sábado, 9 de dezembro de 2017

Eleições de 1958

Está disponível no site da Fundação Mário Soares a primeira sistematização e análise dos resultados eleitorais de 1958. As eleições que oficialmente nunca existiram e que tiveram Humberto Delgado como um dos candidatos.


Distribuição da população residente em 1960, eleitores em 1958 e votação em Américo Tomás e Humberto Delgado, segundo os concelhos, as ilhas adjacentes e os territórios ultramarinos




http://www.fmsoares.pt/aeb/dossiers/dossier05/pdf/002_REHD.pdf










Albergaria-a-Velha




Residentes Censos 1960 - 18446
Eleitores 1958 - 3529
Votantes - 2376 67,3
Américo Tomás - 1442 60,7
Humberto Delgado - 933 39,3



Distrito de Aveiro




Residentes Censos 1960 - 524576
Eleitores 1958 - 86812
Votantes - 58383 67,3
Américo Tomás - 40125 68,7
Humberto Delgado - 17643 30,2

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

2015: Rua alagada prejudica comerciantes

Nos passados dias 4 e 5 de outubro, a forte precipitação que se fez sentir levou a que, mais uma vez, à semelhança do que acontece sempre que chove muito, segundo moradores e comerciantes daquela zona, a Rua Professor Egas Moniz ficasse alagada, tendo mesmo a água entrado em alguns estabelecimentos comerciais


Uma das proprietárias de uma loja no local explicou que terão reportado a situação à Câmara Municipal e “foi-nos dito que já tinham conhecimento desta situação, que está prevista uma grande intervenção nesta rua, estão à espera de autorização para avançar com as obras”.
A mesma lojista referiu que “é impossível aos clientes entrar nas lojas nestas condições. Estou com a minha Boutique há mais de 20 anos e sempre foi assim”.


As árvores são outro problema uma vez que serão as raízes das mesmas que impedem a circulação da água. A maior rua comercial de Albergaria-a-Velha merecia, segundo os lojistas da zona, “há muito uma avenida condigna”.


Correio de Albergaria, 14/10/2015


Esta rua com apenas vinte anos é um bom exemplo de mau planeamento. Esta porção do nosso território era, há 40 anos, uma fértil várzea com uma espessa camada dos mais ricos aluviões e uma belíssima ribeira. Um recurso natural que, até à chegada da especulação imobiliária e do poder autárquico ignorante e interesseiro, alimentou muitas gerações de Albergarienses.


Elísio Apolinário Silva , Facebook

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Vou-me Despedir do Rio

No cartaz figuram ti Silvandiria e ti Emília de Vilarinho de São Roque
O CLDS 3G "Albergaria IntegraT"/Prave, em parceria com o Município de Albergaria-a-Velha, apresenta na próxima quinta-feira, 30 de novembro, a curta-metragem documental "Vou-me Despedir do Rio", baseada em histórias de vida de seniores da freguesia de Ribeira de Fráguas. A sessão tem início às 21h00, no Cineteatro Alba, e é de entrada gratuita.


"Vou-me Despedir do Rio" é realizada por David Gomes e Pedro Cruz e visa resgatar as memórias dos antigos trabalhadores da Fábrica do Caima, bem como recordar o processo de produção do linho, que já teve um papel importante na economia local e constitui hoje uma tradição que é preciso preservar. A produção da curta-metragem está inserida na ação "Uma Vida Uma História", um projeto que visa contribuir para a construção da memória social do Concelho, representando as suas tradições e riquezas.


O documentário conta com a participação de vários seniores de Ribeira de Fráguas, que aceitaram partilhar episódios da sua vida para construir uma narrativa sobre o passado da sua terra. O projeto teve o apoio da Junta de Freguesia de Ribeira de Fráguas, do Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas e da Quinta do Caima.
         
A curta documental foi selecionada, entre 56 filmes de diferentes géneros, para entrar em competição na 23ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português que se realiza entre 27 de Novembro e 3 de Dezembro. O documentário é exibido no sábado, pelas 17h30, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.             


CMA


Trailer: https://vimeo.com/242067253?ref=fb-share

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Arquivo Municipal vai reunir historial de todas as famílias Albergarienses


Espólio Foto Gomes
O Vereador da Cultura do Município de Albergaria-a-Velha, Delfim Bismarck, revelou que o Arquivo Municipal está a proceder a um trabalho de inventariação das famílias Albergarienses através da compilação e cruzamento de diversos registos. “Em meia dúzia de anos esperamos ter a maioria da população cadastrada”. A afirmação foi feita na terça-feira, na cerimónia de comemoração do nono aniversário do Arquivo Municipal, onde estiveram presentes vários munícipes que celebraram protocolos de doação e cedência de documentação com a Autarquia.


Com o intuito de promover a preservação da memória coletiva e o estudo da História local, o Arquivo Municipal está a proceder ao levantamento de diferentes registos – registos paroquiais de batismos, casamentos e óbitos; registos de passaporte; encomendas de fotografias da Casa Foto Gomes; registos de velocípedes, motociclos e cartas de condução; fichas de funcionários da Fábrica Alba – de forma a poder construir um historial das pessoas e famílias que viveram em Albergaria-a-Velha. Com a compilação e cruzamento da informação, o munícipe pode recolher diversos dados sobre os seus antepassados, estabelecer relações entre as pessoas e saber “por onde andaram” os familiares, caso tenham emigrado. “O projeto do Arquivo Municipal é único no País, não existe mais nenhum com esta dimensão em termos de quantidade e variedade dos registos levantados”, salienta Delfim Bismarck.


CMAV, 23/11/2017

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Arquivo Municipal - doações e depósitos



Como tem sido hábito ao longo dos anos, o Arquivo Municipal aproveitou a data do seu aniversário para celebrar protocolos de doação e cedência, sendo que, este ano, foram doze os munícipes que disponibilizaram documentação variada ao Município. Entre o material cedido, é possível destacar fotografias do século XX de Albergaria-a-Velha, negativos em vidro e película com paisagens de Angeja dos séculos XIX e XX, a brochura inaugural do Cine-teatro Alba de 1950, documentação da Quinta do Fontão, de 1816 a 1935, e a encadernação de “O Arauto de Osseloa”.
         
O Presidente da Câmara Municipal, António Loureiro, agradeceu a generosidade dos munícipes pela partilha de diversos documentos que contribuem para aprofundar o conhecimento do Concelho. O autarca destacou ainda o papel do Arquivo Municipal no “potenciar da riqueza da nossa História” e na sua divulgação junto de diferentes públicos, em especial, dos mais novos. “As crianças têm gosto em conhecer mais sobre as suas raízes”, afirmou, e deu o exemplo de uma escola que, nas suas salas de aula, já tem fotografias da estátua da Rainha D. Teresa “inaugurada há apenas dez dias!”
         
Ao longo de 2017 o Arquivo Municipal tem dado continuidade à sua missão de tratar e disponibilizar a mais diversa documentação do Concelho ao público, em especial, através do seu portal, que já conta com 2055 utilizadores, que fizeram mais de 54 mil consultas desde a sua criação. Neste ano, foi concluído o trabalho de descrição das atas da Câmara Municipal dos séculos XIX e XX, bem como a inserção de todos os processos de obras particulares e vistorias incorporadas no Arquivo, de 1948 a 1996.
         
Em relação ao espólio fotográfico da Foto Gomes, constituído por 200 mil chapas em vidro e película, é de salientar o registo de mais de 120 mil chapas até à década de 1970. O processo de identificação das várias fotografias está a ser desenvolvido em parceria com os utentes da Misericórdia de Albergaria-a-Velha, tendo o projeto colaborativo sido reconhecido como uma boa prática pela Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.



CMAV, 23/11/2017




Protocolos 2017 (12)


- fotografias do século XX de Albergaria-a-Velha
- negativos em vidro e película com paisagens de Angeja dos séculos XIX e XX (*)
- brochura inaugural do Cine-teatro Alba de 1950
- documentação da Quinta do Fontão (1816 a 1935)
- encadernação de “O Arauto de Osseloa”
- outros




(*) possivelmente algumas das imagens apresentadas em artigo da revista Albergue nº 4 referentes a postais de Angeja.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Arquivo Municipal





O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha comemora o seu nono aniversário no dia 21 de novembro, aproveitando para celebrar vários protocolos com munícipes e entidades locais. A cerimónia de comemoração tem início às 17h00.




domingo, 19 de novembro de 2017

Casa da Administração da Fábrica de Papel de Valmaior

Manuel Letra - Indicou que, num relatório emitido pelos técnicos da Câmara Municipal, estes propuseram possivelmente a demolição da casa da Administração da Fábrica de Papel de Valmaior, um edificado centenário. Lastimou tal atitude, considerando que no passado defendeu-se a preservação do património público municipal. No seu entender, aquele edificado poderia ter sido protegido e conservado para nele se realizarem muitas coisas. Recordou que quando o ex-Presidente da Câmara Municipal Rui Marques avançou com o projeto de modificação daquele edifício, muitos foram contra. Hoje, todos acham que o edifício cumpre as suas missões, felicitando quem levou para a frente o investimento para preservação do mesmo. Questionou do paradeiro de todo o granito dos beirais, das ombreiras das portas, do rodapé, do chão de granito, que dava acesso da casa dos engenheiros, a nascente, entendendo que a Câmara Municipal deveria ter aberto um processo para declarar de interesse municipal o edifício e a sua chaminé, que é um ícone de Valmaior e do município, tendo sido a sua primeira indústria. Advertiu que, no próximo inverno, a chaminé poderá cair.


Vereador Delfim Bismarck – Usou da palavra, esclarecendo que quando o atual executivo iniciou
funções, a casa da Administração da Fábrica de Papel de Valmaior já se apresentava em estado
avançado de degradação, ameaçando ruína. Na altura, foi provisoriamente escorada para o efeito. No
orçamento de 2014, ficou prevista uma verba de aproximadamente € 57.000,00 para iniciar a
recuperação da casa, se tal fosse possível. O inverno foi altamente chuvoso, pelo que a entidade
Estradas de Portugal notificou a Câmara Municipal para demolir ou intervencionar o edifício, pois este apresentava perigo eminente. Foi constituída uma comissão para fazer a análise técnica do edifício, que emitiu parecer unânime a favor da sua demolição. Por esse motivo a casa da Administração foi demolida, esclarecendo, ainda, não se tratar de uma casa centenária. Informou que, em Portugal, o tipo de classificação pode ser solicitada por qualquer cidadão, órgão local, associação, etc e o Membro Municipal Manuel Letra nunca apresentou qualquer pedido enquanto Presidente de Junta de Freguesia, Membro de associações e/ou cidadão. Informou ainda que uma aluna da Universidade de Aveiro está a realizar um estudo, no âmbito da sua tese de mestrado, para verificar qual é a parte original construída em tijolo, a fim de apresentar um projeto de salvaguarda da chaminé. Esclareceu que esta já não é a original, porque foi reconstruída, sendo mais curta comparativamente à inicial. O Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro é liderado pelo Professor Doutor Eng.º Aníbal Costa, pessoa conceituada nesta área, em Portugal. Terminou a sua intervenção, clarificando que a Câmara Municipal não tem a posse total do edifício, porque foi celebrado um contrato de comodato com uma associação que é, neste momento, a responsável pela gestão do espaço


Manuel Letra – CDS-PP – Interveio, recordando não ter sido esclarecido (..) o paradeiro da cantaria da casa da Administração da Fábrica de Valmaior. Clarificou que os técnicos da Câmara Municipal indicaram ser prudente a demolição parcial da fachada do edifício confinante com a EN-16-3 com a brevidade possível até à altura das padieiras, não a totalidade do edifício. Entende que o assunto foi tratado de forma muito simplista. A fachada deveria ter sido escorada, estabilizada e amarrada com ferro, preservando aquele espaço. O vereador Delfim Bismarck, enquanto membro da
ADERAV, deveria ter defendido a preservação daquele edifício, que é património do município. -

Acta da Assembleia Municipal, 23/06/2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Revista Albergue nº 4

A fechar o programa da tarde, foi apresentado o quarto número da Revista Albergue, uma publicação anual que promove a inventariação, preservação, valorização e divulgação da História e do Património do Concelho de Albergaria-a-Velha.




A edição de 2017 reúne 16 artigos que versam sobre arte sacra, demografia, genealogia e património natural, entre outros, destacando-se dois textos relativos às origens do território – “Os Marnéis – A Família de Gonçalo Eriz Fundador de Albergaria-a-Velha em 1117”, de Delfim Bismarck Ferreira e “As Singularidades da Carta de Couto de Osseloa (1117)”, de Maria Alegria Marques.




Em jeito de balanço, Delfim Bismarck referiu que os quatro números da Revista Albergue reúnem 54 artigos de 46 autores diferentes, acompanhados por 950 imagens. No total, são 2300 páginas com trabalhos de investigação, que fomentam um conhecimento mais profundo do Concelho e que a Câmara Municipal quer continuar a promover.




“É objetivo capital deste Executivo a conservação dos valores históricos e socioculturais que caracterizam e tornam ímpar Albergaria-a-Velha”, reforçou António Loureiro.      


CMAV, 13/11/2017

900 Anos

eventos em curso





segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Inteiro Postal

A marcofilia portuguesa tem este mês mais carimbos comemorativos a serem lançados, por haver mais eventos com estas peças filatélicas, e sobretudo pela realização da Exposição Nacional de Filatelia "PORTIMÃO 2017".

[...] no dia 11 o carimbo comemorativo dos "900 Anos de Albergaria-a-Velha 1117-2017", com edição de um Inteiro Postal N20gr.

https://o-filatelista.blogspot.pt/2017/11/noticiario-de-marcofilia-novembro-ii.HTML