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quarta-feira, 30 de abril de 2025

Exposição 100 anos dos Bombeiros

 A Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha inaugura no próximo sábado, pelas 10h30, a exposição “Bombeiros de Albergaria-a-Velha, 100 anos de História”.

A mostra é uma homenagem sentida a 100 anos de serviço, coragem e dedicação de homens e mulheres que, ao longo de um século, deram o melhor de si pela segurança e bem-estar da população de Albergaria-a-Velha. Através de fotografias, documentos históricos, fardamentos, equipamentos, revisita-se a História da nobre instituição dos Bombeiros de Albergaria-a-Velha, que é parte indissociável da identidade do Concelho.

No verão de 1922, um incêndio alastrou no quarteirão compreendido entre a Praça Rainha D. Teresa e o caminho junto ao edifício dos Correios. O povo foi chamado a intervir e foi possível salvar quase todas as casas, apesar dos parcos meios disponíveis. Após este acontecimento, que poderia ter tomado proporções mais graves, começaram os Albergarienses a consciencializarem-se da necessidade da criação de um corpo de bombeiros, que acudisse nestas e noutras necessidades. A primeira reunião, para a organização de um corpo de bombeiros foi em abril de 1924, com os primeiros Estatutos a serem aprovados em Assembleia Geral de 14 de dezembro de 1924. O alvará do Governador Civil de Aveiro é datado de 22 de janeiro de 1925, sendo os primeiros Corpos Gerentes posteriormente eleitos em 15 de março de 1925.

A exposição integra o programa comemorativo do centenário dos Bombeiros de Albergaria-a-Velha e pretende ser um momento de memória, celebração e reconhecimento.

CMA, 28 Abril 2025

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Bombeiros

Resenha Histórica

A primeira notícia de que temos conhecimento sobre o combate a incêndios em Albergaria-A-Velha, remonta a 3 de Agosto de 1909. A Câmara Municipal decidiu "Adquirir uma bomba para extinção e incêndios, bem como uma sineta para dar alarme, quando precizo, que será colocada nos paços do Concelho", em virtude de um pequeno incêndio que ocorrera no edifício dos Paços do Concelho.

Mais tarde, no final de uma tarde de verão, no ano de 1922, um incêndio terá alastrado no quarteirão compreendido entre a Praça Rainha D. Teresa e o caminho junto ao edifício dos Correios. Os sinos terão tocado a rebate, chamando as pessoas com urgência para a Rua de Cima (hoje Rua Dr. Alexandre de Albuquerque), onde deflagrara o incêndio. O povo conseguiu salvar quase todas as casas, socorrendo com determinação, apesar dos parcos meios de que dispunha, à excepção da casa de habitação de José Soares Ribeiro (local onde hoje se encontra a Relojoaria e Ourivesaria Pessoa).

Após este acontecimento, que poderia ter tomado proporções mais graves, começaram os albergarienses a consciencializarem-se da necessidade da criação de um corpo de bombeiros, que acudisse nestas e noutras necessidades. A primeira reunião, para a organização de um corpo de bombeiros, terá tido lugar em 3 de Abril de 1924, no escritório do advogado Dr. António Fortunato de Pinho (rés do chão do edifício em estilo Arte-Nova situado na Praça Ferreira Tavares). Os primeiros Estatutos foram aprovados em Assembleia Geral de 14 de Dezembro de 1924, o alvará do Governador Civil de Aveiro é datado de 22 de Janeiro de 1925, sendo os primeiros Corpos Gerentes Posteriormente eleitos em 15 de Março de 1925.

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Bomba Braçal - Importada propositamente da Alemanha no início de Setembro de 1924. Custou 9.768$69, mais 563$40 de transporte por caminho de ferro e 759$38 de despesas alfandegárias. Foi entregue à Associação antes de 20 de Setembro de 1924 e experimentada em 7 de Outubro do mesmo ano, com o melhor sucesso. O seu funcionamento processava-se através do abastecimento de água, por baldes, para o depósito da bomba e desta para o incêndio através da bomba movida braçalmente.

Chevrolet - Pronto-socorro adquirido no início da década de 30. Foi o segundo automóvel da Associação.

(Transcrição feita a partir do folheto do Programa das Comemorações do 75º Aniversário)

https://arquivo.pt/wayback/20021013013839/http://bvav.planetaclix.pt:80/historial.htm

terça-feira, 27 de junho de 2023

Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha

ELÍSIO SILVA É O NOVO PRESIDENTE (1998)

Uma larga participação de associados legitima uma vitória histórica

A lista B, liderada por Elísio Apolinário Silva venceu as eleições para os órgãos sociais dos bombeiros voluntários de Albergaria-a-Velha, num acto largamente participado, pois 439 sócios exerceram o seu direito de voto, quando habitualmente apenas vinte a trinta votantes votam em idêntico acto eleitoral.

A votação decorreu durante cerca de três horas, tendo-se formado duas extensas bichas, pois os sócios eram identificados antecipadamente, dirigindo-se depois à câmara de voto, em tudo igual à de uma qualquer eleição legislativa, presidencial ou autárquica.

O universo eleitoral era constituído por 3827 sócios, tendo exercido o seu direito de voto cerca de onze por cento. Após três horas consecutivas de votação, apuraram-se os resultados, tendo a lista de Elísio Apolinário Silva somando 281 votos, enquanto a de Isidro Lopes da Silva, o anterior presidente da direcção se ficava pelos 152 votos. Em termos de percentagens, a lista vencedora teve 64 por cento dos votos e a vencida chegou aos 36 por cento.

O presidente da Assembleia Geral cessante, Samuel Oliveira Fernandes, felicitou de imediato a lista vencedora, mas o associado Augusto Pinto da Silva levantou o problema de uma possível irregularidade existente na lista B, pois o candidato a presidente do Conselho Fiscal, o advogado José Manuel Pedro, somente se inscreveu como sócio dos bombeiros há menos de um mês. Durante meia hora, foi suspensa a divulgação oficial dos resultados, tendo siso solicitado parecer jurídico ao próprio José Manuel Pedro e a Brito da Silva, igualmente advogado e candidato a vice-presidente, pela lista A. O primeiro não emitiu opinião, alegando ser a parte interessada e Brito da Silva pediu que fossem posteriormente consultados outros juristas. Por sinal, estavam na sala mias dois advogados, Mário Jorge Lemos Pinto e Adelino Santiago, que reuniram com elementos das duas listas.

O presidente cessante, Isidro Lopes da Silva, usaria então da palavra para recordar todo o processo anterior, garantindo que fora ele próprio a detectar a situação de José Manuel Pedro, mas o presidente da AG acabou por aceitar a lista B, após  inscrição de José Manuel Pedro como sócio.   

Isidro Lopes da Silva informou que apesar dos juristas tarem admitido que haveria razões para uma eventual impugnação dos resultados eleitorais, estes haviam sido claros «quanto à vontade soberana dos sócio e os elementos da lista A não são donos dessa vontade». «Não contava com este resultado, mas quero dizer que quem ganhou as eleições foi a Associação dos Bombeiros de Albergaria», reforçou, o que lhe valeu uma prolongada ovação dos muitos sócios ainda presentes na sala.

José António Laranjeira, eleito presidente da AG, que já foi presidente e comandante da corporação, à qual está ligado há três décadas, disse pretender evidenciar «este gesto do anterior presidente e, por isso, estou de acordo com a afirmação de que embora se soubesse antecipadamente que uns iam ganhar e outros iam perder, o importante é esta atitude de compreensão e colaboração, que só beneficia os bombeiros e, por isso, estou extremamente feliz».

Finalmente, Elísio Apolinário Silva, que completava 45 anos no dia da eleição, encerrou os discursos, quando a madrugada já começava, e considerou as eleições como «um acto de vitalidade e a nossa candidatura foi assumida em 13 de Novembro, mas quero lembrar que nos últimos quatro anos tenho estado ligado directamente a esta casa».

A seguir, o novo presidente, clarificaria notícia publicada no JN, na qual era avançada uma eventual divergência com o actual comandante, José Ricardo Bismarck, que estaria na base do aparecimento da candidatura da lista B. Segundo Elísio Silva,«o comandante nunca esteve em causa, mas também não fez campanha pela nossa lista e merece a nossa total confiança».

Terminava assim um dos actos mais participados de uma associação de bombeiros que completará dentro de pouco tempo as suas «bodas de diamante», pois os Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha foram fundados em 1925.

Os novos dirigentes são os seguintes:

Assembleia Geral:    Presidente: Engº José António Piedade Laranjeira;    Vice-Presidente: Engº Carlos Manuel Pereira Moura; Secretários: Angelo José de Jesus Soares (1º) e Adelino José Lisboa Martins da Cunha (2º).

Direcção:    Presidente: Elísio Apolinário Simões da Silva    Vice-Presidente: Engº Pedro Manuel O. Martins Pereira    Secretários: Rui Fernando de Sá Sousa e Crastro (1º) e Carlos Manuel Nunes Leandro (2º)    Tesoureiro: António Jorge Teixeira M. Sereno    Vogais: José Manuel Gomes Fernandes (1º) e Dr. José Manuel Torres e Menezes (2º)

Conselho Fiscal:    Presidente: Dr. José Manuel Henriques Silva Pedro    Vice - Presidente: José Luis Marques Mendes    Secretário - Relator: Sergio Manuel Silva Nunes Pereira.

Fonte: Beira Vouga, 31-01-1998

terça-feira, 14 de julho de 2020

Sirene dos bombeiros


Sirene dos Bombeiros - Importante Alteração

Albergaria-a-Velha cresceu significativamente nos últimos anos. A velha urbe não pára de se alargar em todas as direcções e o pólo industrial concentrou-se essencialmente a norte a considerável distância do centro urbano, ajudando à dispersão e afastamento do quartel de grande parte dos efectivos dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha.

Por outro lado, a qualidade de vida dos residentes na parte central da vila há muito que vinha sendo abalada devido à incomodidade da SIRENE, especialmente a altas horas da noite, e à crescente dificuldade de circulação que o movimento de viaturas provoca por ocasião dos grandes sinistros que infelizmente têm fustigado o Concelho com alguma frequência.

Os tempos mudam, as tecnologias vão evoluindo como consequência do progresso e resposta às novas necessidades e os Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha decidiram adoptar uma nova forma de alerta e chamamento dos seus efectivos ao quartel, substituindo a velha sirene por um "PAGER" individual, pequeno aparelho de recepção de mensagens pré-gravadas e accionadas via telefone a partir do quartel.

Trata-se de uma importante modificação nos procedimentos tradicionais em matéria de alerta, mais eficiente, já que cada Bombeiro é avisado individualmente e de imediato pelo sinal sonoro ou vibratório emitido pelo seu "PAGER" - o qual lhe transmite ainda qual o tipo de sinistro para que é chamado - é menos perturbador, uma vez que desaparece o até aqui habitual silvo estridente da sirene com todos os inconvenientes que implicava.

Esta alteração de procedimentos, que implica um significativo esforço financeiro da Corporação, está em vigor desde o início de Junho, Razão pela qual deixou já de se ouvir a tradicional sirene que, de futuro, somente será utilizada em casos transcendentes ou situações de calamidade pública.

Albergaria-a-Velha, Junho de 1997

A Direcção e o Comando

Fonte: Beira Vouga, 30-06-1997

Regressa a sirene dos Bombeiros

Os bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, informam a população que a partir do dia 1 de Agosto de 2002, o sistema de sirene automática (Bip's), deixa de funcionar para alertar todos os bombeiros de qualquer situação anormal, voltando a ser accionada a sirene do quartel, o que nos devolve a memória dos tempos antigos.

O toque da sirene, não é de todo a maneira mais prática e eficaz de proceder, pelo barulho que provoca, principalmente de noite.

A maioria dos bombeiros, não reside junto do quartel, por isso nem sempre é audível o toque, o que origina toques constantes e prolongados, em qualquer situação o que gostaríamos de evitar.

Durante o dia, o local de trabalho dos bombeiros fica longe do quartel, por isso não se ouve a sirene.

Para isso, o Comando e a Direcção estão a desenvolver todos os esforços para que a situação não se prolongue por muito tempo a fim de conseguirmos uma eficiente chamada dos soldados da paz para socorrer rapidamente quem mais precisa.

Até lá, resta-nos pedir o todos, que compreendam a atitude tomada mas é uma situação que nos ultrapassa e à qual somos alheios.

Fonte: Jornal de Albergaria, 09-07-2002

Sirene volta a tocar

A Sirene do antigo quartel dos Bombeiros, vai voltar a tocar aos domingos e feriados às 12 horas.

Também será accionada sempre que necessário por motivos operacionais.

Fonte: Site Bombeiros, 14-03-2019


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Bombeiros DVD

http://www.ribeirinhas.pt/produto/bombeiros-de-albergaria-o-dia-a-dia-dos-nossos-herois/

B.V. Albergaria - Um Outro Olhar

Especial reportagem dos Bombeiros de Albergaria. O dia a dia dos nossos heróis, as entrevistas que faltavam. Um DVD de coleção com cerca de 65 minutos sobre a Corporação de Bombeiros de Albergaria.
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Este trabalho foi realizado no mês de novembro de 2014 e a produção agradece a todos os bombeiros, diretores e restantes pessoas que colaboraram neste DVD.
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A criação deste trabalho de certeza que mudou a vida dos profissionais do Ribeirinhas TV, e este é o primeiro de muitos, com os lucros a reverter na integra para esta instituição.
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Registo no IGAC: 3528/2014
Classificação: M12
O DVD está à venda nos Bombeiros de Albergaria-a-Velha, no Ribeirinhas TV (na loja online em httb://www.ribeirinhas.pt/loja) ou em vários pontos de venda espalhados pelo concelho.

Existe um outro DVD do Ribeirinhas.TV dedicado  ao APACDM de Albergaria-a-Velha
http://www.ribeirinhas.pt/produto/appacdm-albergaria-um-outro-olhar/

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Bombeiros

Visita dos candiatos do CDS por ocasião da campanha eleitoral - Set/2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Bombeiros

No âmbito da atualização dos dados referentes aos corpos de bombeiros do país, o portal bombeiros.pt esteve recentemente no quartel de Albergaria a Velha no distrito de Aveiro.
 
Imagens: António Pina & Raul Nunes / ver mais em: Bombeiros.pt

quinta-feira, 21 de março de 2013

Inauguração Quartel Séc. XXI

Os orgãos sociais e o comando têm a honra de convidar V. Exa. para a cerimónia de Inauguração do “Quartel Séc. XXI”, situado no arruamento H da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, que se realiza no dia 07 de Abril de 2013.

Programa:

10.00h Formatura geral para imposição de condecorações;
10.30h Recepção aos convidados;
11.00h Inauguração Oficial do Quartel Séc. XXI;
11.30h Sessão Solene;
15.00h Desfile apeado e motorizado.

http://www.bombeirosdealbergaria.pt

O actual quartel não servia para as necessidades deste corpo de bombeiros, afirmava o anterior comandante, José Ricardo Bismarck, em declarações ao jornal "Bombeiros de Portugal".

Actual quartel está obsoleto (2008)

(...) justifica a afirmação com os factos de a instalação ter sido “projectada em 1965 e inaugurada em 1969, quando havia três viaturas. Ele foi projectado para seis e hoje temos 33. Havia, na altura, 20 bombeiros e foi projectado para cerca de 30. Hoje temos cerca de 140 bombeiros e está obsoleto. Não foi pensado para ter mulheres, para ter tantas viaturas, para ter oficinas de manutenção, para ter um apoio de comando e de secretaria… E, nesse sentido, é um quartel que perdeu a validade”. 

A pensar no futuro, “estamos a trabalhar no projecto do novo quartel há oito anos, mas já a partir de 1982 se falava em ampliações e na necessidade de um novo quartel, por este estar esgotado”. 

O comandante José Bismarck fez questão de mencionar, agradecido, a equipa técnica que o tem ajudado. “Na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, o arquitecto Eduardo Costa Ferreira, os engenheiros Carlos Goulart e Paulo Elísio e a Dr.ª Sandra Figueiredo; na Universidade de Aveiro, os professores doutores Carlos Borrego e Nelson Martins e o engenheiro Luis Tarelho; na NJL – Industrias Metalurgicas, Lda., os engenheiros Mário Miguel Marques Mendes e Luisa Pereira; na 2M – Comércio e Serviços de Electricidade, Lda., o engenheiro José Leite; na Scentor SA – Energy and Building Solutions, o engenheiro Francisco Lamas.
 
Jornal Bombeiros de Portugal, 14/Nov/2008

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tiago Monteiro homenageia o avô

foto: albergaria em revista
Máquinas fotográficas, telemóveis de última geração e máquinas de filmar multiplicavam-se, ontem, à porta quartel do Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha. A razão para tal azáfama era a chegada do conhecido piloto de Fórmula 1, Tiago Monteiro, que esteve em Albergaria-a-Velha a homenagear o seu avô, Sérgio Costa.

A multidão abraçou o desportista à chegada no quartel dos Bombeiros Voluntários da vila, edifício que Sérgio Costa ajudou a construir.

Tiago Monteiro entregou as suas luvas autografadas aos bombeiros locais, em sinal de carinho pelo homem por quem tinha uma grande paixão. «Com este gesto queria homenagear o meu avô, em particular, bem como os bombeiros de Albergaria-a-Velha e de todo o país». Tiago Monteiro aproveitou para sublinhar a importância dos bombeiros, dizendo: «Os riscos da minha profissão, são menores face aos perigos que estes homens enfrentam diariamente».

Há dois anos, por motivos profissionais, o piloto não pôde estar presente na cerimónia de homenagem ao seu avô, organizada pelos bombeiros voluntários locais. Porém, prometeu que viria à terra Natal da sua família lembrar Sérgio Costa. A promessa foi agora cumprida pelo piloto que contactou pessoalmente o comandante José Bismarck para agendar a vinda a Albergaria-a-Velha.

A presença na localidade emocionou o condutor que demonstrou simplicidade na abordagem ao público presente no salão de festas dos bombeiros albergarienses. O jovem piloto agradeceu a presença de todos e garantiu que estar em Albergaria-a-Velha foi muito importante para si. «É com estas ocasiões que sinto mais motivação e força», revelou.
Tiago Monteiro é descendente de uma família muito acarinhada na vila de Albergaria. O condutor de Fórmula 1 recordou ao Diário de Aveiro que se lembra das férias que passava na sede de concelho com os primos. O avô de Tiago foi comerciante, comandante dos bombeiros de Albergaria e um dos impulsionadores da construção do actual quartel. António Vinhas lembrou a obra realizada pelo homem que Tiago Monteiro fez questão de homenagear. «Sérgio Costa foi uma figura muito especial, não só para a vila de Albergaria, mas para todo o concelho. Ele batalhou pelo desenvolvimento desta terra».

O desportista revelou que quando era mais pequeno queria ser bombeiro e que um dos impulsionadores desse sonho era o seu avô. «Quando era mais novo não pensava ser piloto de Fórmula 1, mas sim bombeiro. E a minha família proporcionou-me muitas vezes a possibilidade de estar perto das actividades levadas a cabo por estes homens». Mais tarde, perto dos 17 anos é que começou o bichinho da condução, que curiosamente também teve origem no seu avô, Sérgio Costa. «Foi ele o primeiro a motivar-me para isto também», confessou.

Depois da cerimónia, Tiago Monteiro presenteou o público com uma sessão de autógrafos e de fotografias. O piloto despediu-se de Albergaria-a-Velha depois de ver de perto o carro que Sérgio Costa conduziu nos tempos de bombeiro e prometendo voltar assim que a sua agenda profissional permita.

Carmen Martins, Diário de Aveiro, 15/01/2006

 Tiago Monteiro homenageado nos bombeiros
Tiago Monteiro veio a Albergaria-a-Velha oferecer as luvas de competição com que conduz um potente «Jordan» da Fórmula 1, por todos os continentes. Com esse gesto simbólico, o «às do volante trouxe um grande naco de solidariedade para com os bombeiros, em homenagem ao pai e bisavô.

O piloto de Formula 1, Tiago Monteiro, neto do antigo presidente e comandante dos bombeiros voluntários de Albergaria-a-Velha, Sérgio Reis Costa e bisneto do também antigo presidente da direcção, António Henriques da Costa, esteve na tarde do passado sábado, dia 14, no quartel da corporação albergariense, onde fez a entrega aos bombeiros locais de um par de luvas de competição, com que conduziu o seu monolugar da Jordan, nas várias provas da mais importante competição do automobilismo profissional.

Uma verdadeira multidão encheu por completo o salão de festas, onde usaram da palavra Elísio Apolinário Silva e José António Piedade Laranjeira, presidentes da direcção e da assembleia geral da corporação, João Agostinho Pereira, presidente da Câmara Municipal e Filipe Neto Brandão, governador civil de Aveiro, para quem Tiago Monteiro, com este gesto, demonstrou ser «um piloto e desportista exemplar, que sabe estar em sociedade, ligado a causas nobres e solidárias». Na mesa a partir da qual foi conduzido este significativo evento, tomaram ainda lugar o presidente do conselho fiscal dos bombeiros, José Pedro e o comandante do corpo activo, José Ricardo Bismarck.

José António Laranjeira lembrou a acção de Sérgio Costa, enquanto presidente e comandante dos bombeiros de Albergaria-a-Velha, na construção do quartel onde agora se encontrava Tiago Monteiro, que confessou o seu sonho de criança, em que queria ser bombeiro. O piloto revelou que com este gesto, pretendeu «homenagear a memória do meu avô e do meu bisavô e também todos os bombeiros de Portugal, cujos riscos diários são bem mais arriscados do que os da minha profissão, mesmo que as pessoas possam pensar o contrário». O piloto da Fórmula 1 não deixou de reconhecer que o grande apoio que sente por parte do público português lhe alivia o intenso stress que a competição lhe exige. Logo à frente, acentuaria: «sei que conto com muita gente a meu lado e quero retribuir esse carinho e esse encorajamento, melhorando cada vez mais as minhas aptidões e prestação competitiva».

Elísio Apolinário Simões Silva realçou o facto de Tiago Monteiro descender de «duas ilustres famílias de Albergaria-a-Velha e o bem que nos entrega hoje, vale por um grande simbolismo, pois é com as luvas que Tiago Monteiro calça nas mãos, que conduz o carro com que tanto tem honrado o nosso país». O presidente da direcção dos bombeiros citou o conhecido poema de Manuel Alegre ( a que chamou Manuel Duarte «para evitar conotações de carácter político relacionadas com o momento actual», onde o poeta diz que «com as mãos se faz a paz/ com as mãos se faz a guerra».

João Agostinho lembrou que Tiago Monteiro tem ascendência numa terra «com oito séculos de história e que se orgulha de ter um campeão ligado à nós e não me esqueço que a sua mãe, (Isabel Marina, que acompanhou o filho nesta retorno à terra que a viu nascer), foi minha companheira de infância». Como que a legitimar este pormenor, João Agostinho entregou a Tiago Monteiro o livro «Albergaria-a-Velha- Oito séculos de História» e a lápide onde a Rainha Dona Teresa decide criar a «Albergaria dos pobres e passageiros...», que continua a marcar o nascimento real de Albergaria-a-Velha.

Por fim, veio o momento máximo da tarde, com Tiago Monteiro a entregar o par de luvas de competição, encaixilhadas num quadro, ao comandante José Ricardo Bismarck que a seguir as passou para as mãos de Elísio Apolinário Silva, no meio de enorme ovação. No programa estava inscrita uma sessão de autógrafos, que demoraria mais de uma hora, face aos incontáveis «rabiscos» que um «deus do asfalto», português, ligado a Albergaria-a-Velha foi fazendo em tudo quanto lhe era colocado na frente, nunca manifestando o mais pequeno sinal de enfado. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vida de um bombeiro

Natural de Assilhó onde viveu a infância e juventude, Delfim de Bastos Ferreira de Carvalho rumou aos 23 anos até Vale Maior depois de ter casado com Emília. Com apenas 18 anos de idade (em 1964), Delfim Carvalho inicia nos bombeiros como voluntário e em 1997, a convite de José Ricardo Bismarck, comandante da corporação passa a ser oficial de dia do quartel. Além de bombeiro, Delfim Carvalho desempenhou funções como pedreiro e metalúrgico, na fábrica Alba onde esteve 27 anos. Entrou nos Bombeiros em 1964.

O “bichinho” em ser bombeiro foi incutido pelo pai. As histórias que o pai contava em casa fez com que o interesse fosse crescendo. Dessa forma, Delfim Carvalho, o irmão e irmãs decidem ir para os bombeiros.

Desde pequeno que ouvi histórias sobre os bombeiros. O meu pai era bombeiro por isso eu e os meus irmão decidimos seguir o caminho dele. As minhas irmãs faziam parte do corpo de voluntárias da saúde e eu e o meu irmão éramos bombeiros voluntários. Na altura existia um grupo de meninas que ajudavam no transporte de doentes ao fim-de-semana e as minhas irmãs decidiram juntar-se e ajudar.

Depois de um ano e meio de instrução, em 1964 iniciei a actividade voluntária na corporação albergariense que ficava situada na actual sede do Clube Desportivo de Campinho, em Albergaria. Na altura existiam apenas 22 bombeiros.

Em 1969 tive um acidente e o comandante da altura, José Laranjeira, convidou-me para realizar o trabalho de operador central. Mais tarde, em1997, José Bismarck, actual comandante convidou-me para ser oficial de dia do quartel, no quadro activo dos bombeiros.

Primeiro trabalho como bombeiro

Delfim Carvalho não esqueceu o primeiro dia como bombeiro. A corporação albergariense foi chamada para um incêndio em Angeja, mas um acidente com o carro aberto Chevrolet fez com que não iniciasse a actividade naquele dia.

O meu primeiro trabalho como bombeiro foi complicado. Na altura fomos chamados para um incêndio florestal em Angeja e seguimos num carro aberto Chevrolet. Não cheguei a combater o incêndio porque quando íamos a caminho do incêndio despistamo-nos, na conhecida curva do Tomás, no lugar do Sobreiro. Não ganhei para o susto e o sucedido não me fez desistir do sonho de ser bombeiro. No despiste não houve feridos, mas os danos na viatura foram elevados.

Sandra Carvalho, Jornal Beira Vouga, 30 de Abril de 2007


(...) foi também entregue pelo representante o crachá de ouro a Delfim Carvalho, há 44 anos ligado aos bombeiros de Albergaria-a-Velha e que, entre outras condecorações, possui a medalha de serviços distintos, grau ouro e que foi por várias vezes eleito bombeiro do ano da corporação. Vítima de um grave acidente que o deixou paraplégico, Delfim Carvalho mantém-se ligado aos bombeiros, sendo responsável pelas comunicações e desempenhando funções de instrutor dos candidatos a bombeiros. Particularmente emotivo foi o momento em que a irmã do homenageado - ela própria, em tempos, elemento do corpo activo - leu uma mensagem em que dizia que o irmão e os bombeiros «fizeram desta missão voluntária e deste objectivo a razão das vossas vidas».

Diário de Aveiro, 07 de Abril de 2008

quinta-feira, 8 de março de 2012

Homenagem da AM a José Ricardo Bismarck



A Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha, reunida a 24 de Fevereiro, aprovou o voto de louvor a José Ricardo Bismarck que pediu a exoneração do cargo de Comandante dos Bombeiros Voluntários de Albergaria. A proposta, apresentada pelo CDS/PP, mereceu a aprovação de todos os deputados presentes, sendo a única excepção Delfim Bismarck, líder da bancada do CDS/PP, que justificou o facto, com uma declaração de voto, por ser irmão do homenageado.

(Leia a notícia na íntegra na edição da 1.ª quinzena de Março de 2012 do jornal Beira Vouga)

Notícia de 1997 do jornal Beira Vouga aquando da tomada de posse

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Imagens dos Bombeiros de Albergaria

ver mais imagens em http://www.bombeirosdealbergaria.pt/portal/

Imagem com a maquete do Quartel actual (projecto de 1966 e inauguração do Quartel em 1969)

2000: Bombeiros de Albergaria


Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, 1925-2000 : 75º Aniversário
(2000)

Texto do cartaz:

Instituto de Utilidade Pública, Sócio colectivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, desde 4 de Agosto de 1956, louvor da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Agrícolas, em 18 de Junho de 1963, Medalha de Ouro - 2 estrelas, da Liga dos Bombeiros Portugueses, em 3 de Dezembro de 1980, Medalha mérito municipal (Cobre) atribuída pela Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, em 27 de Maio de 1995; Programa das comemorações...

URL
http://sinbad.ua.pt/cartazes/CT-CA-I-6

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Imagens



Quartel "Século XXI" (imagens do futuro Quartel)


Retiradas do site da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Homenagem a Atanázio Ribeiro


Faleceu no dia 20/02/2011, o Eng.º António Manuel Atanázio de Carvalho Henriques Ribeiro, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha.

Nasceu em 15 de Fevereiro de 1926 em Albergaria-a-Velha. Formou-se pela Escola de Regentes Agrícolas, tornando-se Técnico dos Serviços Florestais, em Lisboa, Viseu, Aveiro e Águeda, de onde se aposentou como Administrador Florestal em 1993.

Foi Comandante dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha durante o período de 11 de Janeiro de 1975 e 20 de Janeiro de 1997.

Recebeu a Medalha de Mérito Municipal - Grau Ouro e o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portuguesa.

Fonte: Bombeiros de Albergaria

1997: Homenagem a Atanázio Ribeiro

"Revemo-nos em si e no seu exemplo"

Decorreu no passado dia 14 de Junho [de 1997], a partir das 17 horas, a cerimónia de homenagem ao antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Albergaria, Eng. Atanázio Ribeiro. Muitas presenças de amigos e admiradores, a Esposa do homenageado, os filhos e outros familiares. Várias mensagens serviram para dar uma ideia, aproximada, da estima e consideração que os albergarienses e os bombeiros têm para com Atanázio Ribeiro, que recentemente passou ao quadro honorário. A cerimónia decorreu no cine Alba, a cuja mesa presidiu o Dr. Rui Marques, presidente da Câmara Municipal. Integravam-na o homenageado, o vogal da Direcção do Serviço Nacional de Bombeiros, Joaquim Marinho, o representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, comandante Campos, o presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, comandante Valente, a representante da Direcção-Geral das Florestas, Engª Alda Vieira, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, António Augusto Martins Pereira, o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Albergaria, Ricardo Bismarck, o presidente da direcção da Associação dos Bombeiros de Albergaria, Isidro Silva, e o Eng. José António Laranjeira. O elogio do homenageado ficou a cargo do seu antecessor no comando dos bombeiros de Albergaria, eng. José António Laranjeira. Descrito o seu percurso profissional, o orador salientou as qualidades humanas de Atanázio Ribeiro, o seu espírito de entrega e de abnegação. Recordou ainda a proposta de recomendação apresentada na Assembleia Municipal de Albergaria, e de que foi o primeiro subscritor, no sentido de ao homenageado ser atribuída a medalha de mérito municipal, grau ouro, proposta essa aprovada por unanimidade e aclamação, Interveio ainda o presidente da Assembleia Municipal, Joaquim Nadais, que referiu a proposta da atribuição da medalha de mérito a Atanázio Ribeiro, da autoria de António Laranjeira, e à qual ele prontamente aderiu. Antes do agradecimento final, a série de discursos foi concluída pelo Dr. Rui Marques. A primeira referência até começou por ser feita a José António Laranjeira, pelo facto deste ter lembrado a proposta recomendação apresentada na Assembleia Municipal para a atribuição da medalha de mérito a Atanázio Ribeiro.

"Se não fosse o Eng. Laranjeira a apresentar a proposta, seria outro qualquer, ou até mesmo por geração espontânea...". Foi assim evidente o agastamento de Rui Marques pelo facto do Eng. Laranjeira ter lembrado a proposta (embora nem sequer tenha referido que fora o seu autor), no que por certo viu algum deslumbramento para si. Os presentes ficaram siderados com semelhante diatribe do presidente da Câmara, totalmente despropositada para o momento.

No final, os comentários foram ásperos, sendo geral a impressão de que o presidente da Câmara mais uma vez manifestou o seu mau génio quando alguém lhe passa à frente ou toma a iniciativa de alguma coisa. Rui Marques não teve sequer em consideração que, se havia alguém com legitimidade moral para apresentar a proposta à Assembleia e ser o seu primeiro subscritor - esse alguém só podia mesmo ser José António Laranjeira, que precedeu o homenageado no cargo de comandante dos bombeiros de Albergaria, e que com ele privou sempre perto, nomeadamente quando foi presidente do Serviço Nacional de Bombeiros. Enfim, minúsculas invejas.

Rui Marques anunciou que a medalha de mérito municipal foi de facto atribuída pela Câmara ao Eng. Atanázio Ribeiro, mas o seu regulamento prescreve que a entrega deva ser em sessão especial da Câmara. Aguardar-se-à por isso ocasião mais adequada, em que outras pessoas serão agraciadas.

No final, foi comovido o agradecimento de Atanázio Ribeiro. De improviso, com a voz embargada, o homenageado agradeceu as palavras proferidas, em especial as de António Laranjeira. Fez uma referência particular aos anteriores ajudantes de comando, José Carlos e Dr. Augusto Neves (pelo texto que este há tempos publicou no Jornal de Albergaria).

A sessão concluiu-se com a entrega de ofertas ao homenageado e o momento de apresentação de cumprimentos. Ao fim da tarde houve um agradável jantar no salão nobre do quartel dos Bombeiros de Albergaria, com a presença de várias dezenas de convivas. E, naturalmente, do Eng. Atanázio Ribeiro. Uma sentida homenagem, que em vários momentos foi justamente extensiva a sua Esposa, D. Maria José.

Fonte: Jornal de Albergaria, de 17/06/1997

1996: Despedida do Comandante Atanázio

Mais de duzentas pessoas responderam à chamada da Comissão das Velhas Guardas dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha e reuniram-se pelo quarto ano consecutivo no tradicional almoço de confraternização, durante o qual o actual comandante do corpo activo se despediu das suas funções, depois de mais de duas décadas à frente da septuagenária corporação humanitária albergariense.

Com efeito, António Atanázio Ribeiro, depois de ter percorrido todos os escalões da hierarquia do corpo activo, tem vindo a comandar este à mais de vinte anos, durante os quais viveu momentos de grande intensidade emocional, como sucedeu na Páscoa e no Verão de 1995, quando as chamas calcinaram praticamente toda a floresta concelhia e até um carro de combate a fogos ficou destruído no meio das chamas na freguesia de Ribeira de Fráguas.

Em 1992, constituíram-se as velhas guardas dos bombeiros de Albergaria-a-Velha, a cujo o projecto aderiram desde logo praticamente todos os bombeiros já retirados e de então para cá, todos os anos, em Dezembro, reúnem-se os antigos e os actuais "soldados da paz" e as respectivas famílias.

Este ano, as comemorações começaram com o hastear da bandeira, seguida de romagem aos cemitérios do concelho onde se encontram sepultados os corpos de bombeiros de Albergaria-a-Velha e houve ainda uma missa de sufrágio, celebrado pelo ajudante capelão, Fausto de Oliveira.

No almoço participaram ainda o presidente da Câmara Municipal, Rui Marques, o antigo comandante do corpo activo, António Piedade Laranjeira, que também já exerceu as funções de presidente do Serviço Nacional de Bombeiros, a actual direcção liderada por Isidro Lopes da Silva, o segundo comandante Augusto Silva Henriques, o ajudante de comando, José Carlos Oliveira, o ajudante médico, Augusto Lacerda Neves, o comandante da GNR, sargento Nogueira e ainda o vereador Saúl Silva e quase todos os presidentes das 8 juntas de freguesia do concelho, o que obrigou à constituição de uma alargada mesa principal.

A comissão actual, que detém um mandato de três anos e é presidida por José Manuel Gomes Fernandes, organizou ainda uma tarde cultural, com música tradicional portuguesa e um baile popular.

No momento dos discursos, António Atanázio Ribeiro, emocionar-se-ia até às lágrimas e depois de se despedir simbolicamente de todos os membros da mesa, diria que "não há bombeiro desta casa que depois de deixar o corpo activo, aqui não venha, por isso, se me deixarem, virei aqui todos os dias".

José António da Piedade Laranjeira, tal como já o havia feito há um ano, voltou a reivindicar a construção, por parte da autarquia, de um monumento concelhio ao bombeiro no centro da vila e por fim, proporia a passagem de António Atanázio Ribeiro ao quadro honorário, proposta que logo mereceu a aprovação unânime e que foi alvo de prolongada salva de palmas.

Fonte: Beira Vouga, 30/12/1996

2005: Ouro para lendário «soldado da paz»


O programa de ontem começou com a recepção aos convidados e formatura geral, seguida de imposição de condecorações, a mais altas das quais o crachá de ouro a António Manuel Atanázio Carvalho Henriques Ribeiro, um «soldado da paz» que ao longo de dezenas de anos ao serviço dos voluntários albergarienses adquiriu a condição de associado honorário e comandante do quadro de honra, depois de também ter sido presidente da direcção.

A condecoração foi colocada pelo vice-presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Araújo, e por João Agostinho Pereira, presidente da Câmara Municipal local, que entregou simbolicamente a Elísio Apolinário Simões Silva uma cópia da deliberação tomada pelo executivo camarário que concede aos bombeiros uma área de 16 mil metros quadrados, onde irá ser construído o novo quartel. Um cheque de 75 mil euros, igualmente entregue pelo autarca, destinou-se à aquisição de uma das quatro novas viaturas que passam a integrar a frota de veículos da corporação albergariense.

Jacinto Martins / Diário de Aveiro, 04/04/2005

sábado, 28 de agosto de 2010

Imagens

Jornal Beira Vouga, 1990

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bombeiros


Nos próximos dias 17 e 18 de Abril, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha completa 85 anos de existência. Com um percurso pautado pelo sucesso e desempenho reconhecido a nível nacional e além fronteiras, a Associação prepara-se para mais um marco na sua história: a construção do novo quartel século XXI.

Beira-Vouga, Abril 2010

A edição mais recente do jornal Beira-Vouga dedica várias páginas aos Bombeiros de Albergaria-a-Velha.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Anefa - Entrevista a José Ricardo Bismarck

Entrevista a José Ricardo Bismarck, Cmdt. dos Bombeiros Voluntários de Albergaria a Velha, publicada na Revista da Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente do 3º trimestre de 2009.
É indiscutível o papel das Corporações de Bombeiros nesta temática. A importância de ouvir quem lida com os fogos florestais na 1ª pessoa traduz-se na entrevista a [alguns] Comandantes de Corpos de Bombeiros.

Qual a área florestal e população que a corporação tem a “seu cargo” e com quantos efectivos contam?

José Ricardo Bismarck - O concelho de Albergaria-a-Velha tem 15.300 ha. Sendo que 80% é área florestal, com predominância quase absoluta de eucalipto. Temos uma população de 25.000 habitantes.

No Corpo de Bombeiros, contamos com 20 elementos profissionais e 120 voluntários. O piquete de fogo é diariamente constituído por 5 bombeiros, profissionais no horário normal semanal e voluntários nos outros horários.

Na fase Bravo e Charlie, existem 5 e 7 bombeiros para intervirem nos incêndios florestais.

Há muitos “obstáculos” na vossa actividade?

J.R.B. - As dificuldades gerais são estruturais e de entrosamento entre as diversas entidades que têm responsabilidades no combate aos incêndios florestais.

Nas dificuldades estruturais, saliento a falta de apoio do Estado ao voluntariado e o excesso de exigências, algumas delas burocráticas; Limitação da idade para a entrada nos bombeiros aos 35 anos; ausência de um quadro auxiliar de especialistas (Engenheiros florestais, civis, químicos. Médicos, enfermeiros, psicólogos. Mecânicos, motoristas, socorristas).

Por outro lado, no terreno, existem diversas entidades que assumem o combate inicial aos incêndios florestais, como especialistas em 1ª intervenção (conforme a legislação em vigor), mas na prática, o ónus do combate está nos bombeiros. É muito mais fácil ter taxas de eficiência no combate a fogachos, torna-se mais difícil em incêndios com mais de 10 ha, ainda mais com 100 ou 1000 ha. Diz um ditado popular que “quem come a carne, que roa os ossos”.

Não se pode continuar a passar a mensagem para a população, que uns são rápidos e bem treinados e que os outros não têm formação adequada (quando esta é a mesma e ministrada na mesma instituição).

Que mecanismos e meios têm à disposição para prevenção e combate e qual a vossa capacidade de resposta?

J.R.B. - Durante a fase bravo 1 ECIN 5 bombeiros (Equipa de Combate a Incêndios Florestais). Na fase Charlie 1 ECIN e 1 ELAC 5+2 bombeiros (Equipa Logística de Apoio ao Combate). 2 Grupos GIPS-GNR terrestres 2 helicópteros com brigada de 5 soldados. 1 Equipa de Sapadores Florestais. A capacidade de resposta é boa e rápida, permitindo que no Concelho não haja nenhum incêndio com mais de 10 ha desde 2005.

Quais as principais dificuldades encontradas no terreno?

J.R.B. - A falta de ordenamento florestal será o maior problema, reflectindo-se na falta de acessos, limpeza. Por outro lado, como estamos numa zona de monocultura do eucalipto, não existe descontinuidade florestal, o que aumenta significativamente o risco de um incêndio consumir uma parte importante da floresta. Este fenómeno, em Albergaria-a-Velha, ocorre sensivelmente cada dez anos.

O que pode a população fazer para ajudar ao vosso trabalho?

J.R.B. - A população é parte integrante do problema e da solução. Em primeiro lugar, limpar as zonas envolventes das suas habitações, criando uma faixa de descontinuidade mínima de 50 metros, permitindo que os incêndios florestais junto de povoações, não envolvam riscos urbanos. Assim, os bombeiros concentram-se unicamente no combate ao incêndio florestal.

Seguirem as instruções emanadas quer pelos bombeiros, quer pelas outras entidades; Não fazer queima de sobrantes durante a época proibida; não lançar foguetes; cumprir com as ordens de evacuação, etc.

Considera que as empresas locais que executam trabalhos florestais deviam ter um papel activo na prevenção e combate aos incêndios?

J.R.B. - Claro que sim. As empresas florestais são as primeiras interessadas em que não existam incêndios na floresta. Vivem da floresta, para a floresta e da floresta. Com a situação actual, só acumulam prejuízos.

A solução passa por fazerem plantações ordenadas e com um plano de DFCI (Defesa da Floresta Contra Incêndios).

Penso que uma das soluções para o futuro, será a constituição de ZIF’s (Zonas de Intervenção Florestal), visto haver a necessidade de emparcelar, para aumentar a dimensão de cada zona a intervencionar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Associação de Bombeiros


A Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha foi fundada, no dia 22 de Janeiro de 1923, para criar e manter um corpo de bombeiros no concelho.

Em 1925 foi criado o Corpo de Bombeiros de Albergaria-a-Velha no seio da referida Associação.

O Corpo de Bombeiros cessou em Março de 1944. Só seria restabelecido em 1949 graças ao empenho de Américo Martins Pereira.

Os estatutos da Associação foram aprovados por alvará do Governo Civil de Aveiro em 4 de maio de 1953.

A Associação tem como escopo principal a protecção de pessoas e bens, designadamente o socorro de feridos, doentes ou náufragos, e a extinção de incêndios, detendo e mantendo em actividade, para o efeito, um corpo de bombeiros.

O brasão da associação é constituído por uma fénix estendida e voltada para a direita, de ouro e perfilada de preto, sobre quatro achas de preto incendiadas de ouro, trazendo ao peito dois machados cruzados de prata com cabos de preto, sobrepostos pelas armas do concelho, com listel branco com legenda a negro - "Albergaria-a-Velha".

A bandeira da agora denominada Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha é constituída por fundo vermelho, tendo ao centro o brasão da associação, com o nome da mesma, com o cordão e borlas de ouro e vermelho, haste e lança de ouro.

Nome dos comandantes ao serviço da corporação:

1927 - Fernando Tavares Tinoco
1931 - João Ferreira Pinto
1949/1962 - Evaristo Gomes Ferreira
1962 - João Ferreira Paiva (apenas 48 dias)
1962/1967 - Sérgio Reis da Costa
1967/1969 - Luís Soares de Matos
1969/1974 - Eng.º José António Piedade Laranjeira
1975/1996 - Eng.º António Atanázio Ribeiro
1997/-- - José Ricardo Bismarck Ferreira