quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Medalha comemorativa do 150º aniversário do concelho


Medalha de Bronze
Frente: 1834-1984 . Vila de Albergaria-a-Velha (brasão)
Verso: Câmara Municipal de Albergaria -a-Velha (lápide)
Medidas: Diâmetro = 8 cm

referência à medalha

Leilões

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Na Minha Terra

A sua carta é muito simpática, muito bairrista, mas está totalmente desligada da realidade. Com que então um jornal todo votado a Albergaria-a-Velha, onde é das terras onde eu tenho menos assinatura?!!!

(...)

Sabe que a nossa Albergaria não é uma terra bairrista, como Oliveira de Azeméis ou Águeda, onde se luta por tudo o que é de lá e por toda a gente que lá nasceu?! Aqui, não! Aqui, o que é de fora é que é bom! Nunca ouviu dizer que «Albergaria-a-Velha é má mãe e boa madrasta?»! Pois é dito muito velho cá na terra (...)

Se eu seguisse o seu concelho, o «Arauto» não durava dois meses.

Resposta de Vasco de Lemos Mourisca (director do jornal O Arauto de Osseloa) ao leitor Sérgio Reis da Costa (Dusseldorf) - 11/01/1979


Ferro de engomar Alba

Ferro de engomar Alba à venda em site de leilões Ferro a carvão de engomar Alba. Comprimento, 18cm. Altura, 20cm.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Aquilino Ribeiro / Vasco Mourisca


Manuel de Lima Bastos ofereceu à Biblioteca Municipal Abade Vasco Moreira, em Sernancelhe, um conjunto de livros raros do Mestre Aquilino Ribeiro que provém do espólio deixado pelo Dr. Vasco de Lemos Mourisca, advogado em Albergaria-a-Velha, amigo do escritor e do filho Eng.º Aquilino Ribeiro Machado, descobertos no alfarrabista do Porto, Nuno Canavez, dono da Livraria Académica.

Descrição das obras:

"UM ESCRITOR CONFESSA-SE, única obra póstuma de Aquilino Ribeiro, com prefácio de José Gomes Ferreira, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1974;

"DOM FREI BERTOLAMEU DOS MÁRTIRES", primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1959;

"O MALHADINHAS", primeira edição brochada da versão final aumentada pelo escritor, em bom estado de conservação, de 1958;

"TOMBO NO INFERNO e O MANTO DE NOSSA SENHORA", teatro, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1963;

"O PRÍNCIPE PERFEITO", de Xenofonte, tradução com extenso prefácio de Aquilino Ribeiro, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1952;

"AS TRÊS MULHERES DE SANSÃO", primeira edição magnificamente encadernada com a capa em cartão marmoreado e pele, apresentando no colofón uma etiqueta indicativa de ter provindo da biblioteca da escritora Aurora Jardim Aranha, de 1932;

"LUÍS DE CAMÕES FABULOSO, VERDADEIRO", primeira edição em dois volumes magnificamente encadernados com capa em cartão marmoreado e pele, de 1950.

CMS, 11/2011


Albergaria-a-Velha, 4 de Setembro de 1954

MEDALHA

Mestre AQUILINO

Escreve-me, da serra.
Esta carta é qualquer coisa de divino,
Nas minhas mãos feitas de terra!

Folhas Solhas do Meu Diário - Vasco de Lemos Mourisca (pag. 293)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vasco de Lemos Mourisca - Advogado, Escritor e Poeta

A Sua Última Poesia

Retido no leito por força da doença que o vitimou, e quase tolhido pelas dores, ainda o nosso amigo Dr. Vasco de Lemos Mourisca usava uma das suas formas mais características de comunicar: a poesia.

Aqui estão exactamente como a escreveu:

Em missao
O Céu está de mal comigo "Nao me atende"
Eu bem peço, bem imploro,
bem rezo, bem oro
Jesus Cristo faz que nao entende...
E a voz do Karma diz-me à consciência,
Sem Rebate:
Sofre com paciência
esta missao de resgate.

Do Arauto de Osseloa (Dez 84)

(Carlos Castanheira, Beira-Vouga, 30.05.1993)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vasco de Lemos Mourisca



O dr. Vasco de Lemos Mourisca faleceu ontem. A noticia chegou à nossa Redacção lacónica e fria. Não podemos dizer que fosse, inesperada. O dr. Vasco de Lemos Mourisca, com coragem, enfrentava a doença terrível que o ia minando e diminuindo. Não que afectasse a sua viva inteligência, mas que lhe causava sofrimentos e lhe roubara a voz.

Continuou, todavia, apesar de gravemente doente a dirigir o jornal que publicava em Albergaria-a-Velha, localidade onde residia: «O Arauto de Osseloa». Jornal onde publicou abundante colaboração em prosa e verso, e nas páginas do qual soube conciliar a informação jurídica, a Crónica social, o inconformismo politico.

Tendo-se formado em Direito na Universidade de Lisboa, nos últimos anos dedicava-se principalmente à sua actividade de escritor e de jornalista. Deixou vários volumes publicados: poesia, prosa de ficção e até narrativa policialesca.

Era leitor e amigo do "Diário de Lisboa". Aos seus familiares e aos seus colaboradores de «O Arauto de Osseloa» apresentamos a expressão do nosso pesar.

DL, 14/12/1984

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sport Clube Alba


EXPOSIÇÃO S.C.ALBA

Equipa S.C. Alba - Parque de Recreio e Desporto Alba - Década de 60

Esta e outras fotografias podem ser admiradas na exposição “S.C. Alba: 70 anos de História”, patente no Arquivo Municipal até 30 de Dezembro.

http://www.facebook.com/municipiodealbergariaavelha

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Albergaria-a-Velha 1958








Vasco de Lemos Mourisca (1958)

ALBERGARIA-A-VELHA da Rainha
Dona Tereza, que a fundou e fez,
Foi do primeiro solo português,
É lusitana da primeira linha !

Na senda de oito séculos caminha,
Rica de História, ufana de altivez!
E chega, à actualidade, na esbeltez
Da garbosa paisagem que a acarinha.

Se não possui o que é de seu condão,
Se lhe prometem mais, do que lhe dão...,
E, do que dizem dar, nem vem metade...,

Nem, por tal jeito, se lhes esfuma a esp'rança
Em tempos, que hão-de vir, de mais bonança
E Pão e Paz e Amor da Humanidade !

1958 VASCO DE LEMOS MOURISCA

Albergaria-a-Velha

MERCÊ da sua privilegiada situação geográfica, Albergaria-a-Velha é hoje uma vila bastante desenvolvida e progressiva. Atravessada pelas estradas nacionais Porto-Lisboa e pela internacional Aveiro-Vilar Formoso, tornou-se um centro de grande movimento e ponto de paragem quase obrigatória a todos aqueles que gostam de deliciar-se com os encantos da paisagem.

Não será Albergaria-a-Velha um centro de turismo, mas, sem dúvida, tem um papel preponderante na zona da região do Vouga, uma das mais importantes regiões turísticas do país. A 18 quilómetros de Aveiro, capital do distrito e a 58 quilómetros do Porto e de Coimbra, Albergaria-a-Velha usufrui uma situação geográfica a todos os títulos magnífica.

Fundada pela rainha D. Tereza em 1117, é hoje uma vila que acompanha o progresso e tem lugar de relevo ao lado das mais importantes vilas da Beira Litoral, contribuindo para isso a riqueza do seu solo e o incremento da sua indústria.

A norte de Albergaria, no Bico do Monte, ergue-se a capela de Nossa Senhora do Socorro, mandada erigir em cumprimento de uma promessa feita a quando da epidemia do cólera morbus, que em 1855 flagelou esta região. Do Bico do Monte, desfruta-se uma paisagem extraordinária de beleza ! Graças à sua altitude, vê-se, dai, com nitidez, o farol de Aveiro e os variadíssimos canais da Ria, que constituem um espectáculo deslumbrante de cor e pitoresco. Para o lado oposto, a serrania imponente parece dominar tudo e todos, destacando-se o Buçaco e o Caramulo, assim como as serras das Talhadas e do Arestal.

Albergaria-a-Velha tem todas as características para, num futuro breve, poder ser, sem favor, um dos principais centros turísticos da Beira Litoral.

Em 9 de Fevereiro de 1910 passou em Albergaria o primeiro comboio para passageiros e mercadorias. Para o desenvolvimento do seu comércio, muito têm contribuído os Caminhos de Ferro como meio de comunicação com os principais centros. Ligando alguns pontos do concelho à vila, com comodidade e economia, contribuem em grande escala para uma maior aproximação, tendo trazido enormes vantagens para as gentes vizinhas.

Albergaria-a-Velha é hoje uma vila moderna e próspera com o caminho aberto para um maior desenvolvimento industrial, comercial, agrícola e turístico que não poderá deixar de verificar-se dentro de breves anos.

Branca

QUEM viajar pelo Caminho de Ferro do Vale do Vouga, ou pela estrada Nacional n.º 1, Porto-Lisboa — encontra entre Albergaria-a-Velha e Pinheiro-da-Bemposta uma risonha localidade que, pelo seu aspecto encantador, agrada, sem dúvida, ao viajante.

Os seus prédios novos, cheios de beleza, a igreja matriz, o novo edifício dos C. T. T., prestes a ser inaugurado, a fábrica de cerâmica, as suas duas estações ferroviárias, os campos marginais, recamados de verdura, são motivo de grande atracção.

Esta linda povoação denomina-se Branca. Auranca se dizia no passado século XIII, o que quer dizer região aurífera.

Com efeito, deveria tê-lo sido em recuados tempos e tanto que, no ano de 1945, foi declarada cativa para o Estado, para efeito de pesquisas de minério de chumbo, zinco, prata e oiro a área poligonal, situada no Concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, cujos vestígios são as pirâmides geodésicas Cabeço-do-Barril e Alto-de-Fradelos, que fazem parte desta freguesia.

Esta localidade foi até 1890 um dos centros mineiros mais importantes do Pais, tendo paralisado então, devido à má administração das minas do Palhal e Telhadela.

É sabido que existe, nestas últimas, um importante filão de cobre: o poço mestre (como então lhe chamavam) das minas do Palhal, que é, talvez, o mais profundo de Portugal, pois atinge 400 metros de profundidade e as suas galerias, a extensão de 13 quilómetros aproximadamente.

Os montões enormes de pedras e aterro, que se encontram nas proximidades, junto ao Rio-Caima, dão-nos uma ideia do que foi, outrora, a grande actividade mineira, naquelas paragens. Eram, há pouco, pertença das Minas e Metalurgia do Braçal, que as vendeu à SAPEC, tendo esta Empresa montado ali uma fábrica de aços duros, a única no País e a maior da Europa, empregando já um grande número de pessoas

A mesma Empresa, que tem à frente dos seus trabalhos um bom grupo de engenheiros estrangeiros e portugueses, briosamente mandou destruir o casario velho que se encontrava em ruínas, e como a "Fénixsurgiram novos e magníficos edifícios, com esplêndidos jardins, e uma enorme construção destinada às instalações fabris.

O lugar do Palhal, que durante cerca de 70 anos não teve vida industrial, regozija-se agora, ao ouvir novamente o rumor das máquinas e o martelar intenso nas bigornas.

Seguindo o curso do Rio Calma — mais abaixo, cerca de mil metros, depara-se-nos a importante fábrica de pasta química para papel, denominada Caima Pulp & C.°, que ocupa uma grande área nas margens direita e esquerda deste rio, com uma boa ponte, sobre o mesmo.O conjunto dos edifícios é enorme, as construções continuam a fazer-se activamente, tendo sido ali empregados alguns milhares de sacos de cimento e muitíssimo ferro.

É interessante a fabricação da pasta — centenas de metros cúbicos de toros de eucalipto são diàriamente para ali transportados, utilizando-se vários meios de transporte, entre eles, o Vale do Vouga; sendo depois depositados em estaleiros, onde existem, geralmente, milhares e milhares de metros cúbicos de madeira, seguindo dali para a chamada Casa da Lenha, onde um formigueiro humano a reduz a pequenas cavacas, que entrando em enormes caldeiras, são devidamente cozidas.

Uma vez saídas dali, entram numa levada de água, que passando por vários filtros, aos secantes, aqui já em pasta, segue à cortadoria, sendo depois enfardada.

Entre a fábrica e a estação ferroviária de Albergaria-a-Nova — cerca de 5 quilómetros — existe um cabo aéreo, que diàriamente transporta algumas centenas de toneladas de pasta e matérias primas.

Esta mesma empresa possui uma área de terreno, plantado de eucaliptos, numa extensão digna de ser admirada, devido aos lindos exemplares de árvores e à sua situação.

O aproveitamento de tais terrenos foi obra dos ingleses, fundadores da fábrica, que os aforaram outrora à Junta desta Freguesia, remindo-os mais tarde.

A contribuição industrial desta empresa é de perto de mil contos anuais e o imposto à Câmara Municipal, de cerca de 100 contos.

Outras indústrias de menor vulto existem ainda tais como: — cerâmica, a serração de madeiras, o Flexicol, moagens, uma estação de serviço automobilístico permanente, e ainda, no lugar de Soutelo, uma fábrica de material cirúrgico, cujo fabrico ultrapassa já, em qualidade, o, até agora, importado do estrangeiro.

Esta freguesia tem presentemente cerca de 5.500 habitantes, sempre em crescente aumento, tendo em vista que, desde o princípio do corrente ano, foram já registados no Posto do Registo Civil, 115 nascimentos e óbitos apenas 24.

O clima é dos melhores, e isso se verificou quando do último questionário acerca da tuberculose, pois apenas apareceram dois doentes, com tuberculose importada—um da América-do-Norte e outro de África.

Na época calmosa, centenas de lisboetas vêm residir entre nós uma boa temporada, regressando à capital, com melhores cores.

A parte baixa é como que um canteiro de lindas flores plantado no sopé da Serra de São Julião e lá no alto, no Telégrafo — mais conhecido por "TALEGRE" — é sítio dos mais apreciáveis, descortinando-se dali toda a costa marítima, que se estende de Espinho ao Cabo Mondego destacando-se a Ria-de-Aveiro e seu Farol.

Vários melhoramentos devemos ao Estado, tais como: reparação de estradas, a construção de 5 edifícios escolares, reparação do edifício—Mãe, nas Lajinhas, electrificação da freguesia, etc, etc..

Outros melhoramentos serão pedidos — por intermédio do Dig.mo Presidente da Câmara Municipal do Concelho, Snr. Coronel Gaspar Inácio Ferreira, a quem esta freguesia muito deve, tais como construção de uma estrada que ligue a Branca, pelo lado Norte, à Ribeira-de Fráguas — passando por Nobrijo e pelos terrenos da Cavada Velha e Vale-da-Vide, ricos em madeiras, mas de valor reduzido, devido aos caminhos intransitáveis que os atravessam.

Uma mina que, a principiar no lugar do Outeiro, atravessa a serra, até ao lado Nascente, aproveitando o importante manancial de águas, que ali nasce formando o chamado Ribeiro Escuro, este, sem aproveitamento.

Esta grandiosa obra, a efectuar-se, seria para a Branca uma grande riqueza, pois poderia irrigar os nossos férteis campos, evitando que centenas de bombas eléctricas, deixassem de movimentar-se, pois o preço da energia, para fins agrícolas, é ainda de 1$20 por KV, talvez o mais caro de Portugal.

Branca, 10-12-1958


(textos da edição da Gazeta dos Caminhos de Ferro comemorativa dos 50 anos da linha do Vale do Vouga)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

2005: Demolição do Antigo Palace-Garage Hotel


ACTA AM - 02/MAR/2005

EVENTUAL CLASSIFICAÇÃO DE UM EDIFÍCIO SITO NA RUA DO HOSPITAL (ANTIGO PALACE-GARAGE HOTEL), EM ALBERGARIA-A-VELHA

(...) foi presente uma informação da Técnica Superior de Biblioteca e Documentação, a comunicar que se encontra em curso no IPPAR o processo de classificação do edifício (antigo Palace-Garage Hotel) situado na Rua do Hospital, nesta Vila de Albergaria-a-Velha, colocando à consideração do Órgão Executivo a emissão de parecer favorável à referida classificação.

A Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, determinar a realização de vistoria técnica ao edifício, para posterior decisão sobre a matéria.

ACTA AM 20/JUL/2005

AUTO DE VISTORIA TÉCNICA

Em seguimento do deliberado em reunião de 2 de Março último, foi presente o auto da vistoria técnica realizada em 11 de Julho de 2005 ao edifício (antigo Palace-Garage Hotel) situado na Rua do Hospital, nesta Vila de Albergaria-a-Velha, propriedade do Banco Millenium BCP, documento que se dá aqui como inteiramente reproduzido para todos os efeitos legais e cuja cópia fica anexa à presente acta, fazendo parte integrante desta deliberação (doc.2).

Analisado o processo, a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, notificar a instituição bancária proprietária do imóvel, Banco Millenium BCP, para, no prazo máximo de 30 dias a contar da data da notificação, proceder à demolição do edifício, nos termos constantes do auto de vistoria, sob pena de, não o fazendo, a Câmara Municipal proceder à execução dos trabalhos, a expensas do proprietário do imóvel. Mais foi deliberado, unanimemente, aprovar a presente deliberação em minuta, para efeitos de sua imediata executoriedade, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 92º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro.

JAN/2006

AQUISIÇÃO DO PRÉDIO SITUADO NA RUA DO HOSPITAL, N.ºS 11/13, EM ALBERGARIA-A-VELHA

O Sr. Presidente da Câmara propôs a aquisição do prédio situado na Rua do Hospital, n.ºs 11/13, nesta Vila de Albergaria-a-Velha, onde esteve implantado o Palace Garage Hotel, uma vez que este se situa no Centro Histórico da Vila de Albergaria-a-Velha e junto à futura Biblioteca Municipal. Mais disse que após contactos com a empresa proprietária do imóvel, esta concordou com a venda do imóvel pelo valor proposto de € 100.000,00.

Analisado a proposta, a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, aprovar a proposta no sentido de adquirir o citado imóvel pelo preço acordado, devendo ser organizado o respectivo processo. (...)

--

A compra das antigas instalações da Garagem Vidal está a intensificar o braço de ferro entre a Câmara e Associação de Bombeiros de Albergaria-a-Velha, que pode comprometer seriamente e desenrolar do processo para a construção de um novo quartel para os soldados da paz. Do lado dos voluntários, Elísio Apolinário não tem dúvidas em considerar que "a Câmara está a estrangular a Associação" ao comprar um imóvel que "é muito necessário para a operacionalidade dos bombeiros". Aquele responsável confessa que o negócio para a compra da Garagem Vidal foi proposto ao BCP (detentor do edifício) pelos bombeiros, com a intenção de ampliar o actual quartel. Elísio Apolinário refere que com aquele edifício e uma outra parcela adjacente, "permitiria que os bombeiros se pudessem fixar nas actuais instalações por mais uma década", até que ficasse resolvida a questão inerente ao novo edifício e terreno dos bombeiros, que teima na continuidade do desentendimento entre as duas partes.

(...) João Agostinho respondeu e disse que "não se sabia nada na Câmara em relação à venda" do imóvel, "nem nunca os bombeiros informaram a Câmara de tal intenção". Para o autarca, no âmbito do processo de demolição que estava a decorrer, "o BCP é que fez a proposta".

(...) O assunto, que mereceu comentários de todos os vereadores presentes, levou João Agostinho a considerar que "tudo isto é uma falsa criação, uma verdadeira mentira", confirmando que ainda não se sabe o que vai fazer a autarquia no recém adquirido terreno junto do actual quartel dos bombeiros.

Jornal Beira Vouga, 2ª quinzena de Abril de 2006


imagem: Jornal de Albergaria (FB)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Beira Vouga


A partir da mais recente edição - 2ª Quinzena de Novembro de 2011 - o jornal Beira Vouga passa a ter duas edições diferentes para os concelhos de Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga.

Esperemos que seja uma maneira de ter mais e melhor informação sobre o nosso concelho.

Quanto ao Jornal de Albergaria, que já não é lançado há alguns meses, esperemos que resolva rapidamente os problemas que tem impedido a sua regular publicação.

Lembramos aqui um texto publicado pelo albergariense José Manuel Alho, em Outubro de 2009, quando comentava palavras do director do J.A.:

"Na verdade, a nossa terra até mereceria um periódico semanal, com um corpo redactorial fixo e porventura semiprofissional. Contudo, parece que os tempos de crise no essencial da vida económica local estarão a ditar sérios constrangimentos ao nível das receitas, em particular nas provenientes da publicidade. Cumulativamente, muito do tecido empresarial aqui sediado estará longe de sentir o pulsar da vila e de ser sensível aos seus anseios e potencialidades, preferindo divorciar-se de muitos dos agentes/pólos dinamizadores da colectividade onde se inserem."