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sábado, 4 de outubro de 2014

Eleições Autárquicas 2005 - PSD


No passado dia 2 de Julho, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, foram apresentados, em sessão pública, os candidatos do PSD às próximas eleições autárquicas. A cerimónia contou com a presença do líder do partido, Marques Mendes, e do Presidente da Distrital de Aveiro, Ribau Esteves. Confiando na reeleição de João Agostinho Pinto Pereira, o líder do partido social democrata destacou as qualidades humanas do autarca, «continue a trabalhar com humildade, honestidade e sobriedade pelo seu Concelho, porque o povo vai recompensá-lo nas urnas, até porque estará a fazer justiça a um dos melhores presidentes de Câmara de Portugal».

Na sua intervenção, João Agostinho, Presidente da Câmara Municipal e candidato a novo mandato, disse «assumir a (sua) recandidatura à presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha com a determinação, a energia e a motivação de sempre, com vontade de bem servir a comunidade; desta vez, aliada à experiência, agora mais enriquecedora, do exercício da Presidência da Câmara Municipal, desde Janeiro de 2002, e a de outras funções e cargos, políticos e de gestão, ao nível de Associações de Marques Mendes em Albergaria-a-Velha «Determinação, energia e a motivação de sempre, com vontade de bem servir a comunidade» Municípios, concluindo que «é minha convicção de que a política deve ser feita para as pessoas, deve ser exercida com as pessoas, de forma a ser mobilizadora, consequente, e geradora de melhor qualidade de vida. A política só faz sentido quando está ao serviço das pessoas!»

Sob o slogan da campanha «Conte connosco, nós contamos consigo», foram apresentados os líderes aos restantes órgãos autárquicos. Assim, para a Assembleia Municipal, surge Rogério São Bento Camões, o decano dos autarcas concelhios, que desde 1976 foi sempre eleito para a Câmara ou para Assembleia Municipal; às Juntas de Freguesia, o PSD apresenta os seguintes candidatos: Albergaria-a-Velha, José Manuel Torres e Meneses; Alquerubim, Carlos Manuel Moreira Branco; Angeja, António Nunes de Almeida; Branca, Fernando Soares Ferreira; Frossos, Óscar Manuel Rodrigues Pinho; Ribeira de Fráguas, José António Pinho Laranjeira; São João de Loure, Adalberto Mónica Póvoa, e Vale Maior, Pedro Marques da Silva.

José António Piedade Laranjeira, actual presidente da Assembleia Municipal, é o mandatário concelhio e Fausto Miguel Meireles o Director de Campanha do PSD – Gab. Camp. Albergaria

Povo Livre, 06/07/2005


JOÃO AGOSTINHO CONFIANTE NA REELEIÇÃO
   
Depois do CDS ter apresentado a candidatura de Carlos Resende, os cerca de 20 mil eleitores do concelho de Albergaria-a-Velha conhecem agora as grandes linhas de força da candidatura do PSD, que no caso da Câmara Municipal vai ser de novo protagonizada por João Agostinho Pinto Pereira, que em 1991 desalojou Rui Marques da cadeira do poder, onde este centrista se sentara durante 16 anos consecutivos.

Os candidatos do PSD do concelho de Albergaria-a-Velha, às próximas eleições autárquicas, foram ontem apresentados em sessão pública, que contou com o líder do partido, Marques Mendes. O líder social-democrata aproveitou para fazer fortes críticas ao Governo de José Sócrates, ao aconselhar o recandidato à presidência da Câmara Municipal a fazer o contrário do actual Primeiro-Ministro, que «jurou aos portugueses» não aumentar os impostos, «mas agora muitos eleitores que votaram PS, dizem que foram enganados e vão a Espanha fazer compras, pois só no IVA poupam cinco por cento». Também os prometidos 150 mil postos de trabalho, segundo Marques Mendes «estão a dar lugar à maior taxa de desemprego de que há memória». Por isso – reforçou – «continue a trabalhar com humildade, honestidade e sobriedade pelo seu concelho, porque o povo vai recompensá-lo nas urnas, até porque estará a fazer justiça a um dos melhores presidentes de Câmara de Portugal». João Agostinho contou também com a presença do líder da distrital de Aveiro do PSD, Ribau Esteves, dos deputados Regina Bastos e Manuel Ribeiro e do presidente da vizinha Câmara de Estarreja, José Eduardo Matos. Na sua intervenção, João Agostinho referiu-se a uma decisão que catalogou de estar agora «mais enriquecida pela experiência acumulada», garantindo que vai trabalhar com «maior determinação, energia e motivação, com vontade de servir a comunidade e um concelho que tem um enorme potencial para ser uma terra que possibilite uma vida com qualidade e de acolhimento».

O slogan da campanha «Conte connosco, nós contamos consigo», é a palavra de ordem de João Agostinho e de todos os restantes candidatos à Assembleia Municipal, cuja lista vai ser liderada por Rogério São Bento Camões, o decano dos autarcas concelhios, que desde 1976 foi sempre eleito para a Câmara e Assembleia Municipal.

Quanto às freguesias, o PSD apresenta os seguintes candidatos às Juntas de Freguesia: Albergaria-a-Velha, José Manuel Torres e Meneses; Alquerubim, Carlos Manuel Moreira Branco; Angeja, António Nunes de Almeida; Branca, Fernando Soares Ferreira; Frossos, Óscar Manuel Rodrigues Pinho; Ribeira de Fráguas, José António Pinho Laranjeira; São João de Loure, Adalberto Mónica Póvoa, e Vale Maior, Pedro Marques da Silva. José António Piedade Laranjeira, actual presidente da Assembleia Municipal, é o mandatário concelhio.

Miguel Meireles será o director de campanha do PSD, que tem maioria absoluta na Câmara Municipal, enquanto o CDS, que candidata Carlos Resende, detém os restantes três mandatos. Quanto ao PS, em 1991, pela primeira vez não elegeu nenhum vereador, que agora quer recuperar, por intermédio de Jesus Vidinha.

Ribau Esteves refere que estes quatro anos «foram maus para os autarcas, que tiveram de dialogar com quatro governos, repetindo argumentos e reapresentando projectos que foram interrompidos outras tantas vezes, para mais, com muitos dos governantes a considerarem que a inteligência dos políticos nacionais se resume ao eixo Lisboa-Cascais». O líder da JSD concelhia, Hugo Soares, prometeu «toda a colaboração e lealdade» a João Agostinho.

Jacinto Martins / Diário de Aveiro

O PSD venceu estas eleições

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eleições Autárquicas 2005

ALBERGARIA-A-VELHA:

Área: 155 Km2.

População: 25.230 habitantes.

Freguesias: 8 (Albergaria-a-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeira de Fráguas, S. João de Loure, Valmaior).

Autárquicas 2001 (Câmara Municipal - 7 mandatos) Eleitores: 19.687 Votantes: 13.012 (66,1%) Brancos: 199 (1,5%) Nulos: 149 (1,1%) PSD - 5.509 (42,3%) - 4 mandatos CDS-PP - 5.360 (41,2%) - 3 mandatos PS - 1.075 (8,3%) Lista I - 449 (3,5%) CDU - 169 (1,3%) BE - 102 (0,8%) Presidente eleito: João Agostinho Pinto Pereira.

Autárquicas 2005 - Eleitores: 19.943

Candidatos

PSD - João Agostinho Pinto Pereira.
CDS-PP - Carlos Resende.
PS - Jesus Vidinha.
CDU - Miguel Bento.
BE - Vítor Valente.

As eleições autárquicas deram a vitória reforçada ao PSD em Albergaria-a-Velha. Além de manter a maioria absoluta na Câmara, aumentou a representatividade na Assembleia Municipal, onde, com as inerências dos sete presidentes de Junta, passa a contar com 20 dos 29 membros.

O domínio «laranja» foi esmagador nas freguesias, pois ganhou sete das oito Juntas, ao arrebatar Angeja e Ribeira de Fráguas ao CDS/PP e Valmaior ao PS. Apenas Frossos escapou, tornando-se num espécie de «ilha», onde o CDS/PP ganhou a Junta e teve também o maior número de votos para a Câmara e Assembleia de Municipal. Quanto ao PS, terá atingido o seu principal objectivo, o de recuperar o vereador perdido em 2001, o que de algum modo compensa a «dor» de ter visto escapar Valmaior, que nos últimos mandatos foi a sua única Junta de Freguesia.

O grande derrotado foi sem dúvida o CDS/PP que, em relação às eleições de 2001, para a Câmara, perdeu 2.374 votos, de 5.361 para 3.087. O PSD, subiu 2.123 votos: teve 5.510 e agora chegou aos 7.633. No entanto, manteve os mesmos quatro eleitos, incluindo os reeleitos João Agostinho Pinto Pereira e os três vereadores Flausino José Pereira da Silva, Laerte Macedo Pinto e José Licínio Tavares  Pimenta. Ficou a escassos 16 votos de eleger o quinto vereador, pois a divisão do PSD por cinco, pelo método de Hondt deu 1.528, enquanto a dos votos do CDS/PP por dois, deu 1.544. Dito de outro modo: Rui Marques, que foi presidente da Câmara Municipal durante 16 anos, quase ficava de fora e António Marques de Melo, do PSD ficou à beirinha de ser eleito. Carlos Resende e Rui Marques serão os vereadores do CDS/PP e Jesus Vidinha, que foi eleito à vontade, em sexto lugar, vai representar o PS na Câmara Municipal até 2009. Em relação ao PS, a subida, foi de 524 votos, isto é, 1.076 há quatro anos e 1.600 desta vez e também aqui há o facto curioso do aumento dos socialistas andar próximo dos 439 votos obtidos em 2001 pela lista dos Independentes por Albergaria.

Numa leitura ainda que sumária dos resultados, leva a concluir que os votos que o PSD subiu, são mais ou menos aqueles que o CDS/PP desceu e que à subida do PS correspondem, quase os votos que a lista dos Independentes por Albergaria obteve há quatro anos para a Câmara Municipal. Claro que podem ser feitas outras leituras, mas do que não restam dúvidas é que a supremacia «laranja» é um dado incontroverso, enquanto a descida acentuada do CDS/ /PP e a razoável recuperação do PS dão para concluir que algo mudou no concelho, mais que não seja, porque os eleitores conferiram ao PSD um capital de confiança reforçada que ninguém poderá colocar em dúvida. Outra nota importante tem a ver com o facto de PSD e CDS/PP (este, embora com o «trambolhão» eleitoral já citado), terem representação em todos os órgãos que se apresentaram às eleições, enquanto o PS não conseguiu eleger nenhum elemento para as Assembleias de Freguesia da Branca, Frossos e São João de Loure, mas na AM passou de dois para três elementos, os mesmos que tinham antes, pois ao ganho de um directo, correspondeu a perda de um inerente, o anterior presidente da Junta de Valmaior. A CDU e o Bloco de Esquerda terão ficado aquém das suas expectativas, que eram, no mínimo, eleger alguém para a AM ou para alguma Assembleia de Freguesia. Finalmente, a Lista dos Independentes, que concorreu à Assembleia Municipal, desta vez e ao contrário de 2001, não elegeu o seu cabeça-de-lista, Eduardo Marques.  

Quanto às Juntas de Freguesia, o PSD conseguiu a maioria absoluta em Albergaria-a-Velha, Branca, Alquerubim, Angeja e São João de Loure, mas vai necessitar de acordos na Ribeira de Fráguas e em Valmaior, onde elegeu quatro dos nove mandatos. O CDS venceu Frossos com maioria absoluta, ao eleger quatro, enquanto o PSD elege três.

Jacinto Martins / Soberania do Povo, 30/10/2005

-- Jornal Regional --

Tomaram posse os autarcas do município de Albergaria-a-Velha

Continuando obra feita

João Agostinho Pereira tem mais quatro anos pela frente para dar continuidade ao progresso que Albergaria-a-Velha almeja.

Na noite do último dia de Outubro, tomou posse a nova Câmara, bem como os membros da Assembleia Municipal. João Agostinho Pereira começou, então, o seu segundo mandato como presidente da autarquia e Flausino Pereira da Silva mantém-se como vice-presidente. Quanto aos vereadores, eles são Laerte Macedo Pinto, José Licínio Pimenta, Carlos Resende, Rui Marques e Jesus Vidinha Tomás. Na Assembleia Municipal, o PSD detém a maioria, com treze elementos; o CDS-PP conseguiu eleger cinco, enquanto o PS totaliza três representantes no deliberativo. Quanto aos presidentes das juntas de freguesia, sete são do PSD e um (de Frossos) é do CDS-PP. Através de votação secreta, estes 29 elementos elegeram o novo presidente da Assembleia Municipal, tendo Rogério São Bento Camões saído vencedor com uma maioria de 21 votos. Para 1º e 2º secretários mantiveram-se Mário Ferreira Couto e Carlos Manuel Melo Mortágua.

No seu discurso, João Agostinho Pereira agradeceu a todos aqueles que colaboraram com o seu executivo no mandato autárquico 2002/2005 e que “contribuíram para a construção de um concelho com mais e melhor qualidade de vida”.

Valter Santos / Caima Jornal

João Agostinho distribuiu pelouros em Albergaria-a-Velha

Na primeira reunião da recém-eleita Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, ficou deliberado que as reuniões ordinárias do executivo continuam a realizar-se na primeira e terceira quarta-feira de cada mês, sendo a primeira das sessões aberta ao público. O presidente João Agostinho Pereira propôs a continuidade dos já antes vereadores Laerte Macedo Pinto e José Licínio Pimenta, a tempo inteiro, bem como a manutenção de Flausino Pereira da Silva nas funções de vice-presidente da Câmara. Estes quatro eleitos do PSD, serão os únicos por quem foram distribuídos pelouros, os quais cabem no seguinte quadro:

João Agostinho Pereira fica responsável pela Administração Geral, Recursos Humanos, Segurança, Protecção Civil, Saúde, Acção Social, Habitação, Obras Municipais, Mercados e Feiras e ligações com a Comunicação Social. A Laerte Macedo Pinto cabem Obras Particulares, Planeamento e Ordenação do Território, Loteamentos, Urbanismo, Trânsito e Ambiente e Qualidade de Vida. Quanto a José Licínio Pimenta, será responsável pelas áreas de Educação, Desporto, Juventude, Cultura, Turismo e Informação Municipal. Por fim, ao «vice» Flausino Pereira da Silva foi entregue o pelouro das Actividades Económicas, para lá das funções inerentes à sua qualidade de vice-presidente e substituto natural do presidente da Câmara Municipal, nas suas faltas ou impedimentos.

Rui Marques vai tomar posse como vereador

Em função deste organograma, os vereadores da oposição, Carlos Resende e Rui Marques, do CDS/PP e Jesus Vidinha, do PS, ficam sem pelouros, embora participando nas reuniões quinzenais do executivo albergariense, que João Agostinho Pereira garante querer ver «agilizado, funcional e actuante, em benefício das populações do concelho».

Nota ainda para o facto de Rui Marques ainda não ter tomado posse como vereador, pois não o fez no dia 31 de Outubro, aquando da instalação dos novos órgãos concelhios, Câmara e Assembleia Municipal, por se encontrar de férias nem compareceu na primeira reunião do executivo, realizada no passado dia 4, neste caso e segundo o próprio Rui Marques, «por me encontrar a trabalhar, na minha profissão de médico, a dar consultas na extensão de saúde da Branca».

No entanto, -acentuou Rui Marques - «estarei na próxima reunião, onde tomarei posse, para cumprir as funções de vereador nestes quatro anos, pois não pedi suspensão do mandato nem renunciei ao cargo para que fui eleito pelos meus concidadãos do concelho». A próxima reunião do executivo albergariense realiza-se na quarta-feira, 16 deste mês e tudo aponta para nesse dia Rui Marques tome posse e assuma formalmente as funções de vereador. Na reunião do dia 4, o socialista Jesus Vidinha lamentou o facto nenhum vereador da oposição ter sido indicado para representar o município em instituições do género, por exemplo, da Filarmonia das Beiras, ou outras de igual estatuto.

Quanto aos Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento, mantém-se o anterior Conselho de Administração, do qual fazem parte o presidente João Agostinho Pereira e os vogais Flausino Pereira da Silva e Laerte Macedo Pinto.

Jacinto Martins

 João Agostinho mantém a presidência da Câmara

João Agostinho Pereira mantém a presidência da Câmara Municipal, repetindo a maioria absoluta de há 4 anos. O score de votos aumentou cerca de 2200 em relação às anteriores eleições. Apesar disso, este aumento não foi o suficiente para ganhar mais um vereador, que fugiu por poucos votos.

Os resultados foram esmagadores em relação às duas forças concorrentes, CDS, que perdeu um vereador, e PS que reconquistou o vereador que havia perdido em 2001.

Para a Assembleia Municipal, o PSD tem a maioria absoluta, sendo certo que o Prof. Rogério Camões será finalmente o seu Presidente, objectivo que lhe fugira em 1993.

O domínio do PSD é absoluto nas Assembleias de Freguesia, conquistando 7 das 8 Juntas que estavam a concurso, apenas escapando Frossos. Frossos é, aliás, uma ilha de “irredutíveis”, pois foi a única freguesia onde o PSD não venceu qualquer das três eleições, todas ganhas pelo CDS.

Desde que há eleições autárquicas em Albergaria-a-Velha, nunca o cenário foi tão monocromático quanto agora, onde domina o ”laranja”. É evidente que o mérito destes resultados é todo de João Agostinho Pereira que, como líder partidário e como Presidente de Câmara, teve a arte e o engenho para, a tempo e horas e com persistência, lançar os caboucos deste “passeio triunfal”, com que culminou o mais espectacular resultado eleitoral que alguma vez uma força partidária conseguiu em Albergaria-a-Velha.

Jornal de Albergaria, 30/10/2005

Resultados e mandatos

Encerradas que estão as contas eleitorais do passado dia 9 de Outubro, a posse dos novos autarcas do concelho de Albergaria-a-Velha será dada pelo ainda presidente da Assembleia Municipal, José António da Piedade Laranjeira, que por sinal vai ser substituído no cargo por Rogério São Bento Camões, cabeça-de-lista do PSD ao órgão deliberativo concelhio.

Falta ainda fazer o apuramento definitivo dos resultados, mas não devem registar-se alterações quanto aos mandatos já atribuídos no apuramento provisório.

Nos próximos quatro anos, a Câmara e Assembleia Municipal e as 8 Juntas de Freguesia vão ser geridas pelos seguintes autarcas:

Câmara Municipal

João Agostinho Pereira, Presidente da Câmara

PSD – 4 mandatos

João Agostinho Pinto Pereira, presidente
Flausino José Pereira da Silva
Laerte Macedo Pinto
José Licínio Tavares Pimenta

CDS/PP - 2 mandatos

Carlos Alberto Almeida Coelho Silva Resende
Rui Manuel Pereira Marques

PS – 1 mandato

Jesus Manuel Vidinha Tomás

Assembleia Municipal

Rogério Camões, Provável Presidente da Assembleia Municipal

PSD – 13 mandatos

Rogério de São Bento Camões (será decerto eleito na primeira reunião)
Fausto Miguel Vidal Meireles Azevedo
Olga Marques Santos Ladeira
Ana Maria Marques Silva Moura
Carlos Manuel Melo Mortágua
Mário Ferreira Couto
Rufino Simões Carvalho Costa
Maria Nazaré Campos Bastos Correia
Adalberto Silva Carvalho
Olga Sofia Rodrigues Paço Castanheira
Luís Fernando Leal Duarte Oliveira
Alberto Emanuel Camões Sobral
João Paulo Silva Costa

CDS/PP – 5 mandatos

Maria Emília Oliveira Ribeiro
Saul Oliveira Silva
Plácido Melo Silva
José António Nogueira Souto Amaro Pereira
José Miguel Martins Pereira

Partido Socialista – 3 mandatos

Helena Maria Vinga
Carlos Manuel Silva Nunes
João Carlos Nunes Lourenço

A estes 21 nomes eleitos directamente juntam-se os 8 Presidentes das Juntas de Freguesia (7 do PSD e 1 do CDS/PP), o que dá à

Assembleia Municipal a seguinte composição: PSD, 20 deputados municipais; CDS/PP, 6 e PS, 3. Total: 29 membros.

Assembleia de Freguesias

Albergaria-a-Velha

José Manuel Torres e Meneses, Presidente da Junta

PSD – 7 mandatos, maioria absoluta

José Manuel Torres e Meneses - presidente
Luísa Margarida Marques Nogueira
Manuel Bernardino Oliveira Terceiro
Manuel Rodrigues Marques Cruz
Manuel Silva Pereira
Elder Macedo Pinto
João Pedro Ré Nogueira Santos

CDS/PP – 4 mandatos

António Augusto Amaral Loureiro Santos
Arménio Santos Silva
José Manuel Leite Magalhães
Fátima Maria Rosário Coelho Silva Resende

Partido Socialista – 2 mandatos


Carlos Manuel Ferreira Marques Lemos
Amândio Ferreira Bastos

Alquerubim

Carlos Manuel Moreira Branco, Presidente da Junta

PSD – 7 mandatos, maioria absoluta

Carlos Manuel Moreira Branco - presidente
Patrícia Filipe Lopes Mortágua
António Gualter Jesus
José Dias Silva
António Manuel Silva Oliveira
Eugénia Maria Oliveira Frias
Manuel Fernando Costa Leonardo

Partido Socialista – 1 mandato

António Rodrigues Almeida

CDS/PP – um mandato


Joaquim Marques Branco

Angeja

António Nunes Almeida, Presidente da Junta

PSD – 5 mandatos, maioria absoluta

António Nunes Almeida, presidente
José Manuel Lopes Oliveira
Vítor Manuel Marques Santos Abreu
Adolfo Alves Tavares
Filomena Jesus Silva Bastos

CDS/PP – 3 mandatos

José Manuel Dias Neves
Aristides Santos Rodrigues Gonçalves
Pedro Miguel Midões Nunes

PS – 1 mandato

Helder José Vidinha Tomás

Branca

Fernando Soares Ferreira, Presidente da Junta

PSD 5 mandatos, maioria absoluta

Fernando Soares Ferreira, presidente
Ângelo José Jesus Soares
Manuel Soares Faria
Lúcia Maria Azevedo Antão
Carlos Cruz Rodrigues

CDS/PP – 4 mandatos

Pedro Jorge Nunes Santos
José Figueira Silva
Albérico Pereira Santos Almeida
Sandra Margarida Pereira Marcelino

Frossos

João Miguel Ribeiro Coutinho, Presidente da Junta

CDS/PP - 4 mandatos, maioria absoluta

João Miguel Ribeiro Coutinho, presidente
Marisa Pereira Paço
Fernando Fernandes Pinho
António Tavares Dias

PSD – 3 mandatos

Óscar Manuel Rodrigues Pinho
Ascenção Rodrigues Paço Simões
António Nunes Oliveira

Ribeira de Fráguas

José António Pinho Laranjeira, Presidente da Junta

PSD – 4 mandatos, maioria relativa

José António Pinho Laranjeira, presidente
António Silva Tavares
Armelim Bastos Correia
Sónia Cristina Fonseca Campos

CDS/PP – 3 mandatos

Manuel Henrique Araújo Martins
Fernando Resende Bastos Silva
Alberto Valente Gomes

Partido Socialista – 2 mandatos

Manuel Lourenço Silva

São João de Loure

Adalberto Manuel Mónica Correia Póvoa, Presidente da Junta

PSD – 7 mandatos, maioria absoluta


Adalberto Manuel Mónica Correia Póvoa, presidente
Luís Artur Ferreira Azevedo Silva
António Marques Melo
Rui Manuel Cruz Oliveira
Manuel Sucena Santos
Paulo Jorge Silva Marques
Bruno Manuel Linhares Ferreira Sousa

CDS/PP – 2 mandatos

Arménio Henrique Martins Silva
Dina Manuela Melo Silva Morgado

Valmaior

Pedro Miguel Pais Marques Silva, Presidente da Junta

PSD – 4 mandatos, maioria relativa

Pedro Miguel Pais Marques Silva, presidente
Adelino Manuel Gomes Tavares
José Carlos Silva Santos
Helder Miguel Lemos Ferreira

Partido Socialista – 3 mandatos

José António Rodrigues Tavares
José António Costa Marreiros
Fernando César Pereira Silva

CDS/PP – 1 mandato


Joaquim Tavares Bastos

Independentes por Valmaior – 1 mandato

Manuel Araújo Silva Letra

Feita a soma dos eleitos, o seu número é de 102, assim distribuídos: Câmara Municipal, 7 elementos; Assembleia Municipal, 21 elementos; Juntas de Freguesia: 74 elementos.

Por partidos, temos a seguinte distribuição de mandatos: PSD: 59( 4 CM, 13 AM e 42 AF); CDS/PP: 29 (2 CM, 5 AM e 22 AF); PS: 13 (1CM, 3 AM e 9AF); Independentes por Valmaior: 1 (1AF).

Foi portanto a estes 102 candidatos que os eleitores do concelho de Albergaria-a-Velha concederam mandato e poderes para gerir a vida autárquicas dos cerca de 26 mil habitantes espalhados pelas oito freguesias. Que sejam felizes e decerto que daqui a quatro anos, o povo, com a sua provada clarividência e sentido de justiça, fará, de novo nas urnas de voto, o seu sempre definitivo julgamento

Jacinto Martins / Jornal de Albergaria, 30/10/2005

https://www.cne.pt/sites/default/files/dl/resultados_al_2005.pdf

CONCELHO: ALBERGARIA-A-VELHA

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Rogério de São Bento Camões PPD/PSD
Fausto Miguel Vidal Meireles de Azevedo PPD/PSD
Maria Emília de Oliveira Ribeiro CDS-PP
Olga Marques dos Santos Ladeira PPD/PSD
Ana Maria Marques Silva Moura PPD/PSD
Helena Maria Ribeiro Martins Vinga da Quinta PS
Saúl de Oliveira Silva CDS-PP
Carlos Manuel Melo Mortágua PPD/PSD
Mário Ferreira Couto PPD/PSD
Rufino de Simões de Carvalho Costa PPD/PSD
Plácido Melo Silva CDS-PP
Maria Nazaré Campos Bastos Correia PPD/PSD
Carlos Manuel da Silva Nunes PS
Adalberto da Silva Carvalho PPD/PSD
José António N. Souto A. Pereira CDS-PP
Olga Sofia Rodrigues do Paço Castanheira PPD/PSD
Luís Fernando Leal Duarte Oliveira PPD/PSD
Alberto Emanuel de Campos Bastos Camões Sobral PPD/PSD
João Carlos Nunes Lourenço PS
Paula Isabel Aleixo Dias CDS-PP
João Paulo da Silva Costa PPD/PSD

CÂMARA MUNICIPAL

João Agostinho Pinto Pereira PPD/PSD
Flausino José Pereira da Silva PPD/PSD
Carlos Alberto de Almeida C. Silva Resende CDS-PP
Laerte Macedo Pinto PPD/PSD
José Licínio Tavares Pimenta PPD/PSD
Jesus Manuel Vidinha Tomás PS
Rui Manuel Pereira Marques CDS-PP

Assembleia de Freguesia :Albergaria-a-Velha

José Manuel Torres e Menezes PPD/PSD
António Augusto Amaral Loureiro e Santos CDS-PP
Luísa Margarida Marques Nogueira PPD/PSD
Manuel Bernardino Oliveira Terceiro PPD/PSD
Carlos Manuel Ferreira Marques Lemos PS
Arménio Santos Silva CDS-PP
Manuel Rodrigues Marques da Cruz PPD/PSD
Manuel Silva Pereira PPD/PSD
José Maria Leite Magalhães CDS-PP
Hélder Macedo Pinto PPD/PSD
Amândio Marques Ferreira Bastos PS
João Pedro Ré Nogueira dos Santos PPD/PSD
Fátima Maria do Rosário Almeida Coelho da S. Resende CDS-PP

Assembleia de Freguesia :Alquerubim

Carlos Manuel Moreira Branco PPD/PSD
Patrícia Filipa Lopes Mortágua PPD/PSD
António Guálter de Jesus PPD/PSD
José Dias da Silva PPD/PSD
António Manuel da Silva Oliveira PPD/PSD
António Rodrigues de Almeida PS
Joaquim Marques Branco CDS-PP
Eugénia Maria de Oliveira Frias PPD/PSD
Manuel Fernando Costa Leonardo PPD/PSD

Assembleia de Freguesia :Angeja

António Antunes de Almeida PPD/PSD
José Manuel Dias Neves CDS-PP
José Manuel Lopes Oliveira PPD/PSD
Vitor Manuel Marques dos Santos Abreu PPD/PSD
Aristides Santos Rodrigues Gonçalves CDS-PP
Adolfo Alves Tavares PPD/PSD
Filomena de Jesus da Silva Bastos PPD/PSD
Hélder José Vidinha Tomás PS
Pedro Miguel Midões Nunes CDS-PP

Assembleia de Freguesia :Branca

Fernando Soares Ferreira PPD/PSD
Pedro Jorge Nunes dos Santos CDS-PP
Ângelo José Jesus Soares PPD/PSD
José Figueira da Silva CDS-PP
Manuel Soares Faria PPD/PSD
Lúcia Maria Azevedo Antão PPD/PSD
Albérico Pereira dos Santos Almeida CDS-PP
Carlos da Cruz Rodrigues PPD/PSD
Sandra Margarida Pereira Marcelino CDS-PP

Assembleia de Freguesia :Frossos

João Miguel Ribeiro Coutinho CDS-PP
Óscar Manuel Rodrigues de Pinho PPD/PSD
Marisa Pereira Paço CDS-PP
Ascenção Rodrigues do Paço Simões PPD/PSD
Fernando Fernandes de Pinho CDS-PP
António Nunes de Oliveira PPD/PSD
António Tavares Dias CDS-PP

Assembleia de Freguesia :Ribeira de Fráguas

José António de Pinho Laranjeira PPD/PSD
Manuel Henrique de Araújo Martins CDS-PP
Manuel Lourenço Silva PS
António da Silva Tavares PPD/PSD
Fernando Resende de Bastos da Silva CDS-PP
Armelim Bastos Correia PPD/PSD
Cláudio Miguel Pereira Martins PS
Alberto Valente Gomes CDS-PP
Sónia Cristina da Fonseca Campos PPD/PSD

Assembleia de Freguesia :São João de Loure

Adalberto Manuel Mónica Correia Póvoa PPD/PSD
Luís Artur Ferreira de Azevedo e Silva PPD/PSD
António Marques Melo PPD/PSD
Arménio Henrique Oliveira Martins da Silva CDS-PP
Rui Manuel da Cruz Oliveira PPD/PSD
Manuel Sucena dos Santos PPD/PSD
Paulo Jorge da Silva Marques PPD/PSD
Dina Manuela Melo Silva Morgado CDS-PP
Bruno Manuel Linhares Ferreira de Sousa PPD/PSD

Assembleia de Freguesia :Valmaior

Pedro Miguel Pais Marques da Silva PPD/PSD
José António Rodrigues Tavares PS
Adelino Manuel Gomes Tavares PPD/PSD
Joaquim Tavares Bastos CDS-PP
Manuel Araújo da Silva Letra II
José António Costa Marreiros PS
José Carlos da Silva Santos PPD/PSD
Vitor Manuel da Silva Araújo PPD/PSD
Fernando César Pereira da Silva PS

II - Independentes por Vale Maior 200

https://arquivo.pt/wayback/20070930165122/http://dre.pt/pdf1sdip/2006/02/026B01/00020731.PDF

Albergaria-a-Velha - Caracterização 2005

Os concelhos portugueses 1992-2002
Conhecer Albergaria-a-Velha ...
Distrito: Aveiro
Nº Freguesias: 8
Área: 15 575 ha
Habitantes: 25 230
Desidade pop.: 162 hab/Km2
Índice Rendimento: 1.78 ‰
Índice Consumo: 76.85 %
Sales Index: 1.93 ‰

Autárquicas 2005
Eleitores Inscritos: 19 943
Candidatos à Câmara: 7
Candidatos à Assembleia: 21

Autárquicas 2001
Eleitores Inscritos: 19 687
Votantes: 13 012
PPD-PSD: 42.3%
CDS-PP: 41.2%
PS: 8.3%
Grupo Cid.: 3.5%
PCP-PEV: 1.3%
BE: 0.8%
Abstenção: 33.9%
Brancos/Nulos: 2.7%

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eleições 2005 - Carlos Resende (CDS)


 Manifesto Eleitoral

Decidi aceitar este desafio, depois de ter reunido um conjunto de pessoas capazes, com provas dadas, e que, ao longo dos anos, muito de si deram a este maravilhoso Concelho.

Na última votação para a Câmara Municipal, vencemos 6 das 8 Freguesias. Neste mandato, fomos dando o benefício da dúvida ao actual Presidente da Câmara Municipal, mas, a acumulação de erros, a falta de perspicácia, a inércia, o desprestígio a que o Município está votado, exigem uma alteração à actual situação.

Começou-se com uma auditoria ao mandato do executivo anterior, que acabou por demonstrar a boa gestão efectuada. Continuou-se com um vergonhoso inquérito, mandado fazer pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal. Mais recentemente, fomos confrontados com o não cumprimento de um contrato préviamente estabelecido, para além dos erros de gestão que se vão acumulando.

Tem-se vivido de imagem e de revistas. Percebemos o descontentamento que existe. É urgente represtigiar a Instituição Municipal e é com esse objectivo que nos candidatamos.

Ao Dr. Rui Marques, uma palavra de agradecimento por acreditar neste projecto, mostrando disponibilidade total para emprestar à nossa equipa um conjunto de conhecimentos adquiridos, que certamente nos servirão para enfrentar os problemas da nossa Comunidade Concelhia.

Um abraço amigo,

Carlos Resende


Eleições Autárquicas 2005 – Programa Eleitoral

Represtigiar o Município e Retomar o Desenvolvimento


Represtigiar o Município representa torná-lo exemplo no quadro dos Concelhos envolventes, nas vertentes do desenvolvimento urbano ordenado, da cultura e da satisfação geral dos interesses dos seus munícipes.

Retomar o Desenvolvimento significa consolidar o melhor existente e avançar com novo impulso em áreas específicas como a criação e implantação de novas unidades na Zona Industrial, e a criação de pequenos polos industriais nas Freguesias com potencial para o efeito.

Significa parar com uma certa degradação no nosso perímetro industrial, no que diz respeito a infra-estruturas, responder a queixas dos investidores, que não têm a sua vida facilitada com a falta de capacidade de resolução de problemas pendentes, e do estímulo a novas iniciativas.

Mesmo em tempo de crise, a nossa Zona Industrial é sempre apelativa para empreendedores, desde que devidamente fundamentadas as suas potencialidades e estabelecido um diálogo permanente com os empresários na busca de soluções para os problemas, o que não tem sido assumido pela Câmara Municipal com o devido carinho.

Não se podem separar estas duas propostas essenciais, as quais têm em vista consolidar o emprego existente e criar mais postos de trabalho, base fundamental para aumentar a procura da habitação, melhorar a actividade comercial, e dar vida a propostas diversas nas áreas cultural e social.

Em suma, fazer com que o concelho dê um novo salto em frente, que lhe altere a imagem de paralisia que se sente no seu dia-a-dia.

Conseguiremos tudo isto com:

    Criação de um Gabinete de apoio ao investidor / apoio às questões da Zona Industrial.
    Construção de um espaço – Centro de empresas / Centro de Formalidades.
    Estímulo à Conciliação entre as actividades profissionais e vida Familiar (protocolos com as empresas).
    Propor a revisão da taxa do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)
    Criação de incentivos à fixação de casais Jovens nas Freguesias do Interior.

O Gabinete de apoio ao Investidor terá, como principal função, dar a conhecer a nossa Zona Industrial, potenciar este espaço e tornar menos burocrático todo o processo de instalação das unidades industriais, desde a aquisição dos terrenos.

Este gabinete, deverá ter um papel preponderante como intermediário entre investidor e todos os contactos a efectuar. Deve ser aligeirado todo o processo, de forma a minorar os custos.

O Centro de Empresas congregará uma série de serviços que permitam, tanto ao trabalhador como à entidade empregadora, resolver uma série de assuntos. Esta deverá ser a grande aposta na Zona Industrial, juntamente com a sua expansão.

Este crescimento não deverá ser dissociado do crescimento da Zona Urbana, que deverá ser ordenado/reordenado, consagrando políticas de requalificação, bem como a garantia de Zonas Verdes e infra-estruturas de comércio, lazer, cultura e recreio, humanizando os ambientes urbanos.

Estimular o aproveitamento dos espaços urbanos no interior da sede do Concelho que, pelo seu estado actual, dão uma má imagem da Autarquia e constituem uma descontinuidade no seu ordenamento. A resolução destes problemas será possível com entendimentos e protocolos a efectuar com os proprietários.

Os novos investimentos, deverão começar exactamente pelos que já foram iniciados  em outros mandatos e que se encontram parados.

    Cine-Teatro Alba (Casa Municipal da Cultura)
    Fábrica de Papel de Vale Maior (Requalificação)
    Quinta do Torreão (Requalificação)

Estes três investimentos de montante significativo necessitam, urgentemente, de uma intervenção de fundo, ou de uma requalificação. Resolvidos estes ou alguns destes problemas, urge continuar a apostar na educação, na cultura, no desporto, nos serviços colectivos, na saúde, na assistência social, com políticas que tiveram início em outros mandatos. É claro que os investimentos terão que ser realizados de forma concertada e nunca esquecendo o IV QCA (próxima fonte de financiamento dos Municípios).
 

Desporto

Nem tudo o que foi feito está mal. O que está bem, devemos melhorar, o que está mal, devemos inverter. O desporto foi uma das grandes apostas dos executivos liderados pelo Dr. Rui Marques.

Esta é uma das áreas onde pretendemos dar continuidade ao trabalho iniciado, com a cobertura total das nossas Freguesias, com pavilhões gimnodesportivos:

    Apoiar a construção do pavilhão de Alquerubim
    Apoiar a construção do Pavilhão de Telhadela (G D Telhadela)
    Apoiar a  construção do Pavilhão de Angeja


Saúde e Assistência Social


Na Saúde e Assistência Social será concerteza uma preocupação, merecendo da nossa parte, uma vigilância apertada.

É certo que a população idosa tem vindo a aumentar, mas também é certo que é nossa obrigação dar uma resposta a tal situação:

    Apoio às acções de voluntariado social – Reforçar o apoio aos movimentos e associações cívicas que prestem serviços no âmbito do voluntariado social, nomeadamente no combate à pobreza,  exclusão social, marginalização.
    Apoiar a construção da extensão de saúde da Ribeira de Fráguas.
    Melhorar as condições físicas das unidades de saúde, facilitando o acesso aos deficientes e idosos.
    Há que apostar nas unidades intermédias de cuidados intensivos em protocolos a realizar com as instituições locais de apoio aos idosos e dependentes, de forma a melhorar o atendimento e qualidade de vida daqueles grupos.

As crianças serão os Homens/Mulheres de amanhã. Temos que lhe dar as condições necessárias para que se eduquem, cresçam em harmonia.

    Conservação dos espaços existentes.
    Promoção de parcerias de Pais / Professores / e entidades locais para actividades concertadas.


Habitação e Serviços Colectivos


Relativamente à Rede Viária, a nossa preocupação deverá ser a eliminação dos pontos negros de sinistralidade e conflitualidade, assim como a ligação da sede do Concelho às Freguesias interiores, não esquecendo a conservação das mesmas.

Pretendemos, acima de tudo, que a nossa comunidade Concelhia cresça em Harmonia, sendo necessário, para o efeito, dar continuidade à revisão do PDM, retomar os planos de urbanização que se encontram parados, tornar os serviços mais próximos do cidadão, com a criação do Posto de Atendimento do Cidadão.

A propósito da criação do Posto de Atendimento do Cidadão há que referir um certo descontentamento dos Munícipes quanto à forma de aceitação das suas pretensões, o que nada tem a ver com o desempenho dos funcionários municipais mas sim com os responsáveis políticos da principal Autarquia do Concelho.

Sabemos que os Munícipes querem mais acção e menos exibição. Preconizamos, por isso, reordenamento e melhoria funcional dos Serviços da Autarquia:

    É necessário dotar o nosso concelho de uma rede de transportes urbanos, em moldes a estudar.
    A criação de condições de acessibilidades para deficientes/idosos deverá ser fomentada.


Segurança e Protecção Civil


Reforçar a segurança dos cidadãos contra a criminalidade e a delinquência, de forma a permitir que, as pessoas, possam viver com tranquilidade e com a confiança de que podem exercer, com liberdade, cada um dos seus direitos.

As políticas de reforço da segurança dos cidadãos, passam pela criação de condições mais propícias para o exercício das funções das forças policiais e por medidas destinadas à realização de uma maior coesão social e de combate à exclusão social.

Estamos certos que, nos dias de hoje, as questões de segurança são dos elementos mais preponderantes na fixação de residentes. O nosso Concelho, nesta matéria, tem registado algumas preocupações. Devemos investir, fortemente, na prevenção.

É nossa intenção, retomar as negociações com o Ministério da Administração Interna, no sentido de existir um Quartel da GNR a Norte do Concelho. Relembramos que, o mesmo, já esteve inscrito em PIDACC (Quartel da GNR da Branca).

Relativamente aos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, esta novela que já se arrasta há algum tempo, deverá terminar a BEM DE TODOS.

Os Bombeiros Voluntários merecem, não só pelo sacrifício e abnegação que sempre demonstram nas tarefas que desempenham, como também pela credibilidade alcançada durante as difíceis intervenções a que são obrigados. Despidos de exibicionismo, não devem ser figurantes nos “palcos” que outros aproveitam para serem vistos.

Com este conjunto de medidas, temos a certeza que promoveremos o Desenvolvimento Sustentado do nosso Concelho, sob o ponto de vista económico, social e cultural.
 

Carlos Resende 2005 
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Candidatura a Albergaria-a-Velha de Carlos Resende

Como contactar a candidatura:
Site: www.carlosresende.com.sapo.pt

Câmara Municipal

Carlos Resende
Rui Marques
Manuel António
Sandra Almeida

Assembleia Municipal

Maria Emília Ribeiro
Saúl Silva
Plácido Silva

Junta de Freguesia de Albergaria a Velha - António Loureiro
Junta de Freguesia de Alquerubim - Joaquim Branco
Junta de Freguesia de Angeja - José Neves
Junta de Freguesia da Branca - Pedro Santos
Junta de Freguesia de Frossos - João Coutinho
Junta de Freguesia de Fráguas - Henrique Martins
Junta de Freguesia de São João de Loure - Arménio Silva
Junta de Freguesia de Vale Maior - Joaquim Bastos

Albergaria-A-Velha é um dos concelhos onde o CDS/PP tem mais esperanças de chegar à presidência. Carlos Resende encabeça a lista que inclui, em número dois, o antigo presidente Rui Marques que foi derrotado em 2001 por 149 votos pelo actual ocupante do cargo, o social democrata João Agostinho.

A vitória nas eleições acabou por ser novamente do PSD de João Agostinho. 

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«Albergaria perdeu prestígio nos últimos anos» - Entrevista ao candidato do CDS

Carlos Resende, actual líder da Concelhia do CDS/PP, é o nome escolhido por este partido para tentar recuperar a Câmara de Albergaria-a-Velha. O candidato diz que Albergaria estagnou e perdeu prestígio nos últimos anos

- Que motivos o levaram a candidatar-se à Câmara de Albergaria-a-velha?

Eu acompanho a vida política em Albergaria-a-Velha desde bastante novo. Acompanhei as diversas candidaturas do Dr. Rui Marques, e neste momento houve necessidade, por motivos que são óbvios, de se escolher um outro candidato. A Concelhia de Albergaria-a-Velha entendeu que esse candidato deveria ser eu, e como é óbvio este será o primeiro motivo para a minha candidatura à Câmara de Albergaria-a-Velha. É importante ter as bases do partido com o Carlos Resende, porque se não as tivesse de certeza que não haveria motivos para me candidatar.

- Foi, então, um processo pacífico.

Em Albergaria-a-Velha, nas últimas seis candidaturas, contabilizando esta, os processos foram sempre pacíficos, e desta vez também o foi. Não sei se é bom ou mau, mas tem sido assim, fruto do trabalho que os candidatos têm vindo a realizar. O segundo grande motivo que me leva a candidatar é a alegria de poder servir o concelho. Julgo que Albergaria, nestes últimos três anos e meio, estagnou. Albergaria tinha um projecto de desenvolvimento e esse projecto tem estado parado. Eu penso que há necessidade, novamente, de transmitirmos alguma dinâmica a um concelho que já andou nas bocas do mundo, por assim dizer, por motivos que não são os mesmos dos de hoje. Actualmente, Albergaria tem aparecido nos jornais ligada a processos algo conturbados, e era isso que neste momento nós não gostaríamos que acontecesse. Albergaria em si é um motivo mais que suficiente para nos querermos candidatar, acho que é um projecto extremamente aliciante e darmos algo ao concelho, que também já nos tem dado tanta coisa em troca, julgo que não é nada de mais.

- Que balanço faz dos quase quatro anos de gestão PSD à frente da Câmara?

Sinceramente, eu deixaria para os albergarienses esse tipo de análise. Mas não quero deixar de alertar para alguns aspectos que foram sucedendo nestes últimos três anos e meio e, a partir daí, antes de ser eu a fazer esse balanço, gostaria que fossem os albergarienses. Mas gostava de fazer alguns reparos. Um deles, é a questão das contas do município. Muito se falou, desde a tomada de posse deste Executivo até aos dias de hoje, das contas da Câmara Municipal. O que é certo é que nós ao longo destes três anos e meio temos vindo a verificar que existem alguns desequilíbrios nas contas do município. Eu passava-lhe a citar alguns exemplos: as despesas correntes do município, nos últimos três anos - estamos a falar do período de 31 de Dezembro de 2001 até 31 de Dezembro de 2004 - cresceram qualquer coisa como 29%, quando as receitas correntes tiveram um pequeno acréscimo, de apenas 13%, o que quer dizer que, tal como o nosso Governo neste momento se vê confrontado com uma situação que é o excesso da despesa corrente - e daí o nosso Primeiro-Ministro, assim como os anteriores, terem solicitado alguma acalmia e alguma contenção das despesas correntes - aquilo que se vem a verificar na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha é que essas mesmas despesas correntes que o nosso Governo pede para serem diminuídas, têm disparado. Começa a haver aqui um desequilíbrio, porque se a despesa corrente sobe muito mais do que a receita, onde é que se vai buscar o dinheiro da diferença? Tem que ser à parte do investimento e passa-se a investir menos para se poderem suportar os acréscimos da despesa corrente. Uma dessas despesas está relacionada com os custos de pessoal. Para que as pessoas tenham uma ideia, em três anos os custos de pessoal da Câmara cresceram 76%. É demais, houve aqui um desequilíbrio. Estas contas terão que ser corrigidas, senão é capaz de suceder aquilo que tem sucedido à maior parte dos municípios portugueses que têm tido algumas dificuldades de tesouraria. Num longo prazo, não serão dificuldades de tesouraria, serão dificuldades inerentes não só à tesouraria, mas que podem colocar em causa os investimentos no concelho. Outra abordagem tem a ver com a auditoria que foi mandada fazer no início do mandato. Dessa auditoria também muito se falou, penso que não se retirou nada dela que não fosse para fins políticos para o PSD. Posteriormente mandou-se fazer um inquérito aos serviços municipais, inquérito esse que foi bastante polémico. O senhor presidente mandou-o fazer, acho que também foi uma vergonha. Mais recentemente fomos confrontados com o não cumprimento de um contrato que estava previamente estabelecido, relacionado com os terrenos da Piscina Municipal.

- Mas o presidente da Câmara acusa o anterior Executivo por esta situação…

A questão é, quem é que arranjou o problema? Foi o anterior Executivo, ou foi o actual? Gostava de esclarecer aqui uma coisa: o problema é da Câmara Municipal, não é do Rui Marques nem do João Agostinho, o problema é de uma Câmara, de um Executivo, não é de «A» nem de «B». Esta gestão, de cujo presidente é o professor João Agostinho, não cumpriu um contrato, contrato esse que estava previamente estabelecido. Portanto, as pessoas que tirem daí as ilações que entenderem. Outra coisa que eu também queria alertar é para o facto deste Executivo estar a viver imenso da imagem das revistas e eu acho que quando uma pessoa pretende viver bastante da imagem e das revistas é porque alguma coisa corre mal. Estão a tentar vender uma imagem para tentar mudar aquilo que está mal, não é por aí que lá devemos chegar: é pelo trabalho e não pela imagem. Outra crítica que eu tenho feito ao senhor presidente da Câmara é a falta de diálogo com a oposição, nomeadamente as suas atitudes intolerantes e prepotentes que tem tido para connosco. Eu, depois desta análise e destas observações, fiz o que gostava que as pessoas também fizessem. Ouvindo a minha pessoa, ouvindo o presidente da Câmara, gostava que as pessoas, nos locais próprios, fizessem o seu balanço, e eu mais à frente o farei de uma forma precisa e concisa. Antes de fazer um balanço na totalidade, gostava que as pessoas pensassem um bocadinho, confrontassem aquilo que eu venho a dizer já há algum tempo com aquilo que o presidente da Câmara tem vindo a dizer, e que depois façam um balanço. E no balanço o activo deverá sempre ser superior ao passivo. Para mim, penso que o passivo tem sido superior ao activo.

- Está a dizer que o actual Executivo trabalha mais para a imagem e menos para o desenvolvimento do concelho?

É isso exactamente que eu quero dizer.

- Os vereadores da oposição, nomeadamente os do CDS/PP, têm razões de queixa da forma como o Executivo os trata?

Essa pergunta deverá ser feita aos vereadores do CDS, mas eu, do contacto normal que tenho com eles, das reuniões que tenho tido com eles, concluo que se passa comigo exactamente o mesmo que com os vereadores do CDS.

- Que propostas o CDS/PP tem para oferecer ao eleitorado?

Sobre o programa de forma concisa ainda não falarei, mas nós temos uma linha traçada, já gerimos um município, sabemos exactamente o que temos para fazer. Perante as observações que fui fazendo ao trabalho do Executivo, algumas coisas têm que mudar. Uma das prioridades é a reestruturação das contas do município. As despesas não podem crescer da forma que têm crescido. Quanto mais gastamos em despesas, menos temos na parte do investimento, e nós estamos numa altura crucial em que o investimento é necessário, por diversas razões. Em primeiro lugar, estamos perante uma fase em que o desemprego tem aumentado drasticamente e, hoje em dia, as próprias autarquias devem ser os principais motores no sentido de conseguir captar os investimentos necessários para fazer face ao aumento de desemprego que temos tido. Deveremos, então, pensar na restruturação das contas do município. Em segundo lugar, acho que temos um município que deve ser prestigiado, um município com grande prestígio. Falei já de dois ou três casos que foram públicos e que, no meu ponto de vista, denegriram a imagem do município. Portanto, tem que se trazer o prestígio novamente à instituição municipal. Em terceiro lugar, e como já frisei, a questão dos investimentos deve ser prioritária e estamos a falar de investimentos reprodutivos, não na noção que o que é produtivo necessita de ser lucrativo mas sim, o lucrativo aqui tem um outro conceito, lucrativo no ponto de vista social, ambiental, de reestruturação das zonas urbanas e das zonas industriais.

- Quer exemplificar com algum projecto em particular?

Ainda não quero falar em projectos particulares. O que eu queria deixar aqui bem vincado é que o investimento reprodutivo, neste conceito que eu lhe dei, deve estar em mente no próximo mandato. Mais: espero ganhar, espero que o CDS ganhe, mas caso não ganhe, que o próximo Executivo tenha isto em mente. Depois, quero dizer que devemos estar preocupados com a população idosa. A população portuguesa tem vindo a envelhecer, não nos devemos esquecer nunca desta faixa etária, mas para nós chegarmos à população idosa há varias etapas da nossa vida e uma autarquia, nas suas funções, nunca se poderá esquecer dessas etapas até chegar à população idosa. E estou-me a lembrar das crianças. Há que investir fortemente na educação, aliás como se tem investido, verdade seja dita, tal como nos outros executivos anteriores. As crianças são os homens e as mulheres de amanhã, devemos investir seriamente na população jovem, naquela que ainda é estudante e tentar desvia-los de mercados que me parece estão completamente liberalizados, e julgo que a nossa preocupação se deve centrar aí. Os jovens à procura de um primeiro emprego não devem ser esquecidos devido às fortes dificuldades que sentem ao entrar no mercado de trabalho. E, é evidente, nunca esquecendo a população idosa, através da eliminação de barreiras que diariamente lhes vão aparecendo. Se nós nos preocuparmos com estas faixas, as crianças, os jovens, os jovens estudantes, os que estão à procura do primeiro emprego, os idosos… se reparar estamos aqui a atingir a uma série de iniciativas no que diz respeito quer à educação, quer à cultura, quer ao desporto, quer aos cuidados para com a população idosa. Por último, gostava lhe dizer que Albergaria começou a ser conhecida, não só pelas vias de comunicação que a atravessam, mas também pela forte zona industrial implementada. Devemos apostar fortemente na zona industrial. Temos ideias definidas sobre o que queremos ver nascer na zona industrial. A forma de crescimento da zona industrial e o crescimento do concelho passa pelo crescimento da zona urbana e da zona industrial, uma simbiose entre ambas.

- Isso significa alargar a zona industrial existente ou criar uma nova de raiz?

A noção que eu tenho é que criar zonas industriais de raiz nos custam imenso dinheiro. Portanto se nós estamos numa fase em que temos que poupar e rentabilizar o que temos, penso que devem ser aproveitadas as infra-estruturas já existentes, e a actual zona industrial deve crescer, como será natural.

- A sua candidatura já tem grandes linhas de acção definidas.

Sim, casos de proceder ao relançamento da zona industrial e represtigiar o município que eu acho que também é algo que devemos ter em conta. Relativamente à população idosa, acho que temos que dar continuidade ao trabalho que tem sido feito. Nem tudo o tem sido feito esta mal, o que está mal feito tem de ser revisto, o que está bem feito pode ser melhorado. Quando nos candidatamos, acho que nunca podemos dizer: «está bem feito, paramos por aqui». Penso que devemos ir mais além, até o actual Executivo, nas suas linhas gerais, sabe que, mesmo aquilo que fez bem feito, vai pretender melhorar. Na questão dos idosos tem vindo a ser feito um bom trabalho, e vamos apenas tentar melhora-lo em alguns aspectos, pois cada um tem o seu modo de actuar e nós teremos o nosso.

- Se for eleito qual é primeira medida que vai tomar?

A primeira medida que irei tomar quando chegar à Câmara, depois de cumprimentar os funcionários, será reestruturar alguns serviços da autarquia.

- A reestruturação passa também pelos SMA ou apenas pelos serviços administrativos e técnicos?

Passará pela reestruturação de alguns serviços, não só pela Câmara Municipal mas também pelos Serviços Municipalizados.

José Manuel R. Silva / Diário de Aveiro, 11/07/2005

CDS admite acordo local com PS para afastar PSD

O CDS-PP "está disponível para entendimentos com outras forças partidárias que, tal como nós, estejam apostadas em mudar a política local", declarou, ontem, o presidente do partido, Ribeiro e Castro, durante um almoço, em Albergaria-A-Velha, que assinalou o arranque da campanha eleitoral dos populares naquele concelho - que os centristas perderam, há quatro anos, para o PSD - e que contou com a presença de Paulo Portas

"Albergaria enganou-se há quatro anos e apeou o CDS do poder. Mas, agora, é tempo de corrigir o erro e voltar a dar nova oportunidade ao nosso partido, depois de verificar o logro em que caiu", sublinhou, perante uma plateia de cerca de 1200 pessoas.

O ex-líder do CDS esteve ao lado de Ribeiro e Castro, ontem, no distrito de Aveiro, por onde foi eleito deputado, mas não discursou. "O partido tem um líder legítimo e , pela minha parte, quando entender falar, falarei acerca da política local e nacional", disse Portas.

"Hoje, vim ajudar quem antes me ajudou, nada mais", disse, em Albergaria-a-Velha. Mais tarde, em Sever do Vouga, instado pelos jornalistas, sobre o seu silêncio político, acrescentou que apenas deixou de ter "contacto com os jornalistas, com o público não!".

Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha durante 16 anos, Rui Marques perdeu as eleições há quatro anos. Desta vez vai em número dois, alegadamente por razões profissionais. Coube-lhe abrir as hostilidades contra o adversário que o arredou da autarquia, o social-democrata João Agostinho, que acusou de ter trocado "projectos estruturantes por uma cultura de imagem pessoal e pelos passeios e pelas festas". Na mesma linha, o candidato à Câmara, Carlos Resende, disse que o concelho "pouco ou nada mudou nestes quatro anos, e, se mudou, foi no sentido da regressão".

"Em três anos - acusou - a despesa corrente da Câmara aumentou 29%, mas ironicamente Marques Mendes diz que João Agostinho é um gestor de grande rigor".

Carlos Resende manifestou-se preocupado por o desemprego no concelho ter ultrapassado os 7,5%. "Muito acima da média nacional", assinalou. Quanto a projectos, garantiu que apostará na criação de um centro de formalidades e de um gabinete de atendimento ao munícipe. E comprometeu-se afazer a discussão pública dos investimentos mais importantes e caros.

JN, 26/9/2005

Onda de apoio a Carlos Resende

Ribeiro e Castro e Paulo Portas estiveram, em Albergaria-a-Velha, para apoiar a candidatura de Carlos Resende à Câmara Municipal. O almoço do CDS-PP reuniu, no passado fim-de-semana, dezenas de pessoas.

Ribeiro e Castro, o líder do Partido Popular, esteve em Albergaria-a-Velha para apelar à mudança autárquica no concelho. Paulo Portas preferiu remeter-se ao silêncio, afirmando apenas que se limitou a “ajudar quem esteve com ele ao longo dos últimos anos”.

“Albergaria-a-Velha tem saudades de uma gestão do CDS – PP”. As palavras de Ribeiro e Castro, que defendeu também que “Carlos Resende é uma marca de mudança nesta terra que nos é tão querida”. Na opinião do dirigente nacional do PP, Albergaria-a-Velha “enganou-se” e cometeu “uma grande injustiça”, há quatro anos atrás. Contudo, o líder do Partido Popular acredita que o concelho está a tempo de “corrigir” o erro e de colocar novamente o município na “rota certa”. Ribeiro e Castro confia na nova equipa camarária que, segundo este, “rasgará” um novo futuro para Albergaria-a-Velha. O popular considera o seu partido é “um campeão nas políticas sociais, familiares, ambientais e económicas”. Ribeiro e Castro nunca considerou o CDS – PP como um partido “vencido”, e garantiu que o grupo vai lutar para ganhar as eleições autárquicas. “Nós temos condições de vencer em Albergaria-a-Velha”, sublinhou o líder do Partido Popular.

Segundo Ribeiro e Castro, “a obsessão do Partido Socialista pela presidenciais está a roubar tempo de antena aos presidentes de câmara, que agora deveriam ter a palavra”. O dirigente do CDS defendeu ainda que deve ser dada maior atenção às eleições autárquicas, visto que são as câmaras municipais a determinar a ligação das comunidades locais com o Estado”.

Carlos Resende também tomou posse da palavra para criticar o actual executivo camarário, liderado pelo PSD, referindo que “nada mudou no nosso concelho, a não ser, o facto de termos regredido em algumas matérias”. O também presidente da concelhia local, insistiu no facto do Partido Social Democrata ter feito promessas, há quatro anos atrás, que não cumpriu. “Prometer foi fácil. Fazer foi difícil”. Perante os apoiantes à sua candidatura, o candidato “popular” propôs-se a retomar o desenvolvimento do município, apostando sobretudo no emprego, na zona industrial, protecção civil e economia. “Em 2001 atrás não havia problemas de emprego em Albergaria-a-Velha, hoje há uma taxa de 7,5 por cento, que está acima do valor nacional”, referiu Carlos Resende, que quer investir no parque empresarial concelhio e criar um Gabinete do Investidor e um Centro de Empresas. Com estes projectos, o dirigente local do Partido Popular pretende dotar os serviços municipais de “pessoas com conhecimento da matéria”.

Na Protecção Civil, o quartel dos bombeiros foi novamente tema de discurso. Carlos Resende prometeu resolver a questão caso venha a ser eleito. “Na reunião com os bombeiros de Albergaria, tive conhecimento que para avançar com a construção do novo quartel era necessário pelo menos cerca de 30 por cento do valor total da obra (cerca de 60 a 90 mil Euros). Eu garanto que comigo na Câmara haveria esse dinheiro, uma vez que as obras na Rua de Santo António, foram mais caras e estão feitas”, explicou o dirigente.

Carlos Resende sublinhou ainda a constante falta de obras da gestão PSD, bem como a falta de programa eleitoral, do mesmo partido, para estas eleições. E concluiu dizendo: “precisam de ler o nosso para fazer o seu”.

Paulo Portas não discursou, mas aceitou falar aos jornalistas na saída do almoço. Numa curta declaração, o antigo líder popular justificou a sua presença como um “apoio” a quem “muito” o apoiou.

Jornal da Ria

sábado, 10 de julho de 2010

2009 - As listas surpreendentes do CDS/PP

Apesar de a constituição das listas ser um assunto do foro interno dos partidos políticos, não podemos deixar de as analisar, designadamente no que respeita à sua constituição e tirar algumas ilações políticas. É no seguimento dessa análise que ficámos surpreendidos com as listas do CDS/PP à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal. Recorra-se à história autárquica do concelho de Albergaria-a-Velha para que nos possam compreender melhor.

Em 2001, o Presidente da Câmara Municipal era Rui Marques. No mesmo ano, concorreu às eleições autárquicas, em conjunto com outras forças partidárias, uma lista de Independentes à Câmara e Assembleia Municipal que tinha um único, público, objectivo político: destronar Rui Marques da mesma presidência. Encabeçou a lista de Independentes à Câmara Municipal Delfim Bismarck. O resultado foi a conquista da Câmara Municipal pelo PPD/PSD sob a liderança do actual Presidente da Câmara, João Agostinho. É, por isso, surpreendente o concurso de Delfim Bismarck como cabeça de lista do CDS/PP à Assembleia Municipal.

Mas não menos surpreendente, é a integração na lista à Câmara Municipal às Autárquicas de 2009 de Rui Marques em segundo lugar, à semelhança do sucedeu nas eleições de 2005. Surpreendente, por um lado, porque sofreu uma derrota eleitoral em 2001 em resultado do concurso de uma lista de Independentes liderada por Delfim Bismarck; e, por outro, porque faltou a mais de 75% das reuniões de Câmara Municipal, para a qual foi eleito como Vereador em 2005.

Não questiona-mos a legitimidade de um Vereador em faltar quando as condições pessoais o exigem. Mas quando se verifica tal nível de absentismo, significa que não temos condições pessoais para o exercício dos cargos públicos a que nos propusemos. Qual a autenticidade de uma nova recandidatura ao cargo de Vereador? Qual o respeito que tem pelos eleitores que o elegeram com o seu voto? Nenhum!

São estes jogos políticos que afastam os cidadãos da nobre função que é servir a causa pública.

São estes jogos políticos que desacreditam a política e os políticos, com a marca, neste momento, do CDS/PP de Albergaria-a-Velha.

Publicada por Projecto Albergaria (PS),20/08/2009

Etiquetas: Albergaria-a-Velha, eleições autárquica