi e computador para utilização gratuita.

Os peregrinos podem pernoitar numa das 21 camas disponíveis, distribuídas por três quartos no mesmo andar, onde se encontram banheiros masculinos e femininos.

O hospitaleiro Joaquim Donário abre as portas do albergue pontualmente às 14hs, além de passar informações sobre o albergue e da cidade, Joaquim ainda passa algumas dicas das próximas etapas do Caminho Português, o que é sempre uma boa!

Após as rotinas diárias de todo peregrino ao chegar num albergue é chegada a hora de desbravar um pouco da pequena Albergaria-a-Velha, que apesar de ser pequena tem algumas atrações a serem vistas, como o pequeno Cineteatro Alba, a Praça Ferreira Tavares e a Igreja Paroquial.

Apesar de serem todos próximos, há um pequeno desvio a esquerda para se a Igreja Paroquial, se informe com o hospitaleiro ou veja os detalhes no mapa.

http://www.elpelegrino.com.br/caminho/Portugues-Central/etapas/agueda.php

Albergues Albergaria-a-Velha
Albergue Rainha D. Teresa
Endereço: Av. Bernardino Máximo de Albuquerque, 14
Telefones: +351 234 529 754,
E-mail: nd@nd.com
Site: https://www.facebook.com/albergueperegrinosrainhadteresa
Cidade: ALBERGARIA-A-VELHA

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Albergaria-a-Velha e a sua Gastronomia

A gastronomia é hoje um dos principais motivos de atracção turística de qualquer região. Para além disso, é também uma importante componente do turismo que, como é sabido, é o responsável por uma fatia substancial do PIB do nosso país, transformado, cada vez mais, num país de serviços, aproveitando a sua localização e clima.

Desde há alguns anos, a gastronomia é igualmente considerada “Património”, a classificar, a estudar, a preservar e divulgar, inclusive a certificar, como aconteceu recentemente com os Ovos Moles de Aveiro.

Apesar das instituições que têm obrigação de o fazer pouco ou nada terem feito, não se pense que o concelho de Albergaria-a-Velha não possui nada de relevante que não mereça ser preservado, estudado e salvaguardado, seja na área do património arqueológico, edificado, cultural ou mesmo gastronómico.

É precisamente sobre este último que aqui vos falarei hoje. Das suas qualidades e tradições, assim como das suas potencialidades e subaproveitamento para os mais diversos fins como o têm feito, e bem, grande parte dos concelhos nossos vizinhos.

Senão vejamos. Quem nunca provou e confirmou a excelente qualidade de alguma da gastronomia tradicional do nosso concelho? Quem nunca provou enguias fritas ou de escabeche, leitão assado, lampreias em arroz ou à bordalesa, peixinhos do rio fritos, ou vitela assada? Quem nunca provou pães ou padas, regueifas, pães doces, folares, broas, ou biscoitos diversos como, raivas, rosquilhas, bolos de gema ou turcos? Já para não falar em rabanadas e bilharacos?

Enfim, após esta pequena apresentação, afinal todos nós nos lembramos de que temos gastronomia diversificada e de grande qualidade.

Mas para além disso, esta não é uma gastronomia de hoje, sem raízes nem tradições, aproveitada e adaptada de outras terras ou regiões.

Na muita documentação que tenho consultado ao longo dos anos, pontualmente vou encontrando pequenas referências à nossa gastronomia. Por isso, aqui destacarei hoje o pão, o leitão e os biscoitos.
Primeiro o pão. Segundo um apontamento datado de 1882: os “bolos de pão alvo … da casa da Ti Quitéria do Agostinho, ou ainda da Ti Costa …. As duas boas creaturas indicadas … exerciam a vida de padeiras com o maior aperfeiçoamento e aceitação dos consumidores ainda de muito longe. A primeira fabricava pão para o ultimo Bispo de Aveiro, D. Manuel Pacheco de Rezende – tres vezes por semana era o Paço Episcopal fornecido; e ambas a seu turno o Convento de Serém. Muitas terras há que possuem especialidades a certo ramo da industria. Albergaria Velha dedica-se ao fabrico de pão, e é da sua labra o feitio dos pães emitando pujadas têtas, … sem se vêr igual em outra parte, a não ser por emitação”. Por aqui facilmente se vê como o pão confeccionado em Albergaria-a-Velha era afamado na região, e que outros aqui vinham consumir e imitar as nossas produções.

Depois o leitão. Um outro apontamento do final do século XIX informa-nos de que “entre os bons assadores de leitão, que é das melhores iguarias que em Albergaria se prepara, há o costume de o trazerem uma ou outra vez a arejar, depois de meio assado, para o constiparem, dizem. A pele assim torna-se mais quebradiça e a carne tenra e enxuta. A expressão “leitoeiro” utilizava-se quando se referiam a um apreciador de leitão”. Também esta pequena nota nos demonstra como era já tradição o leitão assado no nosso concelho, e como era já umas das principais iguarias que aqui se preparava.

Por fim, os biscoitos. Nesta matéria, existia em Albergaria-a-Velha desde o final do século XIX uma pequena fábrica de bolachas e biscoitos que atingiu grande fama na região, a “Loja Nova”, situada na Rua de Santo António, fundada por Joaquim Ribeiro e Silva.

Os seus produtos, de grande qualidade, eram equiparados aos melhores de Coimbra e Porto, e por esse motivo eram expedidos para todo o país. Mesmo depois do proprietário ter transferido residência para o Porto, os seus familiares aqui mantiveram a sua produção de escala mais regional por mais alguns anos. De entre os seus produtos, os mais procurados eram os biscoitos, raivas e folares da Páscoa.  A tradição de confeccionar este género de produtos conseguiu manter-se viva ao longo dos anos, graças inicialmente à “Casa Turco” e actualmente a D. Margarida Ferreira, herdeira das receitas destes afamados doces regionais.

Por estas três amostras bem se antevêem as potencialidades da gastronomia do nosso concelho. Mas, se tudo isto não bastasse, ainda assistimos, impávidos e serenos, ao aproveitamento, e bem, com fins económicos e turísticos, por parte dos nossos concelhos vizinhos, de alguns destes produtos.

Senão vejamos: o pão. Quem ainda não foi ao Museu do Pão, em Seia, que ali atrai milhares de pessoas anualmente, ou ao Festival da Broa de Avanca, organizado pela Confraria da Broa ali existente. Ora sendo o concelho de Albergaria-a-Velha um dos que mais moinhos, moleiros e padeiros teve, porque nunca aproveitou esses recursos para fins semelhantes? O pão do Fontão e de Albergaria-a-Nova continua a ser do melhor que há.

Depois o leitão, que Águeda transforma na Festa do Leitão e ali faz deslocar milhares de pessoas, ou que Anadia e Mealhada divulgam há muitos mais anos de forma bem rentável. No nosso concelho, temos uma forma diferente de o assar, mais saudável, como se pode comprovar com o sucesso que é a “Casa dos Leitões” em Angeja.

As enguias enlatadas, que uma empresa da Murtosa exporta para todo o mundo, contrapõem com as que aqui podemos saborear, fritas ou de escabeche.

E as lampreias que Sever do Vouga transforma no Festival da Lampreia, ali levando milhares de pessoas, enquanto assistimos à sua passagem a subir os rios que existem na quase totalidade das freguesias do nosso concelho, sem delas fazermos aproveitamento económico e turístico, fosse com arroz ou à bordalesa. Ou a vitela, que também Sever do Vouga bem divulga e apresenta, enquanto nós por cá nos limitamos a prová-la sem grande divulgação. Até os folares que Ílhavo apresenta como bandeira concelhia, são aqui feitos com mestria e em nada lhes ficam atrás, com ou sem ovos.

Apenas os biscoitos diversos descendentes da “Casa Turco” ainda levam longe o bom nome de Albergaria-a-Velha, mas até quando? Parece que apenas a regueifa e o pão doce estão esquecidos e ainda ninguém se lembrou de os aproveitar para fins económicos e turísticos nos concelhos vizinhos, já que as rabanadas e os bilharacos são produtos mais sazonais. A título de curiosidade, as famosas cavacas típicas das Festas de São Gonçalinho, em Aveiro, foram este ano confeccionadas no nosso concelho, na Branca.

Agora, se a estas qualidades gastronómicas e potencialidades turísticas adicionarmos um outro condimento – a excelente localização geográfica do concelho de Albergaria-a-Velha –, então porque não salvaguardamos e divulgamos os nossos excelentes produtos gastronómicos, prestando diversos “serviços” ao mesmo tempo que salvamos o nosso “Património”, atraímos turismo, criamos emprego, geramos riqueza e divulgamos algumas das boas coisas que ainda existem no nosso concelho.

04-05-2010
Fonte: Dr. Delfim Bismarck, Portal de Albergaria

Após a leitura deste artigo, constato que o autor, na realidade, está atento à assimetria gastronómica do nosso concelho.

Somente comento três iguarias “serranas”, que há séculos vão para a mesa dos habitantes da freguesia  da Ribeira de Fráguas.

Mesa sem vitela assada no forno (a lenha), nos dias das festividades locais, é situação rara.
Provavelmente uma herança secular do movimento migratório oriundo da região lafonense, para a nossa freguesia.

As regueifas e cavacas confeccionadas no lugar de Vilarinho de São Roque, são outro testemunho da gastronomia local.

Em jeito de brincadeira, com boa vontade, ainda ainda vamos formar a Confraria do Caracol, aqui pela Ribeira.

Um abraço.

Nuno Jesus, 6 de Maio de 2010, 19:21

sábado, 13 de julho de 2019

Visitar


novo site do município de Albergaria-a-Velha

visitar

- Concelho

Resumo Histórico
Localização e Acessibilidades do Concelho
Informação Estatística

- Património Arqueológico

Mamoas do Taco

Mamoas de Açores

Classificada em 1997, a "Mamoa de Açores" ergue-se no lugar que lhe deu nome, nas proximidades de Albergaria-a-Velha.
Este exemplar megalítico foi construído durante o Neo-calcolítico desta região do atual território português, numa posição-charneira entre as áreas situadas a Sul do Tejo e a própria Beira Alta, sendo nos distritos de Viseu e de Aveiro que se concentra a maior parte dos sepulcros megalíticos identificados até ao momento nas Beiras. "De notar porém que existe nesta área uma gama muito diversificada de arquitetura e espólios funerários, certamente em articulação com um longo período de vigência do fenómeno megalítico, ainda dificilmente decomponível de acordo com grandes etapas construtivas e de utilização." (JORGE, S. O., 1991, p. 136).

Apesar de ainda não ter sido objeto de investigação, a "Mamoa de Açores" possui cerca de trinta metros de diâmetro, não se observando, contudo, quaisquer estruturas pétreas que a pudessem ter suportado na origem. [AMartins]

Foi adquirida em 2019 pela Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.
Categoria de proteção: Classificado como IIP – Imóvel de Interesse Público
Decreto: Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997

Monte de S.Julião

A estação arqueológica de São Julião reporta-se a um povoado do fim da Idade do Bronze, entre 1000 e 700 anos antes de Cristo. Os primeiros trabalhos de prospeção e caracterização foram efetuados nos anos 90 do século passado, tendo sido retomados em 2014. Ao longo das várias campanhas arqueológicas, tem sido possível identificar importantes vestígios da ocupação do local com cerca de três mil anos, designadamente restos das estruturas em pedra e terra que delimitavam o povoado e fragmentos de louça e outros objetos utilizados à época. Foi ainda descoberta uma sepultura, um achado considerado muito raro.

Escavações Monte S. Julião

- Património Cultural

Paços do Concelho
Lápide Rainha D. Teresa
Cineteatro Alba
Sede Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior
Arquivo Municipal - Antiga Cadeia da Comarca
Casa e Capela de Santo António
Mercado Municipal
Estação Caminho-de-ferro
Casa Dr. António de Pinho
Chalet Família Vidal
Palacete e Castelo da Boa Vista - Biblioteca Municipal
Escola Adães Bermudes
Casa do Outeiro ou da Rua de cima
Casa da Fonte
Casa do Mouro
Casa da "Calçada"
Casa Viriato da Silva Vidal
Casa José Pereira Lima
Casa da Praça
Pelourinho de Angeja
Junta de Freguesia da Branca-Antiga escola primária
Quinta do Outeiro
Quinta das Relvas
Casa de Hóspedes
Casa Velha
Casa Vila Maria
Casa da Quinta das Vinhas
Vila Francelina
Pelourinho de Frossos
Casa de Fontes
Quinta da Fontoura

- Património Industrial

Fábrica Alba
Fábrica de Papel de Valmaior
Companhia de Celulose do Caima

- Património Natural

Vilarinho de S. Roque - Aldeia de Portugal
Pateira de Frossos
Paisagem de Bocage
Monte e Capela da Nossa Senhora do Socorro

- Património Religioso

Igreja Matriz de Santa Cruz
Igreja Matriz de Santa Eulália
Igreja Matriz de Santa Marinha
Igreja Matriz de Nossa Senhora das Neves
Igreja Matriz de São Vicente
Antiga Igreja Matriz de S. Tiago
Igreja Matriz de S. Tiago
Igreja Matriz de S. João Batista
Igreja de S. Paio
Capela do Mártir S. Sebastião
Capela Nossa Senhora do Socorro
Padrão Cruzeiro de Albergaria
Cruzeiro da Senhora do Socorro
Calvário de Albergaria
Cruzeiro do Divino Espírito Santo
Cruzeiro do Adro da Igreja de Sta Eulália
Cruzeiro de Assilhó
Cruzeiro de Açores
Cruzeiro de Fontes
Cruzeiro Lugar do Cabeço
Cruzeiro do Adro da Igreja de S. Vicente
Cruzeiro de Frossos
Cruzeiro do Adro da Igreja de S. João de Loure
Cruzeiro da Rua da Costa

- Rotas e Percursos

Albergaria-a-Velha
Pateira de Frossos e Baixo Vouga Lagunar
Rota dos Moinhos
Trilho do Linho
Trilho dos Três Rios
Caminho de Santiago

- O que fazer

- Centro de Atividades Radicais e Ambientais – Vilarinho de S. Roque

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha

Cláudia Emanuel, investigadora e doutoranda em Estudos do Património, vai dinamizar a aula aberta O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha – Conhecer – Valorizar – Salvaguardar a 21 de setembro, pelas 10h00, na Biblioteca Municipal. A participação é gratuita.

O Concelho de Albergaria-a-Velha é um espaço privilegiado de análise, tendo em conta o número elevado de imóveis com decoração azulejar que dá cor e brilho às suas ruas. Nos meados do séc. XIX, os emigrantes vindos do Brasil trouxeram a moda e o uso do azulejo português, agora colocado nas fachadas dos imóveis. De pequeno quadrado de barro, protetor das humidades, os azulejos passaram rapidamente a elementos decorativos, cobrindo não só casas, mas também fontanários, alminhas e outras construções.       

Com muitas habitações antigas a serem alvo de abandono, torna-se necessário apresentar contributos para a preservação dos elementos azulejares. A divulgação do património azulejar é um desses contributos, na medida em que o conhecimento propicia a conservação e a valorização dos objetos, ou saberes, que se herdam.

Nos próximos meses, uma equipa liderada por Cláudia Emanuel, vai fazer a recolha fotográfica, dos imóveis com decoração azulejar, de modo a dar a conhecer o património azulejar do Concelho. Em dezembro, o resultado do levantamento feito será apresentado numa exposição na Biblioteca Municipal.           

Fonte: CM Alb.-A-Velha

domingo, 19 de novembro de 2017

Casa da Administração da Fábrica de Papel de Valmaior

Manuel Letra - Indicou que, num relatório emitido pelos técnicos da Câmara Municipal, estes propuseram possivelmente a demolição da casa da Administração da Fábrica de Papel de Valmaior, um edificado centenário. Lastimou tal atitude, considerando que no passado defendeu-se a preservação do património público municipal. No seu entender, aquele edificado poderia ter sido protegido e conservado para nele se realizarem muitas coisas. Recordou que quando o ex-Presidente da Câmara Municipal Rui Marques avançou com o projeto de modificação daquele edifício, muitos foram contra. Hoje, todos acham que o edifício cumpre as suas missões, felicitando quem levou para a frente o investimento para preservação do mesmo. Questionou do paradeiro de todo o granito dos beirais, das ombreiras das portas, do rodapé, do chão de granito, que dava acesso da casa dos engenheiros, a nascente, entendendo que a Câmara Municipal deveria ter aberto um processo para declarar de interesse municipal o edifício e a sua chaminé, que é um ícone de Valmaior e do município, tendo sido a sua primeira indústria. Advertiu que, no próximo inverno, a chaminé poderá cair.


Vereador Delfim Bismarck – Usou da palavra, esclarecendo que quando o atual executivo iniciou
funções, a casa da Administração da Fábrica de Papel de Valmaior já se apresentava em estado
avançado de degradação, ameaçando ruína. Na altura, foi provisoriamente escorada para o efeito. No
orçamento de 2014, ficou prevista uma verba de aproximadamente € 57.000,00 para iniciar a
recuperação da casa, se tal fosse possível. O inverno foi altamente chuvoso, pelo que a entidade
Estradas de Portugal notificou a Câmara Municipal para demolir ou intervencionar o edifício, pois este apresentava perigo eminente. Foi constituída uma comissão para fazer a análise técnica do edifício, que emitiu parecer unânime a favor da sua demolição. Por esse motivo a casa da Administração foi demolida, esclarecendo, ainda, não se tratar de uma casa centenária. Informou que, em Portugal, o tipo de classificação pode ser solicitada por qualquer cidadão, órgão local, associação, etc e o Membro Municipal Manuel Letra nunca apresentou qualquer pedido enquanto Presidente de Junta de Freguesia, Membro de associações e/ou cidadão. Informou ainda que uma aluna da Universidade de Aveiro está a realizar um estudo, no âmbito da sua tese de mestrado, para verificar qual é a parte original construída em tijolo, a fim de apresentar um projeto de salvaguarda da chaminé. Esclareceu que esta já não é a original, porque foi reconstruída, sendo mais curta comparativamente à inicial. O Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro é liderado pelo Professor Doutor Eng.º Aníbal Costa, pessoa conceituada nesta área, em Portugal. Terminou a sua intervenção, clarificando que a Câmara Municipal não tem a posse total do edifício, porque foi celebrado um contrato de comodato com uma associação que é, neste momento, a responsável pela gestão do espaço


Manuel Letra – CDS-PP – Interveio, recordando não ter sido esclarecido (..) o paradeiro da cantaria da casa da Administração da Fábrica de Valmaior. Clarificou que os técnicos da Câmara Municipal indicaram ser prudente a demolição parcial da fachada do edifício confinante com a EN-16-3 com a brevidade possível até à altura das padieiras, não a totalidade do edifício. Entende que o assunto foi tratado de forma muito simplista. A fachada deveria ter sido escorada, estabilizada e amarrada com ferro, preservando aquele espaço. O vereador Delfim Bismarck, enquanto membro da
ADERAV, deveria ter defendido a preservação daquele edifício, que é património do município. -

Acta da Assembleia Municipal, 23/06/2017

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Processo de eventual classificação de interesse Municipal


Casa de Hóspedes, sita na Rua do Caima, freguesia da Branca, Município de Albergaria-a-Velha   

- Edital
- Planta implantação
- Planta localização

Endereço / Local

Rua do Caima, Quinta do Caima
Branca

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 846/2016, DR, 2.ª série, n.º 175, de 12-09-2016
Deliberação de 17-08-2016 da CM de Albergaria-a-Velha a determinar a classificação como MIM
Em 2-08-2016 foi dado conhecimento do despacho à CM de Albergaria-a-Velha
Despacho de concordância de 3-05-2016 da diretora-geral da DGPC
Informação favorável de 22-03-2016 da DRC do Centro
Pedido de parecer de 4-02-2016 da CM de Albergaria-a-Velha sobre a classificação como MIM
Edital n.º 1128/2015, DR, 2.ª série, n.º 245, de 16-12-2015
Deliberação de 18-11-2015 da CM de Albergaria-a-Velha a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM
Nota Histórico-Artistica

Imóvel

Situada na Quinta do Caima, na freguesia de Branca, em Albergaria-a-Velha, a Casa de Hóspedes foi construída entre os finais do século XIX e inícios do século XX nas imediações da Fábrica do Caima, que procedia ao fabrico de pasta de papel. A moradia servia para albergar os técnicos especializados estrangeiros, que visitavam temporariamente as instalações da fábrica, bem como os membros diretivos da firma proprietária que habitava, fora da região circundante.
De planta retangular, a casa divide-se em dois pisos, com fachadas rasgadas por janelas. No frontispício foi edificada uma escadaria de cimento, que permite o acesso externo ao piso superior. Interiormente, está despojada de qualquer elemento decorativo.
O edifício integra-se no espaço da quinta, onde foram edificadas outras treze habitações, destinadas a vários empregados da fábrica (Casa do Motorista, Casa dos Montadores, Casa do Electricista, etc.), formando um complexo habitacional, rodeado por uma área de bosque murada.

História

A Quinta do Caima foi o local escolhido para instalar a primeira unidade fabril de celulose do Caima, a The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Limited. Fundada em 1888, a empresa adquiriu os terrenos da Quinta do Caima, uma grande extensão de terras entre as freguesias de Branca e Ribeira de Fráguas, em Novembro de 1889. Foi aí que instalou a sua fábrica de pasta de papel, conhecida como Fábrica do Caima, ou Companhia de Celulose do Caima, que se tornou a mais importante unidade fabril do género em Portugal.

Entre os últimos anos do século XIX e os primeiros do século XX, o diretor da fábrica, o engenheiro Erik Daniel Bergqvist, de nacionalidade sueca, decidiu mandar edificar no espaço do complexo fabril uma casa de hóspedes, para que aí se pudessem instalar os técnicos especializados estrageiros e os sócios da Fábrica do Caima que residiam no Porto ou fora do país, quando estes se deslocassem à unidade em trabalho.
A Casa de Hóspedes foi, então, edificada, mantendo-se a sua estrutura original praticamente inalterada.

Catarina Oliveira
DGPC, 2016

Ficha

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=35635

Casa Velha sita na Rua da Feiteira, Caima, freguesia da Branca, Município de Albergaria-a-Velha 


- Edital
- Planta implantação
- Planta localização

Endereço / Local

Rua da Feiteira
Albergaria-a-Velha

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 845/2016, DR, 2.ª série, n.º 175, de 12-09-2016
Deliberação de 17-08-2016 da CM de Albergaria-a-Velha a determinar a classificação como MIM
Em 2-08-2016 foi dado conhecimento do despacho à CM de Albergaria-a-Velha
Despacho de concordância de 3-05-2016 da diretora-geral da DGPC
Informação favorável de 11-03-2016 da DRC do Centro
Pedido de parecer de 4-02-2016 da CM de Albergaria-a-Velha sobre a classificação como MIM
Edital n.º 1129/2015, DR, 2.ª série, n.º 245, de 16-12-2015
Deliberação de 18-11-2015 da CM de Albergaria-a-Velha a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM

Imóvel

Edificada no interior da Quinta do Caima, na freguesia de Branca, em Albergaria-a-Velha, a Casa Velha foi erigida nos finais do século XIX, estando integrada no antigo complexo industrial da Fábrica do Caima, que procedia ao fabrico de pasta de papel.
De planta retangular irregular, o imóvel servia de habitação ao diretor da fábrica e respetiva família, dividindo-se em dois pisos, com alçados marcados pela abertura de janelas e corpo central destacando-se através do remate em empena triangular, recriando os modelos de casas de campo inglesas. No conjunto, de linhas despojadas, destaca-se o telheiro alpendrado, em madeira, que precede a entrada principal da casa, e uma bay window no alçado posterior da casa; esta fenestração, de tipologia tipicamente anglo-saxónica, ornamentava originalmente a fachada lateral esquerda.

O edifício integra-se no espaço da quinta, onde foram edificadas outras treze habitações, destinadas a vários empregados da fábrica (Casa do Motorista, Casa dos Montadores, Casa do Electricista, Casa dos Hóspedes, etc.). Este complexo habitacional é rodeado por uma área de bosque murada.

História

A Quinta do Caima foi o local escolhido para instalar a primeira unidade fabril de celulose do Caima, a The Caima Timber Estate & Wood Pulp Company, Limited. Fundada em 1888, a empresa adquiriu os terrenos da Quinta do Caima, uma grande extensão de terras entre as freguesias de Branca e Ribeira de Fráguas, em Novembro de 1889. Foi aí que instalou a sua fábrica de pasta de papel, conhecida como Fábrica do Caima, ou Companhia de Celulose do Caima, que se tornou a mais importante unidade fabril do género em Portugal.

A Casa Velha era o mais importante edifício habitacional da quinta, servindo para albergar, durante décadas, o diretor da mesma. O imóvel sofreu obras de remodelação em 1939, durante as quais se instalou um inovador sistema de caldeiras e radiadores a água.

Catarina Oliveira
DGPC, 2016

Ficha

http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=35636



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Património Arquitetónico

Albergaria tem um traçado único que conta uma história. Começa pela sua posição estratégica geográfica e que deixou as marcas do tempo no desenho da cidade ao longos dos séculos.

A antiga estrada real, depois chamada nacional, que corresponde às atuais Rua Mártires da Liberdade, de Santo António, do Hospital e Dr. Alexandre de Albuquerque, bem como o outro eixo da antiga estrada Real Aveiro-Viseu, atuais Rua de Campinho, Dr. José Henriques Ferreira, etc, denunciam a importância deste território ao longo dos séculos, a aí encontramos boas obras de arquitetura.

Há erros no passado, nomeadamente quando se destrói património e a nossa identidade, mas para isso não há remédio, só há memória.

Faltou planeamento e espaços públicos de qualidade, que acredito que as intervenções cirúrgicas que estão a ser desenvolvidas irão contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.

Gosto da escala da cidade e há elementos de interesse arquitetónico que precisam de ser valorizados!

Entrevista à Arquitecta Ana Maio Pinheiro Machado, Correio de Albergaria, 16/11/2016

Ana Maio é natural do Porto e reside em Albergaria-a-Velha desde há 7 anos. Tem vários projectos a serem desenvolvidos na região. O mais recente foi a obra de recuperação do edifico onde se encontram os laboratórios Avelab e o Jornal Correio de Albergaria. Em 2009 desenhou o monumento às Vítimas das Invasões Francesas, no Concelho de Albergaria, pelas tropas de Napoleão em 1809. Monumento em aço corten  que se encontra na rotunda de ligação à EN 16, a estrada que liga a Valmaior.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Monumentos.pt

Registo - Monumentos
Resultados (27)
 
---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=35159
Bairro da Santa Casa da Misericórdia de Albergaria-a-Velha IPA.00035159 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Conjunto arquitetónico >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Habitação económica >> Promoção pública estatal (DGSU) e privada (Misericórdia) >> Casas para famílias pobres 
 
Conjunto arquitetónico residencial unifamiliar. Habitação económica de promoção pública estatal (DGSU) e privada (Santa Casa da Misericórdia). Conjunto de Casas para Famílias Pobres de pequena dimensão, composto por casas geminadas térreas com logradouro no tardoz e fachada principal, formando quarteirões.
  
---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=34976
Bairro das Lameirinhas IPA.00034976 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Conjunto arquitetónico >> Edifício >> Residencial multifamiliar >> Habitação económica >> Promoção pública estatal (FFH) 
 
Conjunto arquitetónico residencial multifamiliar. Habitação económica de promoção pública estatal (FFH). Conjunto de grande dimensão composto por edifícios multifamiliares em banda de três pisos, formando quarteirões abertos.  

---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=34975


Bairro do Jogo IPA.00034975 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Conjunto arquitetónico >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Habitação económica >> Promoção pública estatal (FFH) 
 
Conjunto arquitetónico residencial unifamiliar. Habitação económica de promoção pública estatal (FFH). Conjunto de pequena dimensão, composto por casas em banda de dois pisos, com logradouro no tardoz, formando quarteirões.  


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=22134


Capela de Nossa Senhora do Socorro / Santuário de Nossa Senhora do Socorro IPA.00022134 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Religioso >> Templo >> Capela / Ermida 
 
Arquitetura religiosa, oitocentista. Santuário nacional composto por uma igreja, rodeada por um pequeno parque e zona de lazer. A Igreja é de planta poligonal composta por nave, com alpendre aberto, capela-mor e anexos e torre sineira adossada ao lado direito, com coberturas interiores diferenciadas de madeira em masseira e iluminada uniformemente por janelas rasgadas nas fachadas laterais. Fachada principal rematada em empena, com os vãos rasgados em três eixos, compostos por portal e óculo e por dois postigos. Interior com arco triunfal de volta perfeita e capela-mor com retábulo de talha pintada de estilo revivalista neobarroco.  FOTO.01001261 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=8564

Capela de São Sebastião IPA.00008564 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Religioso >> Templo >> Capela / Ermida 
 
Arquitectura religiosa, maneirista. Capela de planta longitudinal composta por nave, capela-mor ligeiramente mais baixa e mais estreita, volume adossado à fachada SE.. Fachada principal em empena, coberta a azulejo, rasgada por portal de verga recta e duas janelas de moldura simples. Fachada SE. rasgada por duas portas e fachada NO. por uma porta e três janelas rectilíneas.  FOTO.00654847 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=21621


Capela do Divino Espírito Santo IPA.00021621 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Religioso >> Templo >> Capela / Ermida 
 
Capela de planta retangular com.fachada principal circunscrita por cunhais apilastrados firmados por pináculos e remate em empena, rasgada por porta de verga recta simples e dois óculos. Fachadas E. e O. cegas e fachada posterior rasgada por duas fenestrações. CRUZEIRO seiscentista sobre plinto paralelepipédico almofadado, com a data "1655". Sobre o plinto coluna toscana sobrepujada por cruz latina ostentando na face o Cristo crucificado. Capela com duas pequenas fenestrações rectilíneas simples na fachada posterior. CRUZEIRO com representação escultórica da crucificação na face frontal da cruz vestígios de policromia.  FOTO.00654786 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=21163


Casa da Criança de Albergaria-a-Velha IPA.00021163 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Educativo >> Jardim de infância 
 
 
---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25599
Casa da Quinta da Fonte / Casa da Fonte IPA.00025599 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Casa >> Casa abastada 
 
Casa abastada setecentista, integrada em quinta. Evolui em dois pisos, composto por dois corpos, casa principal e celeiro, volumetricamente escalonados, de planta em L. Casa principal com alçados rebocados e pintados circunscritos por cunhais apilastrados na fachada principal, sendo esta percorrida por embasamento pintado; remates em cornija e beiral. Fachada principal e 2º piso da fachada lateral direita rasgadas por vãos em arco abatido, com moldura em arco contracurvado, sendo os do 2º piso encimados por cornija. Fachada principal com vão central do 2º piso de sacada e laterais apresentando avental; à direita da fachada principal, portal nobre, com porta em arco abatido ladeada por pilastras rematadas por entablamento, dá acesso a um pátio. Fachada lateral direita rasgada, no 1º piso, por vão rectilíneo, apresentando escadaria de acesso ao 2º piso. Fachada posterior rasgada por vãos em arco abatido no 1º piso e rectilíneos no 2º piso, sendo marcada por varanda alpendrada com escadas de acesso ao 2º piso.  FOTO.00734454 


----http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=661


Casa de Santo António IPA.00000661 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Casa 
 
Casa barroca de planta retangular composta por ala residencia e capela integrada na fachada. Destaca-se a composição decorativa do amplo portão para o pátio interior e a existência de pequena sineira sobre pano de muro adossado ao lado direito da capela.  FOTO.00038465 


----http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=22255


Casa do Dr. António Fortunato de Pinho / Casa na Praça Ferreira Tavares IPA.00022255 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Casa 
 
Casa Arte Nova.  


----http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=22253

Casa do Outeiro / Casa da Rua de Cima IPA.00022253 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Casa 
 
Casa.  


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=261

Casa na Estrada de Aveiro / Casa do Mouro IPA.00000261 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Casa 
 
Casa setecentista de planta rectangular de único volume.  FOTO.00038462 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=24288


Casa na rua Doutor José Henriques IPA.00024288 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Residencial unifamiliar >> Casa 
 
Casa construída no séc. 18, ampliada no séc. 20, de dois pisos de planta rectangular tendo articulados dois corpos à fachada posterior, formando planta em L. Corpo principal com alçados rebocados circunscritos por cunhais apilastrados sendo percorridos por embasamento e remate em cornija e beiral. Fachada principal e laterais rasgadas por vãos em arco abatido com moldura contracurvada (na fachada principal e lateral direita) e moldura rectilínea (na fachada lateral esquerda); na fachada lateral direita surge escadaria de acesso ao 2º piso. Fachada posterior rasgada por vãos rectilíneos. O imóvel conserva as molduras em cantaria em arco abatido encimadas por cornija contracurvada ou rectilínea nos vãos da fachada principal e laterais, bem como escadaria de acesso ao 2º piso adossada à fachada lateral direita.  FOTO.00749581 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=11331

Cine-Teatro de Albergaria-a-Velha / Cine-Teatro Alba IPA.00011331 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Cultural e recreativo >> Casa de espetáculos >> Cine-teatro 
 
Arquitectura cultural, modernista. Cine-teatro com capacidade para 572 lugares, distribuídos plateia e balcão  FOTO.00795414 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=11488


Cruzeiro de Albergaria-a-Velha IPA.00011488 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Estrutura >> Religioso >> Cruzeiro 
 
Arquitectura religiosa.  


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=21164


Edifício dos Correios, Telégrafos e Telefones, CTT, de Albergaria-a-Velha IPA.00021164 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Comunicações >> Estação de correios (CTT) 
 
Arquitectura de comunicações, do séc. 20.  


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=24290


Escola Primária Conde de Ferreira de Albergaria-a-Velha / Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha IPA.00024290 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Educativo >> Escola >> Escola primária >> Tipo Conde Ferreira 
 
Escola primária, projetada e construída nas últimas décadas do séc. 19, incluí-se nas construções escolares patrocinadas pelo legado conde Ferreira. Apresenta características que se podem filiar nas "Instruções sobre a fundação de escolas de adultos, creação de novas cadeiras de francez e de inglez, construção de casas para escolas primárias...", publicadas pelo Governo em 1866 (DL 23 jul. 1866, n.º 163), como forma de tornar viável o legado do conde de Ferreira, falecido em março desse mesmo ano, e que previa a construção de 120 casas para escolas em todo o país. No capítulo 4 da referida legislação são estabelecidas as características que estes edifícios devem observar e das quais se destacam: a sua localização em local aprazível e de fácil acesso, reservando alguma distância dos demais edifícios, numa área de terreno nunca inferior a 600-900 m2, murada ou separada do exterior por vala; a área intra-muros contempla duas construções, a da escola e a da casa para o mestre-escola; a escola deve conter uma ou mais salas de aula (consoante o número de alunos), com uma superfície de 50 a 115 m2 e um pé-direito do 4 metros, a sua iluminação natural será efetuada pela existência de janelas, situadas sempre do lado esquerdo dos alunos; contígua à sala de aula ficará uma outra, mais pequena, destinada a apresentações públicas, recepção e biblioteca escolar; é ainda comtemplada a existência de um ou dois vestíbulos, consoante a escola seja para um ou para os dois sexos. A orientação das escolas segundo este primeiro regulamento de construções escolares, deveria ser a SO. (considerada a ideal para Portugal), o que poderia ser alterado de acordo com as condicionantes de cada caso. A ventilação e o aquecimento são igualmente regulamentados, assim como é exigida a existência de espaço para a realização de jogos ao ar livre. Exteriormente apresentam uma feição revivalista, com fachadas percorridas por embasamento, cunhais apilastrados e remates em cornija e beiral, rasgados regularmente por vãos, as janelas molduradas a cantaria formando brincos retangulares e com caixilharia de guilhotina, e as portas com bandeira. Fachada principal de pano único, terminada em platibanda plena de cantaria possuindo ao centro sineira rectangular coroado por frontão triangular, e sendo rasgada por portal de verga reta, moldurado, encimado por largo friso, ornado por almofada retangular, e duplo friso vertical lateral encimado por cornija, entre duas janelas altas e estreitas, com verga superior ornada de duplo friso vertical e cornija. Fachadas laterais semelhantes, de dois panos, um mais estreito, marcados por pilastras, rasgados por cinco vãos, sendo um da lateral esquerda porta travessa de verga reta simples. Fachada posterior terminada em empena reta, rasgada por porta central de verga reta e duas janelas laterais.  


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=23876

Escola Primária de Albergaria-a-Velha / Escola Primária do Pinheiro / Agrupamento 838 do Corpo Nacional de Escutas IPA.00023876 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Educativo >> Escola >> Escola primária >> Tipo Adães Bermudes 
 
Arquitectura educativa, novecentista. Escola do projecto-tipo Adães Bermudes, de uma sala, do sexo masculino, e uma residência, de planta rectangular composta por dois volumes escalonados, o da esquerda mais alto e de dois pisos, destinado à residência do professor, e o lateral com sala de aula antecedida por vestíbulo, e o alpendre e instalações sanitárias desenvolvidos na fachada posterior. O edifício é rasgado, na fachada principal, por vãos em arco abatido, todos com moldura na verga e parte superior da ombreira em cantaria, com pedra de fecho fingida, surgindo, à direita, pano de muro saliente rasgado por portal e rematado por frontão entrecortado por sineira. O corpo situado à esquerda possui, no piso térreo, porta central ladeada por janelas, para individualizar a dependência do professor, a que corresponde, no piso superior, uma janela; na fachada posterior surge também uma janela; este corpo possui, ainda, numa das fachadas laterais, três janelas escalonadas com moldura comum. Corpo situado à direita possui duas salas de aula, a da esquerda com amplas janelas em arco abatido que permitem a iluminação dominante unilateral daquele espaço de estudo, e a da direita com uma única janela, com o interior em tecto plano pintado e pavimento em soalho. No interior da sala da esquerda surge espaço demarcado por pequeno degrau e pela existência de tijolos na parede, que se destina a assegurar o aquecimento, através de salamandra. O edifício encontra-se envolvido, na fachada posterior, por pátio amplo, murado, que constituí a zona de recreio.  FOTO.00813965 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=21622

Fontanário de Albergaria-a-Velha IPA.00021622 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Estrutura >> Hidráulica de elevação, extração e distribuição >> Chafariz / Fonte >> Chafariz / Fonte >> Tipo espaldar 
 
Chafariz novecentista, sobre soco quadrangular com degrau, encimado por plinto cúbico moldurado com remate semicircular na face principal, do qual surge uma
bica, por seu turno encimado por plinto canelado que se horientaliza par receber estrutura de perfil curvo. Na face principal, no eixo do remate e no centro do capitel medalhão circular com decoração encimado por drapeado. Reaproveitamento de estela paleocristã.  FOTO.00216540 

---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=21623


Fonte de Albergaria-a-Velha IPA.00021623 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Estrutura >> Hidráulica de elevação, extração e distribuição >> Chafariz / Fonte >> Chafariz / Fonte >> Tipo centralizado 
 
Arquitectura infraestrutural, neoclássica. Fonte de tipo centralizado composta por tanque com bordo saliente e, no centro, um plinto na base do qual surgem duas bicas.  FOTO.00216535 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=24292


Fonte em Valmaior IPA.00024292 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Estrutura >> Hidráulica de elevação, extração e distribuição >> Chafariz / Fonte >> Chafariz / Fonte >> Tipo espaldar 
 
Arquitectura civil de equipamento, novecentista. Fonte de espaldar simples contracurvado e remate em escudo, sendo prolongado lateralmente por ilhargas; bica em forma de carranca.  FOTO.00761677 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=21165


Hospital Subregional de Albergaria-a-Velha / Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha IPA.00021165 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Saúde >> Hospital 
 
Arquitetura saúde, do séc. 20.  
----http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=8565

Igreja Paroquial de Albergaria-a-Velha / Igreja de Santa Cruz IPA.00008565 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Religioso >> Templo >> Igreja paroquial 
 
Arquitectura religiosa, maneirista e barroca. Igreja paroquial de planta longitudinal composta por nave com coro-alto, capela-mor ligeiramente mais baixa e mais estreita, sacristia, dependências, capela mortuária e torre sineira adossados ao alçado lateral direito. Fachada principal em empena, rasgada por portal de verga recta encimado por janelão rectangular. Fachadas circunscritas por cunhais apilastrados firmados por pináculos percorridas por embasamento e remates em cornija, as laterais com olhos de boi, janelas em capialço e portas e na fachada E. janelas rectilíneas. Coberturas de madeira e estuque em caixotões, falsa abóbada de berço na capela-mor e tectos planos na ampliação da nave. Arco triunfal pintado com arcantos. Retábulo-mor do séc. 17 estilo barroco nacional e retábulos laterais e colaterais da 2ª metade do séc. 18, do barroco joanino.  FOTO.00654826 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=25593

Igreja Paroquial de Valmaior / Igreja de Santa Eulália IPA.00025593 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Edifício >> Religioso >> Templo >> Igreja paroquial 
 
Igreja paroquial construída no séc. 18 e 19, de planta poligonal com nave, capela-mor mais baixa e mais estreita e sacristia e capela lateral adossadas à fachada lateral esquerda com a nave amplamente iluminada por um janelão rectilíneo na fachada principal e por 4 janelões em arco abatido, confrontantes, três na nave e um na capela-mor. Fachada principal rasgada por portal em arco contracurvado, ladeado por pilastras e remate em duplo entablamento. Encimado por fragmentos de frontão curvo ladeando janelão em arco contracurvado e remate em cimalha curva interrompida; remate da fachada em frontão contracurvado. À esquerda, adossada à nave, torre sineira composta de dois registos, sendo rasgada no 1º por duas aberturas de verga recta, de diferentes dimensões, na face S. e no 2º rasgada em todas as faces por ventanas em arco de volta perfeita. Fachadas pintadas, circunscritas por cunhais em forma de pilastras toscanas, na nave e capela-mor e cunhais simples na capela lateral e sacristia, firmados por pináculos, percorridas por embasamento na fachada principal e torre sineira; remates em cornija e beiral, em entablamento na torre sineira e em frontão contracurvado na fachada principal. Fachada lateral esquerda rasgada por quatro janelões confrontantes, três na nave e um na capela-mor e porta travessa na fachada lateral direita. Interior com coro-alto assente em arco de asa de cesto, assente em pilastras, com pias de água benta de bacia circular e acesso pelo lado do Evangelho. Confrontantes, aberturas em arco abatido, a do lado do Evangelho dando acesso ao púlpito e a da Epístola formando nicho, retábulos laterais, semelhantes entre si, abrigados em nichos com moldura em arco de volta perfeita, de talha com fundo pintado de branco e decoração marcada a dourado, da 2ª metade do séc. 18, do barroco joanino e nichos com moldura simples em arco de volta perfeita, de menores dimensões, à altura do arco triunfal na zona do presbitério, o do lado do Evangelho abrigando pia baptismal de bacia circular, assente em coluna e pedestal. No lado do Evangelho, púlpito de bacia rectangular assente em mísula de cantaria, rematada por pendente, com guarda plena de madeira e acesso por porta em arco abatido. No lado da Epístola porta travessa, ladeada por pia de água benta de bacia circular. Retábulos colaterais, abrigados em nicho, diferentes entre si, de talha com fundo pintado de branco e decoração marcada a dourado, o do Evangelho de estrutura maneirista apresentando remate de estrutura barroca e o da Epístola de estrutura maneirista com elementos de transição para o barroco da 1ª metade do séc. 18 e remate idêntico ao do Evangelho. Retábulo-mor de talha com fundo pintado de branco e decoração marcada a dourado, de planta convexa, tem estrutura rocócó com alguns elementos de estrutura neoclássica, nomeadamente a utilização das urnas no remate. Na sacristia, lavabo em cantaria, com pia de bacia semicircular monolítica assente em mísula, encimado por espaldar rematado em cimalha curva interrompida. Igreja que mantém as características primitivas, destacando-se os cunhais em forma de pilastras toscanas na nave e capela-mor, a persistência duma gárgula de canhão na face E. da torre sineira e o portal da fachada principal em arco contracurvado, encimado por janelão em arco contracurvado e remate em cimalha curva interrompida. Pés direitos diferentes adaptando-se ao desnível do terreno. No interior destacam-se as pilastras em que assenta o coro-alto com pias de água benta de bacia circular decorada a gomeados, pia de água benta de bacia de bacia circular lisa, púlpito de bacia rectangular assente em mísula rematada por pendente, com guarda plena e retábulos laterais de estrutura da 2ª metade do séc. 18, do barroco joanino apresentando dois elementos dissonantes nas urnas neoclássicas. Coberturas diferenciadas de madeira, de 40 caixotões na nave e 15 na capela-mor. Na sacristia, lavabo com pia de bacia semicircular monolítica, encimado por espaldar com remate idêntico ao do janelão da fachada principal.  FOTO.00732636 


---http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=776
Mamoa de Açôres IPA.00000776 
Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha e Valmaior 
 
Edifício e estrutura >> Estrutura >> Funerário >> Mamoa 
 
Mamoa megalítica, construída em datas aproximadas entre o séc. 04 e o séc. 03 e mesmo 02 a. C., que se encontra intacta.  FOTO.00710269 

Copyright © 2001-2016 _ Direção-Geral do Património Cultural _ Ministério da Cultura                  Avisos Legais