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sexta-feira, 29 de abril de 2022

Caminho de Santiago


Corria o ano de 1117, quando a Rainha D. Teresa, ordenou que se erguesse uma albergaria junto à estrada que ligava Coimbra ao Porto para assistir pobres, peregrinos e outros passageiros. Era a herdeira da Via XVI romana, da Estrada Mourisca e da Estrada Coimbrã e, mais tarde, seria a Estrada Real. Assim nasceu Albergaria-a-Velha.

Em 1594, o padre Confalonieri, indo para Santiago, aqui pernoitou, descrevendo Albergaria-a-Velha como uma “aldeia de cerca de 100 casas, pequenas e pobres”. Em 1627, Jorge Domingues, natural e morador em Lisboa, teve outra sorte, pois aqui faleceu “Indo pª Santiago de Galiza”.

Hoje, o Albergue de Peregrinos Rainha D. Teresa dá continuidade ao legado da instituidora, passados novecentos anos. É nele e na imemorável estrada que vive o genius primitivo de Albergaria-a-Velha.

Enquanto percorre estas terras, o peregrino contemporâneo absorve a tranquilidade de um território agraciado com paisagens naturais únicas, monumentos que atestam a sua história multissecular, uma gastronomia de invejar e uma hospitalidade genuína.

Com 14,5 km de extensão, o percurso albergariense inicia-se em caminho florestal a sul da cidade e rapidamente chega a Assilhó. Aí pode visitar a Capela de São José e o cruzeiro. Segue o caminheiro, depois, em direção ao centro urbano, onde pode conhecer alguns marcos históricos e culturais do concelho: Estação de caminho-de-ferro; Cineteatro Alba; Lápide da Rainha D. Teresa (século XVII); Casa do Dr. António de Pinho (Arte Nova); Casa e Capela de Santo António (MIP – Monumento de Interesse Público); Estátua da Rainha D. Teresa; Palacete e Castelo da Boa Vista (biblioteca municipal); Casa do Mouro (século XVIII); Casa do Outeiro/Casa da Rua de Cima (século XVIII); Escola Adães Bermudes/Escola da Rua de Cima.

Saído da cidade, uma estrada leva o peregrino até ao Monte de Nossa Senhora do Socorro, santuário de referência na região. Aqui se encontra um padrão-cruzeiro do século XVII, que diz: “AQUI COMESA ALBERG(ARI)A DE POBRES E PASAG(EIR)OS DA D(ONA) TAREZA”. Segue-se Albergaria-a-Nova e a vila da Branca, onde por alguns metros a secular linha férrea “caminha” lado a lado com os aventureiros.

Ao longo do caminho, tem o peregrino à sua disposição vários locais onde recuperar forças:

Misericórdia de Albergaria-a-Velha (secretaria@ misericordiadealbergaria.pt);

Albergue de Peregrinos Rainha D. Teresa (albergue@cm-albergaria.pt);

A Praça (espaço polivalente do Mercado Municipal) (geral@ cm-albergaria.pt);

Estalagem dos Padres (global@ estalagemdospadres.pt);

Pensão Parentes (234 521 271);

Parque de Lazer do Monte de Nossa Senhora do Socorro; Casa Diocesana de Nossa Senhora do Socorro (casadiocesana@diocese-aveiro.pt);

Hostel/Albergue Albergaria-a-Nova (albergue@albergaria.eu).

Incorporate

https://incorporatemagazine.com/2019/07/11/o-caminho-passa-por-aqui-em-albergaria/

https://incorporatemagazine.com/2020/09/04/aqui-comeca-albergaria-da-rainha-d-teresa/


https://www.cm-albergaria.pt/visitar/rotas-e-percursos

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Boletim Municipal #53

O último número do Boletim Municipal, bem como as edições anteriores, estão disponíveis em versão digital na página de Internet do Município.

https://www.cm-albergaria.pt/municipio/boletim-municipal...


https://www.cm-albergaria.pt/albergaria/uploads/document/file/2155/boletim_53.pdf

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Albergue de Peregrinos – Rainha D. Teresa



http://www.elpelegrino.com.br/caminho/Portugues-Central/etapas/agueda.php

Caminho de Santiago

Após caminhar uns dois quilômetros por entre os eucaliptos, as setas levam o peregrino para os arredores de Albergaria-a-Velha pela N16-2.

Além do novíssimo Albergue de Peregrinos – Rainha D. Teresa, a cidade conta com todos os serviços disponíveis, cafés, padaria, bar e restaurante, centro de saúde, farmácia, bancos e ATM.

A Igreja Paroquial de Albergaria-a-Velha fica fora do traçado do Caminho Português e um pouco depois do novo albergue, então aproveite para visita-la após a sua chegada.

É bem possível que o peregrino chegue a Albergaria-a-Velha antes da abertura do albergue de peregrinos, então uma das melhores opções e foi essa a tomada pelas amigas peregrinas americanas, é de almoçar em um dos vários restaurantes ou cafés espalhados pela cidade.

Bem próximo ao albergue existem pelo menos sete opções, três na mesma rua e outros nas ruas adjacentes. Escolha o melhor cardápio e adiante o cronograma, pois assim que o albergue tiver aberto será a hora certa para um cochilo.

O Albergue de Peregrinos Rainha D Teresa é municipal e funciona para apoio aos Peregrinos com a colaboração da associação Via Lusitana.

Dedica-se em exclusivo ao APOIO DE PEREGRINOS e o custo do pernoite é de 8€, dispõe de cozinha completa, sala de estar e convívio, pátio com sombras para relaxar em dias quentes, garagem para guardar bicicletas, wi-fi e computador para utilização gratuita.

Os peregrinos podem pernoitar numa das 21 camas disponíveis, distribuídas por três quartos no mesmo andar, onde se encontram banheiros masculinos e femininos.

O hospitaleiro Joaquim Donário abre as portas do albergue pontualmente às 14hs, além de passar informações sobre o albergue e da cidade, Joaquim ainda passa algumas dicas das próximas etapas do Caminho Português, o que é sempre uma boa!

Após as rotinas diárias de todo peregrino ao chegar num albergue é chegada a hora de desbravar um pouco da pequena Albergaria-a-Velha, que apesar de ser pequena tem algumas atrações a serem vistas, como o pequeno Cineteatro Alba, a Praça Ferreira Tavares e a Igreja Paroquial.

Apesar de serem todos próximos, há um pequeno desvio a esquerda para se a Igreja Paroquial, se informe com o hospitaleiro ou veja os detalhes no mapa.

http://www.elpelegrino.com.br/caminho/Portugues-Central/etapas/agueda.php

Albergues Albergaria-a-Velha
Albergue Rainha D. Teresa
Endereço: Av. Bernardino Máximo de Albuquerque, 14
Telefones: +351 234 529 754,
E-mail: nd@nd.com
Site: https://www.facebook.com/albergueperegrinosrainhadteresa
Cidade: ALBERGARIA-A-VELHA

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Cidades

Cidades: PÚBLICO e jornais parceiros lançam site de jornalismo local

O Cidades permite ver notícias e estatísticas de todos os municípios do país.

É possível consultar notícias, estatísticas e resultados autárquicos de todos os concelhos

O PÚBLICO lançou o Cidades, um projecto de jornalismo local, em parceria com vários órgãos de informação regional. Acessível em http://cidades.publico.pt, agrega artigos do PÚBLICO e dos parceiros, permitindo aos utilizadores escolherem o distrito e o concelho cujas notícias pretendem consultar.

O site apresentará também várias estatísticas sobre cada município, que são disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Estatística, e ainda informação, como o resultado das últimas eleições autárquicas e o ranking das escolas públicas e privadas, que é elaborado anualmente pelo PÚBLICO.

O Cidades está ainda em fase experimental. Mais órgãos de comunicação locais e novos indicadores estatísticos serão acrescentados nos próximos meses. Também será disponibilizada informação pesquisável sobre os autarcas e sobre as estruturas de cada município.

Para além do site, o Cidades inclui ainda uma ferramenta para as redacções do PÚBLICO e dos parceiros que permite criar e partilhar em poucos minutos vários tipos de gráficos com dados do INE.

PÚBLICO, 12 de Setembro de 2017

Apesar de não estar associado nenhum jornal local permite consultar alguma informação

https://cidades.publico.pt/aveiro/albergaria-a-velha

https://cidades.publico.pt/aveiro/albergaria-a-velha/estatisticas

https://cidades.publico.pt/aveiro/albergaria-a-velha/ranking-de-escolas

https://cidades.publico.pt/aveiro/albergaria-a-velha/autarquicas

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Rota da Luz







Ligado às religiões e cultos, encontramos o principal património do concelho. Os monumentos megalíticos do Taco; a Igreja de Santa Cruz, dos finais do séc. XVII, com retábulos e altar-mor em talha dourada; as Igrejas Paroquiais de Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, S. João de Loure e Valmaior.

Os Pelourinhos de Frossos e de Angeja são símbolos da antiga autonomia municipal.

Albergaria-a-Velha

Igreja Paroquial de Santa Cruz

Edifício de gosto provincial, de invocação de Santa Cruz, com larga porta sobrepojada por 2 janelões e torre sineira do lado direito. No interior sobressaem belíssimas talhas setecentistas. O retábulo do altar-mor é um imponente trabalho de talha dourada da época de D. Pedro II, ladeado por 2 colunas salomónicas, ornadas de vides, crianças e aves. A pia baptismal data do século XVII.

Casa de Santo António e capela

É uma bela construção do século XVIII. A fachada deixa perceber três zonas distintas – o sector habitacional, o portão principal e a capela privativa; pilastras toscanas dividem estas secções. As portas são emolduradas ao estilo da época.

Casa da Fonte

Século XVIII

Casa do Mouro

Século XVIII

“Chalet” da família Vidal

Edifício Arte Nova, sito na praça José Ferreira Tavares
Construído em dois planos, um dos quais mais recuado e em frente do qual corre o gradeamento de ferro, destacam-se as janelas do lado direito do edifício, sobre as quais se rasga uma varanda de belo efeito.

Casa do Dr. António Pinho

Edifício Arte Nova, sito na praça José Ferreira Tavares, nºs 8 e 8 A.
Constitui o exemplar arquitectónico mais representativo da vila pela sobrecarga da sua decoração. Levantado à altura de dois andares, são as janelas geminadas do primeiro andar que atraem de forma imediata o olhar.

Capela de Nossa Senhora do Socorro

Situada no cume do Monte de Nossa Senhora do Socorro, antes designado por Bico do Monte, esta capela surge como cumprimento de promessa feita quando, no decorrer do ano 1855, deflagrava um mortífero surto de cólera. O seu maior interesse reside no espantoso local onde foi edificada, com largas vistas para toda a região envolvente. No seu interior encontra-se uma escultura da Virgem com o Menino, obra de setecentos.

Capela de S. Gonçalo

Sobreiro - com azulejos da Fábrica da Biscaia.

Capela de S. Marcos

Com alguns exemplares de escultura medieval, de calcário, coimbrã.

Monumentos Megalíticos

Mamoas do Taco.

Alquerubim

Igreja Paroquial Stª Marinha

Do século XVII e XVIII; hoje bastante alterada, possui retábulos barrocos do século XVIII.

Capela de Nossa Senhora das Dores

Em Paus - outrora com a designação de S. Pedro, foi reconstruída ao gosto popular.

Angeja

Igreja Matriz

Do século XVII (alterada), com retábulos barrocos em talha dourada e escultura do século XV, na frontaria.

Pelourinho

(Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23122, de 11-10-1933): reconstrução recente.

Branca

Igreja Paroquial de S. Vicente

Retábulos dos século XVII e XVIII.

S. João de Loure

Igreja Paroquial de S. João Baptista

Reconstruída por volta de 1688, em substituição de outra do século XII; interior com talha dourada dos século XVII e XVIII. Os caixotões do forro pintados com cenas da vida dos Apóstolos.

Cruzeiro

Do século XVII, alterado.

Frossos

Pelourinho

(Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23122, de 11-10-1933): do século XVI, em calcário, tem fuste prismático com um capitel dórico, no qual assenta um paralelepípedo com as armas nacionais.

Igreja Paroquial de S. Paio

Do século XVI, da renascença, com retábulo do barroco inicial (século XVII).

Valmaior

Igreja Paroquial de Santa Eulália

Já muito alterada. Do século XVII, possui retábulos das várias épocas, sacrário de boa qualidade.









fonte: antigo folheto Rota da Luz 






terça-feira, 24 de março de 2015

Novo PDM de Albergaria-a-Velha

Novo PDM de Albergaria-a-Velha amplia área destinada a atividades económicas

Com a entrada em vigor do novo Plano Diretor Municipal, o Município de Albergaria-a-Velha vai aumentar a área destinada a atividades económicas em mais de 50 por cento, lançando mesmo uma nova zona industrial.

Vocacionado para o desenvolvimento do concelho e com um caráter orientador, o novo PDM amplia a área destinada às atividades económicas em mais de 250 hectares, com um considerável alargamento da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha. Mas é igualmente criada a Zona Industrial de Soutelo, na freguesia da Branca, que tem como base a participação pública de um grupo de empresários que mostraram interesse em fazer investimento imediato. O PDM define também um regime de simplificação em processos de instalação de empreendimentos considerados estratégicos.

A regeneração urbana e a valorização do património existente são outras das linhas orientadoras do Plano Diretor. É definida a criação do Parque Molinológico, uma forma de integrar os cerca de 350 moinhos existentes no concelho na Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha, e relocalizado o Parque da Cidade, permitindo a criação de pistas cicláveis entre as freguesias.

Com o objetivo de criar uma centralidade nos pequenos núcleos existentes nas zonas rurais, o PDM estabelece uma nova classificação de solo – a Área de Edificação Dispersa – que permite a instalação de pequenos estabelecimentos comerciais e outras atividades de apoio aos aglomerados em solos  rurais. O documento define ainda um período de dois anos para legalização de construções não licenciadas.

O PDM agora em vigor, que foi aprovado em Assembleia Municipal em novembro do ano passado, vem revogar o anterior, de 1999, e o Plano de Urbanização de Angeja, de 2008.

CMA, 09/03/2015


terça-feira, 11 de março de 2014

Núcleo urbano da vila de Albergaria-a-Velha

Núcleo urbano da vila de Albergaria-a-Velha
    PT020102010037

Portugal, Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha

Núcleo urbano sede municipal. Vila situada em planície. Povoação medieval de fundação senhorial. Vila moderna.   

Categoria: Conjunto

Acessos: EN1

Protecção:  Inclui Casa de Santo António (v. PT020102010005)

Grau: 5

Enquadramento: Situado em planície. O município está dividido em 8 freguesias entre elas Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeira de Fráguas, São João de Loure, Valmaior; e é delimitado a N. pelos municípios de Estarreja e Oliveira de Azeméis, a E. por Sever do Vouga, a SE. por Águeda, a SO. por Aveiro e a NO. por Murtosa.

Época Construção: Séc. 12

Cronologia: Época romana - local de passagem de via militar; séc. 12 - D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, baptiza o local de Albergaria e doa carta do couto de Osseloa (Quinta d' Assilhó) a Gonçalo Eriz; séc. 16 - documentação refere Albergaria como vila; 1706 - Albergaria é uma freguesia do termo de Aveiro, tem 521 vizinhos e pertence ao duque de Aveiro; 1834 - criação do concelho de Albergaria-a-Velha.

Características Particulares: Povoação da freguesia do termo de Aveiro e pertence à casa da Aveiro (Costa, 1706).

Bibliografia: COSTA, Carvalho da, Corografia Portuguesa, Lisboa, 1706, Tomo II, p.140; PINHO, António Gomes de, Albergaria-a-Velha e o seu concelho, Albergaria-a-Velha, Tipografia Vouga, 1944.

Documentação Gráfica: DGOTDU:  Arquivo Histórico (Plano de Urbanização de Albergaria-a-Velha, Arq. João António de Aguiar, 1949; Plano Geral de Urbanização de Albergaria-a-Velha, Arq. Jorge Gigante, 1974)

Documentação Administrativa: DGARQ/TT:  Memórias paroquiais, vol. 1, nº 68, p. 479 a 482

Intervenção Realizada: Observações: M ESTUDO; Autor e Data: Rita Vale 2012

SIPA
http://www.monumentos.pt