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quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Nossa Senhora do Socorro

A Ermida da Nossa Senhora do Socorro ergue-se no Bico do Monte. Já em 1117, figurava no Couto de Osseloa, concedido pela Rainha D. Teresa a Gonçalo Eriz, com a denominação de “Pedra da Águia”.

A “Pedra da Águia” era um monumento megalítico, constituído por uma espécie de pirâmide com base larga e dentada em muitos pontos, formando um maciço de pedras de xisto sobrepostas e terminada com uma pedra mais elevada no cimo. Com a construção da primitiva Ermida (hoje Capela Mor) a “Pedra da Águia” teve de ser demolida.

Em 1855, uma epidemia de cólera grassou no país e atingiu parcelas do Concelho onde deixou um rasto de luto e de pânico perante a doença pestífera sem remédio que rapidamente causou dezenas de mortos na vila. Impotentes perante o mal que não cessava, os albergarienses fizeram o voto de erigir no Bico do Monte, antigamente denominado “Pedra-de-águia”, que se ergue sobre a planura, uma capela dedicada a Nossa Senhora do Socorro cuja proteção invocavam. Depois desse voto coletivo e solene não se registou mais nenhum caso mortal, o que foi considerado um milagre.

A construção da Capela iniciou-se logo no ano seguinte e foi consagrada e aberta ao culto em 15 de Agosto de 1857, bem como foi benzida a imagem da Senhora do Socorro esculpida nesse ano pelo entalhador e santeiro Albergariense, José da Silva Vidal. A partir dai, para além de inúmeros atos religiosos durante o ano, passou a realizar-se uma grande festa no terceiro domingo e segunda-feira de Agosto, a festa das famílias albergarienses, a que acorreram sempre milhares de peregrinos e de festeiros, os quais contribuíram com as suas generosas dádivas para o aformoseamento do recinto de vistas deslumbrantes e belas sombras deleitosas. A pequena ermida inicial foi sendo aumentada e reformada ao longo dos tempos para poder servir ao avolumar dos crentes que iam comparecendo cada vez em maior número nas festividades.

Há poucos anos, a construção de uma Casa Diocesana para a realização de reuniões nacionais e internacionais de organismos católicos veio dar uma projeção ainda maior ao ato devoto dos atormentados albergarienses de há cerca de um século e meio.

Texto retirado do antigo site da JF Albergaria


 

quinta-feira, 20 de abril de 2023

Património Edificios / Capelas e Igrejas


3. EDIFÍCIOS COM INTERESSE POR FREGUESIA

Os edifícios com interesse são todos aqueles que possuem elementos arquitetónicos com elevado interesse, que apresentam uma traça erudita ou popular ou que pela sua inserção no contexto urbano constituam objetos arquitetónicos, tipológicos, históricos, culturais, paisagísticos ou simbólicos de interesse, independentemente do seu estado de conservação.

3.1. ALBERGARIA-A-VELHA

CASA E CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

3.1.1. CASA DO MOURO

3.1.2. CASA Nº 8 – 8ª NA PRAÇA (Casa Dr. António de Pinho)

3.1.3. CASA VIDAL (Chalet Família Vidal)

3.1.4. CASA Nº 1 (Casa Viriato da Silva Vidal)

3.1.5. ANTIGO POSTO MÉDICO

3.1.6. PAÇOS DO CONCELHO

3.1.7. O CASTELO DA BOA VISTA

3.1.8. CASA QUINTA DA FONTE

3.2. ALQUERUBIM

3.2.1. SOLAR DO BAETA

3.2.2. CASA DE FONTES

3.2.3. CASA RURAL

3.2.4. CASA / QUINTA DA FONTOURA

3.3. ANGEJA

3.3.1. CASA DR. PORTUGAL

3.3.2. CASA DR. NORONHA

3.3.3. CASA NA RUA DA PEREIRA

3.3.4. A CASA DA PRAÇA

3.3.5. CASA SR. ALFREDO CRAVO

3.4. BRANCA

CASA E FONTANÁRIO NA QUINTA DAS RELVAS OU DO ALFERES

3.4.1. CASA DOS BICOS

3.4.2. CASA / QUINTA DO OUTEIRO

3.4.3. JUNTA DE FREGUESIA / ANTIGA ESCOLA

3.4.4. CAPELA DA SR.ª DAS DORES

3.4.5. QUINTA DAS CAVADAS

3.5. FROSSOS 

A VILA FRANCELINA

3.5.1. CASA NÚMERO 57.

3.5.2. CASA VILA MARIA

3.5.3. RESIDÊNCIA “PELÁGIO O. BRANDÃO”

3.6. RIBEIRA DE FRÁGUAS

3.6.1. PONTE PIO

3.6.2. CASA NA EN 16-3 

3.6.3. CAPELA DE SANTA ANA

3.6.4. ANTIGA RESIDÊNCIA PAROQUIAL

3.7. SÃO JOÃO DE LOURE 

3.7.1. CASA DO AZULEJO

3.7.2. CAPELA DE SÃO SILVESTRE

3.8. VALMAIOR

3.8.1. CASA EM MOUQUIM

3.8.2. CASA NO LUGAR DE SANTO ANTÓNIO

3.8.3. CASA DO AVÔ / PRIMITIVA ESCOLA DA CARRASQUEIRA

3.8.4. PONTE NOVA OU PONTE DA CARRASQUEIRA

(Fonte: r09___hist_e_patrimonio_abril_2014%20.pdf) - versão 2014

https://www.cm-albergaria.pt/visitar/patrimonio-cultural - site CMA

8. PATRIMÓNIO RELIGIOSO

Albergaria-a-Velha possui vários imóveis que desempenham funções de culto, testemunhos de uma religiosidade que se mantém há alguns séculos. As Igrejas e as Capelas do Concelho estão presentes em todas as Freguesias, pelo menos nos aglomerados mais importantes, pelo que se verifica uma grande dispersão deste tipo de imóveis por todo o território concelhio.

8.1. IGREJAS E CAPELAS CONSTRUÍDAS EM DATA ANTERIOR A 1853

No Concelho de Albergaria-a-Velha, existem no total sete Igrejas Matrizes e vinte e uma capelas construídas em data anterior a 1853. As Igrejas estão localizadas nas sedes de Freguesia, à exceção da Igreja Matriz de Ribeira de Fráguas, cuja data de construção é posterior ao ano mencionado anteriormente. As Capelas encontram-se distribuídas um pouco por todo o Concelho, tendo maior concentração nas Freguesias de Albergaria-a-Velha e Branca, com o registo de cinco capelas em cada uma.

8.1.1. ALBERGARIA-A-VELHA

8.1.1.1. IGREJA MATRIZ – SANTA CRUZ

8.1.1.2. CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

8.1.1.3. CAPELA DO MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO

8.1.1.4. CAPELA SENHORA DO SOCORRO

8.1.1.5. CAPELA DE SANTA CRUZ

8.1.1.6. CAPELA DE SÃO GONÇALO

8.1.2. ALQUERUBIM 

8.1.2.1. IGREJA MATRIZ – SANTA MARINHA

8.1.2.2. CAPELA DE NOSSA SENHORA DAS DORES

8.1.3. ANGEJA

8.1.3.1. IGREJA MATRIZ – NOSSA SENHORA DAS NEVES

8.1.3.2. CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO

8.1.3.3. CAPELA DE SÃO GREGÓRIO 

8.1.3.4. CAPELA DO ESPÍRITO SANTO

8.1.4. BRANCA

8.1.4.1. IGREJA MATRIZ – SÃO VICENTE

8.1.4.2. CAPELA DE SÃO JULIÃO

8.1.4.3. CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ALEGRIA

8.1.4.4. CAPELA DE SANTA LUZIA 

8.1.4.5. CAPELA DE NOSSA SENHORA DOS MILAGRES

8.1.4.6. CAPELA DE SANTA ANA

8.1.5. FROSSOS

8.1.5.1. IGREJA MATRIZ - SÃO PAIO

8.1.6. RIBEIRA DE FRÁGUAS

8.1.6.1. CAPELA DE SÃO TIAGO (ANTIGA IGREJA MATRIZ)

8.1.6.2. CAPELA DE SANTA ANA

8.1.6.3. CAPELA DA NOSSA SENHORA DA DOLOROSA

8.1.7. SÃO JOÃO DE LOURE

8.1.7.1. IGREJA MATRIZ - SÃO JOÃO BAPTISTA

8.1.7.2. CAPELA DE SÃO SILVESTRE

8.1.8. VALMAIOR

8.1.8.1. IGREJA MATRIZ - SANTA EULÁLIA

8.1.8.2. CAPELA DE SÃO MARTINHO

8.1.8.3. CAPELA DE SANTO ANTÓNIO

8.1.8.4. CAPELA DE SÃO TOMÉ

(Fonte: r09___hist_e_patrimonio_abril_2014%20.pdf) - versão 2014

https://www.cm-albergaria.pt/visitar/patrimonio-religioso - site CMA

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Ano Santo Jacobeu (2021-2022)


No âmbito da comemoração do Ano Santo Jacobeu (2021-2022), a Direção da Federação Portuguesa do Caminho de Santiago convidou todas as entidades associadas a produzirem uma tarja comemorativa. Em Albergaria-a-Velha, a imagem pode ser admirada junto à estátua da Rainha D. Teresa, no Caminho para Santiago de Compostela.

https://www.facebook.com/albergueperegrinosrainhadteresa

Folheto

Folheto

Imagem: Santiago em Calcário, Séc XV, Ribeira de Fráguas

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Padres da Branca

P.e Manuel Marques Dias, à esquerda, no final da década de 1950,  com o P.e Conde ao centro
O P.e Manuel Marques Dias foi sempre um sacerdote simples, tendo sido assistente local da JAC (Juventude Agrária Católica). Nasceu no seio de uma família de agricultores que vivia do amanho da terra, do lugar de Cristelo, desta paróquia [da Branca].

Foi um dos primeiros seminaristas da Branca a ser ordenado sacerdote, “guiado” pelo padre Conde. E foram muitos e não será por demais enumerá-los: Padre dr. Leonardo Pereira, António de Almeida, João Evangelista, Artur Pires da Conceição, que ingressou no seminário da diocese de Beja, José Camões, Querubim Silva, Alberto Nestor e muitos outros que não chegaram a ser ordenados.

Mais tarde, no tempo do padre Valdemar Costa, foram ordenados mais dois: Ângelo Silva e Mário Silva (clero regular). Nesse tempo a Branca “deu” muitos sacerdotes à diocese, ao invés da atualidade em que a crise de vocações tem vindo a aumentar de forma drástica.

No exercício da sua atividade pastoral, o P.e Manuel Marques Dias foi coadjutor da Branca no tempo do padre Conde, pároco de Vilarinho do Bairro, Borralha, Oiã, esteve depois ao serviço da comunidade migrante portuguesa em França e foi pároco de Cacia, retirando-se depois devido a problemas de saúde, vivendo agora no lugar de Soutelo da freguesia da Branca, onde ainda presta algum auxílio à equipa paroquial quando pode.

Alírio Silva / Correio do Vouga, 03/07/2014

Costa, Valdemar Magalhães Alves da - (N - 24-09-1931; O - 01-07-1956) - Vd. Branca (Albergaria-a-Velha).

Dias, Manuel Marques - (N - 15-12-1928; O - 29-06-1954) - Vd. Cacia (Aveiro).

Silva, Querubim José Pereira da (dr.) - (N - 19-12-1946; O - 21-12-1969) - Vd. Angeja (Albergaria-a-Velha).

Sobral, Alberto Nestor Camões Rodrigues - (N - 27-06-1948; O - 08-12-1972) - Vd. Residência Sacerdotal.


Silva, António Carlos Marques da - (12-06-1968; 06-11-1999) - Casa Paroquial - Souto - 3850-588 - Branca ALB. Colaborador do Pároco da Branca.

Padre dr. Leonardo Pereira
António de Almeida
João Evangelista
Artur Pires da Conceição, que ingressou no seminário da diocese de Beja
José Camões
---Querubim Silva
---Alberto Nestor
Ângelo Silva
Mário Silva
---maNUEL mArques dias





terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Acção Católica Rural (antiga JAC e LAC)

Nome: Dália Rosa Faria Nunes
Nascida: 17 de fevereiro de 1942
Diocese: Aveiro

Fui militante da JACF/JARC de 1961 a 1970, tendo interrompido até 1980, altura em que recomecei na ACR, até hoje

MR: Como conheceu a Acção Católica Rural (antiga JAC e LAC)?
DN: Em 1961 fui convidada por militantes da Seção da minha paróquia (Branca) para frequentar as reuniões e, passado muito pouco tempo, participei ativamente na encenação e dinamização de uma atividade do Movimento. Gostei e continuei.

MR: Qual a motivação para se tornar militante da ACR?
DN: Naquela altura dizíamos que os militantes precisavam de ser «pescados à linha», e foi isso que fizeram comigo. Vi-me quase desde o início responsabilizada em atividades e em ações de formação, e penso que foi o sentir que acreditavam em mim, o que me motivou a continuar. A esta distância, penso que a maior motivação foi o dizerem-me «tu vais fazer porque és capaz».

MR: Que percurso fez dentro da Ação Católica?
DN: Nessa altura fazia-se um “aspirantado”, penso que com a duração de dois anos. Eu saltei essa etapa, embora tenha feito “exame”, para passar a militante. Fui convidada para a equipa diocesana logo a seguir, onde fui responsável das pré-jovens e do Ultramar, e passados dois ou três anos, fui eleita presidente diocesana.
Na ACR, fui dirigente diocesana, onde ocupei o cargo de tesoureira e presidente. No plano nacional assumi vários cargos: secretária, vogal de expansão, vogal de formação, representante na FIMARC, e presidente e vice-presidente. Pertenci também a Junta Diocesana da Acção Católica. Atualmente sou dirigente de base e diocesana.

MR: Como carateriza a Ação Católica da época em que ingressou no Movimento?
DN: A Ação Católica da época era o Movimento da Igreja por excelência, e quase todas as paróquias a tinham organizada. Era disciplina ensinada nos Seminários, e a Hierarquia tinha nela os seus braços para a ação, embora os leigos “tivessem” de dar contas à Hierarquia. Contudo, a análise dos acontecimentos da sociedade civil permitiu aos militantes adquirirem uma consciência nova da sua responsabilidade, quer como cidadãos, quer como cristãos. Era para os seus elementos uma escola de formação integral e espaço de crescimento na fé. Muitos militantes da JAC/F devem a sua valorização pessoal ao Movimento.

MR: Quais os maiores marcos da história do Movimento?
DN: Como jovem, vivi o Grande Encontro (“Os novos escolhem Deus”), que se realizou em Lisboa, em 1963; o encontro europeu de jovens rurais em Stuttgart, em 1965; e várias concentrações, todas precedidas de uma longa preparação de todos os participantes.
Como adulta, logo a seguir ao 25 de abril, envolvi-me com outros militantes no esclarecimento dos cristãos da diocese acerca dos programas partidários, vistos à luz da Doutrina da Igreja; no esclarecimento dos rurais sobre as consequências da nossa entrada na Comunidade Europeia; na Assembleia Mundial da FIMARC, realizada na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha (foi um trabalho exigentíssimo, pois recebemos participantes de todos os continentes, que estiveram cá 15 dias); as várias Jornadas Sociais, sendo duas realizadas em Aveiro, mas tive participação ativa em todas; as diversas campanhas, principalmente as «A Aldeia que eu quero no Portugal europeu», que nos abriu para as realidades europeias e deu uma nova forma de abertura do Movimento ao meio, e a campanha «O homem primeiro»; e ainda Seminários que proporcionaram aos militantes da ACR a possibilidade de escutarem pessoas das mais diferentes áreas da sociedade civil e religiosa.
Os cadernos de militantes e as revistas «Girassol», «Fé e Trabalho», «Diálogo» e «Mundo Rural», embora não sendo marcos, foram meios usados para a formação contínua dos seus elementos.

MR: Como vê a receção do Concílio Vaticano II dentro do Movimento? Deram-se grandes alterações?
DN: Uma das maiores virtudes da Acção Católica foi ajudar os militantes a intervirem, estarem atentos aos acontecimentos e consciencializarem-se dos seus deveres como cristãos e cidadãos.
Quer na JACF/JARC, quer na ACR, os documentos conciliares sobre a missão dos leigos no mundo, foram tema de reflexão e de muitas ações de formação. O início das reuniões, quer de base, quer diocesanas, quer nacionais, tinham sempre um largo tempo de discussão sobre estes temas. O mesmo no que se refere às diversas Encíclicas e Cartas Pastorais, que foram publicadas ao longo dos anos. A minha consciência de leiga (penso que responsável) vem toda daí.
Espero que com as comemorações dos 50 anos do Concílio e com a celebração do Ano da Fé, muitos destes documentos voltem a ser objeto de estudo e reflexão.

MR: O Movimento teve a preocupação de acompanhar o que ia acontecendo aquando da saída dos documentos conciliares?
DN: Pelo que disse atrás, confirmo que sim. O Movimento foi uma grande escola de formação eclesial e cívica.

MR: Como carateriza a Acção Católica dos anos seguintes (após o Concílio)?
DN: Apesar da Acção Católica ter vivido e concretizado no seu trabalho militante a doutrina conciliar, as alterações politicas, o fim da sua estrutura organizativa e  o aparecimento  de novos  movimentos e novas formas de apostolado,  com um  cariz menos interventivo  e menos  “exigente” e muitas vezes  “mais  macio”,  não  obrigando tanto  a “pôr as mãos na massa” e ainda  um novo posicionamento da Hierarquia,  levou a um enfraquecimento  progressivo da Acção Católica.

MR: E hoje, como vê a Acção Católica Rural enquanto recetora da mensagem do Concílio?
DN: Tenho consciência clara que a ACR tem de estar no mundo, com outro tipo de abordagem, mas nunca com menos exigência e menos consciência do papel dos seus militantes dentro da Igreja e do meio. E esta consciência terá de ser de novo adquirida, estudando e debatendo a doutrina conciliar e aplicando-a à vida, utilizando o seu método de trabalho, a Revisão de Vida.

MR: Qual pensa ser o papel da ACR nos dias de hoje?
            DN: Olhando para as nossas paróquias, sinto uma certa frustração e um desencanto. Dá-me a sensação que regredimos e que às vezes não somos capazes de arregaçar as mangas e nos sentirmos comprometidos e intervenientes na vida dos homens e mulheres que connosco partilham os acontecimentos. O mundo está diferente e as solicitações são muitas, mas não nos podemos demitir da missão que nos foi confiada.
Vivemos a nível de país um momento doloroso mas interpelante, e a Igreja (bispos, padres e leigos) tem de saber qual o seu papel no meio de tudo isto. A ACR é por natureza um movimento vocacionado para a intervenção evangélica, e tem de continuar a lutar por aquilo em que acredita.
Continuo a pensar que a Acção Católica ainda não tem substituto, e tenho a perceção de que em alguns setores da Igreja se começa a reconhecer que o lugar da Acção Católica não está ocupado.

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Nome: Flausino Pereira da Silva
Nascido: 27 de agosto de 1938
Diocese: Aveiro
Militante da ACR desde: 1984 (64 anos de Militante, contando o tempo de Pré-Jacista)
Militante Pré-Jac desde 1948, depois da JAC e ACR, até hoje!

Como conheceu a Acção Católica Rural (antiga JAC e LAC)?
Através da JAC da minha Paróquia (Branca, diocese de Aveiro).

Qual a motivação para se tornar militante da ACR?
A atração pela formação nas reuniões e a possibilidade de conhecer pessoas, conviver e assumir responsabilidades          

Que percurso fez dentro da Acção Católica?
Iniciei como Pré-Jacista em 1948, passei a militante de base da JAC, depois a dirigente e, em 1956, fui chamado a fazer parte da equipa diocesana. Em 1960 fui convidado para a equipa nacional, onde permaneci até este Movimento se incorporar na ACR. Depois interrompi e regressei como dirigente diocesano e nacional, após as primeiras jornadas sociais de 1984.

Como carateriza a Acção Católica da época em que ingressou no Movimento?
Nos anos quarenta e cinquenta a Acção Católica tinha um enorme peso na Igreja, por ser praticamente o único Movimento Apostólico de intervenção social. A Hierarquia dava grande importância ao papel do Movimento e tinha muita consideração pelos seus membros.

Quais os maiores marcos da história do Movimento?
Para mim, os maiores marcos foram: o Congresso Mundial da JAC-JACF, em Lourdes, em 1960; o Grande Encontro da Juventude em 1962; a Comemoração dos 25, 50 e 75 anos da Acção Católica; as Jornadas Sociais da ACR; as Campanhas, das quais destaco "A Aldeia que eu Quero no Portugal Europeu", com a constituição de cerca de mil grupos de análise reflexão e acção (GARA), que culminou na Festa das Jornadas e no desfile festivo, realizados em Aveiro; os Seminários Nacionais, iniciados em 1988, no seguimento desta campanha, e que prosseguem anualmente até hoje.

Como vê a receção do Concílio Vaticano II dentro do Movimento? Deram-se grandes alterações?
Se houve Movimento que acolheu e traduziu na sua ação apostólica as deliberações do Concilio Vaticano II, foi a Acção Católica, particularmente a ACR que, com as Jornadas Sociais assumiu corajosamente o seu papel de «Sal da Terra e Luz do Mundo».

O Movimento teve a preocupação de acompanhar o que ia acontecendo aquando da saída dos documentos conciliares?
A Acção Católica e a ACR, em particular, deram sempre muito relevo na formação dos militantes: à Doutrina Social da Igreja, às Constituições que saíram do Concílio, bem como a Exortação que se lhe seguiu. Foram objecto de estudo, nos cadernos do militante e nas acções de formação desenvolvidas

Como carateriza a Acção Católica dos anos seguintes (após o Concílio)?
O Concílio deu uma nova força à Acção Católica, que se libertou, progressivamente, da conceção de "manus longa" da Hierarquia, para assumir a sua identidade de Movimento Laical, evangelizando as pessoas e estando presente nas realidades temporais, para as transformar.

E hoje, como vê a Acção Católica Rural enquanto recetora da mensagem do Concílio?
Mau grado a ACR ter recebido e traduzido na sua militância e ação a doutrina do Vaticano II, a própria Hierarquia e a Igreja não a traduziram na Acção Eclesial. Surgiram novas formas de apostolado e movimentos de cariz mais espiritualista, e menos intervencionista.
Com a evolução social e política e o desenvolvimento associativo, de par com a democratização da vida social, cultural, económica e até eclesial, os Movimentos da Acção Católica perderam expressão e tornaram-se "difíceis" para os cristãos e para a própria Hierarquia.
É indiscutível, contudo, que a acção evangelizadora e a formação dos militantes da ACR, hoje em dia, traduzem amplamente o espírito e a doutrina do Concílio Vaticano II

Qual pensa ser o papel da ACR nos dias de hoje?
A ACR tem de se manter fiel à sua vocação e missão de Movimento de Leigos no mundo, porque essa é a sua essência.
Mas o nosso mundo muda/mudou muito depressa e as pessoas estão demasiado cheias de si, de coisas materiais e culturais, e de ideias que o mundo lhes incute e, por isso, menos disponíveis para Movimentos "difíceis" como o é a ACR.
Adaptando a formação e a ação ao modo eclesial e social de hoje, o Movimento continua a ser e é, na atualidade, fundamental, como o foi no passado, para a Nova Evangelização das pessoas e dos ambientes

http://mundo-rural.webnode.pt/entrevistas/
http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/14549/1/Disserta%C3%A7%C3%A3o_Joana%20Veigas_MIT_2014.pdf

Histórias de Acção Católica

Relatos de um compromisso na primeira pessoa em destaque na Ecclesia Rádio

A ECCLESIA Rádio vem apresentando histórias de envolvimento e dedicação nas dinâmicas dos Movimentos da Acção Católica, que comemora 75 anos de vida no nosso país, tempo em que, como lembrou a Conferência Epsicopal Portuguesa, ajudaram a formar muitos leigos “que tiveram um papel assinalável nos mais diversos sectores da sociedade portuguesa, desde a política à economia, do ensino, às profissões liberais mais significativas”.


Para o Pe. Querubim Silva, assistente espiritual da Acção Católica Rural (ACR), admite que a metodologia do “Ver, Julgar, Agir” marca o seu quotidiano e afirma que o movimento “não é residual”.
“Estamos presentes, e com vida, em 14 dioceses”, assegura, destacando a importância da ACR para a “preservação de valores do meio rural” como a vizinhança ou a solidariedade.

(...)
Dália Nunes, também ela membro da direcção da ACR, chegou à Acção Católica por causa do sonho de ser “locutora”, acompanhando assim uma celebração de consagração de jovens. Das suas memórias destaca a primeira participação num encontro europeu, em 1965, “tudo o que aconteceu na viagem, de comboio” ou o dormir “em tendas com água lá dentro e lama nos pés”.

Desde 1961, Dália Nunes sente que a Acção Católica “faz parte da vida” e aplica a sua metodologia às situações que lhe surgem na vida profissional.
(...)

O ciclo de programas conclui-se esta Sexta-feira com o testemunho de Flausino Silva, da ACR, numa emissão que se inicia pelas 22h45, na Antena 1.

AE 13/11/2009
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/historias-de-accao-catolica/

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Património Religioso - Inventários da Paróquia de Santa Cruz

artigo de Hugo Cálão publicado na revista Albergue nº1 (2014)


http://pt.slideshare.net/arquivoaveiro/os-inventrios-da-parquia-de-santa-cruz-de-albergaria
artigo
consultar arquivo online


Hugo Cálão


Os inventários da Paróquia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha

1. Património Religioso: os Inventários da Paróquia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha Hugo Cálão

Em 2 de Outubro de 2009, após efectuarmos um trabalho do levantamento sobre iconografia de São Paulo na Diocese de Aveiro, onde para o qual localizámos três imagens de São Paulo do Arciprestado de Albergaria, questionámo-nos quanto à existência de anteriores inventários de móvel artístico e objectos de culto da Igreja Matriz de Albergaria-a-Velha e subsequentes capelas secundárias.

Sabíamos de antemão que, com a Lei de Separação Estado Igreja, de Abril de 1911, todas as paróquias foram arroladas, incluindo as do Arciprestado de Albergaria-a-Velha, podendo desta forma, como se verá, conhecer o património Paroquial existente para esta data. E para datas anteriores?

Assim sendo, dirigimo-nos em primeira instância à Igreja de Albergaria a Velha e ao Arquivo Municipal de Albergaria, contando encontrar as actas de Junta de Paróquia de Albergaria-a-Velha [As Juntas de Paróquia que, desde 1840 e até 1910, administravam os negócios e gestão de cada paróquia/freguesia (as escolas e consequente contratação de professores; os cemitérios; os recenseamentos), após instalação da República a 5 de Outubro de 1910, foram dissolvidas e, pela Lei de 20 de Abril de 1911, foram instaladas novas Juntas de Administração Paroquial, que se tornariam a génese das actuais Juntas de Freguesia] ou outra documentação correspondentes ao seu período de funcionamento.

Nada encontrámos... embora nos fosse apontada a pista de que deveríamos averiguar na respectiva Junta de Freguesia. Ainda no Arquivo Municipal, pedindo para verificar o livro das actas da Câmara Municipal correspondente a esta cronologia, verificámos existir um hiato nas respectivas actas de Câmara Municipal para os anos 10 e 11 de 1900.

Dirigimo-nos, seguidamente, à Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha, contando que a documentação em causa, ainda estivesse à guarda daquela instituição. Acedendo ao nosso propósito o presidente de Junta de Freguesia de Albergaria confirmou as nossas suspeitas, e constatámos que parte do fundo documental da Paróquia de Albergaria-a-Velha se encontrava localizado na Junta de Freguesia de Albergaria.

Verificámos, não só existirem os competentes livros de actas da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha (desde a sua constituição - 1910) como também a documentação da anterior Junta de Paróquia, desde 1840, com os livros de actas correspondentes, três livros de receita e despesa [Estes registos de receita e despesa da Paróquia de Albergaria-a-Velha (1863-1885, 1882-1910 e 1885-1924) são de extrema importância para o conhecimento de aquisição de peças artísticas e autoria de esculturas, ourivesaria, metais, cerâmica, sinos assim como de empreitadas de obras e conservação dos edifícios, existentes para a cronologia em questão], um livro de inventário móvel e ainda um tombo de propriedades de gestão, divisão e arrematação de terrenos de baldios [4 livros: Mapa dos aleiramentos da partilha de baldios da Junta de Paróquia de Albergaria-a-Velha, 1880; Matriz para lançamento do foro das leiras do baldio de Albergaria-a-Velha, 1881-1890 (regista nº de leira, nome dos foreiros, residência, situação da leira e pagamento do foro); Tombo do foral da Junta de Paróquia dos baldios de Albergaria-a-Velha, 1886; e Matriz para o aleiramento Paroquial de Albergaria-a-Velha, 1886-1887] da freguesia de Albergaria.

Localizámos também nesta visita à Junta de Freguesia um Tombo do Real Hospital de Albergaria-a-Velha de 1790, respeitante à primitiva albergaria e Hospital, contendo inventário móvel do respectivo Hospital, e registo propriedades e legados. Ainda sem catalogação, prevenimos que urge salvaguardar e tratar este importante património documental. Foi com este percurso que localizámos o livro que será o início cronológico do nosso objecto de estudo, o Livro de inventários móveis da Matriz e capelas da Paróquia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha (1856-1892).

A este, aditaremos uma leitura dos inventários realizados posteriormente efectuados pela Comissão Jurisdicional dos Bens Cultuais, que arrolou todas as Igrejas e capelas de Albergaria-a-Velha por ocasião da Lei de Separação do Estado da Igreja, em 1911, acção estendida a todo o território nacional. Esta documentação reveste-se de extrema importância no estudo dos respectivos espólios artísticos à guarda da Paróquia de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha, que, pela sua cronologia, 1856/1892, nos informa do conjunto de peças anteriores à segunda metade do século XIX, permitindo-nos uma datação e conhecimento do mesmo, aferindo desta forma a sua autenticidade e historicidade.

(link)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Património Religioso

Concelho de Albergaria-a-Velha

1.Albergaria-a-Velha (Santa Cruz)

-Inventário: Igreja Matriz de Albergaria; Capela de São Sebastião; Capela de Santa Cruz; Capela do Espírito Santo; Capela de São Gonçalo do Sobreiro; Capela de São Marcos; Capela das Frias; Capela de São José de Assilhó. 1911-07-20. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/001)

-Cedência de terreno do passal de Albergaria-a-Velha para um matadouro. 1911-11-28 a 1914-08-24. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/017)

- Livro de Conta Corrente com a Comissão Concelhia (1911-1922). Ofícios, correspondência e documentos relativos à administração da Comissão. Receita e Despesa da Corporação Cultual do concelho e freguesia de Albergaria-a-Velha. Concelho de Albergaria-a-Velha. 1923-10-16 a 1937-07-02. (Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha)

-Lista dos cidadãos para a comissão concelhia de Albergaria-a-Velha; cópia da acta de instalação e primeira sessão da dita comissão; cópia da acta da sessão extraordinária da Junta de Paróquia de Alquerubim; Proc. 2199: Sobre o pagamento das dívidas à Confraria de Nossa Senhora do Rosário, da freguesia de Branca; Proc. 3131: Pedido de exoneração de membros da comissão concelhia de Albergaria-a-Velha; Proc. 1432: Pedido de reparação da capela da freguesia de Alquerubim pelos seus habitantes; Proc. 1848: Sobre o pagamento dos débitos à Confraria de Nossa Senhora do Rosário, da freguesia de Branca; Proc. 6343: Instalação da comissão concelhia de Albergaria-a-Velha e nomes dos indivíduos que a constituem. 1911-10-12 a 1919-11-14 (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/019)

-Aposentação do pároco da freguesia de Albergaria-a-Velha, Júlio Pires Álvares Mourão. 1923-06-20 a 1923-12-13 (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/002)

-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Albergaria-a-Velha. 1928-07-04 a 1930-07-25 (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/005)

2.Alquerubim (Santa Marinha)

- Inventário: Igreja de Alquerubim; Capela de Santa Marta; Capela de São Pedro; Capela de São Luís; Capela de Santo Estêvão; Capela de São Pedro o Velho; Capela de Nossa Senhora das Dores. 1911-08-23 a 1943-01-08(ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/002)

-Autorização para aplicação de um legado à reconstrução da Igreja de Alquerubim. 1912-04-25 a 1914-09-12. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/011)

-Entrega à Fábrica da Igreja Paroquial da freguesia de Alquerubim sustida por despacho do Ministro das Finanças, de 11-07-1944. 1942-07-24 a 1955-03-07. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/020)
-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Alquerubim. 1934-06-10 a 1935-09-14. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/006)

-Venda ilegal de vários objectos do culto pertencentes à Igreja Matriz da Freguesia de Alquerubim feita pela respectiva Junta de Freguesia. 1932-07-02 a 1934-07-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/016)

3.Angeja (Virgem das Neves)

-Inventário: Igreja de Angeja; Capela de São Gregório; Capela do Espírito Santo; Confraria de São Sebastião; Confraria de Santo António; Confraria do Senhor Jesus; Confraria de São Miguel; Capela de São Sebastião; Capela de Nossa Senhora das Neves. 1911-08-25 a 1931-07-10 (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/003)

-Aposentação do pároco da freguesia de Angeja, Manuel de Bastos Pereira. 1926-01-30 a 1926-06-09. (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/001)

-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Angeja. 1930-05-08 a 1935-12-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/008)

4.Branca (São Vicente)

-Inventário: Igreja da Branca; Capela de Santa Luzia; Capela de Santana; Capela da Senhora da Alegria; Capela de São Julião; Capela de São Marcos; Confraria da Nossa Senhora do Rosário. 1911-08-29 a 1914-03-30. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/004)

-Cedência à Junta de Freguesia de Branca de uma terra denominada a Seara, sita na referida freguesia, para alargamento do cemitério. 1927-12-08 a 1939-02-08. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/013)

-Arrolamento de bens e entrega dos mesmos à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Branca. 1927-01-24 a 1931-01-17. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/009)

5.Frossos (São Paio)

-Inventário: Igreja de Frossos; Confraria da Senhora do Rosário; Confraria do Espírito Santo; Confraria de São Paio; Confraria de Santo António; Confraria de São Sebastião. 1911-08-15. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/005)

-Cedência da Capela de Sampaio de Frossos, Albergaria-a-Velha. 1912-09-22 a 1913-02-18. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/CEDEN/002)

-Pedido de dispensa do exercício das funções de serventuário da Igreja de Frossos. 1937-01-25 a 1937-05-06. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/004)

-Entrega de bens ao abrigo do Decreto-Lei nº 30615, freguesia de Frossos. 1927-07-17 a 1930-07-26. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/003)

6.Ribeira das Fráguas (São Tiago)

-Denúncia apresentada contra os moradores da freguesia de Ribeira de Fráguas, que construindo uma capela sob a invocação de São Sebastião, e para se livrarem de pagar licença, pediram a um religioso da Ordem terceira de São Francisco para aí dizer missa sem terem autorização e sem o altar ser benzido. 1690-12-02 (
AUC, Cabido de Coimbra, Instituições pias, cx XVII, doc. 19).

-Reparação das capelas da freguesia de são Tiago de Ribeira de Fráguas, em especial da capela de Nossa Senhora da Lourosa, do lugar do Carvalhal, conforme foi determinado pelos visitadores. 1766-01-07 (
AUC, Cabido de Coimbra, Instituições pias, cx XVII, doc. 20). 

-Inventário: Igreja Matriz de Ribeira de Fráguas; Capela da Senhora Dolorosa; Capela de São Bartolomeu; Capela de Vilarinho de São Roque; Capela de Santana. 1911-08-09. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/006) 

-Reclamação da residência e terreno anexo (já incorporados na Fazenda Nacional e vendidos) pela Junta de Freguesia de Ribeira de Fráguas. 1916-09-16 a 1916-12-23. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/012)

-Processo de investigação administrativa sobre factos atribuídos ao padre Adelino de Almeida Paiva, pároco da freguesia de Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro. Foi acusado de dizer que o «Estado não pode vender as residências paroquiais e que todo aquele que as compre fica excomungado. E, a tal ponto é poderosa a sua sugestão sobre o ânimo do povo que o escuta que apenas a residência paroquial de Ribeira de Fráguas foi arrematada logo sofreu um atentado pela dinamite! 1917-03-15 a 1917-04-10. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/PROCD/001)

-Aposentação do pároco da freguesia de Ribeira de Fráguas, Adelino de Almeida Paiva. 1927-01-20 a 1927-05-05. (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/004)

-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Ribeira de Fráguas (Santiago). 1928-07-05 a 1930-07-26. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/007)

7.São João de Loure (São João Baptista)

- Inventário: Igreja de São João de Loure; Capela de São Silvestre; Capela de Santana; Capela de São Miguel; Capela de São Bartolomeu. 1911-08-20 a 1939-06-25. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/007)

- Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de São João de Loure. 1928-07-04 a 1930-07-25. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/001)

-Cedência das salas do presbitério para sessões e arquivo da Junta de Paróquia de São João de Soure. 1916-04-08 a 1922-01-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/CEDEN/001)

- Processo para concessão de pensão provisória nos termos da lei de 17 de Agosto de 1911 ao padre António Soares de Almeida, pároco da freguesia de São João de Loure. 1911-10-31 a 1911-11-09. (ACMF/Arquivo/CNPE/AVE/ALB/PENEC/001)

-Arrolamento de diversos bens existentes na freguesia de Loure (São João). 1928-08-16 a 1939-07-03. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/015)

-Entrega de bens ao abrigo do Decreto-Lei nº 30615, freguesia de São João de Loure. 1942-03-27 a 1943-08-04. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/002)

8.Vale Maior (Santa Eulália)


-Entrega de bens ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Vale Maior. 1927-06-17 a 1940-06-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/010)

-Aposentação do pároco da freguesia de Vale Maior (bispado do Porto), Augusto da Silva Santiago. 1920-07-30 a 1921-09-24. (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/003)

-Arrolamento de diversos bens existentes na freguesia de Vale Maior. 1928-08-15 a 1939-07-04. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/014)



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Pároquia de Nossa Senhora das Neves de Angeja,

O padre Querubim Silva, diretor do Colégio Nossa Senhora da Apresentação de Calvão e atual pároco em Angeja, será nomeado pároco da paróquia de Soza.

http://www.oponto.net/index.php/local-categorias/rota-do-ponto/item/4730-querubim-silva-nomeado-para-a-paroquia-de-soza

NOMEAÇÕES

1. INTRODUÇÃO

 A morte inesperada do Padre Fernando Manuel Teixeira Pinto e o regresso a Benguela, sua Diocese de origem, do Padre Tiago Kassoma exigem que sejam dados às paróquias, que generosamente serviram, novos párocos que as possam servir pastoralmente.

Agradeço a Deus a dedicação sentida e a generosidade encontrada nos presbíteros e diáconos que asseguraram este tempo de transição e nos que assumem, a partir de agora, este acrescido serviço pastoral, sabendo que o fazem sem em nada aliviar tantos outros múnus pastorais que lhes estão confiados.

Esta permanente disponibilidade para a missão constitui um sentir fraterno de comunhão e corresponsabilidade dos diáconos e presbíteros com o bispo diocesano e revelam que para lá do imperativo duma consistente organização eclesial está presente e actuante em cada um de nós “o sonho missionário de chegar a todos” porque aí “opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica”, como nos lembra o Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (EG 30 e 31).

A Missão Jubilar que vivemos e os dinamismos pastorais que em nós despertou veio revelar-nos que há entre nós, na vida da Igreja e na sua acção pastoral, um manancial extraordinário de graça que urge descobrir e de generosidade que importa valorizar e me incumbe agradecer.

Neste espírito de corresponsabilidade e de gratidão;

 HEI POR BEM NOMEAR:

1.     P.e Querubim José Pereira da Silva, Pároco de S. Miguel de Soza, no Arciprestado de Vagos.

2.     P.e Manuel António Carvalhais, Pároco de Santo António de Vagos, no Arciprestado de Vagos.

3.     P.e Manuel Martins Simões de Melo, Pároco de S. Tomé de Paredes do Bairro, no Arciprestado de Anadia.

4.     P.e João Carlos de Almeida Carvalho, Pároco de Nossa Senhora da Assunção de Ancas, no Arciprestado de Anadia.

5.     P.e Leonardo António Pawlak, Pároco de Nossa Senhora das Neves de Angeja, no Arciprestado de Albergaria-a-Velha.

6.     Diácono Manuel Benjamim de Oliveira Simões, Colaborador do Pároco de S. Miguel de Soza, no Arciprestado de Vagos.

7.     Diácono Dario da Rocha Martins, Colaborador do Pároco de Santo António de Vagos, no Arciprestado de Vagos.

8.     Diácono Afonso Dinis Dias, Colaborador do Pároco de Nossa Senhora da Assunção de Ancas, no Arciprestado de Anadia.

Aveiro, 3 de Janeiro de 2014.

António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro

http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=9302

segunda-feira, 25 de março de 2013

Exposição de arte sacra

A diocese de Aveiro, a celebrar 75 anos da sua restauração como diocese, promove uma exposição de arte sacra no museu de Aveiro, que conta com a participação das 101 paróquias que constituem esta igreja particular.

Em parceria com o museu de Aveiro, a diocese promove assim um espaço que, para além de dinamizar o diálogo com o mundo e a sociedade em que está inserida, é ao mesmo “partilha de um tesouro sem esquecer nunca que a arte transporta em si um ministério profético”. Queremos ao mesmo tempo despertar as comunidades cristãs para o valor do património de que são possuidoras e sensibilizar para a correta conservação e preservação deste valioso património, resultante do património imaterial que é a fé e culto cristão.

Durante a exposição, aberta ao público de 20 de Janeiro a 7 de Abril de 2013 no horário normal de funcionamento do museu de Aveiro com entrada gratuita

A exposição que tem peças das 101 paróquias da diocese está patente, no Museu de Aveiro, de 20 de Janeiro até 7 de Abril, das 10h às 17h30, de terça a domingo. O catálogo que inclui fotografia e legenda de todas as peças está à venda por 12 euros.

http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=3575

sábado, 23 de março de 2013

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Arte Cristã em Albergaria-a-Velha

Alunos e professores da Escola Secundária de Albergaria-a-Velha criaram uma página da Internet com a "Arte Cristã em Albergaria-a-Velha". No sítio podemos ver as fachadas e por vezes o interior de quase todas as igrejas e capelas e ler algumas notas sobre os templos, os seus padroeiros e outros aspetos históricos.

A página é coordenada pelo professor Luís Silva, que leciona Educação Moral e Religiosa Católica na Secundária de Albergaria. Encontra-se em http://luismanue2.wix.com/arte_crista.

Correio do Vouga,  14/06/2012

Pesquisa e catalogação do património religioso da região

Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, professor de EMRC e um grupo de Alunos elaborou um trabalho de pesquisa e catalogação do património religioso da região. Apresenta-se num site com notas informais, fotografias, dados histórico, sociais, Capelas, Igrejas e suas dedicatórias.

No nosso agrupamento, estamos, neste período, a lecionar a unidade sobre «arte cristã». Nesse contexto, estamos a construir com os alunos um site em que recolhemos fotos e dados sobre as capelas e igrejas do arciprestado. Vejam no nosso site: http://luismanue2.wix.com/arte_crista

Ao divulgar esta ideia, pretendemos contribuir com uma sugestão para a forma como pode ser lecionada esta unidade: os alunos estão entusiasmados com a recolha de fotos e estão, muitos deles, a conhecer o respetivo pároco, com quem devem falar para pedir autorização para recolher as fotos.

Abraço Luís Silva, Isabel Santos e Mónica Pires.

(via - http://emrc-vida.blogspot.pt/2012/06/emrc-agrupamento-de-escolas-de.html)

Educris - centro de recursos

blogs AEAAV

sexta-feira, 13 de julho de 2012

S. Vicente da Branca


Paróquia S. Vicente da Branca

São Vicente - Padroeiro da freguesia da Branca

 http://viavicentius.blogspot.com/2008/06/recorrido-iconogrfico-por-el-mundo-de.html

umas das várias imagens do livro "Inventário Artístico de Portugal" Distrito de Aveiro - Zona Sul (A. Nogueira Gonçalves) - Academia Nacional de Belas-Artes, 1959

Padre António Nogueira Gonçalves


sexta-feira, 30 de março de 2012

http://arquivosparoquiaisaveiro.blogspot.pt


No blog Arquivos Paroquiais da Diocese de Aveiro está a ser feito um repositório virtual dos fundos de arquivo e livro antigo à guarda das 101 Paróquias da Diocese de Aveiro.

Aproveitamos para copiar os dados referentes ao nosso concelho:

1.Albergaria-a-Velha (Santa Cruz)


-Inventário: Igreja Matriz de Albergaria; Capela de São Sebastião; Capela de Santa Cruz; Capela do Espírito Santo; Capela de São Gonçalo do Sobreiro; Capela de São Marcos; Capela das Frias; Capela de São José de Assilhó. 1911-07-20. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/001)

-Cedência de terreno do passal de Albergaria-a-Velha para um matadouro. 1911-11-28 a 1914-08-24. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/017)

- Livro de Conta Corrente com a Comissão Concelhia (1911-1922). Ofícios, correspondência e documentos relativos à administração da Comissão. Receita e Despesa da Corporação Cultual do concelho e freguesia de Albergaria-a-Velha. Concelho de Albergaria-a-Velha. 1923-10-16 a 1937-07-02.

-Lista dos cidadãos para a comissão concelhia de Albergaria-a-Velha; cópia da acta de instalação e primeira sessão da dita comissão; cópia da acta da sessão extraordinária da Junta de Paróquia de Alquerubim; Proc. 2199: Sobre o pagamento das dívidas à Confraria de Nossa Senhora do Rosário, da freguesia de Branca; Proc. 3131: Pedido de exoneração de membros da comissão concelhia de Albergaria-a-Velha; Proc. 1432: Pedido de reparação da capela da freguesia de Alquerubim pelos seus habitantes; Proc. 1848: Sobre o pagamento dos débitos à Confraria de Nossa Senhora do Rosário, da freguesia de Branca; Proc. 6343: Instalação da comissão concelhia de Albergaria-a-Velha e nomes dos indivíduos que a constituem. 1911-10-12 a 1919-11-14 (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/019)

-Aposentação do pároco da freguesia de Albergaria-a-Velha, Júlio Pires Álvares Mourão. 1923-06-20 a 1923-12-13 (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/002)

-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Albergaria-a-Velha. 1928-07-04 a 1930-07-25 (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/005)


2.Alquerubim (Santa Marinha)

- Inventário: Igreja de Alquerubim; Capela de Santa Marta; Capela de São Pedro; Capela de São Luís; Capela de Santo Estêvão; Capela de São Pedro o Velho; Capela de Nossa Senhora das Dores. 1911-08-23 a 1943-01-08(ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/002)

-Autorização para aplicação de um legado à reconstrução da Igreja de Alquerubim. 1912-04-25 a 1914-09-12. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/011)

-Entrega à Fábrica da Igreja Paroquial da freguesia de Alquerubim sustida por despacho do Ministro das Finanças, de 11-07-1944. 1942-07-24 a 1955-03-07. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/020)

-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Alquerubim. 1934-06-10 a 1935-09-14. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/006)

-Venda ilegal de vários objectos do culto pertencentes à Igreja Matriz da Freguesia de Alquerubim feita pela respectiva Junta de Freguesia. 1932-07-02 a 1934-07-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/016)


3.Angeja (Virgem das Neves)

-Inventário: Igreja de Angeja; Capela de São Gregório; Capela do Espírito Santo; Confraria de São Sebastião; Confraria de Santo António; Confraria do Senhor Jesus; Confraria de São Miguel; Capela de São Sebastião; Capela de Nossa Senhora das Neves. 1911-08-25 a 1931-07-10 (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/003)

-Aposentação do pároco da freguesia de Angeja, Manuel de Bastos Pereira. 1926-01-30 a 1926-06-09. (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/001)

-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Angeja. 1930-05-08 a 1935-12-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/008)

4.Branca (São Vicente)

-Inventário: Igreja da Branca; Capela de Santa Luzia; Capela de Santana; Capela da Senhora da Alegria; Capela de São Julião; Capela de São Marcos; Confraria da Nossa Senhora do Rosário. 1911-08-29 a 1914-03-30. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/004)

-Cedência à Junta de Freguesia de Branca de uma terra denominada a Seara, sita na referida freguesia, para alargamento do cemitério. 1927-12-08 a 1939-02-08. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/013)

-Arrolamento de bens e entrega dos mesmos à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Branca. 1927-01-24 a 1931-01-17. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/009)

5.Frossos (São Paio)

-Inventário: Igreja de Frossos; Confraria da Senhora do Rosário; Confraria do Espírito Santo; Confraria de São Paio; Confraria de Santo António; Confraria de São Sebastião. 1911-08-15. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/005)

-Cedência da Capela de Sampaio de Frossos, Albergaria-a-Velha. 1912-09-22 a 1913-02-18. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/CEDEN/002)

-Pedido de dispensa do exercício das funções de serventuário da Igreja de Frossos. 1937-01-25 a 1937-05-06. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/004)

-Entrega de bens ao abrigo do Decreto-Lei nº 30615, freguesia de Frossos. 1927-07-17 a 1930-07-26. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/003)

6.Ribeira das Fráguas (São Tiago)

-Denúncia apresentada contra os moradores da freguesia de Ribeira de Fráguas, que construindo uma capela sob a invocação de São Sebastião, e para se livrarem de pagar licença, pediram a um religioso da Ordem terceira de São Francisco para aí dizer missa sem terem autorização e sem o altar ser benzido. 1690-12-02 (AUC - Cx XVII, doc. 19).

-Reparação das capelas da freguesia de são Tiago de Ribeira de Fráguas, em especial da capela de Nossa Senhora da Lourosa, do lugar do Carvalhal, conforme foi determinado pelos visitadores. 1766-01-07 (AUC - Cx XVII, doc. 20).

-Inventário: Igreja Matriz de Ribeira de Fráguas; Capela da Senhora Dolorosa; Capela de São Bartolomeu; Capela de Vilarinho de São Roque; Capela de Santana. 1911-08-09. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/006)

-Reclamação da residência e terreno anexo (já incorporados na Fazenda Nacional e vendidos) pela Junta de Freguesia de Ribeira de Fráguas. 1916-09-16 a 1916-12-23. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/012)

-Processo de investigação administrativa sobre factos atribuídos ao padre Adelino de Almeida Paiva, pároco da freguesia de Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro. Foi acusado de dizer que o «Estado não pode vender as residências paroquiais e que todo aquele que as compre fica excomungado. E, a tal ponto é poderosa a sua sugestão sobre o ânimo do povo que o escuta que apenas a residência paroquial de Ribeira de Fráguas foi arrematada logo sofreu um atentado pela dinamite! 1917-03-15 a 1917-04-10. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/PROCD/001)

-Aposentação do pároco da freguesia de Ribeira de Fráguas, Adelino de Almeida Paiva. 1927-01-20 a 1927-05-05. (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/004)

-Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Ribeira de Fráguas (Santiago). 1928-07-05 a 1930-07-26. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/007)

7.São João de Loure (São João Baptista)

- Inventário: Igreja de São João de Loure; Capela de São Silvestre; Capela de Santana; Capela de São Miguel; Capela de São Bartolomeu. 1911-08-20 a 1939-06-25. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/007)

- Entrega de bens à corporação encarregada do culto, ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de São João de Loure. 1928-07-04 a 1930-07-25. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/001)

-Cedência das salas do presbitério para sessões e arquivo da Junta de Paróquia de São João de Soure. 1916-04-08 a 1922-01-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/CEDEN/001)

- Processo para concessão de pensão provisória nos termos da lei de 17 de Agosto de 1911 ao padre António Soares de Almeida, pároco da freguesia de São João de Loure. 1911-10-31 a 1911-11-09. (ACMF/Arquivo/CNPE/AVE/ALB/PENEC/001)

-Arrolamento de diversos bens existentes na freguesia de Loure (São João). 1928-08-16 a 1939-07-03. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/015)

-Entrega de bens ao abrigo do Decreto-Lei nº 30615, freguesia de São João de Loure. 1942-03-27 a 1943-08-04. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/002)

8.Vale Maior (Santa Eulália)


-Igreja Matriz de Vale Maior; Capela de Vila Nova; Capela de Rendo; Capela de Monquim; Capela de Assores; Capela de Santo António; Capela do Senhor dos Passos. 1911-08-02 a 1939-06-25. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ARROL/008)

-Entrega de bens ao abrigo do Decreto nº 11887, freguesia de Vale Maior. 1927-06-17 a 1940-06-21. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/010)

-Aposentação do pároco da freguesia de Vale Maior (bispado do Porto), Augusto da Silva Santiago. 1920-07-30 a 1921-09-24. (ACMF/Arquivo/DGJC/AVE/ALB/APECL/003)

-Arrolamento de diversos bens existentes na freguesia de Vale Maior. 1928-08-15 a 1939-07-04. (ACMF/Arquivo/CJBC/AVE/ALB/ADMIN/014)

Estes e outros dados em APDA

quinta-feira, 22 de março de 2012

Os Padres Aredes

O apelido “AREDE” aparece no Distrito de Aveiro em meados do século XVI, e em Cucujães em 1864.

Como biógrafo do Abade João Domingos de Arede e no meu afã de conhecer seu passado, deparei-me com milhares de seus “parentes genealógicos” e destes, inúmeros elementos do clero e daí nasce este artigo que de maneira sucinta dá conta da passagem de 4 padres “Aredes” por esta região do Caima onde Cucujães se insere.

Comecemos pela Vila de Albergaria-a-Velha, onde a partir do ano de 1771 começou a paroquiar na igreja de Stª Cruz o Padre, Manuel Fernandes Arede, natural da Serra de Baixo, Castanheira do Vouga. Este padre teve uma longa vida eclesiástica de 60 anos pois o seu último registo nos livros paroquiais de Albergaria-a-Velha data do ano de 1831.

Teve este Pª Manuel Fernandes Arede a ingrata tarefa de registar os óbitos de 13 albergarienses mortos pelas invasores franceses, comandados pelo marechal Soult , entre os dias 11 e 17 de Abril de 1809.

Sucedeu-lhe na paróquia o seu sobrinho, o Padre José Fernandes de Arede, que aí se manteve até ao ano de 1860.

História de Cucujães - Valter Santos (Os padres AREDES na região do Caima) - extracto

ler texto completo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Festas em Honra de Nossa Senhora do Socorro


11h00
Festas em Honra de Nossa Senhora do Socorro

Monte da Senhora do Socorro

A popular romagem continua a atrair centenas de fiéis a um dos locais mais bonitos do Município. A celebração eucarística, seguida de procissão, realiza-se de manhã, sendo a oração do Terço à tarde. Pelo meio há a actuação de bandas e, no feriado municipal, os célebres piqueniques irão ocupar o recinto num ambiente de verdadeira festa.

Agenda

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Clero Diocesano


CLERO DIOCESANO EM 2003

Após o nome do presbítero ou do diácono, anotam-se as datas completas do nascimento e da ordenação (dia, mês e ano).

1. - Presbíteros residentes na Diocese:

--Cirne, Manuel Joaquim Tavares - (08-11-1926; 29-06-1951) - Vd. Casa Diocesana de Nossa Senhora do Socorro.

--Costa, Valdemar Magalhães Alves da - (24-09-1931; 01-07-1956) - Vd. Branca (Albergaria-a-Velha).

--Melo, Francisco José Rodrigues de - (03-05-1968; 10-01-1993) - Vd. Vale Maior (Albergaria-a-Velha).

--Oliveira, Fausto Araújo de - (23-09-1946; 15-07-1979) - Vd. Albergaria-a-Velha.

--Oliveira, Rogério António da Cruz - (17-11-1961; 10-05-1987) - Vd. São João de Loure (Albergaria-a-Velha).

--Silva, Querubim José Pereira da (dr.) - (19-12-1946; 21-12-1969) - Vd. Angeja (Albergaria-a-Velha).

--Sobral, Alberto Nestor Camões Rodrigues - (27-06-1948; 08-12-1972) - Vd. Residência Sacerdotal.

2. - Presbíteros residentes noutras Dioceses:

(...)

3. – Diácono a caminho do Presbiterado:

Silva, António Carlos Marques da - (12-06-1968; 06-11-1999) - Casa Paroquial - Souto - 3850-588 - Branca ALB. Colaborador do Pároco da Branca.

4. - Diáconos Permanentes:

Pereira, Joaquim Marques - (12-09-1937; 11-07-1999) - Mouquim - 3850-828 Vale Maior. Colaborador do Pároco de Vale Maior e da Ribeira de Fráguas; Colaborador na Pastoral Sócio-Caritativa, no Arciprestado de Albergaria-a-Velha.

[. - Presbíteros nascidos no concelho:]

Dias, Manuel Marques - (15-12-1928; 29-06-1954) - Vd. Cacia (Aveiro).

Marques, Manuel Armando Rodrigues - (06-10-1941; 25-07-1965) - Vd. Aguada de Baixo (Águeda).

Tavares, Manuel Dinis Marques - (13-03-1971; 08-12-1997) - Vd. Avelãs de Cima (Anadia).

informação retirada
http://www.ecclesia.pt/aveiro/clero.htm
Data: 19:39:56 - 3 Janeiro, 2004

imagem

terça-feira, 29 de março de 2011

Exposição de fotografias

Está é uma das fotografias presentes na exposição que tem estado patente no Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha. A (antiga) Igreja Matriz de Ribeira de Fráguas ardeu em 1953 e várias das fotografias estão relacionadas com esse local e com esse acontecimento.

Nesta imagem pode-se ver a cerimónia da Primeira Comunhão realizada após o incêndio.

Na verdade, o acontecimento mais marcante que os autores [do livro "Ribeira de Fráguas - a sua História"] identificaram, quer pela impressão que deixou nos habitantes, quer pela mobilização popular que desencadeou, foi o incêndio da antiga Igreja Paroquial, em 1953.

Numa época em que os recursos não abundavam, o pároco da altura, Padre Raúl, foi incansável na angariação de fundos para a construção de uma nova igreja, tendo mesmo instituído o “Cortejo da Telha”, em que cada pessoa contribuía com uma telha para a cobertura do templo. CMA


(fotografias da exposição apresentada anteriormente na antiga Igreja Matriz)

1 - Padre Raul na Torreira, década de 1970.
2 - Memoria do Largo da Capela de Sta. Ana em Telhadela, 1990.
3 - Adro da antiga Igreja Matriz.
4 - Visita do Bispo D. João Evangelista Lima Vidal (frente ao cemitério).
5 - Pia Baptismal na antiga Igreja Matriz.
6 - Nova Igreja Matriz em construção, 1963.
7 - 25º aniversário de sacerdócio do Padre Raul, 1958.
8 - Nevão, década de 1960.
9 - Cortejo na Ribeira, 1942.
10 - Escola Masculina - lugar do Campo - década de 1940/1950.
11 - Coreto na Festa de Santa Ana - 1972.
12 - Procissão lugar do Campo, década de 1940.
13 - Cortejo para Igreja Matriz - lugar do Campo - década de 1960.
14 - Construção ponte do Souto - Rio Pequeno, Telhadela, 1957.
15 - Adro da capela de S. Roque, Vilarinho (memória).
16 - Família de Eduardo Marques de Campos (Aldeia) - cerca de 1900.
17 - Taberna do Ti Abrãao - início da década de 1970.
18 - Altar-Mor da Capela de Santa Ana, década de 1950.
19 - Inauguração da Escola do Centenário, 1953.
20 - Visita do Bispo Manuel Almeida Trindade - 1985.
21 - Construção da ponte do Pinto, sobre o rio Caima, Telhadela, 1927.
22 - Raparigas da Acção Católica, década de 1940.
23 - Antigo açude na Talisca e ruínas do extinto engenho do linho.
24 - Escola do Meio (lugar do Campo), década de 1950.
25 - Casamento na Igreja Matriz após o incêndio - 1958.
26 - Santiago de Calcário, Séc. XV.
27 - Padre Raul à caça de Perdizes, 1951.
28 - Altar-mor antes do incêndio.
29 - Primeira Comunhão (após o incêndio).
30 - Estrada para Silva Escura (Lugar da Igreja) - anos 1940.
31 - Raparigas solteiras da Acção Católica, final década de 1940.
32 - Populares no Largo da Capela de Santa Ana em Telhadela, anos 1940.
33 - Arrincada do Linho sobre Palheiro da Quingosta.
34 - Ponte Férrea da Companhia da Mina de Telhadela.
35 - Família de Abel Coelho, Carvalhal, 1950.
36 - Família Caetano Castro.
37 - Vista da povoação em fins da década de 1960.
38 - Senhoras junto da antiga Residência Paroquial, anos 1960/70.
39 - Roçada de Mato, Vilarinho de S. Roque - 1965.
40 - Família de António Marques de Campos - década de 1920.
41 - Vista panorâmica (lugar da Igreja) - finais da década de 1940.
42 - Cruzadas, anos 1930 ou 1940.
43 - Cortejo de angariação de fundos para os Bombeiros - 1966.
44 - Usos e costumes - Lugar da Fonte, Vilarinho - década de 1940.
45 - Memória do lavadouro público (Lagos) - Foto Saraiva.
46 - Senhoras no Posto de Leite, década de 1940/60???.
47 - Família de Quingosta, Vilarinho de S. Bairro.
48 - Vista nascente lugar da Igreja, década de 1940.
49 - Malhada de centeio, lugar da Cavada, anos 1950.
50 - Juventude Agrária Católica à porta Antiga Igreja Matriz.
51 - Memória do interior da casa de António Domingues Pinto, actual Solar das Camélias
52 - Padre Raul e paroquianos.
53 - Populares na capela do Santo António da Mata, anos 40 do séc. XX.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Capela de N. S. do Socorro


Fachada da Capela de N. S. do Socorro, na primeira década do Séc. XX.
(livro "Imagens do Passado")
Blog sobre o Monte do Socorro http://montedosocorro.blogspot.com/

sábado, 6 de março de 2010

Ribeira de Fráguas - a sua história

Está agendada para as 21.00h do dia 13 de Março, na sede da Junta de Freguesia da Ribeira de Fráguas, a apresentação do livro "Ribeira de Fráguas - a sua História".

Edição patrocinada pelo Centro de Dia para Idosos da Ribeira de Fráguas - CEDIARA.

O mencionado estudo foi realizado pela Dra. Nélia Oliveira e Nuno Jesus, ambos com trabalhos publicados na área da micro-história, Branca e Telhadela, respectivamente.

Após vários anos de pesquisa, chegou o momento de apresentar aos cidadãos do concelho de Albergaria-a-Velha, e em particular da Ribeira de Fráguas, esta monografia, cuja viagem pelo tempo se inicia na Idade do Ferro, passando pela Idade Média, até ao presente.

A história factual da freguesia da Ribeira de Fráguas, é narrada por ordem cronológica [de 1100 até 2009], de forma a facilitar a sua compreensão ao mais abrangente número de leitores, pois este trabalho foi delineado com o propósito de ter uma função pedagógica, transversal às várias gerações existentes, dos avós aos netos. O registo fotográfico, não foi descurado, no livro estão registadas dezenas de fotos, quase todas inéditas, algumas remontam às primeiras décadas do século XX.

http://telhadela.blogs.sapo.pt/
(versão alternativa da capa)

Em termos sociais e de vida quotidiana, não há dúvida de que a vivência religiosa teve sempre um papel importante no dia-a-dia da comunidade. Na verdade, o acontecimento mais marcante que os autores identificaram, quer pela impressão que deixou nos habitantes, quer pela mobilização popular que desencadeou, foi o incêndio da antiga Igreja Paroquial, em 1953.

Numa época em que os recursos não abundavam, o pároco da altura, Padre Raúl, foi incansável na angariação de fundos para a construção de uma nova igreja, tendo mesmo instituído o “Cortejo da Telha”, em que cada pessoa contribuía com uma telha para a cobertura do templo.

CMA


O livro inclui um prefácio da autoria da Professora Maria Alegria Fernandes Marques.

Autores

Dra. Nélia Oliveira é autora do livro "Auranca", monografia sobre a freguesia da Branca, e do livro sobre o Cine-Teatro Alba.

Nuno Jesus é um entusiasta pela etnografia e História local. Foi um dos autores do livro sobre "Telhadela".

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Padre Querubim - novo Director do Colégio de Calvão


A doença inesperada e a morte prematura do Padre João Mónica da Rocha, Director do Colégio Diocesano de Nossa Senhora da Apresentação, de Calvão, vieram impor a necessidade e determinar a urgência de dar ao Colégio um novo Director que possa continuar, consolidar e desenvolver o prestigiado trabalho pedagógico e o excelente serviço pastoral realizados nesta instituição da Diocese. O mundo do ensino e da educação é um campo imenso onde a Igreja é chamada a servir com competência pedagógica, sentido profético e entrega generosa. Neste espírito que acompanha o Colégio Diocesano de Nossa Senhora da Apresentação desde a sua origem e consciente do sentir comum, manifestado por quantos dedicadamente ali trabalham ao serviço da juventude, das famílias e das comunidades da Diocese e das terras vizinhas;

HEI POR BEM NOMEAR:

Padre Dr. Querubim José Pereira da Silva, Director do Colégio Diocesano de Nossa Senhora da Apresentação, sendo dispensado, em ordem ao exercício desta nova missão, do múnus pastoral de Pároco in solidum e Moderador da Unidade Pastoral de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha, Santa Marinha de Alquerubim, S. Paio de Frossos, S. João Baptista de Loure, permanecendo Pároco de Nossa Senhora das Neves de Angeja e continuando com as demais responsabilidades diocesanas e nacionais que agora exerce.

Recordando na oração e na gratidão o Padre João Mónica da Rocha e agradecendo a disponibilidade manifestada pelo novo Director, agora nomeado, solicito a todos os alunos, funcionários e professores que com ele colaborem e trabalhem com o mesmo espírito e igual dedicação.

Aveiro, 7 de Outubro de 2009, Festa de Nossa Senhora do Rosário

+ António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro


Notas:

O P.e Dr. Querubim José Pereira da Silva tem 62 anos e foi ordenado padre em Dezembro de 1969. É pároco de Angeja (onde vai continuar) há mais de 25 anos. Em 2004 recebeu a Medalha de Grau Prata do município. Desde Setembro de 2004 é Director do jornal Correio do Vouga (orgão oficial da Diocese de Aveiro). É também responsável pelas EDIÇÕES TEMPO NOVO e director do ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro).