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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Calendário

calendário de 1987


Provincia: Beira Litoral Distrito: Aveiro Diocese: Aveiro Orago: Santa Cruz

Àrea aprox.: 15 598 ha Nº de Freguesias: 8 Nº de Habitantes: 21 683

Feriado: 3ª 2ª F. de Agosto

atracções turísticas: Torreão, Capela e casa de Santo António, Igreja, Alto de N. Sra. do Socorro, Largo das Cruzes, Pelourinho de Frossos, Igreja de Angeja

https://imagensdealbergaria.blogspot.com/2011/04/calendario-com-brasao-do-concelho-de.html

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Albergaria-A-Velha e a diáspora

 O PAI PARTIU PRIMEIRO E A FAMÍLIA JUNTOU-SE DEPOIS

Conceição, Filipe e os dois filhos partiram em busca de melhores oportunidades e encontraram. Conheça esta família albergariense que vive em Inglaterra na mais recente edição do Jornal Beira Vouga.


Jornal Beira Vouga (edições de Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga)

AINDA NÃO RECEBE O JORNAL EM CASA? CONTACTE Via Facebook https://www.facebook.com/Jornal-Beira-Vouga-167205723340785/

Telf.: 234 556 625 | Telm.: 918 794 417

E-mail: beiravouga@gmail.com


sábado, 21 de novembro de 2020

hóquei em Patins

O desejo de hóquei em Patins

O Correio de Albergaria avançou com a noticia: Vai o Clube de Albergaria, a centenária colectividade desta nossa terra, criar uma secção de Hoquei em Patins.

Perante a notícia recuei alguns anos, quarenta e dois a quarenta e cinco, e dei comigo a ver a então novel secção de Hoquei em Patins do Sport Clube ALBA, ali no então Parque de Recreio e Desporto da ALBA, a preparar os seus atletas para disputar jogos a nível distrital.

Os mais novos eram dos mais entusiastas e tanto fizeram que se sagraram Campeões Distritais de Infantis, lá para o ano 1972-1973 (?)

Era um tal entusiasmo que tudo se foi arranjando e os jovens jogadores viviam com intensidade os seus treinos e jogos e sentiam-se apoiados pelos dirigentes do Clube e pelos seus familiares, Chegou a ter uma equipa de Seniores (gente grande) reforçada com alguns elementos vindos da Sanjoanense Foi uma forte vivência que infelizmente não se prolongou no tempo e daí a minha surpresa e satisfação pelo anunciado renascimento do Hoquei em Patins em Albergaria-a-Velha.

Vivi a minha juventude acompanhando a criação e o desenvolvimento de um glorioso e famoso clube de hoquei, o Hockey Club de Sintra, de que sou, ainda hoje, sócio, tendo convivido com os seus jogadores alguns dos quais chegaram a Campeões do Mundo. E nisto está a origem da minha paixão pelo hoquei que foi agora avivada com a realização, no Pavilhão de Albergaria, do jogo entre o Benfica (vencedor da Taça de Portugal) e o Valongo (vencedor do Campeonato Nacional). Foi um jogo do “tu cá tu lá”, de alteração permanente do marcador, mas um jogo com alguns momentos de magnífico hoquei com alguns jogadores a mostrarem que neste jogo quem patinar melhor faz a diferença. O meu Benfica perdeu e o Valongo levou consigo a taça com o nome de um dos melhores jogadores de sempre o António Livramento.

Este oportuno jogo veio numa altura preciosa para agitar o “pessoal” e dar ânimo a quem está decidido a avançar com a prática do hoquei em patins aqui pelas terras de Albergaria.

Pelo passado, pelo valor da juventude de todo o Concelho, que vem deixando bons comportamentos em várias áreas do desporto pela “carolice” de técnicos e dirigentes, pelos apoios que as autarquias (Juntas e Câmara), empresas, comerciantes etc, não deixarão de continuar a prestar a estas iniciativas, cremos que a concretização do DESEJADO Hóquei em Patins é possível.

O que acabo de relatar é o ANVERSO da situação mas, não ficaria de bem comigo se não falasse no REVERSO.

Neste reverso deixo duas situações que sempre foram preocupantes para dirigentes e jogadores:

a) As exigências do equipamento dos jogadores, em particular dos Guarda-Redes, equipamentos que não são baratos e que obrigam a uma atenção permanente de manutenção.

b) As exigências de boa patinagem o que obriga à prática frequente de patinar que começa por depender da entrega e sacrifício dos jogadores e da disponibilidade de disporem de espaço para o poderem fazer quer individualmente quer em equipa.

Nada disto é surpresa, pois um objectivo, um sonho,,. sempre tem duas faces em que uma é mais atraente e mais simbólica e apetecível que a outra. O projecto, em minha opinião está em boas mãos e o Clube de Albergaria, como reza o seu passado, vai encontrar a via ideal para dar vida a este sonho, tendo presente que… “as dificuldades fizeram-se para serem vencidas”.

José Piedade Laranjeira, Correio de Albergaria, 05/11/2014

https://arquivo.pt/wayback/20150912105915/http://www.correiodealbergaria.pt/?p=1900


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Inauguração do novo Mercado Municipal

O Município de Albergaria-a-Velha vai inaugurar o novo Mercado Municipal, agora denominado “A Praça”, no dia 14 de abril, pelas 10h30. A obra contemplou um investimento de cerca de um milhão e setecentos mil euros, e teve financiamento dos fundos comunitários, através do Programa Operacional Centro 2020.



“É uma das obras mais aguardadas da população, que vai criar uma nova centralidade na cidade e potenciar a visita de pessoas de fora do Concelho”, afirma António Loureiro, Presidente da Câmara Municipal. “Será um espaço de referência, que vai de encontro às novas exigências, um local de convívio e de promoção do comércio tradicional e dos produtos endógenos, valorizando o contacto mais direto entre o produtor e o consumidor.” O autarca acredita que A Praça tem todas as características para atrair um público mais jovem, enquanto mantém os clientes mais fiéis, não só através de novas áreas comercias e de restauração, mas também pela dinamização de atividades culturais e lúdicas.



O projeto de requalificação foi realizado pelo arquiteto Luís Tavares Pereira, do gabinete [A] ainda arquitetura, e respeita o projeto original do arquiteto Jorge Gigante, datado do princípio da década de 1970. Todo o recinto está coberto por uma estrutura metálica com iluminação natural proveniente de aberturas na cobertura e de uma extensa parede de vidro virada a sul. O projeto inclui soluções que melhoram a eficiência energética do equipamento e existem diversos pontos de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e um cais de cargas e descargas.



Em termos de espaço interior, A Praça inclui 46 espaços de venda de diversos produtos, como carne, peixe, bacalhau, frutas e legumes, pão e pastelaria, charcutaria, laticínios, hortícolas, cereais e flores. Existem, ainda, dois espaços de restauração, um estabelecimento de bebidas, quatro lojas de comércio/serviços e nove bancas com abertura para a praça central, que vão vender gelados, crepes, chocolates, chás, conservas, compotas e outros produtos afins. A praça central pretende ser um espaço de convívio, com atividades culturais, espaço de alimentação e área infantil. Um gabinete de atendimento, que não existia no antigo mercado, completa o recinto, que tem ligação à feira bissemanal que se realiza ao lado.



Após a requalificação efetuada, o mercado conseguiu atrair mais vendedores, ao mesmo tempo que o preço mensal diminuiu comparativamente com a situação antes das obras.

O mercado interior vai funcionar todas as quartas e sábados, das 8h00 às 13h00. A praça central, por seu lado, estará aberta toda a semana, com dois horários distintos. A zona de restauração funcionará das 8h00 às 2h00 e as bancas viradas para a praça central, das 8h00 às 22h00. As lojas abertas para a Rua 1.º de Maio continuarão a fazer o horário habitual do comércio.      

29/03/2018


MERCADO MUNICIPAL “A PRAÇA”



O Mercado Municipal A Praça, situa-se na Av.ª Bernardino Máximo de Albuquerque, na cidade de Albergaria-a-Velha, e foi recentemente requalificado, com o objetivo de melhorar as condições necessárias ao exercício das diversas atividades económicas e adequá-lo a uma maior diversidade de oferta.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Um Novo Espaço Público da Cidade


https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/106146
Bruna Filipa Ferreira Melo
Título:  Um novo espaço público da cidade de Albergaria-a-Velha
Data:  2017-04-06


Descrição:  Numa cidade a quantidade e a qualidade dos seus espaços públicos determinam em grande medida a melhor qualidade urbanística da mesma. Ainda em relação a esses espaços, importa que se proporcionem as condições favoráveis a uma relação de bem estar na interação que se estabelece entre os vários elementos arquitetónicos dos mesmos e as pessoas que deles usufruem. Neste trabalho foi elaborado um estudo do espaço público de uma cidade Portuguesa, neste caso a cidade de Albergaria-a-Velha situada no distrito de Aveiro. Através de várias ferramentas, como pesquisas bibliográficas e de arquivo, entrevistas, e elaboração de maquete de projeto, efetuou-se uma análise detalhada dos dois principais espaços públicos da referida cidade - a Praça Ferreira Tavares e a Praça da Alameda 5 de Outubro. No decorrer do trabalho foi efetuada uma análise dos espaços de acordo com diversos pontos de vista. Como resultado deste estudo, conclui-se pela necessidade e importância de se tomarem algumas medidas de foro arquitetónico que possam de algum modo dinamizar e revitalizar os referidos espaços públicos carismático e centrais da cidade, uma vez que da análise realizada se constatou que estes espaços estão gradualmente a transformar-se em espaço "mortos" no atual contexto do tecido urbanístico da cidade em causa.


Assunto:  Artes
Localização Física:  203401
ID Sistema:  http://hdl.handle.net/10216/106146
Tipo de Documento:  Dissertação
Condições de Acesso:  openAccess
Aparece nas coleções: FAUP - Dissertação

https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/106146/2/203401.pdf

sábado, 22 de abril de 2017

Inauguração Auto Estrada Mealhada - Albergaria


Brisa Auto-Estradas De Portugal
Mealhada-Albergaria
Inauguração
Dezembro 1987


Medalha de bronze diâmetro:3 1/8 polegadas
Assinat. Soares Branco
medalha 369


http://www.ebay.com/itm/Brisa-freeways-of-Portugal-Mealhada-Albergaria-1987-bronze-medal-/142332846995?hash=item2123b2e393:g:jrEAAOSw2gxYsK9B

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 24 de abril de 2015

ARU - Unidades de Intervenção

(...) é possível, já em sede de ARU, definir um programa de intervenção mais pormenorizado para as Unidades de Intervenção definidas (...).

Estas unidades de intervenção [UI] correspondem aos principais espaços de vivência urbana e identificadores de lugares de encontro e de sociabilidade urbana (sejam edificado, funções urbanas, valores patrimoniais ou espaços).
São neles que se encontram os principais elementos marcantes da imagem e da identidade da Cidade e representam lugares que encerram história e memória no dinamismo urbanístico da Cidade.

Todas estas unidades de intervenção desempenham, na área alargada, um papel de centralidade urbana e articulam-se através dos arruamentos e dos espaços públicos que as ligam e dos valores patrimoniais (singulares ou conjuntos) que se dispersam e encontram nessa área alargada.


    UI 1_ Envolvente das Ruas Santo António, Avenida Napoleão Luíz Ferreira Leão, Rua do Hospital e Rua Mártires da Liberdade;

1. Rua Santo António – É considerada uma das Ruas mais importantes e simbólicas da Cidade de Albergaria-a-Velha, quer pela sua localização, quer pelo seu valor histórico, quer pelo parque edificado que envolve; nela encontra-se a Casa e Capela de Santo António, edifício este classificado como MIP – Monumento de Interesse Publico. A Rua apresenta um perfil reduzido - característica de arruamentos de Zonas Históricas – não tendo capacidade para suportar estacionamento.

O Parque edificado é denso e apresenta alguns edifícios com interesse arquitetónico e cultural, equipamentos e outras construções com intervenções pouco qualificadas onde a sua traça foi pervertida ou adulterada, embora grande parte esteja devoluto e revele sinais de degradação e mau estado de conservação. Os seus proprietários mantem-se expectantes quanto ao seu destino.

Na imagem denota-se um dos principais problemas, a falta de estacionamento, devido ao reduzido perfil do arruamento. O estacionamento em lugares não permitidos causa o impedimento à circulação pedonal e acessibilidade aos edifícios, assim como, durante o período noturno obstrui a iluminação de piso existente.

2. Casa n.º 34 - Antiga Estalagem dos Padres – propriedade privada – Este edifício localiza-se na Rua de Santo António, é um edifício de linguagem arquitetónica simples que se desenvolve em três pisos. Apresenta composição simétrica com correspondência entre vãos nos dois últimos andares, o rés-do-chão é rasgado apenas por portas e portões de acesso. A fachada principal é revestida a azulejo de origem, o guarnecimento dos vãos aparece em lintéis simples e retos, a cantaria está aparente nos cunhais e friso; as caixilharias das janelas são de guilhotina em carpintarias monocromáticas.
Sobressai no terceiro piso na zona central da fachada uma porta com sacada protegida em guarda de ferro forjado trabalhado. Este edifício encontra-se degradado e em mau estado de conservação.

3. Casa n.º 29 - Edifício de habitação unifamiliar – propriedade privada. Localiza-se na Rua de Santo António, é um edifício interessante que se insere no grupo de tipologias de dois pisos com uma marcada horizontalidade. Apresenta embasamento, guarnição dos vãos, sacada e cornija em cantaria de granito. As caixilharias são em madeira de duas folhas batente. A sacada no primeiro piso alberga dois vãos e está protegida por guardas em ferro forjado trabalhado. Atualmente esta habitação apresenta sinais de insalubridade e mau estado de conservação. Existe projeto de entidade privada para ampliação e reabilitação da habitação unifamiliar.

4. Casa e Capela de Santo António – Imóvel Classificado como Monumento de Interesse Publico (MIP), situa-se na Rua de Santo António, é considerada uma das mais simbólicas e emblemáticas construções do Concelho de Albergaria-a-Velha, é uma construção de tipo provincial, possui uma ampla fachada principal virada sobre a rua e está dividida em três setores, ala residencial, portão nobre e Capela. Existe projeto de entidade privada para reabilitação e transformação do edificado numa instituição de crianças e idosos.

5. Avenida Napoleão Luiz Ferreira Leão – É uma das Avenidas principais mais importantes do centro da Cidade. Num dos extremos remata na Praça /Jardim Ferreira Tavares / Edifício dos Paços do Concelho. Nesta se concentram diversos estabelecimentos comerciais e de serviços de grande relevância. Apresenta um só sentido e faixas de estacionamento de ambos os lados, tornando-se excessivo e retirando o protagonismo ao uso pedonal. Avenida sem zonas de esplanada e de lazer.

6. Rua Mártires da Liberdade – corresponde ao primeiro troço antes da Rua de Santo António. Na imagem mostra o reduzido perfil do arruamento. O estacionamento em lugares não permitidos causa o impedimento à circulação pedonal e acessibilidade aos edifícios. Nesta Rua localiza-se a capela do Mártir São Sebastião. Verifica-se uma falta de dinamismo na Rua, ausência de espaços de lazer, associado à degradação do parque edificado envolvente e ao número significativo de edifício devolutos.

7. Rua do Hospital – É uma das Ruas mais importantes da Cidade e de história marcante, delimitada pelo Largo Primeiro de Dezembro e a Rua Dr. Alexandre Albuquerque. É nesta Rua que se localiza um dos Edifícios mais emblemáticos do Concelho, o Palacete da Boa Vista adaptado a Biblioteca Municipal. A conflitualidade entre veículo e peão é presente em todos os seus pontos, dado o volume de trafego que apresenta. Verifica-se a ausência de espaços de lazer, iluminação deficiente e intervenções desqualificadas no parque edificado.


    UI 2_ Envolvente da Rua Eng.º. Duarte Pacheco e Rua Dr. José Henriques;

Foi incluído na zona de intervenção 2, a Rua Eng.º. Duarte Pacheco e a Rua Dr. José Henriques, que liga o Velho Quartel dos Bombeiros ao Posto da GNR.

Esta área integra alguns equipamentos de utilização pública tais como a Igreja Matriz, o Centro Paroquial, parque infantil, lavadouro e um dos Edifícios notáveis da Cidade (Casa da Quinta da Fonte).


    UI 3_ Envolvente da Praça Fernando Pessoa e das Ruas Prof. Egas Moniz e 25 de Abril;

Foi incluído na zona de intervenção 3, a Praça Fernando Pessoa, a Rua Prof. Egas Moniz e a Rua 25 de Abril.

http://novos-arruamentos.blogspot.pt/2015/03/novos-arruamentos_26.html

    UI 4_ A envolvente da antiga Fábrica Alba;


A fábrica ALBA situada em Albergaria-a-Velha foi um dos ícones mais importantes do Concelho de Albergaria-a-Velha no século passado.

A Fábrica que se encontra, atualmente, em estado devoluto e em mau estado de conservação, situa-se na Rua Comendador Augusto Martins Pereira

    UI 5_ Envolvente da Alameda 5 de Outubro e do Jardim da Praça Ferreira Tavares;

Foi incluído na zona de intervenção 5, a envolvente da Alameda 5 de Outubro e do Jardim da Praça Ferreira Tavares.

Trata-se de dois dos espaços públicos mais importantes do Município. Localizam-se no Centro Cívico e no coração da Cidade e relacionam-se diretamente e funcionalmente com os equipamentos públicos estruturantes (Câmara Municipal, Cine Teatro Alba, Tribunal).

A sua importância funcional motivou e motiva a presença de inúmeros estabelecimentos comerciais e de serviços na envolvente. Trata-se de espaços bem conservados tendo recentemente sido intervencionada a Alameda 5 de Outubro em processo de regeneração que envolve demolições de edificações e requalificação urbana.

    UI 6_ Envolvente da Rua Gonçalo Eriz e Bairro das Lameirinhas.

A Rua Gonçalo Eriz constitui um dos principais eixos urbanos, que estabelece a ligação entre a Igreja Matriz e o Cemitério e o núcleo antigo de Assilhó, lugar de marcante ancestralidade histórica de Albergaria-a-Velha. Atualmente apresenta disfuncionalidades urbanísticas (excesso de tráfego para o perfil que evidencia, ausência de passeios, descaracterização do edificado, défice de iluminação e ausência de mobiliário urbano).

Trata-se de um eixo viário importante uma vez que é uma passagem (quase obrigatória) dos transportes públicos, circunstância esta que associada as características do reduzido perfil causa inúmeros conflitos.

O Bairro das Lameirinhas constitui um “Bairro Social” dos anos 80 localizado na Rua das Lameirinhas na zona central da Cidade, evidencia um estado de degradação significativo, com reflexos negativos na imagem da cidade. O caracter social do Bairro tem originado problemas sociais disfuncionais que importa atenuar ou eliminar.

A regeneração preocupada com as questões ambientais e sustentabilidade impôs recente necessidade de intervenção.

ARU/2015

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Natal

Natal

Nascimento de Jesus
Alegria sem fim
Todos em família
Ajudar quem precisa
Lágrimas não há
Filipa Melo e Fabiana Rodrigues
1.JPG

O Natal

O Natal é bom.
Há muita frescura.
A frescura é agradável,
Agradável como a água.
É belo o Natal,
Porque temos a Família.
Divertimo-nos muito.
É bom para nós.
Por isso, Bom Natal!!!
Jéssica Martins 
2.JPG

NATAL

Eu gosto do Natal,
Ele é lindo,
Vou fazer um boneco de neve
Com o meu amigo Armindo.
 No Natal,
Vem o Pai Natal
Ele vai trazer presentes,
Para quem não se portar mal.

O Natal é bom,
Bom e importante.
Por isso, não o podemos
Pôr de parte, numa estante.

Eu gosto do Natal,
Ele é divertido.
Mas quando acaba,
O meu coração fica atingido.

Marcos Neves

Turma do 4.º Ano, do CE de Angeja
Profª. Titular de Turma: Emília Marques

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Obras de Cristiano Vicente Leal em Águeda

No sentido de reforçar as dinâmicas culturais, no passado dia 20 de outubro, o Município de Águeda, representado pelo Presidente da Câmara, Gil Nadais, e pela Vereadora da Cultura, Elsa Corga, assinou um protocolo de colaboração com a Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro através do seu Presidente do Conselho de Administração, Mateus Augusto Araújo.

Com este protocolo é formalizado o compromisso entre o Município de Águeda e a Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, para cedência e exposição das seguintes obras de arte:

retrato do Dr. Adolfo Portela datado de 1954 do autor António Alves,

retrato do Conde Sucena do autor C.V. Leal datado de 1904,

retrato do Dr. António Breda sem data (C. 1960) do autor Ricardo Navarro,

retrato do Visconde de Aguieira, do autor C. V. Leal,

retrato do Dr. Albano de Melo Ribeiro Pinto do autor C. V. Leal datado de 1899.

A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro fica obrigada a proceder à manutenção, conservação e exposição ao público no museu da Fundação, em Águeda, das obras de arte referidas acima, bem como a garantir a segurança e integridade das obras.

A Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro tem por missão desenvolver e executar a política cultural regional no domínio da conservação e do restauro, bem como do património cultural móvel e imaterial, designadamente através do respetivo estudo, preservação, conservação, valorização e divulgação.

CM ÁGUEDA

Cristiano Vicente Leal, pintor retratista e fotógrafo, que nasceu em Palhais, Barreiro, residiu em Albergaria-a-Velha e teve atelier também no Porto.

 Nascido em 1846 e falecido em 1911, Cristiano Leal foi autor de muitas dezenas de retratos a óleo e a craion, os quais se encontram espalhados pelos distritos de Aveiro, Porto, Viseu, Coimbra e Guarda.

D.Bismarck, 2008

http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2008/06/pintor-cristiano-leal-1841-1911.html

Foi publicado um estudo sobre a sua vida e obra na revista Patrimónios.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Livros de Vasco de Lemos Mourisca




Dois livros de Vasco de Lemos Mourisca à venda no OLX

Brilham Estrelas Ao Longe, de Vasco de Lemos Mourisca, Poemas 1947
Livro das Orações, de Vasco de Lemos Mourisca, poesia, Coimbra 1959

autografados pelo autor com dedicatória.

http://montemoronovo.olx.pt/lote-de-14-livros-antigos-iid-448604437

sábado, 29 de março de 2014

domingo, 22 de dezembro de 2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Albergaria-a-Velha

APRESENTAÇÃO

Resenha histórica

Em Novembro de 1117 D. Teresa concede Carta do Couto de Osseloa em favor do fidalgo Gonçalo Eriz, doando-lhe vastas terras, Uma das razões para o fazer prendia-se com a instituição de uma albergaria ao cimo da estrada do lugar de Osseloa, a qual o fidalgo seria obrigado a manter e serviria para acolher, proteger e assistir os viajantes, pobres e doentes.

A fundação da primitiva "albergaria" levou as pessoas a estabelecerem-se em seu redor e a fixarem-se junto a Assilhó, formando um pequeno povoado que, adotando aquele nome, originaria a atual Albergaria-a-Velha. Esta qualificação de "velha" surgiu para a distinguir de outras albergarias mais recentes, que no país e terras hispânicas junto à fronteira comum foram surgindo.

Depois das terras do Couto terem regressado de direito à administração da Coroa, por extinção da descendência direita de Gonçalo Eriz, o rei D. João II doou-as à irmã, D. Joana, que por sua vez as legou às Dominicanas do Convento de Jesus em Aveiro. As freiras de Jesus acabariam por criar em 1496 a freguesia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha, constituída por Albergaria-a-Velha (a principal aldeia) e pelos lugarejos da área do Couto (Assilhó, Sobreiro, Frias de Baixo e de Cima, S. Marcos e Fontão).

No séc. XIX, em oposição ao absolutismo régio, surgiu um forte núcleo de liberais albergarienses que, em 1828 apoiou as forças do então coronel José António da Silva Torres Ponte de León nos combates do Marnel e da Ponte do Vouga contra as tropas fiéis a D. Miguel. Depois da queda de D. Miguel, general Torres serviu-se do seu alto cargo e em reconhecimento aos albergarienses determinou, apoiado pelo Decreto de 9 de Janeiro de 1834, que o Concelho de Albergaria-a-Velha fosse criado no final desse ano.

Ao promover a elevação de Albergaria-a-Velha à categoria de Vila e criando o seu Concelho, retirou-a do Concelho de Aveiro, anexando-lhe ainda a freguesia de S. João de Loure e duas partes da freguesia de Valmaior. A fundação do Concelho seria assinalada no dia 13 de Fevereiro de 1835, pela primeira sessão da câmara, presidida por José Correia de Meio, conforme consta no "Livro para os Acordãos da Câmara d'este Concelho d'Albergaria Velha".

Em 1842, ano em que se integrou a freguesia de Alquerubim neste Concelho, foi restaurado o Concelho de Paus, extinguindo-se o de Albergaria-a-Velha. A extinção, embora temporária, ocorreu na sequência do período Cabralista e durou até 1846. Vieram posteriormente a incorporar o Concelho as freguesias de Angeja e Frossos (1853), Branca e Ribeira de Fráguas (1855) e a restante parte da freguesia de Valmaior (1856).

O crescimento económico do município desenvolveu-se com base no Rio Vouga, ligado ao progresso das freguesias ribeirinhas de Angeja, Frossos, Alquerubim e S. João de Loure, Com o aparecimento da indústria, aliada às vias de comunicação, as freguesias do interior (Albergaria-a-Velha, Branca e Valmaior) tornaram-se, do séc. XVIII ao XX, em polos de crescimento económico, no que respeita à extração de minério, fabrico da pasta de papel, metalurgia e cerâmica.

Em 1868 a autarquia, presidida por Ferreira Tavares, toma a decisão de construir o edifício dos Paços do Concelho, para nele se poderem instalar todos os serviços da Câmara, que se encontravam dispersos pela Vila em condições impróprias e insuficientes. O inicio da construção deu-se em 1869, mas as obras acabaram por ser suspensas em 1873 por falta de recursos financeiros. A construção recomeçou a mando do Presidente Bernardino Máximo de Albuquerque, em 1890, depois de reformulado o projeto. Em 1897 o edifício foi finalmente inaugurado, realizando-se a primeira sessão da autarquia em 10 de Outubro.

No dia 6 de Abril de 2011, os deputados da Assembleia da República votaram, por unanimidade, em sessão plenária, o Projeto de Lei n.º 424/XI, que promove a elevação de Albergaria-a-Velha à categoria de cidade, situação que acabou por ficar oficializada no dia 28 de Junho do mesmo ano, após a publicação da Lei n.º 34/2011.

Localização e Acessibilidades


A25 / IP5 – Aveiro – Vilar Formoso, com saída em Albergaria-a-Velha;

A1 – Lisboa – Porto com saída para A25 / IP5;

IC2 / EN1 – Lisboa – Porto, com saída em Albergaria-a-Velha.

O Itinerário Principal nº1 (IP1) permite a ligação direta entre os dois centros urbanos principais do país, Lisboa e Porto, assim como dos distritos mais dinâmicos do litoral, Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Santarém. No Município de Albergaria-a-Velha o acesso ao IP1 é feito através do IP5 no nó do Sobreiro, que serve não só o Município de Albergaria-a-Velha como os Municípios envolventes de Aveiro, Águeda, Sever do Vouga, etc.

Na região, a ligação entre o litoral e o interior é feita através do Itinerário Principal nº5 (IP5) que facilita de modo significativo o acesso aos centros do interior, especialmente Viseu e Guarda, no entanto, em virtude de compreender apenas uma faixa de circulação em cada sentido esta via continua inadequada ao fluxo de tráfego que nela circula. A lenta circulação nesta via de comunicação fica também a dever-se ao intenso tráfego de veículos pesados.

Pertencente à Rede Nacional Complementar, o Itinerário Complementar nº2, atravessa no Município a Vila da Branca e a cidade de Albergaria-a-Velha, e faz ligação a norte com os Municípios de Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira e a Sul com o Município de Águeda, ou seja centros industriais importantes na região.

No Município de Albergaria-a-Velha, este eixo compreende algumas áreas problemáticas, principalmente no troço que atravessa os aglomerados urbanos da freguesia da Branca e ainda nos cruzamentos de acesso à cidade de Albergaria-a-Velha."

"O Município de Albergaria-a-Velha encontra-se estruturado por três eixos principais que lhe permite acesso rápido aos centros urbanos nacionais mais importantes" (PDM - Albergaria-a-Velha)

Atividades Económicas


Banhado pelos rios Caima e Vouga que tornam, desde há séculos, particularmente férteis os seus campos, tanto para a agricultura como para a criação de gado, talvez se possa considerar o Município de Albergaria-a-Velha como essencialmente agrícola, embora muitas atividades de cariz industrial se tenham, desde há anos, aqui radicado, contando com ótima localização para o escoamento dos seus produtos.

No Município de Albergaria-a-Velha o sector secundário é o que tem maior representatividade com 56,2% da população ativa, inserindo-se o Município numa região com fortes tradições industriais, O sector primário ocupa apenas 13,6% da população ativa e no sector terciário ocupam-se 30%.

O sector secundário tem representatividade na Indústria transformadora com 74%, de que assume especial importância a fabricação de produtos metálicos, indústrias básicas de metais não ferrosos, indústria têxtil e Indústria de madeira.

Predominam as empresas de pequena e média dimensão com 75% das empresas tendo menos de 20 trabalhadores. A indústria transformadora do Município concentra-se essencialmente nas freguesias de Albergaria-a-Velha e Branca, que fixam à volta de 90% dos postos de trabalho.

O Município de Albergaria-a-Velha beneficia de uma posição geoestratégica, sendo privilegiado com a criação de uma forte e bem estruturada Zona Industrial, na qual assenta, principalmente, o seu desenvolvimento. As atividades do sector secundário mais exercidas no Município são a fundição, as coinfecções, a metalomecânica, o fabrico de equipamentos vários, a transformação de madeiras, o fabrico de papel, o fabrico e restauro de mobiliário, a produção cerâmica, entre outras.

(retirado do Manual de Qualidade do município de Albergaria-a-Velha)

sábado, 14 de setembro de 2013

Há um ano…

Crónica de José Manuel Alho no Correio de Albergaria

Há um ano aceitei integrar o lote de colaboradores desta III Série do jornal “Correio de Albergaria” (CA), fundado em 1896. Um repto que me sensibilizou por não se revestir de outras motivações que não se confinasse ao exercício das liberdades de pensamento e de expressão.
Na verdade, incorporar um projeto de imprensa local, livre dos anacronismos típicos da subsidiodependência e das tentaculares influências dos caciquismos atávicos que nunca esmoreceram, é um ato de dedicação, sacrifício e doação pessoal que importa replicar.

Durante este tempo, testemunhei o arrojo e o comprometimento de quem assumiu ser possível, em Albergaria, erguer um projeto de comunicação social para reforço de um conceito (rico) de cidadania, cultivando a proximidade, estimulando e conservando vínculos identitários, culturais e históricos da maior relevância coletiva.

Um jornal local só terá sucesso se souber cultivar a Língua Portuguesa, mormente a pensar na emigração, sabendo contornar o escasso investimento publicitário, os baixos índices de leitura e as naturais resistências à fidelização através da(s) assinatura(s). Para ter impacto na vida política, económica e social, mesmo que em concorrência desigual com as novas plataformas digitais, a missão só poderá centrar-se na busca corajosa e insaciável da informação impermeável às contaminações dos que cedo se habituaram ao imobilismo reverencial.

Com efeito, a informação passou a não depender exclusivamente do suporte de papel para circular. A partir do final da década de noventa, o número de leitores que surgem do jornal impresso para o acesso a jornais online tem crescido vertiginosamente. Impõe-se a questão: qual será o futuro do jornal impresso? Para a geração nascida nos anos 2000, os estudos asseguram que não escolherá o papel como a única forma de acomodar a informação. Atualmente, o jornal impresso ainda satisfaz quem tem mais de 25 anos de idade pelo que o futuro comportará desafios e exigências que até poderão favorecer, pela sua especificidade, a imprensa local e regional.

No entanto, muitos responsáveis por publicações similares à do CA têm apontado o dedo às autarquias deste país que utilizarão a publicidade institucional a seu bel-prazer, distribuindo indiscriminadamente os anúncios pelas publicações. Por isso, afiançam, as autarquias constituir-se-ão como grandes meios de pressão sobre o livre exercício do jornalismo. Neste particular, cumprirá notar que este jornal estará liberto desse tipo de suspeições ainda que se reconheça, com crescente premência, o imperativo de instituir e observar, com iniludível rigor, critérios mais claros na distribuição da publicidade abonada pelos poderes locais. Cumulativamente, o combate à diferenciação e à desigualdade no acesso às fontes de informação afigura-se de crucial importância para a erradicação de injustiças que apoucam o serviço disponibilizado às populações.

Em razão até das considerações acima partilhadas, o balanço só pode ser positivo porque recheado de conquistas até há pouco julgadas improváveis. E porque a conquistas nos referimos, nada melhor do que lembrar as sábias palavras de Baron de Montesquieu, que ajudarão a perspetivar o futuro deste periódico: "As conquistas são fáceis de alcançar, pois fazemo-las com todas as nossas forças; mas são difíceis de conservar, uma vez que apenas as mantemos com uma parte das nossas forças."

José Manuel Alho, Correio de Albergaria
republicado em  alho_politicamente_incorrecto, 07.09.13
Notas do Blogue Novos Arruamentos:

Neste primeiro ano de existência  não tem sido pacificas as relações entre o partido no poder (PSD) e o "Correio de Albergaria".

O facto do primeiro director estar ligado ao CDS e a sub-directora ao PS seria um factor potenciador de pluralidade de opiniões e que levasse ao afastamento da partidarização do periódico. A existência de uma secção com artigos de opinião e o pedido recorrente de novos colaboradores poderia levar a que aparecessem artigos de pessoas ligadas ao PSD o que não aconteceu.

Não nos parece correcto que o PSD associe todas as criticas ao executivo como sendo a criação de um contra-poder.

O "Correio de Albergaria" é um meio de comunicação que faz falta ao concelho e que deve ser acarinhado por todas as forças politicas. A pluralidade de opiniões deve ser promovida em prol do desenvolvimento da terra.

Apesar da falta de meios não se compreende a insistência do CA em abordar o município usando o e-mail e queixando-se depois que não obteve resposta. Aquando da apresentação das candidaturas às eleições autárquicas voltaram a insistir nessa forma de comunicação chegando-se ao caricato de ter havido textos de todos as candidaturas menos do PSD que é das que está mais bem colocadas.

Neste episódio, o CA justificou-se que teria contactado o PSD com a informação da data-limite para receberem a informação. Na nossa opinião não se compreende a posição do PSD em não ter facultado a informação mas o CA deveria adiar a publicação dessa peça (com informações sobre todas as candidaturas) para o número seguinte.

Mais recentemente verificou-se uma mudança no cargo de Director do jornal passando a ser ocupado pela anterior sub-directora. Os editoriais ficaram mais pequenos e talvez menos incisivos mas não se compreende, tanto antes como agora, como isso pode causar melindre ao executivo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

António Augusto Martins Pereira

António Augusto Martins Pereira nasceu em 1927, sendo filho de Américo Martins Pereira e neto do Comendador Augusto Martins Pereira, representantes de uma das famílias que mais marcaram, de forma positiva, o século XX do concelho de Albergaria-a-Velha.


António Augusto Martins Pereira é uma lenda viva do desporto albergariense. Desde muito novo, ainda estudante, começou a praticar voleibol no Sport Clube do Porto, jogando também futebol nos júniores do Infesta, dado que estudava no Colégio Almeida Garret, no Porto.

Foi igualmente praticante de motonáutica e o automobilismo foi outra das suas grandes paixões da juventude. O célebre carro Alba, uma relíquia que faz parte do seu espólio pessoal, acelerou pelo país inteiro, ganhando várias provas de âmbito, como a 2ª Taça Cidade do Porto e vários rallys, o mais importante de todos o do Vinho do Porto-Régua. O lendário carro Alba, da sua autoria, era vencedor habitual da categoria Sport, conduzido pelas mãos hábeis e pela perícia de António Augusto Martins Pereira.

Até que chegou a altura do futebol a sério e no renascer do Sport Clube Alba, no começo dos anos 50, após uma interrupção das actividades do clube que o seu pai e avô haviam fundado a 1 de Janeiro de 1941. Logo ficou patente o empenhamento e a dedicação sem limites de António Augusto Martins Pereira. Primeiro como jogador, nas posições de extremo-direito e avançado-centro, e até esporadicamente como defesa direito, sob a orientação de outro dos “monstros sagrados” do futebol albergariense, o inesquecível Carlos Alves, o homem das luvas pretas.

(...)

António Augusto Martins Pereira pode ser considerado o mais completo e dedicado desportista do nosso concelho, pois foi ainda presidente do Sport Clube Beira Mar, durante dois anos e quatro como vice-presidente. Foi igualmente membro das direcções do Sporting Clube de Aveiro, do Clube Naval de Aveiro e do Clube de Albergaria, do qual é (tal como do Sport Clube Alba) sócio número um.

Jornal de Albergaria - retirado de http://blogdealbergaria.blogspot.pt/2008/08/antnio-augusto-martins-pereira.html

LUTO MUNICIPAL em memória do Ex.mo Sr. António Augusto de Lemos Martins Pereira


É com profundo pesar que a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha tomou conhecimento do falecimento do Ex.mo Senhor António Augusto de Lemos Martins Pereira no final do dia 24 de janeiro de 2013.

Nesta hora de dor, em nome da Câmara Municipal, o Presidente João Agostinho Pereira envia as condolências à família, aos amigos e aos Albergarienses em geral que se reveem na obra que ele nos deixou.

O Senhor António Augusto de Lemos Martins Pereira ficará para a história da cidade e do município de Albergaria-a-Velha como Homem Bom e Ilustre, que honrou a história do poder local e que foi exemplo de dedicação ao serviço público. A história da sua Vida cruzar-se-á com a história das últimas décadas do Município, a nível industrial, desportivo, cultural e social, quer pela obra física quer pelo seu afeto e relacionamento pessoal.

Muito mais se poderia dizer de António Augusto de Lemos Martins Pereira, mas as palavras, especialmente nestes momentos, são sempre poucas para expressar, de forma completa, o sentimento e a estima que devemos a cidadãos desta dimensão, tratando-se, indubitavelmente, de um símbolo da nossa Terra e da nossa Comunidade.

Assim, com este sentimento de perda, é declarado LUTO MUNICIPAL nos dias 25 e 26 de janeiro de 2013, reconhecendo, publicamente, o relevante mérito que o cidadão António Augusto de Lemos Martins Pereira tem para o Município e sua comunidade.

A Câmara Municipal apresenta, também, sentidas condolências à Família enlutada.

É colocada a meia haste a Bandeira do Município em todos os seus edifícios.

CMA, 25/01/2013

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Albergaria-a-Velha em postal


Há já muitos anos Albergaria-a-Velha foi editada em postal, coisa que para a época era brinde para quem à distância gostava de saber novidades ou minimizar a saudade da sua terra, para muitos que deixaram o seu torrão natal e debandaram terras de África, Brasil ou América, ou até mesmo aqueles jovens que obrigatoriamente cumpriram o seu dever militar em terras da Índia.

Para aquela época recuada, um postal de Albergaria-a-Velha era ouro para quem o recebia e uma prenda para quem o enviava com carinho e amor. Alguns exemplares de então constituem motivos de estima por quem os possui, quer pelas imagens, quando comparadas com as de hoje, quer pelo texto que escondia por vezes o amor e a paixão deixadas por cá, ou a promessa de uma visita no mais breve tempo possível. Até mesmo o casamento, estava implícito no envio de um simples postal.

Era o tempo em que se escrevia à família e aos amigos em contraste com o que hoje se passa. O postal era a comunicação, e mais do que isto, representava a sociedade e a urbanização daquele tempo.

Durante muitos anos, e logo que a edição se esgotou, nunca mais vimos nada que levasse o nosso visitante a enviar aos familiares um abraço ou um simples beijo. Assim sendo, foi com enorme satisfação que quando entrámos na Papelaria do Mercado deparámos com três exemplares, que contemplam o edifício da nossa Câmara Municipal, um outro com o Monumento ao Bombeiro e Fonte Luminosa e ainda um terceiro com a Alameda 5 de Outubro, Fonte Luminosa, Monumento ao Bombeiro e a Capela de Nª Sª do Socorro.

Maria Elisabete Lima, proprietária do estabelecimento, considera, porém, que sabe a pouco e que Albergaria-a-Velha tem muito mais para mostrar e para oferecer. É verdade, e num adeus de simpatia foi-nos dizendo: “não vai ficar por aqui... Estes postais são para mostrar um bocadinho da nossa terra, vou pensar em outra edição, vou pensar muito brevemente”. Ficámos a magicar o que levou a Elisabete a promover desta forma a nossa Albergaria-a-Velha. Talvez o mesmo que nós: o amor, sim, o amor às nossas coisas e à nossa terra. m

António Vinhas, Região de Águeda, 1 de Agosto de 2005

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Ver vários postais de Albergaria-a-Velha no blog http://postaisdealbergaria.blogspot.pt/

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fábrica Cerâmica da Branca

Habitantes queixam-se da degradação da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca

Os habitantes do lugar da Estrada, na Vila da Branca, mais precisamente da Travessa da Arroteia e Rua da Cerâmica, queixam-se do estado de abandono dos terrenos da antiga Fábrica de Cerâmica da Branca, da qual actualmente só resta a chaminé. De acordo com os habitantes, os silvados e matos favorecem a presença de animais, como ratos e cobras, que chegam mesmo a “passear” nos seus quintais.

Nos últimos tempos, foram feitas diversas diligências no sentido de resolver esta situação que continua a provocar dores de cabeça aos moradores do lugar. Recorde-se que o terreno é propriedade da Caja de Ahorros de Salamanca y Soria C Duero, S.O., que possui uma filial em Lisboa.

A primeira diligência remonta ao ano de 2007 quando os habitantes procuraram ajuda através da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. O facto do terreno encontrar-se em zona urbana levou ao arquivamento do processo, de acordo com a legislação em vigor, uma vez que a Câmara Municipal não tinha competências para proceder à limpeza do local. Os habitantes não baixaram os braços e mostraram o seu descontentamento junto da empresa proprietária do terreno, não tendo surtido qualquer efeito.


(...)

Beira-Vouga, 2/10/2012

(Leia a notícia na íntegra na edição da 1.ª quinzena de Outubro do Beira Vouga)

imagem: anúncio Gazeta dos CF nº 1363 - 1944

sábado, 20 de outubro de 2012

Descer o Vouga até Aveiro

Na Rota das Pousadas

Descer o Vouga até Aveiro

A Pousada de Santo António, em Serém de Cima, nos arredores de Albergaria-a-Velha, é o ponto de arranque para um passeio por fora de estrada que nos leva a acompanhar o curso do rio Vouga até Aveiro, cruzando trilhos florestais entre pinheiros e eucaliptos, e percorrendo caminhos de serventia a férteis explorações agrícolas, nos ricos vales que se estendem nas margens do rio.

A povoação de Serém mal se descobre no mapa, mas durante décadas foi ponto de passagem obrigatória dos viajantes que percorriam a famosa Estrada Nacional Nº1, entre Lisboa e o Porto. Dominando uma colina sobranceira ao rio Vouga, a escassos quilómetros de Albergaria-a-Velha, Serém foi escolhida em 1942 para a implantação de uma das primeiras Pousadas de Portugal, com uma dúzia de quartos e uma suite, bem como um simpático restaurante panorâmico, de onde se disfruta uma bela vista para o vale recortado pelo rio. Hoje, para quem faz a viagem de automóvel entre as duas cidades, o melhor caminho é a auto-estrada, e saindo desta no «nó» de Albergaria, tomamos a I.P.5 em direcção a Viseu e deixamos este «Itinerário Principal» pouco mais à frente, na primeira saída que encontramos, onde se virarmos para Águeda e Coimbra basta percorrer um par de quilómetros para chegar à Pousada de Santo António. Esta unidade da Enatur adaptou-se também aos novos tempos e de «porto de abrigo» para automobilistas cansados de uma viagem que há 15 anos ainda podia demorar um dia inteiro, foi completamente renovada de acordo com os padrões das Pousadas de Portugal, direccionando-se para o turismo de qualidade e tomando-se num local agradável para gozar uns momentos de descontracção.

Tal como o conceito das Pousadas de Portugal, o todo-o-terreno é igualmente uma actividade «anti-stress» e o itinerário que traçámos entre a Pousada de Santo António e o centro da cidade de Aveiro, percorrendo mais de meia centena de quilómetros, é disso um bom exemplo!

Arrancando frente à porta da Pousada de Santo António, cumprimos apenas 500 metros até trocar o asfalto pelos pisos de terra, tomando um caminho que nos faz passar junto à piscina da pousada e conduz até à povoação de Serém de Cima. Aqui, no cruzamento já em asfalto, seguimos pela esquerda até ao fim da estrada, que termina na saída poente da povoação, numa bifurcação em que tomamos a direita, entrando num estradão florestal. Um quilómetro depois, cruzamos o asfalto e prosseguimos em frente, sempre pelo estradão de terra principal, desprezando todos os caminhos que surgem à direita ou esquerda até voltar a encontrar uma estrada alcatroada. Desta feita, seguimo-la durante 800 metros até reentrar em terra, entrando à direita para novo estradão, entre um pinhal e eucaliptal. Cumprimos mais um quilómetro para alcançar a povoação de Fial, onde tomamos a esquerda na rua principal e seguimos a estrada de asfalto que liga com a povoação de Salgueiral. Já à entrada desta, subindo a primeira rua do lado direito penetramos uma vez mais nos caminhos poeirentos entre os pinhais e eucaliptais, cruzando uma ponte sobre a auto-estrada. Depois desta, avançamos à direita em asfalto e 350 metros adiante, na bifurcação seguinte, prosseguimos para terra (nota nº l5 do «roadbook»), seguindo em frente por caminhos que não fazem chegar à entrada da povoação de loure.

Em Loure, viramos à direita na primeira rua que encontramos, a das Fontaínhas, descendo-a até ao fim, para então tomar um caminho de terra à direita e contornar a localidade. Entramos finalmente no vale quando reencontramos o asfalto à saída de Loure, cruzando a estrada para seguir um caminho entre campos agrícolas. Num instânte avistamos o rio Vouga e a partir daqui raras vezes o perdemos de vista, acompanhando o seu curso até Aveiro, ora numa margem, ora ao longo da outra.

Entre Loure e a povoação seguinte, São João de loure, seguimos pela margem direita, «contra a corrente» do rio, percorrendo cerca de cinco quilómetros. Nesta segunda localidade, e já em estrada de asfalto, cruzamos o rio sobre uma antiga ponte de ferro e à saída desta viramos à direita para um caminho que segue pela margem esquerda do Vouga. Momentâneamente deixamos de ver o rio, seguindo por uma pista entre uma alameda de árvores tão cerrada que forma um túnel natural onde nalguns pontos não chega a luz do dia, permitindo adivinhar «belos lamaçais» por altura das chuvas, já que aí os terrenos não secam com a mesma facilidade daqueles que estão permanentemente expostos ao sol. No fim do «túnel» (nota nº 43 do «roadbook») seguimos pela esquerda um estradão «rapidíssimo» que contorna duas pontes da lP5, uma sobre o rio Vouga, outra sobre uma pequena e admirável lagoa, que merece a pena espreitarmos. A ideia é exactamente essa, pois o estradão não tem saída, fazendo-nos voltar para trás pelo mesmo caminho e só no cruzamento anterior atravessamos o rio, Passando por uma pequena ponte. Na margem oposta, entramos na povoação de Angeja, seguindo sempre pela esquerda. Não chegamos a percorrer as ruas de Angeja, mas na bifurcação em que ao virar à esquerda deixamos a localidade pelas costas temos a «Casa dos Leitões», excelente para uma breve pausa, sugerindo retemperar forças com uma sanduíche do dito ou, no caso de não ser apreciador dos «bacorinhos» assados à moda da Bairrada, pode sempre experimentar uns rojões de porco igualmente de fazer crescer água na boca.

Voltando ao percurso, certamente que bem mais «aconchegados», avançamos por asfalto à bifurcação com a Estrada Nacional Nº lO9, que se dirige de Aveiro ao Porto através de Estarreja, Ovar e Espinho. Virando à esquerda no sentido de Aveiro, logo a seguir, mesmo antes da ponte sobre o Vouga, abandonamos a E.N. 109 e tomamos o estradão de terra que acompanha a margem direita do rio. ladeamos ainda alguns braços da ria de Aveiro e atravessamos o Vouga por uma pequena ponte de aspecto algo frágil, mas suficientemente sólida para suportar o peso de dois Range Rover em simultâneo. Na margem oposta, avançamos em frente até à povoação de Vilarinho e só então os caminhos de terra ficam definitivamente para trás. Então, não deixe de observar as casas solarengas desta povoação, e siga para o centro de Aveiro, passando junto às fábricas da Renault até entrar na E.N. 109, e saindo desta pela IP5 na direcção de «Aveiro Oeste» até à rotunda que nos leva ao centro de Aveiro, contornando um dos canais que faz a cidade merecer o rótulo de «a Veneza portuguesa».

Terminamos o passeio no centro de Aveiro. Para regressar à Pousada de Santo António e gozar um merecido descanso, não tem nada que enganar: tome a IP5 em direcção ao interior e siga este Itinerário Principal até ao «nó» que cruza a Estrada Nacional Nº 1. E se o passeio por fora de estrada o deixou com vontade de percorrer mais quilómetros, pode aproveitar dois outros itinerários na «Rota das Pousadas», um que se desenrola também a partir da Pousada de Santo Antónlo, dirigindo-se rio Vouga acima (no sentido inverso ao deste «road-book») até às imediações de Sever do Vouga (Talhadas), e outro que tem como base a Pousada da Ria, perto de São Jacinto, e percorre inúmeros caminhos ao longo da riadeaveiro.

Consulte a sua colecção da Todo Terreno ou siga as «Rota Land Rover», uma colectânea de vinte e dois destes itinerários, à vendas nas boas livrarias, bem como via postal, fazendo o pedido à Todo Terreno.
http://supragw.supra.pt/todo-terreno/jul96/pousadas.htm (1996)

Serém de Cima pertence ao concelho de Águeda e faz fronteira com Albergaria-a-Velha