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quarta-feira, 24 de abril de 2024

50 anos do 25 de Abril

Os municípios da Região de Aveiro convidam-no a celebrar os 50 anos do 25 de Abril pela descoberta de memórias, das quais os seus serviços de arquivo são dignos guardiões.

Este espaço contempla um conjunto de documentação através da qual o visitante poderá descobrir aspetos da vida local durante o Estado Novo e os percursos que, em cada Concelho, foram trilhados rumo à democracia e ao pluralismo, evocando vivências quotidianas em dois tempos históricos com contextos políticos e culturais distintos – antes e depois do 25 de abril.

Celebrar os 50 anos do 25 de Abril também é dar vida a essa memória, é apostar no conhecimento das causas e na consequência dos factos, para que os valores da liberdade e da democracia sejam vividos e apreciados.

Os arquivos são, por excelência, os guardiões da memória coletiva e, a nível local, são instituições únicas para o conhecimento das especificidades que caracterizam cada território.

Esta exposição é um projeto dinamizado pelo Grupo de Trabalho dos Arquivos Municipais da Região de Aveiro, que prevê continuar a enriquecer e a disponibilizar mais informação sobre o tema.

Joaquim Baptista - Presidente do Conselho Intermunicipal

https://arquivos25abril.regiaodeaveiro.pt/

A EVOLUÇÃO DOS ACONTECIMENTOS

POR MUNICÍPIO

Página de jornal, impressa a preto Jornal Beira Vouga de 1 de Abril de 1946 (versão original)


1945

A Censura

NAS VÉSPERAS DA REVOLUÇÃO

Apesar das ações repressivas e de censura houve quem, em Albergaria-a-Velha, tivesse tido a coragem de manifestar opinião livre e para fomentar os ideias da liberdade. Como figura influente na região, não era grandemente censurado, mas em algumas ocasiões, o conhecido advogado albergariense Vasco Mourisca procurou, com a sua ação, o esclarecimento dos seus concidadãos, o que lhe chegou a valer alguma oposição e bloqueio de algumas das suas publicações.

Os meios de comunicação social são uma forma de fazer chegar à população portuguesa os seus princípios políticos, económicos e sociais, e podem ser usados para influenciar a visão da população sobre as suas medidas e ações.

No Estado novo, tudo o que circulava nos meios de comunicação, desde imprensa, a teatro, passando pela rádio e televisão era cuidadosamente avaliado e diligentemente censurado. A imprensa albergariense não escapou ao lápis azul da censura, e partindo das memórias do Dr. Vasco de Lemos Mourisca, ilustre advogado da cidade e fundador dos jornais “Beira Vouga” e “Arauto de Osseloa”, podemos observar este fenómeno. “Salazar estará convencido de que muda a maneira de pensar dos portugueses, através do lápis vermelho dos oficiais censores?” (1 de Agosto de 1945), é uma das perguntas que faz o Dr. Mourisca, indignado após mais um número do seu jornal voltar censurado, comentários contra a religião e a alusão do socialismo como caminho político civilizado não eram tolerados, mesmo os pensamentos sobre liberdade de Eça e simples críticas literárias tinham direito a serem vetadas. O Dr. Mourisca chegou a escrever um artigo extremamente controverso sobre a sua posição política condenando a censura, o qual nunca chegou ao leitor, no entanto, as suas tentativas publicação de versos a favor da liberdade mantiveram-se, umas com mais sucessos que outras.

https://arquivos25abril.regiaodeaveiro.pt/albergaria-a-velha/a-censura/

https://arquivos25abril.regiaodeaveiro.pt/albergaria-a-velha/alegria-no-trabalho/

https://arquivos25abril.regiaodeaveiro.pt/albergaria-a-velha/os-albergarienses-no-ultramar-e-o-caru/

https://arquivos25abril.regiaodeaveiro.pt/albergaria-a-velha/presidente-nomeado-durante-o-estado-novo-e-escolhido-em-liberdade/

https://arquivos25abril.regiaodeaveiro.pt/albergaria-a-velha/as-eleicoes-locais-de-1976/


segunda-feira, 12 de abril de 2021

Livros de Vasco Lemos Mourisca

Bibliografia de Vasco Lemos Mourisca

-- Obras publicadas:

Dança de Nuvens - versos - 1943 - 147 pp [Livraria Clássica Editora]

Alarme na Cidade do Porto - novela policial - 1947 - 144pp [Edições Altura]

Brilham estrelas ao Longe - versos - 1947 - 152 pp [Tip. Vouga]

Folhas Soltas do Meu Diário - 1948 - 272 pp

7 Espirais de Sonho - versos - 1951

Carta Aberta a um Espírita - 1952 - 31 pp

Folhas Soltas do Meu Diário - verso e prosa (diário, 2 volumes) - 1956 - 383 pp

Mensagem de Luz - cântico de Natal

Ecos de Um Doutoramento - 1958 - poemeto crítico

Livro de Orações - versos - 1959 - 41 pp [Atlântida]

Mahalia - versos - 1961 - 70 pp [Tipografia Mondego, Gondomar]

-- Outras:

Sobre Antiguidades - conferências - 1970 - 22 pp [Osseloa Antiguidades]

Depoimento sobre Ferreira de Castro IN Livro do cinquentenário da vida literária de Ferreira de Castro, 1916-1966

posf. da obra Cinzas duma sombra de Reinaldo Matos (1984)



Alguns dos livros de Vasco de Lemos Mourisca estão à venda em vários sites da internet.

<> Esconderijo Dos Livros

Sobre Antiguidades


<> Custo Justo

Folhas Soltas do meu diário (1948)

livro de 1948 bem conservado, Folhas Soltas do meu diário
assinado em 1966 pelo autor Vasco de Lemos Mourisca 
- variante de um só volume da 1 edição


<> Manuseado
Mahalia (1961)

autografado pelo autor com dedicatória.


<> Livraria Candelabro

Brilham estrelas ao Longe (Poemas) [Composto e impresso nas oficinas da Tip. Vouga. Albergaria-a-Velha. 1947]. In-8º gr. de 152 págs.

Exemplar em bom estado geral de conservação mas com mancha de humidade, já muito desvanecida, que afecta parte das capas. Valorizado com DEDICATÓRIA INTIMISTA DE PÁGINA INTEIRA.


<>Alfarrabista José Lopes Gomes Soares

Brilham estrelas Ao Longe (1947)


Outras ligações

https://www.goodreads.com/author/show/16090458.Vasco_de_Lemos_Mourisca

https://archeevo.amap.pt/details?id=154540

http://gisaweb.cm-porto.pt/units-of-description/documents/397605/

http://files7.webydo.com/91/9119902/UploadedFiles/5F540C45-3100-1FAE-4E8D-AE639D5DE6AE.pdf

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Depoimento

Depoimento

Litoral 11 Maio 1968
Número 705 Pagina 3

Esta carta é a resposta de Costa e Melo a Vasco de Lemos Mourisca relativa ao convite feito por este para aderir à constituição formal da Tertúlia Homem Cristo. Esse convite, em tom de desafio, tinha sido lançado por Vasco L. Mourisca no "Depoimento" que saiu publicado no dia 20.04.1968, no Litoral, ao poeta Costa e Melo. Para convencer os escritores regionais a aderirem à iniciativa, também publicou nesse mesmo depoimento uma carta do próprio escritor Ferreira de Castro, a louvar a iniciativa e a aderir à mesma. No entanto, Costa e Melo responde por carta a V. L. Mourisca, que a publica na íntegra, conforme se verifica acima. A resposta não é totalmente favorável, pois o seu autor argumenta que só aderiria a uma "...TERTÚLIA livre e não etiquetada ou com poleiro certo...", que poderia abranger outras figuras, sugerindo, como referência ampla o nome do grande tribuno aveirense José Estêvão.

Ana Clara Correia, Liberdade e Ditadura em Aveiro: a oposição democrática no Estado Novo.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Mahalia - 1961


Título original do livro: MAHALIA
Autor(es): VASCO DE LEMOS MOURISCA
Nº da Edição: EDIÇÃO DE AUTOR

Idioma: Português

Nº de Páginas: 70
Tipo de capa: Capa mole

Com dedicatória do autor, datada de 1961, ao Mestre Manuel Lima, pintor  e cenógrafo.

Leiloes.net

MOURISCA (VASCO DE LEMOS) - MAHALIA

[Composto e impresso na Tipografia Mondego. Gondomar. 1961]. In-8º de 70 págs. Br.

Com dedicatória do autor, datada de 1969.

Vasco de Lemos Mourisca (1911-1984) foi um escritor e jornalista português, natural de Albergaria-a-Velha e licenciado em Direito.

Mahalia foi a sua última obra publicada.

Primeira edição.

domingo, 30 de abril de 2017

Carta Aberta a um Espírita - Vasco de Lemos Mourisca (1952)


Carta de Jaime Brasil para Alexandre Vieira (23 de Janeiro de 1955)

Assunto: Presta informações sobre um folheto de Vasco Mourisca, intitulado "Carta Aberta a um Espírita", posfaciado por Jaime Brasil. Refere que não foi posto à venda pelo receio da sua apreensão, e que os exemplares foram enviados para o Brasil. Obtenção de um exemplar junto do autor para oferta a Alexandre Vieira.

http://www.casacomum.org/cc/visualizador?pasta=09770.229

Fundação Mário Soares / Pasta: 09770.229 / Fundo: Alberto Pedroso

Fernando Piteira Santos escreveu uma critica a essa publicação na revista LER:

Coluna. “Livros e os Autores”. 1953 - [Recensão crítica a] MOURISCA, Vasco de Lemos - Carta aberta a um espírita. Ler. Ano 1, nº 10 (Jan. 1953); p. 4. Coluna.
-
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vasco_de_Lemos_Mourisca

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Advogados 1951

REVISTA DA ORDEM DE ADVOGADOS
O DR. ANTÓNIO DE PINHO que eu recordo e que tanto me ensinou de Direito (de Direito e doutras coisas) é já o da segunda metade da sua vida, pois quando eu comecei a advogar, ele Já tinha 66 anos. Havia, então, cá, quatro Advogados: o DR. PINHO, o Dr. Hernâni Ferreira de Miranda, o Dr. Silvino Gonçalves de Sousa (estes dois eram Advogados e Notários) e o Dr. Armando de Albuquerque Miranda, que usava o nome de Armando de Albuquerque. [Mais o Dr. Alfredo de Sousa e Melo e o Dr. Manuel Homem Ferreira que começou a advogar quase quando eu!] Eu comecei a advogar em 1950, mas já cá estava desde 1944, ano em que morreu meu pai e em que eu tive de me fixar em Albergaria-a-Velha. Até 44, eu andava a monte... por Lisboa, pelo Porto, por onde calhava...

Vasco Lemos Mourisca, Arauto de Osseloa, 01/04/1983

http://novos-arruamentos.blogspot.pt/2014/01/albergaria-e-o-seu-concelho.html

Nota: O Dr. Hernâni Miranda faleceu em 1944

---------

RELAÇÃO DOS ADVOGADOS INSCRITOS NA ORDEM EM 31 DE DEZEMBRO DE 1951

ALBERGARIA-A-VELHA

-- Dr. Alfredo de Sousa e Melo.
-- Dr. António Fortunato de Pinho.
-- Dr. Armando de Albuquerque Miranda.
-- Dr. Manuel Homem de Albuquerque Ferreira.
-- Dr. Silvino Gonçalves de Sousa.
-- Dr. Vasco de Lemos Mourisca.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O Rebelde


"O Arauto de Osseloa", jornal dirigido por Vasco Lemos Mourisca, chegou a incluir vários suplementos  como "A Toga" ou "O Rebelde". 

Um dos exemplares de "O Rebelde" (Maio de 1984) deu entrada recentemente nos arquivos do Ephemera. Este suplemento era dedicado à temática "Do Espiritismo À Psicotrónica" que era um dos vários temas de preferência de VM.

domingo, 8 de maio de 2016

Folhas soltas do meu diário

MOURISCA, Vasco de Lemos

Folhas soltas do meu diário / Vasco de Lemos Mourisca.- [S.l.] : [s.n.], D.L. 1956 ( Albergaria-a-Velha, Tipografia Vouga).- 383, [5] p. ; 20 cm

Sinfonia de Brasil. Variante. Sempre. Calafrio. Até sempre. Antípoda. Aniversário. Zero. Despedida. Sintra. Sensação oblíqua. Em um cartão. Abismo. The rest... is silence. Anseio. Cantigas velhas. Tradição. Retalhos. Dádiva. Cântico da Primavera. Via latina. Quando a guerra vier. Elipse. Cinzas. O meu amor não responde. Tarde na lage. Interrogações. Carta de amor. Pergunta às flores. Marianinha. Irmã sem nome. Tempestade. As tuas mãos. Apontamento. Momento. Definição da hora h. Fado. Maria Lalande. Natal. Rumo. Observação a Santo António. Balada. Non plus ultra. Medalha. Volúpia. Pedido. Natal. Meditação. Fim de Noivado. Janela fechada. Angústia. Aqueles olhos. Turbilhão. Criptestésia. Como na velha canção alemã. Prece. Balada do meu destino.

VLM



Leilão 286 PCV - 30 de Maio a 1 de Junho 2012

Conjunto de seis (6) títulos, em 6 vols. dos quais destacamos: Armando Marques Guedes, ALIANÇA INGLESA. Notas de História Diplomática. Enc.; Henrique de Vilhena, NOVOS ESCRITOS. Enc.. Em brochura : Conde do Funchal, (Parcelas do meu Caminho); Vasco de Lemos Mourisca (Folhas Soltas do Meu Diário); Natália Correia (Não percas a Rosa); Aquilino Ribeiro ( O Malhadinhas). À excepção do Malhadinhas, tudo em primeiras edições, alguns invulgares e cheios de peripécias e histórias curiosas, como os do conde do Funchal, e o de Vasco de Lemos Mourisca.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Vasco de Lemos Mourisca / Beira Vouga

No site do Arquivo Municipal do Porto tem uma troca de correspondência (1941) entre Vasco de Lemos Mourisca, na altura proprietário do jornal "Beira Vouga", e o artista gráfico Cruz Caldas da Livraria Figueirinhas a quem solicitava uma caricatura do Dr. Marcelo Caetano para ilustrar um artigo do jornal.


Está também disponivel a capa de uma edição do jornal "Beira Vouga" em que se fala da montra da referida Livraria.


http://gisaweb.cm-porto.pt/units-of-description/documents/508151/?q=%22beira+vouga%22

sábado, 8 de novembro de 2014

Visita dos Reis

A Família Real Portuguesa esteve, hoje, aqui de visita, às grandes Fábricas Metalúrgicas Alba.

Foi a primeira vez que tive a honra de ajoelhar e beijar a mão, a Suas Magestades.

Nunca tinha falado a Reis.

É muito diferente de falar a um presidente da República, porque, diante do Rei - com me frisava o meu dilecto amigo Vicente Saraiva Santo - sente-se a superioridade iniludível e inilidível do Monarca.

Ante S.M., eu vi a linha varonil dos Rei que fizeram Portugal, contemplei 8 séculos de História, personificados em um Homem.


(...)

Albergaria-a-Velha, 8 de Novembro de 1954

Folhas Solhas do Meu Diário - Vasco de Lemos Mourisca

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Livros de Vasco de Lemos Mourisca




Dois livros de Vasco de Lemos Mourisca à venda no OLX

Brilham Estrelas Ao Longe, de Vasco de Lemos Mourisca, Poemas 1947
Livro das Orações, de Vasco de Lemos Mourisca, poesia, Coimbra 1959

autografados pelo autor com dedicatória.

http://montemoronovo.olx.pt/lote-de-14-livros-antigos-iid-448604437

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Na Minha Terra

A sua carta é muito simpática, muito bairrista, mas está totalmente desligada da realidade. Com que então um jornal todo votado a Albergaria-a-Velha, onde é das terras onde eu tenho menos assinatura?!!!

(...)

Sabe que a nossa Albergaria não é uma terra bairrista, como Oliveira de Azeméis ou Águeda, onde se luta por tudo o que é de lá e por toda a gente que lá nasceu?! Aqui, não! Aqui, o que é de fora é que é bom! Nunca ouviu dizer que «Albergaria-a-Velha é má mãe e boa madrasta?»! Pois é dito muito velho cá na terra (...)

Se eu seguisse o seu concelho, o «Arauto» não durava dois meses.

Resposta de Vasco de Lemos Mourisca (director do jornal O Arauto de Osseloa) ao leitor Sérgio Reis da Costa (Dusseldorf) - 11/01/1979


domingo, 18 de dezembro de 2011

Aquilino Ribeiro / Vasco Mourisca


Manuel de Lima Bastos ofereceu à Biblioteca Municipal Abade Vasco Moreira, em Sernancelhe, um conjunto de livros raros do Mestre Aquilino Ribeiro que provém do espólio deixado pelo Dr. Vasco de Lemos Mourisca, advogado em Albergaria-a-Velha, amigo do escritor e do filho Eng.º Aquilino Ribeiro Machado, descobertos no alfarrabista do Porto, Nuno Canavez, dono da Livraria Académica.

Descrição das obras:

"UM ESCRITOR CONFESSA-SE, única obra póstuma de Aquilino Ribeiro, com prefácio de José Gomes Ferreira, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1974;

"DOM FREI BERTOLAMEU DOS MÁRTIRES", primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1959;

"O MALHADINHAS", primeira edição brochada da versão final aumentada pelo escritor, em bom estado de conservação, de 1958;

"TOMBO NO INFERNO e O MANTO DE NOSSA SENHORA", teatro, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1963;

"O PRÍNCIPE PERFEITO", de Xenofonte, tradução com extenso prefácio de Aquilino Ribeiro, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1952;

"AS TRÊS MULHERES DE SANSÃO", primeira edição magnificamente encadernada com a capa em cartão marmoreado e pele, apresentando no colofón uma etiqueta indicativa de ter provindo da biblioteca da escritora Aurora Jardim Aranha, de 1932;

"LUÍS DE CAMÕES FABULOSO, VERDADEIRO", primeira edição em dois volumes magnificamente encadernados com capa em cartão marmoreado e pele, de 1950.

CMS, 11/2011


Albergaria-a-Velha, 4 de Setembro de 1954

MEDALHA

Mestre AQUILINO

Escreve-me, da serra.
Esta carta é qualquer coisa de divino,
Nas minhas mãos feitas de terra!

Folhas Solhas do Meu Diário - Vasco de Lemos Mourisca (pag. 293)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vasco de Lemos Mourisca - Advogado, Escritor e Poeta

A Sua Última Poesia

Retido no leito por força da doença que o vitimou, e quase tolhido pelas dores, ainda o nosso amigo Dr. Vasco de Lemos Mourisca usava uma das suas formas mais características de comunicar: a poesia.

Aqui estão exactamente como a escreveu:

Em missao
O Céu está de mal comigo "Nao me atende"
Eu bem peço, bem imploro,
bem rezo, bem oro
Jesus Cristo faz que nao entende...
E a voz do Karma diz-me à consciência,
Sem Rebate:
Sofre com paciência
esta missao de resgate.

Do Arauto de Osseloa (Dez 84)

(Carlos Castanheira, Beira-Vouga, 30.05.1993)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vasco de Lemos Mourisca



O dr. Vasco de Lemos Mourisca faleceu ontem. A noticia chegou à nossa Redacção lacónica e fria. Não podemos dizer que fosse, inesperada. O dr. Vasco de Lemos Mourisca, com coragem, enfrentava a doença terrível que o ia minando e diminuindo. Não que afectasse a sua viva inteligência, mas que lhe causava sofrimentos e lhe roubara a voz.

Continuou, todavia, apesar de gravemente doente a dirigir o jornal que publicava em Albergaria-a-Velha, localidade onde residia: «O Arauto de Osseloa». Jornal onde publicou abundante colaboração em prosa e verso, e nas páginas do qual soube conciliar a informação jurídica, a Crónica social, o inconformismo politico.

Tendo-se formado em Direito na Universidade de Lisboa, nos últimos anos dedicava-se principalmente à sua actividade de escritor e de jornalista. Deixou vários volumes publicados: poesia, prosa de ficção e até narrativa policialesca.

Era leitor e amigo do "Diário de Lisboa". Aos seus familiares e aos seus colaboradores de «O Arauto de Osseloa» apresentamos a expressão do nosso pesar.

DL, 14/12/1984

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Albergaria-a-Velha 1958








Vasco de Lemos Mourisca (1958)

ALBERGARIA-A-VELHA da Rainha
Dona Tereza, que a fundou e fez,
Foi do primeiro solo português,
É lusitana da primeira linha !

Na senda de oito séculos caminha,
Rica de História, ufana de altivez!
E chega, à actualidade, na esbeltez
Da garbosa paisagem que a acarinha.

Se não possui o que é de seu condão,
Se lhe prometem mais, do que lhe dão...,
E, do que dizem dar, nem vem metade...,

Nem, por tal jeito, se lhes esfuma a esp'rança
Em tempos, que hão-de vir, de mais bonança
E Pão e Paz e Amor da Humanidade !

1958 VASCO DE LEMOS MOURISCA

Albergaria-a-Velha

MERCÊ da sua privilegiada situação geográfica, Albergaria-a-Velha é hoje uma vila bastante desenvolvida e progressiva. Atravessada pelas estradas nacionais Porto-Lisboa e pela internacional Aveiro-Vilar Formoso, tornou-se um centro de grande movimento e ponto de paragem quase obrigatória a todos aqueles que gostam de deliciar-se com os encantos da paisagem.

Não será Albergaria-a-Velha um centro de turismo, mas, sem dúvida, tem um papel preponderante na zona da região do Vouga, uma das mais importantes regiões turísticas do país. A 18 quilómetros de Aveiro, capital do distrito e a 58 quilómetros do Porto e de Coimbra, Albergaria-a-Velha usufrui uma situação geográfica a todos os títulos magnífica.

Fundada pela rainha D. Tereza em 1117, é hoje uma vila que acompanha o progresso e tem lugar de relevo ao lado das mais importantes vilas da Beira Litoral, contribuindo para isso a riqueza do seu solo e o incremento da sua indústria.

A norte de Albergaria, no Bico do Monte, ergue-se a capela de Nossa Senhora do Socorro, mandada erigir em cumprimento de uma promessa feita a quando da epidemia do cólera morbus, que em 1855 flagelou esta região. Do Bico do Monte, desfruta-se uma paisagem extraordinária de beleza ! Graças à sua altitude, vê-se, dai, com nitidez, o farol de Aveiro e os variadíssimos canais da Ria, que constituem um espectáculo deslumbrante de cor e pitoresco. Para o lado oposto, a serrania imponente parece dominar tudo e todos, destacando-se o Buçaco e o Caramulo, assim como as serras das Talhadas e do Arestal.

Albergaria-a-Velha tem todas as características para, num futuro breve, poder ser, sem favor, um dos principais centros turísticos da Beira Litoral.

Em 9 de Fevereiro de 1910 passou em Albergaria o primeiro comboio para passageiros e mercadorias. Para o desenvolvimento do seu comércio, muito têm contribuído os Caminhos de Ferro como meio de comunicação com os principais centros. Ligando alguns pontos do concelho à vila, com comodidade e economia, contribuem em grande escala para uma maior aproximação, tendo trazido enormes vantagens para as gentes vizinhas.

Albergaria-a-Velha é hoje uma vila moderna e próspera com o caminho aberto para um maior desenvolvimento industrial, comercial, agrícola e turístico que não poderá deixar de verificar-se dentro de breves anos.

Branca

QUEM viajar pelo Caminho de Ferro do Vale do Vouga, ou pela estrada Nacional n.º 1, Porto-Lisboa — encontra entre Albergaria-a-Velha e Pinheiro-da-Bemposta uma risonha localidade que, pelo seu aspecto encantador, agrada, sem dúvida, ao viajante.

Os seus prédios novos, cheios de beleza, a igreja matriz, o novo edifício dos C. T. T., prestes a ser inaugurado, a fábrica de cerâmica, as suas duas estações ferroviárias, os campos marginais, recamados de verdura, são motivo de grande atracção.

Esta linda povoação denomina-se Branca. Auranca se dizia no passado século XIII, o que quer dizer região aurífera.

Com efeito, deveria tê-lo sido em recuados tempos e tanto que, no ano de 1945, foi declarada cativa para o Estado, para efeito de pesquisas de minério de chumbo, zinco, prata e oiro a área poligonal, situada no Concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, cujos vestígios são as pirâmides geodésicas Cabeço-do-Barril e Alto-de-Fradelos, que fazem parte desta freguesia.

Esta localidade foi até 1890 um dos centros mineiros mais importantes do Pais, tendo paralisado então, devido à má administração das minas do Palhal e Telhadela.

É sabido que existe, nestas últimas, um importante filão de cobre: o poço mestre (como então lhe chamavam) das minas do Palhal, que é, talvez, o mais profundo de Portugal, pois atinge 400 metros de profundidade e as suas galerias, a extensão de 13 quilómetros aproximadamente.

Os montões enormes de pedras e aterro, que se encontram nas proximidades, junto ao Rio-Caima, dão-nos uma ideia do que foi, outrora, a grande actividade mineira, naquelas paragens. Eram, há pouco, pertença das Minas e Metalurgia do Braçal, que as vendeu à SAPEC, tendo esta Empresa montado ali uma fábrica de aços duros, a única no País e a maior da Europa, empregando já um grande número de pessoas

A mesma Empresa, que tem à frente dos seus trabalhos um bom grupo de engenheiros estrangeiros e portugueses, briosamente mandou destruir o casario velho que se encontrava em ruínas, e como a "Fénixsurgiram novos e magníficos edifícios, com esplêndidos jardins, e uma enorme construção destinada às instalações fabris.

O lugar do Palhal, que durante cerca de 70 anos não teve vida industrial, regozija-se agora, ao ouvir novamente o rumor das máquinas e o martelar intenso nas bigornas.

Seguindo o curso do Rio Calma — mais abaixo, cerca de mil metros, depara-se-nos a importante fábrica de pasta química para papel, denominada Caima Pulp & C.°, que ocupa uma grande área nas margens direita e esquerda deste rio, com uma boa ponte, sobre o mesmo.O conjunto dos edifícios é enorme, as construções continuam a fazer-se activamente, tendo sido ali empregados alguns milhares de sacos de cimento e muitíssimo ferro.

É interessante a fabricação da pasta — centenas de metros cúbicos de toros de eucalipto são diàriamente para ali transportados, utilizando-se vários meios de transporte, entre eles, o Vale do Vouga; sendo depois depositados em estaleiros, onde existem, geralmente, milhares e milhares de metros cúbicos de madeira, seguindo dali para a chamada Casa da Lenha, onde um formigueiro humano a reduz a pequenas cavacas, que entrando em enormes caldeiras, são devidamente cozidas.

Uma vez saídas dali, entram numa levada de água, que passando por vários filtros, aos secantes, aqui já em pasta, segue à cortadoria, sendo depois enfardada.

Entre a fábrica e a estação ferroviária de Albergaria-a-Nova — cerca de 5 quilómetros — existe um cabo aéreo, que diàriamente transporta algumas centenas de toneladas de pasta e matérias primas.

Esta mesma empresa possui uma área de terreno, plantado de eucaliptos, numa extensão digna de ser admirada, devido aos lindos exemplares de árvores e à sua situação.

O aproveitamento de tais terrenos foi obra dos ingleses, fundadores da fábrica, que os aforaram outrora à Junta desta Freguesia, remindo-os mais tarde.

A contribuição industrial desta empresa é de perto de mil contos anuais e o imposto à Câmara Municipal, de cerca de 100 contos.

Outras indústrias de menor vulto existem ainda tais como: — cerâmica, a serração de madeiras, o Flexicol, moagens, uma estação de serviço automobilístico permanente, e ainda, no lugar de Soutelo, uma fábrica de material cirúrgico, cujo fabrico ultrapassa já, em qualidade, o, até agora, importado do estrangeiro.

Esta freguesia tem presentemente cerca de 5.500 habitantes, sempre em crescente aumento, tendo em vista que, desde o princípio do corrente ano, foram já registados no Posto do Registo Civil, 115 nascimentos e óbitos apenas 24.

O clima é dos melhores, e isso se verificou quando do último questionário acerca da tuberculose, pois apenas apareceram dois doentes, com tuberculose importada—um da América-do-Norte e outro de África.

Na época calmosa, centenas de lisboetas vêm residir entre nós uma boa temporada, regressando à capital, com melhores cores.

A parte baixa é como que um canteiro de lindas flores plantado no sopé da Serra de São Julião e lá no alto, no Telégrafo — mais conhecido por "TALEGRE" — é sítio dos mais apreciáveis, descortinando-se dali toda a costa marítima, que se estende de Espinho ao Cabo Mondego destacando-se a Ria-de-Aveiro e seu Farol.

Vários melhoramentos devemos ao Estado, tais como: reparação de estradas, a construção de 5 edifícios escolares, reparação do edifício—Mãe, nas Lajinhas, electrificação da freguesia, etc, etc..

Outros melhoramentos serão pedidos — por intermédio do Dig.mo Presidente da Câmara Municipal do Concelho, Snr. Coronel Gaspar Inácio Ferreira, a quem esta freguesia muito deve, tais como construção de uma estrada que ligue a Branca, pelo lado Norte, à Ribeira-de Fráguas — passando por Nobrijo e pelos terrenos da Cavada Velha e Vale-da-Vide, ricos em madeiras, mas de valor reduzido, devido aos caminhos intransitáveis que os atravessam.

Uma mina que, a principiar no lugar do Outeiro, atravessa a serra, até ao lado Nascente, aproveitando o importante manancial de águas, que ali nasce formando o chamado Ribeiro Escuro, este, sem aproveitamento.

Esta grandiosa obra, a efectuar-se, seria para a Branca uma grande riqueza, pois poderia irrigar os nossos férteis campos, evitando que centenas de bombas eléctricas, deixassem de movimentar-se, pois o preço da energia, para fins agrícolas, é ainda de 1$20 por KV, talvez o mais caro de Portugal.

Branca, 10-12-1958


(textos da edição da Gazeta dos Caminhos de Ferro comemorativa dos 50 anos da linha do Vale do Vouga)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Beira-Vouga - 70 anos


O primeiro número saiu a 13 de Abril de 1941 e apresentava-se como «quinzenário defensor dos interesses da região. Tinha como «Director, editor e proprietário - Vasco de Lemos Mourisca», como «administrador - José de Oliveira Neves» e era «composto e impresso na Tipografia Vouga - Albergaria-a-Velha» .

O Beira-Vouga teve uma primeira fase de 12 anos (...) até à sua extinção em 1953. Recomeçou com a 2ª fase em 1 de Agosto de 1962.

Albuquerque Pinho / Beira-Vouga

O jornal Beira-Vouga fez 70 anos em Abril de 2011. Entra agora no ano 50 da segunda fase do jornal.

http://jornais-aav.blogspot.com/search/label/Beira-Vouga

Assinalamos, nesta edição, o 50.º aniversário do Jornal Beira Vouga. É de uma forma modesta que o fazemos. Os tempos difíceis que vivemos assim nos limitam. Gostaríamos de dedicar muitas mais páginas à nossa região, mas infelizmente, como sabem, o produto final do nosso trabalho, o jornal que vos chega às mãos quinzenalmente, tem um custo e, nos tempos que correm, a gestão deve ser ainda mais criteriosa de forma a podermos garantir a continuidade do projecto que assumimos.

É neste sentido que deixo um muito obrigado a todos os nossos Anunciantes que, apesar das dificuldades, acreditam no nosso trabalho e compreendem que a divulgação dos seus negócios, através dos espaços publicitários, é uma arma de combate à crise. E também porque sabem que é desta forma que nos ajudam a manter um projecto informativo na região que se esforça por representar todos aqueles que nele acreditam.

Obrigado também a todos os nossos Assinantes, em Portugal ou no estrangeiro (e são muitos os do Canadá, Brasil, Alemanha, França, Suiça e até Austrália). É para vocês que trabalhamos. Obrigado a todos os que sentem este projecto como seu e que têm orgulho nas páginas que contam a história da nossa região. Esforçamo-nos diariamente para continuar a merecer a vossa confiança. Obrigado aos que nos incentivam, aos que pedem por mais, aos que dão sugestões, aos que mostram o caminho e aos que caminham ao nosso lado, contribuindo para que continuemos a contar as histórias de cada um que, quando somadas, fazem a história de todos nós. Aos nossos Colaboradores, um grande obrigado. Vocês fazem parte da nossa família e temos muito gosto nisso.

É só através da união e do esforço de todos que seremos capazes de atravessar os tempos mais difíceis que se adivinham e melhor, aprender com cada dificuldade. Não tenho dúvidas de que sairemos todos vitoriosos. No entanto, urge mudar mentalidades e abrir espaço para reconhecermos as potencialidades da nossa região e acreditarmos que temos valor. Ser a mudança que queremos ver no mundo, resolver primeiro o problema da nossa rua e só depois preocuparmo-nos com os males do mundo. Defender a nossa terra, a nossa região, a nossa gente. Ter orgulho nas nossas raízes e darmos o nosso melhor para ajudar no crescimento e no desenvolvimento da terra que nos viu nascer e/ou crescer.

O caminho faz-se caminhando, basta acreditar e dar o primeiro passo. A todos os que queiram fazer parte desta caminhada e que venham por bem, com a vontade de contribuir e assim engrandecer a nossa região, as nossas páginas estarão sempre abertas.

Fernanda Ferreira (directora)

Beira-Vouga, 04-Jul-2011

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Largo da Praça

Havia dióspiros no largo da praça.

E livros de segredos adultos, nas prateleiras…

E o Vasco Mourisca que me perguntava se eu teria idade para perceber o que lia...


Maria Miranda 10.02.2009

(...) uma figura inesquecível numa terra (Albergaria a Velha) onde havia "normas, tratados, filósofos e sábios" mas a loucura, saudável visão da diferença para quem era adolescente, era a do Dr. Vasco Mourisca.

Como eu gostaria hoje de ter aproveitado melhor a sua presença.

MM

Somos da terra onde criámos raízes, nem sempre da terra onde nascemos. Passei, até aos meus 20 anos, as férias em casa dos meus avós em Albergaria (Campinho/R. Cruzes). As minhas melhores memórias, de criança a adolescente, repousam aí! Albergaria, nesses idos anos 60, ainda respirava uma ruralidade romântica para quem crescia na cidade....lugares, pessoas, cheiros, sentimentos, tudo já tão longe e, no entanto, tão vivo em mim!... ...mas hoje não reconheço essa Albergaria da minha memória. Como todas as terras, talvez como nós próprios, mudou. Para melhor ou pior? Não sei, o que torna um lugar reconhecível é, talvez, um poço com maças frescas, e esse já não existe...

MM

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Memória de Albergaria em forma de saudades

Manuel da Costa e Melo, 1913-2002
O Dr. Costa e Melo fez o seu estágio de advocacia e notariado em Albergaria-a-Velha. Em 1995, já reformado, Costa e Melo escreveu vários artigos no Jornal de Albergaria. Nessas croniquetas, como lhe chamava, abordou nomes como Dr. Silvino, Leandro e Evaristo Ferreira, etc...

- Era uma vez... - 09/02/1995
- O Dr. António Pinho- 23/02/1995
- O Dr. Hernani - 09/03/1995
- O doutor Silvino - 23/03/1995
- O Vasco Mourisca - 06/04/1995
- Os filhos de Adão - 20/04/1995
- A Senhora do Socorro - 25/05/1995
- O Frias (presente no assalto ao D. Maria) - 08/06/1995
- Arauto de Osseloa - 22/06/1995
- Última crónica - 20/07/1995


OFERTA DO ESPÓLIO AO MUNICIPIO DE AVEIRO

O espólio de Costa e Melo é constituído por 1142 monografias e 113 periódicos, para além de diversos dossiers, recortes, fotografias, videos, cassetes e o seu "arquivo pessoal", estando as peças identificadas e depositadas na Biblioteca e Arquivo Municipal.

Manuel da Costa e Melo nasceu em Mourisca do Vouga, Águeda, em 1913. Licenciado em Direito, desenvolveu uma intensa participação na vida política do país, que lhe valeu a expulsão da Função Pública durante o Estado Novo, vindo a ser reintegrado somente em 1975.

Foi militante da União Socialista, da Acção Socialista Portuguesa e do Partido Socialista e participou activamente nas campanhas eleitorais de Norton de Matos e de Humberto Delgado e nos Congressos Republicanos de Aveiro, em 1957, 1969 e 1973. Após o 25 de Abril de 1974, fez parte da comissão Administrativa da Câmara Municipal, tendo sido, de 1976 a 1979, Governador Civil de Aveiro.

Com extensa obra publicada, Costa e Melo colaborou ainda em diversos jornais e revistas de Lisboa e do Porto e na imprensa regional de Águeda, Albergaria-a-Velha [Arauto de Osseloa e Jornal de Albergaria] e Aveiro.

Jornal da Bairrada - 21/03/2006