quinta-feira, 15 de abril de 2010

Miguel Marques Henriques


A casa "Miguel Marques Henriques", fundada em 1905, foi responsável pela instalação de muitos relógios em várias igrejas de Portugal. Aproveitamos para indicar alguns sites da internet que referem relógios instalados pela casa citada.

Relógio da antiga Escola de Vilar de Nantes

Na década de 1930 inicia-se a construção da Escola (...). Torre sineira, que possui também um belíssimo relógio que tem a inscrição de Miguel Marques /Albergaria-a-Velha.

http://chaves.blogs.sapo.pt/159589.html?view=412261

Relógio da Igreja Matriz de Moncorvo

Quanto ao relógio da Igreja Matriz, dizem-nos Eugénio Cavalheiro e Nelson Rebanda em informação que nos fizeram entretanto chegar, foi colocado em 1931 pela casa “Miguel Marques Henriques / (casa fundada em 1905) / Relojoaria e Ourivesaria. – Av. De Liberdade / Albergaria-a-Velha”, segundo um papel colado na parede da cabine de madeira onde o mecanismo está instalado. Ele continua a trabalhar, fruto de intervenções recentes. Um funcionário da câmara local encarrega-se da sua manutenção diária. E, assim, o relógio mecânico lá vai dando as horas, exemplo cada vez mais raro num país inundado agora por evitáveis exemplares digitais que poluem o ar circundante com cantilenas fanhosas saídas de um qualquer “chip” e propaladas por um qualquer altifalante de feira.

http://estacaochronographica.blogspot.com/2009/12/pista-da-semana-torre-da-igreja-matriz.html

Relógio da Capela de Santa Bárbara Garcia - Paróquia da Marinha Grande

Relógio monumental, modelo A, da oficina de Paget Francis, fabricante de relógios de torre da região de Morez/Jura, França.

Instalado em 1964 pelo relojoeiro Miguel Marques Henriques, de Albergaria-a-Velha, bate horas, com repetição e meias horas, accionando um sino.

A base da estrutura apresenta bonitos relevos decorativos, com as iniciais do fabricante, assim como as platinas. O pêndulo apresenta a rosácea padrão da casa Paget Francis, as iniciais e o respectivo peso. É o único relógio de torre mecânico em funcionamento na Paróquia da Marinha Grande. Foi restaurado em Abril de 2007.

http://tictactemporis.com/Garcia.html

imagem http://tictactemporis.com/images/fgarcia_06.jpg
Capela de Sr.ª Aparecida - Lourosa

Torre sineira com 3 sinos, porta moldurada no primeiro andar e janela moldurada. No 2.º andar um relógio que tem a inscrição: M. H - Albergaria-A-Velha, 1946”.

http://arteepatrimonio.blogs.sapo.pt/60794.html

segunda-feira, 5 de abril de 2010

1919: Jantar aos pobres de Albergaria-a-Velha

A fome, que campeia infrene por esse mundo fora [decorrente dos efeitos da I Guerra Mundial de 1914-1919], tem arrastado desapiedadamente para além-túmulo milhares e milhares de criaturas válidas. (...)

Em Albergaria-a-Velha, onde as consequências de uma das mais apreensivas crises económicas que há assolado a humanidade se fazem sentir bem duramente, como de resto em toda a parte, uma comissão de senhoras e cavalheiros (...) realizou na segunda feira de Páscoa um jantar aos pobres.

Este, resultou, sem contestação, uma festa comoventíssima, constituindo um espectáculo soberbo, verdadeiramente singular e que atingiu um cunho desusado.

As senhoras e cavalheiros que levaram a efeito o jantar aos pobres de Albergaria-a-Velha na 2ª feira de Páscoa.

No 1º plano, da esquerda para a direita: sr. Alfredo Campos, meninos Maria Lemos, Fausto Vidal e Leontina de Alcântara e sr. A. Pereira. No 2º plano: srª D. Isaura Campos, sr. G. Lemos e senhoras D. Maria Guimarães e D. Otília Moreira. No 3º plano: as senhoras D. Armandina Lemos, D. Maria Guimarães (?) e D. Ana Pinheiro. No 4º plano os srs.: A. Faca, E. Ferreira, M. Pinheiro e Filipe Geraldo.

(Cliché dos distintos amadores Srs. Eugénio Ribeiro e Edgar Augusto Ennor)

Fonte: Revista "Ilustração Portuguesa" de 2 de Junho 1919

sábado, 27 de março de 2010

Jornal de Albergaria 1949



Para sorrir!

(republicado na Gazeta dos Caminhos de Ferro)

quinta-feira, 25 de março de 2010

A chegada do comboio


Legenda: Inauguração oficial da Linha do Vale do Vouga, a 9 de Fevereiro de 1910
O Primeiro projecto para a construção da linha-férrea do Vale do Vouga de Espinho a Viseu, ligando á linha Real e passando por Albergaria, data do sec. XIX. A construção iniciou-se em Espinho em 1907 e atingiu Albergaria em 1910, com amplas vantagens, apesar da sua construção, mal concebida e delineada, originar uma exploração deficiente e os protestos da população perante o desconchavo de uma dezena de passagens de nível dentro da vila sem se restabelecerem as comunicações rodoviárias com a brevidade necessária.
Fonte: JFA
Reportagem TSF
Quintas-feiras, 19h15m.
25/Março/2010 - Vouguinha a 12 à hora (reportagem de Rui Tukayana)
Repete às sextas, depois da 01h00m e aos sábados, depois das 13h.

domingo, 14 de março de 2010

Imagens




69 - Praça Ferreira Tavares - 1930
13 - Av. Napoleão Luiz Ferreira Leão - 1910

sábado, 6 de março de 2010

Ribeira de Fráguas - a sua história

Está agendada para as 21.00h do dia 13 de Março, na sede da Junta de Freguesia da Ribeira de Fráguas, a apresentação do livro "Ribeira de Fráguas - a sua História".

Edição patrocinada pelo Centro de Dia para Idosos da Ribeira de Fráguas - CEDIARA.

O mencionado estudo foi realizado pela Dra. Nélia Oliveira e Nuno Jesus, ambos com trabalhos publicados na área da micro-história, Branca e Telhadela, respectivamente.

Após vários anos de pesquisa, chegou o momento de apresentar aos cidadãos do concelho de Albergaria-a-Velha, e em particular da Ribeira de Fráguas, esta monografia, cuja viagem pelo tempo se inicia na Idade do Ferro, passando pela Idade Média, até ao presente.

A história factual da freguesia da Ribeira de Fráguas, é narrada por ordem cronológica [de 1100 até 2009], de forma a facilitar a sua compreensão ao mais abrangente número de leitores, pois este trabalho foi delineado com o propósito de ter uma função pedagógica, transversal às várias gerações existentes, dos avós aos netos. O registo fotográfico, não foi descurado, no livro estão registadas dezenas de fotos, quase todas inéditas, algumas remontam às primeiras décadas do século XX.

http://telhadela.blogs.sapo.pt/
(versão alternativa da capa)

Em termos sociais e de vida quotidiana, não há dúvida de que a vivência religiosa teve sempre um papel importante no dia-a-dia da comunidade. Na verdade, o acontecimento mais marcante que os autores identificaram, quer pela impressão que deixou nos habitantes, quer pela mobilização popular que desencadeou, foi o incêndio da antiga Igreja Paroquial, em 1953.

Numa época em que os recursos não abundavam, o pároco da altura, Padre Raúl, foi incansável na angariação de fundos para a construção de uma nova igreja, tendo mesmo instituído o “Cortejo da Telha”, em que cada pessoa contribuía com uma telha para a cobertura do templo.

CMA


O livro inclui um prefácio da autoria da Professora Maria Alegria Fernandes Marques.

Autores

Dra. Nélia Oliveira é autora do livro "Auranca", monografia sobre a freguesia da Branca, e do livro sobre o Cine-Teatro Alba.

Nuno Jesus é um entusiasta pela etnografia e História local. Foi um dos autores do livro sobre "Telhadela".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Crónica Alegre


(Clicar para ler)
Bartolomeu Conde em "O Aveiro" de 20 de Fevereiro de 1992
"Crónica Alegre numa excursão ao Mosteiro de Arouca"
inclui ainda Poço de Santiago, Ponte de Pessegueiro, Sever do Vouga, Vale de Cambra, Arouca, S. João da Madeira e Ovar

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Hospitais

Extinto, em 1834 o secular Hospital criado a partir do Couto de Osseloa, a vila e o Concelho aguardaram um século pela construção e inauguração de um outro.

MISERICÓRDIA

A 8 de Maio de 1923 foram aprovados os Estatutos da Misericórdia de Albergaria-a-Velha e na acta da primeira reunião vem “ o mais expressivo reconhecimento e gratidão ao finado João Patrício Alvares Ferreira” que fora o iniciador da ideia e havia falecido pouco antes, inesperadamente. Ele e a família, por sua iniciativa, haviam contribuído com a quinta, onde se instalou, e avultada verba.

HOSPITAL DA MISERICÓRDIA - 1938

O hospital, situado ao fundo da maior avenida [Av. Bernardino Máximo de Albuquerque] pouco depois construída na vila, só abriu, após inúmeras dificuldades pecuniárias, em 6 de Janeiro de 1938, com três médicos e quatro irmãs freiras. Toda a obra se devera ao Provedor e então Presidente da Câmara, Dr. Bernardino [Correia Telles] de Albuquerque.

NOVO HOSPITAL - 1953

Em 3 de Maio de 1953, foi inaugurado um novo Hospital, no Local do anterior que se demoliu. Ficou a dever-se á iniciativa de Augusto Martins Pereira, o grande industrial e benemérito, o qual com a ajuda dos trabalhadores da “Fabricas Alba”e subsídios estatais o pôs a funcionar e a Misericórdia o manteve até ao ano de 1975.

Com a construção de um novo edifício na Avª 25 de Abril, os serviços de saúde transferiram para este local em Março de 1997, encerrando-se definitivamente as instalações anteriores.

Com esta transferência de serviços, a ala sul do edifício foi totalmente remodelada e, anexada como prolongamento do lar da 3º idade. A ala norte nesta data, está a ser alvo de profundas modificações no sentido de adaptação do edifício para novas realidades e, novos desafios.

Fonte: Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha

Notas:

- O Real hospital funcionava junto à actual Rua do Hospital (Rua do Real Hospital de Albergaria).

- Médicos: Dr. José Homem, Dr. Flausino Correia, Dr. Jacinto Pires de Almeida, etc...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

1982: criação de uma zona industrial

Decreto Regulamentar n.º 19/82, de 10 de Abril

Encontra-se Albergaria-a-Velha num situação privilegiada no que respeita à possibilidade de criação de uma zona industrial, uma vez que se situa no nó de importantes vias rodoviárias (estrada nacional n.º 1, variante à estrada nacional n.º 16, com os respectivos prolongamentos para Vilar Formoso e para o nó de Sobreiro da Auto-Estrada do Norte, em construção).

A existência de vastas zonas sem aptidão agrícola e com óptimas características para a implantação de indústrias (fraca pendente dos terrenos, fácil escoamento de efluentes, proximidade de núcleos urbanos, entre outras) conduziu ao aparecimento desordenado de indústrias de carácter diversificado, que englobam desde a pequena oficina até às unidades de grandes dimensões.

Em face destas pressões, e integrado no reordenamento urbanístico, está a ser elaborado um plano de estrutura da zona industrial, a que se seguirá um plano de pormenor de modo a garantir um aproveitamento racional do terreno disponível e possibilitar a criação de uma rede viária e de infra-estruturas que, com traçados correctos, venha a servir convenientemente toda a zona.

O referido plano prevê 3 fases distintas de execução. Verifica-se, entretanto, que os proprietários dos terrenos abrangidos pelo plano de estrutura da zona industrial estão tentando a destruição, que ameaça ser sistemática, da densa arborização que cobre a zona. Daqui advirão prejuízos incalculáveis para toda a estruturação prevista, uma vez que as zonas de arborização existentes foram classificadas pelo plano de estrutura e proposto o seu aproveitamento para a organização de zonas de protecção e enquadramento dos diversos percursos, áreas desportivas e outros equipamentos que virão a implantar-se no território abrangido pelo plano.

A efectivar-se a destruição das árvores que se anuncia, só dentro de muitos anos se poderá repor o necessário equilíbrio ecológico pela criação de uma flora semelhante, com evidentes prejuízos para a zona industrial projectada e ainda para os aglomerados urbanos entre os quais a mesma se situa - Albergaria-a-Velha e Albergaria-a-Nova.

Há, portanto, necessidade de intervir, com urgência, na área abrangida pelo plano de estrutura da zona industrial de Albergaria-a-Velha, conforme proposta da respectiva câmara municipal, por forma a disciplinar a intervenção dos particulares e evitar os prejuízos apontados.

Nestes termos:
Ao abrigo do disposto no artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 794/76 , de 5 de Novembro, o Governo decreta, nos termos da alínea c) do artigo 202.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 1.º Durante o prazo de 2 anos fica dependente de autorização da Direcção-Geral do Planeamento Urbanístico, sem prejuízo de quaisquer outros condicionamentos legalmente exigidos, a prática, na área definida na planta anexa a este diploma, dos actos ou actividades seguintes:

a) Criação de novos núcleos populacionais;
b) Construção, reconstrução ou ampliação de edifícios ou outras instalações;
c) Instalações de explorações ou ampliação das já existentes;
d) Alterações importantes, por meio de aterros ou escavações à configuração geral do terreno;

e) Derrube de árvores em maciço, com qualquer área superior à fixada;
f) Destruição do solo vivo e do coberto vegetal.
Art. 2.º É aplicável às medidas preventivas aqui previstas o disposto nos artigos 10.º a 13.º do Decreto-Lei n.º 794/76 , de 5 de Novembro.

Francisco José Pereira Pinto Balsemão - José Ângelo Ferreira Correia - José Carlos Pinto Soromenho Viana Baptista.

Promulgado em 24 de Março de 1982.
Publique-se.
O Presidente da República, ANTÓNIO RAMALHO EANES.

(ver documento original)