segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

1500 Maiores Empresas Aveiro 2020


Das 1500 maiores empresas do distrito de Aveiro, 71 encontram-se localizadas no concelho de Albergaria-a-Velha e apresentam um volume de negócios superior a 900 milhões de euros.

O Município de Albergaria-a-Velha felicita estas empresas sediadas no concelho, pelo desempenho conquistado e pelo contributo que têm dado para a criação de postos de trabalho e consequentemente para o desenvolvimento socioeconómico local.

Os dados foram recentemente publicados pelo jornal “Diário de Aveiro” na sua Revista "1500 Maiores Empresas Aveiro 2020".

Nesta edição reportam-se os dados financeiros referentes ao ano 2019, verificando-se um acréscimo de empresas do Concelho de Albergaria-a-Velha no ranking das 1500 maiores: em 2020 figuram 71 empresas, enquanto em 2019 figuravam 69.

No que respeita ao volume de negócios, as maiores 71 empresas do concelho de Albergaria-a-Velha, que em 2019, empregavam 4.442 pessoas, apresentaram um volume de negócios de 905,6 milhões de euros, um resultado líquido de 33,79 milhões de euros e um Valor Acrescentado Bruto (VAB) de 184,29 milhões de euros.

O Município de Albergaria-a-Velha continua ao dispor dos empresários para os apoiar no seu percurso, criando as condições necessárias para estas alcançarem o êxito desejado e vencerem os desafios que se avizinham devido aos impactos da crise desencadeada pela pandemia da doença COVID-19.

É com este propósito que, concluído o Plano de Ação de Apoio ao Empreendedorismo 2014-2020 - Albergaria-Empreende+, à luz do qual o Município implementou um conjunto de medidas e mecanismos concretos de apoio e de incentivo à atividade empresarial no concelho, visando atrair empreendedores e investimento, e apoiar o tecido empresarial instalado, a Autarquia se encontra a trabalhar na definição da nova estratégia de promoção do desenvolvimento económico e apoio ao empreendedorismo para Albergaria-a-Velha no horizonte 2030.

LISTA DAS MAIORES EMPRESAS – ALBERGARIA-A-VELHA

Grohe Portugal – Componentes Sanitários, Lda.

Polivouga- Indústria de Plásticos, S.A.

Unimadeiras – Produção, Comércio e Exploração Florestal, S.A.

Jade Creaction, Lda.

Quimialmel – Químicos e Minerais, Lda.

Aveicellular – Comunicações e Acessórios, Lda.

Tabamanos, Lda.

Durit – Metalurgia Portuguesa do Tungsténio, Lda

Palbit, S.A.

Prifer – Technical Molds, S.A.

Hunter Douglas Portugal, S.A.

Heliroma – Plásticos, S.A.

Flexaco – Concentrados e Aditivos Plásticos, S.A.

Metalusa, S.A.

Alberplás – Indústria de Plásticos, S.A.

João de Almeida Oliveira, Lda

M.C. Rios, S.A.

Sotavinhos – Distribuição de Bebidas, S.A.

Portopal – Madeiras e Derivados, S.A.

Galvaza – Construções Metálicas e Galvanização, Lda.

O2A – Autoadesivos, S.A.

Duromin – Equipamentos p/ Minas, Pedreiras e Obras Públicas, Lda.

Freire e Pires, Lda.

Alsecus – Comércio e Indústria, S.A.

Industrial Laborum Ibérica, S.A.

Melatusa Portugal, S.A.

Transbranca – Transportes, S.A.

Fisola – Fábrica de Isoladores Elétricos, Lda.

Águas do Vouga – Exploração e Gestão Sistema Regional Carvoeiro, S.A.

Vitricer – Fritas e Vidros Cerâmicos, Lda.

Momento Numérico, S.A.

Duritcast, S.A.

RibeiroEscala – Construções, S.A..

Interalbergaria – Supermercados, Lda.

Transescusa – Transportes e Materiais de Construção, Lda.

Eurocolchão, Lda.

Mybag – Indústria de Papel, S.A.

ST Ibérica, Sociedade Unipessoal, Lda.

Agrofontes – Sociedade Comercial de Produtos p/ Agricultura, Lda.

Salsamotor – Comércio, Reparação de Automóveis, Lda.

Petlene – Imobiliária, S.A.

Basmorais – Fábrica de Carroçarias e Basculantes, Lda. 

4Energy – Comércio e Instalações Técnicas, Lda.

Aveimaster – Equipamentos e Acessórios, Lda.

Madeibranca – Comércio de Derivados de Madeira, Lda.

2M – Comércio e Serviços de Eletricidade, Lda.

Duravit – Comércio e Equipamentos Industriais, Lda.

Fisola-IP, Lda.

Planiflex – Indústria de Colchões, Lda

Antero Martins dos Santos, Lda.

SPX – Soluções para Fixação, Lda.

RecordGreen II, Lda.

Newstamp – Estampagem de Componentes Metálicos, Lda.

Acustekpro – Soluções Técnicas de Isolamento, Lda.

Herkulis – Comércio de Máquinas e Equipamentos Agrícolas, S.A.

Q Provider, Lda.

O2A – Soluções de Embalagem, Lda.

CFPJ Matelas, Lda

Transfialense, S.A.

Transpalmaz – Camionagem de Carga, Lda.

Serrano da Silva – Madeiras e Transportes, Lda

S-Plus, S.A.

Roberlo Portugal – Produtos Químicos, Unipessoal, Lda

Sitarcol – Sociedade de Ar Comprimido, Lda. 

Marques, Silva e Pereira, Lda.

Petrobranca Combustíveis, S.A.

Frigodia – Transportes e Logística, Lda.

Helitene – Indústria de Plásticos, Lda.

Citergaz – Caldeiraria e Manutenção, S.A.

Piscomotor – Comércio de Automóveis, Lda.

Funcional – Divisão e Decoração de Espaços, Lda. 

https://www.cm-albergaria.pt/municipio/noticias-do-municipio/noticia/albergaria-a-velha-tem-71-empresas-na-lista-das-maiores-do-distrito-de-aveiro

Empresas PME 2012

https://novos-arruamentos.blogspot.com/2013/02/empresas-pme.html

Maiores do Concelho - 2016

https://novos-arruamentos.blogspot.com/2018/02/maiores-do-concelho-de-albergaria-velha.html

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Comissão Municipal de Arte e Arqueologia

https://www.archivesportaleurope.net/ead-display/-/ead/pl/aicode/PT-00000028676/type/fa/id/PT_SLASH_CMALB_SLASH_CMAAALB

PT/CMALB/CMAAALB

Comissão Municipal de Arte e Arqueologia de Albergaria-a-Velha

1954-12-02 / 1977-12-02

-Âmbito e conteúdo

Órgão consultivo do Município de Albergaria-a-Velha que tinha em vista a defesa e protecção do património histórico cultural. Cabia a esta comissão dar parecer sobre projectos de obras a executar no concelho.

Assuntos: Fundo fechado.

-Dimensões

1 liv.; [Livro de actas de sessão da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia do Concelho de Albergaria-a-Velha.] 1 liv. (100 f. num.: 85 f. ms. + 15 f. em branco); papel

https://arquivo.cm-albergaria.pt/pt-cmalb-cmaaalb

O Código Administrativo de 1936 previa a criação de uma Comissão Municipal de Arte e Arqueologia em cada Concelho onde existissem monumentos a conservar, defender ou valorizar.

No dia 18 de Junho de 1954, a Câmara Municipal recebe um ofício da Direcção Geral de Administração Política e Civil, recomendando a criação da "Comissão municipal de Arte e Arqueologia" e na reunião de 1 de Julho do mesmo ano a Câmara resolve incumbir o Vereador Manuel Henriques de Castro e Lemos de estudar o assunto.

A primeira sessão desta Comissão Municipal ocorreu no dia 2 de Dezembro de 1954 na Sala de Reuniões da Câmara Municipal. A Comissão Municipal de Arte e Arqueologia de Albergaria-a-Velha foi extinta passados 23 anos, tendo a última reunião ocorrido a 2 de Dezembro de 1977.

Com a extinção deste órgão, pós-25 de Abril, a custódia da documentação passou para a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.

A documentação transitou para o Arquivo Municipal com a inauguração das instalações em 2008-11-21.

Outros:

O professor liceal João Ferreira Pinto foi nomeado, em outubro de 1954, para vogal da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia do Concelho de Albergaria-a-Velha.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

http://arquivo-ec.sec-geral.mec.pt


Arquivos da Administração Central

AAC Arquivos da Administração Central 1909/1977

Secretaria-Geral da Educação e Ciência

Ordenado por Relevância 

Escola Primária de Albergaria-a-Nova na localidade de Albergaria-a-Nova, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro

Contém documentação relativa à candidatura da Escola Primária de Albergaria-a-Nova, ao Programa de Preservação e Salvaguarda do Património Escolar Português. Entre os documentos encontram-se: fundamentação da candidatura, títulos de propriedade, levantamento fotográfico do interior e do exterior, me...

Datas de produção2000-02-09/2000-02-09

Código de referênciaPT/MESG/AES/ACE/C/008/001/00001

Cota descritivaPPEP, Cx.1, DC. 1

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Nomeação de Vogal da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia, Albergaria-a-Velha

Nomeação do professor liceal João Ferreira Pinto, para fazer parte da Comissão Municipal de Arte e Arqueologia do Concelho de Albergaria-a-Velha.

Datas de produção 1954-10-25/1954-10-27

Código de referênciaPT/MESG/AAC/JNE/G-B/00099

Cota descritiva AHME, proc. 52, cx. 246

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"Albergaria-a-Velha"

Contém o original de um ofício recebido pela Direcção-Geral de Administração Educative (DGAE) remetido pelo diretor de serviços da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), Dr. Mário José da Cruz Gonçalves, referente ao envio das candidaturas das escolas de Albergaria-a-Nova, Campo (Ribeira de Fráguas) e São João de Loure, ao Programa de Preservação e Salvaguarda do Património Escolar Português apresentada pelo concelho de Albergaria-a-Velha. Incluí também rascunho do parecer do júri em relação às candidaturas. Contém ainda uma cópia de um ofício da DGAE enviado para a DREC requerendo esclarecimentos, tendo em vista a elaboração de parecer.

Datas de produção 2000-11-27/2001-05-29

Código de referênciaPT/MESG/AES/ACE/C/008/002/00031

Cota descritivaPPEP, dossier 6, DC. 2

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Escola do primeiro ciclo de Campo na localidade de Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro

Contém documentação relativa à candidatura da Escola do primeiro ciclo de Campo, ao Programa de Preservação e Salvaguarda do Património Escolar Português. Entre os documentos encontram-se: fundamentação da candidatura, títulos de propriedade, levantamento fotográfico do interior e do exterior, memór...

Datas de produção 2000-02-09/2000-02-09

Código de referênciaPT/MESG/AES/ACE/C/008/001/00002

Cota descritivaPPEP, Cx. 1, DC. 2

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Escola do primeiro ciclo de São João de Loure na localidade de São João de Loure, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro

Contém documentação relativa à candidatura da Escola do primeiro ciclo de São João de Loure, ao Programa de Preservação e Salvaguarda do Património Escolar Português. Entre os documentos encontram-se: fundamentação da candidatura, títulos de propriedade, levantamento fotográfico do interior e do ext...

Datas de produção 1999-12-07/1999-12-07

Código de referênciaPT/MESG/AES/ACE/C/008/001/00003

Cota descritivaPPEP, Cx. 1, DC. 3

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Fotografia da escola primária de Fontes, freguesia de Alquerubim, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro

Fachada do edifício escolar de 4 salas, tipo Urbano, com aplicação de tijolo. Vê-se também a fachada da cantina, tipo Rural e Urbano. Avista-se ainda o muro de vedação do conjunto. Edifícios construídos ao abrigo do Plano dos Centenários.

Datas de produção 1970/1970

Código de referênciaPT/MESG/AES/ACE/A/001/000002

Cota descritivaCE EP foto 0002

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Fotografias da escola primária de Frossos, freguesia de Frossos, concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro

Duas fotografias da fachada do edifício escolar de 2 salas, construido de acordo com o projeto tipo XXV - n.º 46, da Repartição das Construções Escolares. Da fachada, destaca-se a entrada protegida por um alpendre suportado por duas colunas.

Datas de produção 1930/1936

Código de referênciaPT/MESG/AES/ACE/A/001/000003

Cota descritivaCE EP foto 0003 e foto 0004

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Relatório referente ao Projeto de Reforma Educativa

Relatório enviado pela Escola Preparatória do Conde D. Henrique, Albergaria-a-Velha, no que respeita a apreciação do Projeto do Sistema Escolar e Linhas Gerais da Reforma do Ensino Superior. O relatório foi enviado ao Diretor de Serviços do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário pelo ofício n.º 49 (Proc. 19, Lº 3), datado de 03 de Março de 1971.

Datas de produção 1971-03-05/1971-03-19

Código de referênciaPT/MESG/AAC/GEP-GEPAE/001/00030

Cota descritivaMESG, rel. 30, cx. 2703

Achado de objectos arqueológicos no lugar de Telhadela

Contém um ofício do presidente da Junta Nacional da Educação dirigido ao presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha a solicitar informação sobre o aparecimento de objectos arqueológicos no lugar de Telhadela, freguesia de Ribeira de Fráguas, perto das minas do Palhal. Inclui ofício de resposta.

Datas de produção 1941-03-25/1941-03-31

Código de referênciaPT/MESG/AAC/JNE/G-B/00165

Cota descritivaAHME, proc. 5, cx. 327


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Albergaria-a-Velha 1873

Portugal antigo e moderno: diccionario ... de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de Aldeias (1873) Por Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho Leal

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Ponte do Pinho - Telhadela

https://www.yumpu.com/es/document/read/63363344/telhadela-2009-2-edicao


http://bibliografia.bnportugal.gov.pt/bnp/bnp.exe/registo?2039765



terça-feira, 8 de dezembro de 2020

José Nunes Alves

(...) José Nunes Alves, um dos poucos presidentes que se manteve em funções a seguir ao 25 de Abril de 1974, por pressão da população do concelho, que não permitiu a sua destituição do cargo. José Nunes Alves passou a presidir à Comissão Administrativa da autarquia até as primeiras eleições autárquicas de 1976, nas quais foi candidato pelo PSD e venceu o acto eleitoral. 

Ao longo dos anos, José Nunes Alves ligou-se e apoiou várias instituições concelhias, incluindo os Bombeiros, que agora pretendem atribuir-lhe a categoria de sócio honorário, não sendo previsível outra decisão que não seja a aprovação da proposta, muito provavelmente por unanimidade.


A memória do presidente da Câmara José Nunes Alves merece mais do que o nome em duas ruas, merece um busto! Foi presidente de Câmara antes do 25 de Abril de 1974, manteve-se no período revolucionário, como presidente da comissão administrativa, e venceu as duas primeiras eleições autárquicas livres. 

Faleceu no exercício do cargo, e merecia que o féretro tivesse saído dos paços do concelho - o que não aconteceu. A sua acção está aí, e devia ser devidamente recenseada. E recordada. 

Mário Jorge Lemos Pinto (grupo Café Girassol - Facebook)

José Nunes Alves nasceu em 14 de Novembro de 1902 e faleceu em janeiro de 1981. 

Jornal dos Clássicos

O Museu do Caramulo vai produzir, através do Jornal dos Clássicos, uma série documental sobre os automóveis portugueses.

O objectivo desta série é mostrar alguns dos mais extraordinários automóveis produzidos em Portugal, evitando que as suas histórias caiam no esquecimento ou permaneçam no total desconhecimento por parte do grande público.

A série “Automóveis Portugueses” terá seis episódios, cobrindo os automóveis Felcom (1933), Edfor (1937), Alba (1952), DM (1953), AR (1955), cinco dos automóveis que sobreviveram e que ainda se encontram em condições de circulação. Cada um destes cinco episódios focará a história do modelo, do seu criador assim como do seu actual proprietário.

O último episódio será dedicado a toda a indústria e projectos motorizados portugueses e contará com a apresentação de José Barros Rodrigues, o conhecido autor de vários livros sobre automóveis produzidos em Portugal.

Haverá ainda um episódio extra com o “making of” da série, incluindo as imagens do “behind the scenes”, bloopers, conversas com os participantes, entre outros conteúdos.

Para isto, o Jornal dos Clássicos vai recorrer a uma produção profissional e munida de todas as capacidades técnicas para poder trazer o melhor que existe na arte de contar uma história e mostrar da melhor forma possível as extraordinárias aventuras de criatividade e empreendedorismo que marcaram a era dourada da produção de automóveis em Portugal, entre os anos 30 e 50.

A série “Automóveis Portugueses”, que já se encontra em gravações, vai estrear durante o segundo semestre de 2020 [adiado?] no canal do Jornal dos Clássicos no Youtube, com um episódio a ser lançado a cada semana.

https://www.jornaldosclassicos.com/2020/07/03/museu-do-caramulo-vai-produzir-serie-sobre-automoveis-portugueses/

https://www.jornaldosclassicos.com/tag/alba/

https://www.youtube.com/c/JornaldosCl%C3%A1ssicosTV/videos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Recordações toponímicas de Alquerubim


 A força da Tradição…

Não me lembro de quem escreveu estas palavras:

… É enorme. Podem os homens mudar os nomes das ruas, das praças ou dos becos, que o vulgo continuará a chamar Rua Direita à mais tortuosa rua da cidade e a designar pelo seu antigo nome, às vezes velho de séculos, as curvas, as encruzilhadas, tudo o que na toponímia da aldeia, da cidade, da região, ganhou fixação duradoura na memória das gerações.

Temos exemplos disto na nossa terra. Ali, naquele trecho que da casa comercial de Américo Gonçalves dos Santos segue para Beduído, a uns 15 a 20 metros do estabelecimento, há um ponto que eu sempre ouvi chamar a «Laranjeira Azeda». Tal nome decerto resultou de uma laranjeira azeda que ali existisse, no Passal dos priores. E suponho mesmo que tal árvore é a que ali ainda existe, tombada, de tronco carcomido e vèlhinha, tão vèlhinha, que não se aguenta direita, como uma pessoa que, sob o peso dos anos, não se mantém de pé. Sabida a longevidade que as laranjeiras atingem, não me repugna acreditar que aquela árvore, que ali jaz, ainda dando frutos, seja a mesma que, há mais de 70 anos, deu o nome por que ainda hoje é conhecido o local.

Outro sítio nas mesmas condições é aquele onde se cruza com a estrada 16-2, o troço que vai da antiga fonte de chafurda de Fontes e que é vulgarmente conhecido por «Val de Carneiro». De onde lhe vem tal nome? Ninguém o sabe, creio.

A encruzilhada, perto da qual fica a «Casa do Povo», é conhecida por «Senhor dos Aflitos». Haverá alguém que me possa elucidar sobre a origem de tal designação? Palpita-me que deve haver qualquer coisa de interessante na origem deste nome.

Entre a «Laranjeira Azeda» e o «Senhor dos Aflitos», na curva do muro que veda a propriedade do Sr. Eduardo Lemos, foram colocadas umas Alminhas, creio que no tempo do Pároco Padre Miguel, as quais, pela inscrição que nelas foi colocada, vejo que são designadas por «Alminhas do Chão da Cruz». Confesso ignorar que algum dia ali tivesse havido essas alminhas, e louvo o zelo e diligência daquele sacerdote em te-las descoberto da poeira do tempo e assinalado com um monumento novo, reatando assim o fio de uma tradição que se desvaneceria se o restauro não fosse feito.

O outeiro que se levanta defronte da igreja matriz é conhecido por «Alto da Igreja Nova». Poucas pessoas haverá hoje em Alquerubim que tenham sido contemporâneas de tal baptismo. Ele deriva da circunstância de ter sido destinado a erigir-se ali uma nova igreja matriz, que viria substituir a antiga, que naquele tempo era um templo sem elegância e já se encontrava muito necessitado de reparação. Neste jornal já foi feira uma referência a isto pelo erudito autor dos «Retalhinhos Históricos». Ainda lá se conservam, no estado de abandono definitivo de há mais de 60 anos, os caboucos que foram abertos para demarcação do edifício, que ficaria sendo uma das mais notáveis, se não a mais notável, pela situação e linhas arquitectónicas, das igrejas destas redondezas.

Abandonada a ideia da construção do novo templo, foi resolvido reparar o antigo, que, diga-se também, ficou sendo um dos mais lindos da diocese de Aveiro. Foi pena que não ficasse no alto do outeiro, que ficou sendo conhecido pelo «Alto da Igreja Nova», designação que se tem conservado através dos anos e creio que se conservará pelos séculos fora.

Logo ao ultrapassar o edifício das Escolas Primárias Centrais, na estrada para Albergaria, o terreno à esquerda, hoje aproveitado como terra de cultura, é conhecido pelo «Hospital». Também já aqui fiz referência a isso num dos meus Recordandos. Foi ali construído, há mais de 70 anos, o edifício para um hospital. Não chegou a acabar-se, por falecimento do doador, e mais tarde foi demolido, mas o sítio sempre ficou sendo conhecido por «Hospital».

Isto seria um nunca acabar. A imaginação popular é prolífera na criação de motivos que, uma vez erigidos na mente das populações, ficam anos e anos, séculos e séculos, a atestar a existência de factos que muitas vezes não passam de uma promessa, de um desejo, de uma aspiração.

Todos os lugares da freguesia têm destas recordações toponímicas, e se eu estivesse mais novo, ainda me lançaria à tarefa de organizar uma colectânea que colheria da tradição. Um ponto que não me escaparia de averiguar na sua origem é o de «Pica-Boi», acolá no alto do Fial de Cima, lugar cheio de poesia, como é toda a zona por onde se estende o Fial (de Baixo e de Cima), e onde todos os anos se realiza uma romaria aonde acorre metade da mocidade da freguesia. Por que razão foi dado ao aprazível sítio um tão esquisito nome?

Este e muitos outros eu procuraria averiguar, mas isso demanda esforço com que já não posso.

António Augusto de Miranda, Mensagem, 15 de março de 1961

"A publicação das crónicas Recordando, da autoria de António Augusto de Miranda,  publicadas na Mensagem, o Boletim da Paróquia de Alquerubim, entre 1956 e 1962, pretendem constituir um contributo para a preservação da nossa memória."  Emília Maria Santiago Miranda (a sua neta mais nova)





quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Moinhos de Portugal

https://www.facebook.com/MoinhosPortugal

Para quem gosta de colaborar na divulgação e valorização do património molinológico do nosso país sugerimos a página de facebook Moinhos de Portugal que está a fazer onze anos e que já se tornou uma referência da área a nível nacional.


Foto publicada na referida página:

Segurelha, bucha, veio e cunhas. Moinhos da Freirôa. Rio Caima. Albergaria-a-Velha, 2006.

sábado, 21 de novembro de 2020

hóquei em Patins

O desejo de hóquei em Patins

O Correio de Albergaria avançou com a noticia: Vai o Clube de Albergaria, a centenária colectividade desta nossa terra, criar uma secção de Hoquei em Patins.

Perante a notícia recuei alguns anos, quarenta e dois a quarenta e cinco, e dei comigo a ver a então novel secção de Hoquei em Patins do Sport Clube ALBA, ali no então Parque de Recreio e Desporto da ALBA, a preparar os seus atletas para disputar jogos a nível distrital.

Os mais novos eram dos mais entusiastas e tanto fizeram que se sagraram Campeões Distritais de Infantis, lá para o ano 1972-1973 (?)

Era um tal entusiasmo que tudo se foi arranjando e os jovens jogadores viviam com intensidade os seus treinos e jogos e sentiam-se apoiados pelos dirigentes do Clube e pelos seus familiares, Chegou a ter uma equipa de Seniores (gente grande) reforçada com alguns elementos vindos da Sanjoanense Foi uma forte vivência que infelizmente não se prolongou no tempo e daí a minha surpresa e satisfação pelo anunciado renascimento do Hoquei em Patins em Albergaria-a-Velha.

Vivi a minha juventude acompanhando a criação e o desenvolvimento de um glorioso e famoso clube de hoquei, o Hockey Club de Sintra, de que sou, ainda hoje, sócio, tendo convivido com os seus jogadores alguns dos quais chegaram a Campeões do Mundo. E nisto está a origem da minha paixão pelo hoquei que foi agora avivada com a realização, no Pavilhão de Albergaria, do jogo entre o Benfica (vencedor da Taça de Portugal) e o Valongo (vencedor do Campeonato Nacional). Foi um jogo do “tu cá tu lá”, de alteração permanente do marcador, mas um jogo com alguns momentos de magnífico hoquei com alguns jogadores a mostrarem que neste jogo quem patinar melhor faz a diferença. O meu Benfica perdeu e o Valongo levou consigo a taça com o nome de um dos melhores jogadores de sempre o António Livramento.

Este oportuno jogo veio numa altura preciosa para agitar o “pessoal” e dar ânimo a quem está decidido a avançar com a prática do hoquei em patins aqui pelas terras de Albergaria.

Pelo passado, pelo valor da juventude de todo o Concelho, que vem deixando bons comportamentos em várias áreas do desporto pela “carolice” de técnicos e dirigentes, pelos apoios que as autarquias (Juntas e Câmara), empresas, comerciantes etc, não deixarão de continuar a prestar a estas iniciativas, cremos que a concretização do DESEJADO Hóquei em Patins é possível.

O que acabo de relatar é o ANVERSO da situação mas, não ficaria de bem comigo se não falasse no REVERSO.

Neste reverso deixo duas situações que sempre foram preocupantes para dirigentes e jogadores:

a) As exigências do equipamento dos jogadores, em particular dos Guarda-Redes, equipamentos que não são baratos e que obrigam a uma atenção permanente de manutenção.

b) As exigências de boa patinagem o que obriga à prática frequente de patinar que começa por depender da entrega e sacrifício dos jogadores e da disponibilidade de disporem de espaço para o poderem fazer quer individualmente quer em equipa.

Nada disto é surpresa, pois um objectivo, um sonho,,. sempre tem duas faces em que uma é mais atraente e mais simbólica e apetecível que a outra. O projecto, em minha opinião está em boas mãos e o Clube de Albergaria, como reza o seu passado, vai encontrar a via ideal para dar vida a este sonho, tendo presente que… “as dificuldades fizeram-se para serem vencidas”.

José Piedade Laranjeira, Correio de Albergaria, 05/11/2014

https://arquivo.pt/wayback/20150912105915/http://www.correiodealbergaria.pt/?p=1900