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sexta-feira, 25 de março de 2022

Albergaria 2001

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Foto tirada num jantar convívio em 21/Nov/2001, no restaurante Brandão em Angeja, organizado pela Presidente da Junta de Freguesia de Angeja, mandato autárquico 1998/2001.

Fila do pessoal sentado, da esquerda para a direita. Presidente da Junta de freguesia de Angeja Professora Helena Vidinha (PSD); Vereador Dr. Adelino Santiago (PS); Presidente da Junta de freguesia de Frossos Drª Sandra Almeida (CDS); Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, Saul Silva (CDS); Membro do executivo da Junta de Freguesia de Angeja Sr. António Gomes (PSD); Vereador da Câmara Municipal Professor Rogério Camões (PSD). 

Fila de cima em pé. Membro do executivo da Junta de freguesia de Angeja Sr. Pires (PSD) (julgo que já falecido); Presidente da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha Sr. Fernando Nogueira da Silva (já falecido); CDS) Presidente da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha Snr. Engº José António Piedade Laranjeira (PSD); Vereador Sr. Mário Vidal (PSD); Presidente da Junta de freguesia de Vale Maior Sr. Carlos Nunes (PS); Presidente da Junta de Freguesia de São João de Loure Sr. Plácido Melo Silva (PSD); Presidente da Junta de freguesia da Ribeira de Fráguas Prof. Manuel (CDS); Dr. Rui Manuel Pereira Marques, deputado da Assembleia da Republica (CDS) e Vereador Tércio Melo Silva (PSD).

Comentário de Saul Siva que partilhou a foto no facebook
Imagem e textos retirados do grupo Familias de Albergaria

As eleições realizaram-se em 16-12-2001 e Rui Marques perdeu para João Agostinho que era presidente da JF de Alquerubim. Dos 8 presidentes da JF apenas continuaram os presidentes de Frossos e Branca.

Presidentes da Câmara:

Dr. Rui Manuel Pereira Marques (1986-1998 / 1999-2002)
Saúl Oliveira Silva (1998-1999)


https://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/ActividadeDeputado.aspx?BID=532&lg=VI 1991,1995

https://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/ActividadeDeputado.aspx?BID=532&lg=VII 1999


Juntas de Freguesia:

Concelho de Albergaria-a-Velha - 1998/2001.

Albergaria-a-Velha . Fernando Nogueira da Silva (CDS)
Alquerubim . João Agostinho Pinto Pereira (PPD/PSD)
Angeja . Maria Helena Vidinha Trindade (PPD/PSD)
Branca . Fernando Soares Ferreira (PPD/PSD)
Frossos . Sandra Isabel Silva Melo Almeida (CDS-PP)
Ribeira de Fráguas . Manuel Martins da Silva (CDS-PP)
São João de Loure . Plácido Melo da Silva (PPD/PSD)
Valmaior . Carlos Manuel da Silva Nunes (PS)

Concelho de Albergaria-a-Velha - 2002./2005

Albergaria-a-Velha . José Manuel Torres e Menezes (PPD/PSD)
Alquerubim . Carlos Manuel Moreira Branco (PSD/PSD)
Angeja . José Manuel Dias Neves (CDS-PP)
Branca . Fernando Soares Ferreira (PSD/PSD)
Frossos . Sandra Isabel Silva Melo Almeida (CDS-PP)
Ribeira de Fráguas . Manuel Henrique Araújo Martins (CDS-PP)
São João de Loure . Adalberto Manuel Mónica Correia Póvoa (PSD/PSD)
Valmaior . Carlos Manuel Silva Santos (PS)

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Paços do Concelho em obras


Calendário de 1989 do CDS

Vê-se o candidato Rui Marques (que voltou a ganhar) junto às obras dos Paços do Concelho.

As obras de remodelação começaram em Fevereiro de 1989 e terminaram em Março de 1993.

Foram executadas pela SCARP - Sociedade de Construções António Rodrigues Parente.

http://novos-arruamentos.blogspot.com/search/label/Pa%C3%A7os%20do%20Concelho

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Entrega de Medalha



 Rui Marques nasceu em 1953 e é formado em Medicina pela Universidade de Coimbra, tendo-se estabelecido como médico em Albergaria-a-Velha. Foi Presidente da Câmara Municipal quatro mandatos consecutivos, de 1986 a 2002, e Vereador durante três mandatos, de 2002 a 2013. Exerceu o cargo de Deputado à Assembleia da República em 1998-1999 e foi Presidente Fundador da Associação de Municípios do Carvoeiro e Vice-Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Atualmente é membro da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha.

O Município atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro em 18 de Fevereiro de 2017

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Rui Marques


Sem querer fazer política, mas porque a história faz-se (também…) de factos e de realidades indesmentíveis, ainda que por vezes o tempo as desvaneça, convém lembrar que o Dr. Rui Marques teve um primeiro mandato muito bom, um segundo mandato assim assim (se me é permitido usar esta linguagem falando do desempenho de um cargo…) e um último mandato na verdade muito mau ou mesmo, na opinião de muita gente descomprometida com quem se fala e que vota (…), desleixado e desastroso em muitos aspectos e foi esse deslizar para o abismo que tornou possível que um então relativamente desconhecido presidente da Junta de Alquerubim tivesse chegado a presidente da Câmara Municipal de Albergaria.


Mesmo que apenas com os tais cento e tal votos que naquele caso representaram, dado o anterior prestígio do Dr. Rui Marques e a notória implantação do partido que o apoiava, particularmente em Albergaria, na Ribeira de Fráguas e em S. João de Loure, mais do que uma grande vitória de João Agostinho, uma fortíssima penalização a uma certa arrogância e a um certo autismo que os anos prolongados no topo às vezes tendem a proporcionar. É que o povo é sereno, como dizia o outro, mas por vezes não anda tanto a dormir como alguns pensam…

sexta-feira, 8 de março de 2013

Rui Marques No Parlamento (1999)

«Rui Marques, eleito presidente da Câmara Municipal de Albergaria-A-Velha nas últimas eleições autárquicas mas a ocupar actualmente as funções de deputado na Assembleia da República foi o alvo de fortes críticas nesta Assembleia Muncipal. Críticas oriundas sobretudo da bancada do PSD, nomeadamente de Mário Jorge Lemos Pinto que alegou mesmo ser ilegal a suspensão do mandato do presidente da Câmara, Rui Marques. Contactado pelo Linha da Frente, Rui Marques afirmou estar 'tranquilo e descansado'. Sobre este caso 'não estou minimamente preocupado', refere ainda Rui Marques.

Linha da Frente, 06/05/1999


domingo, 20 de maio de 2012

Rui Marques 2001 - CDS


Caros Albergarienses:

Consciente de que nas eleições autárquicas, não se vota em partidos, antes se escolhem personalidades, suspendi há já alguns anos uma carreira médica para me dedicar a um outro trabalho comunitário não menos aliciante – A Presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.

Fi-lo convicto de que o meu contributo ainda que modesto, associado ao de alguns outros muito poderia ajudar o concelho a encetar pela via do desenvolvimento e do progresso, sempre com o propósito de elevar os níveis de bem-estar das pessoas integradas na nossa comunidade.

Esta convicção inicial veio felizmente a confirmar-se.

Conciliando-se um conjunto de factores, o concelho mudou muito em poucos anos e mudou para muito melhor.

Confirmam-no todos os indicadores estatísticos provenientes das mais variadas fontes. Só não constata mesmo, quem, de facto não quer.

Agora, com resultado à vista, reflectindo sobre estes anos de intenso trabalho e dedicação, sinto que valeu a pena.

Hoje, quando associo o passado ao futuro junto a felicidade ao entusiasmo, a tranquilidade à confiança, a recompensa à determinação.

Sei que há ainda muito para fazer e que a minha disponibilidade é ainda maior.

Temos novos e valorosos projectos em curso; acompanha-me uma equipa renovada com pessoas de excepcionais qualidades humanas e intelectuais e adquiri uma experiência e um conjunto de conhecimentos que me parece não dever ser desaproveitado pelo município.

Sustentado num trabalho sério, dedicado e profícuo cujo resultado está à vista, quero prosseguir no próximo mandato com um conjunto muito ambicioso de investimentos de que o concelho muito beneficiará.

Assim, de entre muitas outras acções previstas, propomo-nos:

· Solicitar ao Parlamento a elevação de Albergaria-a-Velha a cidade
· Criar a Polícia Municipal.
· Construir a Biblioteca Municipal – Acordo já assinado com o Governo. Projecto elaborado pelo Sr. Arqº Siza Vieira. Terrenos em expropriação.
· Construir o Centro Cultural da Branca – Obra em concurso público. Projecto elaborado pelo Sr. Arqº Carrilho da Graça. Terrenos em expropriação.
· Concluir a construção da Piscina Municipal de S. João de Loure – Obra iniciada.
· Construir a Piscina Municipal da Branca – Obra já adjudicada.
· Construir o Pavilhão Gimnodesportivo de Alquerubim – Projecto em fase de conclusão.
· Ampliar o Serviço de Urgência do Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha – Projecto em curso. Acordo estabelecido com o Governo.
· Apoiar a COMFA na construção do Pavilhão Gimnodesportivo de Angeja – Projecto em fase de conclusão.
· Requalificar a Fábrica de Papel de Vale Maior por forma a dar-lhe utilidade pública.
· Apoiar o Grupo de Telhadela na construção do Pavilhão Gimnodesportivo de Telhadela.
· Concluir a construção dos 48 fogos de Habitação social em Alquerubim – Obra em curso.
· Ultimar o processo para a construção dos 180 fogos de Habitação a custos controlados no Alto de Assilhó – Projectos já concluídos.
· Promover projectos de Habitação a custos controlados em várias freguesias.
· Requalificar a Rua José Gonçalves de Pinho, em Frossos.
· Construir a Variante de Angeja – Projecto elaborado.
· Construir a Rede de saneamento de S. João de Loure – Já adjudicada.
· Construir a Rede de saneamento de Alquerubim – Já adjudicada.
· Construir a Rede de saneamento na Branca – Já adjudicada.
· Construir o Quartel dos Bombeiros.
· Requalificar o Mercado Municipal.

Alguns destes empreendimentos já estão em marcha imparável, outros necessitam ainda de grande empenhamento para terem início,

Com o vosso apoio que, desde já, agradeço, contem com o melhor do meu esforço para os prosseguir e assim engrandecer este concelho que a todos nos deve honrar.
Um abraço amigo.

Rui Marques / CDS

Obra   Mensagem  Projectos

Página de campanha de Rui Marques à Presidência da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. url: http://www.ruimarques.cjb.net/

As eleições acabaram por ser vencidas pelo PSD (João Agostinho Pinto Pereira) após a permanência de Rui Marques como presidente da autarquia durante 16 anos - entre 1985 e 2001.

Entrevistas a Rui Marques em 2000 e em 2007.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

2000: Entrevista a Rui Marques



Albergaria-a-Velha ficou, de há anos a esta parte, estigmatizada pela "invasão" de droga nas escolas, e pela "mancha negra" que constitui a prostituição, na sua forma mais degradante – a de estrada. Rui Marques, presidente da Câmara há 15 anos tem lutado contra esses flagelos e embora não se encontrem debelados, especialmente a prostituição, estão numa, forma regressiva. Outra desgraça que costuma abater-se sobre a área do seu concelho são os fogos que, e felizmente, este ano têm andado por outras bandas. O concelho vive um surto de desenvolvimento e a pouco e pouco vai mostrando uma face nova, mercê, de grandes investimentos. Mas há muito por fazer ainda...

CP - O PP continua a corresponder aos seus ideais políticos, ou nem por isso?

RM - Na maior parte das questões identifico-me com as posições do PP, embora não me identifique COM nenhuma das correntes. Para cada uma das questões tenho a minha posição. O meu grande partido foi sempre a Câmara. Sou médico, gosto de exercer medicina, mas talvez no melhor momento da minha vida profissional vim para a Câmara, gosto do trabalho que faço, mas ao nível da carreira política não tenho grandes ambições.

CP - Mas gostaria de ter visto outros rumos para o PP?

RM - Sinceramente, não gostaria de me pronunciar sobre questões do partido, e pela simples razão que sou muito mais um autarca do que um homem do Partido.

CP - Quase a completar um quarto mandato, acha que os objectivos que se propôs quando veio para a Câmara estão atingidos ou estão muito aquém?

RM - Muito aquém não estamos, mas eu estou sempre insatisfeito. De uma forma geral acho que o trabalho é positivo, porque a generalidade dos objectivos estão atingidos embora haja outros, porque este trabalho não pára. O trabalho desenvolvido ao longo destes anos levaram a que o concelho se transformasse. Isto é público e notório. O concelho sofreu uma grande transformação, para melhor, mas há ainda muito por fazer...

CP – Essa transformação é palpável em que áreas?

RM – Hui.. tantos. Olhe, por exemplo, o mercado de emprego. Hoje temos uma taxa de desemprego residual. Vieram para Albergaria muitos investidores, há muito mais dinheiro, as pessoas têm um nível de vida melhor...

CP – Mas a nível da Educação, a situação é também animadora?

RM – Sem dúvida... temos um Plano para o sector educacional que está praticamente cumprido e que satisfaz em todas as suas vertentes.

CP – Especifique...

RM – Ao nível do pré-primário temos, ao nível da componente pedagógica, uma cobertura a 100%, e estamos a trabalhar muito a sério na componente do acompanhamento, mas aí depende muito também da vontade dos pais. Mas desde que eles queiram faremos também uma cobertura a 100% e isto implica também a realização de obras. Mas estamos a trabalhar no sentido de adaptação das salas. Estamos, por isso, muito acima da média nacional. Ao nível dos 2º e 3º ciclos, com a escola que agora abriu em S. João de Loure, ficamos com todo o concelho coberto e permite-nos até uma outra coisa que é caminhar no sentido da extinção da telescola.

Falta-nos o Secundário mas que ficará também coberto com a Escola de Albergaria.

CP – Vamos agora falar de acessibilidades no concelho...

RM – A acessibilidade está boa, embora haja alguns casos que é preciso resolver, Mas deixe-me que lhe diga que os casos mais gritantes são da responsabilidade da administração central, isto e, estradas nacionais que o governo quer transferir para a Câmara. Como exemplo refiro-lhe a E16-3 que vai de Vale Maior a Telhadela, passando pela Ribeira de Fráguas... aí está o problema mais complicado, mas estamos a tentar que ela seja beneficiada. Há ainda outro problema no acesso da zona sul que tem um bom traçado mas precisa de um piso melhorado. Mas hoje as distâncias medem-se em tempo e não em quilómetros... e no concelho de Albergaria ninguém demora mais de dez minutos a chegar à sede.

CP – A zona industrial tem-se expandido a olhos vistos... como tem sido a motivação por nós investidores?

RM - Nós não temos que contactar directamente os investidores basta que lhes demos condições e fizemos um grande investimento com verbas que eram da Câmara, do I QCA, criamos um parque com boas condições de acessibilidade, bons acessos interiores e todas as infraestruturas necessárias, desde a água até ao gás natural, passando pelo saneamento. Há excelentes condições de acessos com a proximidade do IP5, da auto-estrada e do IC2 e tudo isto conjugado faz com que se tenham cá implantado. Todos os dias está gente a chegar. Ainda recentemente estive em Vitória a visitar uma unidade de unia empresa de metalomecânica que se quer instalar cá com uma área coberta na ordem dos 30.000 m2. O parque industrial está a crescer e já tem muito boas empresas, e pode dizer-se que está quase todo ocupado mas temos já o Plano de Pormenor da Zona Industrial que está para ser aprovado já com zonas de expansão. É um problema perfeitamente equacionado em termos de crescimento, o que há um problema paralelo, que é a falta de mão de obra. Já há quem se queixe, mas espero que isso se resolva com a vinda de mais pessoas para o concelho.

CP – Isso leva-nos ao problema da habitação. Há condições para acolhimento de mais população?

RM – Neste sector o mercado tem respondido. E como os preços não são muito altos... Aqui mesmo na sede do concelho está a ser desenvolvido um projecto de arquitectura de um complexo de 140 fogos de habitação de custos controlados e em Alquerubim vai a ser a Câmara a promotora de cerca de meia centena de fogos, também de custos controlados, que está na fase de negociações com o INH. Dentro de pouco tempo, espero, vamos pôr a concurso a construção destas habitações.

CP – Mas nem tudo são rosas neste concelho. Há problemas...

RM - Há problemas e graves, como a droga. Albergaria beneficia de ter um enquadramento viário muito bom, mas o que entra de bom também entra aqui de mau. É um local onde o tráfego se desenvolve com alguma intensidade, exactamente por ser um nó estratégico das vias de comunicação. É conhecido que é um ponto de encontro de traficantes. É uma presença em quase todas as escolas. Os traficantes sabem bem que é nesses escalões etários que se inicia o consumo e é aí o local de venda privilegiado, tornando-se o alvo preferencial dos traficantes. Há aí zonas onde, toda a gente o sabe, o negócio é mais visível, mas segundo as informações que tenho obtido de responsáveis é que não é este tipo de traficante que interessa, embora funcionem como o mecanismo pelo qual se pode chegar mais longe. Daí que a intervenção a este nível seja um pouco mais frouxa.

CP – Ainda não há muitos anos houve, aqui bem perto, problemas com as etnias ciganas...

RM - Houve, sim senhor, mas nada de problemas xenófobos. Foi mais uma vertente do problema de que temos estado a falar... a droga.

CP – Mancha negra continua a ser a prostituição.

RM – Já não tanto. À medida que as manchas florestais reduzem, as condições para essas mulheres também são cada vez piores, mas é uma mancha em que a legislação é muito permissiva. Mas são já focos muito mais reduzidos, até porque a zona que era mais pretendida para esse negócio, entre Albergaria-a-Velha e Albergaria-a-Nova, está quase toda ocupada por espaços comerciais. Ainda há um pequeno foco no Sobreiro, mas a tendência é também para acabar. Pode dizer-se que ainda há pequenos focos para a tendência é para diminuir ou acabar.

CP – Albergaria é um concelho seguro?

RM – Temos alguns problemas de segurança, mas todos eles também provocados pela droga. Há alguma pequena criminalidade, toda ela relacionada com esse flagelo. Mas já conseguimos que o efectivo da GNR, em Albergaria, fosse reforçado e temos já o compromisso do governo e está já em orçamento o novo quartel na Branca. Há já terreno, e é uma obra nova que vai reforçar a segurança no concelho, cobrindo toda a zona norte, ficando o posto de Albergaria para as zonas centro e sul. Por outro lado, oferecemos também uma viatura à GNR no âmbito do programa Escola Segura.

CP – Este ano o seu concelho esteve um pouco imune à tragédia dos fogos.

RM – Graças a Deus!!! Mas ainda houve alguns, mas sem grande dimensão. Não quero embandeirar em arco, mas isto são questões de ocasião. Eu penso que a zona que ardeu, dentro de um ano está outra vez em condições de arder... se tivermos o azar das condições climatéricas ajudarem os incendiários e se eles quiserem pegar fogo, penso que arde tudo outra vez. È muito difícil combater os incêndios quando não há limpeza da floresta. Temos o helicóptero que em termos de vigilância é muito bom, e temos um excelente corpo de bombeiros, mas isso não chega. Temos procurado prevenir arranjando muitos caminhos, para que os acessos sejam facilitados. Temos muitos pontos de água e financiamos os bombeiros no que concerne a bons carros e bom equipamento. Procuramos, em suma, dar condições para que o combate aos incêndios seja o melhor possível. Mas mais não podemos fazer.

CP - Para concluir, fale-nos dos projectos em desenvolvimento.

RM – Há um investimento grande na Biblioteca, cujo projecto é do arquitecto Siza Vieira. É uma obra para cerca de 250 mil contos. É uma obra que vem sendo perseguida há muitos anos, e para a qual já tinha indicado à Câmara talvez umas dez possíveis localizações. Finalmente a obra vai por diante, ficará situada numa zona a seguir ao Pavilhão gimnodesportivo, próximo das Escolas, e sobranceiro ao Vale onde queremos desenvolver o Parque da Vila. A Biblioteca fica integrada no Parque o que penso ser unia boa solução. É uma obra que dignificará Albergaria.

Depois há um outro projecto, o do Centro Cultural e Posto de Saúde da Branca, que é da autoria do arquitecto Carrilho da Graça, o autor do Pavilhão dos Mares na Expo-98. Vai ser um projecto conjunto, com duas obras diferentes e financiadas por Ministérios diferentes. Todo o projecto é do mesmo autor e é um empreendimento homogéneo. Como pode ver fez-se muito mas há uma que ainda gostava de ter este ano resolvida uma pretensão que é a de um polo da Universidade de Aveiro. Há negociações, já falei com o senhor Reitor e já adquirimos a Quinta do Torreão, que era o local ideal para esse polo da Universidade..

Mas não posso deixar de lhe referir que a Câmara de Albergaria esteja a ser descriminada em relação a outros concelhos, do Partido Socialista. É o caso da recuperação da sala de Cine-Teatro. Quando as coisas estão bem, eu reconheço, mas [não] neste caso, e estou a dize-lo pela primeira vez. Há um caso flagrante de discriminação intolerável. Aveiro, Estarreja e Sever do Vouga já viram esse problema resolvido, e quanto a Albergaria há um esquecimento sintomático.


Entrevista de Arménio Bajouca, Campeão das Provincias, 07/09/2000


PERFIL

Rui Manuel Pereira Marques, de 46 anos é um presidente de Câmara eleito sucessivamente pelo CDS e CDS/PP, na terra onde nasceu. Licenciado em medicina pela Universidade de Coimbra, há 15 anos que deixou de exercer para se dedicar de corpo inteiro à autarquia. Para além da presidência da Câmara de Albergaria-a-Velha é também presidente da Associação de Municípios do Carvoeiro e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios.

Divorciado e pai de quatro filhos (3 rapazes e uma rapariga, de 24, 18, 4 e um ano respectivamente) confessa não ter tempo para a leitura, mas gosta muito de cinema e o último filme que o marcou especialmente foi "A vida é bela". Já no que respeita à TV prefere coisas ligeiras que o descontraíam de um dia muito preenchido com coisas sérias. Por isso, "Sai de Baixo" é o anti-depressivo que vê, quando pode, para além da Informação, pois gosta de estar a par do que se passa no pais e no mundo. Relativamente à febre do momento – Big Brother – não concorda com o formato que, na sua opinião, "não tem nada de cultural e explora apenas o devassar da intimidade das pessoas, numa guerra de audiências que não é positiva para a sociedade, não traz vantagens nenhumas e nada tem de educativo". Gosta de jogar Ténis e de ir caçar com os amigos. Desportivamente falando praticou andebol por mais de vinte anos, e Beira-Mar, Sanjoanense, Académica de Coimbra e Clube de Albergaria foram clubes pelos quais envergou a camisola.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Eleições Autárquicas 1985

As eleições autárquicas portuguesas de 1985 foram realizadas a 15 de dezembro de 1985.

CAMARA MUNICIPAL

Eleitos:

CDS - Dr. Rui Marques (Presidente); Alexandre Soares Pereira e Saúl Oliveira Silva;

PSD - Dr. Mário Jorge. Prof. Rogério Camões e Eng.º Téc. Américo Chaló;

PS - Aires Ferreira

Total de inscritos: 16 306; total de votantes: 10 584; abstenções: 5722 (35%)

O facto mais saliente foi a vitória para a Câmara do Candidato do CDS, Dr. Rui Marques.

ASSEMBLEIA MUNICIPAL

PSD - Eng.º José Laranjeira, Dr. Flausino da Silva, Fausto Meireles, Mário Couto, Dr. António Santos, Dália Nunes, José Parente, Manuel Santos e Jorge Melo;

CDS - Joaquim Nadais, Tércio Silva, José Resende, Manuel Neves, Pedro Marques, Alberto Matos, Dr. Júlio Pereira e Fernando Silva;

PS - Jacinto Martins, António Almeida e Hernâni Fernandes;

APU - Carlos Lopes.

Em 1982 eram eleitos 35 deputados e em 1985 apenas 21.

O PSD foi o partido mais votado e com mais deputados mas o CDS juntou-se ao PS para eleger Joaquim Nadais como Presidente da Assembleia Municipal.
 

JUNTAS DE FREGUESIA

As Juntas de Freguesia eram constituídas por 13 elementos, em 1982, e passaram a 9 elementos. Excepção para Frossos que tinha nove e passou a ter sete.

+ Albergaria-a-Velha

CDS - Fernando N. da Silva, António de B. Marques, Arménio Silva e Orlando de Oliveira; PSD — Henrique Castro, Flávia Fonseca e António Parente;  PS — Albérico Alho e Manuel Pereira.

+ Alquerubim

PSD — Carlos Mortágua, Adelino Silva, João Pereira, José Silva, João Melo e Narciso Branco; CDS - Secundino Branco; PS — José Carlos Oliveira e António Fernandes.

+ Angeja

CDS - António das Neves, António Salgado; Altino de Pinho, António Trindade e Ermelinda Salgado; PSD - José Tavares, Domingos da Silva e Mário Couto; CDS - Fernando N. Nogueira

+ Branca

PSD - Manuel Antão, Júlio de Bastos, Fernando Ferreira e António S. Ferreira; CDS - Manuel Malheiro, Albérico Almeida, Manuel Silva e Manuel Angera; PS - José António da Silva.

+ Frossos

PSD - Fernando Praça, Jorge Melo, José Pereira, Manuel Paiva e António de Abreu; CDS — José Santos e Orlando Simões.

+ Ribeira de Fráguas

CDS - Leonardo Pereira. Albino da Silva, Fernando da Silva, César de Almeida e Aldina da Silva; PSD — Fernando Marques, João Silva e Manuel Bastos; PS — Maria Assunção Dias.

+ S. João de Loure

CDS — Plácido da Silva. Manuel da Silva, António Lopes, Manuel Oliveira e Mário de Pinho; PSD — Tobias de Figueiredo e Carlos Morais; FCI — Manuel Miranda e Manuel Ribeiro.

+ Valmaior

PSD — Carlos Tavares, Joaquim Pereira e Maria Marques; CDS — Virgílio da Silva, Alberto Matos e Manuel dos Santos; PS - António Nogueira, Carlos Nunes e Carlos Salgueiro



-
Mandato

Joaquim Augusto Ferreira Nadais - Presidente

Mandatos: Janeiro de 1986 a Janeiro 1990 
Constituição da Assembleia: 

Presidente: Joaquim Augusto Ferreira Nadais
1ºSecretário: Fausto Ferreira Meireles
2ºSecretário: Jacinto Delfim Bastos Ferreira Martins
Vogais: José António da Piedade Laranjeira
Flausino José Pereira da Silva
Tércio Melo Silva
José António Resende Marques da Silva
Mário Ferreira Couto
Manuel Henriques da Conceição Neves
António Carvalho dos Santos
António Almeida
Dália Rosa Faria Nunes
Pedro Tomás Pereira Marques
José Manuel Correia Parente
Alberto José Mouteiro de Matos
Hernani Manuel Reis Aidos Fernandes
Manuel Pereira dos Santos
Júlio Francisco Pereira
Carlos Lopes
Jorge da Silva Melo
Fernando Alberto Esteves Nogueira da Silva
Fernando Nogueira da Silva
Carlos Manuel Melo Mortágua
António Lopes das Neves
Manuel Nunes Antão
Fernando António Andrade Dias Praça
Leonardo Silva Pereira
Plácido Melo da Silva
Carlos Manuel de Araujo Tavares

CDS - Rui Marques


PSD - Mário Jorge

PS - Aires Rodrigues


Eleições Autárquicas de 1985 Município de ALBERGARIA-A-VELHA
TOTAL FREGUESIAS 8 INSCRITOS 16302
++++++ ASSEMBLEIA MUNICIPAL ++++++ ++++++++ CAMARA MUNICIPAL ++++++++
MANDATOS 21 MANDATOS 7
VOTANTES 10584 64,9 VOTANTES 10584 64,9
+++++++++++++++++++ VOTOS +++ MAND +++++++++++++++++++ VOTOS +++++ + MAND
BRANCOS 192 1,8 BRANCOS 159 1,5
NULOS 190 1,8 NULOS 173 1,6
PSD 4356 41,2 9 CDS 4217 39,8 3
CDS 3604 34,1 8 PSD 4144 39,2 3
PS 1739 16,4 3 PS 1507 14,2 1
APU 503 4,8 1 APU 384 3,6


























































PRESIDENTE DA CAMARA - CDS


STAPE Informação resultante do escrutínio provisório organizado pelo STAPE - Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral  (ANMP)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Entrevista a Rui Marques

Rui Marques / Beira Vouga
Eleitorado pregou-me uma partida

Rui Marques diz nunca ter pensado em ser político na sua vida. O facto de vir a ser médico era algo que já vinha dos desejos da juventude, mas a política, confessa, foi algo de imprevisível e de duração inesperada.

Tive que decidir cedo (talvez cedo demais) o tipo de vida que ia abraçar. Com 16 anos terminei o 7º ano. que era na altura o equivalente ao actual 11º ano. Como não havia o 12º tive que decidir qual a área de actividade que ia abraçar e fiquei na indecisão entre a engenharia e a medicina, optando pela segunda. Com 16 anos matriculei-me na Faculdade de Medicina de Coimbra, mas admito que foi muito cedo, ninguém está suficientemente maduro nessa idade para tomar uma decisão como esta, que é das mais importantes da nossa vida.

Rui Marques acabou o curso e quatro anos depois regressou a Albergaria-a-Velha, onde nasceu e foi criado, passando a exercer medicina perto da família e das suas raízes.

A escolha que julguei prematura acabou por ser acertada. Não estou arrependido. A medicina é uma actividade com uma componente humana muito forte. Identifico-me muito com esta actividade e pelos vistos parece que tenho um certo jeito para aquilo também [sorrisos]. Se fosse hoje voltava a fazer exactamente o mesmo.

Depois veio a política.

Na política, normalmente, quando o partido quer um bom resultado procura pessoas na sociedade, que na sua actividade pofissional estejam a desenvolver uma actividade com algum mérito, ou seja, pessoas que se estão a sair bem. Eu penso que estava a sair bem na medicina e houve um partido que resolveu tirar-me do meu descanso [sorrido]. Inicialmente disse que não, que não veria de forma alguma a minha participação na política.

Estávamos em 1985 e Rui Marques foi abordado para ser o candidato do CDS à Câmara de Albergaria-a-Velha. Depois de muitos “nãos" e partindo do pressuposto de que seria difícil o CDS ganhar a Câmara ao PSD, o jovem médico lá aceitou o repto.

Aceitei candidatar-me na perspectiva de poder ajudar numa reunião camarária de 15 em 15 dias, ou seja, eu continuava a fazer a medicina e pelo meio ia a duas reuniões de Câmara por mês. Era a forma de prestar o menu tributo ao concelho, até porque tinha 32 anos, naquela altura. Mas o eleitorado pregou-me uma partida e ganhei a Câmara por poucos votos, por uma unha negra.

“Nunca pensei ser presidente da Câmara”

A medicina começou a perder terreno para a política na vida do entrevistado, que apesar da inesperada vitória assumiu a cadeira do presidente e só a largou 16 anos depois.

Como em tudo na vida gosto de assumir as minhas responsabilidades e abracei a Câmara, o que veio a ser um abraço muito longo, de 16 anos. A medicina ficou para trás, é óbvio, eu não conseguia fazer duas coisas de responsabilidade ao mesmo tempo. Agora é certo, nunca pensei ser presidente da Câmara e nunca pensei, muito menos, estar lá 16 anos.

Rui Marques acredita que o CDS, como partido democrata cristão, era aquele em que se revia na altura, bem como actualmente, com destaque para a componente humanista do mesmo.

Isso tudo tem a ver também com a minha actividade de médico. Acreditava e acredito em muitos dos princípios do CDS, entre os quais a valorização da pessoas humana... embora haja questões que não concordo tanto, é exactamente o que sinto em relação a qualquer outro partido, há coisas boas e más e eu pugno por manter a minha maneira própria de pensar.

Depois de 16 anos de poder, Rui Marques viu escapar a presidência da Câmara para o PSD e para João Agostinho. Apesar das escassas dezenas de votos, o certo é que se pôs termo a um ciclo de quatro mandatos. Será que desgaste político foi a principal razão?

Acredito quem foi um ciclo que terminou. Eu já podia ter perdido as eleições no mandato anterior ou até podia ter voltado a ganhar Há fenómenos e veja, o CDS é um partido que normalmente não ganha eleições aqui (ganhei eu) mas mesmo assim, nas eleições que perdi, em oito freguesias ganhei em seis. Se utilizássemos aqui o sistema americano eu ganhava seis a dois [risos] e acabei por perder por 50 ou 60 votos. Como a votação foi muito expressiva nas duas freguesias onde perdi, ficou assim ditado o resultado, sendo que uma delas é a freguesia do actual presidente.
Agora, aceitei bem aquilo que o eleitorado escolheu e aceito também que tenha sido um desgaste, isto da política cansa... sãos fenómenos de desgaste natural.

"Os 16 anos de ouro de Albergaria"

Olhando para trás, neste percurso de 16 anos. Rui Marques disse ter feito bastante obra, lamenta ter deixado coisas por fazer mas diz ter saído tranquilo e "sem pedras no sapato'.

Deixei muita obra. Penso que foram os 16 anos de ouro de Albergaria. Não há memória na história de Albergaria de tanto empreendimento, de tanta realização de obra, de tanto trabalho. Agora, deixei muitos projectos em curso que naturalmente gostaria de acabar Assim, não deixa de ficar o meu nome ligado ao nível dos projectos, lançamento das obras e da decisão de construção de determinados empreendimentos. Gostaria e espero que o actual presidente, João Agostinho, faça em oito anos metade do que fiz em 16.

Rui Marques, depois destes quatro mandatos voltou à política local exactamente como queria ter começado, ou seja, participar em reuniões de Câmara de 15 em 15 dias.

Lá está [risos]. É uma actividade lúdica neste momento. Vou lá falar de vez em quando mas é de forma lúdica. Ninguém me vê lá com grandes berros, grandes confusões. Agora, estou a falar de uma actividade lúdica mas com responsabilidade.Sem presunção da minha parte, tenho uma postura construtiva e responsável e gostava que me vissem como uma espécie de "senador", uma pessoa que tem experiência e que Albergaria não deve desperdiçar figuras assim.

Sem enveredar por uma postura crítica contra o actual presidente da Câmara, facto que Rui Marques diz ter dificuldade de o fazer publicamente, o ex-presidente de Câmara diz que apenas teve que dizer, pontualmente, algumas coisas.

Não tenho hábito de estar a criticar porque sou sempre alvo de suspeição por ter passado pela Câmara. 

As críticas faço-as no local certo. É certo que há coisas que não me agradam, há coisas que eu não faria da maneira que foram feitas e acho que há coisas que se fizeram que não se deveriam ter feito. Mas essas críticas estão exaradas em acta, pois é assim que o faço.

Entrevista ao jornal Beira-Vouga, 30/08/2007