domingo, 2 de maio de 2010

Maias

[na] freguesia de Albergaria-a-Velha, onde esta tradição [Festa das Maias] teima em resistir.

Numa contagem rápida e unicamente tendo em conta as principais artérias de parte da freguesia, foi possível contabilizar na manhã do dia 1 de Maio deste ano de 2003, cerca de 75 casas com coroas de giestas e flores penduradas nas portas ou janelas, das quais as fotografias que se mostram são meros exemplos, e cerca de 90 outras casas em que os simples ramos de giestas tinham sido espetados nas portas ou janelas. Esta quantidade, que peca por defeito em relação à totalidade dos casos que se poderiam contabilizar, é de alguma maneira surpreendente e, segundo sabemos, não encontra paralelo em mais nenhum concelho ou freguesia desta região.

Pelo valor da tradição e pela beleza que acaba por trazer às casas e às ruas, achamos que seria um costume a valorizar e porventura a incentivar, para que assim se possa evitar o seu desaparecimento.




Merlim

Ernesto Veiga de Oliveira descreve com rigor esse costume do povo português que
tem algumas nuances regionais. Segundo ele, o 1º de Maio é o Dia das Maias e comemora-se em Portugal, de um modo geral, pela oposição das «Maias», ou seja, de giestas ou flores, sob diversas formas, em portas e janelas e noutros locais. Ao contrário de outras regiões, em Trás-os-Montes surge ao lado de outras práticas, que são independentes mas de significações convergentes.

(...)

Isabelita
retirado de Fórum Portugal-On-Line - Usos e Costumes

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A pronúncia de Albergaria-a-Velha

[Pergunta] Eu gostava de saber se a palavra Albergaria-a-Velha se lê: "Albergaria A Velha" ou "Albergaria Á Velha". É uma dúvida na questão da pronúncia. Agradecia que me respondessem.

Flávia Daniel, Estudante, Viseu

[Resposta] As duas pronúncias estão correctas. Só separando a palavras que constituem o nome em questão é que se pronuncia "albergaria â velha", porque, normalmente, o que se articula e ouve é realmente "albergariàvelha", com um á aberto no meio da sequência.

Trata-se de um fenómeno que ocorre em português europeu em resultado do encontro de dois ás fechados que pertencem a sílabas átonas de palavras diferentes mas que formam uma unidade sintáctica, como acontece, por exemplo, em sequências formadas por substantivo e adjectivo («sardinha assada» = "sardinhàssada") ou artigo e substantivo ou adjectivo («a Alemanha» = «Àlemanha»; «[não quero a camisa azul, quero] a amarela» = «àmarela».

Carlos Rocha, Ciberdúvidas 08/04/2010

http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=27807

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bombeiros


Nos próximos dias 17 e 18 de Abril, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha completa 85 anos de existência. Com um percurso pautado pelo sucesso e desempenho reconhecido a nível nacional e além fronteiras, a Associação prepara-se para mais um marco na sua história: a construção do novo quartel século XXI.

Beira-Vouga, Abril 2010

A edição mais recente do jornal Beira-Vouga dedica várias páginas aos Bombeiros de Albergaria-a-Velha.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Miguel Marques Henriques


A casa "Miguel Marques Henriques", fundada em 1905, foi responsável pela instalação de muitos relógios em várias igrejas de Portugal. Aproveitamos para indicar alguns sites da internet que referem relógios instalados pela casa citada.

Relógio da antiga Escola de Vilar de Nantes

Na década de 1930 inicia-se a construção da Escola (...). Torre sineira, que possui também um belíssimo relógio que tem a inscrição de Miguel Marques /Albergaria-a-Velha.

http://chaves.blogs.sapo.pt/159589.html?view=412261

Relógio da Igreja Matriz de Moncorvo

Quanto ao relógio da Igreja Matriz, dizem-nos Eugénio Cavalheiro e Nelson Rebanda em informação que nos fizeram entretanto chegar, foi colocado em 1931 pela casa “Miguel Marques Henriques / (casa fundada em 1905) / Relojoaria e Ourivesaria. – Av. De Liberdade / Albergaria-a-Velha”, segundo um papel colado na parede da cabine de madeira onde o mecanismo está instalado. Ele continua a trabalhar, fruto de intervenções recentes. Um funcionário da câmara local encarrega-se da sua manutenção diária. E, assim, o relógio mecânico lá vai dando as horas, exemplo cada vez mais raro num país inundado agora por evitáveis exemplares digitais que poluem o ar circundante com cantilenas fanhosas saídas de um qualquer “chip” e propaladas por um qualquer altifalante de feira.

http://estacaochronographica.blogspot.com/2009/12/pista-da-semana-torre-da-igreja-matriz.html

Relógio da Capela de Santa Bárbara Garcia - Paróquia da Marinha Grande

Relógio monumental, modelo A, da oficina de Paget Francis, fabricante de relógios de torre da região de Morez/Jura, França.

Instalado em 1964 pelo relojoeiro Miguel Marques Henriques, de Albergaria-a-Velha, bate horas, com repetição e meias horas, accionando um sino.

A base da estrutura apresenta bonitos relevos decorativos, com as iniciais do fabricante, assim como as platinas. O pêndulo apresenta a rosácea padrão da casa Paget Francis, as iniciais e o respectivo peso. É o único relógio de torre mecânico em funcionamento na Paróquia da Marinha Grande. Foi restaurado em Abril de 2007.

http://tictactemporis.com/Garcia.html

imagem http://tictactemporis.com/images/fgarcia_06.jpg
Capela de Sr.ª Aparecida - Lourosa

Torre sineira com 3 sinos, porta moldurada no primeiro andar e janela moldurada. No 2.º andar um relógio que tem a inscrição: M. H - Albergaria-A-Velha, 1946”.

http://arteepatrimonio.blogs.sapo.pt/60794.html

segunda-feira, 5 de abril de 2010

1919: Jantar aos pobres de Albergaria-a-Velha

A fome, que campeia infrene por esse mundo fora [decorrente dos efeitos da I Guerra Mundial de 1914-1919], tem arrastado desapiedadamente para além-túmulo milhares e milhares de criaturas válidas. (...)

Em Albergaria-a-Velha, onde as consequências de uma das mais apreensivas crises económicas que há assolado a humanidade se fazem sentir bem duramente, como de resto em toda a parte, uma comissão de senhoras e cavalheiros (...) realizou na segunda feira de Páscoa um jantar aos pobres.

Este, resultou, sem contestação, uma festa comoventíssima, constituindo um espectáculo soberbo, verdadeiramente singular e que atingiu um cunho desusado.

As senhoras e cavalheiros que levaram a efeito o jantar aos pobres de Albergaria-a-Velha na 2ª feira de Páscoa.

No 1º plano, da esquerda para a direita: sr. Alfredo Campos, meninos Maria Lemos, Fausto Vidal e Leontina de Alcântara e sr. A. Pereira. No 2º plano: srª D. Isaura Campos, sr. G. Lemos e senhoras D. Maria Guimarães e D. Otília Moreira. No 3º plano: as senhoras D. Armandina Lemos, D. Maria Guimarães (?) e D. Ana Pinheiro. No 4º plano os srs.: A. Faca, E. Ferreira, M. Pinheiro e Filipe Geraldo.

(Cliché dos distintos amadores Srs. Eugénio Ribeiro e Edgar Augusto Ennor)

Fonte: Revista "Ilustração Portuguesa" de 2 de Junho 1919

sábado, 27 de março de 2010

Jornal de Albergaria 1949



Para sorrir!

(republicado na Gazeta dos Caminhos de Ferro)

quinta-feira, 25 de março de 2010

A chegada do comboio


Legenda: Inauguração oficial da Linha do Vale do Vouga, a 9 de Fevereiro de 1910
O Primeiro projecto para a construção da linha-férrea do Vale do Vouga de Espinho a Viseu, ligando á linha Real e passando por Albergaria, data do sec. XIX. A construção iniciou-se em Espinho em 1907 e atingiu Albergaria em 1910, com amplas vantagens, apesar da sua construção, mal concebida e delineada, originar uma exploração deficiente e os protestos da população perante o desconchavo de uma dezena de passagens de nível dentro da vila sem se restabelecerem as comunicações rodoviárias com a brevidade necessária.
Fonte: JFA
Reportagem TSF
Quintas-feiras, 19h15m.
25/Março/2010 - Vouguinha a 12 à hora (reportagem de Rui Tukayana)
Repete às sextas, depois da 01h00m e aos sábados, depois das 13h.

domingo, 14 de março de 2010

Imagens




69 - Praça Ferreira Tavares - 1930
13 - Av. Napoleão Luiz Ferreira Leão - 1910

sábado, 6 de março de 2010

Ribeira de Fráguas - a sua história

Está agendada para as 21.00h do dia 13 de Março, na sede da Junta de Freguesia da Ribeira de Fráguas, a apresentação do livro "Ribeira de Fráguas - a sua História".

Edição patrocinada pelo Centro de Dia para Idosos da Ribeira de Fráguas - CEDIARA.

O mencionado estudo foi realizado pela Dra. Nélia Oliveira e Nuno Jesus, ambos com trabalhos publicados na área da micro-história, Branca e Telhadela, respectivamente.

Após vários anos de pesquisa, chegou o momento de apresentar aos cidadãos do concelho de Albergaria-a-Velha, e em particular da Ribeira de Fráguas, esta monografia, cuja viagem pelo tempo se inicia na Idade do Ferro, passando pela Idade Média, até ao presente.

A história factual da freguesia da Ribeira de Fráguas, é narrada por ordem cronológica [de 1100 até 2009], de forma a facilitar a sua compreensão ao mais abrangente número de leitores, pois este trabalho foi delineado com o propósito de ter uma função pedagógica, transversal às várias gerações existentes, dos avós aos netos. O registo fotográfico, não foi descurado, no livro estão registadas dezenas de fotos, quase todas inéditas, algumas remontam às primeiras décadas do século XX.

http://telhadela.blogs.sapo.pt/
(versão alternativa da capa)

Em termos sociais e de vida quotidiana, não há dúvida de que a vivência religiosa teve sempre um papel importante no dia-a-dia da comunidade. Na verdade, o acontecimento mais marcante que os autores identificaram, quer pela impressão que deixou nos habitantes, quer pela mobilização popular que desencadeou, foi o incêndio da antiga Igreja Paroquial, em 1953.

Numa época em que os recursos não abundavam, o pároco da altura, Padre Raúl, foi incansável na angariação de fundos para a construção de uma nova igreja, tendo mesmo instituído o “Cortejo da Telha”, em que cada pessoa contribuía com uma telha para a cobertura do templo.

CMA


O livro inclui um prefácio da autoria da Professora Maria Alegria Fernandes Marques.

Autores

Dra. Nélia Oliveira é autora do livro "Auranca", monografia sobre a freguesia da Branca, e do livro sobre o Cine-Teatro Alba.

Nuno Jesus é um entusiasta pela etnografia e História local. Foi um dos autores do livro sobre "Telhadela".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Crónica Alegre


(Clicar para ler)
Bartolomeu Conde em "O Aveiro" de 20 de Fevereiro de 1992
"Crónica Alegre numa excursão ao Mosteiro de Arouca"
inclui ainda Poço de Santiago, Ponte de Pessegueiro, Sever do Vouga, Vale de Cambra, Arouca, S. João da Madeira e Ovar