sábado, 9 de setembro de 2017

Vida Nova - Moçambique


"Vida Nova" de. 1907, foi, provavelmente, o primeiro jornal operário a circular, publicado em Lourenço Marques, bi-semanal;


Moçambique abrigou a partir de 1896 operários expulsos da métropole pela Monarquia. Foram estes que fundaram em 1899 a Associação de Classe dos Empregados do Comércio e Indústria de Lourenço Marques, que publicava panfletos e edições únicas em datas como o 1º de Maio. Daí que tenha sido um metalúrgico o fundador e proprietário do Vida Nova, ‘Semanário Republicano’, crítico do regime e das elites econômicas locais. Com jornalistas ameaçados e espancados, o jornal sobreviveu à condenação por delito de imprensa em 1908, mas não à destruição da sua tipografia em 1910. Também se assinalam as edições únicas dos jornais libertários Pró-Mártir e O Chocarreiro, que defendiam a unidade dos trabalhadores.



Editor, proprietário e administrador é o Sr. Patrício Luiz Ferreira Leão, que se afastou de nós há bons 10 anos para aquellas longiquas paragens, tendo a auxilial-o o valioso esforço de seu irmão  e nosso amigo Napoleão Luiz Ferreira Leão, considerado proprietário da Quinta Matolla.

Correio d'Albergaria, 1907


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Nasci com a Trovoada


O Cineteatro Alba apresenta na próxima sexta-feira, 1 de setembro, pelas 21h00, “Nasci com a Trovoada – Autobiografia Póstuma de um Cineasta”, documentário sobre a vida e obra do Albergariense Manuel Guimarães. A sessão contará com a presença da realizadora Leonor Areal e é de entrada gratuita.


CMA


"Nasci com a Trovoada"

Era este o título de um projecto de filme autobiográfico que Manuel Guimarães não chegou a realizar e que agora se apresenta como "Autobiografia póstuma de um cineasta", realizado por Leonor Areal, e cuja estreia acontecerá a 9 de Maio, às 21h30, na Cinemateca, integrado na secção Director's Cut do festival IndieLisboa 2017.


O documentário baseia-se integralmente em materiais de arquivo: filmes, fotografias, artigos de jornal, cartas e diários. Manuel Guimarães é a voz de narrador que nos conduz através da sua vida e obra. Em diálogo com fragmentos dos seus filmes, esta “autobiografia póstuma” assume-se como uma outra ficção.


Outras informações em http://nascicomatrovoada.blogspot.pt


http://manuel-guimaraes.blogspot.pt/2017/04/nasci-com-trovoada.html


Estreado na Cinemateca no dia 9 de Maio 2017.


Sinopse:


NASCI COM A TROVOADA - Autobiografia póstuma de um cineasta


«Gostaria de ter um neto. Poderia ser uma neta. Ela casaria e teria filhos. Falariam algum dia de mim?... “O teu bisavô era realizador de cinema. Fez uns filmes. Alguns, segundo os jornais da época, prometiam. Também pintava qualquer coisa. Mas abandonou. Viveu muito mal. Sempre cheio de dúvidas e de aflições. Quem pagou foi a bisavó, coitada!” Que mais poderão dizer de mim? Que morri de um enfarte, talvez, aos 52 anos de idade!... Quando farei outro filme? »


Manuel Guimarães (1915-1975) foi o principal cineasta neo-realista do cinema português. Os seus filmes revelam um olhar original sobre a sociedade portuguesa, escolhendo personagens consideradas marginais: saltimbancos, pescadores, vadios, prostitutas, estivadores, jornaleiros, etc. Nelas se espelha uma arte de sonhar, aliada a uma ética da resistência e à capacidade de sacrifício que nunca abandona a esperança.


O seu cinema é de índole trágica, mas também a vida do realizador, sacrificada à sua obra, espelha uma outra tragédia pessoal: a de um homem de talento que queria voar alto, mas teve de viver os «anos de chumbo» da ditadura, sofrendo amargamente às mãos da censura.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Eleições 2017



https://ephemerajpp.com/2017/08/19/eleicoes-autarquicas-de-2017-albergaria-a-velha-angeja-ps/


Já apareceu no Ephemera uma primeira entrada sobre as eleições autárquicas no nosso concelho. Esperemos que haja muitas outras contribuições que tenham dado entrada e que as candidaturas locais tenham o cuidado de guardar para remeter para o referido arquivo.


https://ephemerajpp.com/category/geo-portugal/albergaria-a-velha/


Será mais fácil e mais completo e abrangente se forem os próprios partidos / candidaturas locais a guardarem tudo o que produzirem para todas as freguesias.


Há cada vez mais locais associados ao Ephemera onde se podem entregar esses materiais o que facilita o processo de entrega.


Além de ficarem guardadas num arquivo importante poderão eventualmente aparecer em alguma exposição que se venha a realizar a nível distrital ou servir de fonte a publicações que procurem essa informação.


De Albergaria-a-Velha já tem alguns exemplos de materiais de eleições passadas e mais poderão ter se houver contribuições (de anteriores mas sobretudo de futuras eleições) de quem está ligado directamente aos partidos e/ou às candidaturas.


https://ephemerajpp.com/?s=albergaria&x=0&y=0
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APELO (para partilhar): AS AUTÁRQUICAS JÁ COMEÇARAM


As eleições autárquicas são as mais difíceis de cobrir. Há milhares de listas (municípios, concelhos, freguesias) e um número muito elevado de espécimes de todo o tipo. Um cálculo que fizemos sobre o número de espécimes nas eleições de 2013 chegou às muitas dezenas de milhares (painéis, faixas, cartazes, autocolantes, calendários, panfletos, objectos, materiais audio-visuais, etc., etc., Nessas eleições conseguimos recolher por volta de 35.000 espécimes, menos de metade do que foi produzido. E ninguém, mesmo ninguém, faz esta recolha. Daí o apelo a que comecemos desde já, o mais depressa possível, a organizarmos-nos para cobrir a maioria do pais. Muitas campanhas oferecem-nos também os seus materiais e eles são bem vindos, mas lembro que o carácter do arquivo valoriza o material físico para além do digital.


Tenho a certeza que com os nossos magníficos amigos vamos conseguir uma grande recolha.


Obrigado.
https://www.facebook.com/ArquivoEphemera/

ephemerajpp -  2013

http://abrupto.blogspot.pt/2013/09/ephemera-apelo-com-urgencia-para-que-e.html
Depois das eleições começa de imediato a destruição de cartazes, panfletos, objectos de propaganda, com o encerramento e “limpeza” das sedes.


Por isso, nos contactos com as candidaturas e os voluntários que ajudam o EPHEMERA neste trabalho se salienta sempre a importância de recolher o papel de um panfleto, mesmo quando haja o texto na Rede.


Apelo a todos para que ajudem neste trabalho, voluntário e voluntarioso, nas suas terras, freguesias e concelhos, nas candidaturas em que participem, nos partidos e movimentos de que façam parte.
http://ephemerajpp.com/category/geo-portugal/albergaria-a-velha/

CONTACTOS:


https://ephemerajpp.com.
http://www.officialjpp.com/
jppereira@gmail.com


O Arquivo Municipal também poderia reunir esse tipo de espólio mas não sei se o faz. Poderia ser boa ideia uma exposição com materiais que foram usados em campanhas autárquicas locais. Por serem coisas que nem sempre se guardam e por outro lado porque há sempre motivos de interesse como candidatos que já não nos lembramos, slogans e mesmo o aspecto visual das campanhas



quarta-feira, 30 de agosto de 2017

900 Anos



Neste quadrimestre, destacamos o mês de Novembro, altura em que se comemorarão os 900 anos de Albergaria-a-Velha, fundada em 1117 pela Rainha D. Teresa. Nesse mês estarão em destaque: a peça de teatro Osseloa, numa viagem pelos nove séculos de Albergaria-a-Velha, a Gala Lírica com o tenor Carlos Guilherme, a soprano Isabel Alcobia e a Orquestra Filarmonia das Beiras, a exposição Carta de Couto de Osseloa, a edição do quarto número da revista Albergue -História e Património de Albergaria-a-Velha, entre outras actividades.



Agenda Municipal Albergaria SET/OUT/NOV/DEZ 2017



* Carta de Couto de Osseloa - Exposição Documental
2 a 30 de Novembro - Biblioteca Municipal



* I Conferência Internacional  de Gestão de Informação e Arquivos
3 e 4 de Novembro - Cineteatro Alba




* Maria João e João Farinha
3 de Novembro - Cineteatro Alba




* Revista Albergue - História e Património de Albergaria-a-Velha
Apresentação do Nº 4
11 de Novembro - Biblioteca Municipal



* Osseloa - Teatro - Criação da Companhia do Jogo / AlbergaR-tE
18 de Novembro - Cineteatro Alba




* Gala Lírica de Nápoles A Nova Iorque! - Orquestra Filarmonia das Beiras, Carlos Guilherme e Isabel Alcobia
25 de Novembro - Cineteatro Alba


sábado, 26 de agosto de 2017

Osseloa - Teatro



18 novembro 2017 | sábado | 21h30
Cineteatro Alba – Sala Principal
OSSELOA


4€ – Bilhete normal
2€ – Cartão Amigo, Cartão Sénior Municipal, Cartão Municipal de Voluntário e Jovens SUB 23
75 min. | M/6


Há mais de novecentos anos que Albergaria-a-Velha está na encruzilhada entre o Porto e Lisboa, a costa e o interior de Portugal. Em Osseloa, vemos como o Município, nascido de um ato de generosidade de uma velha rainha, não só é crucial para as relações entre norte e sul, este e oeste, como também faz a ponte entre o passado e o futuro, conciliando o património histórico e arqueológico com a inovação industrial e tecnológica.


texto Jorge Louraço
criação Companhia do Jogo / AlbergaR-TEdireção artística e encenação Victor Valente
interpretação Ângelo Castanheira, António Morais, Bruna Herculano, Miguel Henriques, Susana Paiva
figurinos Tucha Martins /Alquimia das Tendências
design gráfico Ícaro


http://www.cineteatroalba.com/osseloa/



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Um Novo Espaço Público da Cidade


https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/106146
Bruna Filipa Ferreira Melo
Título:  Um novo espaço público da cidade de Albergaria-a-Velha
Data:  2017-04-06


Descrição:  Numa cidade a quantidade e a qualidade dos seus espaços públicos determinam em grande medida a melhor qualidade urbanística da mesma. Ainda em relação a esses espaços, importa que se proporcionem as condições favoráveis a uma relação de bem estar na interação que se estabelece entre os vários elementos arquitetónicos dos mesmos e as pessoas que deles usufruem. Neste trabalho foi elaborado um estudo do espaço público de uma cidade Portuguesa, neste caso a cidade de Albergaria-a-Velha situada no distrito de Aveiro. Através de várias ferramentas, como pesquisas bibliográficas e de arquivo, entrevistas, e elaboração de maquete de projeto, efetuou-se uma análise detalhada dos dois principais espaços públicos da referida cidade - a Praça Ferreira Tavares e a Praça da Alameda 5 de Outubro. No decorrer do trabalho foi efetuada uma análise dos espaços de acordo com diversos pontos de vista. Como resultado deste estudo, conclui-se pela necessidade e importância de se tomarem algumas medidas de foro arquitetónico que possam de algum modo dinamizar e revitalizar os referidos espaços públicos carismático e centrais da cidade, uma vez que da análise realizada se constatou que estes espaços estão gradualmente a transformar-se em espaço "mortos" no atual contexto do tecido urbanístico da cidade em causa.


Assunto:  Artes
Localização Física:  203401
ID Sistema:  http://hdl.handle.net/10216/106146
Tipo de Documento:  Dissertação
Condições de Acesso:  openAccess
Aparece nas coleções: FAUP - Dissertação

https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/106146/2/203401.pdf

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Arq. Eduardo Costa Ferreira



P: Considera que o facto de se tratar de um município de menor dimensão altera em algum aspeto a forma como trabalha?


R: Eu vejo câmaras no interior do país em que os recursos disponíveis são mais bem utilizados do que no litoral. Não sei a razão, mas de facto isso acontece.
Penso que talvez seja uma questão cultural.


P: Que oportunidades lhe deram como arquiteto ao trabalhar numa instituição como esta - uma autarquia?


R: A mim deram-me todas as oportunidades para trabalhar como arquiteto neste município.


P: Quais diria que são as virtudes/vantagens em trabalhar num câmara/autarquia?


R: Para mim a grande vantagem de trabalhar numa Câmara é poder fazer a diferença para as pessoas. Eu trabalho numa autarquia onde acho que posso valorizar a
vida das pessoas. Aliás, eu acho que como arquitetos numa Câmara deveríamos de estar a promover o bem-estar público.


P: Se tivesse oportunidade, o que mudaria no município ao nível do trabalho envolvido na área da arquitetura? Alguma medida que considere que, por exemplo,
não existindo restrições como as de carácter económico, seria interessante colocar em prática tendo em conta o contexto geoespacial do Concelho?


R: Quando se fala nisto era importante pensá-lo do ponto de vista da sustentabilidade. Por exemplo criar uma rede de transportes, tanto interna como externamente, bem estruturada acho que era fundamental existir. Mas será isso era sustentável? Na minha opinião desde que vim para este município existem dois pontos-chave que eu considerava, e ainda considero, como importantes. A criação de um aeródromo em Albergaria-a-Velha de forma a podermos trazer passageiros de Lisboa e Porto. E depois construíamos aqui um grande centro de diversões. Seríamos um centro de aventura e de diferença cultural da região centro do país. Uma das coisas que eu incentivaria nos espaços públicos era um incremento na colocação de estatuária e esculturas nos mesmos. Não temos tradição, embora no passado tivemos alguma, e acho que é uma forma de compor os espaços. Tem uma dupla vantagem: dá identidade aos espaços, e permite o agradecimento público aqueles que fizeram algo em prol da comunidade.


P: Há quanto tempo trabalha neste município?


R: Comecei a minha carreira aqui e aqui vou terminá-la. Já lá vão 33 e meio, quase 34 anos.


Entrevista realizada por Bruna Melo ao Arquiteto Eduardo Costa Ferreira da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha (Tese de mestrado apresentada à Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, Abril 2017)


Notas:


O Edifício da Câmara Municipal sofreu profundas obras de requalificação entre 1986 e 1993, sob um projeto da autoria do Arquiteto Eduardo Costa Ferreira.

 Foram iniciadas obras de remodelação em fevereiro de 1989, que ficaram concluídas em março de 1993. O projeto de remodelação é da autoria do arquiteto Eduardo da Costa Ferreira, atual chefe da Divisão de Planeamento, Gestão Urbanística e Requalificação Urbana da Câmara Municipal.


Foi também o autor da remodelação da nova Biblioteca Municipal, do Centro Cultural de São João de Loure, Novo quartel dos Bombeiros, etc


Ver também Tese de Elsa Santos sobre estágio na CMA



terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ligações do Partido Comunista a Albergaria-a-Velha durante o Estado Novo

(...)


Em 1936 [António Gomes da Silva/«Russo»] conheceu Anastácio Ramos, que o convenceu a entrar para o partido e para o SVI, foi detido e condenado em TME. Em 1938, Dr. Ferreira Soares convida-o a entrar de novo no partido e, depois da morte dele, apareceram diversos delegados da organização comunista, com quem passou a manter contacto, entregando propaganda e desenvolveu assim a organização de Ovar, de Águeda e de Albergaria-a-Velha. Para o desenvolvimento da organização contactou com Augusto de Lemos Henriques Ribeiro Pinheiro/«Augusto da cadeia».




(...)




No dia seguinte [5/11/1943], era interrogado José Gonçalves Sapateiro. O jornal Avante era-lhe entregue por Manuel Godinho/«Manuel das Cavadas». Ele tinha constituído duas células: a primeira com Evaristo Ferreira Lopes e Danilo Soares Alves Martins, da Faculdade de Direito de Coimbra. Evaristo foi para a Marinha e Danilo para Coimbra e ele constituiu uma nova célula, composta por Álvaro Correia Leite/«Barito» que trabalhava na Fundição de Albergaria-a-Velha e Germano Gomes Pinho/«Germano Serrano». Na véspera da greve de São João, Godinho informou-o do que se ia passar no dia seguinte, encarregando-o de distribuir nessa madrugada panfletos comunistas, o que fez para se livrar da greve porque tinha muito trabalho nessa ocasião.




(...)




Em Dezembro de 1943, são presos membros do partido comunista nos concelhos de Ovar, Albergaria-a-Velha e Águeda. Naquela vila, apareceu um homem que dava pelo nome de «Mário», que começou a acompanhar com Moisés Ferreira Lamarão e alguém lhes disse que era comunista. Este Mário era um homem bastante culto e constava que tinha sido expulso de uma repartição ministerial por questões políticas. Do mesmo documento, consta que Henrique Marques Alexandre, médico veterinário, «era desafecto da actual situação política do nosso país, sendo ainda elemento com pouca moral». Nos interrogatórios, Henrique Marques Alexandre, médico veterinário, nega qualquer ligação ao partido comunista e confirma que apenas recebe os jornais que Augusto da Cadeia lhe vende e dá dinheiro à organização comunista por caridade.




António Bernardino Tavares/«Rodas», José Gomes Ferreira/«José Francês», Luís Silva e Costa, escriturário, Leandro Gomes Ferreira, ajudante de notário, Henrique Marques Alexandre, médico veterinário, Paulo Mendes da Paz, embalador metalúrgico, João Pires Caramonete, ajudante de farmácia, detidos para averiguações, em Dezembro de 1943. José António Lopez Novelle, comerciante, de Orense-Espanha, residente em Albergaria-a-Velha, detido para averiguação de «actividades subversivas», nos interrogatórios responde que vivia em Portugal há trinta anos e que há oito meses Augusto de Lemos Henrique Pinheiro/«Augusto da Cadeia» lhe entregou alguns jornais Avante e, embora tivesse contribuído com algum dinheiro, para auxílio das famílias dos presos políticos, não era comunista.




(...)




António Bernardino Tavares/«Rodas», também recebeu jornais por intermédio de «Augusto da Cadeia» e deu-lhe dinheiro mas «não tem ideal político», embora soubesse que ele pertencia à «organização subversiva».




Leandro Gomes Ferreira, ajudante de notário, é democrático e considerava que no regime actual não existia liberdade de palavra ou religião, esteve filiado no tempo da democracia no Partido Republicano Português, e há cerca de 6 meses conheceu «Augusto da Cadeia» que lhe entregava os jornais que lia e rasgava, assim como lhe dava dinheiro, mas apenas o fez por caridade porque não era comunista.




(...)




«Augusto Cadeia» era carcereiro da comarca de Albergaria-a-Velha e responsável por um «grupo» dessa localidade. Por intermédio de Luís da Silva e Costa, conheceu outro que lhe dava os jornais comunistas e depois este apresentou-lhe o António das Neves Martins de Barros, a quem passou a entregar o material de propaganda.



(...)


Extractos da tese "O sindicalismo português entre 1933 e 1974:orientações políticas e estratégicas do Partido Comunista Português para a luta sindical" de M. F. R. Lopes que referem algumas ligações a Albergaria-a-Velha


http://repositorio.ul.pt/handle/10451/7351




O sindicalismo português entre 1933 e 1974:orientações políticas e estratégicas do Partido Comunista Português para a luta sindical - Lopes, Maria Filomena Rocha - 2010
Tese de doutoramento, História (História Contemporânea), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2012





domingo, 6 de agosto de 2017

Publicações de 1934 e 1935



No site de leilões Coisas.com  estiveram à venda dois exemplares da Revista Vouga (entretanto já vendidos) e vários exemplares do jornal A Gazeta.

O Legado de Napoleão é um dos temas abordados com a construção de um novo grupo de casas no Bairro Napoleão ou a péssima administração da herança de Napoleão Ferreira Leão (por exemplo da Casa da Avenida Cinco de Outro, em Lourenço Marques) e a transferência das ossadas do benemérito. - A Gazeta / Vouga

Outro dos temas é a Avenida da Assilhó: "Por se ir retardando o começo dos trabalhos da Avenida da Assilhó, há quem ponha em dúvida a realização essa obra. (...) A demora justifica-se perante as despesas do custeio das expropriações e das edificações a levantar, (...) - Vouga

REVISTA-VOUGA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I-N.º 4-1935
REVISTA-VOUGA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I-N.º 8-1935
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 55-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 57-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 58-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 59-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 61-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 62-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 63-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 64-1934
A GAZETA-ALBERGARIA A VELHA-ANO I (ÚNICO)-N.º 65-1934



segunda-feira, 31 de julho de 2017

Palacete de Manuel Marques Mendes



Palacete de Manuel Marques Mendes (importante industrial no Rio de Janeiro) situado perto da Estação do Caminho de Ferro. A obra foi da autoria de João Gomes Soares.