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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Bloco de Esquerda 2001

Francisco Louçã e Victor Valente na mesa da sessão realizada a 30 de Março de 2001 no Salão dos Bombeiros Voluntários de Albergaria.Aqui nasceu a ideia da candidatura do Bloco e a criação dum Núcleo organizado
AUTÁRQUICAS 2001

NÃO PROMETEMOS NADA!

APENAS ASSUMIMOS O COMPROMISSO DE SERMOS UMA VOZ ACTIVA E PARTICIPATIVA NA CAMARA E ASSEMBLEIA MUNICIPAIS E DE LUTAR PELAS IDEIAS QUE DEFENDEMOS!

A CORAGEM DE SER DIFERENTE!

Nas eleições autárquicas que se avizinham uma nova força surge em Albergaria - o Bloco de Esquerda.

Concorrendo à Camara Municipal e à Assembleia Municipal, a candidatura do Bloco surge como uma necessidade de discutir novas ideias, de pôr o dedo em feridas que outros não serão capazes de pôr porque demasiado comprometidos com o poder e com os poderes.

Pela nossa parte não temos compromissos com esse poder, nem com empresários, nem com construtores civis, nem defendemos interesses obscuros.

Por isso temos A CORAGEM DE SER DIFERENTES, uma nova maneira de ver o mundo e as coisas, num projecto transparente de uma nova esquerda que calmamente vai crescendo e impondo as suas ideias.

Queremos uma Albergaria que não seja o "quintal" de nenhum presidente, mas um concelho onde a participação dos cidadãos seja um facto, onde a cidadania não seja apenas uma palavra vã.

A qualidade de vida nos seus múltiplos aspectos, as questões culturais, os problemas da droga e os jovens serão os principais pontos da nossa intervenção, nunca esquecendo que, apesar de estarmos nesta luta concelhia, somos uma parcela deste país, do mundo em que vivemos e seus conflitos.

Pela candidatura do Bloco de Esquerda

Victor Valente - cabeça de lista para a Câmara Municipal

DEFENDER IDEIAS, TRANSFORMÁ-LAS EM ACÇÕES

Cidadania e Qualidade de vida, sem exclusões

Não prometemos nada!

Apenas assumimos o compromisso de sermos uma voz activa na Câmara e na Assembleia municipais e de lutarmos pelas ideias que defendemos.

Pela criação de organismos consultivos de base que aproximem os cidadãos das decisões da Câmara e vice-versa.

Colocar os interesses colectivos, os interesses da comunidade, à frente dos interesses privados, dos clientelismos e dos jogos de gabinete entre partidos e poderes

Não ao "presidencialismo". Pela atribuição de pelouros e responsabilidades a todos os vereadores.

Criação da figura do Provedor do Munícipe, enquanto instrumento da fiscalização popular, eleito em Assembleia Municipal

Contra a mediocridade cultural

Por uma política cultural ao serviço da comunidade que responda aos anseios e necessidades das diversas camadas da população do concelho

Aumento do orçamento camarário para a Cultura.

Transformação do Cine-Teatro num verdadeiro centro cultural de actividades múltiplas, com programação permanente, equipado para dar resposta aos mais diversos eventos e aos agentes culturais e artísticos do concelho.

Atribuição do pelouro da cultura a um vereador e criação dum gabinete cultural com técnicos competentes.

Reinstalação, em instalações condignas, da biblioteca existente até ao momento em que a "nova" esteja em funcionamento.

Maior apoio às associações e agentes culturais do concelho, entendendo-os como os principais motores do desenvolvimento cultural.

Preservação do património histórico, da arquitectura tradicional e das casas antigas.

Por uma política de juventude que responda aos seus verdadeiros anseios e problemas

Criar condições sociais, urbanas, culturais, educativas, ambientais, etc. para que os jovens vivam Albergaria.

Criação duma Casa Municipal da Juventude

Aumento das actividades destinadas aos jovens (culturais, artísticas, desportivas, sociais ou outras)

Criação de um organismo representativo dos jovens, em moldes a estabelecer, que funcione como parceiro e consultor da CM para as actividades juvenis.

Restituir o parque de skate aos seus praticantes (e aos jovens em geral), instalado em lugar condigno e desenvolvendo-o para a prática de outras actividades.

Por um melhor ambiente e preservação da Natureza

Criação de mais espaços verdes, sobretudo espaços que simultaneamente cumpram as funções sociais do estar e do lazer.

Por um crescimento urbano sustentado, pensado a favor das pessoas e não a favor da especulação imobiliária.

Não à tendência para a "betonização" e para a construção em (grande) altura, considerando que "arranha-céus" de província não são factores de desenvolvimento.

Criação de ecopontos, separação efectiva dos lixos. Recolha mais regular e mais limpeza e higienização dos contentores.

Um maior apoio aos mecanismos de luta contra os incêndios florestais, contra a "eucaliptozação", sabendo-se dos interesses que estão por trás desses incêndios, a maior parte deles fogos postos.

Uma nova realidade: os imigrantes

A actual situação internacional ameaça de dia para dia as liberdades políticas, religiosas, etc. Do mesmo modo desenvolve o racismo e a xenofobia. Contrariando essa tendência e considerando que os imigrantes são fundamentais ao desenvolvimento económico da região, propomos:

Criação de um gabinete camarário de apoio aos imigrante, no combate às "mafias" organizadas e à exploração pelo trabalho clandestino, sem direitos.

Apoio ao pequeno comércio local. Comprar em Albergaria também é viver Albergaria.

O comércio local luta de forma desigual tanto com as grandes superfícies comerciais quanto com as lojas das cidades mais próximas.

É necessário criar medidas conducentes ao desenvolvimento e fortalecimento do pequeno comércio local e sua diversificação. Estabelecimento de acções e protocolos com as associações representativas. Realização de eventos culturais, turísticos ou outros que favoreçam esse desenvolvimento.

Toxicodependência

Criação de um centro de apoio ao toxicodependente (médico, psicológico, etc.) e implementação de projectos de tratamento, recuperação e reintegração social.

Apoiar todas as medidas de combate aos grandes traficantes, sejam eles quem forem, estejam onde estiverem, principais responsáveis pela situação.

Circulação urbana

Tendo em consideração que uma grande parte da população do concelho não possui viatura própria, sobretudo nas camadas mais desfavorecidas, propomos o aumento da rede de transportes colectivos entre as diversas freguesias e a vila, assim como um autocarro circular urbano que ligue os diversos pontos da vila e proporcione a diminuição do afluxo de automóveis ao centro da vila (antes que seja tarde)

As freguesias

Lutar por um maior apoio às freguesias através das respectivas juntas ou de associações locais, no sentido de diminuir o fosso de desenvolvimento entre estas e Albergaria/vila.

AUTÁRQUICAS 2001 - ALBERGARIA

CANDIDATOS PELO BLOCO DE ESQUERDA

CAMARA MUNICIPAL

Victor Manuel Coelho Valente, 50 anos, Actor (curriculo)
Ana Margarida Ribeiro dos Reis, 20 anos, Estudante, independente
Raquel Maria de Oliveira Costa, 39 anos, Professora
Angelo Miguel Mateus Castanheira, 27 anos, Técnico Multimédia
Maria de Fátima Pires de Oliveira Martins, 38 anos, Estilista
Tiago de Sousa e Vasconcelos M. Boavida, 30 anos, Técnico Superior de Turismo, independente
Jaime Marques Santiago, 24 anos, Técnico de Informática

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

(BE)

102 tiveram a coragem de votar Bloco para a Camara e 120 para a Assembleia Municipal.

Apesar da forte bipolarização e do voto útil os votos no Bloco aumentaram em comparação com as Legislativas 99.


domingo, 20 de maio de 2012

Rui Marques 2001 - CDS


Caros Albergarienses:

Consciente de que nas eleições autárquicas, não se vota em partidos, antes se escolhem personalidades, suspendi há já alguns anos uma carreira médica para me dedicar a um outro trabalho comunitário não menos aliciante – A Presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.

Fi-lo convicto de que o meu contributo ainda que modesto, associado ao de alguns outros muito poderia ajudar o concelho a encetar pela via do desenvolvimento e do progresso, sempre com o propósito de elevar os níveis de bem-estar das pessoas integradas na nossa comunidade.

Esta convicção inicial veio felizmente a confirmar-se.

Conciliando-se um conjunto de factores, o concelho mudou muito em poucos anos e mudou para muito melhor.

Confirmam-no todos os indicadores estatísticos provenientes das mais variadas fontes. Só não constata mesmo, quem, de facto não quer.

Agora, com resultado à vista, reflectindo sobre estes anos de intenso trabalho e dedicação, sinto que valeu a pena.

Hoje, quando associo o passado ao futuro junto a felicidade ao entusiasmo, a tranquilidade à confiança, a recompensa à determinação.

Sei que há ainda muito para fazer e que a minha disponibilidade é ainda maior.

Temos novos e valorosos projectos em curso; acompanha-me uma equipa renovada com pessoas de excepcionais qualidades humanas e intelectuais e adquiri uma experiência e um conjunto de conhecimentos que me parece não dever ser desaproveitado pelo município.

Sustentado num trabalho sério, dedicado e profícuo cujo resultado está à vista, quero prosseguir no próximo mandato com um conjunto muito ambicioso de investimentos de que o concelho muito beneficiará.

Assim, de entre muitas outras acções previstas, propomo-nos:

· Solicitar ao Parlamento a elevação de Albergaria-a-Velha a cidade
· Criar a Polícia Municipal.
· Construir a Biblioteca Municipal – Acordo já assinado com o Governo. Projecto elaborado pelo Sr. Arqº Siza Vieira. Terrenos em expropriação.
· Construir o Centro Cultural da Branca – Obra em concurso público. Projecto elaborado pelo Sr. Arqº Carrilho da Graça. Terrenos em expropriação.
· Concluir a construção da Piscina Municipal de S. João de Loure – Obra iniciada.
· Construir a Piscina Municipal da Branca – Obra já adjudicada.
· Construir o Pavilhão Gimnodesportivo de Alquerubim – Projecto em fase de conclusão.
· Ampliar o Serviço de Urgência do Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha – Projecto em curso. Acordo estabelecido com o Governo.
· Apoiar a COMFA na construção do Pavilhão Gimnodesportivo de Angeja – Projecto em fase de conclusão.
· Requalificar a Fábrica de Papel de Vale Maior por forma a dar-lhe utilidade pública.
· Apoiar o Grupo de Telhadela na construção do Pavilhão Gimnodesportivo de Telhadela.
· Concluir a construção dos 48 fogos de Habitação social em Alquerubim – Obra em curso.
· Ultimar o processo para a construção dos 180 fogos de Habitação a custos controlados no Alto de Assilhó – Projectos já concluídos.
· Promover projectos de Habitação a custos controlados em várias freguesias.
· Requalificar a Rua José Gonçalves de Pinho, em Frossos.
· Construir a Variante de Angeja – Projecto elaborado.
· Construir a Rede de saneamento de S. João de Loure – Já adjudicada.
· Construir a Rede de saneamento de Alquerubim – Já adjudicada.
· Construir a Rede de saneamento na Branca – Já adjudicada.
· Construir o Quartel dos Bombeiros.
· Requalificar o Mercado Municipal.

Alguns destes empreendimentos já estão em marcha imparável, outros necessitam ainda de grande empenhamento para terem início,

Com o vosso apoio que, desde já, agradeço, contem com o melhor do meu esforço para os prosseguir e assim engrandecer este concelho que a todos nos deve honrar.
Um abraço amigo.

Rui Marques / CDS

Obra   Mensagem  Projectos

Página de campanha de Rui Marques à Presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. url: http://www.ruimarques.cjb.net/

As eleições acabaram por ser vencidas pelo PSD (João Agostinho Pinto Pereira) após a permanência de Rui Marques como presidente da autarquia durante 16 anos - entre 1985 e 2001.

Entrevistas a Rui Marques em 2000 e em 2007.

sábado, 19 de maio de 2012

Eleições Autárquicas 2001

Bolsa Autárquica 2001

Rui Marques (CDS-PP), Albergaria-a-Velha - Apesar de jovem, é um verdadeiro dinossauro autárquico, tendo sido reeleito sucessivamente desde o final da década de 80. O seu principal adversário será o social-democrata João Agostinho Pereira, presidente da Junta de Alquerubim.

Público, 19/05/2001

João Agostinho Pinto Pereira, professor, 43 anos, apresentou esta terça-feira a sua candidatura à presidência da Câmara de Albergaria-a-Velha.

Pinto Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Alquerubim, lidera, também, a comissão política concelhia do PSD. Uma escolha que acaba por ser natural. "Foi por unanimidade", sublinha o candidato.

O PSD arranca para a disputa eleitoral do final do ano com fundadas esperanças em destronar Rui Marques (CDS/PP) do cadeirão da presidência. Os sociais-democratas apostam, de resto, em capitalizar o desgaste dos sucessivos mandatos da maioria popular.

Mudança

"Vamos construir um projecto de mudança", anunciou Pinto Pereira, que pretende nos próximos meses envolver a comunidade de Albergaria-a-Velha num debate alargado, recolhendo, desta forma, elementos para o programa eleitoral. Mais riqueza, maior partilha, atenção aos jovens figuram entre as preocupações enunciadas na apresentação.

O candidato do PSD considera que o concelho tem "um enorme potencial" e não é devidamente aproveitado, comprometendo-se, desde já, a "exercer a função com as pessoas". Pinto Pereira deseja protagonizar uma candidatura "suprapartidária" com uma "equipa forte e coesa" que exerça o cargo de forma "inovadora e ambiciosa, delegando mais nas freguesias".

Esperanças

Em 1997, o PSD, através de Rogério Camões, foi o segundo partido mais votado com 37,7 por cento (4724 votos), alcançando 3 mandatos na Câmara. Rui Marques (CDS/PP) conquistou o quarto mandato na presidência com uma vantagem tangencial de 91 votos. Adelino Pereira Santiago foi o candidato do PS nas últimas eleições arrecadando 18,8 por cento da votação (2359 votos).

O concelho de Albergaria-a-Velha tem oito freguesias, sendo 4 do PSD, 3 do PP e 1 do PS. Os sociais-democratas presidem à mesa da Assembleia Municipal.

Noticias de Aveiro. 10/04/2001

Candidatos

Rui Marques - PP (presidente em exercício, recandidato) 
João Agostinho -  PSD
Hernâni Aidos - PS
Maria Isabel Freitas - CDU
Delfim Bismarck - Independente
Vitor Valente - BE

Autárquicas 2001
Eleitores Inscritos: 19 687
Votantes: 13 012

PPD-PSD: 42.3%
CDS-PP: 41.2%
PS: 8.3%
Grupo Cid.: 3.5%
PCP-PEV: 1.3%
BE: 0.8%
Abstenção: 33.9%
Brancos/Nulos: 2.7%

Dados disponíveis no Sistema de Informação Sales Index da Marktest

Assembleia Municipal

José António da Piedade Laranjeira - Presidente

Mandatos: Janeiro 2002 a Novembro de 2005

Constituição da Assembleia:

Presidente: José António da Piedade Laranjeira
1ºSecretário: Mário Ferreira Couto
2ºSecretário: Carlos Manuel Melo Mortágua
Vogais: Fausto Miguel Vidal Meireles Azevedo
Alberto Emanuel Campos Bastos Camões Sobral
Rogério São Bento Camões
Rufino Simões de Carvalho Costa
José António de Pinho Laranjeira
Adalberto da Silva Carvalho
Jorge da Silva Melo
José Manuel Lobo Bonifácio
Carlos Alberto de Almeida Coelho Silva Resende
Saúl Oliveira Silva
José António Nogueira Santo Amaro Pereira
José Carlos Ribeiro dos Santos
Manuel Martins da Silva
Leonel António Melo Morais da Silva
Marisa Pereira Paço
Adelino Pereira Santiago
Maria Isabel Silva Brandão Amaral
Eduardo Nuno Pereira Marques

José Manuel Torres e Menezes
Carlos Manuel Moreira Branco
José Manuel Dias Neves
Fernando Soares Ferreira
Sandra Isabel Silva Melo Almeida
Manuel Henrique Araújo Martins
Adalberto Manuel Mónica Correia Póvoa
Carlos Manuel Silva Santos

https://www.cne.pt/sites/default/files/dl/resultados_al_2001.pdf

Assembleia Municipal

Presidente: José António da Piedade Laranjeira (Eng.) - PSD

1º Secretário: Mário Ferreira Couto - PSD

2º Secretário: Carlos Manuel Melo Mortágua - PSD 

Fausto Miguel Vidal Meireles Azevedo (Dr.) - PSD

Alberto Emanuel de Campos Bastos Camões Sobral (Eng.) - PSD

Rogério de São Bento Camões (Prof.) - PSD

Rufino Simões de Carvalho Costa (Prof.) - PSD

José António de Pinho Laranjeira (Eng.)- PSD

Adalberto da Silva Carvalho - PSD

Jorge da Silva Melo - PSD

José Manuel Lobo Bonifácio (Dr.) - PP

Carlos Alberto Almeida Coelho Silva Resende (Dr.) - PP

Saúl Oliveira Silva - PP

José António Nogueira Souto Amaro Pereira - PP

José Carlos Ribeiro dos Santos - PP

Manuel Martins da Silva (Prof.) - PP

Leonel António Melo Morais da Silva - PP

Marisa Pereira Paço (Drª )- PP

Adelino Pereira Santiago (Dr.) - PS

Maria Isabel Silva Brandão Amaral (Profª.) - PS

Eduardo Nuno Pereira Marques (Dr.) - Independente

Presidentes Juntas de Freguesia:

José Manuel Torres e Menezes (Dr.) - PSD

Carlos Manuel Moreira Branco - PSD

José Manuel Dias Neves (Dr.) - PP

Fernando Soares Ferreira - PSD

Sandra Isabel Silva Melo Almeida ( Drª .) - PP

Manuel Henrique de Araújo Martins (Eng.) - PP

Adalberto Manuel Mónica Correia Póvoa (Eng.) - PSD

Carlos Manuel Silva Santos (Eng.) - PS

 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

2001: Listas de Independentes

Uma lista de independentes concorre à Câmara e Assembleia de Albergaria (J.A.)

As próximas eleições autárquicas terão, em Albergaria, o interesse acrescido de contarem com o concurso de várias listas de independentes. À Câmara e à Assembleia Municipal concorrerão as habituais listas do CDS, do PSD, do PS, da CDU, a que se junta a lista do Bloco de Esquerda e uma lista de Independentes, que deste modo põe em prática a recente inovação legislativa. Partimos do princípio que a candidatura venha a ser aceite pelo Tribunal.

Para as Assembleias de Freguesia haverá também listas de independentes em Albergaria e em Valmaior.

Mas é o concurso dos independentes à Câmara e à Assembleia Municipal que suscita maior curiosidade e atenção.

A lista para a Câmara é encabeçada pelo nosso colaborador dr. Delfim Bismarck e a lista para a Assembleia é liderada pelo veterinário municipal dr. Eduardo Nuno Marques. Delfim Bismarck, que militou na Juventude Centrista, tem-se afirmado nos últimos anos como um claro e frontal opositor ao actual presidente da Câmara, dr. Rui Marques, não lhe poupando críticas à sua governação, nomeadamente em diversos artigos de opinião publicados no Jornal de Albergaria.

Com formação académica em História, apresenta já diversa obra publicada, sobre temas da história do nosso concelho. É, indiscutivelmente, um candidato de sólida formação cultural, habituado há muito a pensar o concelho, interessado na sua história e por isso preocupado com o seu destino.

De todos os candidatos à presidência da Câmara, Delfim Bismarck é aquele cuja preparação cultural é mais visível, traduzida em obra publicada, e é aquele que à partida mais garantias oferece de uma perspectiva original dos novos desafios que se colocam à nossa comunidade em termos de qualidade de vida. Mas, como se sabe, daí a ser um candidato ganhador vai a distância que só os resultados eleitorais dirão qual é... (Monsieur de La Palisse não diria melhor).

Quem perde com os independentes?

A intromissão desta lista de independentes à Câmara merece algumas reflexões adicionais.
Trata-se, obviamente, de um conjunto de cidadãos opositores ao actual presidente da Câmara, Rui Marques. De outro modo, não se compreenderia o seu aparecimento: se apoiassem o presidente da Câmara, não teria sentido a sua formação. Mas, sendo assim, constituirá um real perigo para o poder instalado?

A lista de independentes vai tentar concitar os votos dos igualmente descontentes com Rui Marques. Ou seja, vai disputar as eleições com as outras listas opositoras. Certo que tentará chamar a si pessoas que, simpatizantes de Rui Marques, poderão ainda balancear entre votarem nele ou o afastamento; irá tentar fragilizar a sua base eleitoral de apoio. Esta base é sobretudo de natureza CDS e PS (o voto útil dos socialistas sempre funcionou em Albergaria, na estratégia de que, à falta de um candidato ganhador, mais vale votar num centrista do que contribuir para que o PSD pudesse ter uma Câmara mais no distrito).

Mas os independentes irão sobretudo tentar congregar os opositores que, ou não votariam, ou votariam PSD ou PS. Ou seja, a lista de independentes poderá representar sobretudo um perigo para os resultados do PSD.

Haverá uma franja de eleitores que, não querendo o actual presidente, mas também não se revendo das candidaturas PSD e PS, poderão aderir ao voto nos independentes.

E, se se olhar com atenção aos integrantes das listas independentes, ver-se-ão vários nomes que, sendo clara e assumidamente opositores de Rui Marques, terão sido, em eleições anteriores, apoiantes das listas social democratas, mas que por certo agora não o serão.

Donde ser de concluir que a lista de independentes, para além da lufada de ar fresco que representa, como um sinal de democracia participativa à margem das estruturas ferrugentas dos partidos políticos, para além da mais-valia cultural que trará à discussão do que é Albergaria e qual o seu destino - significa um elemento original que vem baralhar, e de que modo, o alinhamento das forças concorrentes às nossas eleições.

Mas o aparecimento desta lista é, só por si, uma derrota para Rui Marques e para o PSD. Para Rui Marques, porque vê aparecer mais um grupo de descontentes à sua governação. E são descontentes que há anos o apoiavam e se reviam no seu pensamento e na sua acção. Agora, viraram-lhe as costas, cansados, ou desiludidos.

Mas é também uma contrariedade para o PSD que, sendo sempre uma força alternativa e potencialmente ganhadora, não soube, ou não pôde, absorver o descontentamento personificado pelos independentes.

No fim das eleições se ficará a ser a quem fizeram mais falta os votos recolhidos por estes.

Por Mário Jorge Lemos Pinto* (Noticias de Aveiro, 29/10/2001)
* Mário Jorge Lemos Pinto é advogado e director do Jornal de Albergaria

Todos diferentes, todos iguais
(Jornal Expresso)

Lançaram-se numa aventura e não dão mostras de estar minimamente arrependidos. Mesmo quando tudo lhes diz que a vitória é apenas uma miragem. 

Delfim Bismarck teria preferido que as eleições autárquicas tivessem sido antecipadas para o dia primeiro de Dezembro - o dia da Independência. Como assim não foi, o líder da lista «Independentes por Albergaria» aproveitou aquela data para dar uma gigantesca festa para jovens e reafirmar a sua crença nas vantagens de ser independente.

Mas, nas ruas de Albergaria-a-Velha, Bismarck sente que nem todos os eleitores partilham o seu entusiasmo pelos valores da independência eleitoral, sobretudo porque há pouca informação sobre o que são as listas de independentes. «Que raio de partido é este?», perguntava-se um eleitor confuso à entrada do mercado de Albergaria, na manhã do passado sábado, quando recebeu o panfleto do candidato independente. Mas Bismarck ficaria muito contente se o problema de esclarecer os eleitores mais confusos fosse o seu único obstáculo.

A lista de Delfim Bismarck é uma das várias dezenas que aproveitaram a nova lei eleitoral para dizer «não, obrigado» aos partidos e concorrer, pela primeira vez, de forma independente à presidência de Câmaras Municipais por todo o país. Esta candidatura em Albergaria não foi de ruptura com ninguém, e engloba elementos de várias cores partidárias - da esquerda à direita. Mas há independentes para todos os gostos: os que se zangaram com os seus partidos (como Agostinho Fernandes em Famalicão), os que ficaram descontentes com o seu partido (como Luís Filipe Fernandes em Setúbal e Delfim Bismarck em Albergaria), ou os que simplesmente nunca pensaram em partidos (como Agostinho Simão em Montemor-o-Novo).

Contudo, todos eles apresentam queixas semelhantes: a lei eleitoral para as autárquicas, aprovada a poucos meses do acto eleitoral, não dá aos candidatos independentes grande margem de manobra. As regras para as listas independentes às Câmaras são em alguns casos muito limitativas e surgiram em cima da hora, deixando os candidatos quase sem tempo para angariar assinaturas para a legalização, muito menos para reunir dinheiro para as campanhas. E o último desabafo dos independentes é contra os partidos, que acusam de frequentemente procurar boicotar as suas iniciativas políticas.

(...)

A prioridade do contacto com as populações parece ser um factor fundamental neste desafio independente. Agostinho Fernandes diz que a recolha das 3500 assinaturas para a sua candidatura não foi um obstáculo difícil de ultrapassar, até porque beneficiou do facto de ainda ser o presidente em exercício. Mas Delfim Bismarck ainda traz bem presente o pesadelo de ter de recolher 950 assinaturas em quatro dias. «Foi complicado, ainda por cima porque alguns dirigentes do PSD e do PP tinham andado a pressionar as pessoas para não assinarem a nossa lista», queixa-se o candidato que ainda há um ano e oito meses era dirigente nacional da Juventude Centrista, mas abandonou o partido de Paulo Portas desiludido com a forma de fazer política partidária e com o modo como o PP tem gerido a sua autarquia.

Rui Marques, o presidente centrista da Câmara de Albergaria, é o «homem a abater» para a jovem lista de independentes (a média de idades dos elementos da lista ronda os 30 anos). Delfim Bismarck chama-lhe «dinossauro» e teme que o seu poder se eternize, embora encontre o mesmo receio se o vencedor das próximas eleições em Albergaria for o PSD.

Mas, para os adversários de Bismarck, a lista de independentes mais não quer do que vingar-se de Rui Marques. «Parece-me ser uma lista de ressabiados», disse ao Expresso Hernâni Aidos, o candidato do PS, referindo que o cabeça-de-lista independente para a Assembleia [o veterinário Eduardo Marques] é o irmão desavindo de Rui Marques e que o número dois da lista é um cunhado do presidente da Câmara, que também não tem com ele as melhores relações pessoais e familiares.

Bismarck desmente esse espírito e diz que o que motivou a escolha dos elementos da sua lista foi a sua competência e total independência face a todos os poderes. Mas também por isso está a pagar uma factura. A angariação de fundos para a campanha foi um trabalho penoso: «Ninguém quer dar dinheiro a um grupo de jovens que, embora bem intencionados, não tem nada para dar em troca a não ser a promessa de muito trabalho para bem do concelho.» Valeram a Bismarck as doações de alguns, poucos, empresários que financiaram uma campanha parca em meios. «Mas até esses nos deram só notas e pediram para não falarmos da sua ajuda», diz Bismarck.

(...)

Delfim Bismarck sabe que o sonho de uma vitória é mais difícil. Por isso, a ambição mais imediata é ser eleito e continuar no executivo a fazer o trabalho de oposição que tem feito a partir do exterior. «O difícil é manter coeso este grupo, para poder ser verdadeira oposição», diz Bismarck. Os colegas de lista garantem que o seu líder pode contar com eles até ao fim.

(...)

Mas se estes candidatos não forem eleitos, acontecerá como em muitas listas de independentes: fiéis aos seus princípios, cada um seguirá o seu caminho individual.

Texto de Cristina Figueiredo e Ricardo Jorge Pinto / Expresso, 15/12/2001

O PSD acabou por vencer as eleições mas com o CDS a perder por poucos votos.

Câmaras Municipais

Eleições Autárquicas - 16 Dez 2001
Resultados para a Presidência das Câmaras Municipais
 

ALBERGARIA-A-VELHA: 8 Freguesias; Abstenção - 33,9%
- PSD: João Agostinho Pereira (novo) - 5.509 votos (42,3%); 4 mandatos
- PP: Rui Marques - 5.360 votos (41,1%); 3 mandatos
- PS: Hernâni Aidos - 1.075 votos (8,3%)
- Lista Independente: Delfim Bismarck- 449 votos (3,5%)
- CDU: Maria Isabel Freitas - 169 votos (1,3%)
- BE: Victor Valente - 102 votos (0,8%)
 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

João Agostinho Pinto Pereira

Dados e informações obtidos no site (não oficial) da campanha do actual Presidente da Câmara aquando da sua primeira eleição em 2001.




17.04.2001

Eleições autárquicas à vista

No pretérito dia 10 do corrente mês de Abril, pelas 16 horas, o Professor João Agostinho oficializou a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal do nosso concelho, em representação do Partido Social Democrata, nas próximas eleições autárquicas a realizar em Dezembro.Tudo decorreu na sede do Partido Social Democrata de Albergaria-a-Velha. João Agostinho Pinto Pereira é natural da vila de Albergaria-a-VeIha, onde nasceu a 25 de Setembro de 1957 e reside na Rua da Carregosa, Ameal, freguesia de Alquerubim. A sua radicalização a Alquerubim baseou-se no casamento, pois é casado com Margarida Meio Almeida e Silva, funcionária do Banco de Portugal, no Porto, e finalista do curso de Organização e Gestão de Empresas Área Económico-Financeira. Deste matrimónio existe uma filha, Diana Margarida, que frequenta o 10º ano de escolaridade.

No âmbito de habilitações literárias o Professor João Agostinho possui o Curso Complementar de Electrónica; Curso Complementar de Formação de Professores de Trabalhos Manuais; Estudos Superiores Especializados de Administração Escolar e bacharelato em Ensino de Educação Tecnológica.

No aspecto profissional é professor do Quadro de Nomeação Definitiva na Escola Preparatória de Albergaria-a-VeIha, desde 1 de Outubro de 1986, tendo Iniciado a sua carreira profissional em 4 de Maio de 1976 na Escola Comercial e Industrial de Évora.

Entre outras cargos que tem exercido, de 1988 a 1992, foi Presidente do Conselho Directivo da Escola Preparatória de Albergafia-a-Velha e, por inerência do cargo: Presidente do Conselho Administrativo, Presidente do Conselho de Direcção, Presidente do Conselho Consultivo, Presidente do Conselho Pedagógico, Presidente da Secção de Formação de Conselho Pedagógico, Presidente do Conselho de Directores de Turma e, desde 1999 que é Presidente da Assembleia de Escola, Coordenador do Departamento de Artes e Ofícios e Membro do Conselho Pedagógico.

Mas João Agostinho também se tem dedicado a outras áreas. Assim, de 1986 a 1989, foi Tesoureiro da Junta de Freguesia de Alquerubim ,de 1993 a 1997, Secretário da mesma Junta de Freguesia, sendo actualmente seu Presidente desde 1997. De 1992 a 1998, foi Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Social Democrata da qual é, desde 1998 seu Presidente. É um dos fundadores e um dos principais impulsionadores da Associação de Solidariedade Social de Alquerubim (ASSA), tendo sido de 1994 a 1996 Vice-Presidente da Comissão instaladora daquela instituição, da qual é Presidente da Direcção desde 1997; Desde 1997 que é Presidente da Assembleia Distrital de Aveiro dos Trabalhadores Social Democratas e desde 1999 que é Conselheiro Nacional dos Trabalhadores Democratas. Como modesto mas atento observador, desde meados de 1993, ocasião em que os nossos contactos pessoais começaram a ser progressivamente assíduos, que tenho vindo a apreciar o carácter do Professor João Agostinho, a sua vida privada e a maneira Interessada e correcta como tem tratado ou trata todos os assuntos dos diversos sectores em que esteve ou esta inserido. 0 nosso visado de hoje não é, seguramente, uma excepção à regra pois, como simples ser humano, também tem falhas, também tem defeitos, enfim, também não é perfeito. Todavia, isso é que é inegável e notório, é trabalhador, inteligente, dinâmico, urbano e honesto, predicados fundamentais para demonstrar toda a indispensável credibilidade, actual e futura, perante o eleitorado em geral e, em particular, da facção política que neste caso representa.

Mesmo com todos os condicionalismos que logicamente irão surgir durante a pré-campanha e a campanha eleitoral que se aproximam, ocasião propicia para os habituais esclarecimentos públicos, não deverá ser difícil ao Professor João Agostinho anunciar os seus projectos apresentar as suas ideias, demonstrar as suas já bem conhecidas capacidades, nomeadamente a nível autárquica, em resumo, convencer com dados concretos e provas irrefutáveis e veracidade das suas afirmações. É facto assente que argumentos e apoios não lhe faltarão oportunamente para que a sua pretensão resulte em pleno êxito.

Aliás, além do mais, o Professor João Agostinho é credor de todos os seus correligionários pois em circunstâncias análogas, nunca falhou os seus compromissos, nunca puxou o tapete a quem quer que fosse e sempre prodigalizou a maior solidariedade para com os então candidatos.

Vá em frente e boa sorte.

João Nogueira Sousa e Melo / Jornal de Albergaria

17.04.2001

«Mudar, o concelho merece», é o slogan da campanha

João Agostinho candidato à Câmara de Albergaria

João Agostinho Pinto Pereira é o primeiro candidato assumido à presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, concorrendo sob a palavra de ordem «Mudar, o concelho merece». Com 43 anos, João Agostinho, como é conhecido, nasceu em Albergaria-a-Velha, na rua de Santo António, é professor há 25 anos, actual presidente do Conselho Executivo da EB 2 de Albergaria-a-Velha, da Comissão Política Concelhia (CPC) do PSD e também da Associação de Solidariedade Social de Alquerubim e da junta desta freguesia onde casou se radicou. 0 candidato social democrata tem obra feita em várias frentes, da autárquica à social, passando ainda pela vida sindical, já que está ligado aos TSD Trabalhadores Social Democratas distritais. De resto, estes atributos foram realçados pelos vários intervenientes da apresentação da candidatura que decorreu na sede concelhia do PSD e a qual participaram, além do candidato e de vários militantes conhecidos, os presidentes da assembléia de secção e da JSD concelhias, Flausino José Pereira da Silva e José Liciínio Pimenta, José Antônio Laranjeira, vice-presidente da CPC e presidente da Assembléia Municipal, Miguel Meireles, presidente da concelhia da JSD e Ribau Esteves, presidente da Comissão Política Distrital (CPD) dos social democratas. Marques Mendes enviou uma mensagem na qual considera que a candidatura de João Agostinho «é importante e desejável, tendo em vista uma nova experiência para o concelho». José António Piedade Laranjeira solicitou aos apoiantes para lá dos que cá estão, um grande empenho, pois é necessário trabalhar muito e ajudar o candidato». Miguel Meireles e José Licínio desde logo se colocaram ao lado de João Agostinho, porque referiu o primeiro «o concelho precisa de um novo ciclo, que começa hoje e se deseja termine com a vitória nas eleições de Dezembro». Caberia a Flausino José Pereira da Silva a parte mais «politizada» da tarde, com o orador a assumir que «é preciso ter coragem para assumir certos desafios e servir nas autarquias e o concelho de Albergaria, que ainda tem um grande trajecto de desenvolvimento por fazer, tem no professor João Agostinho a grande esperança para cumprir esse objectivo».


Modelo de gestão camarária está esgotado

Mais à frente e num «recado», com destinatários certos (não estava na sala, por exemplo, nenhum dos três vereadores do PSD, Rogério Camões, Tércio Silva e Mário Vidal da Silva), o líder do plenário concelhio disse que é importante e decisivo que «todos os militantes, sem excepção, se envolvam na campanha e no apoio a um candidato que assentou praça como «soldado raso» e que ao contrário de outros só agora chega a «general» e que tem como imagem ser parco nas palavras, mas profundo e extenso nas realizações, basta olhar para os cargos que desempenha de forma dedicada e sem compensações».

Depois da intervenção de João Agostinho, Ribau Esteves encerrou as intervenções, começando por referir que se trata de uma candidatura «arejada e determinada no conteúdo e na forma, é inovadora e tem em vista substituir um modelo de gestão camarária que em Albergaria se encontra esgotada, onde o actual presidente da Câmara e a maioria relativa que o suporta, se têm vindo a distanciar em cada mandato, cada vez mais dos cidadãos deste concelho que merece ter o PSD de regresso ao poder autárquico». Seguiu-se uma fase de perguntas e respostas, com o candidato a referir que a lista ainda não está elaborada e que irá ter em conta a realidade das freguesias, e tal como o programa de campanha, será conhecida dentro de algum tempo.

A primeira declaração de João Agostinho

Na apresentação da sua candidatura, João Agostinho optou por ler um discurso escrito, que depois de saudar as entidades presentes e a imprensa, se traduz no seguinte texto:

«No âmbito das eleições autárquicas de Dezembro de 2001, os órgãos do Partido Social Democrata aprovaram a minha candidatura à Presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, o que muito me honrou. Assumindo liderar esta candidatura venho partilhar convosco algumas ideias que defendo, agarrando desta forma a oportunidade de desenvolver um projecto de mudança para o nosso concelho.

É minha convicção profunda que seremos uma comunidade maior e mais desenvolvida se soubermos aproveitar todo o nosso património Humano que podemos traduzir em mais riqueza e investimento, em maior partilha e solidariedade, e na construção de um futuro com mais e melhores oportunidades para os jovens.

O concelho de Albergaria-a-Velha tem um enorme potencial para ser uma terra que possibilita urna vida condigna aos que a escolheram como sua e uma terra acolhedora e aprazível aos que a vistam, tendo como base uma vida com qualidade e como objectivo um povo com felicidade. É minha determinação que a construção do projecto de mudança se faça em diálogo permanente com a sociedade, com destaque particular para as instituições do nosso concelho, na convicção de que a política sendo feita para as pessoas, deve ser exercida com as pessoas, de forma a ser mais mobilizadora, mais consequente e geradora de maior qualidade de vida e maiores índices de felicidade.

Nesta candidatura que se pretende suprapartidária, estarei de braços abertos para dar o melhor de mim e aceitar a mão de todos quanto queiram ajudar a construir uma comunidade cada vez melhor.

Estará comigo uma equipa forte e coesa, deixando desde já o convite a todos os cidadãos do nosso concelho de Albergaria-a-Velha, para ajudarem a construir e/ou conhecer este projecto de futuro. Pretendo, com a minha equipa, implementar na gestão municipal uma verdadeira mudança, inovadora e ambiciosa, optimizando a estrutura humana e financeira da Câmara Municipal, tendo em atenção as atribuições do Município, delegando nas freguesias. mediante protocolo, as competências que s órgãos de freguesia manifestarem interesse em exercer.

A política só faz sentido quando está ao serviço das pessoas!.

"Juntos vamos fazer mais e muito melhor! Mudar, O Concelho merece!"

25.05.2001

O candidato da mudança

Após a pública tomada de posição por parte do Prof. João Agostinho como candidato à presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, tenho vindo a observar com alguma atenção as naturais reacções que entretanto têm surgido, oriundas de vários sectores e de diversas maneiras como, aliás, era de esperar.

Na ocasião, a imprensa diária referiu-se ao facto com a devida amplitude e a regional, como é lógico, foi mais longe, nomeadamente com entrevistas a pessoas dos diversos quadrantes políticos implantados no nosso concelho, as quais manifestaram livremente as suas opiniões.

É facto assente que não podemos agradar a todos, seja em que matéria for, e não podemos nem devemos alimentar essa leviana pretensão pois, enveredando por esse caminho tão arriscado, de certeza que cairemos no poço da maior infantilidade, senão no mais profundo ridículo, por ser absolutamente impossível.

Aliás, ainda bem que assim é pois, se assim não fosse, se todos e em tudo estivessemos sempre de comum acordo, não haveria diversidade de opiniões, não existiriam oposições, não teríamos democracia e cairíamos na mais desgraçada monotonia, o que era um, contra senso instalado na própria sociedade. Devemos preocupar-nos, isso sim, é com a nossa postura na Sociedade. Essa preocupação deve subsistir em quaisquer circunstâncias e na maior amplitude, de modo a merecermos o respeito e a consideração da própria Sociedade em que estamos inseridos, ainda que com a natural e salutar discordância em determinados sectores ou pontos de vista.

Todavia, o importante, é estarmos sempre de mãos limpas, de consciência tranquila, sem o menor receio de que as pedras que porventura nos sejam atiradas possam atingir-nos e, em resposta, as possamos devolver acertando em cheio no eventual arremessador.

Partindo deste princípio e sempre com os olhos postos sobretudo no bem comum, é que todos em geral e os políticos em particular deviam seguir o percurso da sua vida tentando, pelo menos tentando, fazer o melhor possível, com dignidade e bom senso.

0 progresso, a inércia ou o retrocesso, o sucesso ou o insucesso, a felicidade ou a infelicidade dos povos, em tudo quanto seja de exclusiva competência do ser humano é, em grande parte, da responsabilidade dos políticos.

Eles, das mais variadas maneiras e conforme os interesses de ocasião, próprios ou em nome da colectividade, nem sempre humanos e honestos, nem sempre os mais correctos, é que têm a faculdade de mexer os cordelinhos de toda esta complicadíssima máquina em que cada um de nós é um peça, ainda que ínfima.

Das reacções até agora surgidas, do meu conhecimento, pareceu-me entender que não foi surpresa pois já era esperada a candidatura do Prof. João Agostinho. Aliás, além do mais, esta situação já estava profetizada pelo Ilustre Director do Jornal de Albergaria, Dr. Mário Jorge de Lemos Pinto, que no seu artigo do jornal nº111, de 16 de Dezembro de 1997, a dado passo, diz "... Alquerubim e Branca confirmam a total supremacia das Listas do PSI) com maiorias absolutamente esmagadoras. Referência especial a João Agostinho que em Alquerubim, concorrendo pela primeira vez a presidente da Junta, congregou 821 votos, contra 254 do PS e 129 CDS. Foi uma vitória de 65.1%, a percentagem mais elevada do concelho.

Olhando à sua juventude e ao entusiasmo com que continua a assumir as suas funções de autarca, estamos seguros que outros e mais altos voos esperam João Agostinho no próximo milénio".

Sem dúvida que os vaticínios do Dr. Lemos Pinto concretizaram-se plenamente quanto à actuação do Prof. João Agostinho na qualidade de presidente da Junta de Alquerubim e em tudo o muito mais em que está envolvido. As provas estão à vista através da obra e comportamento. Não é minha intenção fazer crer às pessoas que tenham paciência para ler os artigos da minha autoria, que estou armado em propagandista ou defensor oficioso do Prof. João Agostinho nesta sua candidatura à presidência da Câmara Municipal do nosso concelho. Não, longe disso. Porém, a minha intenção é, isso sim, dentro do possível e sempre com a maior honestidade, divulgar aos que desconhecem, lembrar aos que forçosamente devem manifestar-se, bem como sugerir aos que sabem mas que não têm interesse em que se saiba, quem é e o que tem sido o Prof. João Agostinho como profissional, como homem público e como chefe de família.

Faço-o por três ordens de razão: por conhecer bem a natureza do carácter, a firmeza da personalidade, sem desvios ocasionais ou oportunistas, e as capacidades do Prof. João Agostinho; por saber o que já fez; e por saber o que deseja fazer, quais os seus objectivos, qual o rumo que pretende seguir.

Se assim não fosse, posso e devo afirmá-lo com toda a clareza, não estaria fiei e lealmente a seu lado desde o momento em que me apercebi de que estava na presença de um homem de grande craveira cívica, portador de todas as qualidades indispensáveis para ser um homem público com grande futuro positivo, de quem muito esperamos e, por isso, digno de ser auxiliado. E como também lhe foram previstos voos mais altos para o actual século, aí temos o Prof. João Agostinho, livremente por estarmos em plena democracia, com reconhecido direito baseado em todo o mérito até agora adquirido à custa de muito trabalho e entusiasmo, com toda a coragem, frontalidade e grandes possibilidades de ser eleito, candidato à presidência da Câmara Municipal do nosso concelho nas eleições a realizar no próximo mês de Dezembro. Apresenta-se como o candidato da mudança

João Nogueira Sousa e Melo / Jornal de Albergaria

http://joaoagostinho.com.sapo.pt/jornal%20albergaria.htm

CANDIDATO A PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL ALBERGARIA-A-VELHA (Site não Oficial de apoio à candidatura de João Agostinho à Câmara Municipal de Albergaria-A-Velha) ---

A Política só faz sentido quando está ao serviço das pessoas !
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Notícias na Imprensa

O PSD venceu as eleições depois de vários anos em que esteve à frente dos destinos da câmara Rui Marques do CDS,

Biografia

João Agostinho Pinto Pereira é natural da vila de Albergaria-A-Velha, onde nasceu a 25 de Setembro de 1957.È Casado com Margarida Meio Almeida e Silva e deste matrimónio existe uma filha, Diana Margarida.

Habilitações literárias: O Professor João Agostinho possui o Curso Complementar de Electrónica; Curso Complementar de Formação de Professores de Trabalhos Manuais; Estudos Superiores Especializados de Administração Escolar e bacharelato em Ensino de Educação Tecnológica.

No aspecto profissional é professor do Quadro de Nomeação Definitiva na Escola Preparatória de Albergaria-A-VeIha desde 1 de Outubro de 1986, tendo Iniciado a sua carreira profissional em 4 de Maio de 1976 na Escola Comercial e Industrial de Évora.

Entre outros cargos que tem exercido, de 1988 a 1992, foi Presidente do Conselho Directivo da Escola Preparatória de Albergaria-A-Velha e, por inerência do cargo: Presidente do Conselho Administrativo, Presidente do Conselho de Direcção, Presidente do Conselho Consultivo, Presidente do Conselho Pedagógico, Presidente da Secção de Formação de Conselho Pedagógico, Presidente do Conselho de Directores de Turma e, desde 1999 que é Presidente da Assembleia de Escola, Coordenador do Departamento de Artes e Ofícios e Membro do Conselho Pedagógico.

De 1986 a 1989, foi Tesoureiro da Junta de Freguesia de Alquerubim .

De 1993 a 1997, Secretário da mesma Junta de Freguesia, sendo actualmente seu Presidente desde 1997.

De 1992 a 1998, foi Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Social Democrata da qual é, desde 1998 seu Presidente.

E um dos fundadores e um dos principais impulsionadores da Associação de Solidariedade Social de Alquerubim (ASSA), tendo sido de 1994 a 1996 Vice-Presidente da Comissão instaladora daquela instituição, da qual é Presidente da Direcção desde 1997.

Desde 1997 que é Presidente da Assembleia Distrital de Aveiro dos Trabalhadores Social Democratas e desde 1999 que é Conselheiro Nacional dos Trabalhadores Democratas.

sábado, 10 de julho de 2010

2009 - As listas surpreendentes do CDS/PP

Apesar de a constituição das listas ser um assunto do foro interno dos partidos políticos, não podemos deixar de as analisar, designadamente no que respeita à sua constituição e tirar algumas ilações políticas. É no seguimento dessa análise que ficámos surpreendidos com as listas do CDS/PP à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal. Recorra-se à história autárquica do concelho de Albergaria-a-Velha para que nos possam compreender melhor.

Em 2001, o Presidente da Câmara Municipal era Rui Marques. No mesmo ano, concorreu às eleições autárquicas, em conjunto com outras forças partidárias, uma lista de Independentes à Câmara e Assembleia Municipal que tinha um único, público, objectivo político: destronar Rui Marques da mesma presidência. Encabeçou a lista de Independentes à Câmara Municipal Delfim Bismarck. O resultado foi a conquista da Câmara Municipal pelo PPD/PSD sob a liderança do actual Presidente da Câmara, João Agostinho. É, por isso, surpreendente o concurso de Delfim Bismarck como cabeça de lista do CDS/PP à Assembleia Municipal.

Mas não menos surpreendente, é a integração na lista à Câmara Municipal às Autárquicas de 2009 de Rui Marques em segundo lugar, à semelhança do sucedeu nas eleições de 2005. Surpreendente, por um lado, porque sofreu uma derrota eleitoral em 2001 em resultado do concurso de uma lista de Independentes liderada por Delfim Bismarck; e, por outro, porque faltou a mais de 75% das reuniões de Câmara Municipal, para a qual foi eleito como Vereador em 2005.

Não questiona-mos a legitimidade de um Vereador em faltar quando as condições pessoais o exigem. Mas quando se verifica tal nível de absentismo, significa que não temos condições pessoais para o exercício dos cargos públicos a que nos propusemos. Qual a autenticidade de uma nova recandidatura ao cargo de Vereador? Qual o respeito que tem pelos eleitores que o elegeram com o seu voto? Nenhum!

São estes jogos políticos que afastam os cidadãos da nobre função que é servir a causa pública.

São estes jogos políticos que desacreditam a política e os políticos, com a marca, neste momento, do CDS/PP de Albergaria-a-Velha.

Publicada por Projecto Albergaria (PS),20/08/2009

Etiquetas: Albergaria-a-Velha, eleições autárquica