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sábado, 22 de novembro de 2025

Escola

I SÉRIE N.” 270 22-11-1979

Portaria 608/79, de 22 de Novembro

https://files.dre.pt/1s/1979/11/27000/29993010.pdf

As escolas preparatórias passam a ter as designações constantes do quadro I anexo à presente 

portaria 

Escola Preparatória de Albergaria-a-Velha

Antiga Escola Preparatória do Conde D. Henrique. 


-

https://files.dre.pt/1s/1968/09/21301/13351342.pdf

Novos Arruamentos da Escola Técnica, Lancha, Cave









segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

2015: Rua alagada prejudica comerciantes

Nos passados dias 4 e 5 de outubro, a forte precipitação que se fez sentir levou a que, mais uma vez, à semelhança do que acontece sempre que chove muito, segundo moradores e comerciantes daquela zona, a Rua Professor Egas Moniz ficasse alagada, tendo mesmo a água entrado em alguns estabelecimentos comerciais

Uma das proprietárias de uma loja no local explicou que terão reportado a situação à Câmara Municipal e “foi-nos dito que já tinham conhecimento desta situação, que está prevista uma grande intervenção nesta rua, estão à espera de autorização para avançar com as obras”.
A mesma lojista referiu que “é impossível aos clientes entrar nas lojas nestas condições. Estou com a minha Boutique há mais de 20 anos e sempre foi assim”.

As árvores são outro problema uma vez que serão as raízes das mesmas que impedem a circulação da água. A maior rua comercial de Albergaria-a-Velha merecia, segundo os lojistas da zona, “há muito uma avenida condigna”.

Correio de Albergaria, 14/10/2015

Esta rua com apenas vinte anos é um bom exemplo de mau planeamento. Esta porção do nosso território era, há 40 anos, uma fértil várzea com uma espessa camada dos mais ricos aluviões e uma belíssima ribeira. Um recurso natural que, até à chegada da especulação imobiliária e do poder autárquico ignorante e interesseiro, alimentou muitas gerações de Albergarienses.

Elísio Apolinário Silva , Facebook

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Escola Secundária de Albergaria-a-Velha

A Escola Secundária c/3º ceb de Albergaria-a-Velha (ESAAV), que integra o Agrupamento de escolas de Albergaria-a-Velha, é a única escola secundária pública do concelho.

A ESAAV e constituída por um conjunto de edifícios, que incluem quatro pavilhões com 28 salas de aula, quatro laboratórios de áreas dedicadas, salas de Educação Visual e de Informática, vários gabinetes de trabalho, um pavilhão gimnodesportivo e oficinas.

A ESAAV possui um pavilhão polivalente onde se encontram alojados a papelaria, o bufete, a cozinha, o refeitório, a biblioteca, a reprografia, o economato, a secretaria, a direcção, a sala dos professores e a sala da Associação de Estudantes.

Todos os edifícios da ESAAV são instalações próprias.

A construção do(s) edifício(s) conta já 42 (*) anos, tendo sido alvo de diversas intervenções ao longo do tempo – ao nível da cobertura, das instalações sanitárias, pisos, e outras pequenas reparações de manutenção –, mas acusando, aos dias de hoje, sinais muito visíveis de degradação e de desatualização face às necessidades atuais da escola. 

A ESAAV não foi alvo de intervenção no âmbito do “Programa de modernização das escolas secundárias", do QREN, nem se prevê, a curto prazo, o seu enquadramento em qualquer outro tipo de financiamento.

A ESAAV é uma das 356 escolas (77% da totalidade do parque escolar) construídas a partir do final da década de 60, sob a responsabilidade partilhada, à época, pelos Ministério da Educação e Ministério das Obras Públicas, tendo mais recentemente ficado excluída do Programa de Modernização do Parque Escolar.

Apesar de ter sido alvo de algumas intervenções corretivas, essas adaptações e melhoramentos processaram-se de forma isolada, ora por iniciativa da própria Escola junto da Direção Regional de Educação, ora no âmbito de programas específicos de reequipamento da responsabilidade do Ministério da Educação.

No entanto, o caráter pontual das intervenções realizadas não permitiu uma requalificação abrangente da Escola, que apresenta, atualmente, sinais muito evidentes de degradação, com necessidade urgente de intervenção em todos os edifícios que a compõem, para além de se encontrar desajustada face às necessidades de modernização, de abertura à comunidade e de possibilidade de implementação de um novo modelo de gestão de instalações.

A ESAAV apresenta problemas ao nível de canalização (águas e saneamento), eletricidade, isolamento térmico, acústico e da cobertura (a caixilharia remonta ao ano de construção e nunca foi revista); na cobertura foi substituído o fibrocimento mas persistem infiltrações; alguns dos pisos das salas de aula foram substituídos, mas a grande maioria mantém-se, tal como as instalações sanitárias, consideradas insuficientes e obsoletas; o espaço exterior e as paredes e estruturas de ligação entre pavilhões encontram-se em mau estado, apresentando um aspeto desagradável e a necessitar de substituição, dando ao edifício um aspeto igualmente descuidado e desagradável; e as salas dedicadas (laboratórios, oficinas, …) encontram-se muito degradadas e desatualizadas.

É, assim, urgente um processo de requalificação da Escola, abrangente e sistemático, que crie condições para a sua adequação às atuais necessidades da população discente e docente, para uma verdadeira adequação do processo de ensino e aprendizagem e concorrente para formação e educação do século XXI.

O Executivo Municipal de Albergaria-a-Velha manifestou já o seu empenho em colaborar com a comunidade escolar na procura de soluções para a ESAAV, tendo disponibilizado os seus técnicos para uma cuidada avaliação, em equipa com a DGeste Centro, por forma a se proceder ao levantamento, planeamento e priorização da intervenção a realizar, e tendo prevista uma dotação orçamental para o programa de requalificação a propor pela equipa técnica, desde que enquadrado em acordo de compromisso com o Ministério da Educação.

CDS, 25/01/2017

(*) DADOS DO ANTERIOR SITE DA ESEC - 25 ANOS - 1975/2000

Há 25 anos...
... surgiu a Escola Secundária de Albergaria-a-Velha (Dec-lei nº260/75 de 26 Maio)
Porque...
... com o crescimento demográfico, acompanhado por uma revitalização e expansão das actividades económicas da população residente, a vila debatia-se com dificuldades em oferecer aos seus jovens o ensino conducente à sua formação académica.

Assim, a ESAV resultou da transformação de uma secção de ensino técnico secundário da Escola Comercial e Industrial de Oliveira de Azeméis.

Situada, onde funcionava a Biblioteca Municipal da vila, na Escola funcionava o ensino secundário técnico diurno e nocturno, com os seguintes cursos gerais: Formação Feminina,

Administração e Comércio, Electricidade e Mecânica. O número de alunos era inferior a 500 alunos e os quadros de docência, pessoal administrativo e auxiliar consistiam em 22, 7 e 18 respectivamente.

http://arquivo.pt/wayback/20131106214604/http://www.esec-albergaria-a-velha.rcts.pt/25anos.htm

Actualmente a Escola apresenta-se composta por 4 pavilhões com 28 salas da aula e Laboratórios de Biologia, Geologia, Química e Matemática, bem como salas específicas para Educação Visual e Informática e alguns gabinetes de trabalho. Existe ainda um pavilhão gimno-desportivo e outro oficinal.

No Pavilhão Polivalente encontram-se os serviços de papelaria, bufete, cozinha e refeitório, biblioteca, reprografia, economato e secretaria. Existem ainda a sala de Professores, a sala da Associação de Estudantes e o gabinete dos serviços de apoio de Psicologia e Orientação Vocacional, onde também se encontra a UNIVA.

Encontra-se também sediado nesta escola o Centro de Formação da Associação de Escolas de Albergaria-a-Velha.

http://arquivo.pt/wayback/20131106213745/http://www.esec-albergaria-a-velha.rcts.pt/home.htm



terça-feira, 26 de abril de 2016

Memórias do 25 de Abril



No âmbito da Rede Social/Concelho Local de Ação Social, o Município de Albergaria-a-Velha recolheu memórias do 25 de abril junto de utentes de várias instituições Albergarienses. Os testemunhos de vivências antes e depois da Revolução estão num folheto que pode ser obtido nos equipamentos municipais.



quinta-feira, 24 de março de 2016

Novos Arruamentos



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Rua Gonçalo Eriz; Avenida Bernardino Máximo de Albuquerque; Rua José Nunes Alves; Rua e Praça Fernando Pessoa, ainda sem edifícios


https://www.facebook.com/Polis-Albergaria
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domingo, 20 de março de 2016

Novos Arruamentos

Empréstimo de 500 contos destinados à aquisição de terreno para o mercado e urbanização da sede do concelho. [autorização: Diário do Governo n.º 141, II série, de 16 de Julho de 1965]



Empréstimo de 1500 contos destinados à construção do mercado municipal.
[autorização: Diário do Governo n.º 121, II série, de 22 de Maio de 1969]




Empréstimo de 2500 contos destinados à construção do edifício do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário. [autorização: Diário do Governo n.º 121, II série, de 22 de Maio de 1969]



A 20 de Outubro de 1970, a Câmara Municipal solicita autorização para utilizar o saldo de 1300 contos da verba de 3000 contos na compra de terrenos para construção, pelo Estado, da Escola Técnica e na urbanização do local onde se encontra em construção a Escola Preparatória Conde D. Henrique, o que foi autorizado por portaria publicada no Diário do Governo n.º 279, II série, de 2 de
Dezembro de 1970.




Tendo conhecimento que o Estado assumia os encargos com a aquisição dos terrenos referidos, pretende a Câmara Municipal utilizar a verba de 1300 contos na obra de remodelação da rede de abastecimento de água a Albergaria-a-Velha, Assilhó e Sobreiro, o que é autorizado por portaria publicada no Diário do Governo n.º 183, II série, de 5 de Agosto de 1971.






SGMF - ligação antiga

quinta-feira, 26 de março de 2015

Novos Arruamentos

ÁREA/ESPAÇO ABRANGIDO

Foi incluído na zona de intervenção 3, a Praça Fernando Pessoa, a Rua Prof. Egas Moniz e a Rua 25 de Abril.

ESTADO ATUAL/PATOLOGIAS DA CONSTRUÇÃO

Esta Unidade de intervenção insere-se no “coração” da Cidade, corresponde a uma centralidade urbana onde a função residencial “convive” com um nível de densidade significativa de atividades comerciais, de serviços e equipamentos públicos estruturantes, tais como o Centro Escolar, Piscinas Municipais, Centro de Saúde, equipamentos desportivos e a incubadora de empresas.

A Praça Fernando Pessoa constitui o elemento “âncora” para o desenvolvimento das áreas que lhe são adjacentes, para, por contágio, espalhar a concretização de novos padrões urbanos para toda a malha urbana.

Esta área tem vindo a ser descaraterizada nas últimas décadas pela desqualificação do parque edificado (edifícios de fraca qualidade arquitetónica e construtiva), degradação das vias, deformação e mau estado de conservação dos passeios e faixas de estacionamento, iluminação pública desajustada, arvoredo descaracterizado, sem conforto para a permanência de pessoas.

A dimensão e a função urbana da Praça (e respetiva envolvente) justificam uma intervenção integrada ao nível do ordenamento e estruturação do tecido Urbana.

ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO

A estratégia de intervenção sobre esta unidade deve incidir preferencialmente nas seguintes preocupações: 

. Desenvolver / incrementar uma imagem urbana que traduza o contexto de modernidade próprio dos lugares centrais;
. Estabelecer a articulação / ligação com outras centralidades;
. Promover condições de atratividade que favoreçam a fixação de pessoas e atividades num ambiente de sociabilidade / vivência urbana qualificada;
. Compatibilização entre diferentes modos de circulação prosseguindo objetivos de “acessibilidade universal” privilegiando os tipos de pavimentos adequados, e disciplinando as questões do estacionamento, favorecendo os modos de circulação ciclo/pedonal;
. Reestruturação dos principais sítios / lugares de encontro e de sociabilidade urbana (largos, praças, jardins), criando condições que promovam a animação e vivencia urbana (atraindo e fixando pessoas e atividades);
. Instalação / modernização de mobiliário que favoreça a afirmação de uma imagem urbana mais qualificada e a inclusão social;
. A qualificação ambiental da área, dispondo elementos de recolha dos lixos dentro do quadro geral da cidade, ao mesmo tempo que se promove a organização dos espaços verdes em função da estrutura arbórea existente;
. A valorização de elementos patrimoniais, e outros que constituem referências marcantes da memória e história da Cidade;
. A valorização da estrutura edificada promovendo obras de reconstrução, remodelação, recuperação e conservação;
. Criar zonas de estacionamento na zona envolvente.

fonte: PROPOSTA DE DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA [ARU]  DA ÁREA CENTRAL DA CIDADE DE ALBERGARIA-A-VELHA (MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA) - Janeiro 2015

segunda-feira, 16 de março de 2015

Novos Arruamentos

Outra zona importante e paradigmática no lugar de Albergaria-a-Velha são os Novos Arruamentos. Este espaço, edificado ao longo de um processo de expansão urbana que se iniciou na década de 80 e se prolonga até à atualidade, e que assentou na edificação em altura, concentra um elevado número de serviços e equipamentos. Por este fator, nesta zona existe um maior número de edifícios preferencialmente residenciais. Aqui, a densidade populacional atinge os valores mais elevados, devido à elevada densidade de edifícios com 3 ou mais pisos, sendo a zona onde existe um maior número de edifícios com 5 ou mais pisos. A forma de ocupação mais frequente é o arrendamento, atingindo aqui os valores mais elevados da área de estudo na relação entre alojamentos arrendados e proprietário ocupante.

Devido à forte dinâmica imobiliária desta zona, ao longo do período em análise, o número de alojamentos vagos tem vindo a aumentar, sendo uma das zonas da área de estudo onde esta situação é mais frequente. Sendo paradigmático da especulação imobiliária a que o território foi sujeito nos últimos 20 anos, excedendo largamente a dinâmica demográfica, este aumento do número de alojamentos vagos reflete uma menor procura por esta zona. Tal poderá ficar a dever-se ao aumento da idade dos edifícios e sua natural degradação, à obsolescência do espaço público e/ou à elevada concentração de serviços e atividades comerciais, com o consequente aumento da pressão sobre o espaço e todas as condicionantes, em termos de qualidade de vida, que tal acarreta.

"Dinâmicas Territoriais em Albergaria-a-velha"
João Pedro Bastos
Dissertação de Mestrado (2014)

http://hdl.handle.net/10316/26569

(pg. 186)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Novos Arruamentos 1983




Neve em Albergaria-a-Velha - Fevereiro de 1983



quinta-feira, 7 de abril de 2011

As Câmaras Municipais e o Ministério das Finanças entre 1908 e 1975

CATÁLOGO ELECTRÓNICO DO ARQUIVO CONTEMPORÂNEO DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças 2010)

Até 1974, sempre que uma Câmara Municipal necessitava de contrair um empréstimo, estava obrigada a solicitar autorização ao Ministério das Finanças, que analisava as contas camarárias, por forma a verificar se a edilidade tinha condições financeiras para satisfazer o empréstimo. No Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças existe uma vasta série documental, imprescindível a todos os interessados em história local, intitulada «Empréstimos às Câmaras Municipais», que está a ser devidamente descrita e informatizada.

No Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças, existe uma vasta série documental relativa aos empréstimos solicitados pelas Câmaras Municipais. A documentação está balizada entre 1908 e 1975 e um processo é constituído, regra geral, pela seguinte tipologia documental:

-   Requerimento ao Ministro das Finanças solicitando autorização para contrair o empréstimo.
-     Cópia da acta da reunião de Câmara onde se deliberava o pedido de empréstimo.
-     Cópia da sessão do Conselho Municipal.
-     Certidão dos saldos em dívida de empréstimos contraídos anteriormente.
-     Relação nominal das dívidas passivas.
-     Orçamento ordinário do ano económico em que se solicitava o empréstimo.
-     Conta de gerência do ano anterior.
-     Avaliação do pedido de empréstimo pelo Ministério das Finanças.
-     Despacho do Ministro das Finanças.
-     Comunicação à Câmara Municipal do despacho ministerial.
-     Publicação da portaria no «Diário do Governo» a autorizar o empréstimo.
   
Esta série é uma preciosa fonte documental para todos aqueles que se dedicam ao estudo da história local, uma vez que através destes processos se consegue traçar o quadro socio-económico do país, perceber quais os sectores onde o investimento municipal se fazia sentir com mais insistência, comparar os investimentos díspares entre os diversos municípios do país, etc.

No InfoGestNet, pode agora ter acesso aos registos dos empréstimos das primeiras vinte e cinco câmaras, organizados alfabeticamente. Periodicamente, serão disponibilizados novos registos respeitantes a outras câmaras municipais.

Ana GasparData: 30/09/2003

CÂMARA MUNICIPAL DE ALBERGARIA-A-VELHA

ACMF/Arquivo/SG/EMP/ABV/011 - Processo - Construção de edifício escolar [ 16-09-1968 / 15-05-1969] Cx. 5 Trata-se do empréstimo de 2500 contos destinados à construção do edifício do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário. Foi autorizado por portaria publicada no Diário do Governo n.º 121, II série, de 22 de Maio de 1969. Contém memória descritiva e projectos para a obra.

ACMF/Arquivo/SG/EMP/ABV/012 - Processo - Abastecimento de água e remodelação da rede eléctrica [30-08-1963 / 02-08-1971] Cx. 5 Trata-se do empréstimo de 4500 contos destinado a: 1) Obras de remodelação da rede eléctrica (3000 contos); 2) Remodelação da rede de abastecimento domiciliário de água (800 contos); 3) Aquisição de contadores de água (250 contos); 4) Aquisição de contadores de energia eléctrica (200 contos). Foi autorizado por portaria publicada no Diário do Governo n.º 121, II série, de 14 de Maio de 1969. A 20 de Outubro de 1970, a Câmara Municipal solicita autorização para utilizar o saldo de 1300 contos da verba de 3000 contos na compra de terrenos para construção, pelo Estado, da Escola Técnica e na urbanização do local onde se encontra em construção a Escola Preparatória Conde D. Henrique, o que foi autorizado por portaria publicada no Diário do Governo n.º 279, II série, de 2 de Dezembro de 1970. Tendo conhecimento que o Estado assumia os encargos com a aquisição dos terrenos referidos, pretende a Câmara Municipal utilizar a verba de 1300 contos na obra de remodelação da rede de abastecimento de água a Albergaria-a-Velha, Assilhó e Sobreiro, o que é autorizado por portaria publicada no Diário do Governo n.º 183, II série, de 5 de Agosto de 1971.

Outros empréstimos:

1942 - Conversão de empréstimo anterior destinado à electrificação de várias localidades

1947 - Electrificação de várias povoações e amortização de empréstimo entre particulares

1950 - Electrificação do concelho

1947 - Abastecimento de água a Albergaria-a-Velha, Assilhó e Sobreiro

1952 - Aquisição de contadores de água

1954 - Abastecimento de água a Albergaria-a-Velha, Assilhó e Sobreiro

1961 - Aquisição de máquinas de contabilidade

1962 - Abastecimento de água a Angeja, Frossos e Fontão

1964 - Aquisição de terreno para o mercado e urbanização de Albergaria-a-Velha

1968 - Construção do mercado municipal

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Biblioteca de Siza


Nota prévia: o projecto de Siza Vieira não chegou a ser feito.

A Biblioteca de Albergaria-a-Velha será construída em terreno que integrará o Parque Municipal, situado na proximidade de alguns equipamentos de interesse público (Escola Liceal e Comercial, Pavilhão de Desportos, Piscina e outras instalações desportivas).
O acesso far-se-á a partir da Rua da Bela Vista, a nascente, inserindo-se posteriormente no sistema de vias do parque.

Prevê-se um parque de estacionamento ao ar livre, privativo, para 50 veículos.

O Programa Base apresentado baseia-se no Programa - tipo designado por BM2 (Concelhos com população entre 20.000 e 50.000 habitantes) definido pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, incluindo contudo algumas propostas de alteração, as quais se reflectem nas áreas útil e bruta resultantes (aumento de 24.2% na área útil e de 28.9% na área bruta):

a) Áreas de programa não consideradas no Programa-Tipo (casos de um amplo átrio de serviço, onde se possa proceder às operações de carga e descarga, e ainda da introdução de uma cozinha de apoio à cafetaria).

b) Aumentos em áreas parciais, em consequência da visita feita a algumas Bibliotecas e da consideração de algumas das opiniões então recolhidas. Particularmente significativo é o aumento da área de depósito, de 110 para 216m2, (verifica-se que em algumas Bibliotecas BM2 se encontra já esgotada a capacidade de depósito).

fonte: antigo site da CMA

Investimento de 300 mil contos

Equipamento deverá estar concluído em 2003 e é acompanhado por outras obras previstas para o concelho e assinadas por conhecidos arquitectos nacionais

Uma nova biblioteca, projectada por Álvaro Siza Vieira, deverá abrir portas em Albergaria-a-Velha, dentro de dois anos. O equipamento - que já tem localização definida e orçamento aprovado - surge integrado num conjunto de obras da autoria de alguns dos mais renomados arquitectos portugueses. Ao lado de Siza, Carrilho da Graça e Valter Rosa constam igualmente entre as assinaturas que prometem "garantia de qualidade" para as construções do concelho.

A nova biblioteca de Albergaria vai nascer no alto de um morro, no chamado "Parque da Vila", junto ao centro escolar e desportivo. A empreitada aponta para um orçamento de 300 mil contos e encontra-se, actualmente, em fase de expropriação de terrenos. O autor do projecto - a ser apresentado no próximo mês de Março - é, como referimos, o arquitecto Siza Vieira, e a obra deve ser iniciada até ao fim deste ano.

O estudo prévio já foi aprovado e o presidente da Câmara de Albergaria, Rui Marques, define-o como "uma ideia bem conseguida". A nova biblioteca vem substituir a actual, que funciona "em más condições e não corresponde às necessidades sentidas", comenta o autarca. "A escolha do local para a construção foi analisada durante vários anos, entre dez hipóteses possíveis".

O equipamento assinado pelo arquitecto portuense prevê um edifício de dois pisos. Segundo Rui Marques explicou ao PÚBLICO, o imóvel contemplará, ao nível do solo, "uma secção infantil e outra destinada a adultos", a primeira com salas de leitura, áudio, multimédia ou conto, enquanto na segunda se acrescenta, por exemplo, uma área reservada à consulta de periódicos.

Um átrio de entrada, um bar e uma sala polivalente, para conferências ou exposições, são ainda algumas das valências previstas para o piso principal do prédio, que deverá reunir, só na secção destinada aos adultos, um total de 25 mil volumes para consulta. Isto, enquanto, abaixo do nível do solo, serão instalados os depósitos de livros, sector informático, gabinetes e serviços técnicos.

Um milhão para as freguesias

Se Siza Vieira assina o projecto da nova biblioteca, Carrilho da Graça, Válter Rosa, Julião Azevedo e Paulo Azevedo são os responsáveis por um conjunto de equipamentos previstos para as freguesias da Branca, Angeja e S. João de Loure - um centro de saúde e um centro cultural, um centro social e duas piscinas -, num investimento global da ordem de um milhão de contos.

"O centro de saúde e o centro cultural da Branca são duas obras criadas a partir de um projecto comum de Carrilho da Graça. Fazem parte do mesmo complexo, mas com uma separação física, o que permite a construção faseada, de acordo com o financiamento", refere Rui Marques, garantindo que o projecto relativo à unidade de saúde "está a ser acompanhado pelo Ministério da Saúde" e que o centro cultural "deverá ser candidatado ao III Quadro Comunitário de Apoio". Trata-se de "um centro de saúde com capacidade para sete mil utentes" e de um centro cultural que comportará "um anfiteatro de 200 lugares, uma escola de música e a Banda da Branca". Para esta freguesia, está também previsto um novo quartel da GNR, "para o qual já existe um terreno".

Também Angeja será contemplada com uma nova estrutura, desta vez um centro social e paroquial. O equipamento, da autoria de Valter Rosa e direccionado para receber crianças e idosos, deverá surgir no "Edifício da Praça", um imóvel Arte Nova adquirido pela autarquia e cuja empreitada de recuperação e adaptação foi iniciada há cerca de um mês.

Finalmente, as piscinas: na Branca, o projecto está em fase final da elaboração e com localização escolhida, junto ao centro de saúde; em S. João de Loure, a unidade a edificar ficará próxima da Escola Básica Integrada e do campo de futebol, com estudo prévio igualmente concluído, e a aguardar o parecer do Instituto Nacional do Desporto. São complexos de 25 e 17 metros, respectivamente, com água e ar aquecidos, segundo propostas dos arquitectos Paulo Azevedo e Julião Azevedo.

Patrícia Coelho Moreira, Público, 25/02/2001
artigo "Albergaria-a-Velha Vai Ter Uma Biblioteca de Siza"

Albergaria-a-Velha: Siza projecta nova biblioteca municipal

Depois de Carrilho da Graça e Valter Rosa, Albergaria-a-Velha vai ter uma obra pública projectada por Siza Vieira.

O arquitecto portuense Álvaro Siza Vieira vai iniciar, brevemente, os estudos prévios do projecto da futura biblioteca municipal de Albergaria-a-Velha.

«Estamos muito satisfeitos por estar a projectar para nós», afirmou o presidente da edilidade, Rui Marques.

Aliás, este não é o primeiro conceituado arquitecto nacional a deixar a marca do seu estilo naquele concelho. «Tem sido uma preocupação nossa entregar projectos a gente de renome», lembra o autarca, apontando os casos do centro cultural e posto de saúde da Branca (Carrilho da Graça) e o centro social de Angeja (Valter Rosa).

Quanto à biblioteca, trata-se de um edifício a construir de raiz, contando com o apoio financeiro do Ministério da Educação (ME).

Tecnicamente designada como sendo uma BM 2, terá não só espaços de leitura pública como outros serviços, designadamente computadores multimédia com acesso à Internet, salas de apoio a actividades e um auditório.

O custo rondará 200 mil contos. O início da construção ainda está longe. «Queria ver se lançávamos a primeira pedra no próximo ano, mas às vezes surgem imponderáveis», diz Rui Marques, não arriscando uma data.

Localização sem consenso

O local da biblioteca é que não gerou consenso no seio do executivo. São 1700 metros quadrados, a sudoeste do pavilhão gimnodesportivo.

Além da opinião positiva do arquitecto Siza Vieira, o presidente levou para a sessão de Câmara os pareceres favoráveis das escolas preparatória e secundária.

Para o vereador Rogério Camões (PSD), o orçamento do município poderá não chegar daqui a alguns anos para tantos edifícios, achando a zona para a biblioteca com terreno a mais. Já Adelino Pereira Santiago (PS) queixou-se não ter informação técnica sobre o edifício a que projecto teria de obedecer.

Apesar dessa tomada de posição, e tendo sido rejeitada o adiamento da decisão, o membro socialista votou favoravelmente a localização, a par da maioria CDS/PP.

Tércio Silva, do PSD, justificou o voto contra por nunca ter sido informado de que a área em causa seria de 1700 metros quadrados, entre outros motivos.

Júlio Almeida / Notícias de Aveiro, 06/05/2000

Notícias de Aveiro Unipessoal Lda. Produção e Difusão de Conteúdos

O projecto de Siza Vieira não chegou a ser feito.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

2001:Sede do Clube inaugurada em festa

O secretário de Estado da Administração Local, José Augusto de Carvalho, inaugurou a sede do Clube de Albergaria, avaliada em 80 mil contos, numa noite em que o presidente da Câmara, Rui Marques, elogiou publicamente o governador civil de Aveiro, Antero Gaspar 

O périplo concelhio de José Augusto de Carvalho começou com a deslocação ao local onde vai ser construído o futuro pavilhão desportivo de Angeja, na zona do Cubo, sob direcção da COMFA- Comissão de Melhoramentos da Freguesia de Angeja, presidida por Rosa Maria Silva. A presidente da Junta de Freguesia, Helena Vidinha, afirmou que o pavilhão cumpriria melhor as suas funções caso fosse construído na zona dos Esporões.

A comitiva liderada pelo secretário de Estado, da qual fazia parte o governador civil, o presidente da Câmara e vereadores, deslocou-se depois a Telhadela, onde o Grupo Recreativo e Cultural está a construir a sua sede, enquadrada pelo actual polidesportivo, que futuramente irá dar lugar a um pavilhão coberto.

Digno de nota foi o facto de pela primeira vez em toda a sua história, a freguesia de Ribeira de Fráguas (a que pertence o lugar de Telhadela) ter recebido um membro do Governo.

Na sequência da viagem, seguiu-se o estádio municipal António Augusto Martins Pereira, em Albergaria-a-Velha, que em breve vai ser arrelvado, ficando com um piso sintético. Na altura da visita, muitos jovens futebolistas dos escalões de formação do S.C.Alba treinavam, o que serviu para o governante reconhecer que «o investimento que aqui vai ser feito pela autarquia e pelo Governo, é altamente rentável, pois garante o futuro desportivo destes jovens, alguns dos quais, quem sabe, se serão craques do futuro». 

Feita a soma, os investimentos atingem quase meio milhão de contos, a saber: pavilhão de Angeja: 250 mil contos, com 100 mil já garantidos pelo Governo; sede e polidesportivo do Grupo Recreativo e Cultural de Telhadela, 150 mil contos, 18 mil subsidiados pelo Governo em três projectos de 6 mil contos cada um; arrelvamento do estádio municipal de Albergaria-a-Velha: 50 mil contos, suportados pela autarquia e pelo Governo e sede do Clube de Albergaria, avaliada em 80 mil contos, com investimentos próprios da autarquia, que cedeu ainda o direito de superfície e um apoio governamental de 32 mil contos. Ao todo, quase meio milhão de contos investidos em quatro infra-estruturas de carácter desportivo e social, sendo (para já), 175 mil da responsabilidade do Governo de António Guterres.

O último ponto da visita tinha como destino a nova sede do Clube de Albergaria, a lendária colectividade fundada a 11 de Agosto de 1890, que a partir de agora fica instalada na rua 25 de Abril, enquadrada pelo pavilhão e piscinas municipais, campos de ténis, zona escolar, centro de saúde e futura biblioteca pública, que tem projecto aprovado, da autoria de Siza Vieira.

José Augusto de Carvalho foi recebido pelos presidentes da direcção, assembleia geral e conselho fiscal do CA, António Rodrigues Parente, Augusto Lacerda Neves e Fernando Cascais e restante elenco e, juntamente com Rui Marques, descerrou a placa alusiva à inauguração.

Sociedade deve muitos a estes heróicos dirigentes 

O presidente da assembleia geral do clube historiou a vida da colectividade, num dia que Augusto Lacerda Neves considerou «uma data histórica de um clube que evoluiu de uma certa élite social, como colectividade de salão e festas sociais, para a actual fase de grande dinâmica desportiva, que interliga várias gerações, que têm grande orgulho em se terem ligado ao Clube de Albergaria».

Rui Marques lembrou que a obra inaugurada era desejada desde há muito e resulta de «muitas boas vontades que se conjugaram para a trazerem até este dia histórico. Importa dizer que o apoio recebido do Governo, começou com uma visita do secretário de Estado a Albergaria, quase a título pessoal, dado que a ele me ligam laços de grande amizade». Na mesma linha de raciocínio, Rui Marques lembrou que além de José Augusto Carvalho, também o actual governador civil «tem um passado notável como autarca e isso acaba por ser bom para as autarquias. Manifesto aqui a minha solidariedade pessoal a Antero Gaspar, que no passado recente foi alvo de um processo muito injusto, que lhe trouxe muitos maus momentos». A rematar, o presidente da Câmara de Albergaria daria público testemunho das intervenções de Antero Gaspar na questão das acessibilidades a Castelo de Paiva e na ponte de Entre-os-Rios, lembrando que isso «remonta ao ano de 1986 e seguintes, nos tempos do então ministro das Obras Públicas, Oliveira Martins». 

Encerrou os discursos o secretário de Estado, que manifestou a sua «satisfação de ver concluída uma obra de um clube que formou e continua a formar tantos e tantos dedicados dirigentes e praticantes desportivos que são o orgulho desta simpática localidade. Quanto deve a sociedade a estes heróicos dirigentes, trabalhadores sem compensação monetária, em prol da causa pública, é contabilidade que ninguém será capaz de fazer, até porque a mesma já leva mais de um século». O governante, a quem o presidente do CA entregou uma artística peça em porcelana, a marcar a histórica visita, assumiu ainda que o Estado tem o dever de apoiar este trabalho «resultante do esforço de gente anónima que dá o melhor de si mesma e este clube é um manancial de lições que importa transmitir aos mais novos». 

Distinguidos sócios mais antigos e 12 ex-presidentes

Os actuais dirigentes do Clube de Albergaria aproveitaram a inauguração da sua nova sede para homenagear os 20 sócios mais antigos e os 12 presidentes da direcção actualmente vivos, que receberam o emblema de ouro da centenária colectividade.

O mesmo galardão foi também entregue aos actuais directores, José Carlos Fernandes Bastos, José António Ferreira Rodrigues, ambos vice-presidentes da direcção e José Carlos Silva Tavares Oliveira, três grandes obreiros da construção da sede.

O padre Fausto Oliveira, que benzeu as instalações, não deixou de se referir àqueles que «com tanto sacrifício deram o melhor de si próprios por esta obra, que só pode ser vista como uma casa de convívio fraterno».

São os seguintes os 20 sócios mais antigos agora galardoados: António Augusto Martins Pereira, Agostinho Antunes Pereira, José Silva Figueiredo, Angelo Boaventura Tavares, José Carlos Guimarães Vidal, Tancredo Pinto Bastos, Sebastião Resende, Joaquim Ferreira Moura, Rui Gonçalves da Silva, Fausto Manuel Guimarães Vidal, Jorge Augusto Machado, António Atanázio Ribeiro, Duarte Jesus Machado, Lutero Letra da Costa, José Homem Albuquerque Ferreira, José Sarmento Duarte, Francisco Ribeiro de Matos, José António Piedade Laranjeira, Júlio Vital Calisto e José António Mourisca Vinhas. 

Quanto aos anteriores presidentes da direcção, são doze, sendo que José Sarmento Duarte e António Augusto Martins Pereira, pertencem também ao número dos 20 sócios mais antigos e António Rodrigues Parente é o (ainda) presidente da direcção. São eles, Carlos Alberto Evangelista Silva, Manuel Henrique Conceição Neves, José Carlos Silva Oliveira, Carlos Alberto Moura, Jorge Manuel Lemos Silva, Fernando Marques Abreu, José Sarmento Duarte, António Augusto Martins Pereira, Fausto Meireles Azevedo, António José Correia Parente, coronel Manuel Macedo Marques e António Rodrigues Parente.

Jacinto Martins /Diário de Aveiro, 10 de Abril 2001

O centenário clube ficou agora instalado na zona nobre da vila, num imóvel avaliado em cerca de 80 mil contos, enquadrado pelo pavilhão desportivo, piscinas municipais, campos de ténis, uma zona escolar e uma nova biblioteca, com projecto aprovado da autoria de Siza Vieira.

Antes de proceder à inauguração, o secretário de Estado visitou os locais onde serão construídos os futuros pavilhões gimnodesportivos das freguesias de Angeja e Ribeira de Fráguas e ainda o estádio municipal de Albergaria-a-Velha, que em breve vai ser dotado de um piso de relva sintética.

O investimento total das novas infra-estruturas é da ordem dos 430 mil contos, sendo que o Estado comparticipará com 175 mil contos, cabendo o restante valor à autarquia e no caso do Clube de Albergaria a uma contribuição de cerca de 50 mil contos, angariada pelo presidente da direcção António Rodrigues Parente.

Na inauguração participaram ainda o Governador Civil de Aveiro Antero Gaspar, o delegado distrital do Instituto do Desporto António Cardoso e Rui Marques, presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.

O centenário Clube de Albergaria está filiado em seis federações desportivas: futebol, andebol, ciclismo, ténis, badminton e caravanismo.

domingo, 1 de novembro de 2009

Processo das Piscinas 1989/2008

Nota: não é nossa intenção criar polémica. A inclusão destes textos, já de 2008 e anteriores, é meramente informativo.

(As piscinas de Albergaria-a-Velha ficam nos Novos Arruamentos da Escola Técnica /Novos Arruamentos Acesso Escola Técnica Azerveira)

Albergaria-a-Velha: Tribunal de Contas aprova processo das piscinas (2008)

O Tribunal de Contas acaba de validar, através do «Visto», o dossier que ao longo de duas décadas envolveu uma acesa polémica jurídica, entre a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e a Imobiliária Nova Albergaria, relacionada com os terrenos das piscinas municipais

O «Visto» do Tribunal de Contas acaba de validar o dossier que envolveu a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha e a Imobiliária Nova Albergaria numa acesa polémica jurídica. Na hora do «armistício», as duas partes assumem que o que sempre esteve em causa foi a defesa dos respectivos pontos de vista, «esquecendo» os aspectos políticos de um problema que marcou a vida comunitária concelhia.

Desde 1989, que o processo relativo à construção das piscinas municipais de Albergaria-a-Velha se vinha arrastando, mas agora acaba de conhecer aquele que deverá ser o derradeiro episódio daquela polémica.

Ainda no tempo em que Rui Marques era presidente da autarquia, o edil iniciou negociações com a construtora que adquiriu a um advogado da vila, residente em Lisboa, os terrenos onde estão construídas as piscinas, dando em troca 24 apartamentos. Posteriormente, a Nova Albergaria cedeu à Câmara o espaço das piscinas e deveria receber uns terrenos no Alto de Assilhó, destinados à construção de moradias a preços controlados e lojas de comércio. Por dificuldades burocráticas, relacionadas com a legalização desses terrenos, a imobiliária acabou por não avançar com o projecto.

Quando, em 2002, João Agostinho Pereira tomou posse como presidente da Câmara, iniciou-se uma fase conturbada do processo, acabando a Nova Albergaria por recorrer aos tribunais para ser ressarcida dos valores que tinha investido nos apartamentos entregues ao anterior proprietário dos terrenos das piscinas.

O processo arrastou-se pelos tribunais, chegando ao Supremo, com a Câmara a ser obrigada a indemnizar a imobiliária em cerca de 400 mil euros, por incumprimento do contrato inicial. Entretanto, as duas partes acabaram por chegar a acordo quanto à verba definitiva a ser paga pela autarquia, no montante de 533 mil euros.

A Assembleia Municipal deu «luz verde» ao acordo, tendo o processo sido enviado ao Tribunal de Contas para obtenção do obrigatório «Visto». No dia 14 de Dezembro do ano passado, o dossier foi devolvido, com o Tribunal de Contas a solicitar à autarquia um conjunto de esclarecimentos, questionando-a sobre se à data da construção das piscinas, em 1989, tinha ou não conhecimento de quem era o proprietário dos terrenos, ou porque não os negociou directamente. Questionava também o motivo porque a Câmara não procedeu à sua expropriação e se a avaliação teve por base a legislação respectiva. E, por fim, qual era a classificação do terreno ou o que estava previsto construir ali anteriormente pelo proprietário inicial.

A Câmara Municipal respondeu aos quesitos através dos seus serviços jurídicos, tendo, ontem, o Tribunal de Contas enviado o processo, com o necessário «Visto», encerrando-se assim um dossier que fez correr muita tinta. Para ficar tudo concluído, falta apenas a Câmara e a Imobiliária Nova Albergaria celebrarem a escritura dos terrenos das piscinas e a autarquia pagar os 533 mil euros, que estão garantidos através de um empréstimo bancário (obtido junto da Caixa Geral de Depósitos), também já aprovado pela Câmara e Assembleia Municipal. A escritura deverá ser concretizada dentro de 15 dias.

Ouvido pelo Diário de Aveiro, João Agostinho Pereira assumiu que «felizmente, tudo acabou bem, o que não surpreende, pois as duas partes, embora defendendo os respectivos interesses, souberam encontrar um espaço de diálogo e de bom senso, que teve o epílogo que todos esperavam».

O representante da imobiliária, o advogado albergariense Mário Jorge Lemos Pinto, também reconhece que «depois de tantos anos de avanços e recuos, é positivo ter-se chegado ao fim de um processo muito complexo, mas onde imperou sempre o sentido de responsabilidade de ambas as partes».

Jacinto Martins, Diário de Aveiro, 16/02/2008

Câmara obrigada a entregar terreno da piscina a imobiliária (2007)

A Câmara de Albergaria-a-Velha vai ser obrigada a devolver os terrenos onde se encontra construída e a funcionar a piscina municipal a uma empresa imobiliária e, ainda, ao pagamento de uma indemnização de 430 mil euros, segundo decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O acórdão, datado do passado dia 26, negou provimento a um recurso da autarquia de Albergaria-a-Velha.

Tudo começou em 2000, quando Rui Marques ainda era presidente da Câmara. Eleito pelas listas do CDS-PP, celebrou um contrato-promessa com a Imobiliária Nova Albergaria, segundo o qual esta entregava à autarquia os terrenos da piscina, entretanto adquiridos à família Silva Ferreira, que em troca recebia 24 apartamentos, a construir pela empresa imobiliária, dos quais, 18 estão na posse de um dos membros da família Ferreira.

No contrato celebrado entre a Câmara e a Imobiliária Nova Albergaria, estava prevista a entrega de um terreno de grandes dimensões, no Alto de Assilhó, propriedade da autarquia, onde a empresa tencionava erguer um empreendimento habitacional e lojas de comércio.

Porém, os terrenos não puderam até agora ser legalizados, pelo que a imobiliária, após algumas reuniões com o executivo camarário, que entretanto passou a ser liderado por João Agostinho Pereira (PSD), nas quais não foi possível as duas partes chegarem a acordo, meteu uma acção no Tribunal Arbitral de Coimbra, que mandou devolver os terrenos da piscina à Nova Albergaria.

A Câmara recorreu para ao Tribunal da Relação de Coimbra, que em Abril de 2004 confirmou a deliberação da primeira instância judicial e condenou a autarquia a pagar uma indemnização de 430 mil euros, por alegado incumprimento do contrato-promessa. Para evitar a execução da sentença, a Câmara foi obrigada a prestar uma caução bancária, no valor de 500 mil euros, recorrendo simultaneamente para o Supremo Tribunal de Justiça, que acaba de confirmar a decisão da Relação.

Neste processo, a Câmara é representada pelo advogado Pedro Samagaio, enquanto a Nova Albergaria tem como defensor o advogado albergariense Mário Jorge Lemos Pinto. A autarquia de Albergaria em 2004 fez obras de beneficiação nas piscinas (com uma pista olímpica de 50 metros) no valor de 600 mil euros.

Jacinto Martins, JN, 29/04/2007

Albergaria-a-Velha: Supremo manda Câmara entregar piscina a imobiliária (2007)

A Câmara de Albergaria-a-Velha perdeu o recurso interposto para o Supremo Tribunal de
Justiça no caso que opõe a autarquia a uma imobiliária da vila, que, caso não lhe seja paga uma verba de 2,5 milhões de euros, pode vir a tornar-se proprietária das piscinas municipais

Um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), datado da passada quinta-feira, dia 26, negou provimento a um recurso da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, mantendo as decisões anteriores do Tribunal Arbitral de Coimbra e da Relação, também de Coimbra, que condenam a autarquia ao pagamento de uma indemnização de 430 mil euros e devolução dos terrenos onde se encontra instalada a piscina municipal. Tudo começou em 2000, quando Rui Marques ainda era presidente da Câmara, celebrou um contrato-promessa com a Imobiliária Nova Albergaria, segundo o qual esta entregava à autarquia os terrenos da piscina, entretanto adquiridos à família Silva Ferreira, que em troca recebia 24 apartamentos, a construir pela empresa imobiliária, dos quais 18 estão na posse de um dos membros da família Ferreira, advogado de profissão. No contrato celebrado entre a Câmara e a Imobiliária Nova Albergaria, estava prevista a entrega de um terreno de dimensões consideráveis, no Alto de Assilhó, propriedade da autarquia, onde a empresa tencionava erguer um empreendimento habitacional e lojas de comércio. Porém, os terrenos não puderam até agora ser legalizados, pelo que a imobiliária, após algumas reuniões com o executivo, que entretanto passou a ser liderado por João Agostinho Pereira – e nas quais não foi possível as duas partes chegarem a acordo - meteu uma acção no Tribunal Arbitral de Coimbra, que mandou devolver os terrenos da piscina à Nova Albergaria.

A Câmara recorreu para a Relação, que em Abril de 2004 confirmou a deliberação da primeira instância e condenou a autarquia a pagar uma indemnização de 430 mil euros por alegado incumprimento do contrato-promessa. Para evitar a execução da sentença, a Câmara foi obrigada a prestar uma caução bancária, no valor de 500 mil euros, recorrendo simultaneamente para o STJ, que acaba de confirmar a decisão da Relação.

Neste processo, a Câmara é representada pelo advogado Pedro Samagaio, enquanto a Nova Albergaria tem como defensor o advogado albergariense Mário Jorge Lemos Pinto. Ao que tudo indica, o acórdão do STJ encerra este processo, do qual já não pode haver recurso, conforme realçou ao Diário de Aveiro o representante da empresa construtora. «Sempre estivemos disponíveis para celebrar um acordo com a Câmara, mas os seus representantes não quiseram, preferindo o recurso aos tribunais, que sucessivamente condenaram a autarquia. Apesar desta decisão do Supremo, um acordo continua a ser possível, desde que a Câmara pague os terrenos da piscina a preços actualizados», revela Mário Jorge Lemos Pinto.

O valor dos terrenos é estimado em 2,5 milhões de euros e, segundo o advogado, ele próprio propôs ao seu colega Pedro Samagaio um acordo após a decisão da Relação, mas até agora não obteve qualquer resposta. A decisão do STJ vai agora transitar em julgado, o que deverá demorar uma semana, ficando a Imobiliária Nova Albergaria em condições de exigir a execução da sentença.

O Diário de Aveiro contactou ontem o presidente da Câmara, mas João Agostinho foi parco em palavras, argumentando que não tem conhecimento do acórdão do Supremo e até disse estranhar que «se saiba a decisão, pois até às 19 horas da passada sexta-feira o ‘site’ da Internet do Supremo Tribunal de Justiça não fez quaisquer alusão a este caso e, desde modo, só posso dizer que estou surpreendido por o acórdão ter chegado à comunicação social». Numa outra consideração, João Agostinho disse também que a Câmara admite, «como sempre admitiu, chegar a acordo com a imobiliária».

Jacinto Martins, Diário de Aveiro, 30/04/2007

Câmara tem de devolver terrenos da piscina (2005)
Autarquia vai recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça


Está para durar o processo relacionado com os terrenos onde se encontra construída a piscina municipal de Albergaria-a-Velha, onde a autarquia investiu há pouco mais de um ano cerca de 600 mil euros em obras de remodelação.

O Tribunal da Relação acaba de confirmar a decisão do Tribunal Arbitral de Coimbra, que em Maio passado condenava a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha a devolver à Imobiliária Nova Albergaria os terrenos onde se encontra edificada a piscina municipal e ainda ao pagamento de uma indemnização da ordem dos 400 mil euros, por incumprimento do contrato que ligava as duas partes. O diferendo remonta ao ano de 2000, ainda no tempo da gestão autárquica de Rui Marques, que em 2001 perdeu as eleições para João Agostinho Pereira, reeleito em 9 de Outubro deste ano para um segundo mandato.

A Nova Imobiliária adquiriu os terrenos adjacentes ao pavilhão municipal, com a área de cerca de 7.200 metros quadrados, ao advogado José Armando Ferreira, a quem já entregou 18 apartamentos por troca com este espaço onde entretanto a autarquia construiu a piscina municipal. Por outro lado, a Nova Imobiliária deveria tornar-se proprietária de uns terrenos no Alto de Assilhó, onde pretendia construir vários apartamentos, só que ainda não foi possível legalizar os terrenos e desde 2002 que está estabelecido um verdadeiro «braço de ferro» entre a construtora e a Câmara Municipal, com aquela a recorrer aos tribunais.

Depois do Tribunal Administrativo, vem agora a Relação confirmar a decisão de primeira instância, indicando que a Câmara terá de devolver os terrenos e pagar a indemnização prevista no contrato celebrado ainda na era Rui Marques. Uma fonte oficiosa da Câmara Municipal revelou que a autarquia ainda não foi oficialmente notificada da decisão da Relação, embora tenha admitido que já a conhece através do seu advogado, o mesmo sucedendo com a empresa, uma vez que o seu representante, o advogado Mário Jorge Lemos Pinto, já tem na sua posse o acórdão do Tribunal da Relação.

A mesma fonte da autarquia avança desde logo a intenção de recorrer para o Supremo, que, em princípio, ditará o veredicto derradeiro acerca de um processo litigioso. No limite, a administração da Nova Imobiliária poderia, ainda que temporariamente, encerrar as piscinas, um cenário que o próprio empresário garante não estar nos seus horizontes, até porque, como também recorda a fonte camarária citada, a posse administrativa dos terrenos pode ser accionada, ainda que a Câmara tenha de vir a pagar os terrenos pelos valores que os tribunais venham a estabelecer.

Em função das posições das duas partes, um eventual acordo de curto prazo está difícil e isso mesmo é assumido pela autarquia pela voz do mesmo interlocutor, profundo conhecedor do dossier, para quem «agora já é tarde para se chegar a um entendimento, pois esse tempo foi o que se seguiu à posse da Câmara, em 2002, mas aí os responsáveis da empresa optaram por seguir o caminho do processo litigioso».

Por sua vez, um representante da Imobiliária Nova Albergaria garante que «é sempre possível chegar-se a um acordo, mas do qual a empresa não saia prejudicada em extremo». «Já nos basta termos entregue os 18 apartamentos, libertos de quaisquer ónus ou hipotecas, e estarmos até hoje com uma mão vazia e outra cheia de nada», disse.

Jacinto Martins /Diário de Aveiro, 12/12/2005

Tribunal da Relação confirma devolução dos terrenos da piscina e indemnização de 400 mil euros - Câmara vai recorrer para o Supremo

O diferendo que vem opondo uma empresa imobiliária local e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, acerca dos terrenos onde está edificada a piscina municipal, conheceu mais um episódio, com o Tribunal da Relação a confirmar a decisão do Tribunal Arbitral, que havia deliberado no sentido dos terrenos serem devolvidos à empresa. A autarquia garante que vai recorrer para o Supremo.

Está para durar o processo relacionado com o terreno de 7.600m2 onde se encontra um jardim e está construída a piscina municipal de Albergaria-a-Velha, onde a autarquia investiu há pouco mais de um ano, cerca de 600 mil euros, em obras de remodelação. E pelos caminhos que as coisas estão a seguir, a decisão final ainda vai demorar uns tempos.
O Tribunal da Relação acaba de confirmar a decisão do Tribunal Arbitral de Coimbra, que em Maio passado condenava a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha a devolver à Imobiliária Nova Albergaria os terrenos onde se encontra edificada a piscina municipal e ainda ao pagamento de uma indemnização da ordem dos 400 mil euros, por incumprimento do contrato que ligava as duas partes. O diferendo tem origem num contrato de permuta celebrado em 2000, ainda no tempo da gestão autárquica de Rui Marques, que em 2001 perdeu as eleições para João Agostinho Pereira.

A Nova Imobiliária adquiriu a terceiros os terrenos adjacentes ao pavilhão municipal, com a área de cerca de 7.600 m2, contra a entrega de 18 apartamentos por troca com este espaço onde entretanto a autarquia construiu a piscina municipal. Por outro lado, a Nova Imobiliária deveria tornar-se proprietária de uns terrenos no Alto de Assilhó, onde pretendia construir vários apartamentos, só que ainda não foi possível legalizar os terrenos e desde 2002 que está estabelecido um verdadeiro "braço de ferro" entre a construtora e a Câmara Municipal, com aquela a recorrer aos tribunais. Depois do Tribunal Arbitral, vem agora o Tribunal da Relação confirmar a decisão de primeira instância, indicando que a Câmara terá de devolver os terrenos e pagar a indemnização prevista no contrato celebrado ainda na era Rui Marques. Uma fonte oficiosa da Câmara Municipal revelou que a autarquia ainda não foi notificada da decisão da Relação, embora tenha admitido que já a conhece através do seu advogado, o mesmo sucedendo com a empresa, uma vez que o seu representante, o advogado Mário Jorge Lemos Pinto já tem na sua posse o acórdão do Tribunal da Relação. A mesma fonte da autarquia avança desde logo a intenção de recorrer para o Supremo, que, em princípio, ditará o veredicto derradeiro acerca de um processo litigioso que tem vindo a ser seguido pela generalidade da população utente da piscina. No limite, a administração da Nova Imobiliária poderia, ainda que temporariamente, encerrar as piscinas, um cenário que o próprio empresário garante não estar nos seus horizontes, até porque, como também recorda a fonte camarária citada, a posse administrativa dos terrenos pode ser accionada, ainda que a Câmara tenha de vir a pagar os terrenos pelos valores que os tribunais venham a estabelecer.

Câmara afasta acordo

Em função das posições das duas partes, um eventual acordo de curto prazo está difícil e isso mesmo é assumido pela autarquia, ainda pela voz do mesmo interlocutor, profundo conhecedor do dossier, para quem "agora já é tarde para se chegar a um entendimento, pois esse tempo foi o que se seguiu à posse da Câmara, em 2002, mas aí os responsáveis da empresa optaram por seguir o caminho do processo litigioso".

Por sua vez, um representante da Imobiliária Nova Albergaria garante que "é sempre possível chegar-se a um acordo, mas do qual a empresa não saia prejudicada em extremo, pois já nos basta termos entregue os 18 apartamentos, libertos de quaisquer ónus ou hipotecas e estarmos até hoje, com uma mão vazia e outra cheia de nada".

Ouvido sobre esta nova fase do processo, o advogado da Imobiliária, dr. Mário Jorge Pinto, respondeu que "é uma grosseira mentira dizer-se que a m/cliente não tenha tentado o acordo: tentou-o, mas muitas vezes ficou sem respostas às suas cartas. Aliás, a câmara tomou posse em Janeiro de 2002 e o processo entrou em tribunal apenas em Outubro de 2004.
Durante este tempo todo, tentámos que a câmara cumprisse o contrato de 2000, ou que propusesse uma saída aceitável. E nunca o fez, desligou-se sempre do assunto. E tanto foi o seu desinteresse, que até se desligou da constituição da arbitragem".

"A câmara já ganhou, o quê?...”

Em declarações aos jornais, João Agostinho Pereira veio afirmar que "a Câmara já ganhou este processo, pois se tivermos que vir a pagar a indemnização de cerca de 400 mil euros por incumprimento do contrato e os terrenos da piscina, nada se compara aos dois milhões e meio de euros que a empresa pretendia receber".

O dr. Mário Jorge Pinto rebate estas afirmações: "infelizmente, o presidente da câmara coloca estes assuntos, que são muito sérios e graves, em termos de 'perder' ou 'ganhar', como se isto fosse uma vulgar partida de bisca lambida. Mas não é: trata-se de um assunto em que estão em risco muitos milhares de euros do município e um equipamento, a piscina, que custou muito dinheiro.

Depois, não se compreende como é que o presidente acha que 'já ganhou', e no entanto é a câmara que anuncia que vai recorrer do acórdão da Relação para o Supremo! Se 'ganhou', como diz, não teria que recorrer… Por fim, é falso que a câmara tenha sido condenada a pagar '400 mil euros pelo incumprimento do contrato e pelos terrenos' - nada disso. A Câmara foi condenada, para já, a pagar mais de 400 mil euros e a devolver os terrenos, o que é muito diferente! Assim, além desta indemnização, tem de devolver os terrenos, e vai ter de tirar de lá a piscina. É verdade que a m/cliente tinha pedido uma indemnização de 2 milhões de euros, mas isso era se os terrenos da piscina ficassem para o município. Como não ficaram, são devolvidos, é evidente que a indemnização terá de ser menor."

E conclui o causídico: "pelos vistos, o nosso presidente da câmara é adepto da velha máxima de que 'o mal nunca é tamanho que maior não possa ser'. A câmara paga mais de 400 mil euros de indemnização e devolve os terrenos, e ainda assim acha que é bom, já ganhou, pois … podia ser pior! É um optimista compulsivo, por isso se ri tanto. Mas é assim, porque o dinheiro não é dele. Quando for dele, então quero ver qual o seu optimismo."
À insistência sobre o que queria dizer com esta expressão, Mário Jorge Pinto precisou que um dia os autarcas hão-de ser responsabilizados pessoalmente pelos prejuízos que causam às autarquias, como é o caso destas indemnizações. Basta que os munícipes o queiram, através das acções populares, que são acções judiciais pelas quais qualquer munícipe pode exigir em tribunal a defesa de interesses públicos. Ou as finanças municipais, que são prejudicadas com o pagamento desta indemnização, não são de interesse público?..."
Mas se a câmara tomar posse administrativa dos terrenos, como ouvimos dizer? "A minha cliente não está nada preocupada com isso, nem tem que estar. A câmara só pode tomar posse administrativa dos terrenos no âmbito de um processo, e depois de devidamente autorizada por despacho governamental, desde que estejam reunidos os respectivos requisitos legais, que não são tão poucos quanto isso.

É uma asneira chapada pensar-se que é por mero acto de vontade da câmara que se toma assim posse administrativa de terrenos, e quem o diz … não sabe o que diz. Por outro lado, a posse administrativa implica a prévia negociação particular e o depósito ou garantia do preço do prédio. Logo, se a câmara quiser ser dona dos terrenos, tem que os pagar. Mas, curiosamente, isso era o que tinha sido acordado no contrato do dr. Rui Marques! Assim, a câmara não cumpriu aquele contrato, ficou sem os terrenos e vai ter de pagar uma indemnização. E agora vem dizer que vai tomar posse administrativa dos terrenos, o que pressupõe o seu pagamento… Ou seja, diz que quer agora comprar os mesmos terrenos, que antes se recusou a comprar, e por isso pagou uma indemnização! Isto é de loucos!"

Tal como na Câmara de Vagos

Segundo apurámos, também recentemente a Câmara de Vagos (representada pelo mesmo escritório de advogado de Lisboa que representa a Câmara de Albergaria-a-Velha) foi condenada a pagar uma pesada indemnização que, com os juros, ascendeu a perto de um milhão de contos, por não ter cumprido um contrato promessa. O caso chegou ao Supremo, que ainda agravou a indemnização, e ao Tribunal Constitucional, que manteve a decisão: Por causa disso a Câmara de Vagos teve agora de contrair um empréstimo para pagar a dívida.

Jacinto Martins 

Imobiliária reclama 2,5 milhões de euros à Câmara (2004)
Questão relacionada com terrenos da piscina municipal

Uma imobiliária de Albergaria-a-Velha reclama o pagamento de 2,5 milhões de euros (meio milhão de contos) da Câmara Municipal, resultante de um negócio que já vem do tempo do mandato de Rui Marques e que o actual Executivo ainda não conseguiu resolver. A questão está pendente no Tribunal Arbitral

No início do ano de 1997, a Imobiliária Nova Albergaria intermediou uma troca de terrenos de que era proprietário o advogado José Armando Silva Ferreira, onde agora está implantada a piscina municipal de Albergaria-a-Velha. Segundo o acordo, a empresa ficou a ser a proprietária dos terrenos, que depois cedeu à Câmara Municipal, que em troca entregaria à Imobiliária outro terreno, no Alto de Assilhó, com 21 mil metros quadrados. Desta área, 17 mil metros quadrados eram destinados à construção de 156 habitações e cinco estabelecimentos comerciais, sendo metade das habitações a preços controlados.

Tudo ficou acertado, a piscina foi construída, com importantes apoios comunitários, e o advogado tinha um loteamento aprovado no local onde agora está a piscina que lhe permitia construir um verdadeiro arranha-céus de 10 andares e outro de quatro. Rui Marques sempre foi contrário a esta construção e encontrou na permuta a solução do problema. A Imobiliária construiu, na zona das Finanças, 18 apartamentos, avaliados em algo como 1,3 milhões de euros (260 mil contos). No entanto, a Imobiliária deveria ter recebido o terreno do Alto de Assilhó, mas o mesmo nunca lhe foi entregue, porque surgiram problemas o legalizar.

Após mais de sete anos e de várias reuniões entre as partes, o problema mantém-se, sendo certo que existe uma cláusula contratual onde as partes assumem que em caso de incumprimento de qualquer delas, a outra terá direito a uma indemnização de 342.500 euros (68.500 contos) e a 2.500 euros por cada mês que passe em relação à resolução do contrato. Em função do impasse, a Imobiliária Nova Albergaria, recorreu, por intermédio do seu representante, o advogado albergariense Mário Jorge Lemos Pinto, para o Tribunal Arbitral de Coimbra, reclamando o pagamento de nada menos do que dois milhões e meio de euros (500 mil contos), nos quais entram o valor dos terrenos, as multas e os juros. Refere o causídico que o seu cliente «está sem os terrenos e para que se saiba, a escritura do terreno onde foi construída a piscina municipal está em nome da Imobiliária Nova Albergaria, logo, a autarquia não é dona do espaço onde a piscina foi erguida». Por sua vez, o representante da empresa, José Manuel Correia Parente, que tem vindo a tentar resolver o assunto com a autarquia, revela que após uma recente reunião que decorreu no Tribunal Arbitral, a Câmara «oferece um outro terreno, com apenas 8 mil metros quadrados, o que, passados quase oito anos, mais parece uma verdadeira afronta a quem quis ajudar a autarquia a resolver um problema e que acabou por sobrar para a empresa, que naturalmente está a sentir os efeitos de ter entregue os 18 apartamentos, sem receber um cêntimo que seja». O advogado da empresa acusa a Câmara de ser «litigante de má fé», uma figura jurídica que não deixa a autarquia em boa posição.

Questionado pelo Diário de Aveiro acerca deste verdadeiro imbróglio, o autarca João Agostinho disse que «não foi o actual Executivo que criou o problema» e não quis adiantar muito mais, porque argumenta que o caso assume foros de segredo de justiça. «Mas, como é evidente, queremos chegar a acordo, desde que o mesmo não colida com situações que penalizem a Câmara e por consequência, os munícipes e o erário público», garante. Neste processo, a autarquia é representada pelo advogado de Lisboa, Paulo Samagaio. José Correia Parente garante «tentar por todos os meios resolver o problema» e acrescenta que é bom que as pessoas da Câmara «se lembrem que não fomos nós que lhe batemos à porta, foi precisamente o contrário». O empresário diz ser possível resolver o problema do registo dos terrenos do Alto de Assilhó em três meses, «assim haja vontade da Câmara».

Segundo fontes conhecedoras destes processos, esta questão pode prolongar-se por vários anos, mas as mesmas também não deixam de admitir que no final, caso não haja acordo entre as partes, a Câmara Municipal acabará por ter de desembolsar uma verba considerável, por decisão judicial.

Jacinto Martins, Diário de Aveiro, 18/12/2004

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Novos Arruamentos

Com a abertura da Escola secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".

Nesse local estão situados vários serviços importantes como a Repartição de Finanças, a Segurança Social, as Piscinas, o Pavilhão Municipal, etc...

Os objectivos deste blog são criar na net um novo espaço com informações sobre Albergaria-a-Velha e o seu concelho.

Para quem consulta o blog: de vez em quando não custa nada dar uma sugestão, focar um erro encontrado, etc...