quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Medalha comemorativa do 150º aniversário do concelho


Medalha de Bronze
Frente: 1834-1984 . Vila de Albergaria-a-Velha (brasão)
Verso: Câmara Municipal de Albergaria -a-Velha (lápide)
Medidas: Diâmetro = 8 cm

referência à medalha

Leilões

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Na Minha Terra

A sua carta é muito simpática, muito bairrista, mas está totalmente desligada da realidade. Com que então um jornal todo votado a Albergaria-a-Velha, onde é das terras onde eu tenho menos assinatura?!!!

(...)

Sabe que a nossa Albergaria não é uma terra bairrista, como Oliveira de Azeméis ou Águeda, onde se luta por tudo o que é de lá e por toda a gente que lá nasceu?! Aqui, não! Aqui, o que é de fora é que é bom! Nunca ouviu dizer que «Albergaria-a-Velha é má mãe e boa madrasta?»! Pois é dito muito velho cá na terra (...)

Se eu seguisse o seu concelho, o «Arauto» não durava dois meses.

Resposta de Vasco de Lemos Mourisca (director do jornal O Arauto de Osseloa) ao leitor Sérgio Reis da Costa (Dusseldorf) - 11/01/1979


Ferro de engomar Alba


Ferro de engomar Alba à venda em site de leilões

Ferro a carvão de engomar Alba. Comprimento, 18cm. Altura, 20cm.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Aquilino Ribeiro / Vasco Mourisca


Manuel de Lima Bastos ofereceu à Biblioteca Municipal Abade Vasco Moreira, em Sernancelhe, um conjunto de livros raros do Mestre Aquilino Ribeiro que provém do espólio deixado pelo Dr. Vasco de Lemos Mourisca, advogado em Albergaria-a-Velha, amigo do escritor e do filho Eng.º Aquilino Ribeiro Machado, descobertos no alfarrabista do Porto, Nuno Canavez, dono da Livraria Académica.

Descrição das obras:

"UM ESCRITOR CONFESSA-SE, única obra póstuma de Aquilino Ribeiro, com prefácio de José Gomes Ferreira, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1974;

"DOM FREI BERTOLAMEU DOS MÁRTIRES", primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1959;

"O MALHADINHAS", primeira edição brochada da versão final aumentada pelo escritor, em bom estado de conservação, de 1958;

"TOMBO NO INFERNO e O MANTO DE NOSSA SENHORA", teatro, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1963;

"O PRÍNCIPE PERFEITO", de Xenofonte, tradução com extenso prefácio de Aquilino Ribeiro, primeira edição brochada, em bom estado de conservação, de 1952;

"AS TRÊS MULHERES DE SANSÃO", primeira edição magnificamente encadernada com a capa em cartão marmoreado e pele, apresentando no colofón uma etiqueta indicativa de ter provindo da biblioteca da escritora Aurora Jardim Aranha, de 1932;

"LUÍS DE CAMÕES FABULOSO, VERDADEIRO", primeira edição em dois volumes magnificamente encadernados com capa em cartão marmoreado e pele, de 1950.

CMS, 11/2011


Albergaria-a-Velha, 4 de Setembro de 1954

MEDALHA

Mestre AQUILINO

Escreve-me, da serra.
Esta carta é qualquer coisa de divino,
Nas minhas mãos feitas de terra!

Folhas Solhas do Meu Diário - Vasco de Lemos Mourisca (pag. 293)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vasco de Lemos Mourisca - Advogado, Escritor e Poeta

A Sua Última Poesia

Retido no leito por força da doença que o vitimou, e quase tolhido pelas dores, ainda o nosso amigo Dr. Vasco de Lemos Mourisca usava uma das suas formas mais características de comunicar: a poesia.

Aqui estão exactamente como a escreveu:

Em missao
O Céu está de mal comigo "Nao me atende"
Eu bem peço, bem imploro,
bem rezo, bem oro
Jesus Cristo faz que nao entende...
E a voz do Karma diz-me à consciência,
Sem Rebate:
Sofre com paciência
esta missao de resgate.

Do Arauto de Osseloa (Dez 84)

(Carlos Castanheira, Beira-Vouga, 30.05.1993)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vasco de Lemos Mourisca



O dr. Vasco de Lemos Mourisca faleceu ontem. A noticia chegou à nossa Redacção lacónica e fria. Não podemos dizer que fosse, inesperada. O dr. Vasco de Lemos Mourisca, com coragem, enfrentava a doença terrível que o ia minando e diminuindo. Não que afectasse a sua viva inteligência, mas que lhe causava sofrimentos e lhe roubara a voz.

Continuou, todavia, apesar de gravemente doente a dirigir o jornal que publicava em Albergaria-a-Velha, localidade onde residia: «O Arauto de Osseloa». Jornal onde publicou abundante colaboração em prosa e verso, e nas páginas do qual soube conciliar a informação jurídica, a Crónica social, o inconformismo politico.

Tendo-se formado em Direito na Universidade de Lisboa, nos últimos anos dedicava-se principalmente à sua actividade de escritor e de jornalista. Deixou vários volumes publicados: poesia, prosa de ficção e até narrativa policialesca.

Era leitor e amigo do "Diário de Lisboa". Aos seus familiares e aos seus colaboradores de «O Arauto de Osseloa» apresentamos a expressão do nosso pesar.

DL, 14/12/1984

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sport Clube Alba


EXPOSIÇÃO S.C.ALBA

Equipa S.C. Alba - Parque de Recreio e Desporto Alba - Década de 60

Esta e outras fotografias podem ser admiradas na exposição “S.C. Alba: 70 anos de História”, patente no Arquivo Municipal até 30 de Dezembro.

http://www.facebook.com/municipiodealbergariaavelha

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Albergaria-a-Velha 1958








Vasco de Lemos Mourisca (1958)

ALBERGARIA-A-VELHA da Rainha
Dona Tereza, que a fundou e fez,
Foi do primeiro solo português,
É lusitana da primeira linha !

Na senda de oito séculos caminha,
Rica de História, ufana de altivez!
E chega, à actualidade, na esbeltez
Da garbosa paisagem que a acarinha.

Se não possui o que é de seu condão,
Se lhe prometem mais, do que lhe dão...,
E, do que dizem dar, nem vem metade...,

Nem, por tal jeito, se lhes esfuma a esp'rança
Em tempos, que hão-de vir, de mais bonança
E Pão e Paz e Amor da Humanidade !

1958 VASCO DE LEMOS MOURISCA

Albergaria-a-Velha

MERCÊ da sua privilegiada situação geográfica, Albergaria-a-Velha é hoje uma vila bastante desenvolvida e progressiva. Atravessada pelas estradas nacionais Porto-Lisboa e pela internacional Aveiro-Vilar Formoso, tornou-se um centro de grande movimento e ponto de paragem quase obrigatória a todos aqueles que gostam de deliciar-se com os encantos da paisagem.

Não será Albergaria-a-Velha um centro de turismo, mas, sem dúvida, tem um papel preponderante na zona da região do Vouga, uma das mais importantes regiões turísticas do país. A 18 quilómetros de Aveiro, capital do distrito e a 58 quilómetros do Porto e de Coimbra, Albergaria-a-Velha usufrui uma situação geográfica a todos os títulos magnífica.

Fundada pela rainha D. Tereza em 1117, é hoje uma vila que acompanha o progresso e tem lugar de relevo ao lado das mais importantes vilas da Beira Litoral, contribuindo para isso a riqueza do seu solo e o incremento da sua indústria.

A norte de Albergaria, no Bico do Monte, ergue-se a capela de Nossa Senhora do Socorro, mandada erigir em cumprimento de uma promessa feita a quando da epidemia do cólera morbus, que em 1855 flagelou esta região. Do Bico do Monte, desfruta-se uma paisagem extraordinária de beleza ! Graças à sua altitude, vê-se, dai, com nitidez, o farol de Aveiro e os variadíssimos canais da Ria, que constituem um espectáculo deslumbrante de cor e pitoresco. Para o lado oposto, a serrania imponente parece dominar tudo e todos, destacando-se o Buçaco e o Caramulo, assim como as serras das Talhadas e do Arestal.

Albergaria-a-Velha tem todas as características para, num futuro breve, poder ser, sem favor, um dos principais centros turísticos da Beira Litoral.

Em 9 de Fevereiro de 1910 passou em Albergaria o primeiro comboio para passageiros e mercadorias. Para o desenvolvimento do seu comércio, muito têm contribuído os Caminhos de Ferro como meio de comunicação com os principais centros. Ligando alguns pontos do concelho à vila, com comodidade e economia, contribuem em grande escala para uma maior aproximação, tendo trazido enormes vantagens para as gentes vizinhas.

Albergaria-a-Velha é hoje uma vila moderna e próspera com o caminho aberto para um maior desenvolvimento industrial, comercial, agrícola e turístico que não poderá deixar de verificar-se dentro de breves anos.

Branca

QUEM viajar pelo Caminho de Ferro do Vale do Vouga, ou pela estrada Nacional n.º 1, Porto-Lisboa — encontra entre Albergaria-a-Velha e Pinheiro-da-Bemposta uma risonha localidade que, pelo seu aspecto encantador, agrada, sem dúvida, ao viajante.

Os seus prédios novos, cheios de beleza, a igreja matriz, o novo edifício dos C. T. T., prestes a ser inaugurado, a fábrica de cerâmica, as suas duas estações ferroviárias, os campos marginais, recamados de verdura, são motivo de grande atracção.

Esta linda povoação denomina-se Branca. Auranca se dizia no passado século XIII, o que quer dizer região aurífera.

Com efeito, deveria tê-lo sido em recuados tempos e tanto que, no ano de 1945, foi declarada cativa para o Estado, para efeito de pesquisas de minério de chumbo, zinco, prata e oiro a área poligonal, situada no Concelho de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, cujos vestígios são as pirâmides geodésicas Cabeço-do-Barril e Alto-de-Fradelos, que fazem parte desta freguesia.

Esta localidade foi até 1890 um dos centros mineiros mais importantes do Pais, tendo paralisado então, devido à má administração das minas do Palhal e Telhadela.

É sabido que existe, nestas últimas, um importante filão de cobre: o poço mestre (como então lhe chamavam) das minas do Palhal, que é, talvez, o mais profundo de Portugal, pois atinge 400 metros de profundidade e as suas galerias, a extensão de 13 quilómetros aproximadamente.

Os montões enormes de pedras e aterro, que se encontram nas proximidades, junto ao Rio-Caima, dão-nos uma ideia do que foi, outrora, a grande actividade mineira, naquelas paragens. Eram, há pouco, pertença das Minas e Metalurgia do Braçal, que as vendeu à SAPEC, tendo esta Empresa montado ali uma fábrica de aços duros, a única no País e a maior da Europa, empregando já um grande número de pessoas

A mesma Empresa, que tem à frente dos seus trabalhos um bom grupo de engenheiros estrangeiros e portugueses, briosamente mandou destruir o casario velho que se encontrava em ruínas, e como a "Fénixsurgiram novos e magníficos edifícios, com esplêndidos jardins, e uma enorme construção destinada às instalações fabris.

O lugar do Palhal, que durante cerca de 70 anos não teve vida industrial, regozija-se agora, ao ouvir novamente o rumor das máquinas e o martelar intenso nas bigornas.

Seguindo o curso do Rio Calma — mais abaixo, cerca de mil metros, depara-se-nos a importante fábrica de pasta química para papel, denominada Caima Pulp & C.°, que ocupa uma grande área nas margens direita e esquerda deste rio, com uma boa ponte, sobre o mesmo.O conjunto dos edifícios é enorme, as construções continuam a fazer-se activamente, tendo sido ali empregados alguns milhares de sacos de cimento e muitíssimo ferro.

É interessante a fabricação da pasta — centenas de metros cúbicos de toros de eucalipto são diàriamente para ali transportados, utilizando-se vários meios de transporte, entre eles, o Vale do Vouga; sendo depois depositados em estaleiros, onde existem, geralmente, milhares e milhares de metros cúbicos de madeira, seguindo dali para a chamada Casa da Lenha, onde um formigueiro humano a reduz a pequenas cavacas, que entrando em enormes caldeiras, são devidamente cozidas.

Uma vez saídas dali, entram numa levada de água, que passando por vários filtros, aos secantes, aqui já em pasta, segue à cortadoria, sendo depois enfardada.

Entre a fábrica e a estação ferroviária de Albergaria-a-Nova — cerca de 5 quilómetros — existe um cabo aéreo, que diàriamente transporta algumas centenas de toneladas de pasta e matérias primas.

Esta mesma empresa possui uma área de terreno, plantado de eucaliptos, numa extensão digna de ser admirada, devido aos lindos exemplares de árvores e à sua situação.

O aproveitamento de tais terrenos foi obra dos ingleses, fundadores da fábrica, que os aforaram outrora à Junta desta Freguesia, remindo-os mais tarde.

A contribuição industrial desta empresa é de perto de mil contos anuais e o imposto à Câmara Municipal, de cerca de 100 contos.

Outras indústrias de menor vulto existem ainda tais como: — cerâmica, a serração de madeiras, o Flexicol, moagens, uma estação de serviço automobilístico permanente, e ainda, no lugar de Soutelo, uma fábrica de material cirúrgico, cujo fabrico ultrapassa já, em qualidade, o, até agora, importado do estrangeiro.

Esta freguesia tem presentemente cerca de 5.500 habitantes, sempre em crescente aumento, tendo em vista que, desde o princípio do corrente ano, foram já registados no Posto do Registo Civil, 115 nascimentos e óbitos apenas 24.

O clima é dos melhores, e isso se verificou quando do último questionário acerca da tuberculose, pois apenas apareceram dois doentes, com tuberculose importada—um da América-do-Norte e outro de África.

Na época calmosa, centenas de lisboetas vêm residir entre nós uma boa temporada, regressando à capital, com melhores cores.

A parte baixa é como que um canteiro de lindas flores plantado no sopé da Serra de São Julião e lá no alto, no Telégrafo — mais conhecido por "TALEGRE" — é sítio dos mais apreciáveis, descortinando-se dali toda a costa marítima, que se estende de Espinho ao Cabo Mondego destacando-se a Ria-de-Aveiro e seu Farol.

Vários melhoramentos devemos ao Estado, tais como: reparação de estradas, a construção de 5 edifícios escolares, reparação do edifício—Mãe, nas Lajinhas, electrificação da freguesia, etc, etc..

Outros melhoramentos serão pedidos — por intermédio do Dig.mo Presidente da Câmara Municipal do Concelho, Snr. Coronel Gaspar Inácio Ferreira, a quem esta freguesia muito deve, tais como construção de uma estrada que ligue a Branca, pelo lado Norte, à Ribeira-de Fráguas — passando por Nobrijo e pelos terrenos da Cavada Velha e Vale-da-Vide, ricos em madeiras, mas de valor reduzido, devido aos caminhos intransitáveis que os atravessam.

Uma mina que, a principiar no lugar do Outeiro, atravessa a serra, até ao lado Nascente, aproveitando o importante manancial de águas, que ali nasce formando o chamado Ribeiro Escuro, este, sem aproveitamento.

Esta grandiosa obra, a efectuar-se, seria para a Branca uma grande riqueza, pois poderia irrigar os nossos férteis campos, evitando que centenas de bombas eléctricas, deixassem de movimentar-se, pois o preço da energia, para fins agrícolas, é ainda de 1$20 por KV, talvez o mais caro de Portugal.

Branca, 10-12-1958


(textos da edição da Gazeta dos Caminhos de Ferro comemorativa dos 50 anos da linha do Vale do Vouga)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

2005: Demolição do Antigo Palace-Garage Hotel


ACTA AM - 02/MAR/2005

EVENTUAL CLASSIFICAÇÃO DE UM EDIFÍCIO SITO NA RUA DO HOSPITAL (ANTIGO PALACE-GARAGE HOTEL), EM ALBERGARIA-A-VELHA

(...) foi presente uma informação da Técnica Superior de Biblioteca e Documentação, a comunicar que se encontra em curso no IPPAR o processo de classificação do edifício (antigo Palace-Garage Hotel) situado na Rua do Hospital, nesta Vila de Albergaria-a-Velha, colocando à consideração do Órgão Executivo a emissão de parecer favorável à referida classificação.

A Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, determinar a realização de vistoria técnica ao edifício, para posterior decisão sobre a matéria.

ACTA AM 20/JUL/2005

AUTO DE VISTORIA TÉCNICA

Em seguimento do deliberado em reunião de 2 de Março último, foi presente o auto da vistoria técnica realizada em 11 de Julho de 2005 ao edifício (antigo Palace-Garage Hotel) situado na Rua do Hospital, nesta Vila de Albergaria-a-Velha, propriedade do Banco Millenium BCP, documento que se dá aqui como inteiramente reproduzido para todos os efeitos legais e cuja cópia fica anexa à presente acta, fazendo parte integrante desta deliberação (doc.2).

Analisado o processo, a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, notificar a instituição bancária proprietária do imóvel, Banco Millenium BCP, para, no prazo máximo de 30 dias a contar da data da notificação, proceder à demolição do edifício, nos termos constantes do auto de vistoria, sob pena de, não o fazendo, a Câmara Municipal proceder à execução dos trabalhos, a expensas do proprietário do imóvel. Mais foi deliberado, unanimemente, aprovar a presente deliberação em minuta, para efeitos de sua imediata executoriedade, nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 92º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro.

JAN/2006

AQUISIÇÃO DO PRÉDIO SITUADO NA RUA DO HOSPITAL, N.ºS 11/13, EM ALBERGARIA-A-VELHA

O Sr. Presidente da Câmara propôs a aquisição do prédio situado na Rua do Hospital, n.ºs 11/13, nesta Vila de Albergaria-a-Velha, onde esteve implantado o Palace Garage Hotel, uma vez que este se situa no Centro Histórico da Vila de Albergaria-a-Velha e junto à futura Biblioteca Municipal. Mais disse que após contactos com a empresa proprietária do imóvel, esta concordou com a venda do imóvel pelo valor proposto de € 100.000,00.

Analisado a proposta, a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, aprovar a proposta no sentido de adquirir o citado imóvel pelo preço acordado, devendo ser organizado o respectivo processo. (...)

--

A compra das antigas instalações da Garagem Vidal está a intensificar o braço de ferro entre a Câmara e Associação de Bombeiros de Albergaria-a-Velha, que pode comprometer seriamente e desenrolar do processo para a construção de um novo quartel para os soldados da paz. Do lado dos voluntários, Elísio Apolinário não tem dúvidas em considerar que "a Câmara está a estrangular a Associação" ao comprar um imóvel que "é muito necessário para a operacionalidade dos bombeiros". Aquele responsável confessa que o negócio para a compra da Garagem Vidal foi proposto ao BCP (detentor do edifício) pelos bombeiros, com a intenção de ampliar o actual quartel. Elísio Apolinário refere que com aquele edifício e uma outra parcela adjacente, "permitiria que os bombeiros se pudessem fixar nas actuais instalações por mais uma década", até que ficasse resolvida a questão inerente ao novo edifício e terreno dos bombeiros, que teima na continuidade do desentendimento entre as duas partes.

(...) João Agostinho respondeu e disse que "não se sabia nada na Câmara em relação à venda" do imóvel, "nem nunca os bombeiros informaram a Câmara de tal intenção". Para o autarca, no âmbito do processo de demolição que estava a decorrer, "o BCP é que fez a proposta".

(...) O assunto, que mereceu comentários de todos os vereadores presentes, levou João Agostinho a considerar que "tudo isto é uma falsa criação, uma verdadeira mentira", confirmando que ainda não se sabe o que vai fazer a autarquia no recém adquirido terreno junto do actual quartel dos bombeiros.

Jornal Beira Vouga, 2ª quinzena de Abril de 2006


imagem: Jornal de Albergaria (FB)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Beira Vouga


A partir da mais recente edição - 2ª Quinzena de Novembro de 2011 - o jornal Beira Vouga passa a ter duas edições diferentes para os concelhos de Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga.

Esperemos que seja uma maneira de ter mais e melhor informação sobre o nosso concelho.

Quanto ao Jornal de Albergaria, que já não é lançado há alguns meses, esperemos que resolva rapidamente os problemas que tem impedido a sua regular publicação.

Lembramos aqui um texto publicado pelo albergariense José Manuel Alho, em Outubro de 2009, quando comentava palavras do director do J.A.:

"Na verdade, a nossa terra até mereceria um periódico semanal, com um corpo redactorial fixo e porventura semiprofissional. Contudo, parece que os tempos de crise no essencial da vida económica local estarão a ditar sérios constrangimentos ao nível das receitas, em particular nas provenientes da publicidade. Cumulativamente, muito do tecido empresarial aqui sediado estará longe de sentir o pulsar da vila e de ser sensível aos seus anseios e potencialidades, preferindo divorciar-se de muitos dos agentes/pólos dinamizadores da colectividade onde se inserem."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sport Clube Alba

Almanaque Desportivo do Distrito de Aveiro 1950
http://www.prof2000.pt/users/avcultur/almanspor50/page076.htm

Enquadrada nas comemorações do 3º aniversário do Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha vai ser inaugurada uma exposição sobre os 70 anos do Sport Clube Alba.

sábado, 19 de novembro de 2011

Um livro a muitas mãos



“UM LIVRO A MUITAS MÃOS”


REGULAMENTO


O grupo de Recrutamento de Educação Especial (910) do Agrupamento de Escolas de Albergaria-a-Velha, propõe a criação de histórias, subordinadas às temáticas da deficiência/exclusão.

OBJECTIVOS:

Esta actividade tem como objectivos sensibilizar a comunidade educativa para o tema da deficiência e para os direitos da igualdade de oportunidades e não-discriminação das pessoas com deficiência.

DESTINATÁRIOS:

Toda a Comunidade Educativa (pais, alunos, assistentes operacionais, professores) poderá escrever uma história colectiva ou individual alusiva às temáticas acima mencionadas.

ELABORAÇÃO DA HISTÓRIA:

A história não deverá ultrapassar as três páginas A4; everá ser formatada com o tipo de letra Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5; everá incluir uma ilustração alusiva ao tema e conter a identificação dos respectivos autores.

CALENDARIZAÇÃO:

As histórias deverão ser enviadas através do mail institucional à Coordenadora do Grupo de Recrutamento 910, professora Rute Campos, até ao dia 27 de Fevereiro.

As histórias serão compiladas e expostas nas Bibliotecas Escolares do Agrupamento de escolas.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALBERGARIA-A-VELHA


Sede: Escola Secundária c/ 3º ceb de Albergaria-a-Velha
Rua Américo Martins Pereira, 3850-837 Albergaria-a-Velha

Telf. 234 529 680 Fax: 234 529 689


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Familia de Vilarinho




Manoel Caetano (de Castro) nasceu em Ossela-Oliveira de Azemeis (filho de Joao Caetano e Maria Joaquina, neto pat. de Joze Caetano), casou em 11.9.1808 com Anna Thereza de Jesus viuva de Joze Domingues de Vilarinho -Ribeira de Fragoas. Tiveram 5 filhos em Villarinho (hoje Vilarinho S. Roque).


1° Manoel Caetano de Castro 22.7.1809-2° Anna Marques 3.4.1811-3° Joze Caetano de Castro 21.12.1813-4° Joao Caetano de Castro 11.5.1816-5° Joaquim Caetano de Castro 20.4.1818


O Joao Caetano de Castro casou com Joana Martins (Joana da Eira) natural de Telhadela e teve uns 6 filhos 2 faleceram no 1° ano


1° Joze Caetano de Castro 16.4.1867-2° Joao Caetano de Castro 19.4.1868 ( Meu Bisavô)-3° Antonio Caetano de Castro 13.12.1872-4° Maria 2.10.1874


O Joao Caetano de Castro casou com Maria Custodia Marques e teve nove filhos.


Maria Marques de Castro, Delfim Caetano de Castro, Isaura Marques de Castro, Augusto Caetano de Castro, Alvaro Caetano de Castro, Mauricio Caetano de Castro (esse foi para o Brasil, casou com Teresa Delta, São Bernardo do Campo), Benilde Marques de Castro, Baltazar Caetano de Castro ( Brasil , Sao Paulo) e a minha Avó Belmira Marques de Castro (1909)




Nota: foto de familia de Vilarinho (década de 1910/1920) - exposição Tempo de Memória (NJ/RF)

sábado, 12 de novembro de 2011

Ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo do Município de Albergaria-a-Velha com sede em Cidade













Ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo do Município de Albergaria-a-Velha com sede em Cidade

Ver Heráldica na Página do Municipio

Edital


Aviso n.º 20983/2011
Heráldica do Município de Albergaria -a -Velha com sede em Cidade

Diário da República, 2ª série, nº 203, 21/10/2011

João Agostinho Pinto Pereira, presidente da Câmara Municipal de Albergaria -a -Velha, torna pública a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo do Município de Albergaria -a -Velha, após emissão de parecer 41974 Diário da República, 2.ª série — N.º 203 — 21 de Outubro de 2011 da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, em 12 de Julho de 2011, e que foi estabelecida em sessão ordinária da Assembleia Municipal de 23 de Setembro de 2011, sob proposta da Câmara Municipal, deliberada em reunião de 17 de Agosto de 2011, nos termos da alínea t) do n.º 2 do artigo 53.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção dada pela Lei n.º 5 -A/2002, de 11 de Janeiro:

Brasão — escudo de ouro, cruz de azul; orla de negro, carregada de oito rosas heráldicas de ouro, folhadas de verde e botonadas de vermelho. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco, com a legenda a negro: “MUNICÍPIO DE ALBERGARIA -A -VELHA”.

Bandeira — gironada de oito peças de amarelo e púrpura. Cordão e borlas de ouro e púrpura. Haste e lança de ouro.

Selo — nos termos da lei, com a legenda: “Câmara Municipal de Albergaria -a -Velha”.

E para constar e demais efeitos, se publica o presente aviso e se afixam editais de igual teor nos lugares públicos do costume.

14 de Outubro de 2011. — O Presidente da Câmara Municipal de
Albergaria -a -Velha, João Agostinho Pinto Pereira.


(anterior)




Armas - Escudo de ouro, com uma cruz de azul. Orla de negro carregada de oito rosas de ouro folhadas de verde e abotoadas de vermelho. Coroa mural de quatro torres de prata. Listel branco com a legenda de negro : " VILA DE ALBERGARIA-A-VELHA ".



Cruz de azul - Símbolo do espírito cristão, da representação das armas de D. Teresa e o antigo nome de Santa Cruz de Albergaria-a-Velha, a Rainha D. Teresa mandou criar a "albergaria", "servindo de exemplo à protecção aos pobres, aos doentes e aos desprotegidos da sorte".



Orla de negro - Representada de negro por ser deste esmalte que, em heráldica, se representa a honestidade e a terra.



Oito rosas de ouro - Representam a caridade, a generosidade, a esmola que se dá aos pobres, foi escolhido o ouro para as rosas porque este material significa nobreza, constância e liberalidade.
Escudo de ouro - Por ser este o material mais nobre.




terça-feira, 8 de novembro de 2011

Arquivo Municipal


Dado o sucesso da actividade “Em Busca do Arquivo Municipal” junto das crianças e professores do 1º Ciclo do Ensino Básico, o Serviço de Aprendizagem Criativa (SAC) decidiu criar uma sessão especial para as Famílias, em que pais, filhos, avós, netos, irmãos, primos são convidados a superar diversas provas em busca do tesouro final. O “Em Busca do Arquivo Municipal – Famílias” terá lugar na tarde de 20 de Novembro (15h00), estando inserido nas Comemorações do 3º Aniversário deste equipamento.

Nesta actividade, cada família forma uma equipa que terá de responder correctamente aos vários desafios colocados em cada divisão do Arquivo Municipal. Enquanto cada grupo passa pelo Exterior do Edifício, Recepção, Sala de Exposições, Depósito, Sala de Leitura e Sala de Tratamento, vai aprendendo o que se faz em cada espaço específico ficando, assim, a conhecer todos os processos inerentes a um Arquivo, cuja missão primordial é preservar a memória histórica local. Desde pesquisar nos fundos documentais, a arquivar correctamente pastas, as famílias vão ter de colocar à prova várias competências para o tão desejado tesouro não lhes escapar das mãos!

Para participar no “Em Busca do Arquivo Municipal – Famílias”, os interessados deverão fazer a sua inscrição através do e-mail arquivo.municipal@cm-albergaria.pt ou pelo telefone 234 529 300 até ao dia 15 de Novembro. A participação é gratuita!

CMA

Em breve será inaugurada também a exposição sobre os 70 anos do S. C. Alba

sábado, 5 de novembro de 2011

Toponímia - Vasco Vidal

Edital nº 226/2011

ASSUNTO: Toponímia da Cidade de Albergaria-a-Velha - Rua Vasco Vidal

CMA

Saber mais sobre Vasco Vidal (1911-1980) no Blog de Albergaria

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Boa Vista

Albergaria-A-Velha: Câmara quer adquirir Palacete da Boavista (1999)

O município de Albergaria-A-Velha adquiriu recentemente o Palacete e Quinta da Boavista, situados no centro da Vila. O negócio foi fechado por 150 mil contos.

Saúl Silva, presidente da Câmara, declarou ao jornal 'Linha da Frente' que se trata de um imóvel de valor arquitectónico e bem localizado, ocupando um área de 10 mil metros quadrados.

«Várias são as possibilidades para a utilização deste importante imóvel. Saúl Silva tem em mente lá instalar alguns dos seus serviços municipais, uma vez que os Paços de Concelho se encontram com os seus espaços congestionados. Também a instalação nesse local de um núcleo museológico para Albergaria é uma hipótese para utilização do Palacete da Boavista», escreve o semanário 'Linha da Frente'.

Outra ideia qie ganha consistência é a localização nesse espaço do novo quartel dos Bombeiros Voluntários. O Palacete recomenta ao princípio do século. A proposta de aquisição ainda terá de ser submetida à Assembleia Municipal.

editor: Júlio Almeida Actualizado no dia 28 Maio 1999
http://www.noticiasdeaveiro.pt/alber28maio99.htm

Nota: no palacete está a ser construída a nova biblioteca.

domingo, 30 de outubro de 2011

Jacinto Martins / UGT

Jacinto Martins abraçou a causa sindical há 26 anos e foi durante muitos anos secretário geral do SINDCES - Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços.

Medalha para Jacinto Martins

O executivo da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha vai homenagear, no Dia da Freguesia de 2012, alguns autarcas que deram o seu contributo para a cidade de Albergaria-a-Velha

Além da elencagem dos nomes, a melhorar no decurso dos próximos dias, ficou deliberado, por unanimidade, propor à Assembleia de Freguesia a atribuição da medalha de mérito ao ex-autarca e jornalista Jacinto Martins, recentemente falecido.


Soberania do Povo, 26 / 10 /2011

"A Medalha de Mérito destina -se a galardoar as pessoas individuais ou colectivas, nacionais ou estrangeiras, de cujos actos resulte aumento de prestígio para a Freguesia de Albergaria -a -Velha, melhoria das condições de vida da sua população ou contribuições relevantes no campo da ciência, do ensino, da cultura, da arte ou do desporto ou outra vantagem que mereça ser reconhecida" RDH

JACINTO MARTINS

Durante mais de 25 anos, foi colaborador do jornal Soberania de Povo. Colaborou também nos jornais Arauto de Osseloa, Beira-Vouga, Jornal de Albergaria, Jornal de Notícias, Diário de Aveiro, Gazeta dos Desportos, entre outros. Também foi autor de programas na extinta Rádio Osseloa.

sábado, 29 de outubro de 2011

Protocolo MCT / CMAV - 2001


PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E DA TECNOLOGIA E A CÂMARA MUNICIPAL DE ALBERGARIA-A-VELHA (2001)

Considerando que o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, partilham a consciência de que a generalização do uso das novas tecnologias de informação é fundamental para a criação de uma sociedade moderna e competitiva;

Considerando, em particular, as potencialidades das novas tecnologias de informação como factor de desenvolvimento da cultura científica e tecnológica, o que levou já o Ministério da Ciência e da Tecnologia a promover o equipamento de todas as escolas portuguesas do 5º ao 12º ano com computadores multimédia com ligação à Internet e à constituição da Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade (RCTS) que interliga escolas, bibliotecas, instituições de investigação e de ensino superior;

Considerando que importa fomentar a generalização da utilização de computadores e o acesso às redes electrónicas de informação pelos alunos de todos os graus de ensino;

Considerando que, nesse sentido, foi celebrado um protocolo entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses que teve por objecto a extensão às Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (EB1) da rede científica nacional (RCTS) e o contacto dos alunos e professores das referidas escolas com a Sociedade da Informação, designadamente com a Internet, no quadro da respectiva actividade educativa;

Considerando o interesse da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha em aplicar, desde já, às EB1 do respectivo concelho o estabelecido no protocolo celebrado entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia e a Associação Nacional de Municípios Portugueses;

É celebrado entre o Ministério da Ciência e da Tecnologia, adiante designado MCT, e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, no âmbito do Programa Internet na Escola por aquele promovido e no quadro de desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal, o presente protocolo, que tem por objectivo disponibilizar a alunos e professores das EB1 do concelho de Albergaria-a-Velha a utilização educativa da Internet.



1. O MCT e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha colaboram no sentido de promover a extensão às EB1 do concelho de Albergaria-a-Velha referidas em anexo, da rede científica nacional (RCTS) e o contacto dos alunos e professores das referidas escolas com a Sociedade da Informação, designadamente com a Internet, no quadro da respectiva actividade educativa.

2. Sem prejuízo de outras formas de colaboração que venham a ser acordadas, as partes comprometem-se à prossecução dos objectivos acima referidos, nos termos constantes do protocolo celebrado entre o MCT e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, cópia do qual figura em anexo e faz parte integrante do presente protocolo.

3. A extensão da RCTS às escolas referidas no nº 1 será efectuada até final do ano 2001.



O presente protocolo vigora por um período de um ano, automaticamente renovado por períodos adicionais da mesma duração, no caso de não ser denunciado por qualquer das partes, com uma antecedência mínima de 30 dias em relação ao termo do prazo de vigência, mediante carta registada dirigida à outra parte.



1. O MCT enquanto entidade co-financiadora de aquisição e instalação de computadores multimédia com ligação á RCTS e impressoras nas escolas cobertas pelo presente protocolo, nos termos referidos no protocolo celebrado com a Associação Nacional de Municípios Portugueses referido no nº 2 do artigo 1º, não adquire qualquer direito de propriedade sobre os mesmos, o mesmo sucedendo com as entidades que actuem em seu nome nesta matéria.

2. A despesa inicial com a aquisição e instalação de computadores multimédia com ligação á RCTS e impressoras nas escolas abrangidas pelo presente protocolo será suportada pela Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) enquanto entidade que gere a Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade devendo a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, na sequência de facturação que lhe for dirigida pela FCCN, reembolsá-la em 25% dessa despesa, percentagem do investimento que, nos termos do protocolo referido no nº 2 do artigo 1º lhe cumpre assegurar.

Aveiro, 29 de Outubro de 2001

O Ministro da Ciência e da Tecnologia - José Mariano Gago

O Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha - Rui Pereira Marques

ANEXO A QUE SE REFERE O ARTIGO 1º Nº 1

EB 1 de Albergaria-a-Nova
EB 1 de Albergaria-a-Velha nº 1
EB 1 de Albergaria-a-Velha nº 2
EB 1 de Albergaria-a-Velha nº 3
EB 1 de Angeja nº 1
EB 1 de Angeja nº 2
EB 1 de Campo nº 1
EB 1 de Carvalhal
EB 1 da Cruzinha
EB 1 do Fial
EB 1 do Fontão
EB 1 de Fontes
EB 1 de Fradelos
EB 1 das Frias
EB 1 de Frossos
EB 1 de Lajinhas nº1
EB 1 de Souto
EB 1 de Mouquim
EB 1 d Nobrijo
EB 1 de Outeirinho
EB 1 de Paus
EB 1 de Sto. António nº 1
EB 1 de Sto. António nº 2
EB 1 do Sobreiro
EB 1 de Soutelo
EB 1 de Telhadela
EB 1 de Vila Nova de Fusos
EB 1 de Vilarinho de S. Roque

terça-feira, 25 de outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Angeja - Cacia

Na primeira metade deste século [Séc.XX], aqui em Cacia, no verão, nos areais do Vouga junto à memorável Ponte de Pau, era ver ao domingo magotes de gente a dessedentar-se nas águas serenas e límpidas do Rio que em tempos medievais se chamava Rio Cacia!

De Aveiro arribavam barcos embandeirados, cheios de gente moça, rapazes alegres e tricanas vistosas, acompanhados dos seus maiores (nesse tempo a mocidade e a velhice faziam sociedade!) sobraçando foguetes, lancheiras e cestos, mantas e esteiras... e até pianos! Era um arraial de gente adomingada e a cheirar a limonete!

De Cacia e dos arredores chegavam bandos de lisboetas em férias, raparigas e rapazes a cantar e a dançar modinhas, a sanfona a despertar apetites bailariqueiros à sombra dos salgueiral! Era um fartote, um dia de prazer e de romantismo saudáveis, alegria sem drogas, euforia sem imoralidades!

A velhíssima Ponte de Pau, que o betão substituiu em 1943, havia desempenhado um bom serviço público desde 1860, ano da sua inauguração. Antes desse longínquo ano, a travessia do Vouga, naquele local, fazia-se a vau ou de barco, sendo que os barqueiros, por esse serviço, haviam grangeado do Rei o privilégio de estarem isentos de servir nas galés.

A memória traz-nos à tona uma história interessante: do lado de Angeja, logo ao fim da Ponte e junto ao "Poço do Careca", havia a Casa do Guarda, morada oficial do cobrador da "portagem" estabelecida pelo poder real, cinco réis por pessoa, um vintém por carro, preço que aumentava para um imposto mais chorudo quando o carro, em vez de erva, transportava pipas de vinho, imposto conhecido pelo "Real de Água"! O cobrador chamava-se José Venâncio, casado com a senhora Conceição, mais conhecida por Ti-Conceição da Ponte. Consta-se que este cobrador de impostos era rigoroso na cobrança, que nem a Deus-Pai perdoava, e que um dia obrigou o Dr. Afonso Costa, quando lá passou, a pagar os cinco reis da portagem. Diz-se até que foi por isso que aquele político, logo que chegou a Lisboa, mandou anular para sempre tão impopular contribuição!

Contada esta história, voltemos ao Rio.

Quando as cheias do Vouga se tornavam em caudalosas enxurradas e as águas em turbilhão atingiam o patamar da Ponte, o povo, embora temente a Deus, não desperdiçava o dantesco espectáculo de ver aquela avenida de água a arrastar árvores e madeirame, objectos de lavoura, pipas e cestos, e até animais mortos por afogamento, tudo a boiar aos trambolhões por aquele mar de água! Nessa altura o Vouga jamais era o protector benfazejo e amado, ele era um medonho e traiçoeiro inferno! E se a enxurrada demorava dias, como algumas vezes aconteceu, nem pão havia em Cacia, pois os moleiros do Fontão e de Frossos ficavam impedidos de cambiar as moendas. A própria estrada que ligava e liga Angeja a Cacia — a então formosa e arborizada Cambeia! — também ficava interrompida, se não mesmo cortada pelo furor das enxurradas.

Até a Ti-Conceição da Ponte, a mulher do José Venâncio, com tasquinha montada na própria Casa do Guarda onde morava com o marido, até ela, coitada, não tinha a quem vender as sardinhas fritas, pimpões e enguias de escabeche, um pratito de "robacos" na época, e, quando a porca paria a ninhada, leitão assado no forno! E quanto a vinho e aguardente, ela esmerava-se por ter uma boa qualidade para servir os caminhantes, feirantes e gente do campo! E ainda, para agradar a umas tantas mulheres na presença dos maridos, uns pirolitos para adocicar o parreirol!

Mas não era só na Ponte de Pau que acontecia, no verão, haver arraiais nas margens do Vouga! Em Angeja, Frossos, S. João de Louve e por aí fora, o povo juntava-se em "sociedades" e cantava e dançava ao som de música que os próprios entoavam. E não faltava quem vendesse o seu copito, corno hoje se vendem nas praias esses milhentos e efeminados coca-colas a saber a sabão de barbeiro!

Sarrazola, por razões óbvias de lonjura, não frequentava os areais da Ponte de Pau, mas também organizava festas semelhantes no MurçaínhO, nas
barreiras do Rio Novo, onde não faltava a tasquinha do Ti-Crespo, com parreirol da zona, fresquinho de beber em tardes de canícula. Mas os arraiais de Sarrazola, por serem mais caseiros, não tinham as características "inter-regionais" dos de Cacia.

Em conclusão: o Rio Vouga, na sua derradeira etapa rumo à Ria de Aveiro, era uma permanente festa! Mesmo nos dias de trabalho, era ver o Vouga pejado de mercantéis rio acima, uns, a demandarem Águeda e o Poço de Santiago ajoujados ao peso do sal, outros, rio abaixo, carregados de vinho, de lenha e de carqueja, para Aveiro, Murtosa e Ílhavo.

O Rio Vouga foi durante séculos um palco de vida intensa e um braço de Deus a ajudar o progresso das nossas terras!

Pelo que fez em vida merece, agora que está morto, um profundo e comovente epitáfio na sua campa, que é a Ria!

NOTA — A Casa do Guarda, após a abolição da taxa de portagem e pouco tempo depois da morte de José Venàncio, foi usada, durante muitos anos, como depósito de ferramentas dos cantoneiros.

Bartolomeu Conde / O Aveiro, 07/01/1993

artigo "Recordando... As Praias Fluviais do Vouga"

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vila Francelina



Vila Francelina

Classificado como IM - Interesse Municipal

Nota Histórico-Artistica

Edificada entre 1897 e 1905, a Vila Francelina é um exemplar de casa apalaçada mandada construir pela família Sequeira, que havia estado emigrada no Brasil durante alguns anos. Apresenta uma estrutura eclética, em que as linhas arquitectónicas de gosto tipicamente português se juntam aos motivos decorativos Art Déco.

O conjunto é constituído pela casa principal e pelos anexos, originalmente destinados a garagens, currais, adega e eira.A casa divide-se em três pisos, ritmados pela distribuição simétrica das janelas. Estas constituem os elementos decorativos mais interessantes do exterior da casa, uma vez que as molduras são ornamentadas com motivos vegetalistas. A fachada é também ornamentada com um friso de azulejos Arte Nova.

No interior, evidenciam-se os frescos que decoram todas as divisões, destacando-se os do àtrio e da sala de jantar, com motivos bucólicos. O pavimento da casa é de madeira, nos pisos superiores, e de azulejos de diferentes formologias, do início do século XX. Actualmente, a Vila Francelina está adaptada a espaço de turismo rural.

Catarina Oliveira

DIDA/ IGESPAR, IP./ Maio de 2011

Cronologia

Edital camarário de 6-10-2010, publicado no Diário de Aveiro de 15-10-2010

Deliberação camária de 16-10-2010 determinou a classicação como IIM da Vila Francelina

Edital 106/2009, de 8-07-2009

Deliberação camarária de 2-05-2002 determinou a abertura do procedimento para classificação da Quinta da Vila Francelina

Despacho de encerramento de 14-09-2009 do Director do IGESPAR, I.P.

Proposta de encerramento de 9-09-2009 da DRCCentro, por não ter valor nacional


sábado, 15 de outubro de 2011

Hino dos Malmequeres

Campinho de Albergaria
Albergaria
Nao se encontra algum rival
Algum rival BIS
Sao cantares de alegria
Ai sao cantares de Portugal

Vamos Marchando em frente
Com as nossas cantigas
Alegram toda a gente
Cantar das raparigas

Disponta à mocidade
Desta terra tao linda
Campinho digo bem alto
Este bairro nunca finda

Os Malmequeres de Campinho



Foto: Eng. Duarte Machado / Facebook C.G.


http://imagensdealbergaria.blogspot.com/2011/09/rancho-folclorico-os-malmequeres-de.html


O grupo foi o 1º premiado entre 4 concorrentes no Festival Folclórico de Cesár em 1959.


O aguedense Fernando Braz da Costa foi ensaiador do grupo e relembra esse facto no seu poema "Agueda Que Vivi".


(...)


Ensaiou muitos anos o Vos Omnes

Godofredo Duarte que foi grande regente

Homem de grande talento musical

Que bonitas obras deixou à gente


Ofereceu uma música da barcarola

Que guardo ainda com muito carinho

Com ela ganhei um prémio em Cesar

Com o rancho "Os Malmequeres de Campinho"


(...)




Nota: noutro poema, este sobre o Mercado em 1950, refere-se ás regueifas de Albergaria Nova:


E com cestos muito grandes

Mulheres com muita graça

Vinham vender as regueifas

Andando à volta da praça


Vendiam mesmo na rua

E até davam a prova

Dessas regueifas tão boas

De Albergaria-a-Nova


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Novos Símbolos Heráldicos

Os deputados municipais de Albergaria-a-Velha reuniram-se em sessão no dia 23 de Setembro.

Nesta sessão, os deputados aprovaram os “Símbolos Heráldicos para o Município de Albergaria com sede em Cidade”, tendo sido feita uma ressalva pelo deputado Delfim Bismarck que alertou para algumas falhas.

Jornal Beira-Vouga

Ponto 2 – Apreciação e votação dos “Símbolos Heráldicos para o Município de
Albergaria-a-Velha com Sede em Cidade”;

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Imagens dos Bombeiros de Albergaria

ver mais imagens em http://www.bombeirosdealbergaria.pt/portal/

Imagem com a maquete do Quartel actual (projecto de 1966 e inauguração do Quartel em 1969)

2000: Bombeiros de Albergaria


Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, 1925-2000 : 75º Aniversário
(2000)

Texto do cartaz:

Instituto de Utilidade Pública, Sócio colectivo da Liga dos Bombeiros Portugueses, desde 4 de Agosto de 1956, louvor da Direcção Geral dos Serviços Florestais e Agrícolas, em 18 de Junho de 1963, Medalha de Ouro - 2 estrelas, da Liga dos Bombeiros Portugueses, em 3 de Dezembro de 1980, Medalha mérito municipal (Cobre) atribuída pela Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, em 27 de Maio de 1995; Programa das comemorações...

URL
http://sinbad.ua.pt/cartazes/CT-CA-I-6

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Lista dos telefones



Lista dos telefones ligados à rede de Albergaria-a-Velha em 5 Dezembro 1942

facebook CG (Duarte Machado)

Lista dos Telefones ligados à rede de Albergaria-a-Velha (1942)

1 - Posto Público da Estacão.
2 - António Henriques da Costa.
3 - Secretaria Notarial.
4 - Guarda-Fios Neto.
5 - José Domingues Pereira.
6 - Fundição Alba.
7 - Posto Público - Café Bristol.
9 - Germano Marques da Silva.
10 - António Domingues Pereira.
11 - Fábrica de Vale Maior.
12 - Posto Público do Sobreiro.
13 - Hospital.
14 - Câmara Municipal.
15 - Francisco Rodrigues da Silva (Mineiro).
17 - Dr. António de Pinho.
18 - Dr. Flausino Correia.
20 - José Nogueira Vidal.
21 - Padaria Bijou - Araujo & Filhos.
23 - Chefe da Estacão Telegrafo Postal  -  Residencia.
24 - Chefe da Estacão Telegrafo Postal  -  (Gabinete).
25 - Estacão Teleg. Postal - Guichet.


Posto 1 Souto da Branca - Estacão Regional.
Posto 3 Souto da Branca - António Pereira do Silva.
Posto 4 Souto da Branca - Humberto Pereira.
Posto 5 Souto da Branca - Fábrica Cerâmica.


Posto 1 Albergaria-a-Nova — Serafim Baptista.
Posto 2 Albergaria-a-Nova — José Silva Batista.
Posto 3 Albergaria-a-Nova — Minas do Palhal.
Posto 4 Albergaria-a-Nova — Caima Pulp & C.a.

...

sábado, 17 de setembro de 2011

De Armas



Á primeira vista parece que vamos tratar de mulheres da fôrça da Maria da Fonte, mas não, vamos tratar das primeiras mulheres que no nosso pais tiraram licença de porte de arma.

Segundo uns registos que observámos sabe-se que a Administração do Concelho de Albergaria-a-Velha foi a primeira a passar licença de porte de arma a D. Rosa Marques da Silva, proprietária.

A segunda licença foi requerido por D. Joaquína de Jesus, de Angeja, e concedida nos termos da lei.

Estas licenças estão registadas sobre os númeror 116 e 126, no livro respectivo das licenças de porte de arma, e fõram concedidos no mês de Outubro de 1904.

Depois desta data foi passada outra licença á sr.ª D. Ana Magalhães Rodrigues, fotógrafa da Vila de Chaves.

A primeira licença de porte de arma passada a seguir à implantação da República em Portugal foi passada em Março de 1912, à sr.ª D. Plácida Amélia Jesus da Silva, parteira em Lisboa.

Depois fôram oferecidas licenças e armas a sr.ª D. Maria Arade e outras espécies de «Passionárias» que Deus haja.

ECOS E COMENTÁRIOS Por SABEL
Gazeta dos Caminhos de Ferro nº 1174, 16/11/1936

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

2002: "Casa da Praça" em Angeja vira Centro Paroquial e Social


“Angeja é das freguesias do concelho de Albergaria que está menos bem dotada de tudo, desde os arruamentos, aos equipamentos sociais, actividades recreativas, desportivas, fruto, porventura, sobretudo, de algumas rixazitas políticas que, muitas vezes, eram mais pessoais do que propriamente políticas. A Paróquia tem procurado o equilíbrio e feito tudo por tudo para que se faça uma comunidade harmoniosa. A comunidade eclesial, que deve estar inserida na sociedade, pede colaboração e nós procuramos colaborar em tudo que se proporcione a bem de todos. O Centro Social e Paroquial é uma das estruturas que faltavam.”

Este um dos primeiros desabafos francos do Padre Dr. Querubim José Pereira da Silva, na breve conversa que mantivemos em frente da sua linda e restaurada Igreja de Nossa Senhora das Neves, um Padre que distribui a sua actividade eclesial entre a Paróquia, banhada pelo rio Vouga, onde se alarga e expande ou alaga, e o Secretariado Nacional da Educação Cristã que dirige em Lisboa. Semanas e semanas seguidas com mil e uma ocupação, entre terras aveirenses e olissiponenses.

Obra para congregar

Depois de nos escalpelizar todo um trabalho, que já vem sendo desenvolvido sobre o Centro Social e Paroquial de Angeja, o padre Querubim, disse-nos que “salvo um ou outro episódio relacionado com a troca do edifício do Centro, tudo tem corrido bem e ainda agora no convívio-almoço, juntou mais de 300 pessoas, estando também presentes entidades locais, um convívio muito amistoso entre todos os que “visitaram as obras”, evidenciando-nos o padre Querubim ter noção num dar de mãos para uma obra que é para todos. Sábado Juvenil de Angeja promoveu uma festa em favor das obras, não pelo significado económico que pudesse ter, mas pelas energias que convocou e congregou desde o Rancho Folclórico, à Orquestra da Banda de Angeja. Este encontro, foi, de facto, uma boa actividade. Um salão de festas completamente cheio criando esse bom clima de unidade com vista ao futuro do Centro Social e Paroquial, uma estrutura social de apoio a todo o Povo de Angeja e ainda de Frossos”,— diz-nos o padre Querubim, olhando para a obra que caminha a passos largos para a sua concretização, porventura, já no próximo mês de Março.

Orçada em 130 mil contos

E prosseguindo referiu-nos que “após termos luz verde da Segurança Social pedimos à Câmara Municipal a reapreciação do projecto que já tinha sido aprovado. Foi-nos informado que o PDM tinha sido aprovado, porém, as condições do nosso projecto tinham sido alteradas. Nessa altura o então Presidente da Câmara decidiu avançar com a ideia da Casa da Praça, assim conhecida. Uma decisão polémica. A Junta de Freguesia pretendia aquele imóvel para sua sede e casa da cultura. Polémica também porque foi uma aquisição, cara para o valor real do prédio, com um estilo,um tanto de Arte Nova,— da Casa do Brasileiro,do princípio do século passado, uma arte a preservar, tornando o projecto um pouco mais caro. Como não vislumbramos outras hipóteses, acabámos por aceitar, pondo de lado o local, ao lado da Igreja, onde germinou a ideia da construção. E a obra começou, e estamos satisfeitos.O grande trabalho está feito e prestes já a entrar nos acabamentos e iniciámos conversações com a Segurança Social para encetarmos a actividade este ano.

A obra foi orçada em 130 mil contos, porém, apareceram alguns trabalhos extras, uns com os quais concordamos, outros de que discordamos. Mas tudo se tem procurado harmonizar em diálogo.

— Que valências?

— Vai servir como Centro Dia e está calculado para 40 utentes, com uma vertente de apoio domiciliário e uma pequena unidade de apoio integrado, de seis camas, para acamados de emergência, com protocolo a estabelecer, nesta assistência, com o hospital. Não se trata de um lar, mas sim um espaço de emergência para que mais tarde venhamos a desenvolver um Centro de Acolhimento no terreno que ainda temos, mas nunca ultrapassará as médias domésticas, isto é, nunca será para dezenas de idosos. Será sempre para um número restrito que diminui a dimen-são familiar e um espaço para ocupação de tempos livres para jovens”— disse-nos, esclarecendo, existir uma outra instituição — a Creche Helena Albuquerque Quadros — uma Fundação gémea da de Rocas do Vouga que presta serviço aos adolescentes em Tempos Livres. “Não estamos em concorrência, mas em convergência assinale-se. Uma instituição não nasce para se prestigiar, mas para servir. O serviço domiciliário irá começar a funcionar em Frossos, dado que não há possibilidades de haver ali um centro. Um protocolo estabelecido com a Segurança Social .”

Aqui fica descrita mais uma obra que se deve ao esforço de todos, obras que nascem.

Mas, quando há colaboração de todos, tudo se resolve.

Daniel Rodrigues, Correio do Vouga, 21/02/2002

2001: Praça em Angeja gera conflito

O projecto de remodelação do centro histórico de Angeja, em Albergaria-a-Velha, está a causar polémica. A presidente da Junta, Helena Vidinha, pede a intervenção do Instituto Português do Património Arqueológico e Arquitectónico (IPPAR). Que aguarda esclarecimentos da Câmara.
Em causa está uma nova configuração da Praça da República, onde existe um pelourinho, considerado monumento nacional e uma fonte centenária, que, segundo a autarca, não se justificam.

«Está muito bem como está», disse Helena Vidinha ao JN, salientando que o que é necessário «é melhorar o aspecto da praça que é um local de convívio e de estar das pessoas».

«Melhorar a calçada e recuperar o fontenário, por exemplo», disse a autarca ao JN, que salientou que nunca esteve na mente da Junta de Freguesia propor à Câmara uma «alteração radical» do local.

«Qualquer alteração ou intervenção tem que respeitar a grande carga de afectividade que aquele local tem para a população», referiu a autarca. «Não gostaríamos de ver a praça destruída como centro de convívio», disse.

«Há muita gente que diz que se o projecto da Câmara for para a frente toca o sino a rebate», confidenciou a presidente da Junta de Freguesia de Angeja.

O presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, Rui Marques tem uma posição contrária, lembrando que as duas propostas de remodelação da praça feitas pelo GTL de Angeja ainda não tiveram qualquer deliberação.

«Pretende-se transformar, dignificar e abrir aquele espaço, que tem servido para estacionamento de automóveis quando há um a apenas 50 metros», disse o autarca ao JN.

«Queremos colocar o pelourinho num local mais central e dignificante como fizemos em Frossos», disse Rui Marques, que não entende a posição da presidente da Junta de Freguesia.

«Ela está contra tudo», disse o presidente da Câmara, enquanto Helena Vidinha refuta. «Ele não está habituado a que lhe batam o pé». «É falso que vamos cortar as árvores e não há nenhuma falha da nossa parte. Temos muito respeito por Angeja. Repare que são raros os GTL fora das sedes do concelho. Pusemos lá um», disse.

Jesus Zing / JN, 15/08/2001

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Alexandre Albuquerque e Afonso Costa


Visara o director do Liberal, dr. Alexandre Correia Telles de Araújo de Albuquerque, o deputado republicano dr. Affonso Costa com algumas phrases violentas em artigo d'aquelle órgão do partido progressista, publicado em 31 de Maio sob o titulo: «Biographia de Affonso Costa».

A 2 de Junho, era o director do «Liberal» procurado pelas testemunhas do deputado republicano, o director do «Mundo», António França Borges e o deputado dissidente, dr. João Pinto dos Santos. Alexandre de Albuquerque, representado pelas testemunhas, o dr. António Horta Osório e o conde de Águeda, fazia salientar o facto de só ser exigida reparação 48 horas depois de publicado o artigo, aliás reproducção de outros dados á publicidade em 26 e 27 de Abril e 11 de Maio. Evocado era ainda o código de Croabbon, que determinava a suspensão de pendências de honra, quando houvesse qualquer accusação criminal contra um dos adversários, citando a existência no juizo de instrucção criminal d'uma queixa de António Júlio Machado contra o dr. Affonso Costa pelo caso das cartas de D. Fernando de Serpa.

Comtudo, a situação difficil do partido progressista ante os escândalos da questão Hinton e do Credito Predial, conduzindo os políticos monarchicos a desconcertos na sua deteza e a ataques violentos aos delegados republicanos, levaram Albuquerque e Costa a defrontar-se, de espada em punho, na manha de 8 de Junho em recinto vedado, ou fôsse a quinta das Loureiras, annexa á vivenda Grandella, em S. Domingos de Bemfica.

Em dois assaltos, ficaram feridos, o dr. Affonso Costa na parte externa do ante braço esquerdo, interessando só a pelle e o tecido cellular subcutâneo e o dr. Alexandre de Albuquerque na região peitoral direita, interessando a pelle, o tecido cellular subcutâneo e o tecido muscular. O director do «Liberal», ao dar-se a voz de alto, por um desvio da espada, ainda tocou com
ella o dr. Affonso Costa, não o ferindo. Protestou este, mas o dr. Alexandre de Albuquerque, demonstrou a intenção involuntária do seu gesto de ataque.

Não houve reconciliação e o dr. Albuquerque teria, apoz a republica, o castigo de se ter lançado contra o caudilho democrata. Esse castigo era a demissão do logar de contador do juizo de direito, sendo substituído pelo irmão do deputado republicano, Arthur Costa.

in A REVOLUÇÃO PORTUGUEZA de ARMANDO RIBEIRO (1915)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Eleições 2005 - Carlos Resende (CDS)

«Albergaria perdeu prestígio nos últimos anos» - Entrevista ao candidato do CDS

Carlos Resende, actual líder da Concelhia do CDS/PP, é o nome escolhido por este partido para tentar recuperar a Câmara de Albergaria-a-Velha. O candidato diz que Albergaria estagnou e perdeu prestígio nos últimos anos

- Que motivos o levaram a candidatar-se à Câmara de Albergaria-a-velha?

Eu acompanho a vida política em Albergaria-a-Velha desde bastante novo. Acompanhei as diversas candidaturas do Dr. Rui Marques, e neste momento houve necessidade, por motivos que são óbvios, de se escolher um outro candidato. A Concelhia de Albergaria-a-Velha entendeu que esse candidato deveria ser eu, e como é óbvio este será o primeiro motivo para a minha candidatura à Câmara de Albergaria-a-Velha. É importante ter as bases do partido com o Carlos Resende, porque se não as tivesse de certeza que não haveria motivos para me candidatar.

- Foi, então, um processo pacífico.

Em Albergaria-a-Velha, nas últimas seis candidaturas, contabilizando esta, os processos foram sempre pacíficos, e desta vez também o foi. Não sei se é bom ou mau, mas tem sido assim, fruto do trabalho que os candidatos têm vindo a realizar. O segundo grande motivo que me leva a candidatar é a alegria de poder servir o concelho. Julgo que Albergaria, nestes últimos três anos e meio, estagnou. Albergaria tinha um projecto de desenvolvimento e esse projecto tem estado parado. Eu penso que há necessidade, novamente, de transmitirmos alguma dinâmica a um concelho que já andou nas bocas do mundo, por assim dizer, por motivos que não são os mesmos dos de hoje. Actualmente, Albergaria tem aparecido nos jornais ligada a processos algo conturbados, e era isso que neste momento nós não gostaríamos que acontecesse. Albergaria em si é um motivo mais que suficiente para nos querermos candidatar, acho que é um projecto extremamente aliciante e darmos algo ao concelho, que também já nos tem dado tanta coisa em troca, julgo que não é nada de mais.

- Que balanço faz dos quase quatro anos de gestão PSD à frente da Câmara?

Sinceramente, eu deixaria para os albergarienses esse tipo de análise. Mas não quero deixar de alertar para alguns aspectos que foram sucedendo nestes últimos três anos e meio e, a partir daí, antes de ser eu a fazer esse balanço, gostaria que fossem os albergarienses. Mas gostava de fazer alguns reparos. Um deles, é a questão das contas do município. Muito se falou, desde a tomada de posse deste Executivo até aos dias de hoje, das contas da Câmara Municipal. O que é certo é que nós ao longo destes três anos e meio temos vindo a verificar que existem alguns desequilíbrios nas contas do município. Eu passava-lhe a citar alguns exemplos: as despesas correntes do município, nos últimos três anos - estamos a falar do período de 31 de Dezembro de 2001 até 31 de Dezembro de 2004 - cresceram qualquer coisa como 29%, quando as receitas correntes tiveram um pequeno acréscimo, de apenas 13%, o que quer dizer que, tal como o nosso Governo neste momento se vê confrontado com uma situação que é o excesso da despesa corrente - e daí o nosso Primeiro-Ministro, assim como os anteriores, terem solicitado alguma acalmia e alguma contenção das despesas correntes - aquilo que se vem a verificar na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha é que essas mesmas despesas correntes que o nosso Governo pede para serem diminuídas, têm disparado. Começa a haver aqui um desequilíbrio, porque se a despesa corrente sobe muito mais do que a receita, onde é que se vai buscar o dinheiro da diferença? Tem que ser à parte do investimento e passa-se a investir menos para se poderem suportar os acréscimos da despesa corrente. Uma dessas despesas está relacionada com os custos de pessoal. Para que as pessoas tenham uma ideia, em três anos os custos de pessoal da Câmara cresceram 76%. É demais, houve aqui um desequilíbrio. Estas contas terão que ser corrigidas, senão é capaz de suceder aquilo que tem sucedido à maior parte dos municípios portugueses que têm tido algumas dificuldades de tesouraria. Num longo prazo, não serão dificuldades de tesouraria, serão dificuldades inerentes não só à tesouraria, mas que podem colocar em causa os investimentos no concelho. Outra abordagem tem a ver com a auditoria que foi mandada fazer no início do mandato. Dessa auditoria também muito se falou, penso que não se retirou nada dela que não fosse para fins políticos para o PSD. Posteriormente mandou-se fazer um inquérito aos serviços municipais, inquérito esse que foi bastante polémico. O senhor presidente mandou-o fazer, acho que também foi uma vergonha. Mais recentemente fomos confrontados com o não cumprimento de um contrato que estava previamente estabelecido, relacionado com os terrenos da Piscina Municipal.

- Mas o presidente da Câmara acusa o anterior Executivo por esta situação…

A questão é, quem é que arranjou o problema? Foi o anterior Executivo, ou foi o actual? Gostava de esclarecer aqui uma coisa: o problema é da Câmara Municipal, não é do Rui Marques nem do João Agostinho, o problema é de uma Câmara, de um Executivo, não é de «A» nem de «B». Esta gestão, de cujo presidente é o professor João Agostinho, não cumpriu um contrato, contrato esse que estava previamente estabelecido. Portanto, as pessoas que tirem daí as ilações que entenderem. Outra coisa que eu também queria alertar é para o facto deste Executivo estar a viver imenso da imagem das revistas e eu acho que quando uma pessoa pretende viver bastante da imagem e das revistas é porque alguma coisa corre mal. Estão a tentar vender uma imagem para tentar mudar aquilo que está mal, não é por aí que lá devemos chegar: é pelo trabalho e não pela imagem. Outra crítica que eu tenho feito ao senhor presidente da Câmara é a falta de diálogo com a oposição, nomeadamente as suas atitudes intolerantes e prepotentes que tem tido para connosco. Eu, depois desta análise e destas observações, fiz o que gostava que as pessoas também fizessem. Ouvindo a minha pessoa, ouvindo o presidente da Câmara, gostava que as pessoas, nos locais próprios, fizessem o seu balanço, e eu mais à frente o farei de uma forma precisa e concisa. Antes de fazer um balanço na totalidade, gostava que as pessoas pensassem um bocadinho, confrontassem aquilo que eu venho a dizer já há algum tempo com aquilo que o presidente da Câmara tem vindo a dizer, e que depois façam um balanço. E no balanço o activo deverá sempre ser superior ao passivo. Para mim, penso que o passivo tem sido superior ao activo.

- Está a dizer que o actual Executivo trabalha mais para a imagem e menos para o desenvolvimento do concelho?

É isso exactamente que eu quero dizer.

- Os vereadores da oposição, nomeadamente os do CDS/PP, têm razões de queixa da forma como o Executivo os trata?

Essa pergunta deverá ser feita aos vereadores do CDS, mas eu, do contacto normal que tenho com eles, das reuniões que tenho tido com eles, concluo que se passa comigo exactamente o mesmo que com os vereadores do CDS.

- Que propostas o CDS/PP tem para oferecer ao eleitorado?

Sobre o programa de forma concisa ainda não falarei, mas nós temos uma linha traçada, já gerimos um município, sabemos exactamente o que temos para fazer. Perante as observações que fui fazendo ao trabalho do Executivo, algumas coisas têm que mudar. Uma das prioridades é a reestruturação das contas do município. As despesas não podem crescer da forma que têm crescido. Quanto mais gastamos em despesas, menos temos na parte do investimento, e nós estamos numa altura crucial em que o investimento é necessário, por diversas razões. Em primeiro lugar, estamos perante uma fase em que o desemprego tem aumentado drasticamente e, hoje em dia, as próprias autarquias devem ser os principais motores no sentido de conseguir captar os investimentos necessários para fazer face ao aumento de desemprego que temos tido. Deveremos, então, pensar na restruturação das contas do município. Em segundo lugar, acho que temos um município que deve ser prestigiado, um município com grande prestígio. Falei já de dois ou três casos que foram públicos e que, no meu ponto de vista, denegriram a imagem do município. Portanto, tem que se trazer o prestígio novamente à instituição municipal. Em terceiro lugar, e como já frisei, a questão dos investimentos deve ser prioritária e estamos a falar de investimentos reprodutivos, não na noção que o que é produtivo necessita de ser lucrativo mas sim, o lucrativo aqui tem um outro conceito, lucrativo no ponto de vista social, ambiental, de reestruturação das zonas urbanas e das zonas industriais.

- Quer exemplificar com algum projecto em particular?

Ainda não quero falar em projectos particulares. O que eu queria deixar aqui bem vincado é que o investimento reprodutivo, neste conceito que eu lhe dei, deve estar em mente no próximo mandato. Mais: espero ganhar, espero que o CDS ganhe, mas caso não ganhe, que o próximo Executivo tenha isto em mente. Depois, quero dizer que devemos estar preocupados com a população idosa. A população portuguesa tem vindo a envelhecer, não nos devemos esquecer nunca desta faixa etária, mas para nós chegarmos à população idosa há varias etapas da nossa vida e uma autarquia, nas suas funções, nunca se poderá esquecer dessas etapas até chegar à população idosa. E estou-me a lembrar das crianças. Há que investir fortemente na educação, aliás como se tem investido, verdade seja dita, tal como nos outros executivos anteriores. As crianças são os homens e as mulheres de amanhã, devemos investir seriamente na população jovem, naquela que ainda é estudante e tentar desvia-los de mercados que me parece estão completamente liberalizados, e julgo que a nossa preocupação se deve centrar aí. Os jovens à procura de um primeiro emprego não devem ser esquecidos devido às fortes dificuldades que sentem ao entrar no mercado de trabalho. E, é evidente, nunca esquecendo a população idosa, através da eliminação de barreiras que diariamente lhes vão aparecendo. Se nós nos preocuparmos com estas faixas, as crianças, os jovens, os jovens estudantes, os que estão à procura do primeiro emprego, os idosos… se reparar estamos aqui a atingir a uma série de iniciativas no que diz respeito quer à educação, quer à cultura, quer ao desporto, quer aos cuidados para com a população idosa. Por último, gostava lhe dizer que Albergaria começou a ser conhecida, não só pelas vias de comunicação que a atravessam, mas também pela forte zona industrial implementada. Devemos apostar fortemente na zona industrial. Temos ideias definidas sobre o que queremos ver nascer na zona industrial. A forma de crescimento da zona industrial e o crescimento do concelho passa pelo crescimento da zona urbana e da zona industrial, uma simbiose entre ambas.

- Isso significa alargar a zona industrial existente ou criar uma nova de raiz?

A noção que eu tenho é que criar zonas industriais de raiz nos custam imenso dinheiro. Portanto se nós estamos numa fase em que temos que poupar e rentabilizar o que temos, penso que devem ser aproveitadas as infra-estruturas já existentes, e a actual zona industrial deve crescer, como será natural.

- A sua candidatura já tem grandes linhas de acção definidas.

Sim, casos de proceder ao relançamento da zona industrial e represtigiar o município que eu acho que também é algo que devemos ter em conta. Relativamente à população idosa, acho que temos que dar continuidade ao trabalho que tem sido feito. Nem tudo o tem sido feito esta mal, o que está mal feito tem de ser revisto, o que está bem feito pode ser melhorado. Quando nos candidatamos, acho que nunca podemos dizer: «está bem feito, paramos por aqui». Penso que devemos ir mais além, até o actual Executivo, nas suas linhas gerais, sabe que, mesmo aquilo que fez bem feito, vai pretender melhorar. Na questão dos idosos tem vindo a ser feito um bom trabalho, e vamos apenas tentar melhora-lo em alguns aspectos, pois cada um tem o seu modo de actuar e nós teremos o nosso.

- Se for eleito qual é primeira medida que vai tomar?

A primeira medida que irei tomar quando chegar à Câmara, depois de cumprimentar os funcionários, será reestruturar alguns serviços da autarquia.

- A reestruturação passa também pelos SMA ou apenas pelos serviços administrativos e técnicos?

Passará pela reestruturação de alguns serviços, não só pela Câmara Municipal mas também pelos Serviços Municipalizados.

José Manuel R. Silva / Diário de Aveiro, 11/07/2005

CDS admite acordo local com PS para afastar PSD

O CDS-PP "está disponível para entendimentos com outras forças partidárias que, tal como nós, estejam apostadas em mudar a política local", declarou, ontem, o presidente do partido, Ribeiro e Castro, durante um almoço, em Albergaria-A-Velha, que assinalou o arranque da campanha eleitoral dos populares naquele concelho - que os centristas perderam, há quatro anos, para o PSD - e que contou com a presença de Paulo Portas

"Albergaria enganou-se há quatro anos e apeou o CDS do poder. Mas, agora, é tempo de corrigir o erro e voltar a dar nova oportunidade ao nosso partido, depois de verificar o logro em que caiu", sublinhou, perante uma plateia de cerca de 1200 pessoas.

O ex-líder do CDS esteve ao lado de Ribeiro e Castro, ontem, no distrito de Aveiro, por onde foi eleito deputado, mas não discursou. "O partido tem um líder legítimo e , pela minha parte, quando entender falar, falarei acerca da política local e nacional", disse Portas.

"Hoje, vim ajudar quem antes me ajudou, nada mais", disse, em Albergaria-a-Velha. Mais tarde, em Sever do Vouga, instado pelos jornalistas, sobre o seu silêncio político, acrescentou que apenas deixou de ter "contacto com os jornalistas, com o público não!".

Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha durante 16 anos, Rui Marques perdeu as eleições há quatro anos. Desta vez vai em número dois, alegadamente por razões profissionais. Coube-lhe abrir as hostilidades contra o adversário que o arredou da autarquia, o social-democrata João Agostinho, que acusou de ter trocado "projectos estruturantes por uma cultura de imagem pessoal e pelos passeios e pelas festas". Na mesma linha, o candidato à Câmara, Carlos Resende, disse que o concelho "pouco ou nada mudou nestes quatro anos, e, se mudou, foi no sentido da regressão".

"Em três anos - acusou - a despesa corrente da Câmara aumentou 29%, mas ironicamente Marques Mendes diz que João Agostinho é um gestor de grande rigor".

Carlos Resende manifestou-se preocupado por o desemprego no concelho ter ultrapassado os 7,5%. "Muito acima da média nacional", assinalou. Quanto a projectos, garantiu que apostará na criação de um centro de formalidades e de um gabinete de atendimento ao munícipe. E comprometeu-se afazer a discussão pública dos investimentos mais importantes e caros.

JN, 26/9/2005
 Manifesto Eleitoral

Decidi aceitar este desafio, depois de ter reunido um conjunto de pessoas capazes, com provas dadas, e que, ao longo dos anos, muito de si deram a este maravilhoso Concelho.

Na última votação para a Câmara Municipal, vencemos 6 das 8 Freguesias. Neste mandato, fomos dando o benefício da dúvida ao actual Presidente da Câmara Municipal, mas, a acumulação de erros, a falta de perspicácia, a inércia, o desprestígio a que o Município está votado, exigem uma alteração à actual situação.

Começou-se com uma auditoria ao mandato do executivo anterior, que acabou por demonstrar a boa gestão efectuada. Continuou-se com um vergonhoso inquérito, mandado fazer pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal. Mais recentemente, fomos confrontados com o não cumprimento de um contrato préviamente estabelecido, para além dos erros de gestão que se vão acumulando.

Tem-se vivido de imagem e de revistas. Percebemos o descontentamento que existe. É urgente represtigiar a Instituição Municipal e é com esse objectivo que nos candidatamos.

Ao Dr. Rui Marques, uma palavra de agradecimento por acreditar neste projecto, mostrando disponibilidade total para emprestar à nossa equipa um conjunto de conhecimentos adquiridos, que certamente nos servirão para enfrentar os problemas da nossa Comunidade Concelhia.

Um abraço amigo,

Carlos Resende
Eleições Autárquicas 2005 – Programa Eleitoral

Represtigiar o Município e Retomar o Desenvolvimento
Represtigiar o Município representa torná-lo exemplo no quadro dos Concelhos envolventes, nas vertentes do desenvolvimento urbano ordenado, da cultura e da satisfação geral dos interesses dos seus munícipes.

Retomar o Desenvolvimento significa consolidar o melhor existente e avançar com novo impulso em áreas específicas como a criação e implantação de novas unidades na Zona Industrial, e a criação de pequenos polos industriais nas Freguesias com potencial para o efeito.

Significa parar com uma certa degradação no nosso perímetro industrial, no que diz respeito a infra-estruturas, responder a queixas dos investidores, que não têm a sua vida facilitada com a falta de capacidade de resolução de problemas pendentes, e do estímulo a novas iniciativas.

Mesmo em tempo de crise, a nossa Zona Industrial é sempre apelativa para empreendedores, desde que devidamente fundamentadas as suas potencialidades e estabelecido um diálogo permanente com os empresários na busca de soluções para os problemas, o que não tem sido assumido pela Câmara Municipal com o devido carinho.

Não se podem separar estas duas propostas essenciais, as quais têm em vista consolidar o emprego existente e criar mais postos de trabalho, base fundamental para aumentar a procura da habitação, melhorar a actividade comercial, e dar vida a propostas diversas nas áreas cultural e social.

Em suma, fazer com que o concelho dê um novo salto em frente, que lhe altere a imagem de paralisia que se sente no seu dia-a-dia.

Conseguiremos tudo isto com:

    Criação de um Gabinete de apoio ao investidor / apoio às questões da Zona Industrial.
    Construção de um espaço – Centro de empresas / Centro de Formalidades.
    Estímulo à Conciliação entre as actividades profissionais e vida Familiar (protocolos com as empresas).
    Propor a revisão da taxa do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)
    Criação de incentivos à fixação de casais Jovens nas Freguesias do Interior.

O Gabinete de apoio ao Investidor terá, como principal função, dar a conhecer a nossa Zona Industrial, potenciar este espaço e tornar menos burocrático todo o processo de instalação das unidades industriais, desde a aquisição dos terrenos.

Este gabinete, deverá ter um papel preponderante como intermediário entre investidor e todos os contactos a efectuar. Deve ser aligeirado todo o processo, de forma a minorar os custos.

O Centro de Empresas congregará uma série de serviços que permitam, tanto ao trabalhador como à entidade empregadora, resolver uma série de assuntos. Esta deverá ser a grande aposta na Zona Industrial, juntamente com a sua expansão.

Este crescimento não deverá ser dissociado do crescimento da Zona Urbana, que deverá ser ordenado/reordenado, consagrando políticas de requalificação, bem como a garantia de Zonas Verdes e infra-estruturas de comércio, lazer, cultura e recreio, humanizando os ambientes urbanos.

Estimular o aproveitamento dos espaços urbanos no interior da sede do Concelho que, pelo seu estado actual, dão uma má imagem da Autarquia e constituem uma descontinuidade no seu ordenamento. A resolução destes problemas será possível com entendimentos e protocolos a efectuar com os proprietários.

Os novos investimentos, deverão começar exactamente pelos que já foram iniciados  em outros mandatos e que se encontram parados.

    Cine-Teatro Alba (Casa Municipal da Cultura)
    Fábrica de Papel de Vale Maior (Requalificação)
    Quinta do Torreão (Requalificação)

Estes três investimentos de montante significativo necessitam, urgentemente, de uma intervenção de fundo, ou de uma requalificação. Resolvidos estes ou alguns destes problemas, urge continuar a apostar na educação, na cultura, no desporto, nos serviços colectivos, na saúde, na assistência social, com políticas que tiveram início em outros mandatos. É claro que os investimentos terão que ser realizados de forma concertada e nunca esquecendo o IV QCA (próxima fonte de financiamento dos Municípios).
 

Desporto

Nem tudo o que foi feito está mal. O que está bem, devemos melhorar, o que está mal, devemos inverter. O desporto foi uma das grandes apostas dos executivos liderados pelo Dr. Rui Marques.

Esta é uma das áreas onde pretendemos dar continuidade ao trabalho iniciado, com a cobertura total das nossas Freguesias, com pavilhões gimnodesportivos:

    Apoiar a construção do pavilhão de Alquerubim
    Apoiar a construção do Pavilhão de Telhadela (G D Telhadela)
    Apoiar a  construção do Pavilhão de Angeja


Saúde e Assistência Social

Na Saúde e Assistência Social será concerteza uma preocupação, merecendo da nossa parte, uma vigilância apertada.

É certo que a população idosa tem vindo a aumentar, mas também é certo que é nossa obrigação dar uma resposta a tal situação:

    Apoio às acções de voluntariado social – Reforçar o apoio aos movimentos e associações cívicas que prestem serviços no âmbito do voluntariado social, nomeadamente no combate à pobreza,  exclusão social, marginalização.
    Apoiar a construção da extensão de saúde da Ribeira de Fráguas.
    Melhorar as condições físicas das unidades de saúde, facilitando o acesso aos deficientes e idosos.
    Há que apostar nas unidades intermédias de cuidados intensivos em protocolos a realizar com as instituições locais de apoio aos idosos e dependentes, de forma a melhorar o atendimento e qualidade de vida daqueles grupos.

As crianças serão os Homens/Mulheres de amanhã. Temos que lhe dar as condições necessárias para que se eduquem, cresçam em harmonia.

    Conservação dos espaços existentes.
    Promoção de parcerias de Pais / Professores / e entidades locais para actividades concertadas.


Habitação e Serviços Colectivos

Relativamente à Rede Viária, a nossa preocupação deverá ser a eliminação dos pontos negros de sinistralidade e conflitualidade, assim como a ligação da sede do Concelho às Freguesias interiores, não esquecendo a conservação das mesmas.

Pretendemos, acima de tudo, que a nossa comunidade Concelhia cresça em Harmonia, sendo necessário, para o efeito, dar continuidade à revisão do PDM, retomar os planos de urbanização que se encontram parados, tornar os serviços mais próximos do cidadão, com a criação do Posto de Atendimento do Cidadão.

A propósito da criação do Posto de Atendimento do Cidadão há que referir um certo descontentamento dos Munícipes quanto à forma de aceitação das suas pretensões, o que nada tem a ver com o desempenho dos funcionários municipais mas sim com os responsáveis políticos da principal Autarquia do Concelho.

Sabemos que os Munícipes querem mais acção e menos exibição. Preconizamos, por isso, reordenamento e melhoria funcional dos Serviços da Autarquia:

    É necessário dotar o nosso concelho de uma rede de transportes urbanos, em moldes a estudar.
    A criação de condições de acessibilidades para deficientes/idosos deverá ser fomentada.


Segurança e Protecção Civil

Reforçar a segurança dos cidadãos contra a criminalidade e a delinquência, de forma a permitir que, as pessoas, possam viver com tranquilidade e com a confiança de que podem exercer, com liberdade, cada um dos seus direitos.

As políticas de reforço da segurança dos cidadãos, passam pela criação de condições mais propícias para o exercício das funções das forças policiais e por medidas destinadas à realização de uma maior coesão social e de combate à exclusão social.

Estamos certos que, nos dias de hoje, as questões de segurança são dos elementos mais preponderantes na fixação de residentes. O nosso Concelho, nesta matéria, tem registado algumas preocupações. Devemos investir, fortemente, na prevenção.

É nossa intenção, retomar as negociações com o Ministério da Administração Interna, no sentido de existir um Quartel da GNR a Norte do Concelho. Relembramos que, o mesmo, já esteve inscrito em PIDACC (Quartel da GNR da Branca).

Relativamente aos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, esta novela que já se arrasta há algum tempo, deverá terminar a BEM DE TODOS.

Os Bombeiros Voluntários merecem, não só pelo sacrifício e abnegação que sempre demonstram nas tarefas que desempenham, como também pela credibilidade alcançada durante as difíceis intervenções a que são obrigados. Despidos de exibicionismo, não devem ser figurantes nos “palcos” que outros aproveitam para serem vistos.

Com este conjunto de medidas, temos a certeza que promoveremos o Desenvolvimento Sustentado do nosso Concelho, sob o ponto de vista económico, social e cultural.
 
Carlos Resende 2005 
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Candidatura a Albergaria-a-Velha de Carlos Resende

Como contactar a candidatura:
Site: www.carlosresende.com.sapo.pt

Câmara Municipal

Carlos Resende
Rui Marques
Manuel António
Sandra Almeida

Assembleia Municipal

Maria Emília Ribeiro
Saúl Silva
Plácido Silva

Junta de Freguesia de Albergaria a Velha
António Loureiro

Junta de Freguesia de Alquerubim
Joaquim Branco

Junta de Freguesia de Angeja
José Neves

Junta de Freguesia da Branca
Pedro Santos

Junta de Freguesia de Frossos
João Coutinho

Junta de Freguesia de Fráguas
Henrique Martins

Junta de Freguesia de São João de Loure - Arménio Silva

Junta de Freguesia de Vale Maior - Joaquim Bastos

Albergaria-A-Velha é um dos concelhos onde o CDS/PP tem mais esperanças de chegar à presidência. Carlos Resende encabeça a lista que inclui, em número dois, o antigo presidente Rui Marques que foi derrotado em 2001 por 149 votos pelo actual ocupante do cargo, o social democrata João Agostinho.

A vitória foi novamente do PSD de João Agostinho.