terça-feira, 21 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

imagens

RELÓGIOS PÚBLICOS para Igrejas, Câmaras, Escolas, Gares

RELÓGIOS - com 8 dias de corda, dando horas, repetição e meias.

RELÓGIOS - Electro-automáticos com reserva de corda para 30 horas na falta de corrente.

RELÓGIOS - Carrilhão Westminster para 5 sinos.



Miguel Marques Henriques - anúncio de 1958

ver também:

http://novos-arruamentos.blogspot.com/2010/04/miguel-marques-henriques.html

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O Largo da Praça

Havia dióspiros no largo da praça.

E livros de segredos adultos, nas prateleiras…

E o Vasco Mourisca que me perguntava se eu teria idade para perceber o que lia...


Maria Miranda 10.02.2009

(...) uma figura inesquecível numa terra (Albergaria a Velha) onde havia "normas, tratados, filósofos e sábios" mas a loucura, saudável visão da diferença para quem era adolescente, era a do Dr. Vasco Mourisca.

Como eu gostaria hoje de ter aproveitado melhor a sua presença.

MM

Somos da terra onde criámos raízes, nem sempre da terra onde nascemos. Passei, até aos meus 20 anos, as férias em casa dos meus avós em Albergaria (Campinho/R. Cruzes). As minhas melhores memórias, de criança a adolescente, repousam aí! Albergaria, nesses idos anos 60, ainda respirava uma ruralidade romântica para quem crescia na cidade....lugares, pessoas, cheiros, sentimentos, tudo já tão longe e, no entanto, tão vivo em mim!... ...mas hoje não reconheço essa Albergaria da minha memória. Como todas as terras, talvez como nós próprios, mudou. Para melhor ou pior? Não sei, o que torna um lugar reconhecível é, talvez, um poço com maças frescas, e esse já não existe...

MM

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Banda Alba


Fico sempre bem disposto quando ouço ao longe uma filarmónica que se aproxima.

Toquem bem ou mal - se possível bem - é sempre uma alegria.

Lembra-me sempre o meu avô materno, que fazia parte da banda "Alba". O meu avô paterno também tocou, mas já não foi no meu tempo. Contudo guardo religiosamente uma foto velhinha, já sépia, onde ele está com a banda (com contra-baixo e tudo!).

E os corêtos (escreve-se assim?) no meio das praças...

Em muitos lugares, estas bandas eram pequenos oásis no deserto musical e sócio-cultural.

Para muito boa gente, era o único meio de aprenderem música, mesmo que por vezes algo rudimentar.

Para além disso, valia pela alegria, pelo convívio.

Salvo erro, foi com o Óscar, ou com o primo dele que, numas férias em Caminha, ouvimos uma boa versão de um excerto da "1812". Há (Ah) que tempos!

Jorge Resende

Não resisti a scanar a foto (...)

(mesmo sem retirar o caixilho)

É o segundo a contar da esquerda (ainda mancebo e franzino).

JR

Nota: O Prof. Jorge Resende foi uma das vitimas do acidente ocorrido em Agosto na A25. Aproveitamos para colocar aqui o texto e a foto em que lembra os seus avôs.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

1991: Albergaria Merece Ter Rádio

ALBERGARIA MERECE TER RADIO (Beira-Vouga aguarda a vinda do alvará)

Ninguém, nos tempos de hoje, ousará questionar a importância de uma estação emissora de âmbito local ou regional no catapultar de uma determinada área geográfica ou de uma simples localidade.

O certo é que os exemplos vizinhos revelam-nos, com a sua experiência de vida e com os resultados, por consequência lógica, daí advindos que os órgãos de comunicação social falada têm realizado um extraordinário trabalho de promoção da cidade, da vila ou até mesmo da aldeia onde estão inseridos, sem esquecer que a sua genese está marcada por esse «mui sui generis» orgulho de amar a terra e a cultura tão enraízadas nos usos e costumes das populações que lhes deram ânimo e forças para frutificar.

No entanto, Albergaria, vila avita de ilustres antepassados e de «mui» nobres valores, não foi uma das localidades contempladas com uma frequência radiofónica que lhe permitisse agora estar a produzir o tal trabalho de promoção da terra que somos e de divulgação da cultura que temos.

Muitas pessoas perguntar-se-ão porque é que Albergaria, localidade em franco e reconhecido desenvolvimento, não têm uma rádio. Será que não tinha ou não tem direito? No concurso a que foi sujeita, não continha o seu projecto os necessários requisitos para obter o indispensável alvará? Pura e simplesmente, ninguém concorreu?

Perguntas que os albergarienses farão com toda a legitimidade, mas para as quais não temos resposta. Perguntas que encerram «questiunculas» pessoais e transmissíveis que, a serem de novo içadas ao mastro «pater» da praça pública, nada de novo ou de relevante trariam porque são questões passadas e, claro está, tautológicas.

Não interessa agora apontar o dedo a quem quer que seja ou muito menos, apurar responsabilidades. Não é ou não deve ser essa a nossa orientação.

Mas, e pelos exemplos anteriormente citados, fácil se torna eduzir que Albergaria só teria a ganhar com uma estação emissora que reflectisse aquilo que é: uma vila dos anos noventa, preparada para assumir os desafios de um novo milénio. Uma rádio que revelasse a realidade que somos como vila de fortes e enraizados valores humanistas que hoje permanecem inquestionáveis e inevitavelmente sólidos. Um posto emissor que fosse capaz de levar mais longe a nome da terra que deu guarida a tantos sonhos e que hoje abarca outros tantos impregnados de um invejável misto de lucidez e delimitada amplidão de horizontes.

Albergaria merece ter rádio!!

É do domínio público que o projecto recentemente assumido para um «novo» Beira-Vouga não se esgota num periódico quinzenal. O projecto que revitalizou o Beira-Vouga tem um outro alcance, bem diferente daquele que os nossos olhos entendem.

Dizer nascer uma rádio é uma legítima pretensão do nosso director. Que me perdoe o amigo Augusto Silva por «pessoalizar» o assunto por enquanto e ainda, «a ideia da rádio é d'Augusto»!

Por incrível que pareça, este (ainda) não é um projecto comum do colectivo da vila. E, se queremos passar uma vez por todas das intenções aos actos, devemos começar por assumi-lo como «ideia» dos albergarienses para uma Albergaria nova que todos nós queremos ver edificada.

Que me perdoem os mais cépticos por abordar questões sensíveis.

É certo que já fui acusado de insensível por ter tido a coragem de «mexer» em «coisas»... sensíveis...

Mas, caros leitores, a razão é simples. Permitindo-me citar Alvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, direi: «Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência!

José Manuel Alho / Beira Vouga, 10 de Setembro de 1991

domingo, 28 de novembro de 2010

Os melhores de 1986

Quase 24 anos depois relembramos a Festa organizada pela Rádio Osseloa para galardoar os melhores do Desporto em 1986:



Festa «Os melhores de 1986» da Rádio Osseloa foi o culminar de uma iniciativa feliz

(Estivemos na) festa que a Radio Osseloa, de Albergaria-a-Velha, levou a efeito no ultimo sábado para entrega dos prémios aos distinguidos pelo programa "Pontapé na bola e às vezes na tola", um espaço desportivo daqueia estação de rádio local, que é coordenado por Jacinto Martins.



O Salão de Festas dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, encheu-se a abarrotar de público que ali foi participar numa cerimónia que serviu para galardoar 54 pessoas e instituições, como atletas, dirigentes, treinadores, clubes, bandas de música e jornais local e distrital, cabendo neste, último caso as distinções ao "Beira Vouga" e ao "Diário de Aveiro".





A tocata do Rancho Folclórico e Etnográfico proporcionou agradáveis momentos de interesse artístico a abrir a festa, sendo significativo o momento que serviu para a apresentação de todos os colaboradores e dirigentes da Rádio Osseloa.



Momento alto desta sessão foi a entrega de uma máquina de escrever com caracteres Braille ao invisual João Paulo, resultado da iniciativa daquela Rádio local coma colaboração do jornal quinzenário "Beira Vouga" que proporcionaram uma subscrição pública - em que se conseguiram 100 contos para a referida máquina.





O Presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, Dr. Rui Pereira Marques, encerrou a sessão aludindo a que "esta iniciativa é a prova evidente da força anímica do albergareismo e do carinho das suas gentes pela Cultura, pelo Desporto e pela rádio de âmbito concelhio e regional".


No final, e enquanto no salão dos Bombeiros se dançava até as tantas, os galardoados e acompanhantes contraternizaram no decorrer de um beberete oferecido pela organização que, sem dúvida, primou pela forma aberta e fraterna como idealizou uma jornada que a todos agradou sobremaneira.





Diário de Aveiro, 04/02/1987




A Rádio Osseloa pertencia à Cooperativa de Radiodifusão - Radio Osseloa Crl. Após a legalização das rádios locais nenhum alvará foi concedido às rádios do concelho. A frequência do concelho era o 101.9.


Cooperativa de Radiodifusão - Radio Osseloa Crl
R 25 DE ABRIL LT 7 4 DT AP 158
ALBERGARIA A VELHA
3850-000 ALBERGARIA-A-VELHA
Contribuinte:  501762817
 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Casa e Castelo da Boa Vista

Construção Moderna - Revista Quinzenal Ilustrada Sob a Direcção de um grupo de Constructores - Collaborada por Distinctos Technicos da Especialidade

Projecto e execução de Joaquim António Vieira, autor de diversas casas nobres, como a da viscondessa Silva Carvalho (Lisboa) e a de António Maria da Costa (Estoril).

Situa-se na Praça D. Tereza e Rua do Hospital Albergaria-a-Velha.

O palacete da Boa Vista, com o Torreão e terraço ameiado, foi construído no local onde ficava o edifício do Real Hospital de Albergaria. O lugar e as ruínas foi arrematado, por João Patrício Álvares Ferreira, em 17 de Setembro de 1895.

A construção decorreu entre 1897 e 1902. Na fachada principal tem indicado o ano de 1900.

A casa foi construída propositadamente para nas lojas ser instalada uma farmácia tendo ainda um anexo acastelado.

A casa foi destacada na edição de 20 de Fevereiro de 1905 da revista "A Construcção Moderna" .
Foi aí que começou o Colégio de Albergaria e na parte virada para a Rua ficavam as "Padarias Reunidas" de Albergaria-a-Velha.

O edifício foi adquirido pela Camara Municipal de Albergaria-a-Velha.

As obras de adaptação do palacete da Boa Vista, futura Biblioteca Municipal de Albergaria-A-Velha, arrancam até ao final do ano.

Da autoria do arquitecto Eduardo Costa Ferreira, prevê uma área bruta de construção de 1.906,10 m2, sendo que o modelo de estrutura a adoptar será o tipo B.M.2, definido no Programa de Apoio às Bibliotecas Públicas da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

"Para além de preservar os aspectos de maior valor patrimonial do palacete – onde se incluem as nove telas de Domingos da Costa (1910) que já foram retiradas para restauro em Junho – a Biblioteca vai ter um corpo novo, que vai surgir nas traseiras do actual edifício", refere nota camarária.

Noticias de Aveiro

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Autores Albergarienses

Lançamentos recentes:

Padre Armando Marques - Os Pés de Um Homem Nas Pegadas de Deus [Lançamento em Aguada de Baixo - 20/11/2010]

António Souto (com Armindo S) - O Tempo Das Palavras [Setembro de 2010]

Conceição Gonçalves - Longos São Os Caminhos [Outubro de 2010]

Curiosamente nenhum dos autores reside actualmente no Concelho de Albergaria:

- Padre Armando Marques (Valmaior, 06/10/1941) é pároco em Aguada de Baixo;

- António José Souto Marques (Angeja, 1961) é professor em Lisboa;

- Mª da Conceição Loureiro Gonçalves (Frossos, 01/01/1968) vive e trabalha no Luxemburgo;

sábado, 6 de novembro de 2010

Aniversário do Arquivo Municipal


O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha comemora o seu segundo aniversário no próximo dia 21 de Novembro com um dia aberto à comunidade.

Nessa tarde de domingo serão abertas as portas para uma visita guiada às várias divisões do edifício, mesmo as salas que estão interditas ao público. A participação é gratuita mas obriga a uma inscrição prévia.

O tema da visita é "Em Busca dos Documentos Antigos". Oportunidade única para ver o Foral Manuelino de Frossos que, devido aos seus 500 anos, é conservado em cofre. Mais recentes são os documentos das antigas câmaras de Paus e Angeja (séc. XIX). A comemorar-se o centenário da República, serão ainda apresentados documentos da época em que a monarquia caiu.

[sugestão:]

Comemorando-se este ano os 100 anos da república, e até aproveitando a edição do Livro "Albergaria-a-Velha 1910 - Da Monarquia À República", porque não promover uma exposição alusiva a essa época.

domingo, 31 de outubro de 2010

Albergaria-a-Velha 1910

O dia 5 de Outubro de 1910 na Vila de Albergaria-a-Velha foi igual a tantos outros. Só no dia 6, pelas 11h00 da manhã, foi recebida a notícia da proclamação da República em Portugal, mas isto por meio de informações particulares, pois na altura as comunicações telegráficas e postais eram fracas na região. No dia seguinte, chegaram as primeiras notícias oficiais e pelas 16h15, alguns rapazes içaram uma bandeira republicana nos Paços do Concelho, atiraram alguns foguetes e a Philarmonica Albergariense percorreu as ruas da Vila. Mas será que o povo se juntou à festa?

Esta obra, que resulta de um estudo profundo da época, revela dados curiosos sobre como os Albergarienses viveram a queda da Monarquia e o nascer de uma nova era, que se esperava mais próspera.

Fonte: CMA

A apresentação do livro "Albergaria-a-Velha 1910 – da Monarquia à República", da autoria dos historiadores albergarienses Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário, irá decorrer no dia 6 de Novembro de 2010, pelas 17h00, no Salão Nobre dos Paços do Município de Albergaria-a-Velha.

sábado, 23 de outubro de 2010

2002: Nova sede da Junta

Na sua reunião ordinária de Agosto, o executivo da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha tomou diversas deliberações, entre as quais a de promover mais uma edição do concurso de fotografia, uma tradição que já vem de há anos e que irá decorrer no último trimestre deste ano. O regulamento está a ser ultimado e nas próximas semanas será aprovada a sua versão final.

Quanto a apoios a colectividades, foram contemplados eventos realizados pelos grupos folclóricos Cultural e Recreativo, Malmequeres de Campinho e Etnográfico, todos sediados na freguesia de Albergaria-a-Velha e que entre outras actividades, organizam ou organizaram os seus festivais, o mesmo acontecendo com os ranchos da Casa do Povo e As Lavadeiras do Vouda, ambos da vila de Angeja e que, habitualmente, colaboram nas iniciativas da Junta de Albergaria, o que justifica, ainda que excepcionalmente, a atribuição dos apoios, dado tratar-se de instituições não sediadas na freguesia.

Um pedido de apoio, oriundo da Associação Alba Saudade, que visa a colocação de um busto, em lugar a definir, do grande benemérito e empresário que foi Augusto Martins Pereira, cujo orçamento ronda os 8.500 euros (1.700 contos), fica a aguardar o desenvolvimento do processo, ao qual a Câmara Municipal também irá ligar-se, mas é certo que o Junta dará o seu apoio à iniciativa da associação que representa os antigos jogadores, dirigentes e outras figuras que ao longo de mais de 60 anos deram algo de si ao Sport Clube Alba.

A Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha está a fazer o levantamento dos seus bens móveis e imóveis, em ordem a actualizar o cadastro dos mesmos, como é o caso do novo edifício da Junta de Freguesia, na antiga escola primária do Conde Ferreira, contígua à Câmara Municipal e cujas obras estão concluídas, devendo a nova sede da Junta ser inaugurada até final do ano em curso, por um ou mais membros do actual governo de Durão Barroso.

Soberania do Povo, 23/08/2002

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Proc. nº 14/09.5T2ALB – Execução Ordinária

Proc. nº 14/09.5T2ALB – Execução Ordinária Tribunal da Comarca do Baixo Vouga Juízo de Média e Peq. Inst. Cível

Venda extra-judicial dos bens imóveis penhorados no âmbito do processo n.º 14/09.5T2ALB – Carta Precatória, cujos executados são a sociedade Reficel, S.A. e Celrisco – Sociedade de Reciclagem de Papel e Produtos de Celulose, S.A., que a seguir se identificam:

Verba N.8 – Conjunto industrial, com área total de 6.164m2, sito em Carvalhal, freguesia de Ribeira de Fráguas, concelho de Albergaria-a-Velha C.R.P. de Albergaria-a-Velha sob o n.º 1984/Ribeira de Frágua e inscrito no artigo matricial 941/Ribeira de Fráguas.

Verba N.º13 – Conjunto de edifícios fabris destinados à indústria de pasta de papel com escritórios, armazéns, edifício destinado a serviços sociais de r/c e 1.º andar e logradouro - com área total de 33.873 m2, sito em Quinta do Caima – Carvalhal C.R.P. de Albergaria-a-Velha sob o n.º 3399/Branca e inscrito nos artigos matriciais sob os artigos 1641 e 2575/Branca.

Moradias localizadas na freguesia da Branca

Verba N.º16 – Prédio urbano, composto por casa de habitação de r/c e 1.º andar, com dependências e logradouro, área total de 160m2, sito em Quinta do Caima C.R.P. de Albergaria-a-Velha sob o n.º 3577/Branca e inscrito no artigo matricial 1184/Branca. Verba N.º18 – Prédio urbano, composto por casa de habitação de r/c e 1.º andar, dependências anexas e logradouro, com área total de 750m2, sito em Carregal C.R.P. de Albergaria-a-Velha sob o n.º 715/Branca e inscrito no artigo matricial 2678/Branca.
Verba N.º19 – Prédio urbano, composto por casa de habitação de r/c e 1.º andar com anexos e logradouro, com área total de 2.200m2, sito em Carvalhal C.R.P. de Albergaria-a-Velha sob o n.º 4910 e inscrito no artigo matricial 1672/Branca.

Terrenos rústicos (Ribeira de Fráguas)

Vale da Presa (Verbas N.ºs 1, 2 e 3); Matinhas (4, 5 e 6); Palos ou Poias (7); 9 - Vale da Presa ou Bessadas; e 10 - Carvalhal de Baixo ou Cabeço da Mata.

Terrenos rústicos (Branca)

11-Cavadas de Cima, 12-Ponte do Carvalhal, 14-Murtal, 15-Feiteira e 17- Viveiro - Quinta do Caima.

Fonte:Avaliberica

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

Legado Napoleão 1960

 
Decisão sobre um legado

Como é do conhecimento dos nossos leitores, administra a nossa Câmara Municipal um importante legado doado pelo benemérito albergariense falecido em Lourenço Marques, Napoleão Luís Ferreira Leão, o qual se destina sobretudo a construção de casas para pobres de utilização gratuita.

Mercê de uma decisão do Governador da Província de Moçambique, a maior parte da concessão da Matola foi anulada e indeferido o pedido de remissão do foro. Por isso, a Câmara Municipal recorreu desta decisão, tendo o Conselho Ultramarino, em acórdão recente, anulado por sua vez aquela decisão do Governador da Província.

Considerado o valor do legado que totaliza aproximadamente 20.000.000$90 e embora à Câmara só caibam duas terças partes o resultado final pleito, em que interveio como advogado do Município o sr. Dr. Alfredo de Sousa e Melo, deve encher de regozijo todos os albergarienses.

Neste momento aguardam-se ainda algumas diligências com viste à possível alienação do Legado cuja administração nas condições actuais, é bastante difícil.

(Do «Jornal de Albergaria»)

- republicado na Gazeta dos Caminhos de ferro

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Dissertações chronológicas

Dissertações chronológicas e criticas sobre a história e jurisprudência







quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Vila ou Cidade

Albergaria-a-Velha pretende ser elevada a cidade. A nossa terra tem melhores condições que muitas cidades embora falte melhorar em muitos aspectos. Mas pergunto eu: Será melhor ser cidade de 5ª categoria ou vila de primeiro nível?

Qualquer terra à nossa volta já é cidade há bastantes anos pois desde há algumas décadas que há uma proliferação de Vilas e Cidades!

Sintra é Vila e sede de um concelho onde existem algumas cidades. Não nos podemos comparar a Sintra mas também nós deveremos ter orgulho na nossa condição.

Leigo nestas matérias não sei que vantagens poderá trazer uma eventual elevação a cidade. Caso não esclareçam as vantagens dessa elevação continuarei a prefirir que seja Vila mas que tenha condições de uma boa Cidade e que se desenvolva cada vez mais quer seja Vila ou Cidade.

Notícias surgidas hoje na comunicação social:

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Aveiro apresentaram um projecto de lei na Assembleia da República a propor a elevação a cidade da vila de Albergaria-a-Velha.

O presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, João Agostinho (PSD), está confiante de que a vila vai ser cidade uma vez que "reúne os requisitos previstos na lei para subir de estatuto".
Em declarações à Lusa, o autarca lembra que este projecto de lei partiu de uma proposta feita pela autarquia aos deputados do PSD e conta com o apoio de todos os partidos que fazem parte do executivo camarário.

Lusa, 30/09/2010

Subir de estatuto?

Como referiu o Discente K, em texto republicado num anterior post, quais seriam as vantagens de ser uma cidade?

Alguns requisitos para ser cidade:

8000 Eleitores

S/N-instalações hospitalares com serviço de permanência
S-farmácias
S-corporação de bombeiros
N-casa de espectáculos e centro cultural
N-museu
S-biblioteca
S/N-instalações de hotelaria
S-estabelecimento de ensino preparatório e secundário
S-estabelecimento de ensino pré-primário e infantários
S-transporte público (urbano e inter-urbano)
S-parques ou jardins públicos.

Será que poderemos esperar um Museu independentemente de subirmos ou não de estatuto?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Distrito de Aveiro

Foram comemorados recentemente os 175 anos do Distrito de Aveiro.

O Distrito foi criado a 18 de Julho de 1835, constituído, então, por 53 concelhos. São 19 os concelhos que compõem actualmente o Distrito de Aveiro.

Governadores Civis com ligações a Albergaria-a-Velha:

José Henriques Ferreira foi um dos nomes ligados à criação do Distrito embora ainda não houvesse GC.

Alfredo Monteiro de Carvalho (1) - 18/08/1910 a 04/10/1910

Gaspar Inácio Ferreira - 18/08/1932 a 25/03/1936

(1) Conselheiro ALFREDO MONTEIRO CARVALHO, natural do concelho de Tondela. Formado em Direito. Delegado na Anadia, Juiz da Instrução Criminal de Lisboa, Procurador da República na Relação de Coimbra, reformado como Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.


ver também:

http://novos-arruamentos.blogspot.com/2009/05/distrito-de-aveiro.html
Página do Governo Civil

Informação de Albergaria-a-Velha numa página antiga do Governo Civil

Educação e Saúde

EDUCAÇÃO

- Existem 29 estabecimentos de ensino primário e 24 lugares de jardim de Infância.

Possui ainda os seguintes estabelecimentos:

- Colégio de Albergaria-a-Velha

- Escola Secundária

- Escola de ensino básico 2,3 da Branca

- Escola Básica integrada 1,2,3 de s. João de Loure

- Biblioteca da Fundação Calouste Gunkenkian

SAÚDE

Albergaria-a-Velha tem Serviço de atendimento Permanente que funciona até as 24 horas; está programada a construção de um Centro de Saúde para a Branca; todas as freguesias com excepção da de Vale Maior têm posto médico, farmácia ou posto de medicamentos.

INDUSTRIA

Com uma excelente zona industrial, o desenvolvimento da Vila de Albergaria assenta no forte desempenho do sector secundário.

 As actividades mais significativas são as seguintes: Fundição, Metalomecânica, Confecção de têxteis, Transformação de madeiras e papel, fabrico de mobiliário, Fabrico de material cirúrgico, Cerâmica, Plásticos, equipamentos sanitários, Construção civil, Restauração, Panificação e Catering.

COMÉRCIO

Em Albergaria-a-Velha o comércio ainda é tradicional, onde predominam o comércio retalhista, automóveis, mobiliário e decoração, informático, plásticos, fundição, etc.

Demografia

ÁREA : 156 Km2

POPULAÇÃO: 24.146  

FREGUESIAS: 8

Albergaria-A-Velha, Alquerubim, Angeja, Branca, Frossos, Ribeiras de Fráguas, S. João de Loure e Valmaior

Nº DE ELEITORES:  19 394 (1998)

DENSIDADE POPULACIONAL: 155 hab/km2

FERIADO MUNICIPAL:  3º Domingo de Agosto

 ( Romaria em honra de Nossa Senhora do Socorro).

RECEITAS FISCAIS: 401.704.867$00 (2000)

Acessibilidades e Segurança

ACESSIBILIDADES

Beneficiando de uma invejosa posição estratégica à Vila de Albergaria confinam as mais importantes vias de comunicação do País.

- IP1 – ligação nó de Albergaria
- IP5 – ligação nó de Talhadas e nó de Albergaria
- EN16 – ligação a Sever do Vouga
- IC2 – ligação nó de Albergaria
- Helipista


Em projecto

-Duplicação do IP5

SEGURANÇA

A vila tem quartel da Guarda Nacional Republicana bem próximo do centro. Sente-se a necessidade de outro quartel, designadamente na Vila da Branca.

GASTRONOMIA

 O concelho de Albergaria apresenta uma gastronomia muito variada onde salientamos: A lampreia, as enguias fritas ou de caldeirada e ruivacos; Leitão assado à moda de Angeja; Rojões com grelos; Cabrito Assado.

Para sobremesas aconselhamos: Os biscoitos turcos e raivas; Doces de gemas; Pão doce; Regueifa; suspiros e o tradicional arroz doce.


TURISMO

Situado onde as serras terminam e a planície começa, é banhado pelos rios Caima e Vouga onde não faltam as paisagens deslumbrantes dos vários pontos do Concelho.

Dominado pelos rios Vouga e Caima os quais conferem a pratica da agriculta nos Vales de Ribeira de Fráguas, Vale Maior, Angeja e Frossos. Num deambular pelo concelho o património natural e ecológico estão bem presentes. Uma visita ao Paque do Monte da Senhora do Socorro é obrigatória. Na Pateira de Frossos as aves migratórias encontram refugio, ans freguesias de Ribeira de Fráguas, Vale Maior e campos agrícolas de Angeja e Frossos, desfruta-se de uma magnifica paisagem verdejante e dos pontos mais elevados da Branca, nomeadamente no Monte S. Julião, pode-se avistar toa a zona desde aí até à Ria de Aveiro. Do património edificado aconselhamos uma visita às Igrejas das oito freguesias que compõem o Concelho de Albergaria. Os Pelourinhos de Angeja e Frossos e toda a caracterização do seu urbanismo representam a  municipalidade destas duas Freguesias.


ARTESANATO

- Produção artesanal dos cestos de vime
- trabalhos de tear
- tapeçarias
- miniaturas em madeira

sábado, 25 de setembro de 2010

Igogo


Recomenda-se uma visita ao iGoGo - Portal de Turismo de Portugal.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Recordações do anuo de 1842

Portugal: Recordações do anuo de 1842. Traduzido do allemão Por Felix Maria Vincenz Andreas Lichnowsky (Fürst von)

Perto da meia noite chegámos ao Porto; depois de poucas horas de descanço montámos de novo, pois que tinhamos ainda de fazer uma longa marcha. Entrámos na província da Beira por um valle agradavel junto á Feira ; ao meio dia, depois de uma jornada de cinco legoas, parámos além de Oliveira de Azemeis em uma pequena aldèa meio occultada por um grande numero de arvores, e que se chama S. João da Madeira.

Á tarde descobrimos entre a nova, e a velha Albergaria a primeira, e mais completa matta de córte de Portugal; são pinheiros de grande altura, quasi todos da mesma especie ; os cortes fazem-se regularmente, e tem-se mesmo feito novas plantações; era isto mais do que eu esperava, e explica-se pela circunstancia de se achar esta matta proxima do mar, e ter sido aproveitada desde muitos seculos para construcções navaes.

Atravéz de uma clareira descobria-se uma bella perspectiva de extensos valles, o Vouga, e a planície e ria de Aveiro. Tendo atravessado o Vouga sobre uma grande ponte, fizemos alto á noite na Albergaria velha, que é a estação media no caminho do Porto a Coimbra.

Muitas caravanas de machos, que tinham chegado antes de nós, haviam tomado já a maior parte do espaço nesta grande mas unica hospedaria, de maneira que nóS só com difficuldade obtivemos alojamento; alguns Allemães que vieram mais tarde, entre elles o sobrinho do meu amigo Meyer consul geral em Bordeos, e o Snr C. de Hamburgo, tiveram de contentar-se com o pavimento da casa de jantar.

Ainda que diariamente chegam aqui muitas cavalgadas, (por que quasi ninguem viaja só), e nunca se encontra nem logar, nem comida sufficiente; comtudo até agora nem o estalajadeiro tratou de fazer melhores acommodacões, nem outro indivíduo se lembrou de estabelecer uma segunda hospedaria ; a industria, e o conforto acham-se ainda n'um estado muito primitivo naquella terra. Esta região parece em geral (...)
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Assinaturas

Jornal Beira Vouga, 1990

Jornal de Albergaria 2004

MAIS UM ANO DE PUBLICAÇÃO

O Jornal de Albergaria completou este mês de Fevereiro [de 2004] o seu 11º ano de Publicação.

Longe vai o ano de 1993 em que um grupo de albergarienses se congregou em torno do projecto de (re) construir um jornal verdadeiramente local que, com seriedade, empenho e inteligência, servisse o concelho de Albergaria-a-Velha.

Servir Albergaria era encarado sob duas perspectivas: por um lado, dar notícia dos pequenos/grandes acontecimentos da vida das nossas gentes e das nossas instituições. Notícias que não teriam lugar em jornais de maior dimensão, mas que nos interessavam, pois, fazendo parte do nosso quotidiano, eram pedaços da nossa vivência mais chegada. Por outro lado, discutir a nossa comunidade e a nossa terra, pensando uma e outra como uma realidade histórica, vindo coerentemente do passado e projectando-se no futuro.

Interessava um jornal local que soubesse colocar com clareza questões eternas e tão óbvias como as de saber 'de onde vimos´, 'quem somos´, 'para onde vamos'. Ou seja, questões de identidade sócio-cultural.

Infelizmente, da equipa inicial de pessoas que pensaram o projecto, poucos foram os que vieram a participar regularmente na sua execução. Bem decisiva, pelo contrário, veio a revelar-se a colaboração e o apoio de quem não foi fundador, mas que abraçou o projecto de um jornal local com entusiasmo e verdadeiro sentido cívico.

Como quer que seja, o que importa é que o Jornal de Albergaria entra no 12º ano de publicação, contando com um grupo de colaboradores interessados e dedicados. É já um jornal adulto, maduro, consciente da sua importância social. E isto já é gratificante.

Sublinhamos o sentido agradecimento aos nossos colaboradores, pois sem eles o Jornal de Albergaria não seria possível, e aos anunciantes, que nele confiam e lhe garantem o necessário suporte financeiro. À direcção da proprietária do Jornal de Albergaria, a Cooperativa de Comunicação Social, na pessoa do seu presidente, sr. Mário Vidal da Silva, apresentamos públicos agradecimentos pelo apoio inexcedível que sempre nos prestou. Nos bastidores do jornal, a Direcção foi sempre um amparo firme e seguro, que deve ser realçado.

Se o Jornal de Albergaria está de parabéns, é justo que reenviemos as felicitações aos nossos leitores e assinantes, que são a razão de ser de qualquer publicação. Foi por eles que o jornal nasceu, é por eles que o jornal existe.

Mário Jorge L. Pinto, Jornal de Albergaria. 25/02/2004

Curiosamente não foi publicado qualquer texto aquando da passagem do 15º aniversário do periódico ocorrido em 2008. Num momento em que está a passar por uma fase de restruturação fica aqui os nossos desejos para que consiga dar um passo em frente e que dure por muitos e bons anos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Festa da fraternidade

Imagem com a representação da Igreja paroquial antes das obras.

(Foto da Igreja)


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Albergaria-a-Velha 1954


(Texto de 1954)
ALBERGARIA-A-VELHA é uma povoação antiquíssima a que deu nome uma albergaria fundada por D. Teresa, mãe do Rei conquistador, e onde ainda se pode admirar a inscrição «Albergaria dos Pobres e Passageiros da Rainha D. Teresa».

Situada nos cruzamentos das estradas Lisboa-Porto, Porto-Aveiro, e Porto-Viseu, a sua importância topográfica ditou em 1919 a sua ocupação pelas tropas Couceiristas e a proclamação da Monarquia, que já estava implantada no Norte.

Uma indústria florescente das fábricas de papel, telha, pasta, louças e serração, minas de cobre, algumas com cerca de mil metros de profundidade, uma estação de caminho de ferro de grande movimento, carreiras de camioneta para Coimbra, Lisboa, Porto, Aveiro, Viseu, etc., completam um quadro muito diferente.

E a este progresso podemos acrescentar o comércio intenso de madeiras, vinhos e outros produtos agrícolas, a que o Estado Novo de modo algum tem sido estranho.

Por intermédio da Câmara Municipal, tem vindo a ser desenvolvida uma acção persistente, salientando-se a acção do seu presidente o sr. Comendador Augusto Martins.

Nunca é demais assinalar que se não fosse o esforço administrativo dos homens bons de cada concelho, em prol do progresso material e espiritual da sua terra, numa luta quotidiana que tem de ser travada contra a inércia e o comodismo de muitos responsáveis, se não fosse o espírito de sacrifício e o desinteresse por particularismos que só dividem e prejudicam, não poderíamos hoje contar, como contamos, com uma Albergaria-a-Velha completamente transformada, no aspecto físico como no moral.

*

Na verdade e começando pelas obras públicas realizadas na vigência do Estado Novo, comparticipadas ou não pela Câmara, temos: reparações das estradas municipais de Pardos à Barca do Almear; idem de Frias a Frossos; de Albergaria-a-Nova — lanço do Palhal — à E.N. 16-3.ª; de Angeja a Fontão; de Paus a Alquerubim, 1.ª fase; de Albergaria-a-Nova — lanço da E.N. 1 — para o Carvalhal; de Souto da Branca a Fradelos, por Casaldina — 1.ª e 2.ª fases; desde o campo da Feira dos 22 até ao cemitério de Albergaria-a Nova a Ribeira de Fráguas — fase única e rectificação da Av.ª Máximo de Albuquerque e Largo do Hospital.

Obras concluídas — ampliação do cemitério da Vila de Albergaria-a-Velha.

Obras em curso: abastecimento de água à vila de Albergaria-a-Velha e aos lugares de Assilhó e Sobreiro.

Obras projectadas: em estradas, reparação da de Sobreiro a S. Marcos; da de Azenhas (Colmoma) à estrada municipal n.º 6; de Azenhas até ao Fial, passando por Salgueiral; da estrada municipal 26 até Telhadela, de Ribeira de Fráguas ao Carvalhal — 3 fases; de Beduido à Igreja de Alquerubim e de Pinheiro a Anotas.

Em Águas e Saneamento, está em curso o abastecimento de águas à vila de Albergaria-a-Velha e aos lugares de Assilhó e Sobreiro, cujo orçamento prevê uma despesa de 2.000.000$. Projecta-se, estando para isso votada a verba de 1.000 contos, abastecimento de água à freguesia de Vale Maior; lugares de Fontes e Ameal da freguesia de Alquerubim; lugar de Igreja da freguesia de Ribeira de Fráguas; lugares de Laginhas, Escusa e Casaldina da freguesia da Branca.

Na obra de electrificação de todo o concelho que está em vias de conclusão, despenderam-se já 1.600.000$. Como índice do que se faz neste terreno basta dizer que a majestosa Av.ª Máximo de Albuquerque vai também ser electrificada.

Um ante-plano de urbanização, já homologado por Sua Exª o Ministro das Obras Públicas, está a executar-se em parte, sendo de notar o esforço próprio da Câmara neste caminho, que por sua conta e risco projecta urbanizar o terreno do bairro que está a ser construído pela Misericórdia.

Mas não só nas Obras Públicas ou no Saneamento é que se tem trabalhado. No campo da Educação, Cultura e Assistência, muito se tem feito. Assim, concluíram-se dois edifícios escolares, adentro do Plano dos Centenários — um em S. João de Loure (2 salas de aula), outro em Albergaria-a-Velha (4 salas de aula), e estão a concluir-se o do Sobreiro (2 salas), Telhadela (idem) e Ribeira de Fráguas. É de esperar além disso, que o de Albergaria-a-Nova comece a ser construído ainda este ano por já ter sido adquirido o terreno.

Se o turismo, para que o concelho possui condições notáveis, não tem sido ainda aproveitado, nem nada se tendo feito do Monte da Senhora do Socorro que a isso muito se prestava, em compensação, nestes últimos três anos, só a obras de Assistência foram concedidos subsídios que totalizaim a quantia de 400.890$90, com destino à Misericórdia, Bombeiros, Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e doentes pobres.

O Município procede ainda, a abertura de uma artéria desde o Centro Cívico à Estrada Nacional n.º 1, a reparação de todos os pavimentos da vila, a reparação de um troço de estrada em Frossos, e a construção das casas dos magistrados.

É da colaboração do Estado Novo com os representantes da vontade e do verdadeiro sentir deste concelho que, na senda do progresso destes últimos 25 anos, se espera que Albergaria-a-Velha continue a progredir cada vez mais.

Fonte: Aveiro e o Seu Distrito, 1954

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Scenas de Aldeia

Na internet existem algumas entidades que também promovem serviços de digitalização de algumas obras literárias. No âmbito do projecto Gutenberg foi lançada em 12 de Janeiro de 2010 a versão e-book do livro "Scenas da Aldeia" de A. Augusto de Miranda editado originalmente em 1909.

O Dr. António Augusto de Miranda nasceu em Aveiro mas tinha familiares em Alquerubim onde viveu durante vários anos. Foi director dos jornais "Progresso de Alquerubim" e "Democracia do Vouga".

Há algum tempo sugerimos que a C.M. de Albergaria poderia criar um espaço na internet para colocar obras de autores albergarienses.


http://manybooks.net/titles/mirandaa3094730947-8.html


(excerto)

Alquerubim!


Só o nome é bonito! Parece que nos deixa nos ouvidos um tinir semelhante ao de uma gargalhada innocente e ingenua d'uma creança!

Pensareis talvez que estas palavras são a expressão expontanea do sentimento que me inspira, como a todos nós, a evocação da terra que me viu nascer.

Não.

Quando pronuncio a palavra «Alquerubim», a minha alma não experimenta aquella sensação que nos faz pulsar de enthusiasmo o coração quando pronunciamos o nome da terra em que pela primeira vez abrimos os olhos no mundo; porque não foi alli que sorvi os primeiros tragos de leite no seio materno.

Mas se não foi alli que lancei os primeiros vagidos, foi comtudo onde a minha juventude deslisou suavemente como um murmurante arroio serpeando por um prado tapetado de boninas e violetas.

É por isso que, ao evocar esse nome, o sentimento que brota dentro do meu peito, se não tem o vigor patriotico, tem comtudo uma doçura inexprimivel--a saudade.

(...)

sábado, 28 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

2001:Sede do Clube inaugurada em festa

O secretário de Estado da Administração Local, José Augusto de Carvalho, inaugurou a sede do Clube de Albergaria, avaliada em 80 mil contos, numa noite em que o presidente da Câmara, Rui Marques, elogiou publicamente o governador civil de Aveiro, Antero Gaspar

O périplo concelhio de José Augusto de Carvalho começou com a deslocação ao local onde vai ser construído o futuro pavilhão desportivo de Angeja, na zona do Cubo, sob direcção da COMFA- Comissão de Melhoramentos da Freguesia de Angeja, presidida por Rosa Maria Silva. A presidente da Junta de Freguesia, Helena Vidinha, afirmou que o pavilhão cumpriria melhor as suas funções caso fosse construído na zona dos Esporões.

A comitiva liderada pelo secretário de Estado, da qual fazia parte o governador civil, o presidente da Câmara e vereadores, deslocou-se depois a Telhadela, onde o Grupo Recreativo e Cultural está a construir a sua sede, enquadrada pelo actual polidesportivo, que futuramente irá dar lugar a um pavilhão coberto. Digno de nota foi o facto de pela primeira vez em toda a sua história, a freguesia de Ribeira de Fráguas (a que pertence o lugar de Telhadela) ter recebido um membro do Governo.

Na sequência da viagem, seguiu-se o estádio municipal António Augusto Martins Pereira, em Albergaria-a-Velha, que em breve vai ser arrelvado, ficando com um piso sintético. Na altura da visita, muitos jovens futebolistas dos escalões de formação do S.C.Alba treinavam, o que serviu para o governante reconhecer que «o investimento que aqui vai ser feito pela autarquia e pelo Governo, é altamente rentável, pois garante o futuro desportivo destes jovens, alguns dos quais, quem sabe, se serão craques do futuro».

Feita a soma, os investimentos atingem quase meio milhão de contos, a saber: pavilhão de Angeja: 250 mil contos, com 100 mil já garantidos pelo Governo; sede e polidesportivo do Grupo Recreativo e Cultural de Telhadela, 150 mil contos, 18 mil subsidiados pelo Governo em três projectos de 6 mil contos cada um; arrelvamento do estádio municipal de Albergaria-a-Velha: 50 mil contos, suportados pela autarquia e pelo Governo e sede do Clube de Albergaria, avaliada em 80 mil contos, com investimentos próprios da autarquia, que cedeu ainda o direito de superfície e um apoio governamental de 32 mil contos. Ao todo, quase meio milhão de contos investidos em quatro infra-estruturas de carácter desportivo e social, sendo (para já), 175 mil da responsabilidade do Governo de António Guterres.

O último ponto da visita tinha como destino a nova sede do Clube de Albergaria, a lendária colectividade fundada a 11 de Agosto de 1890, que a partir de agora fica instalada na rua 25 de Abril, enquadrada pelo pavilhão e piscinas municipais, campos de ténis, zona escolar, centro de saúde e futura biblioteca pública, que tem projecto aprovado, da autoria de Siza Vieira. José Augusto de Carvalho foi recebido pelos presidentes da direcção, assembleia geral e conselho fiscal do CA, António Rodrigues Parente, Augusto Lacerda Neves e Fernando Cascais e restante elenco e, juntamente com Rui Marques, descerrou a placa alusiva à inauguração.

Sociedade deve muitos a estes heróicos dirigentes

O presidente da assembleia geral do clube historiou a vida da colectividade, num dia que Augusto Lacerda Neves considerou «uma data histórica de um clube que evoluiu de uma certa élite social, como colectividade de salão e festas sociais, para a actual fase de grande dinâmica desportiva, que interliga várias gerações, que têm grande orgulho em se terem ligado ao Clube de Albergaria».

Rui Marques lembrou que a obra inaugurada era desejada desde há muito e resulta de «muitas boas vontades que se conjugaram para a trazerem até este dia histórico. Importa dizer que o apoio recebido do Governo, começou com uma visita do secretário de Estado a Albergaria, quase a título pessoal, dado que a ele me ligam laços de grande amizade». Na mesma linha de raciocínio, Rui Marques lembrou que além de José Augusto Carvalho, também o actual governador civil «tem um passado notável como autarca e isso acaba por ser bom para as autarquias. Manifesto aqui a minha solidariedade pessoal a Antero Gaspar, que no passado recente foi alvo de um processo muito injusto, que lhe trouxe muitos maus momentos». A rematar, o presidente da Câmara de Albergaria daria público testemunho das intervenções de Antero Gaspar na questão das acessibilidades a Castelo de Paiva e na ponte de Entre-os-Rios, lembrando que isso «remonta ao ano de 1986 e seguintes, nos tempos do então ministro das Obras Públicas, Oliveira Martins».
Encerrou os discursos o secretário de Estado, que manifestou a sua «satisfação de ver concluída uma obra de um clube que formou e continua a formar tantos e tantos dedicados dirigentes e praticantes desportivos que são o orgulho desta simpática localidade. Quanto deve a sociedade a estes heróicos dirigentes, trabalhadores sem compensação monetária, em prol da causa pública, é contabilidade que ninguém será capaz de fazer, até porque a mesma já leva mais de um século».
O governante, a quem o presidente do CA entregou uma artística peça em porcelana, a marcar a histórica visita, assumiu ainda que o Estado tem o dever de apoiar este trabalho «resultante do esforço de gente anónima que dá o melhor de si mesma e este clube é um manancial de lições que importa transmitir aos mais novos».

Distinguidos sócios mais antigos e 12 ex-presidentes

Os actuais dirigentes do Clube de Albergaria aproveitaram a inauguração da sua nova sede para homenagear os 20 sócios mais antigos e os 12 presidentes da direcção actualmente vivos, que receberam o emblema de ouro da centenária colectividade. O mesmo galardão foi também entregue aos actuais directores, José Carlos Fernandes Bastos, José António Ferreira Rodrigues, ambos vice-presidentes da direcção e José Carlos Silva Tavares Oliveira, três grandes obreiros da construção da sede. O padre Fausto Oliveira, que benzeu as instalações, não deixou de se referir àqueles que «com tanto sacrifício deram o melhor de si próprios por esta obra, que só pode ser vista como uma casa de convívio fraterno».

São os seguintes os 20 sócios mais antigos agora galardoados: António Augusto Martins Pereira, Agostinho Antunes Pereira, José Silva Figueiredo, Angelo Boaventura Tavares, José Carlos Guimarães Vidal, Tancredo Pinto Bastos, Sebastião Resende, Joaquim Ferreira Moura, Rui Gonçalves da Silva, Fausto Manuel Guimarães Vidal, Jorge Augusto Machado, António Atanázio Ribeiro, Duarte Jesus Machado, Lutero Letra da Costa, José Homem Albuquerque Ferreira, José Sarmento Duarte, Francisco Ribeiro de Matos, José António Piedade Laranjeira, Júlio Vital Calisto e José António Mourisca Vinhas.

Quanto aos anteriores presidentes da direcção, são doze, sendo que José Sarmento Duarte e António Augusto Martins Pereira, pertencem também ao número dos 20 sócios mais antigos e António Rodrigues Parente é o (ainda) presidente da direcção. São eles, Carlos Alberto Evangelista Silva, Manuel Henrique Conceição Neves, José Carlos Silva Oliveira, Carlos Alberto Moura, Jorge Manuel Lemos Silva, Fernando Marques Abreu, José Sarmento Duarte, António Augusto Martins Pereira, Fausto Meireles Azevedo, António José Correia Parente, coronel Manuel Macedo Marques e António Rodrigues Parente.

Jacinto Martins /Diário de Aveiro, 10 de Abril 2001

O centenário clube ficou agora instalado na zona nobre da vila, num imóvel avaliado em cerca de 80 mil contos, enquadrado pelo pavilhão desportivo, piscinas municipais, campos de ténis, uma zona escolar e uma nova biblioteca, com projecto aprovado da autoria de Siza Vieira.

Antes de proceder à inauguração, o secretário de Estado visitou os locais onde serão construídos os futuros pavilhões gimnodesportivos das freguesias de Angeja e Ribeira de Fráguas e ainda o estádio municipal de Albergaria-a-Velha, que em breve vai ser dotado de um piso de relva sintética.

O investimento total das novas infra-estruturas é da ordem dos 430 mil contos, sendo que o Estado comparticipará com 175 mil contos, cabendo o restante valor à autarquia e no caso do Clube de Albergaria a uma contribuição de cerca de 50 mil contos, angariada pelo presidente da direcção António Rodrigues Parente.

Na inauguração participaram ainda o Governador Civil de Aveiro Antero Gaspar, o delegado distrital do Instituto do Desporto António Cardoso e Rui Marques, presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha.

O centenário Clube de Albergaria está filiado em seis federações desportivas: futebol, andebol, ciclismo, ténis, badminton e caravanismo.

Jacinto Martins / O Jogo, 14 de Abril de 2001

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Olhares


"Olhares" resultou de um trabalho feito aos poucos, em tempos livres, por Carlos Pádua e por Jorge Cunha, em 1990 quando ambos eram professores na Escola EB 2-3 Aires Barbosa, em Esgueira.

Nasceu da amizade e do gosto comum por olhar e guardar pequenas coisas, instantes irrepetíveis, que por razões ignoradas os tocaram.




Olhares

Não simplesmente olhar
ver, apreender
e depois deixar que aquilo que o olhar apreende sugira pensamentos
e emoções
e faça nascer as palavras.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Casa da Justiça

A elaboração e a aprovação do projecto do novo edifício [Casa da Justiça] estiveram "encalhadas" durante vários anos, e o seu arranque final ficou a dever-se a uma aceleradela forte, mercê dum golpe de inteligência, e simultaneamente de humildade, do então presidente da Câmara Municipal, o saudoso Sr. José Nunes Alves.

Era ao tempo Primeiro Ministro o Almirante Pinheiro de Azevedo que, por quaisquer circunstâncias alheias à nossa vila, passou por Albergaria e foi almoçar, com a sua comitiva, à Adega da Casa Alameda.

Chegando ao conhecimento do Sr. Nunes Alves a presença de tão ilustre figura na vila, deslocou-se, com o seu inato ar pachorrento, ao referido local para, após a formal apresentação, colocar os seus préstimos ao dispôr de Sua Excelência. Depois de breve conversa, o Sr. Nunes Alves convidou o Sr. Primeiro Ministro a deslocar-se à "sala de visitas" - o edifício da Câmara Municipal - convite esse que foi de imediato aceite.

É neste momento que o verdadeiro truque é posto em funcionamento O Sr, Nunes Alves, com toda a sua perspicácia, que nem todos vislumbraram, contrariamente ao que faria em circunstâncias normais, conduziu a ilustre visita e respectivos acompanhantes não pela porta da entrada principal, mas sim pela porta das traseiras.

Ora, como sabem todas as pessoas que conheciam o edifício dos Paços do Concelho antes da remodelação, era exactamente nesse local que se encontravam os degradados sanitários, estando os urinóis colocados mesmo à entrada de modo que, quem entrasse por ali e quisesse utilizá-los, ver-se-ia forçado, para não ser observado de cá de fora, à maçada de fechar a porta para o exterior...

Pois o Sr. Nunes Alves foi tão feliz na "jogada", que acertou em cheio na necessidade fisiológica que no momento determinava o Sr. Primeiro Ministro: com a sua habitual e conhecida descontracção, fixando o urinól mais próximo, exclamou, com ar de alívio: "ó Presidente, calhou mesmo bem, já agora aproveito para fazer uma xixizada..." E engraçado que, segundo contou depois o Sr. Nunes Alves, para não fugir ao conhecido provérbio o exemplo foi seguido por mais dois ou três circunstantes...

Chegados ao átrio, subida a velha escadaria e apreciada a lápide alusiva a D. Teresa, foram de imediato e intencionalmente introduzidos na Secretaria Judicial que, sem dúvida, era o sector mais desprotegido do edifício, com um buraco no estuque do tecto tapado com uma placa de tabopan, com uma divisória, tipo biombo, que separava a secção central das secções de processos.
Daí, da varanda, divisava-se logo à frente uma bouça, onde se encontravam as vacas do Sr. Negrão, umas ainda a pastar, outras ruminando sonolentamente.

"É ali, Sr. Almirante, naquele local, que já devia estar a funcionar o Palácio da Justiça, e nem sequer o projecto está aprovado, com a Justiça cá da terra nestas instalações."

"Esteja descansado, Presidente, que chegando a Lisboa vou falar com o Pinheiro Farinha (era então o Ministro da Justiça) e isto vai começar rapidamente" - replicou o Almirante Pinheiro de Azevedo.

E de facto, poucos dias volvidos, estava o projecto aprovado e posta a obra a concurso.

A construção foi adjudicada à sociedade SANTOS & FERREIRA, Lda, desta vila. É triste constatarmos que, na altura da inauguração do edifício já o projecto estava ultrapassado, por não ter sido tomado em conta o futuro imediato. O Tribunal já há muito que luta com falta de espaços, as Conservatórias vão ser brevemente desanexadas e a da Registo Civil terá de ser instalada fora do Palácio da Justiça. Por sua vez,- a Secretaria Notarial não pode usar o local que foi destinado para seu arquivo, pois em tempo de chuvas fica inundado a tal ponto que os tacos do piso se deslocam e os documentos seriam destruidos com a humidade.

Mas, enfim, há quem ainda esteja pior.

João Nogueira Sousa e Melo em Jornal de Albergaria, 13/05/1993
artigo "A Inauguração Oficial da nossa Casa da Justiça"

Inauguração da Casa da Justiça


Foi exactamente no dia 20 de Abril de 1980, pelas 15 horas, a inauguração oficial do Palácio da Justiça da nossa comarca.

Digo Palácio da Justiça, muito embora tenha sido o edifício baptizado com o nome de Casa da Justiça, segundo consta do registo de nascimento exarado na fachada principal. Também por ter sido concebido e dado à luz após o 25 de Abril e durante uma época em que era pecado demonstrar de qualquer forma indícios de riqueza. Se todos os outros construidos antes daquela data ou depois daquela época são "palácios", porque há-de o nosso, usado para os mesmos fins e com as mesmas capacidades, ser "Casa"?

Mas, enfim, talvez esse facto seja motivo para marcar uma época da nossa história pátria e, se assim foi, é mais um motivo para enobrecer a nossa velha Albergaria.

Para não ferir susceptibilidades, apenas referirei que, na ocasião, estavam no topo das hierarquias do Palácio da Justiça os Srs. Dr. Francisco Baptista de Melo, Juiz da Comarca, Dr. Paulo Távora Victor, Delegado do procurador da República, Dr. Fernando Pinto Gomes, Notário, Dr. António Carvalho dos Santos, Conservador dos Registos Civil e Predial, António Azevedo Seara, Chefe da Secretaria Judicial, Dr. Manuel Homem Ferreira, Presidente da Delegação da Ordem dos Advogados, e José Nunes Alves, Presidente da Câmara Municipal que, muito embora não pertencendo propriamente à Justiça, a ela estava de certo modo ligado por ter exercido muitas vezes as funções de Juiz substituto.

Por volta das 11 horas, chegou o Ministro da Justiça de então, Dr. Mário Raposo que, acompanhado do respectivo séquito, visitou demoradamente as instalações do edifício a inaugurar, seguindo-se o almoço que foi servido na Casa Alameda, com a participação de Magistrados, Advogados, Funcionários, Médicos e demais pessoas ligadas ao foro.

Ás 15 horas, perante grande multidão e muitos aplausos, foi cortada a fita pelo Ministro, abrindo-se então de par em par, oficialmente, as portas do Palácio da Justiça.

Em seguida teve lugar, na sala de audiências, uma sessão solene a que presidiu o Ministro, que usou da palavra depois de o terem feito o Presidente da Câmara e o Juiz da Comarca.

Indubitavelmente que foi um dia marcante, não só para a vila, mas também para toda a Comarca, pois até aí o Tribunal e as Conservatórias funcionavam nos Paços do Concelho e a Secretaria Notarial num edifício situado na Rua 1º de Dezembro em frente à estrada Albergaria-a-Velha / Viseu.

Todos estes serviços se encontravam em instalações degradantes, quer para quem ali exercia funções, quer para os próprios utentes.

João Nogueira Sousa e Melo em Jornal de Albergaria, 13/05/1993
artigo "A Inauguração Oficial da nossa Casa da Justiça"


Nota: Há outras terras em que também foi chamada de Casa da Justiça.

sábado, 14 de agosto de 2010

Imagens

18 de Agosto de 1996
anúncio do 13º Festival Internacional de Folclore do GFEA.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Capela de N. S. do Socorro


Fachada da Capela de N. S. do Socorro, na primeira década do Séc. XX.
(livro "Imagens do Passado")
Blog sobre o Monte do Socorro http://montedosocorro.blogspot.com/

terça-feira, 10 de agosto de 2010

175º Aniversário do Concelho de Albergaria-a-Velha





Em 1984 foi feita uma medalha comemorativa dos 150 anos do concelho (1834-1984). Apesar de estarmos a comemorar o 175º aniversário do concelho (ínicio em Dezembro de 1834) ainda não houve qualquer iniciativa para comemorar esta efeméride. Fica mais uma vez a lembrança!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Fido Dido


Claro numa Nice - 7 Up - Fido Dido
Jornal Beira Vouga 1990

sábado, 31 de julho de 2010

GDP - Albergaria-a-Velha

Há algum tempo colocámos aqui uma lista de indicações utéis de 1915 hoje aqui fica uma lista com outros nomes locais que encontramos no "Guia de Portugal" v. Beira Litoral, Beira Baixa e Beira Alta.



- Restaurantes, Ferrugento, Vouga, Faca;
- Pensões, de Albérico H. Ribeiro, Bernardino Maria da Costa e Maria Geraldo;
- Casas de Pasto. Diversas e modestas;
- Casas de recreio. Clube de Albergaria, Teatro Albergariense;
- Filarmónica, Banda da Fábrica Alba;
- Cafés. De José Inácio da Silva e Maria Armandina Geraldo;
- Aut. de alug. e garagens. António Domingos Pereira e José Domingos Pereira

(...)

anterior post com Indicações Utéis de 1915

sexta-feira, 30 de julho de 2010

2001: Encontros da Juventude

A Juventude Social Democrata de Albergaria concluiu a sua 2ª série de Encontros de Juventude em todas as freguesias do Concelho identificando e debatendo os diversos problemas e necessidades que persistem em cada uma delas. Esta série de oito Encontros terminou na freguesia de Albergaria-a-Velha.

Os diversos jovens que marcaram presença nesta iniciativa, em conjunto com a Comissão Política de Secção da JSD e com o Presidente do PSD Albergariense e candidato à Câmara Municipal, Prof. João Agostinho Pereira, apontaram como principais aspectos a rever em termos de gestão autárquica o mau planeamento urbano e a falta de estratégias de desenvolvimento para Albergaria. Estes dois factores conduzem à falta de espaços e infraestruturas que potenciem a qualidade de vida urbana, como sejam condições para a prática desportiva espontânea ou oferta cultural muito precária.

A incapacidade demonstrada pela actual gestão municipal na captação de fundos comunitários para além dos destinados a saneamento e rede de água foi indicada como uma das mais graves falhas, pois foram desperdiçadas oportunidades de desenvolvimento que dificilmente se repetirão.

Projecto da Juventude

A JSD irá ter em conta estes encontros, assim como as reuniões com as várias colectividades do Concelho, na elaboração do seu Projecto Político da Juventude Albergariense, com o qual espera enriquecer o Programa Autárquico do PSD, contribuindo assim para uma ainda maior adesão dos Jovens à candidatura do Prof. João Agostinho à Presidência da Câmara Municipal, pois estão convictos que com este tipo de iniciativas conseguiram "perceber melhor a perspectiva dos jovens sobre várias questões, nomeadamente as preocupações, as aspirações e a visão sobre o futuro da nossa terra, do nosso Concelho e do nosso País".

Fonte: JSD de Albergaria-A-Velha, Julho/2001

Porque não se fazem mais vezes?

[Sugestões]

- Colocar a politica ao serviço dos cidadãos.
- Promover Jornadas de Reflexão.
- Não olhar a cores partidárias.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Exposição Tempo de Memória


A exposição fotográfica "Tempo de Memória" inclui 51 fotografias relacionadas com a freguesia de Ribeira de Fráguas.
A proveniência das fotos é bastante diversa, tal como o Arquivo Paroquial local, Arquivo Municipal, Dr. Delfim Bismarck Ferreira, Eng. Duarte Machado, os organizadores da exposição ou outros particulares.
Algumas das fotos já tinham sido dadas a conhecer nas duas recentes obras sobre a freguesia. A temática das fotografias é bastante ampla desde usos e costumes locais, pessoas da terra, a igreja matriz (antes e depois do incêndio de 1953), etc.
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Padre Raul a Merendar, década de 1970
Pia Baptismal
Inauguração da Escola Masculina.
Antiga mercearia do Ti Abraão
Antigo lavadouro público
Coreto na Festa de Santa Ana.
Construção da Ponte do Pinto - 1927
Casamento na Igreja Matriz após o incêndio
Santiago de Calcário Séc. XV
Cruzadas - 1930
Família de Anibal Coelho
Familía de Manuel Campos
Ponte Férrea da Mina de Telhadela
Juventude de Acção Católica
etc
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A exposição será reposta no Centro Pastoral de Santa Ana, em Telhadela, no dia 25/07/2010, entre as 15h00 e as 00h00. Parte do espólio fotográfico exposto incluí também o lugar de Telhadela. Na mesma ocasião ocorrem os festejos em honra de Santa Ana.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Projecto de Reinserção de Albergaria

O Projecto de Reinserção de Albergaria é um Projecto que surgiu no âmbito do Programa de Respostas Integradas de Albergaria.

É financiado pelo Instituo da Droga e da Toxicodependência, I.P. e tem como entidade promotora a Fundação Creche Helena de Albuquerque Quadros em Angeja.

A nossa população alvo são indivíduos em desvantagem social e/ou exclusão social com problemas de consumos de drogas (lícitas ou ilícitas), podendo estar já em tratamento ou não.

As nossa acções primam pelo trabalho de proximidade e em rede, englobando as freguesias de Albergaria-a-Velha, Branca, Frossos, Angeja, Alquerubim e São João de Loure.

Objectivos Gerais:

1. Facilitar a manutenção da abstinência e consequente diminuição dos consumos;
2. Desenvolver de forma saudável a rede de relações familiares.

Objectivos Específicos:

1.1. Aumentar competências pessoais e sociais;
1.2. Desenvolver estratégias de adaptação ao mundo do trabalho;
1.3. Facilitar a integração no mercado de trabalho através do envolvimento activo do tecido empresarial local;

2.1. Promover a participação activa da família no processo de reinserção;
2.2. Incentivar a participação em grupos sócio-terapêuticos;
2.3. Restabelecer laços familiares.

--> Neste sentido o projecto possui as seguintes três acções:

1. Treino de competências pessoais e sociais
--> Utilizando como metodologias a realização de entrevistas, com vista à integração dos indivíduos nas diferentes actividades consoante os seus interesses e necessidades; Realização de sessões de formação presencial; Dinamização de actividades de expressão e comunicação; Realização de sessões individuais e grupais de treino de competências diversas;Diálogo interactivo; Encaminhamento para formações, essencialmente no CNO de Albergaria-a-Velha e Centro de Formação Profissional de Águeda;Alargamento das redes sociais e potencialização das mesmas;Encaminhamentos para subsídios eventuais (PCAAC, vestuário, prótese dentária) e política de RSI.

2. Intervenção junto das famílias
--> Consiste no acompanhamento e apoio às mesmas, através de acções de auto-ajuda e aquisição de estratégias que promovam a sua participação no processo de reinserção dos indivíduos e no encaminhamento para projectos parceiros especializados neste tipo de intervenção como o Projecto do Eixo da Prevenção "B’Ora Lá".

3. Acompanhamento/ Apoio Social e Integração profissional
--> - Acompanhamento Individual;Treino de competências pré-profissionais; Realização de entrevistas; Mediação/Estabelecimento de contactos de sensibilização junto das instituições/Empresas; Realização de Estágios laborais;Políticas de mercado protegido (PVE);sensibilização dos quadros gerentes das empresas com vista à admissão destes indivíduos.

Os parceiros são: CÂMARA MUNICIPAL DE ALBERGARIA; JUNTA DE FREGUESIA DE ANGEJA; JUNTA DE FREGUESIA DE ALQUERUBIM; JUNTA DE FREGUESIA DE ALBERGARIA; JUNTA DE FREGUESIA DA BRANCA; JUNTA DE FREGUESIA DE SÃO JOÃO DE LOURE; CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL DE ANGEJA; PROBRANCA ; ASSA; IEFP; CENTRO DE SÁUDE DE ALBERGARIA

A equipa técnica é composta por... uma assistente social e uma educadora social/animadora sócio-cultural.

http://reinserirasorrir.blogspot.com

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tempo de Memória - Exposição de Fotos Antigas



Realiza-se nos dias 17 e 18 de Julho, na antiga Igreja Matriz de Ribeira de Fráguas, uma exposição de fotografias antigas organizada pelo Núcleo Etnográfico do Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas. Muitas das fotografias serviram de suporte aos livros "Telhadela - Perspectiva Histórica e Etnográfica" e "Ribeira de Fráguas - a sua História" mas serão expostas dezenas de fotos inéditas que apareceram após a publicação dos dois livros.

A cerimónia de abertura será às 17 horas do dia 17 e estará patente ao público até as 23 horas. Reabre no dia 18 às 10 horas e encerrará pelo final da tarde.

http://etnoribeira.blogs.sapo.pt/7236.html

[sugestão]

Esta exposição poderia ser reactivada, mais tarde, no Arquivo Municipal onde poderia estar mais tempo. Poderiam igualmente ser reapresentados os dois livros e serem feitas visitas guiadas à exposição.

imagem: Residência paroquial, à esquerda e antiga Igreja Matriz

fonte: http://www.jf-ribeiradefraguas.pt/content/turismo

segunda-feira, 5 de julho de 2010

1990: Convívio dos reformados das Fábricas Alba

Os reformados da Fábrica Alba promoveram no passado dia 16 de Junho o IV convívio com a realização de um almoço de confraternização na Pensão Alameda, e em que estiveram presentes 70 reformados.

Antes do almoço, foi prestada uma homenagem ao antigo patrão, Augusto Martins Pereira, assinalando-se o 30° aniversário da sua morte. Foi celebrada missa pelo Rev° Pe. Messias Hipólito, de Aveiro, por alma de Augusto Martins Pereira, de seu filho Américo Martins Pereira e de companheiros, já falecidos.

No fim da missa, foi efectuada uma romagem ao cemitério onde, na capela estão depositados os restos mortais de A. Martins Pereira, foi depositada uma coroa de flores, pela reformada mais antiga, Aurea de Almeida. Nesse momento o nosso companheiro J. Acúrcio proferiu algumas palavras que a seguir se transcrevem:

Caros Companheiros:

Há trinta anos que morreu Augusto Martins Pereira. Na condição de reformados da empresa que ele criou e nós ajudámos a crescer, trouxe-nos aqui o propósito de o recordar, de lhe preitear a memória - e a memória dos nossos companheiros já riscados do rol dos vivos.

Desaparecido do nosso convívio há tantos anos já, mesmo assim a sua figura, os seus modos, os seus trejeitos, conservam-se bem gravados na nossa lembrança.

Levou uma vida inteira de labuta, sem tréguas - diríamos que desde os bancos da escola se não soubessemos, da sua própria boca, que nunca por lá passara.

Não vamos enfeitar-lhe a imagem, engrinaldá-la de santidade. Ele não foi um santo, foi um HOMEM - dotado de perseverança a rodos, de uma vontade de ferro que só a doença quebrantou e venceu.

Aqueles de nós que com ele mais de perto lidaram, conhecemos-lhe as impaciências, o frenesim - e a aversão em que tinha os desajeitados e os mandriões.

Na história da fundição deste país, quando um dia alguém a escrever, o nome de Augusto Martins Pereira figurará entre os maiores na galeria dos pioneiros. Como poucos, talvez como ninguém, porque participei em muitas assembleias e congressos, eu saiba quanto respeito e prestigio irradiavam do seu nome, da sua obra. E de quanto respeito e prestigio desfrutaram por esse mundo fora homens a quem ele ensinou o oficio de fundidor.

Tempos houve em que a insígnia da empresa, a rodelazinha com ALBA lá dentro, cintilava como estrela da primeira grandeza no firmamento da Fundição - por si só constituía um penhor, uma garantia da qualidade. Foram tempos gloriosos esses, deles já só resta a recordação, mais apagada por cada dia que passa - e a nós, que vivemos esses tempos, que ajudámos a construir essa imagem, dói-nos que ninguém mexa uma palha que seja para lhe atear o esplendor.

Por mercê do destino, temos connosco, aqui ao nosso lado, alguém que constitui autêntica legenda viva desses tempos gloriosos - alguém que conheceu o nosso velho Patrão como às palmas das mãos, que lhe ouviu muito sermão, mas que nunca o deixou ir sem resposta... É a nossa Aurea. Regozijamo-nos todos coma sua presença aqui, entre nós, a curtir connosco recordações e saudades desses tempos.

Em nome de todos nós lhe rogo nossa querida Companheira e Amiga, que deponha estas flores nesses degraus.

Através delas honramos a memória de Augusto Martins Pereira, do nosso velho Patrào, e com ela a memória dos nossos companheiros. E agora, se estiverem de acordo, recolhamo-nos nuns breves momentos de silêncio.

Bem Hajam!

Para muita gente com quem falámos da homenagem que se ía prestar a Martins Pereira notámos com alguma surpresa que um certo número de pessoas tem a memória muito curta relativamente à obra deixada pelo inesquecível Martins Pereira, não só na sua Fábrica como na própria vila de Albergaria-a-Velha. Para avivar a memória dessas pessoas nunca será de mais, embora reduzidamente falar de Martins Pereira e das suas actividades na Fábrica, e na Vila propriamente dita. Por isso comemorar o 30º aniversário da morte de Augusto Martins Pereira, é recordar o Homem a quem se deve muito do desenvolvimento e progresso de Albergaria.

E o facto mais importante que muito contribuiu para essa realidade, foi quando Martins Pereira iniciou a sua vida em Albergaria com uma simples e pequena oficina de fundição e em poucos anos a transformou numa grande empresa com o prestígio de uma Fábrica ALBA que todos nós conhecemos.

É evidente que isso só foi possível com a colaboraçáo de todo o seu pessoal trabalhador, mas a trave mestra dessa proeza, foi sem dúvida Martins Pereira. Era um homem simples, com uma grande bagagem de conhecimentos de fundição, e com excepcionais qualidades de trabalho. Não era um homem de muita cultura, mas era inteligente, perspicaz e com uma larga visão das coisas. Com todos estes predicados e bafejado um pouco pela sorte, alcançou a boa posição económica e social que então desfrutava. Nem por isso se fechou na sua torre de marfim, virando as costas a tudo e a todos. Não! começou imediatamente a melhorar as condições de trabalho e outros sectores da vida do seu pessoal iniciando a construção de um bairro social (Bairro Alba) de um refeitório, dos balneários, do Centro Cultural e Recreativo, do Cinema, do Parque de Jogos e de diversões sem nunca perder o entusiasmo com o seu grupo de futebol e com a banda de Música.

Sem nunca abandonar os trabalho da sua Fábrica foi ainda o pioneiro da benemerência em Albergaria e ocupou com mérito os lugares de Provedor da Misericórdia e de Presidente da Câmara Municipal e logo se lançou na realização de obras importantes para a Vila, a construção do Bairro da Misericórdia, da Casa da Criança, da Casa dos Magistrados, da Rede de Abastecimento de Águas (última fase), e com particular interesse o Hospital, para o qual, graças a Martins Pereira mereceu a "comparticipação da Fábrica ALBA e de todo o seu pessoal".

Todos os factos que aqui foram focados, são mais que suficientes para se poder afirmar e reavivar a memória a muita gente que Martins Pereira trabalhou incansavelmente para o engrandecimento e progresso de Albergaria, portanto a sua memória merece o maior respeito de todos os Albergarienses!

Terminadas as cerimónias da homenagem a Martins Pereira, foi então servido o Almoço na Pensão Alameda, foram uns belos inesqueciveis momentos de companheirismo, que não se deve perder enquanto formos vivos.

Tivemos muita pena que Arnaldino Rodrigues e António Marques da Silva não estivessem presentes este ano por falta de saúde. O carola deste ano foi Celso Silva auxiliado por H. Limas, Ezequiel C. Nogueira, Mário Marques Lemos, e que não foram de mais.

Foi feita uma saudação muito especial a Aurea de Almeida na qualidade da reformada mais antiga, presente no nosso convívio. Igual saudação foi feita a J. Acúrcio como realizador destes convívios e da homenagem prestada a Martins Pereira.

Resta-nos então informar que o nosso convívio passará a ser promovido no primeiro Sábado do mês de Junho.

Pela Comissão
Hernâni Limas

Jornal Beira Vouga, 05/07/1990

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Trivialbergaria

Trivialbergaria - conheces mesmo o teu munícipio?
Local : Arquivo Municipal
Dias 1 e 2 de Julho de 2010

actividade destinada aos participantes do Campo de Férias

[sugestão]

- incluir actividades similares nos programas das escolas do concelho;
- usar nas publicações do concelho como o Boletim Municipal ou Agenda Cultural.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Chegada da República

IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

A notícia da proclamação em Lisboa, em 5 de Outubro de 1910, logo alcançou Albergaria-a-Velha, onde não havia Republicanos convictos.

Em 4 de Outubro tinha-se realizado a última sessão ordinária da Câmara Municipal no regime monárquico. Era presidente, Bernardino Máximo de Albuquerque e vice-presidente, António Domingues Pinto. A acta desta sessão já não foi assinada pelos que nela estiveram presentes, mas pela nova vereação que só se reuniu no dia 12 de Outubro, como: " Comissão Republicana Municipal do Concelho de Albergaria-a-Velha" sob a presidência do Dr. Manuel de Lemos.

O novo regime entrou pacificamente, mas algum tempo, depois, iniciaram-se perseguições e prisões que se mostraram sem fundamento.

1912 - ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Em 1912 realizaram-se eleições municipais e o "Partido Unionista" venceu. A visão social e política vai normalizando, mas a economia não evolui devido à instabilidade política e à participação de Portugal no 1º Grande Guerra.

1919 - MONARQUIA DO NORTE

A proclamação da "Monarquia do Norte", em 20 de Janeiro de 1919, no Porto, fez crescer as dificuldades no concelho, porque de seguida também foi proclamada na Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha por um grupo de monárquicos locais Este facto originou combates violentos. Durante este período os regimes monárquicos e republicano foram proclamados sucessivamente nos Paços do Concelho. Finalmente, em 10 de Fevereiro, as forças monárquicas foram derrotadas.

Fonte:Albergariacultura

Notas:

1 - Aquando do célebre 31 de Janeiro de 1891 (revolta percursora da implantação da Répulica ocorrida após o Ultimatum) o Capitão Leitão foi acusado às autoridades, quando estava instalado em Albergaria, pelo Padre Manoel Lemos que o reconheceu. TVLA

2 - O Dr. Alexandre Albuquerque, que era deputado, foi obrigado a emigrar para o Brasil.

"Albuquerque era membro do Partido Progressista e feroz adversário de Afonso Costa quando publicou em "O Liberal", de 31/05/1910, violentas acusações contra o deputado republicano. A questiúncula esteve na origem de um duelo travado em 6 de Junho de 1910. Xandre começou por ferir Afonso Costa no braço, mas o deputado republicano conseguiu ripostar e aplicou uma estocada no peito do Xandre, proeza que lhe valeu a vitória." GDC

3 - Bernardino Máximo de Albuquerque, o último Presidente da Câmara no regime monárquico, ocupou o lugar durante 28 anos. Eleito pela primeira vez em 1875 esteve alguns anos sem liderar a Câmara devido a uma lei limitativa dos mandatos.

[Sugestão]

Os historiadores albergarienses Delfim Bismarck Ferreira e Rafael Marques Vigário estão a elaborar um estudo intitulado "Albergaria-a-Velha 1910 – da Monarquia à República", o qual pretende fazer uma análise aprofundada do que foi Albergaria-a-Velha em 1910. Algumas informações e imagens desse estudo poderiam ser usadas numa exposição do Arquivo Municipal.

Poderia ser complementada com jornais da época e outros items pertencentes ao espólio do Arquivo Municipal.

domingo, 27 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Fábrica de Papel de Valmaior

Um dos tópicos abordados na reunião de 11 de Junho de 2010 da Câmara Muncipal foi a "Demolição das instalações da antiga fábrica de papel de Vale Maior".


- AQUISIÇÃO EM 2002

A Assembleia Municipal de Albergaria-A-Velha autorizou a Câmara local a contrair um empréstimo de quase 240 mil euros para a aquisição da antiga fábrica de papel de Vale Maior, uma pretensão que já tinha manifestada no anterior mandato. Um esforço financeiro que o executivo liderado por João Agostinho (PSD) justificou pela "urgência em dotar a freguesia com equipamentos sociais". Segundo o autarca, a velha unidade fabril vai albergar um centro cívico, uma unidade de saúde, valências de infância (creche e jardim de infância), terceira idade (centro de dia) e equipamentos culturais. "A comunidade local vai ser convidada a identificar outras carências locais, na medida em que os equipamentos construídos deverão vir ao encontro das reais necessidades da freguesia", referiu fonte da Câmara. Na fase seguinte, será executado do projecto de reconversão da antiga fábrica que é propriedade da empresa Companhia de Papel do Prado.

Notícias de Aveiro, 09/10/2002 [Antiga fábrica de papel 'municipalizada']

Albergaria-A-Velha: Município quer adquirir antiga Fábrica do Papel

A Câmara de Albergaria-a-Velha formalizou o interesse na aquisição da antiga fábrica de papel, em Vale Maior.

De acordo com o presidente da edilidade, citado pelo semanário Linha da Frente, trata-se de «um espaço nobre» no centro da freguesia «que poderá ser utilizado pelas colectividades locais».

Rui Marques minimiza o estado avançado de degradação do imóvel, considerando que restaurado poderia albergar também um centro de dia para idosos ou a delegação da Associação Portuguesa dos Pais e Amigos Cidadãos Deficientes actualmente a funcionar em instalações provisórias em Soutelo, freguesia da Branca.

O interesse na compra da velha fábrica do papel foi dado a conhecer ao executivo camarário que ainda não tomou qualquer decisão.

Antes, a Câmara deseja saber a opinião da Junta de Freguesia de Valmaior.

O presidente da edilidade não avança, para já, com os números envolvidos neste negócio mas já terá feito uma proposta à empresa Companhia de Papel do Prado, actual proprietária do imóvel e terrenos adjacentes.

Existe, inclusivamente, um pré-acordo que poderá originar o contrato de compra e venda definitivo se a Câmara, primeiro, e a Assembleia Municipal, depois, autorizarem.

Notícias de Aveiro, 19/06/2000

- A IMPORTÂNCIA DA INDÚSTRIA DO PAPEL NO CONCELHO

Quando se deu a 1ª Guerra Mundial, a Companhia do Papel do Prado era a única empresa que figurava no grupo das maiores. A sua dimensão cresceu bastante, mais do que a média verificada no seio das 50 maiores empresas: triplicou o número de trabalhadores, passando de cerca de trezentos para mais de um milhar. A sua posição relativa na lista melhorou dez lugares, fazendo parte do grupo das dez maiores empresas da indústria transformadora portuguesa à data da grande guerra.

Nessa altura, a empresa explorava 4 unidades produtivas; as duas que já detinha em 1881, e ainda outras duas que tinha integrado durante o processo de reorganização de que foi alvo, no final da década de 1880.


(... )A fábrica de Vale Maior, fundada em 1873, foi integrada no grupo em 1889. Em 1881 realizou-se um inquérito Industrial a nível nacional. A fábrica de Vale Maior estava encerrada para obras quando foi realizado o inquérito, estando já equipada com uma máquina de fabrico contínuo.


(...)


Uma outra empresa que não integrava a lista das 50 maiores em 1917, merece atenção. A The Caima Timber Estate and Wood Pulp Company explorava a única fábrica de pasta de papel existente à data em Portugal; tratava-se de uma unidade de produção estabelecida em 1888, no concelho de Albergaria-a-Velha. Segundo o inquérito industrial de 1917, a fábrica desta empresa ocupava 258 operários, o que em termos de força laboral representava uma dimensão muito semelhante à última da lista das 50 maiores que empregava 262 trabalhadores. No início da
década de 1910 subscrevia um capital de 360 contos e obrigações em circulação no valor de 144 contos. A sua produção, que naquela altura atingia cerca de 3.488 toneladas, avaliadas em 136 contos, era destinada na sua maioria (85%) ao mercado externo, mais concretamente a Inglaterra.

No grupo das 50 maiores empresas encontra-se unicamente representada uma empresa pertencente a este ramo de actividade [Pasta, papel e cartão]: a Companhia de Papel do Prado. Desde a sua fundação, em 1875, integrou seis unidades produtivas: três no concelho de Tomar, duas no da Lousã e uma em Albergaria-a-Velha.Não é líquido que todas se encontrassem em funcionamento por altura da 1ª Guerra Mundial. Embora a empresa fizesse constar seis fábricas na sua publicidade, existem alguns indícios que duas delas estivessem inactivas: a do Casal do Ermio, na Lousã, e a do Sobreirinho em Tomar.

No que respeita ao número de trabalhadores das quatro fábricas em laboração, existe informação concreta a partir do inquérito para duas delas (Prado e Vale Maior), sendo que para as restantes foi considerada a dimensão média das fábricas

GRANDES EMPRESAS INDUSTRIAIS DE UM PAÍS PEQUENO: PORTUGAL. DA DÉCADA DE 1880 À 1ª GUERRA MUNDIAL - Pedro José Marto Neves (Tese UTL/ISEG)

- PATRIMÓNIO CULTURAL E INDUSTRIAL

Deveriam ser promovidas inicativas que potenciassem o património existente e a ligação das terras a essa actividade.

ver também
http://novos-arruamentos.blogspot.com/2009/06/museu-de-papel.html