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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Património Classificado e em Vias de Classificação


Identificação e Regime do Património Classificado e em Vias de Classificação


1 - Consideram-se como Património Cultural os Imóveis Classificados ou em Vias de Classificação, identificados na Planta de Ordenamento - Património


1.1 - Bens imóveis classificados como de Interesse Público - I.I. P.:


1.1.1 - Mamoa de Açores, Decreto 67/97, de 31/12;


1.1.2 - Pelourinho de Angeja, Decreto 23122, de 11/10/1933;


1.1.3 - Pelourinho de Frossos, Decreto 23122, de 11/10/1933;


1.1.4 - Casa de Santo António - (Monumento de Interesse Público, M.I. P.), Portaria 144/2014, Diário da República, 2.ª série - N.º 37 - 21 de fevereiro.


1.2 - Bem imóvel classificado como Monumento de Interesse Municipal - M.I.M:


1.2.1 - Vila Francelina, publicação da classificação M.I.M. - Edital 106/2009 de 08/07/2009.


2 - Considera-se Património Natural, as 2 árvores centenárias classificadas como de Interesse Público; Plátano - vulgar (platanus acerifolia), em São João de Loure, Diário da República n.º 44, 2.ª série de 21 de fevereiro de 1995.


3 - Qualquer intervenção sobre Imóveis Classificados ou em Vias de Classificação ou inseridos nas respetivas zonas de proteção rege-se pelo disposto na legislação em vigor aplicável, tendo em conta os seguintes aspetos:


a) Nos bens imóveis classificados, de interesse público, qualquer intervenção ou obra, carece de autorização expressa e o acompanhamento do órgão competente da administração do património cultural;


b) O pedido de informação prévia, de licença ou a consulta prévia relativos a obras ou intervenções em bens imóveis classificados ou em vias de classificação, inclui obrigatoriamente um relatório prévio elaborado nos termos previstos na legislação em vigor neste âmbito;


c) Nas zonas de proteção de bens imóveis classificados ou em vias de classificação como de interesse público, as operações urbanísticas, admissão de comunicação prévia, previstas no regime jurídico da urbanização e edificação, carecem de prévio parecer favorável do órgão legalmente competente da administração do património cultural;


d) A alienação de bens imóveis classificados, ou localizados nas respetivas zonas de proteção, depende de prévia comunicação escrita ao serviço competente da administração do património cultural, para efeitos de instrução de procedimento de eventual exercício do direito de preferência.


4 - Os imóveis classificados como de interesse municipal não se encontram sujeitos a parecer da
DRCC - Direção Regional de Cultura do Centro, excetuando-se aqueles que se encontram inseridos em zonas de proteção de outros imóveis classificados.


5 - Os bens Imóveis Classificados e em Vias de Classificação e respetivas zonas de proteção encontram-se delimitados na Planta de Condicionantes - Outras Condicionantes à Urbanização e no Anexo II do presente Regulamento.


Zonas de Proteção dos Bens Imóveis Classificados e em Vias de Classificação
Identificadores das imagens e respetivos endereços do sítio do SNIT


(conforme o disposto no artigo 14.º da Portaria 245/2011)


34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_1.jpg
34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_3.jpg
34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_2.jpg
34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_4.jpg
34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_5.jpg
34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_6.jpg
34959 - http://ssaigt.dgterritorio.pt/i/Adaptações_ao_regulamento_34959_7.jpg


(PDM)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Inventário do Património Arquitectónico DGEMN (2002)

URL: http://www.monumentos.pt/webipa/navegar.asp?NIPA=0102&Nome=Albergaria+a+Velha   Data: 12:01:15 2 Fevereiro, 2002
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         
DGEMN - DIRECCAO GERAL DOS EDIFICIOS E MONUMENTOS NACIONAIS 

Inventário do Património Arquitectónico


Número IPA Designação Localização Acesso Protecção

--0102010004 Mamoa de Açores Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha EN. 1, Lug. de Açores
IIP, Dec. nº 67/97, DR 301 de 31 Dezembro 1997

--0102010005 Casa de Santo António Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha Albergaria-a-Velha, R. de Santo António, nº 22 a 32; Fl. 175
IIP, Desp. 12 Setembro 1997

--0102010006 Casa na estrada de Aveiro Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha  

--0102030002 Pelourinho de Angeja Aveiro, Albergaria-a-Velha, Angeja EN. 16, Lg. da República
IIP, Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933

--0102050003 Pelourinho de Frossos / Pelourinho de Froços Aveiro, Albergaria-a-Velha, Froços Lg. do Pelourinho
IIP, Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933
     


Casa na estrada de Aveiro

IPA  : Monumento
Nº IPA  : 0102010006
Designação  : Casa na estrada de Aveiro
Localização  : Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha
Acesso  :
Protecção  :
Enquadramento  : Urbano, no ângulo de ruas, adossada a casas de 1 e de 2 pisos.
Descrição  : Planta rectangular, volume único com cobertura em telhado de 4 águas. Edifício de 2 pisos com fachada principal, dividida em 2 panos por pilastras toscanas. Existência de 4 vãos em cada piso, tendo o 1º quatro portas simples de verga curva com cornija saliente que se ligam, três delas, às bacias das janelas de sacada do 2º piso; estas têm verga curva e guarda de grade em ferro; a outra janela é de avental, pouco desenvolvido, recortando-se a simular duas aletas opostas, ladeada por duas mísulas para suporte de floreiras. No pano da direita, abre-se amplo portão com verga recta encimada por cornija sobrepujada por aletas com volutas deitadas enquadrando pedra rectangular ao centro, já sem brasão; encimando-a foi colocada posteriormente uma pequena janela rectangular simples ao nível do 2º piso. A fachada lateral é flanqueada por pilastras idênticas, definindo dois panos: o primitivo, com 3 vãos em cada piso, e um acrescento lateral, à esquerda, com 2 janelas rectangulares simples, uma em cada piso; no 1º pano, três portas simples de verga curva, encimadas por janelas de peito também com verga curva, sendo a do meio com guarda peito de grade em ferro e as laterais de avental, pouco desenvolvido, recortando-se a simular duas aletas opostas, ambas enquadradas por duas mísulas para suporte de floreiras. Friso e cornija corrida com beirado saliente rematam ambas as fachadas.
Utilização Inicial  : Residencial
Utilização Actual  : Residencial, comercial (restaurante)
Propriedade  : Privada: pessoa singular
Afectação  : Sem afectação
Época Construção  : Séc. 18
Arquitecto/Construtor/Autor  : Desconhecido
Cronologia  : Séc. 18, finais - construção; séc. 19 / 20 - acrescentos laterais às fachadas com vãos rectangulares simples.
Tipologia  : Arquitectura civil privada, barroca. Palácio urbano barroco com planta rectangular num único volume.
Caracteristicas Particulares  : As fachadas E. e S. tiveram acrescentos laterais com vãos rectangulares simples. Fachadas de 2 pisos, flanqueadas por pilastras toscanas, vãos de verga curva, portas ao nível do 1º piso e janelas de sacada ou de avental, com recorte simulando aletas, ao nível do 2º; portão com verga recta encimada por cornija sobrepujada por aletas com volutas deitadas enquadrando pedra rectangular ao centro já sem brasão; mísulas para suporte de floreiras enquadrando as janelas de avental.
Dados Técnicos  : Paredes autoportantes
Materiais  : Granito (cantarias), telha marselha, ferro (guardas), madeira (caixilhos, alumínio (caixilhos do piso térreo)
Bibliografia  : GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro, Zona Sul, VI, Lisboa, 1959, p. 54.
Documentação Gráfica  : DGEMN: DSID
Documentação Fotográfica  : DGEMN: DSID
Documentação Administrativa  :
Intervenção Realizada  :
Observações  : Está situada no ângulo do entroncamento das antigas saídas de Albergaria-a-Velha para N. (Porto) e para O. (Aveiro).
Actualização  :
     
*

Mamoa de Açores

IPA  : Sítio
Nº IPA  : 0102010004
Designação  : Mamoa de Açores
Localização  : Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha
Acesso  : EN. 1, Lug. de Açores
Protecção  : IIP, Dec. nº 67/97, DR 301 de 31 Dezembro 1997
Enquadramento  : Rural. Envolvida por eucaliptal e tojo alto, em zona votada ao abandono e no vértice de pequeno tecido florestal entre a EN e caminho de terra batida que conduz à lixeira municipal.
Descrição  : Em Mamoa, ainda soterrada, sem qualquer intervenção arqueológica.
Utilização Inicial  : Funerária
Utilização Actual  :
Propriedade  : Privada: pessoa singular
Afectação  : Sem afectação
Época Construção  : Séc. 4 / 3 a. C. (conjectural)
Arquitecto/Construtor/Autor  : Não aplicável
Cronologia  :
Tipologia  : Arquitectura funerária, megalítica. A cultura megalítica situa-se em datas aproximadas entre o Séc. 4 e o Séc. 3 e mesmo 2 a. C.
Caracteristicas Particulares  : Mamoa intacta.
Dados Técnicos  :
Materiais  :
Bibliografia  :
Documentação Gráfica  :
Documentação Fotográfica  :
Documentação Administrativa  : DGEMN: DREMC
Intervenção Realizada  :
Observações  : *1 - Nunca foi investigada ou sofreu qualquer tipo de intervenção de nível arqueológico. *2 - Tornou-se impossível, dado a falta de tratamento ambiental e depois de vasta procura entre tojo e arvoredo, um registo fotográfico, embora a Câmara Municipal conheça quem a localize exactamente. Sugere-se intervenção imediata e urgente pois a zona está perto de uma lixeira municipal.
Actualização  :

*

Casa de Santo António

IPA  : Monumento
Nº IPA  : 0102010005
Designação  : Casa de Santo António
Localização  : Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha
Acesso  : Albergaria-a-Velha, R. de Santo António, nº 22 a 32; Fl. 175
Protecção  : IIP, Desp. 12 Setembro 1997
Enquadramento  : Urbano, flanqueado por casas urbanas com 1 e 3 pisos. Fachada principal virada sobre rua. Do lado esquerdo, um pequeno espaço aberto com acesso através de um portão chapeado, ligeiramente recuado, separa-a da casa seguinte.
Descrição  : Planta rectangular, sensivelmente irregular na fachada posterior, composta por ala residencial e capela. Corpos volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de 2 águas. Ala residencial de 2 pisos com fachada principal flanqueada por pilastras toscanas, tendo no 1º, portas simples de verga recta com cornija recta saliente, encimadas por janelas, ritmada e alternadamente, de sacada, sobre modilhões, e com avental decorado com almofadas em losango. À direita, abre-se amplo portão com pilastras e verga recta decorada por frisos e cornija saliente sobrepujada por pináculos e enrolamentos e brasão liso terminado por cruz, ao centro. Segue-se-lhe a capela, com portal de verga recta encimado por cornija e nicho ladeado por enrolamentos; lateralmente, abrem-se janelas com enrolamentos sobre a cornija encimadas por outras molduras curvas. Remate em frontão triangular com óculo no tímpano. Também à direita, adossa-se pano de muro com sineira, fechada posteriormente, de arco pleno, ladeada por volutas invertidas e encimada por pináculos e motivo cílindrico no topo. No interior da capela, coro-alto apoiado em colunas, púlpito no lado da Epístola e 2 altares laterais. Na capela-mor, retábulo de talha com colunas salomónicas com grinaldas.
Utilização Inicial  : Residencial
Utilização Actual  : Residencial
Propriedade  : Privada
Afectação  : Sem afectação
Época Construção  : Séc. 18
Arquitecto/Construtor/Autor  : Desconhecido
Cronologia  : Séc. 18, década de 30 - mandada construir pelo capitão João Ferreira da Cruz; 1750 - construção da capela; 1843 - transferidos para a capela, os restos mortais de João Henriques Ferreira (1730 - 1802); 1843, posteriormente - passou para a posse da família Castro e Lemos, tendo sido vendida várias vezes; 1982 - estava ocupado por uma fábrica de camisas.
Tipologia  : Arquitectura civil privada, barroca. Palácio urbano barroco com planta rectangular composta por ala residencial e capela integrada na fachada.
Caracteristicas Particulares  : Destaca-se a composição decorativa do amplo portão para o pátio interior e a existência de pequena sineira sobre pano de muro adossado ao lado direito da capela.
Dados Técnicos  : Paredes autoportantes
Materiais  : Granito (cantarias), ferro (gradeamentos), telha de aba e canudo, vidro, madeira (caixilhos), ferro (portão lateral).
Bibliografia  : GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal - VI, Distrito de Aveiro, Zona Sul, Lisboa, 1959, p. 53 - 54; PRATA, José, Nota sobre a Casa de Santo António, em Albergaria-a-Velha, Boletim da Associação deDefesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, Aveiro, 1981-82, nº 6, p. 7 - 10.
Documentação Gráfica  : DGEMN: DSID
Documentação Fotográfica  : DGEMN: DSID; IPPAR; ADERAV *1; CMAV
Documentação Administrativa  : DGEMN: DSID; IPPAR; ADERAV; CMAV
Intervenção Realizada  :
Observações  : *1 - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.
Actualização  :

  *

 Pelourinho de Frossos / Pelourinho de Froços

IPA  : Monumento
Nº IPA  : 0102050003
Designação  : Pelourinho de Frossos / Pelourinho de Froços
Localização  : Aveiro, Albergaria-a-Velha, Froços
Acesso  : Lg. do Pelourinho
Protecção  : IIP, Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933
Enquadramento  : Urbano. Isolado em largo levemente arborizado e empedrado modernamente, sem construções destoantes mas não contemporâneas.
Descrição  : Soco de três degraus quadrangulares, estrutura integral paralepipédica com base ática tripartida, fuste liso e remate com pseudo-imposta, gola quadrangular e capitel cúbico com duas faces opostas lavradas com escudo, identificando-se um deles como armas nacionais. Inclui ferros de sujeição.
Utilização Inicial  : Marco jurisdicional
Utilização Actual  : Marco histórico-cultural
Propriedade  : Pública: estatal
Afectação  : Autarquia local, Artº 3º, Dec. 23 122, 11 Outubro 1933
Época Construção  : Séc. 16 (conjectural) / 17
Arquitecto/Construtor/Autor  : Desconhecido
Cronologia  : 1124 - D. Teresa conceda-lhe carta de doação, que lhe serva de foral; 1514, 22 Mar. - foral manuelino e constituição de Comenda da Ordem de São João do Hospital; 1620 - data inscrita na imposta; 1836 - extinção do concelho
Tipologia  : Arquitectura civil pública, maneirista. Pelourinho maneirista do tipo de coluço, deslocado.
Caracteristicas Particulares  : Estrutura paralelepipédica
Dados Técnicos  : Estrutura autoportante
Materiais  : Calcário, tijolo (base)
Bibliografia  : GONÇALVES, Nogueira, Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Aveiro, VI, Lisboa, 1959, p. 61; CORREIA, Azevedo de, Arte Monumental Portuguesa, Vol. 1, Porto, 1975, p. 33; MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses. Tentâmen de Inventário Geral, INCM, Lisboa, 1997, p. 212.
Documentação Gráfica  :
Documentação Fotográfica  : DGEMN: DSID, DREMC
Documentação Administrativa  : DGEMN: DREMC
Intervenção Realizada  : Câmara Municipal: 1980 - obras de beneficiação na base (colocação de tijolo).
Observações  : Em 1963 (DREMC) estava "em regular estado de conservação e situado à margem da Estrada Municipal, no ramal da estrada de Mourisca a Angeja. Base maciça de alvenaria com reboco de cimento, com 1,45 de lado por 0,80 de alto. Necessita substituição da base por degraus de cantaria".
Actualizaçao








ACTUAL/2015 - http://www.monumentos.PT




--0102010004 Mamoa de Açores Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha EN. 1, Lug. de Açores

--0102010005 Casa de Santo António Aveiro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha Albergaria-a-Velha, R. de Santo António, nº 22 a 32; Fl. 175

--0102010006 Casa na estrada de Aveiro / Casa do Mouro, Albergaria-a-Velha, Albergaria-a-Velha  

--0102030002 Pelourinho de Angeja Aveiro, Albergaria-a-Velha, Angeja EN. 16, Lg. da República

--0102050003 Pelourinho de Frossos / Pelourinho de Froços Aveiro, Albergaria-a-Velha, Froços Lg. do Pelourinho

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Casa de Santo António

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=661
A Secretaria de Estado da Cultura classificou a Casa de Santo António, na freguesia de Albergaria-a-Velha, como Monumento de Interesse Público, tendo a resolução sido publicada no Diário de República de 21 de fevereiro. Para além desta classificação, foi fixada a Zona Especial de Proteção do Monumento, que inclui alguns elementos com interesse patrimonial, sendo que a sua fixação visa assegurar o seu enquadramento e as perspetivas da sua contemplação.

Integrando, originalmente, uma ampla quinta, a Casa de Santo António, erguida na década de 30 do século XVIII pelo Cap. Dr. João Ferreira da Cruz, é um exemplar típico da arquitetura civil de Setecentos, destacando-se pela sua imponência no conjunto habitacional mais modesto de Albergaria-a-Velha. A fachada longitudinal é dividida por pilastras delimitando a zona residencial, o portão de aparato e a capela, cujo frontão triangular se eleva bem acima da linha do telhado. O interior, ainda que muito modificado, testemunha a sobriedade e depuração do estilo de vida da época. Na capela, concluída em 1750, conservam-se os retábulos do altar-mor e os dois colaterais, bem como a sanefa do púlpito, em talha dourada e policromada, as colunas com pias de água benta que suportam o coro alto e as pinturas do interior do arco cruzeiro.

A classificação da Casa de Santo António reflete os critérios constantes do artigo 17.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, e à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística.

Delfim Bismarck, Vice-Presidente da Câmara Municipal, considera-se “suspeito” para falar sobre o assunto, uma vez que é sexto neto do fundador da casa e foi o autor do pedido de classificação da mesma realizada há cerca de uma década, quando presidia à ADERAV – Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, tendo ainda escrito o livro Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha (Século XVIII): genealogia, história e arte, editado em 1999. “Mais vale tarde do que nunca. Finalmente começamos a assistir a uma série de classificações de imóveis na região de Aveiro que muito vêm valorizar, divulgar e proteger muito do Património. Pena é que alguns dos melhores exemplos já se tenham perdido ou ficado irremediavelmente comprometidos”.

CMAAV

Arquitectura residencial, barroca. Palácio urbano de planta rectangular composta por ala residencial e capela integrada na fachada.

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=661  
 

Descrição

Planta rectangular, sensivelmente irregular na fachada posterior, composta por ala residencial e capela. Corpos volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de 2


águas. Ala residencial de 2 pisos com fachada principal flanqueada por pilastras toscanas, tendo no 1º, portas simples de verga recta com cornija recta saliente, encimadas por janelas, ritmada e alternadamente, de sacada, sobre modilhões, e com avental decorado com almofadas em losango. À direita, abre-se amplo portão com pilastras e verga recta decorada por frisos e cornija saliente sobrepujada por pináculos e enrolamentos com brasão liso terminado por cruz, ao centro. Segue-se-lhe a capela, com portal de verga recta encimado por cornija e nicho ladeado por enrolamentos; lateralmente, abrem-se janelas com enrolamentos sobre a cornija encimadas por outras molduras curvas. Remate em frontão triangular com óculo no tímpano. Também à direita, adossa-se pano de muro com sineira. Fachada posteriormente, de arco pleno, ladeada por volutas invertidas e encimada por pináculos e motivo cílindrico no topo. No interior da capela, coro-alto apoiado em colunas, púlpito no lado da Epístola e 2 altares laterais. Na capela-mor, retábulo de talha com colunas salomónicas com grinaldas.

Acessos
Rua de Santo António, nº 22

Protecção
MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 144/2014, DR, 2.ª série, n.º 37 de 21 fevereiro 2014

Grau
2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento
Urbano, flanqueado por casas urbanas com 1 e 3 pisos. Fachada principal virada sobre rua. Do lado esquerdo, um pequeno espaço aberto com acesso através de portão chapeado, ligeiramente recuado, separa-a da casa seguinte.

Descrição Complementar

Utilização Inicial
Residencial

Utilização Actual
Residencial

Propriedade
Privada

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor
Desconhecido

Cronologia
Séc. 18, década de 30 - É mandada construir pelo capitão João Ferreira da Cruz; 1750 - construção da capela; 1843 - transferidos para a capela, os restos mortais de João Henriques Ferreira (1730 - 1802); 1843, posteriormente - passou para a posse da família Castro e Lemos, tendo sido vendida várias vezes; 1967 - a casa é adquirida por Francisco de Jesus Rodrigues da Silva, adaptando-a a casa de comércio e indústria de confecções; 1981, 26 novembro - proposta de classificação da ADPNCAveiro; 1982 - estava ocupado por uma fábrica de camisas; 1994, 13 setembro - proposta de abertura da DRCoimbra; 1995, 15 janeiro - parecer do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP; 1997, 12 setembro - Despacho de homologação do Ministro da Cultura; 2010, 29 outubro - proposta de ZEP da DRCCentro; 7 novembro - parecer favorável da SPAA do Conselho nacional de Cultura; 2013, 7 fevereiro - publicação do anúncio nº 59/2013, em DR, 2ª série, nº 27, relativo ao projeto de decisão de fixação da zona especial de proteção (ZEP).

Características Particulares
Destaca-se a composição decorativa do amplo portão para o pátio interior e a existência de pequena sineira sobre pano de muro adossado ao lado direito da capela.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Granito (cantarias), ferro (gradeamentos), telha de aba e canudo, vidro, madeira (caixilhos), ferro (portão lateral).

Bibliografia
GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal - VI, Distrito de Aveiro, Zona Sul, Lisboa, 1959, p. 53 - 54; PRATA, José, Nota sobre a Casa de Santo António, em Albergaria-a-Velha, Boletim da Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, Aveiro, 1981-82, nº 6, p. 7 - 10; FERREIRA, Delfim Bismarck, Casa e Capela de Santo António em Albergaria-a-Velha - Século XVIII, Porto, 1999.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID; IPPAR; ADERAV *1; CMAAV
Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID; IPPAR; ADERAV; CMAAV

Intervenção Realizada

Observações
*1 - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.
Autor e Data
Paulo Dordio 1997
Actualização

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=661

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Património Imóvel

Em 18 de Junho de 2001 a ADERAV solicitou ao IPPAR a classificação como Imóveis de Interesse Público, dos seguintes imóveis do concelho:

* Casa da Fonte - Séc. XVIII - Albergaria-a-Velha
* Troço de calçada romana - Séc. I - Branca    
* Quinta das Relvas - Séc. XVIII - Branca
* Quinta do Outeiro - Séc. XIX - Branca    

NOTÍCIAS DAS ACTIVIDADES DA ADERAV - "Patrimónios" – n.º 2, Março 2002


PATRIMÓNIO IMÓVEL - INFORMAÇÃO OBTIDA NO SITE DO IGESPAR (EX-IPPAR)

http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/

* Casa de Santo António

Categoria de Protecção: Em Vias de Classificação (Homologado como IIP - ...
Cronologia: Despacho de homologação de 12-09-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 15-01-1995 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de abertura de 13-09-1994 da DRCoimbra
Proposta de classificação de 26-11-1981 da ADPNCAveiro

ZEP: Parecer favorável de 7-11-2011 da SPAA do Conselho nacional de Cultura
Proposta de 29-10-2010 da DRCCentro
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/72098/


* Pelourinho de Frossos

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público    
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/73443/


* Pelourinho de Angeja

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público    
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/73766/


* Mamoa de Açores

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público    
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/73814/

*Antigo Palace-Garage Hotel

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal    
Despacho de encerramento de 22-03-2006 [demolido em 2006]
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/3720936/

* CTT de Albergaria-a-Velha

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal    
Esteve em vias de classificação nos termos do Dec.-Lei n.º 173/2006, DR, I Série, n.º 16, de 23-08-2006
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/10949547/


* Vila Francelina 

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal
http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/14057879/

Imóveis de Interesse Municipal

Consideram-se de interesse municipal os bens cuja protecção e valorização, no todo ou em parte, representem um valor cultural de significado predominante para um determinado município.

Site da CMA

O Imóvel Casa e Quinta das Relvas foi o primeiro Classificado como Imóvel de Interesse Municipal.

O mesmo acontecendo, mais recentemente, com a Vila Francelina.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Pelourinhos

PELOURINHO DE FROSSOS

O monumento assenta em três degraus quadrados com bastante altura, lisos, e de bordo saliente. Anteriormente possuía base quadrada bastante elevada assutada no topo e com pequena plataforma. Eram quatro os colunetos que protegiam esta base. A coluna é lisa e possui pequena gola no topo, seguida do capitel também em forma quadrada mas com mais largura e pouca altura. Nesta desenvolve-se o remate com a sua forma cúbica. Nele estão inseridas em duas das suas quatro faces, as armas de Portugal já pouco legíveis, e nas outras duas elementos heráldicos já pouca definição. Na parte terminal tem uma grimpa em ferro muito elevada, com quatro braços.

Largo do Pelourinho - Freguesia de Figueiredo de Frossos

I.I.P. Decreto 23122 de 11/10/1933 - ALBERGARIA -A-VELHA





PELOURINHO DE ANGEJA

O pelourinho assenta em três degraus quadrados. O último tem acentuado assutamento.
A plataforma de feição prismática tem oitenta centímetros de altura e possui ligeiro ressalto na parte superior onde vem a assentar a coluna de um metro e trinta centímetros de altura, com a sua forma cilíndrica. Possui ligeira gola na base e na parte superior onde se forma o capitel.

O remate em bloco prismático quadrangular possui ligeiro bordo saliente na parte inferior e superior.

Nas quatro faces tem em relevo, as armas de Portugal, um castelo e duas esferas armilares encimadas por uma cruz de Cristo. Por remate possui uma coroa real.
O pelourinho foi construido no ano de 1902 provavelmente com o aproveitamento de algum material do primitivo monumento.

Praça da República - Freguesia de Angeja
I. I. P. Decreto 23122 de 11/10/1933 - ALBERGARIA-A–VELHA

I. I. P. Decreto 23122 de 11/10/1933

Em 1933 o Governo satisfazendo a velha aspiração da Associação dos Arqueólogos Portugueses, reconhecendo o valor dos pelourinhos, mandou proceder à sua catalogação e inventário. O Decreto n° 23122 que tal ordena é precedido dos seguintes considerandos.
" Duas espécies de monumentos nos restam hoje atestando a nossa antiga e característica organização social: Os paços do concelho e os pelourinhos. A utilização interrupta dos primeiros tem desnaturado ou transformado os poucos exemplares que ainda nos restam.Os pelourinhos que em Portugal são mais símbolos da autonomia regional do que locais de tortura, estão em regra menos deturpados, embora abandonados pelas municipalidades e até pelo Estado, que apenas tem classificados trinta e três de entre os de maior valor artístico.
Nunca se atendeu ao seu valor histórico, assim como nunca se procedeu ao seu inventário. Apenas alguns estudos particulares se podem considerar como elementos, aliás valiosos para o seu estudo e catalogação."

Tem a data de 11 de Outubro de 1933

dados retirados do livro:

PELOURINHOS DO DISTRITO DE AVEIRO
JÚLIO ROCHA E SOUSA (Edição de Autor, 2000)