segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha

A Biblioteca Municipal inaugurou no dia 7 de dezembro a exposição fotográfica "O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha", de Cláudia Emanuel. A mostra pode ser apreciada até final de dezembro.

Exposição fotográfica de Cláudia Emanuel - Património Azulejar do Concelho de Albergaria-a-Velha







Realizada no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural 2018









Nota:

A exposição fotográfica está bastante interessante com painéis dedicados a cada uma das 8 freguesias (tal como vigorou a divisão territorial até há poucos anos) e outras dedicadas a "Fontanários", "Igrejas e Capelas" e "Registos".

Poderia ter sido incluída uma legenda, mesmo fora do paínel, com alguma informação adicional sobre a localização do azulejo.

Também é curioso que alguns dos azulejos escolhidos para o cartaz não façam parte dos painéis.

http://www.e-cultura.sapo.pt/evento/11314


sábado, 15 de dezembro de 2018

Arquivo Municipal

O ano de 2018 - em que completou uma década de atividade - revelou ser bastante produtivo na concretização de importantes objetivos do equipamento municipal.


Desde maio já não se utiliza o papel, sendo todas as requisições feitas através de um Sistema de Gestão Documental. Além da diminuição da despesa, as requisições são processadas mais rapidamente, reduz-se a possibilidade de erro e a documentação é mais facilmente localizada. No caso específico do Serviço de Obras Particulares, deixou de ser necessário requisitar alvarás ao Arquivo; estes podem agora ser consultados através da web pelos técnicos e imprimidos conforme as solicitações. Com a melhoria deste procedimento, reduziu-se o tempo de resposta, mas também o número de recursos – o que antigamente envolvia três técnicos, pode ser agora efetuado por uma única pessoa. Brevemente, a desmaterialização vai englobar os 5150 processos de vistorias e os 29 763 processos de obras, deixando de haver a necessidade de requisições por parte deste serviço municipal.


Outro marco de 2018 é a consolidação do projeto Arquivo de Portas Abertas, criado em finais do ano passado. Todos os meses, uma equipa do Arquivo Municipal vai ao Lar da Misericórdia projetar fotografias antigas do fundo Foto Gomes, recorrendo à ajuda dos utentes para identificar as pessoas nas imagens. Num ano, já foi possível identificar cerca de 500 pessoas, uma ajuda importante para o tratamento arquivístico das fotografias e posterior disponibilização ao público.


Este ano, destaca-se ainda a adesão do Arquivo Municipal ao Portal Europeu de Arquivos - sendo o primeiro, a nível nacional, a aderir com a utilização de software gratuito e open source - e a participação no Projeto de Salvaguarda dos Arquivos de Associações de Cultura, Recreio e Desporto da Região de Aveiro. Neste último caso, é de referir que o Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha foi o local escolhido para a apresentação do relatório final do diagnóstico efetuado, cujos resultados servirão de base para a definição e implementação de uma estratégia conjunta no distrito de Aveiro e nas outras regiões do País. A apresentação, que contou com a participação do Grupo de Trabalho de Arquivos Municipais da Região de Aveiro (GTAM-RA), teve lugar a 30 de novembro, no âmbito do 10.º aniversário do equipamento municipal.


Para Delfim Bismarck, Vice-Presidente e Vereador da Cultura, o Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha tem vindo a assumir cada vez maior destaque no panorama da arquivística a nível nacional, “sendo hoje um exemplo de boas práticas”. Salienta, também, que a utilização de um software gratuito tem feito deste arquivo o foco de interesse de diversas autarquias do país.


“É com grande satisfação que o executivo municipal constata do aumento do número de utilizadores do Arquivo Municipal, bem como da generosidade da doação de documentação diversa a que assistimos ano após ano”, acrescenta Delfim Bismarck.     

Portal do Arquivo Municipal de Albergaria ultrapassa as 76 mil visualizações em dois anos 


Desde o seu lançamento no primeiro semestre de 2016, o portal do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha já registou 76 358 visualizações. Comparando a evolução de 2017 para 2018, as visualizações duplicaram, de 13 184 para 27 174, tendo também havido uma subida significativa no número de novos utilizadores – mais 46 por cento.


O portal do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha é um espaço onde o utilizador tem acesso imediato à lista de fundos arquivísticos disponíveis, podendo visualizar fotografias, fontes genealógicas e outros documentos históricos no conforto das suas casas. O site fornece também ferramentas de pesquisa que vão para além dos arquivos tradicionais, já que os seus mecanismos também localizam as palavras e frases que estão dentro dos documentos, o que permite, por exemplo, encontrar rapidamente notícias dos jornais antigos do Município.


C.M.A.-A-V. (ADAPTADO), 14/12/2018





quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Património Azulejar de Albergaria-a-Velha

Património Azulejar de Albergaria-a-Velha é tema de exposição fotográfica na Biblioteca Municipal 

A Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha tem patente, durante o mês de dezembro, a exposição fotográfica O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha - Conhecer, Inventariar, Salvaguardar, de Cláudia Emanuel. A mostra, integrada nas comemorações do Ano Europeu do Património Cultural, é inaugurada na sexta-feira, 7 de dezembro, pelas 18h00.
          Nos meados do século XIX os emigrantes vindos do Brasil trazem, com eles, a moda e o uso do nosso azulejo português, agora colocado nas fachadas dos imóveis. De pequeno quadrado de barro, protetor das humidades, rapidamente passou a elemento decorativo dos imóveis, quer do seu interior, quer das suas fachadas, utilizado não apenas pelos emigrantes brasileiros, mas por todos.
          O Concelho de Albergaria-a-Velha é um espaço privilegiado de análise, tendo em nota o número elevado de imóveis com decoração azulejar que dá cor e brilho às suas ruas. Contudo, o seu gradual desaparecimento e abandono, faz avivar a necessidade de dar contributos para a preservação destas arquiteturas, e respetivos elementos azulejares, que quotidianamente nos rodeiam. Urge salvaguardá-los, de modo a ser possível transmitir às gerações futuras o nosso passado. O conhecimento é um contributo fulcral para a conservação. Conservamos o que conhecemos e porque atribuímos valores relevantes aos objetos, ou saberes, que herdamos.
          Durante os últimos meses, uma equipa liderada por Cláudia Emanuel, doutoranda em Estudos do Património, elaborou uma recolha fotográfica dos imóveis com decoração azulejar, de modo a divulgá-los ao público. Para além das fachadas foram ainda inventariados, os fontanários, alminhas, cartelas, registos de santos, entre outros. São estas fotografias que agora são divulgadas na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha, e que podem ser admiradas até 31 de dezembro.        

CM Alb.-A.Vª 03-12-2018


Um dos exemplares em destaque no cartaz é recente sendo do edificio onde se encontram os laboratórios Avelab e o Correio de Albergaria.


Cláudia Emanuel dinamizou, em 21 de setembro, a aula aberta O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha – Conhecer – Valorizar – Salvaguardar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Recolha de tradições

noticia do DA
Albergaria-a-Velha participa em projeto regional de recolha de tradições 

           O Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha está a colaborar no projeto regional Aveiro e Albergaria ligados pela Ria, coordenado por investigadores do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro. O projeto, que partiu da iniciativa do Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas, foi um dos vencedores do primeiro Orçamento Participativo Portugal, realizado a nível nacional, em 2017.
          Aveiro e Albergaria ligados pela Ria visa fazer o levantamento exaustivo das tradições socioculturais dos concelhos de Aveiro e Albergaria-a-Velha. Esta informação detalhada será posteriormente disponibilizada às associações culturais, enriquecendo o seu espólio e permitindo um melhor trabalho de promoção das memórias e costumes junto das populações e turistas.
          O Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha e o Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas assumem-se como “perpetuadores de tradições”, um papel central na manutenção e consolidação das tradições relacionadas com as festas, sons e trajes. A sua ação passa pela recolha e promoção etnográfica, num esforço de continuidade e preservação.
          O Município de Albergaria-a-Velha tem apoiado o projeto em termos logísticos e de cedência de materiais. “É um projeto pioneiro, que vai ser alargado a outras regiões do País”, refere Delfim Bismarck, Vereador da Cultura. Para o autarca, estamos perante um trabalho bastante abrangente a nível cultural e etnográfico, na medida em que contempla manifestações festivas, sons e trajes. “Em boa hora Albergaria-a-Velha se associou ao projeto”, salienta.
          Aveiro e Albergaria ligados pela Ria conta ainda com o apoio do Ministério da Cultura e da Direção Regional de Cultura do Centro.        

CMAAV, 30/11/2018


Dia 26 de novembro, às 14h30, no Auditório Mestre Hélder Castanheira - Auditório da Livraria
Revelação dos resultados do Projeto LIRA


A 26 de novembro, às 14h30, realiza-se, no Auditório Mestre Hélder Castanheira - Auditório da Livraria da Universidade de Aveiro (UA), o ato público de apresentação dos resultados do Projeto LIRA.


Este projeto, realizado por pesquisadores do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da UA, em parceria com o Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha e o Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas, tem origem numa das propostas vencedoras do primeiro Orçamento Participativo Portugal realizado a nível nacional, em 2017, e tem feito o levantamento das tradições socioculturais dos concelhos de Aveiro e Albergaria-a-Velha, com o intuito de contribuir para o enriquecimento do espólio das associações culturais dos referidos concelhos, para que estas possam continuar o trabalho de promoção das tradições junto das populações e turistas.
Esta sessão pública contará com a participação de representantes dos dois grupos parceiros, bem como da Senhora Diretora Regional da Cultura, Dra. Celeste Amaro, e com representantes da Secretaria de Estado da Cultura.


UA, 21/11/2018


Numa região aquática, estes concelhos estão unidos pelo Rio Vouga, no seu percurso descendente para as águas do Atlântico. Vindo do Alto da Serra da Lapa, em Viseu, forma, na foz, esta bela laguna a que chamamos Ria de Aveiro. Estas águas, de múltiplos recursos, originaram o modus vivendi destas gentes.


Desde "estrada" para mercantéis e bateiras levando e trazendo o sustento do litoral para a zona serrana, à pesca, à extração de sal, à agricultura, à silvicultura e, hoje, pela sua identidade e singularidade, à motivação para uma escolha turística. Mas o turista quer mais: quer ter acesso às vivências, às artes e ofícios, à religiosidade dos seus habitantes, à sua história - à sua história sociocultural. Aqui, deverá caber às associações culturais destes concelhos, herdeiras dos saberes de outrora e da sua preservação, a função de não deixar que a tradição, as nossas raízes culturais, acabem, mas sim, contribuir para a sua manutenção e divulgação, sem esquecer a necessária inovação.


Esta é, sem dúvida, uma mais-valia para as autarquias locais, um contributo das associações para os seus serviços de cultura. As associações, nas suas diferentes valências-etnográfica e folclórica, através de cantares teatral ou audiovisual, em recriações históricas podem ter, igualmente, um papel didático e pedagógico, assim como proporcionar o relembrar de antigas vivências aos mais velhos. Unidos pelo Vouga, Aveiro e Albergaria concelhos fronteiriços, com as suas semelhanças e diferenças, constituem um produto cultural de grande riqueza, assim como um contributo científico, económico e social e de complementaridade.


Neste contexto, propomos que seja apoiado um trabalho de levantamento exaustivo das tradições socioculturais dos concelhos de Aveiro e Albergaria - dos seus trajes, ofícios, danças e cantares, cujo resultado seria disponibilizado às associações culturais, para estas poderem enriquecer o seu património tangível e intangível e promover a sua divulgação junto das populações e dos muitos turistas que cada vez mais nos visitam.


NOTA DE ANÁLISE: Previsão de custo: cerca de 50.000, considerando o levantamento de conteúdos, a implementação de plataforma de gestão e divulgação e apresentação pública, em cada um dos municípios dos resultados do projeto; Prazo de implementação após apresentação pública do projeto: 6 meses; Tempo de duração do projeto: 1 ano.

OPP


Aveiro e Albergaria ligados pela Ria" é uma ideia do cidadão Antonino Viegas Gomes a desenvolver durante um ano

sábado, 1 de dezembro de 2018

Arquivo Municipal - doações e depósitos

AIRA



Fotos I Guerra Mundial, Licenças Velocípedes
Nas comemorações do 10º aniversário do Arquivo Municipal de Albergaria foram celebrados cinco protocolos com entidades e particulares para a doação e depósito de documentação diversa, como jornais, licenças de condução de velocípedes e fotografias. Destaca-se o protocolo celebrado com a Associação de Instrução e Recreio Angejense (AIRA), que deposita no Arquivo diversa documentação histórica de 1907 a 2006.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Livros

Por vezes há projectos e ideias de livros que são divulgados mas que depois são adiados ou até substituídos por outros. O livro sobre A Banda De Angeja esteve anunciado que ia ser feito pelo Dr. Delfim Bismarck e depois foi feito por outros autores. Falou-se de um livro sobre a Alba mas depois foi feito o documentário não impedindo a publicação do livro "Alba Uma Marca Portuguesa No Mundo" em 2016.


A ADERAV vai lançar em breve a obra "O Concelho de Albergaria-a-Velha e a I Guerra Mundial", da autoria de Delfim Bismarck Ferreira.


Luís Altino e José Silva encontravam-se a elaborar um livro que teria como tema "O Associativismo em Angeja". Consultadas as monografias locais e outras fontes bibliográficas, começaram por entrevistar pessoas mais velhas, as Direcções das colectividades e outras entidades.


José Silva tinha iniciado um trabalho sobre a Toponímia de Angeja.


Nuno Jesus estava a preparar um novo trabalho sobre a sua terra.


Foi adjudicado à historiadora Raquel Cardeia Varela um serviço de investigação especializada e criação de um livro sobre a História económico-social de Albergaria-a-Velha no século XX


Aquando do falecimento do Dr. Albuquerque Pinho (1921-2002) foi divulgado que teriam ficado por publicar vários títulos, alguns em co-autoria com o Dr. Delfim Bismarck Ferreira:


- Roteiro de Arte Nova;
- Personalidades;
- Jornais de Albergaria;
- Colectânea de artigos publicados na imprensa albergariense;
- Livro de Poemas;
- Monografia de Alquerubim.


Seria aconselhável que alguma instituição da nossa terra (Câmara, Assemb. Municipal, Arquivo, ou outro) pudesse realizar uma exposição em homenagem ao Dr. Albuquerque Pinho e ainda promovesse a edição de alguns dos trabalhos que deixou por publicar ou algum livro ou brochura que o lembrasse.


Disponibilização na internet de livros de autores albergarienses


A CMA, na altura do Dr. Rui Marques, chegou a ponderar a reedição das monografias do Dr. António Pinho e do Dr. Ricardo Souto. A internet (página da edilidade, googlebooks, outro local) poderia ser um espaço privilegiado para ter essas e outras obras. Na internet poderiam ser disponibilizados livros de autores albergarienses quer sejam edições da Câmara, autorizados pelos seus autores ou pelos herdeiros ou até outras situações.

Outros:


Sport Clube Alba / Clube de Albergaria / Outras associações ou colectividades
Tradições
Albergaria Passado e Presente
Freguesias
Nossa Senhora do Socorro
etc...

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Almanaque Ilustrado d'A Liberdade

Almanaque Ilustrado d'A Liberdade para 1913 - Aveiro

Acerca desta publicação

Carta itinerária do distrito (Distrito de Aveiro)

Guia do Viajante

De Águeda pode seguir-se para Albergaria-a-Velha pelo caminho de ferro. Apenas uma hora de viagem. A região que a linha atravessa é sempre muito pitoresca, principalmente quando chega a alturas do Vouga e de Macinhata. Fica em frente, na outra margem do rio, a mata do antigo convento de Serem. Em baixo, a histórica Ponte do Vouga e o Marnel onde se deu um combate com os franceses quando das invasões e uma ação importante entre miguelistas e constitucionais.

A linha passa o rio perto da Sarnada onde fica o entroncamento com a linha de Espinho a Vizeu. Depois da Sarnada a linha tornêa uma montanha de grande altitude, subindo para Albergaria-a-Velha. É um aspecto singular o que nos oferece a linha trepando pelas encostas ingremes e escalvadas e que só encontra igual nas passagens mais dificeis dos caminhos de ferro transmontanos. Esperimenta-se uma emoção forte pelo grande declive que se atinge e pela altura a que se sobe. O golpe de vista, nos sitios donde se vê a linha cortar a montanha, é soberbo.

Albergaria-a-Velha é uma vila importante. É digna de ser visitada a fabrica de papel de Vale-Maior a pouco mais de 1 kilometro a nascente da vila, ao lado da estrada de Vizeu e situada sobre a margem do Caima, num sitio lindissimo. Daqui pode seguir-se a Sever do Vouga

Perto de Albergaria fica a serra da  Senhora do Socorro donde se admira um grandioso panorama que se estende até ao mar. O Pico do Monte onde se faz uma grande romaria é magestoso. Antonio Correia de Oliveira dedicou-lhe uma das suas mais lindas poesias.

De Albergaria pode voltar-se a Aveiro em carro por ANGEJA cujo Tunel formado pelo arvoredo sobre a estrada que acompanha o Vouga é muito aprazivel. Angeja é uma das melhores povoações do distrito e tem lindas vistas de monte, de campo e de rio. É iluminada a acetilene. Está em construção um magestoso edificio escolar.

A viagem de Aveiro a Angeja em carro, que é um bom passeio, demora 1 hora, passando-se a Esgueira, Cacia, ponte sobre o Vouga, onde se paga portagem, Tunel, Varzea etc.

De Albergaria pode seguir-se pelo caminho de ferro do Vale do Vouga até Oliveira de Azemeis

Lindas vistas do comboio sobre a planura dos campos de Aveiro e Estarreja, ria, Murtoza etc. O sitio da Branca á direita, com uma povoação em anfiteatro na encosta de um monte é muito interessante.

imagem: Angeja Vista Geral

Distâncias nas principais estradas do distrito

Albergaria-a-Velha

No ano de Cristo de 1117, ou seja 1155 da era de Cesar, pelo mez de novembro, passou a infanta-rainha D. Tereza, mãe de Afonso Henriques, nosso 1.º rei, uma carta de previlegio a Gonçalo Eriz, concedendo-lhe a sua vila ou quinta de Osseloa (hoje Assilhó), que confináva com terras de Santa Maria da Feira, onde a carta foi assinada. A vila ficava na estrada que vinha do Porto.

A carta do couto não foi concedida, a titulo de generosidade, mas com a clausula de estabelecer uma albergaria no meigonfrio sobre a estrada, da qual foi primeiro albergueiro Gonçalo Cristo. A ilustração que publicamos do cruzeiro da albergaria indica que essa albergaria fornecia aos albergados. Parece que os terrenos de Osséloa eram muito agrestes, pois, entre os tributos a pagar, figuravam as mãos de cada urso que ali fosse caçado. A carta já não existe no original, mas unicamente uma copia autentica. Em 1258 (era de 1296) houve uma questão suscitada por direito da albergaria, tendo de intervir D. Egas, bispo de Coimbra. A albergaria já não existe. Néla esteve muito tempo instalada a cadeia comarcã, mas, mais tarde, foi vendida e demolida, achando-se, no seu logar, construido o palacete do sr. João Patricio Alvares Ferreira, que se vê numa das ilustrações que publicamos. Da albergaria só existe a lapide, que não é a primitiva, e foi colocada na parede interior, lado direito, do atrio da nova cadeia. A albergaria prestava utilissimo refugio aos passageiros, que se viam perseguidos pelas quadrilhas de malfeitores de  Valegrande (hoje Valemaior) linda povoação a 3 kilometros de Albergaria, onde existe a mais importante fabrica de papel da Companhia do Prado, de que também publicamos uma ilustração.

A vila de Albergaria possue uma magnifica cadeia (unica de província), explendidos Paços do Concelho e uma egreja rasoavel. Nesta existe um belissimo altar-mór de talha dourada, bastante descuidado, mas apreciavel.

A estação do Caminho de Ferro do Vale do Vouga é, certamente, a mais bem situada de toda a linha.

A vila tem lindos passeios, mas os principaes são ao Vouga, Bico do Monte e Tunel d'Angeja. Nesta freguezia existia o antigo solar dos Marquezes d'Angeja, ainda ha poucos anos demolido, do qual apesentamos de armas, que ainda hoje existem nas mãos dos herdeiros do saudoso Antonio Nunes Ferreira. E' abundante de peixe do Vouga e da pateira de Frossos; nesta costumam aparecer pimpões de varias côres, mas principalmente vermelhos, aqui muito apreciados para aquarios.

No lugar de Paus (antiga vila e séde de concelho) existem muitos fornos de telha ordinaria, mas que tem muita venda. A sua população é de 13:525 habitantes, e dista 18 kilometros de Aveiro. A vila tem só uma freguezia (Santa Cruz) e o concelho compõe-se de 8 freguezias com 3:441 fogos, segundo o Censo da população de 1900. E' comarca de 3.ª classe, criada pelo decreto de 20 de setembro de 1890, e instalada em 7 de outubro do mesmo ano pelo Juiz, dr. José Diniz da Fonseca. Tem mercado dominical muito abundante sendo o principal comercio do concelho – arrôz, louça de barro, madeiras, telha e milho. Ficam neste concelho as importantes minas de cobre de Palhal e Telhadela, a primeira das quais principiou a ser explorada em 1854. A capela do Bico do Monte, sob a invocação de Nossa Senhora do Socorro, foi mandada erguer por um grupo de devotos, em 1857, por se verem livres do flagelo da epidemia do colera-morbus, que dois anos antes invadiu todas as casas.

A demarcação das terras da Albergaria foi feita a 5 de junho de 1628 pelo provedor Jorge d'Andrade Corrêa, com nove marcos, e, por sentença de 27 de maio de 1627, lavrada pelo celebre Tomé Pinheiro da Veiga, foi colocado á entrada da vila (hoje Salgueirinho), um padrão em que se dizia que ali principiava a albergaria de D. Tereza. Dizem que esse padrão foi arrancado e está fazendo parte do cruzeiro do Bico do Monte!

Tem um chafariz de um belo gosto architectonico, obra do constructor albergariense José da Silva Vidal. Desta vila eram naturais os grandes liberais dr. José Henriques Ferreira, e seu irmão João Henriques Ferreira, o qual, nas lutas entre liberais e miguelistas, foi enforcado, tendo estado a sua cabeça espetada num pau em frente das suas janelas durante trez dias.

A vila é sadia, e o povo é de sua indole disposto ao bem, trabalhador e hospitaleiro, para não renegar a tradição da velha albergaria.

http://ww3.aeje.pt/avcultur/Secjeste/Arkidigi/Mem_Aveiro/Almaliber1913/Page159.htm

Índice Geral de Conteúdos

Imagens

Imagem Chafariz

Imagem Lápide

Imagem O túnel na margem do vouga Angeja

Imagem vista da Vila e Fabrica de Papel de Valmaior

Texto de José Peres (Um itinerário para 110 Kms)

ALBERGARIA-A-VELHA

Vila capital de concelho de 3.ª, fiscal de 4.ª, comarca de 3.ª Bispado do Porto. Distante 18 kilometros de Aveiro, 13.175 habitantes no concelho. Correio e telegrafo.

Caminho de Ferro – Vale do Vouga, estação de Albergaria-a-Velha.

Freguezias do concelho, 7.

S.ª Cruz (vila).

Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeira de Fragoas, S. João de Loure, Vale Maior

Anúncio: Amândio Cabral compra autografos de homens celebres

Feiras e mercados do distrito

Albergaria-a-Velha. – Mensais: Paus. a 5. Espinheiro, a 22. Angeja a 26. Mercado semanal em Angeja aos domingos.

Artigo de Domingos Guimarães

Domingos Guimarães é um publicista distinto e um elegante burilador da frase, bem conhecido nas nossas letras para que aqui lhe viessemos traçar mais largo perfil.

Vive em Vale-Maior, entre montanhas, entre ramagens verdejantes, entre livros queridos, entre as aguas que romorejam, trabalhando, pensando, escrevendo.

Daí tem ele dirigido e produzido algumas das melhores publicações do nosso paiz. No artigo que vai lêr-se, o brilhante espirito de Domingos Guimarães surpreende admiravelmente com mão de mestre e impressão de artista, a beleza da terra marinha que nos foi berço

Viagens pelo caminho de ferro

Índice Geral Alfabético

Índice de Autores

Corrêa de Oliveira - Senhora do Socorro (poema)

Domingos Guimarães - Aveiro!... 

Domingos Guimarães - Viajar

Índice Onomástico e actividades

Meses e cuidados a ter

Ficha Técnica

Título − Manual do Viajante no Distrito de Aveiro

Subtítulo − Almanaque Ilustrado de A Liberdade para 1913
Guia do Turiste com uma Carta itinerária para uso dos viajantes e automobilistas no Distrito de Aveiro

Responsável editorial − Alberto Souto

Edição − Empresa "A Liberdade", Aveiro

Data − Ano 1.º, 1912

Dimensões − 13,4 x 17,8 cm
Páginas − 232

Adicional − Carta Itinerária do Distrito de Aveiro Dim. 31 x 39,4 cm

Reconversão digital − Henrique J. C. de Oliveira

Apoio − Agrupamento de Escolas José Estêvão − Aveiro
Serviços de Reprografia da Sec.ª José Estêvão

Ano de reconversão − 2018

Colaboração − José Luís Cristo / Diamantino Dias

"A Liberdade" julga prestar um serviço a todo o distrito de Aveiro, fazendo-lhe por esta forma a melhor das propagandas. De alguns concelhos vão noticias resumidas e do de Arouca quasi nada se diz, porque não nos chegaram a tempo as informações e fotografias que haviamos pedido. No proximo ano tudo isto será remediado e o Almanaque de A Liberdade tornar-se-ha, assim, uma publicação do maior interesse e da maior utilidade.

(Para esta entrada resumida apenas copiamos informação sobre o concelho de Albergaria-a-Velha, pelo qual agradecemos aos autores da iniciativa, e aconselhamos a utilização de alguns dos links que dão para as páginas onde se encontra arquivada a edição completa)

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Arquivo Municipal - 10º Aniversário


O Grupo de Trabalho de Arquivos Municipais da Região de Aveiro (GTAM-RA) vai apresentar o relatório final sobre a situação dos arquivos das associações do distrito de Aveiro no dia 30 de novembro, pelas 14h00, no Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, que celebra o seu 10.º aniversário.

(...) mais de 120 associações do distrito responderam a um questionário com 26 perguntas que permitiu realizar uma caracterização de cada associação e do seu arquivo (conjuntos documentais existentes, local de armazenamento, forma de gestão do arquivo, ações de valorização dos fundos documentais, entre outros elementos). No Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha vão ser apresentados os resultados do questionário, que servirão de base para a definição e implementação de uma estratégia conjunta no distrito de Aveiro e nas outras regiões do País.

Como tem sido hábito nas comemorações de aniversário do Arquivo Albergariense, vão ser celebrados mais cinco protocolos com entidades e particulares para a doação e depósito de documentação diversa, como jornais, licenças de condução de velocípedes e fotografias. Destaca-se o protocolo a celebrar com a Associação de Instrução e Recreio Angejense (AIRA), que vai depositar no Arquivo diversa documentação histórica de 1907 a 2006.                           

C.M.Alb.-A-V, 21-11-2018

A Livraria Municipal de Albergaria-a-Velha volta  a promover uma campanha especial de Natal entre 1 e 31 de dezembro, com descontos de 50 por cento em cerca de duas dezenas de livros. No Arquivo e Biblioteca Municipais é possível encontrar livros a metade do preço, desde 1,25 euros a 12,5 euros, que podem ser uma boa prenda de natal.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Venturas e desventuras

As palavras são filhas de um povo que as fez nascer. A CulturAlb, na sua missão de descobrir novos valores do nosso concelho, apoia o lançamento do primeiro livro impresso de Florbela Carvalho da Silva.

"Conhecer as gentes da nossa terra, as suas vivências sofridas, por vezes, bem como as suas conquistas é, quiçá, um dever de cada um de nós." "Numa linguagem simples, escorreita, sem grandes recursos estilísticos mas de uma cadência melódica que enternece", Florbela Carvalho da Silva nascida e vivendo em Valmaior apresenta-nos a sua primeira obra impressa, "NUM VALE DE NOME MAIOR".

Venturas e desventuras num vale de nome maior



quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Arquivo Municipal



O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, inaugurado a 21 de Novembro de 2008, fica situado no edifício da Antiga Cadeia, edifício mandado construir em 1901 pelo Presidente da Câmara Municipal, Bernardino Máximo de Albuquerque. A 10 de Março de 1906, foram para ali transferidos os primeiros presos, tendo funcionado como centro de detenção até ao início dos anos 70 do século passado. Daí até meados dos anos 80, mais propriamente até 1986, esteve o espaço encerrado, altura em que foi adaptado para acolher, temporariamente, os Serviços da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal, enquanto decorreram as obras de requalificação do edifício dos Paços do Concelho. A partir de 1993, o edifício albergou diversos serviços, entre os quais a Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico Nº 3, a Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) e o Centro para a Divulgação das Tecnologias de Informação (CDTI).

Em 2002, a autarquia considerou ser urgente criar um espaço próprio para instalar o Arquivo Municipal na medida em que os documentos da autarquia se encontravam espalhados por vários locais e, em alguns casos, sem quaisquer condições de conservação ou de consulta. O Edifício da Antiga Cadeia pareceu ser o local ideal para este fim, tendo a Câmara Municipal iniciado o consequente processo que conduziu, em 2004, à apresentação de uma candidatura ao Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais (PARAM) para a integração do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha na Rede Nacional de Arquivos e realização de obras de adaptação do edifício. A 17 de Fevereiro de 2005, foi celebrado um Acordo de Colaboração com o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, homologado pelo então Secretário de Estado para os Bens Culturais, José Amaral Lopes, numa cerimónia realizada no Arquivo Distrital de Aveiro. Com este acordo, o Município garantiu um importante financiamento (40 %) para as profundas obras de requalificação que permitiram um espaço condigno para guardar a memória histórica do Município de Albergaria-a-Velha, tendo, ainda, a Câmara Municipal feito um importante investimento em mobiliário e equipamento

AM