Com a abertura da Escola Secundária e da Escola Preparatória Conde D. Henrique foi criada uma nova zona habitacional em Albergaria-a-Velha conhecida por "Novos Arruamentos das Escolas Técnicas". Com o tempo passou a ser conhecida apenas por "Novos Arruamentos".

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O Rebelde



"O Arauto de Osseloa", jornal dirigido por Vasco Lemos Mourisca, chegou a incluir vários suplementos  como "A Toga" e "O Rebelde". Um dos exemplares deste último (Maio de 1984) deu entrada recentemente nos arquivos do Ephemera. Este suplemento era dedicado à temática "Do Espiritismo À Psicotrónica" que era um dos temas de preferência de VM.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Litoral Magazine Agosto 2016

http://litoralmagazine.com/100-milhoes-euros-investimentos-albergaria-velha/

“Mais de 100 milhões de euros de investimentos em Albergaria-a-Velha”

Entrevista a António Loureiro. Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha

Qual o balanço destes quase três anos de mandato?

No contexto global, com a equipa que tenho, considero que temos feito um trabalho que tem sido reconhecido pela população.
Este é um projeto a oito anos, e o balanço destes quase três é positivo, porque é extremamente gratificante pegarmos no nosso programa e vermos como o temos cumprido.
Tínhamos consciência de que íamos entrar no fim de um quadro comunitário e no início de outro, para além de recebermos menos receitas provenientes da AdRA – Águas da Região de Aveiro. Ou seja, que iria haver menos investimento, como está a acontecer em todos os municípios, e por isso, foi necessário preparar Albergaria para o futuro. Desta forma, desenvolvemos um conjunto de ferramentas, para além do investimento nas pessoas. Neste último aspeto, é para nós gratificante vermos a atividade que temos desenvolvido na ação social, na educação, no desporto, na cultura. E ainda, num pilar que é essencial: a economia. E aqui começa todo o desenvolvimento.

Como é que o Executivo coopera na criação desse desenvolvimento?

Começámos com a discussão do Plano Diretor Municipal (PDM), em plena campanha eleitoral. Dizíamos que era possível melhorar significativamente o PDM e o seu regulamento, nomeadamente que era possível aumentar a área da zona industrial. E não é à toa que entrámos na Câmara e conseguimos aumentar os terrenos destinados a solo industrial em 52%. Primeira promessa cumprida, com um regulamento mais amigo do cidadão, dos empresários, e que permite captar investimentos para o nosso Município. Começam a aparecer empresas a investir em Albergaria e cada vez mais vão surgir novos investimentos.
Neste momento, para os próximos tempos temos mais de 100 milhões de euros de investimentos, para Albergaria, em termos de indústria. Se as pessoas estiverem atentas, verão as gruas na zona industrial.

E que outras medidas existem por parte do Município no estimulo à economia local e à criação de novos postos de trabalho?

Para além do aumento da oferta dos terrenos da zona industrial, e da criação de um regulamento mais amigo do cidadão e do empresário, baixámos os impostos. Não nos podemos esquecer que o Município de Albergaria, de acordo com o Anuário dos Municípios Portugueses do ano passado, foi o 9º Município com maior redução de impostos.
No primeiro ano, baixámos o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que passou de 0.4% para 0.3%.
A nossa aposta é a captação de investimento, e por isso, todos os anos temos baixado a derrama para as empresas. Desde 2014 baixámos esta taxa de 1,35% para 1,25% e criámos uma taxa de derrama reduzida de 0,25% para as empresas com um volume de negócios inferior a 150 mil euros.
Com esta baixa de impostos, o Município deixou de arrecadar mais de dois milhões de euros anuais. Num orçamento de 14 milhões da Câmara Municipal, dois milhões é um valor significativo.
Temos também um projeto inovador a nível nacional, cujo regulamento outros municípios já seguiram, que é o apoio à criação do próprio emprego. No ano passado apoiámos doze projetos, que já criaram mais de vinte postos de trabalho, e em que é dado um incentivo até quatro mil euros no primeiro ano de atividade.

O Executivo tem investido nos setores da Educação e da Ação Social. No âmbito da Ação Social quais foram as principais áreas de intervenção?

Exclusivamente na área da Ação Social, mantivemos os programas que existiam no Município e focámo-nos em duas vertentes: na vertente da infância e juventude e na vertente da idade sénior. Para além disso, também nos focámos no apoio na integração, na inclusão, na deficiência, e também ao nível da habitação social. Estas foram as áreas mais privilegiadas.

Que medidas foram implementadas no apoio à habitação social?

Na habitação social não aumentámos, nem pretendemos aumentar, o número de fogos. Após uma análise à habitação social e à sua qualidade, decidimos que o caminho seria por outro tipo de apoio. Criámos um Regulamento de Apoio ao Arrendamento Urbano, para motivar as pessoas a desconstruir a ideia que têm sobre a habitação social. Provavelmente será uma medida que perdurará no tempo. No fundo, podemos dizer que existem medidas de apoio à habitação, mas diluídas na comunidade, apoiando os munícipes no arrendamento.

Quantos arredamentos foram apoiados este ano?

Cerca de cinquenta.

E qual foi o orçamento?

75 mil euros.

Que ações foram desenvolvidas no âmbito da integração dos deficientes?

Trabalhámos um Programa de inclusão, designado “Incluir +”. Criámos uma sala de estimulação e de integração sensorial, numa parceria com a Misericórdia – que nos cedeu as instalações gratuitamente – e envolvendo o tecido empresarial, através de mecenato. Conseguimos abrir uma sala de Snoezelen e uma sala de Integração Sensorial, destinadas quer às crianças e jovens que temos nas unidades de autismo e de multideficiência, quer à população sénior. E ainda, a outras crianças e jovens que, não estando em estruturas de educação e ensino, estão na rede social e também na rede privada, ou indicados pela intervenção precoce.

Quantas crianças são apoiadas?

Neste momento, penso que temos dezoito crianças inscritas, provenientes das unidades de autismo e multideficiência. Temos ainda outros utentes de variadas condições, sobretudo idosos, que estão numa fase ainda experimental e que são cerca de 30.

Criaram também o Cartão Municipal do Voluntariado. Em que consiste esse cartão?

O município tem um Banco Local de Voluntariado – indexado ao Banco Nacional de Voluntariado – que sofreu um upgrade, no sentido de envolver os Bombeiros Voluntários. Criámos um programa, em que eles tem um Cartão de Voluntário e, envolvendo todo o tecido comercial e serviços da cidade e fora dela, criaram-se algumas parcerias.
Os beneficiários do cartão têm alguns descontos em comércio e em serviços da nossa Cidade e do nosso Concelho. São 222 estabelecimentos, onde a própria Câmara Municipal também está envolvida, ao conceder benefícios na utilização dos seus equipamentos e serviços. É um reconhecimento por todos aqueles que prestam voluntariado, e uma forma de dignificar e promover o comércio tradicional.

Há um grupo de apoio às pessoas que procuram emprego. Como funciona?

Os Grupos de Entreajuda para a Procura de Emprego (GEPE) são uma parceria entre a Câmara Municipal e o Instituto Padre António Vieira. É um grupo de capacitação para a procura de emprego. Um grupo informal, constituído por dez, doze pessoas, que se reúne semanalmente ou quinzenalmente, com animadores formados pela organização. Nesse grupo, são trabalhadas questões emocionais, de apresentação, de relacionamento, de proatividade, entre pessoas que estão completamente desmotivadas.

Qual a taxa de sucesso?

A taxa de sucesso é muito superior a cinquenta por centro. Felizmente o grupo está quase a acabar. O ano passado tivemos dois grupos de entreajuda. Este ano temos um, constituído por duas pessoas, sendo certo que vão entrando e saindo pessoas.

Qual a taxa de desemprego em Albergaria-a-Velha?

Albergaria-a-Velha tem desenvolvido esforços no sentido de promover a divulgação e procura efetiva de emprego: através do Gabinete de Inserção Profissional (GIP) e também através do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) 3G “Albergaria Integra’T”. Em termos de dados oficiais do IEFP em junho de 2015 tínhamos 989 inscritos, e este ano em junho tivemos 846 desempregados inscritos.

Quais foram as principais prioridades na educação?

Tivemos como principal prioridade trabalhar aquilo que é da nossa responsabilidade e competência: a Educação Pré-Escolar e o 1º Ciclo do Ensino Básico. Em termos de parque escolar, tínhamos bastante assimetrias, ou seja, três Centros Escolares de boa qualidade, com uma construção recente, e depois várias escolas dispersas pelo concelho, em muito más condições.
Herdámos uma situação de insuficiência de instalações no 1º Ciclo do Ensino Básico, visto que foram encerradas várias escolas para a construção da Escola Básica do 1º e 2º Ciclos. Uma escola que foi construída para acolher oito turmas do Básico, neste momento tem catorze. Isto provoca uma sobrecarga no edifício e uma desproporcionalidade face à população escolar acolhida. A nossa pretensão é reabrir uma das escolas e tentar cooperar com o Agrupamento na reorganização do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Numa primeira fase, temos trabalhado as escolas da periferia para receberem o maior número possível de alunos e descongestionar as outras escolas. Para além disso, requalificámos as escolas e os jardins de infância que necessitavam, e é nossa intenção mantê-los abertos.
Trabalhámos também uma área da nossa responsabilidade: as refeições escolares e o prolongamento de horário. Nas refeições escolares, apostámos, à semelhança de outros municípios, na nossa Rede Social, por uma questão de proximidade e de qualidade. As refeições são servidas pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) mais próximas das escolas. Aumentámos ainda o número de escolas com o prolongamento de horário.

Qual o atual Programa Municipal da Educação?

O que temos feito no Programa Municipal da Educação tem sido acrescentar constantemente atividades àquilo que é a nossa oferta complementar às escolas e aos jardins de infância da rede pública, solidária e particular. O nosso Programa Municipal de Educação é aberto a toda a comunidade, trabalha desde crianças até à terceira idade. Essencialmente investimos na atividade física, na alimentação saudável, na parte mais artística – onde temos atividades muito focadas para a cultura através da utilização dos nossos equipamentos, Biblioteca e Cineteatro e dos seus respetivos técnicos.
Temos o programa de Promoção da Atividade Física e de Expressão Musical para a Educação Pré-Escolar, que é complementar da atividade letiva; e temos todo um conjunto de atividades muito semelhantes para a terceira idade, dirigido às IPSS.
Incluímos neste programa e nesta nossa oferta, as instituições que trabalham a deficiência, que normalmente não se enquadram nem na infância nem na terceira idade, e que estavam fora dos programas. A produção de espetáculos anuais são o culminar de todo este trabalho com a população portadora de deficiência.
De referir que o Programa Municipal da Educação passou a ser trabalhado com os Agrupamentos de Escolas, com os coordenadores de departamento, com as direções, com a rede social e com a rede privada.

Podemos dizer que em Albergaria-a-Velha há uma política de inclusão das pessoas com deficiência?

Sim. Há em Albergaria uma política de inclusão das pessoas com deficiência. Ainda agora realizámos o Albergaria ConVIDA, onde houve a preocupação de criar estacionamentos e acessibilidades. Todo este cuidado está sempre presente nos eventos realizados, nas provas desportivas, nas atividades que o município desenvolve. Felizmente o nosso município é uma referência neste aspeto. Para nós é muito enriquecedor recebermos visitas de outros municípios para verem o trabalho que temos feito.

Existe também uma preocupação na área da saúde.

Mesmo não sendo da competência direta do Município fizemos obras nas Extensões de Saúde de Valmaior, Angeja e Alquerubim. Melhorámos de forma significativa as instalações, e hoje as pessoas são atendidas de uma forma mais condigna. Hoje, tanto para os profissionais como para os utentes, existem melhores condições.
Também colaborámos com o Centro de Saúde de Albergaria. Uma das nossas pretensões era reabrir a Extensão de Saúde de Frossos, algo com o qual nos estávamos a debater desde que chegámos, e que conseguimos reabrir há um mês.
Temos ainda a pretensão de criar uma nova Unidade de Saúde em São João de Loure. Pretendemos iniciar esse processo para o próximo ano.

Como considera que o Concelho de Albergaria se diferencia do contexto regional e nacional?

Pela qualidade de vida. Além de ter menos impostos, fomos dos primeiros Municípios a baixar o IMI para as famílias. Há uma redução de 10% para famílias com um filho, 15% para famílias com dois filhos, e 20% para famílias com três ou mais filhos.
A qualidade de vida de Albergaria nota-se. Temos neste momento uma preocupação em criar um conjunto de ciclovias; temos uma aposta diferenciadora no turismo: a ecopista que vai de Albergaria-a-Velha até ao Parque de Valmaior, e que, brevemente, irá de Valmaior até Sernada de Vouga e, em conjunto com a Câmara Municipal de Águeda, até à Ecopista de Server de Vouga.
Temos os primeiros percursos pedestres homologados pela federação, que recomendo a todas as pessoas. Vários grupos – que fazem este tipo de percursos – têm dado nota máxima em sites específicos.

E culturalmente também existem eventos que têm fomentado o turismo?

Sim. Há aqui um evento que despertou toda esta área do turismo em Albergaria-a-Velha, que foi o Festival Pão de Portugal.
Hoje o Festival do Pão é uma referência. Somos considerados a capital do Pão de Portugal, porque existe em Albergaria uma grande tradição. Não é à toa que se realizou o Festival do Pão.
Albergaria é o concelho com o maior número de moinhos de água inventariados da Europa. Criou-se a Rota dos Moinhos, que tem despertado a curiosidade de muitas pessoas. Também um conjunto de ações na área da cultura e do património tem atraído cada vez mais pessoas ao concelho.

Recentemente foi adjudicada a obra de requalificação do Mercado Municipal. Em que consiste este projeto?

Este projeto é das poucas obras de cimento que nós prometemos, um projeto em que foi preciso alguma audácia. Primeiro foi feito um estudo do consumidor, para perceber que mercado as pessoas gostariam de ter.
Neste momento, com as obras que vamos fazer, para além da melhoria das acessibilidades, e das questões de higiene e segurança alimentar, vão surgir duas áreas de restauração, e vamos passar a ter dez espaços que poderão estar abertos durante todos os dias e não apenas dois dias por semana.
A nossa preocupação foi respeitar a traça original do edifício. Esta foi a primeira condição que nós colocámos: valorizar o passado e respeitar o projeto inicial do arquiteto Jorge Gigante.
O mercado vai ficar aberto para a cidade. Entre as lojas e os espaços de restauração vai existir uma praça de convívio, onde se pretende dinamizar um conjunto de atividades artísticas e culturais.

E no âmbito do Portugal 2020 que novos projetos irão surgir?

Temos a requalificação da Escola da Avenida, que é a nossa pretensão, tendo em consideração a falta de salas de aula que existem no 1º Ciclo do Ensino Básico, em Albergaria-a-Velha.
Temos o projeto de requalificação da Piscina Municipal de Albergaria.
No âmbito da Requalificação Urbana, temos o Mercado Municipal, que foi o primeiro projeto que avançou e cuja obra inicia ainda este ano, e que terá um investimento de um milhão e meio de euros; a requalificação da Praça Fernando Pessoa e as ruas envolventes à Praça (este projeto vai para dois milhões de euros); temos ainda para requalificar a Rua Gonçalo Eriz, uma das mais importantes da cidade.
Fora estes investimentos, que assentam “que nem uma luva” no Portugal 2020, temos um projeto muito interessante – que há mais de uma década e meia que não surgia – a abertura de uma Avenida em Albergaria. Irá chamar-se Avenida D. Teresa. A Avenida irá desde o Arquivo Municipal até à Biblioteca, e terá estacionamento para cerca de 130 automóveis.

Qual considera ter sido a sua maior conquista nos últimos três anos?

Algo que é estruturante para o concelho: a zona industrial, através da aprovação do PDM. Apenas daqui a uns anos as pessoas vão ter a perceção daquilo que este Executivo conseguiu. Conseguimos resolver o problema da falta de área e, essa é, sem dúvida, a nossa grande conquista, e é daqui que virá todo o desenvolvimento do Concelho.
Uma segunda área, – mais um documento estruturante – a Requalificação Urbana, que já estamos a fazer.
Há um aspeto que me tocou em especial e que me tem dado um enorme prazer trabalhar, em conjunto com os meus Vereadores, que é a área da Ação Social. Enquanto ser humano é extremamente gratificante aquilo que proporcionamos. Todo este apoio na Ação Social, na área da deficiência, no apoio ao arrendamento, na melhoria das refeições, no aumento das bolsas de estudo no Ensino Superior em 50%, na criação do Cartão de Voluntariado, no reforço do apoio às Associações (aumentámos mais 15% no apoio às Associações Desportivas); no apoio às IPSS. Todo este trabalho social é algo extraordinária, e é algo que nos enriquece enquanto seres humanos, por fazermos um trabalho em prol de uma comunidade.
Há pessoas que atacam o aumento da despesa mas nós entendemos que isto é um investimento no ser humano. Uma aposta deste Executivo.

LM

https://drive.google.com/file/d/0BwwWVRJOLAkoYks1eFVXeHZHbFE/view

Com um programa eleitoral que contempla poucas obras de cimento, o autarca do CDS-PP falou à Litoral Magazine sobre a grande aposta do Executivo: captar investimentos para Albergaria-a-Velha. Mas não só, são vários os projetos nos setores da Educação, da Inclusão e da Ação Social.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Correio de Albergaria

Não se admirem, pois não sou o novo director do Correio de Albergaria.


Estou, hoje, a ocupar este espaço reservado à direcção do jornal, por gentil e sensibilizante convite da sua directora, a minha estimada amiga, a jovem Drª Sara Vinga da Quinta.


Já lá vão quatro anos e lembro, como foi surpreendente, o ressurgimento do Correio de Albergaria, numa terra onde tinha interrompido a sua publicação o Jornal de Albergaria que, durante vários anos, defendeu os interesses deste concelho e região.


O arranque do Correio de Albergaria não foi isento de suspeitas ou melhor de dúvidas, por estarmos a um ano das eleições autárquicas de 2013 e não faltou quem o referisse como um futuro “pasquim” ao serviço de uma determinada tendência política local.


Foi, por estar agradado com o ressurgimento do Correio de Albergaria e preocupado com a sua intervenção pública que a não ser conduzida com precaução não deixaria de causar divisões entre os Albergarienses que decidi, em Setembro de 2012, ao fazer-me assinante do jornal, dirigir à sua direcção, ao tempo bicéfala ( Drº Delfim Bismark e Drª Sara da Quinta) um ofício em que, para além de os felicitar pela coragem em lançar o   jornal, dizia: —“Faço votos para que o Correio de Albergaria se instale devidamente e cumpra a sua missão de divulgar o nosso concelho/região, respeitando o que estabelecem os seus estatutos, em particular no que diz respeito á sua isenção partidária, o que lhe permitirá dar garantias de um promissor futuro”  e  antes de terminar acrescentava“— pretendo que o Correio de Albergaria seja um dos meios de união entre os Albergarienses, falando verdade e não agente de divisão com a publicação de notícias não comprovadas.”


Passaram-se quatro anos e, em minha opinião, o jornal atingiu a velocidade de cruzeiro, estando capaz de enfrentar as dificuldades próprias do mar agitado em que vivemos


Criar e desenvolver uma publicação que mantem regularidade na sua saída quinzenal, não é tarefa fácil e assim apresento à sua directora, ao editor, aos colaboradores, aos assinantes e aos anunciantes, os meus sinceros parabens.


Editorial Edição Nº92
Por: José António da Piedade Laranjeira
http://www.correiodealbergaria.pt/?p=6342
Nota: Escrito de acordo com a antiga ortografia

domingo, 10 de julho de 2016

MNT


Postal ilustrado com vista da Alameda 5 de Outubro em Albergaria-a-Velha, vendo-se ao fundo o Edifício do Cine-Teatro Alba. Edição da Casa da Alameda


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Diários Gráficos




A exposição “Diários Gráficos – Páginas do Quotidiano”, da artista Suzana Nobre, vai estar patente na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha durante o mês de julho. A inauguração é a 30 de junho, pelas 18h00.
Suzana Nobre nasceu em Angola, em 1971, e define os seus diários gráficos como “registos do meu olhar, memórias visuais e percetivas dos momentos do dia-a-dia”. Desde 2012, a artista tem-se dedicado de forma regular ao desenho de observação como método de experimentação e desenvolvimento de técnicas e processos de desenho. Nos seus cadernos procura eternizar determinadas vivências num local, o espaço físico e as pessoas, acompanhando as imagens com apontamentos, alguns deles excertos de conversas que vai ouvindo.
Na exposição da Biblioteca Municipal são apresentadas reproduções de registos criados em vários locais - Oliveira de Azeméis, Aveiro, Gondramaz, Pampilhosa, Coimbra, Cascais, Tavira, Almada, Porto, Lisboa e Albergaria-a-Velha, onde Suzana Nobre desenhou um edifício na Praça Comendador Ferreira Tavares. Nas suas obras utiliza diversos materiais como o grafite, a caneta pincel de tinta-da-china, a aguarela, o lápis de cera e a caneta de gel.

CMA Data: 24-06-2016

terça-feira, 28 de junho de 2016

Alquerubim 2005 - Saneamento Básico e Obras Locais

A maior parte das residências de Alquerubim já tem ligação ao saneamento básico, melhoramento indiscutível para a preservação de um saudável meio ambiente.

Apesar das facilidades concedidas para as primeiras ligações, no entanto, ainda há pessoas que, não por dificuldades económicas mas, sim, pelo seu espírito retrógado, ainda não aderiram àquele beneficio - mas há, entretanto, outros factores prejudiciais ao ambiente, como sejam a existência de pocilgas, vacarias ou outras explorações semelhantes, que nunca deveriam ter sido licenciadas dentro do perímetro urbano.

Obras locais: Depois de muitos reparos, foi demolida a casa que foi em tempos residência paroquial, estação dos Correios e ultimamente residência de Manuel da Carne, cujo local ficava mesmo a calhar para a Casa Mortuária, visto ser paredes meias com a Igreja.

Também a residência paroquial (que foi) há muito desactivada, por o padre desta freguesia residir em S. João de Loure, freguesia de sua responsabilidade, a par de Alquerubim, foi eliminada, deixando ver o Centro Paroquial.

Outro reparo: a velha escola está a degradar-se dia a dia. Lá funcionou a ASSA, provisoriamente, hoje instalada em modelar instalação própria, e também a LARUS, que se transferiu para Albergaria-a-Velha. Seria necessário dar-lhe um destino que evitasse a sua completa deterioração.

J. F. Cardoso / Soberania do Povo, 01/08/2005



terça-feira, 14 de junho de 2016

Albergaria-a-Velha


PATRIMÓNIO CIVIL

1-Escola Adães Bermudes
2-Palacete e Castelo da Boa Vista (Torreão)
3-Casa de Santo António
4-Casa Família Vidal
5-Casa Dr. António Pinho
6-Casa da Fonte
7-Casa do Mouro
8-Casa Viriato Vidal
9-Casa José Pereira Lima
10-Paços do Concelho
11-Estação Caminhos de Ferro
12-Fábrica Alba
13-Casa do Outeiro ou da Rua de Cima
14-Casa da Calçada
15-Mamoas do Taco
16-Mamoas do Taco 3

PATRIMÓNIO RELIGIOSO

1-Calvário de Albergaria
2-Cruzeiro de Nª Srª do Socorro
3-Cruzeiro de Açores
4-Cruzeiro de Assilhó
5-Padrão Cruzeiro de Albergaria
6-Capela e Cruzeiro do Divino Espírito Santo
7-Igreja Matriz
8-Casa e Capela de Santo António
9-Capela do Mártir de São Sebastião
10-Capela de Nª Srª do Socorro
11-Capela do Senhor de Santa Cruz
12-Capela de São José

EQUIPAMENTOS

GNR
Correios
Cineteatro Alba
Arquivo Municipal
Biblioteca Municipal /Posto de Turismo
Centro Coordenador de Transportes
Junta de Freguesia
Mercado Municipal
Câmara Municipal
Escola Secundária
Espaço Intergeracional
Casa da Juventude
Tribunal
Pavilhão Municipal
Incubadora de Empresas
Piscina Municipal
Unidade de Saúde
Escola Básica
Albergue de Peregrinos Rainha O. Teresa
Parque (amento)
cma / spira




quinta-feira, 9 de junho de 2016

Albergaria em Destaque

AVEIRO O distrito de Aveiro reúne atraentes polos urbanos, paisagens únicas e recursos naturais, combinados com uma oferta de turismo balnear, turismo de natureza e termalismo.


Dos concelhos que o compõem, nesta edição destacamos Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, onde sobressaem costumes, tradições, património arquitetónico e a gastronomia. O concelho de Albergaria-a-Velha foi sempre conhecido pelos seus inúmeros moinhos de água, que ligaram o concelho à produção de pão durante séculos, sendo que a tradição ainda hoje, se encontra presente entre a população albergariense, cuja tradição gastronómica é reconhecidamente rica e variada. A criação da Rota dos Moinhos pretendeu ajudar a reavivar a tradição do concelho e reabilitar um produto turístico e cultural com grande potencial. A excecional posição geoestratégica de Albergaria-a-Velha na região e no país e os excelentes acessos que dispõe tem permitido a sua afirmação como um importante polo industrial. Numa visita ao concelho de Albergaria-a-Velha, deixe-se levar pelo seu encanto natural e património arquitetónico, conheça a sua dinâmica cultural e delicie-se com a gastronomia. (...)


- AFIRMAÇÃO E VALORIZAÇÃO


Albergaria-a-Velha assume-se como uma cidade jovem, dinâmica, capaz de atrair investimentos e pessoas. A liderar os destinos do Município, pelo primeiro mandato, está António Loureiro, um homem de causas e convicções, cujo desiderato passa por contribuir de forma decisiva para a melhoria da qualidade de vida da população albergariense, bem como para o desenvolvimento e dinamização do concelho de Albergaria-a-Velha.


Para conhecer as inúmeras potencialidades que Albergaria-a-Velha tem para oferecer a quem a visita, a Revista Portugal em Destaque foi ao encontro de António Loureiro, presidente da Câmara Municipal, que em entrevista apontou uma panóplia de razões para visitar esta bela e jovem cidade, mas também o concelho, todo ele mosqueado com singularidades inolvidáveis. Albergaria-a-Velha assume-se, desde logo, como uma referência na Região Centro, em termos de oferta cultural, quer no Cineteatro Alba, como na própria Biblioteca Municipal. António Loureiro é categórico ao afirmar que a cidade tem uma das bibliotecas, que a nível nacional, maior dinâmica apresenta, tanto em número de utentes, como nas atividades promovidas. “A dinâmica neste espaço vai desde a apresentação de autores de livros nacionais ou locais até exposições de fotografia, escultura e pintura. É um espaço de excelência, que para além de uma vasta oferta de livros, respira cultura”, salienta o autarca.


A criação da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha assumiu o desiderato de reavivar a identidade da terra através de um produto turístico e cultural que alia a preservação e valorização deste património. “É uma oferta para residentes e visitantes, permitindo-lhes assim conhecer melhor este concelho, a sua história e as suas gentes”, avança o autarca, recordando que, no primeiro ano de mandato, foi inaugurado o Parque dos Moinhos, na Ribeira de Fráguas, complementado com a criação de dois percursos pedestres homologados pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal: o Trilho do Linho e o Trilho dos 3 Rios, que oferecem uma experiência inesquecível a quem os visita. À volta desta dinâmica ligada à identidade cultural do concelho, foi criado o Festival Pão de Portugal, um evento incontornável que projeta Albergaria-a-Velha no contexto nacional e que tem granjeado cada vez mais visitantes. O presidente da Câmara deu nota ainda que a farinha produzida por estes moinhos está em processo de certificação.


Criando uma simbiose perfeita entre o turismo de natureza e a história, o Município recuperou o polo museológico ao ar livre das Mamoas do Taco. António Loureiro sublinha ainda a publicação anual da revista “Albergue – História e Património do Concelho de Albergaria-a-Velha”, que promove a investigação, valorização e divulgação do património concelhio.


Incontornável é também a Pateira de Frossos, um espaço fantástico e ideal para a prática do birdwatching, com elevado potencial para atrair turistas, nacionais e estrangeiros. O Parque de Lazer em Vale Maior e o Centro de Atividades Radicais e Ambientais, em Vilarinho de S. Roque, são outros espaços de visita obrigatória.


António Loureiro não quis deixar de evidenciar a gastronomia do concelho e a criação da Confraria Gastronómica de Albergaria-a-Velha, que pretende divulgar pratos típicos entre os quais, o leitão de Angeja, as enguias de Frossos, os rojões, o cabrito ou os turcos.


- Dinâmica autárquica


Volvidos dois anos e meio da sua eleição como presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, António Loureiro traça um balanço positivo do trabalho desenvolvido, enumerando um conjunto de ações concertadas que têm permitido diferenciar o concelho no contexto nacional. O autarca salienta o apoio ao comércio local, com a criação do Cartão Municipal do Voluntariado. “É um cartão que permite descontos entre os 15 e os 25 por cento na aquisição de serviços e produtos nos equipamentos municipais, mas também em mais de 222 estabelecimentos comerciais na área do Município”, desvenda o edil, fazendo alusão ao Lugar das Cores. Como forma de incentivar a atividade comercial no concelho, por cada cinco euros de compras no comércio local ganha-se uma entrada gratuita neste parque temático natalício que, pela oferta cultural e atividades desenvolvidas, tem cativado a atenção de ‘miúdos e graúdos’, tendo a última edição registado um total de 6.000 pessoas. Paralelamente, foi lançado o “Albergaria em Flor – Unidos Criamos Valor”, um projeto comunitário que pretende envolver a população no embelezamento do centro urbano da cidade, estreitando laços de boa vizinhança. Outra das grandes conquistas apontadas por António Loureiro foi a aprovação do Plano Diretor Municipal que permitiu um aumento do solo industrial na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha em 52 por cento. “Com o aumento da oferta dos terrenos na Zona Industrial, diminuímos o preço do metro quadrado, sendo mais fácil captar as empresas”, refere o autarca, acrescentando que Albergaria tem uma zona industrial de referência a nível nacional, assumindo-se como um dos concelhos do país com maior volume de exportações. Simultaneamente, o Município de Albergaria diminuiu os impostos, designadamente o IMI para a taxa mínima e a derrama, passando a ser o quarto município da Região de Aveiro mais amigo do contribuinte. seu manifesto eleitoral, mas há uma que o autarca destaca e que ver concluída neste mandato, o Mercado Municipal. “A intervenção proposta soluciona problemas de acessibilidades e moderniza o espaço de forma a atrair novos clientes para o mercado de frescos, criando ao mesmo tempo uma nova centralidade”. No âmbito do Portugal 2020, António Loureiro assume como desideratos a recuperação da Escola da Avenida e a requalificação do Complexo de Piscinas de Albergaria-a-Velha.


- Reabilitação Urbana


A Câmara Municipal criou duas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), uma no centro da cidade, a outra na Vila de Angeja, onde se pretende efetuar obras de regeneração nos espaços públicos. A ARU de Albergaria-a-Velha identifica um conjunto de imóveis de interesse patrimonial e define seis unidades de intervenção, que correspondem aos “principais espaços de vivência urbana” da cidade. O objetivo da ARU de Albergaria-a-Velha, tal como em Angeja, é criar condições de atração e fixação de população no centro, mas também de atividades de comércio e serviços. Neste contexto, a autarquia tem projetado a abertura de uma nova avenida. “Essa via vai permitir uma nova centralidade na cidade, estando programados 130 lugares de estacionamento e novas frentes de construção”, revela o edil.


- Estratégias concertadas


O Município de Albergaria-a-Velha definiu um regulamento de incentivos financeiros com o objetivo de atrair ideias de negócio e pequenas empresas recém-criadas, de forma a desenvolver a economia local.


Na esfera da saúde, o Município preconizou obras de melhoramento nas extensões de saúde de Valmaior, Angeja e Alquerubim, assumindo a qualidade de vida dos seus cidadãos como algo incontornável, mesmo não sendo esta uma competência direta da autarquia. No plano da ação social, António Loureiro evidenciou as obras no Bairro das Lameirinhas e o apoio a cerca de 50 famílias com subsídio de arrendamento. “O Município continua a fomentar o arrendamento urbano para famílias carenciadas ou indivíduos com fragilidade socioeconómica”. Vocacionadas para pessoas com deficiência ou com incapacidade e problemas sensoriais ou neurológicos, a autarquia abriu ao público, sem custos para os utentes, uma sala Snoezelen e uma sala de Integração Sensorial.


Em entrevista à Revista Portugal em Destaque, António Loureiro salientou ainda as obras de melhoramento no parque escolar do concelho, o aumento do apoio
financeiro aos agrupamentos escolares, o aumento e reforço às necessidades educativas especiais, bem como o aumento do número de bolsas escolares atribuídas.


- Objetivos e projetos


António Loureiro não consagrou muitas obras em cimento no (...)


PORTUGAL EM DESTAQUE / ABRIL 2016
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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Nas Pás dos Ventos

A artista Albergariense Isaura Lalanda presta homenagem aos moinhos portugueses na exposição “Nas Pás dos Ventos”, patente na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha.


“Nas Pás dos Ventos” é constituída por 17 quadros em tinta-da-china e aguarela que representam vários moinhos do Concelho de Albergaria-a-Velha, bem como da região de Aveiro e do arquipélago dos Açores, onde Isaura Lalanda tem raízes familiares. “Nesta mostra podemos ver de tudo se olharmos com os olhos da alma, lá encontraremos invernia nas pás da aragem calma”, explica a escritora e poetisa do Faial, Manuela Bulcão, que tem acompanhado o percurso da artista Albergariense. A acompanhar os quadros estão miniaturas de vários objetos relacionados com a Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha.


Isaura Lalanda nasceu em 1963, em Albergaria-a-Velha, e herdou do pai, António Lalanda, o gosto pelo desenho artístico. Aos seis anos começou a pintar pedras que apanhava na praia e durante o ensino primário participou em alguns concursos escolares. Tirou um curso de Artes Decorativas na Escola de Belas Artes do Porto, tendo também formação em desenho e projetos de construções mecânicas. Domina várias técnicas de pintura, como a aguarela, tinta-da-china e óleo. Tem trabalho ainda na área da cerâmica, com destaque para a pintura em azulejo. Isaura Lalanda tem apresentado a sua obra em várias exposições individuais e coletivas desde 1988. Foi uma dos 20 artistas a participar na 1.ª Exposição Coletiva de Pintores Albergarienses, em fevereiro de 2014.


A exposição “Nas Pás dos Ventos” está patente até 30 de junho, mês em que se celebra o pão – desde a moagem do cereal até ao produto final – no III Festival Pão de Portugal.


CMA


A exposição esteve anteriormente na Casa dos Açores do Norte.

domingo, 29 de maio de 2016

Bilhetes Postais

AMA


Colecção de postais editados com imagens fotográficas do Concelho de Albergaria-a-Velha e de albergarienses. Embora sejam recuperáveis nesta colecção, os bilhetes-postais não publicados encontram-se nos Arquivos Pessoais.