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domingo, 18 de novembro de 2018

Arquivo Distrital de Aveiro - Documento em destaque



O documento em destaque, no mês de Novembro de 2018, referencia a Fábrica de papel de Valmaior sediada no concelho de Albergaria-a-Velha.

Esta foi a segunda empresa industrial a surgir e às suas instalações é que se pode verdadeiramente dar o nome de primeira fábrica do concelho.

Tendo-se apercebido de que a produção de papel não supria as necessidades do consumo no país, nem em quantidade, nem em qualidade, os dois irmãos [José Luiz e ...Manuel Luiz Ferreira Tavares] decidiram lançar-se na construção de uma fábrica bem localizada, bem concebida e tecnicamente avançada.

Até então, a indústria papeleira apresentava-se rudimentar utilizando o trapo de algodão e de linho como matéria prima. Face à escassez da produção de papel na altura, estes dois empresários constituíram em 1872 uma sociedade com o Eng. Thelier, jovem técnico francês, nascido numa família de técnicos da indústria de papel de Angoulême.
 

(...)

Arquivo Distrital Aveiro

terça-feira, 18 de setembro de 2018

O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha

Cláudia Emanuel, investigadora e doutoranda em Estudos do Património, vai dinamizar a aula aberta O Património Azulejar de Albergaria-a-Velha – Conhecer – Valorizar – Salvaguardar a 21 de setembro, pelas 10h00, na Biblioteca Municipal. A participação é gratuita.


O Concelho de Albergaria-a-Velha é um espaço privilegiado de análise, tendo em conta o número elevado de imóveis com decoração azulejar que dá cor e brilho às suas ruas. Nos meados do séc. XIX, os emigrantes vindos do Brasil trouxeram a moda e o uso do azulejo português, agora colocado nas fachadas dos imóveis. De pequeno quadrado de barro, protetor das humidades, os azulejos passaram rapidamente a elementos decorativos, cobrindo não só casas, mas também fontanários, alminhas e outras construções.       


Com muitas habitações antigas a serem alvo de abandono, torna-se necessário apresentar contributos para a preservação dos elementos azulejares. A divulgação do património azulejar é um desses contributos, na medida em que o conhecimento propicia a conservação e a valorização dos objetos, ou saberes, que se herdam.


Nos próximos meses, uma equipa liderada por Cláudia Emanuel, vai fazer a recolha fotográfica, dos imóveis com decoração azulejar, de modo a dar a conhecer o património azulejar do Concelho. Em dezembro, o resultado do levantamento feito será apresentado numa exposição na Biblioteca Municipal.            


Fonte: CM Alb.-A-Velha

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Estalagem dos Padres



A Estalagem dos Padres foi fundada em 1818. Este edifício, depois de encerrado teve diversas outras ocupações e funcionalidades. Reabriu agora como unidade de Alojamento no centro de Albergaria-a-velha. Alojamento constituído por suites e camaratas.


https://www.facebook.com/pg/estalagem.dospadres


http://www.estalagemdospadres.pt


O projecto Estalagem dos Padres, está localizado numa das áreas mais antigas da Cidade de Albergaria-a-Velha, junto da Casa de Santo António, sendo considerado um edifício de interesse nacional. A intervenção teve como objetivo restituir a traça desvirtuada ao longo de vários anos e usos, devolvendo o seu traçado original. Em particular na recuperação das fachadas, destacando a fachada principal e evidenciando a sua simplicidade de arquitectura tradicional portuguesa, em que os vãos se expõem num interior simples e claro.

sábado, 30 de junho de 2018

Monumento aos Combatentes do Ultramar

MONUMENTO AOS COMBATENTES DA GUERRA DO ULTRAMAR – 1961/1974

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha inauguraram um monumento aos Combatentes da Guerra da Ultramar. Louvo e admiro a iniciativa.

Expressões como “combatentes da guerra” e “ultramar” ainda são incómodas, apesar de decorridos mais de 40 anos após o fim da guerra.

Desde então, o soldado português, que combateu em África, passou a ser uma figura algo subalternizada na nossa mitologia, sem lugar no salão, porque associado ao regime “colonialista”. A historiografia politicamente correcta e bem pensante olhava (e fazia-nos olhar) o militar como alguém que, impreparado, se deixou tornar no braço armado do regime “fascista-colonialista”. Digno de “admiração” era o desertor ou o refractário, que fugiu à guerra colonial e foi para a Suíça, França, Suécia. O “sacrifício” elogiado não era tanto o do soldado, até porque pouco esclarecido e supostamente com pouca sensibilidade, mas sim o do desertor, que se recusou a ir para a guerra – e foi para o estrangeiro. Embora aquele desse o peito às balas – em certos meios bem pensantes era este o “herói”.

O termo “ultramar” foi radicalmente proscrito, dadas as suas ressonâncias passadistas: ao longo deste tempo, não se ouviu muito falar no “ultramar português”, porque o correcto passou a ser “colónias”.
Sabe-se que nem todos foram desertores, ou refractários: muitos foram para a guerra, porque entendiam que era esse o seu dever, sem o questionar, ou porque convictamente conscientes que tinham de o fazer. Embora por outras razões, o Partido Comunista Português não apadrinhou a deserção, demovendo os seus militantes de o fazer.

Ninguém ia para a guerra por gosto – mas iam, que remédio!

Nunca simpatizei com os desertores, cujas justificações “políticas” sempre me pareceram outra coisa, inconfessável.

Quanto ao ultramar, sendo certo que geograficamente os territórios africanos eram mesmo “ultramar” – a verdade é que, para quem estava no “continente”, ou para quem vivia lá, o “ultramar” sempre foi entendido como uma parte da nossa História e portanto da nossa consciência colectiva.

Sem preconceitos, sem receio de ofender a historiografia oficial, mas com a desempoeirada consciência de que a Comunidade tem uma dívida para com os Combatentes da Guerra do Ultramar, os nossos autarcas de Albergaria deram, com este monumento, um corajoso exemplo de civismo e de respeito fraternal por quem foi Combatente.

Mário Jorge Lemos Pinto, 29/05/2018, facebook

https://www.facebook.com/mariojorge.lemospinto

O Município de Albergaria-a-Velha homenageou os combatentes do Ultramar do Concelho numa cerimónia que teve lugar a 27 de maio, pelas 15h00, no Cineteatro Alba.

A seguir à cerimónia no Cineteatro Alba, onde foi exibido um documentário, a Câmara Municipal  inaugurou o monumento alusivo aos combatentes. na Alameda 5 de Outubro. A obra em pedra de granito foi concebida pelo arquiteto Sérgio Azeredo.

Delfim Bismarck, Vice-presidente do Município, considera que “com esta justa homenagem, valorizamos e honramos os combatentes do Concelho de Albergaria-a-Velha que participaram neste momento importante da História de Portugal”.

A Guerra do Ultramar decorreu nas antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, tendo sido destacados 148 000 soldados portugueses para as zonas de conflito.   

CMA.

Mortos na Guerra do Ultramar

O monumento criado em memória dos Combatentes do Ultramar foi uma iniciativa da Câmara Municipal, que se entendeu ser justa. Albergaria-a-Velha era dos poucos municípios que ainda não tinha tido esta iniciativa, pelo que decidiu fazer uma homenagem pública, com a inauguração do monumento. O monumento é da autoria do escultor e Arquiteto Sérgio Azeredo, que ofereceu o projeto, porque também foi combatente no Ultramar. A sua execução teve um custo de cerca de € 5.000,00€ e a escolha do local deve-se ao facto de se tratar de um espaço nobre da cidade, com visibilidade em todas as perspectivas, com alinhamento entre o Cineteatro Alba e o edifício da Câmara Municipal.

Delfim Bismarck, Assembleia Municipal de 27/06/2018

terça-feira, 22 de maio de 2018

Homenagem aos Ex-Combatentes do Ultramar

27 maio 2018 | domingo| 15h00

Cineteatro Alba – Sala Principal

Homenagem aos Ex-Combatentes do Ultramar do Concelho de Albergaria-a-Velha

Documentário Gratuito 120 min. O Município de Albergaria-a-Velha presta homenagem aos antigos combatentes da Guerra do Ultramar num documentário a ser apresentado no Cineteatro Alba. Ao todo, foram reunidos depoimentos de 110 Albergarienses que estiveram no conflito, entre 1961 e 1974, bem como imagens dos tempos passados nas ex-colónias. A Guerra do Ultramar decorreu nas antigas províncias ultramarinas de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, tendo sido destacados 148 000 soldados portugueses para as zonas de conflito.

CTA

terça-feira, 17 de abril de 2018

Concelho de Albergaria-A-Velha - 1877


Concelho de Albergaria-A-Velha

O concelho de Albergaria foi creado pelo decreto de 18 de março de 1842. Compõe-se actualmente das freguezias de Albergaria aVelha, Alquerubim, Branca, Fróssos, S.João de Loure, Ribeira de Fragoas e Valle Maior.

Por decreto de 10 de dezembro de 1867, redigido em conformidade da lei de 26 de junho do mesmo anno, o concelho de Albergaria ficava pertencendo ao districto do Douro, e composto das parochias civis de Albergaria, Angeja, Fermelã, Alquerubim, Rocas, e Sever do Vouga — 5:503 fogos.
O actual concelho de Albergaria tem 17:885 hectares de superficie, 33:444 predios inscriptos na matriz, e 10:047 habitantes.

Em conformidade da lei de 16 de abril de 1874, e por decreto de 25 de dezembro de 1875, o julgado de Albergaria ficou pertencendo á comarca de Agueda, com excepção da freguezia de Angeja, que passou para a de Aveiro.

* Albergaria-a-Velha

Freguezia de 530 fogos, e 1:948 habitantes. Ê villa, e cabeça do concelho do seu nome. Orago, Sancta Cruz. Reitor, o reverendo Manuel Ferreira Junior. Tem duas cadeiras de instrucção primaria para ambos os sexos.

Antigamente era curato da apresentação do convento de Jesus de Aveiro. Ha bons fundamentos para acreditar que esta povoação já existia no seculo ix ou x. A rainha D. Thereza fundou aqui uma albergaria em 1120, que ainda existe, tendo por cima da porta principal a seguinte inscripção: — Albergaria de pobres e passageiros da rainha D. Thereza. — Diz-se que a mãe do fundador da nossa monarchia estabelecera este azylo para o viandante cançado e pobre, por ser o sitio inhospito e muito frequentado de salteadores. A carta de doação, que servia de foral a esta villa, é tambem da rainha D. Thereza, e datada de 1124. Quer alguem que esta doação fosse o primeiro documento em que D. Thereza se intitulou rainha. Não vimos o original d'esta doação para podermos affirmar a authenticidade de tal tractamento; mas quando mesmo D. Thereza alli venha assignada como rainha, não podemos admittir que seja aquelle o primeiro documento em que usasse de tal titulo. E affirmamos isto, não por ser costume na corte de Hespanha dar ás infantas o titulo de rainhas, mas sim porque J. P. Ribeiro  transcreve uma carta de couto, datada de 1117, onde se lê:—infanta Donna Thereza, rainha de Portugal. O mesmo escriptor, e na mesma obra, affirma que até 1207 se deu o titulo de reis e rainhas a todos os filhos e filhas do rei; e d'ahi até 1211 só ao primogenito e ás filhas. D'este ultimo anno em diante adoplou-se o de infante para todos sem excepção.

A egreja parochial é um templo vasto, mas de mesquinha architectura, e já velho. Em sessão da camara de Aveiro, de 5 de setembro de 1827 (pertencia então Albergaria ao concelho de Aveiro), foi apresentada uma Provisão do Desembargo do Paço, em que se lhe ordenava que, ouvido o clero, nobreza e povo, informasse se era ou não conveniente o lançamento de um novo real em cada quartilho de vinho e arratel de carne, Do espaço de vinte annos, para com o seu producto se reformar a egreja parocbial de Albergaria, que então se achava em ruinas, e como o havia proposto o juiz da mesma egreja, Manuel Rodrigues Branco. Apezar d'a' resposta da camara ser favoravel, parece-nos que não chegou a pôr-se em pratica aquella medida, e que a egreja ficou como estava, senao peior.

Albergaria tem estação telegraphica municipal e uns soffriveis Paços do Concelho. É fertil, e possue pittorescos arrabaldes. A sua situação topographica, e as estradas que a põem em contacto com differentes e importantes povoações do paiz, teem concorrido grandemente para o seu desenvolvimento. Tem uma importante fabrica de papel, e outra de serração de madeiras. Ha n'esta freguezia differentes jazigos de productos mineiros. Os principaes são:

Mina do Carvalhal (cobre).— Foi concedida por decreto de 29 de novembro de 1856 a José Ferreira Pinto Bastos e Frederico Andrews. Actualmente é explorada por uma companhia ingleza denominada Lusitania. Dos muitos veios que a compõem só um por emquanto está em exploração: tem de porte um a tres metros, e corre de E. a O. De 1862 em diante é que os trabalhos exploratorios tomaram maior incremento; duas rodas hydraulicas, desenvolvendo uma força de 23 cavallos, satisfazem as necessidades do serviço do laboratorio e ao esgotamento das aguas, que fazem subir d'uma profundidade de 70 metros abaixo da galeria de esgoto. Em 1870 o poço mestre tinha a profundidade de 120 metros, e na extracção do minerio empregavam-se 180 operarios.

Mina do Moinho da Pena (chumbo). — Foi concedida por decreto de 19 de novembro de 1856, a Diederich Mathias Feuerheerd.

* Alquerubim

Freguezia de 302 fogos, e 1:383 habitantes. Está situada pela parte do N. nos limites d'uma grande e extensa planicie, e pela do S. vae descendo até ao Vouga, de que a egreja parochial dista 1 kilometro para o N. Fica 2 kilometros a SSO. de Albergaria a Velha. Orago, Sancta Marinha. Prior, o reverendo Antonio Emilio de Azevedo.

É povoação antiga. Em junho de 1139, Mendo Bernardo e sua mulher Godinha Paes doaram tres
partes da egreja de Sancta Maria (Marinha) de Alkarovim ao convento de Sancta Cruz de Coimbra. Também já em 1085 Flamula, filha de Honerigo, doou ao mosteiro de Pedroso tam de haereditate, quam de Ecclesia na villa de Alquorovim. Era da casa de Bragança, e os parochos eram apresentados alternadamente pelo pontifice, bispo de Coimbra e donatario. Pertencia ao almoxarifado de Eixo e comarca de Barcellos. Ha de notavel n'esta freguesia a não haver nella povoação, alguma com o seu nome.

Paus

Faz parte d'esta freguezia o logar de Paus, antiga villa, a que D. Manuel deu foral a 2 de junho de 1516. Já era julgado no tempo de D. Affonso v. Foi doada em 981 ao mosteiro de Lorvão pelo conde D. Gonçalo Mendes. Voltou depois á corôa. D. Diniz a doou a D. Aldonça Rodrigues Tella, mãe de Affonso Sanches.

Por carta de mercê, passada em Lisboa a 5 de outubro do anno de 1368, doou D. Fernando I ao conde de Barcellos, D. João Affonso, o logar e terra chamada Paos em riba de Vouga, com todas as suas aldeias e casaes, herdades e todas as suas pertenças, entradas e sahidas, roxios, montes e fontes, rios e ribeiras e pescarias, etc. Esta doaçào foi depois confirmada por D. Duarte, D. Affonso v, e D. Filippe II. Pelos decretos de 6 de novembro e 31 de dezembro de 1836 o conceJho de Paus, que se compunha da freguezia de Alquerubim, ficou pertencendo á comarca de Agueda; pela lei de S1 de março de 1831 e decreto de 28 de fevereiro de 1838 fazia parte do julgado de Albergaria a Velha, O decreto de 18 de março de 1842 extinguiu o concelho de Paus.

* Angeja

Freguezia de 887 fogos, e 2:225 habitantes. Está situada juncto á margem direita do Vouga, 12 kilometros ao N. de Aveiro. Orago, Nossa Senhora das Neves. Reitor, o reverendo João André Estrella. A egreja parochial é um bom templo de tres naves.

N'esta freguezia ha uma superficie de 2688,95 hectares occupada por arrozaes. Tem duas cadeiras de instrucçaò primaria. Foi villa, e tem foral dado por D. Manuel em 15 de agosto de 1514. Tinha brazão d'armas — Em escudo branco, Nossa Senhora da Conceição sobre a porta d'um castello, com uma torre de cada lado. Era dos condes de Villa Verde, depois marquezes de Angeja. Foi cabeça do antigo concelho do seu nome, que o decreto de 24 de outubro de 1855 extinguiu. Por decreto de 23 de dezembro de 1875 a freguezia de Angeja passou da comàrca de Agueda para a de Aveiro.

Marqueses de Angeja

D. João V, em 21 de janeiro de 1714, fez mercê do titulo de marquez de Angeja a D. Pedro Antonio de Noronha, conde de Villa Verde. O titulo de marquez de Angeja acabou com o 6.° marquez D. João de Noronha Camões d'Albuerque Sousa Moniz, que falleceu, sem successão, em 23 junho de 1827.
D. Luiz I restaurou o titulo de marquez de Angeja em D. Gaetano d'Almeida e Noronha Portugal Camões d'Albuquerque Moniz e Sousa, 3.* conde de Peniche, e 20.° senhor do morgado de Villa Verde, por decreto de 24 de maio de 1870. O brasão da antiga casa de Angeja era: — Uma lisonja partida em pala, e esta esquartelladat No primeiro quartel, as armas reaes de Portugal, com um filete negro em contrabando; no segundo, mantelado de prata, as armas reaes de Castella, dois leões de purpura batalhantes, e uma bordadura de oiro e veiros azues, e assim os contrarios.

* Branca

Freguezia de 395 fogos, e 1:562 habitantes. Esta situada em fertil e aprazivel campina, juncto á estrada real de Coimbra ao Porto, e recostada sobre a serra de S. Julião que lhe fica ao NNE. Orago, S. Vicente. Prior, o reverendo José Pereira Leitão.

Era da apresentação do real padroado. Pertencia á casa de Angeja. A egreja parochial é um bello e majestoso templo; é d'uma só nave e foi construido de 1693 a 1694. A torre fica por detrás da capella mór. Diz a tradição que, antes de se edificar a torre, os sinos estiveram, durante alguns annos, pendentes d'um carvalho secular que havia no adro. O roble era conhecido pelo carvalho do sino, e foi ha annos vandalicamente derrubado. Desde 1706 a 1712 que se acham erectas na egreja da Branca, com auctorisação do bispo de Coimbra, as confrarias do SS. Sacramento, Nossa Senhora do Rosario e das Almas. De 1580 até 1877 consta ter havido quatorze parochos collados, sendo o primeiro o reverendo Pedro Nunes, que falleceu em 24 de fevereiro de 1586. Ha nesta freguezia doze capellas, seis publicas e seis particulares; a mais antiga é a de Sancta Luzia, no logar de Cristello, e a mais moderna é a do Coração de Jesus no logar da Barroca.

O cemiterio dos ossos é uma notabilidade d'esta freguezia, e que se deve, assim como muitos outros meIhoramentos, á constante e desinteressada solicitude do sr. Pereira Pinto. Sobre a porta de entrada, lê-se esta legenda — Aspice, Viator. Aos lados da porta estão inseri pções em lapides de lousa preta.

Nos principios do seculo XVIII houve na quinta das Cavadas d'esta freguezia uno hospicio de frades dominicos. Foi fundado pelo prior João de Sousa Menezes, que parochiou aqui desde 2 dé fevereiro de 1700 até 24 de janeiro de 1749, e acabou ainda em vida do fundador. O hospicio compunha-se de dezoito cellas, capella e quinta; hoje é tudo ruinas. Na aldeia da Escuta ha uma fabrica de sabão, e na Espinheira um mercado mensal no dia 22.

Até 31 de dezembro de 1855 a freguezia da Branca pertenceu ao concelho do Pinheiro da Bemposta; mas por decreto d'esta data passou para o de Albergaria a Velha.

Serra de S. Julião

A serra de S. Julião corre na direcção de NO. a SE., tem 3 kilometros de comprimento e 1 de largura. Provêmlhe o nome d'uma ermida de S. Julião que alli havia, e de que ainda ha pouco restavam ruinas. Refere a lenda que S. Julião, desgostoso da sua habitação do alto da serra, principiãra a fugir de noite e a apparecer de manhã sobre um castanheiro, na falda da mesma serra, juncto ao logar do Outeiro ; e por mais vezes que o levassem lá para cima, teimava sempre em fugir para a arvore, mostrando assim que desejava residir alli. Foi isto o que deu causa á edificação da actual ermida de S. Julião no logar do Outeiro. No alto da serra, ha ainda vestigios salientes de uma atalaia, que, ao que parece, oceupava toda a circumferencia do plaino, na extensão d'uns trezentos metros de comprido, de norte a sul, e cento e vinte de largo, divisando-se ainda parte da valla, ou cava exterior, e da linha do parapeito em toda a valla. Do lado do nascente, por detrás da serra, ha uma sahida e estrada larga pela encosta do monte abaixo, com muros ou cortinas lateraes de pedra e terraço.

A acção da Branca

No dia 10 de maio de 1809 teve lugar nesta freguesia, juncto a Albergaria a Nova, uma batalha entre as avançadas do exercito anglo-luso de Sir Arthur Wellesleyj de^ pois duque de Wellington, e as que Soult collocàra em observação entre o Porto e Coimbra, e que foram forçadas a recolher-se áquella cidade. O combate não teve outra importancia, diz o Diccionario Popular, senão o ser um dos primeiros em que entraram em fogo as tropas portuguezas depois de disciplinadas por Bresford, e em que mostraram desde logo as brilhantes qualidades, que tanto as distinguiram durante toda a guerra Peninsular.

A. J. Pereira Pinto

No logar da Barroca d'esta freguezia nasceu, no dia 21 de outubro de 1802, Antonio José Pereira Pinto, um dos homens mais illustrados e bemquistos do districto de Aveiro, e a quem a freguezia da Branca deve todos os seus principaes melhoramentos. Educado desde a mais tenra edade por seu tio, respeitavel e respeitado sacerdote, senhor da casa da Nogueira, estudou latim, no Pinheiro da Bemposta, com o padre Joaquim Nunes da Silva, e oratoria e poetica, em Aveiro, com o sabio professor Manuel Xavier de Sousa, em 1817 a 1818. De 1819 a 1820 estudou philosophia, tambem em Aveiro, com o dr. Francisco Ignacio Domingues Ferreira de Mendonça; No mesmo anno de 1819 recebeu ordens menores, que lhe conferiu D. Manuel Pacheco de Rezende. Destinava-se então ao estado eclesiastico, do que depois desistiu. Matriculando-se na Universidade de Coimbra no primeiro anno juridico, em outubro de 1820, formou-se na faculdade de canones em 25 de junho de 1828. Em 1826 obteve, por um brilhante concurso publico, a cadeira de philosophia de Aveiro, então vaga pela sahida para o Brazil do dr. Francisco Ignacio Domingues Ferreira de Mendonça. Em 1834 foi nomeado juiz de fóra do concelho d'Eixo; mas, pedindo a demissão em 1836, recolheu-se à vida privada e entregou-se á advocacia, onde em breve grangeou grande clientella e ainda maior nome. Hoje, entregue tao somente á administração dos seus grandes haveres, vive retirado na sua casa da Branca, onde é geralmente estimado e esteio seguro de muitos desvalidos.

* Frossos

Freguezia de 173 fogos, e 614 habitantes. Está situada a 2 kilometros da margem direita do Vouga, e dista de Albergaria a Velha 8 1/2 kilometros para OSO. Orago, S. Paio. Reitor, o reverendo José Marques da Silva. Ha aqui um pantano, denominado a Pateira de Frossos, que tem 450 metros de comprimento, e 260 de largura. Tem uma cadeira de instrucção primaria para o sexo masculino.
O convento de Jesus de Aveiro apresentava os parochos. Foi villa, e teve foral dado por D. Manuel, em Lisboa, a 22 de março de 1514.

* S. João de Loure

Freguezia de 505 fogos, e 2:008 habitantes. Está situada na margem direita do Vouga, e dista de Albergaria a Velha 11 1/2 kilometros para SO. Orago, S. João Baptista. Reitor, o reverendo Joaquim Augusto da Silva. Antigamente os parochos eram apresentados pelo convento de Jesus de Aveiro. N'uma das paredes lateraes da egreja parochial está embebida uma lapide com a seguinte inscripção: -Ecclesia! ista dedicala est Sancto Joani Baptista a Domino Martino episcopo conimbricensi jussum sanchi nregis lusitaniae die xx martii anno 1224 et MCCXXIII ea. — No frontespicio da mesma egreja vê-se a data de 1688, mas inculca sem duvida alguma reedificação. Ha nesta freguezia uma barca de pássagem nò Vouga, que é pertença da camara de Albergaria e dos condes de Anadia.
A parte que hoje é da camara era do convento de Jesus. É tambem nesta freguezia a aldeia de Pinheiro, villa e concelho até 1834. É povoação antiga; foi doada em 1121 ao mosteiro de Lorvão por Pedro Paes e sua mulher Elvira Nunes. Tem uma cadeira de instrucção primaria para0 sexo masculino.

* Ribeira de Fragoas

Freguezia de 173 fogos, e 218, habitantes. .Está situada a 1 1/2 kilometros a E. da margem ésquerda do Caima, é distante de Albergaria a Velha 8 1/2 kilometros para NE. Orago: S. Thiago. Prior,o reverendo Antonio Domingues Christiano. Tem uma cadeira de instrucçio primaria para o sexo masculino.

Minas do Palhal

Estas minas foram descobertas pelos inglezes em 1744; Ainda se encontram vestigios de trabalhos antigos, como, por exemplo, uma chaminé de tijolo, das duas que se diz alli haverem existido, e fazerem parte d'uma fabrica de fundição. Acham-se ainda outros signaes de industria mettallurgica, que a tradição teima em attríbuir aos mouros. Em 1769 foram inundadas por uma grande cheia do rio Caima que as fez abandonar totalmente.

Em 1776 construiu o governo a ponte de granito, que liga as duas margens do Caima e dá seu nome á Ponte do Palhal, lugarejo contiguo ás minas.

Em 1854 foram novamente descobertas pelo incansavel industrial e negociante José Ferreira Pinto Basto, que, ficando com, os direitos, de concessionario por decreto de 3 de maio de 1859, as passou a uma companhia ingleza denominada — Lusitanian Mining Company {Companhia Lusitana de Mineração). Os seus productos são: cobre, galena de chumbo, blenda, nickel e cobalto — mineraes argentiferoa. Constam de differentes veios, alguns dos quaes medem um metro de espessura, termo medio, comià direcção mui proxima dc EO. Ha ainda muitos filões menos ricos, «pie eocruiam n'aquelles,lna direcção megnetica NE., SO. O poço mestre, Taylor's Shaft, é o mais fundo de Portugal, e talvez de toda a peninsula. Tem 400 metros de profundidade. Pela acção do aparelho electrico, e pela força explosiva da dynamite, cedo aitingirá a meio kilometro. As suas galerias, em todas as direcções, sommadas com todos os poços de extracção e! ventilação, medem a extensão total de eerca de 13 kilometros. A exploração das minas está em labor activo sob a habil direcção do seu superintendente, Mr. W. Cruickshank.

O grande trafico e córte constante de madeiras, que vai hoje no paiz, obriga a pensar-se mais no porvir da mineração e em suas difficuldades futuras. É por isso, sem duvida, que na vasta propriedade do estabelecimento, nas margens do rio Caima, se tem procedido a grandes sementeiras de penisco e a grandes plantações de arvores das mais ricas especies. Os eucalyptos vêem-se aos milhares. Passem-se dez annos mais n'esta actividade energica, e as margens do Caima serão um dos pontos mais importantes do districto.

As casas de habitação, que no Palhal se teem construido, os ateliers de preparação mecanica, as machinas de esgoto e de extracção, e muitas outras officinas, entre as quaes avultam as de serragem e de tanoaria com machinismo hydraulico, tornam este estabelecimento uma formosa povoação, e um importante centro de industria.

Minas de Talhadella

As minas de chumbo de Voltas e Longas, ou de Talhadella foram concedidas,por alvará de 2 de abril de 1861, a Hermann Lourenço Feuerheerd. Em 1866 principiou a exploração por conta d'uma companhia denominada — Companhia da mina de Talhadella. Esta companhia tem estatutos approvados por decreto de 7 de novembro de 1865, e um capital social de 100:000$000 réis, representado por duas mil acções de 50$000 réis cada uma. O primeiro concessionario transferiu e vendeu á companhia todos os seus direitos.

* Valle Maior

Freguezia de 192 fogos, e 518 habitantes. Está situada juncto á margem esquerda do Caima, e distaste de Albergaria 2 kilometros para ENE. Orago, Sancta Eulália. Reitor, o sr. Manuel Ferreira Varella.
Era da apresentação do convento de Jesus de Aveiro.

Fonte:

MARQUES GOMES. (João Augusto) O DISTRICTO DE AVEIRO.
Noticia geográfica, estatística, chorographica, heráldica, archeologica, histórica e biográfica da Cidade de Aveiro e de todas as villas e freguesias do seu districto. Imprensa da Universidade. Coimbra. 1877.

Descreve pormenorizadamente os 16 concelhos que integravam o distrito de Aveiro referindo as vias de comunicação, estabelecimentos de instrução, monumentos, ou as pessoas notáveis que neles habitavam.

Autor: João Augusto Marques Gomes (Aveiro 1853 - 1931), funcionário do Governo Civil de Aveiro, começou a sua carreira literária escrevendo artigos para o Distrito de Aveiro e depois para muitos outros periódicos. É o autor de uma vasta obra sobre vários aspectos da cidade e da região de Aveiro e de biografias de personalidades históricas ligadas a esta região. Foi o responsável pela organização e valorização do Museu de Aveiro a partir de 1911.

http://www.castroesilva.com/store/sku/1705PG087/o-districto-de-aveiro

quinta-feira, 15 de março de 2018

O Património Industrial - Antiga Fábrica de Papel de Valmaior



O Município de Albergaria-a-Velha, em parceria com a Universidade de Aveiro, organiza a 20 de março, pelas 14h30, um seminário sobre Património Industrial, inserido nas comemorações do Ano Europeu do Património. A participação é gratuita, mas de inscrição obrigatória para biblioteca@cm-albergaria.pt.


O seminário tem como objetivo discutir a importância de preservar o património como elemento dinamizador da economia e da sociedade, através do seu potencial direto e indireto. É o primeiro de um ciclo a decorrer em vários concelhos com quais a Universidade de Aveiro tem parcerias, tendo cada evento um tema específico. Em Albergaria-a-Velha, vai-se falar sobre a Antiga Fábrica de Papel de Valmaior na Biblioteca Municipal.


Tendo começado a laborar em 1872, a Fábrica de Papel de Valmaior foi uma das primeiras empresas industriais a instalarem-se no Concelho, com a mais moderna maquinaria existente na Europa. Dois anos após o início de atividade, já empregava 120 trabalhadores, que transformavam caruma e serradura de pinheiro em papel, que depois era utilizado em diversas publicações periódicas e jornais, como O Século. A fábrica fechou portas em 1999.


O seminário vai contar com as intervenções de Delfim Bismarck (Historiador e Vice-Presidente do Município de Albergaria-a-Velha), Cláudia Redondo (Investigadora do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro) e Alice Tavares (Arquiteta e Investigadora no Departamento de Engenharia Civil na universidade Aveiro). O debate é moderado por Ana Veloso, professora no Departamento de Comunicação e Arte da UA.


A sessão de abertura do seminário conta com as presenças de António Loureiro (Presidente do Município de Albergaria-a-Velha), Paula Silva (Diretora Geral da Direção Geral do Património Cultural) e Aníbal Costa (Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro).


CMA, 13/03/2018

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Vou-me Despedir do Rio

No cartaz figuram ti Silvandiria e ti Emília de Vilarinho de São Roque
O CLDS 3G "Albergaria IntegraT"/Prave, em parceria com o Município de Albergaria-a-Velha, apresenta na próxima quinta-feira, 30 de novembro, a curta-metragem documental "Vou-me Despedir do Rio", baseada em histórias de vida de seniores da freguesia de Ribeira de Fráguas. A sessão tem início às 21h00, no Cineteatro Alba, e é de entrada gratuita.


"Vou-me Despedir do Rio" é realizada por David Gomes e Pedro Cruz e visa resgatar as memórias dos antigos trabalhadores da Fábrica do Caima, bem como recordar o processo de produção do linho, que já teve um papel importante na economia local e constitui hoje uma tradição que é preciso preservar. A produção da curta-metragem está inserida na ação "Uma Vida Uma História", um projeto que visa contribuir para a construção da memória social do Concelho, representando as suas tradições e riquezas.


O documentário conta com a participação de vários seniores de Ribeira de Fráguas, que aceitaram partilhar episódios da sua vida para construir uma narrativa sobre o passado da sua terra. O projeto teve o apoio da Junta de Freguesia de Ribeira de Fráguas, do Rancho Folclórico de Ribeira de Fráguas e da Quinta do Caima.
         
A curta documental foi selecionada, entre 56 filmes de diferentes géneros, para entrar em competição na 23ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português que se realiza entre 27 de Novembro e 3 de Dezembro. O documentário é exibido no sábado, pelas 17h30, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.             


CMA


Trailer: https://vimeo.com/242067253?ref=fb-share

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Com 900 anos de idade é um território rejuvenescido


Especial Aniversário do Diário de Aveiro - Texto de António Loureiro (Pres, Câmara de Albergaria-a-Velha)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Nasci com a Trovoada


O Cineteatro Alba apresenta na próxima sexta-feira, 1 de setembro, pelas 21h00, “Nasci com a Trovoada – Autobiografia Póstuma de um Cineasta”, documentário sobre a vida e obra do Albergariense Manuel Guimarães. A sessão contará com a presença da realizadora Leonor Areal e é de entrada gratuita.

CMA

"Nasci com a Trovoada"

Era este o título de um projecto de filme autobiográfico que Manuel Guimarães não chegou a realizar e que agora se apresenta como "Autobiografia póstuma de um cineasta", realizado por Leonor Areal, e cuja estreia acontecerá a 9 de Maio, às 21h30, na Cinemateca, integrado na secção Director's Cut do festival IndieLisboa 2017.

O documentário baseia-se integralmente em materiais de arquivo: filmes, fotografias, artigos de jornal, cartas e diários. Manuel Guimarães é a voz de narrador que nos conduz através da sua vida e obra. Em diálogo com fragmentos dos seus filmes, esta “autobiografia póstuma” assume-se como uma outra ficção.

Outras informações em http://nascicomatrovoada.blogspot.pt 

http://manuel-guimaraes.blogspot.pt/2017/04/nasci-com-trovoada.html

Documentário estreado na Cinemateca no dia 9 de Maio 2017.

Sinopse:

NASCI COM A TROVOADA - Autobiografia póstuma de um cineasta

«Gostaria de ter um neto. Poderia ser uma neta. Ela casaria e teria filhos. Falariam algum dia de mim?... “O teu bisavô era realizador de cinema. Fez uns filmes. Alguns, segundo os jornais da época, prometiam. Também pintava qualquer coisa. Mas abandonou. Viveu muito mal. Sempre cheio de dúvidas e de aflições. Quem pagou foi a bisavó, coitada!” Que mais poderão dizer de mim? Que morri de um enfarte, talvez, aos 52 anos de idade!... Quando farei outro filme? »

Manuel Guimarães (1915-1975) foi o principal cineasta neo-realista do cinema português. Os seus filmes revelam um olhar original sobre a sociedade portuguesa, escolhendo personagens consideradas marginais: saltimbancos, pescadores, vadios, prostitutas, estivadores, jornaleiros, etc. Nelas se espelha uma arte de sonhar, aliada a uma ética da resistência e à capacidade de sacrifício que nunca abandona a esperança.

O seu cinema é de índole trágica, mas também a vida do realizador, sacrificada à sua obra, espelha uma outra tragédia pessoal: a de um homem de talento que queria voar alto, mas teve de viver os «anos de chumbo» da ditadura, sofrendo amargamente às mãos da censura.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

900 Anos

Neste quadrimestre, destacamos o mês de Novembro, altura em que se comemorarão os 900 anos de Albergaria-a-Velha, fundada em 1117 pela Rainha D. Teresa. Nesse mês estarão em destaque: a peça de teatro Osseloa, numa viagem pelos nove séculos de Albergaria-a-Velha, a Gala Lírica com o tenor Carlos Guilherme, a soprano Isabel Alcobia e a Orquestra Filarmonia das Beiras, a exposição Carta de Couto de Osseloa, a edição do quarto número da revista Albergue - História e Património de Albergaria-a-Velha, entre outras actividades.

Agenda Municipal Albergaria SET/OUT/NOV/DEZ 2017

* Carta de Couto de Osseloa - Exposição Documental
2 a 30 de Novembro - Biblioteca Municipal

* I Conferência Internacional  de Gestão de Informação e Arquivos
3 e 4 de Novembro - Cineteatro Alba 

* Maria João e João Farinha
3 de Novembro - Cineteatro Alba

* Revista Albergue - História e Património de Albergaria-a-Velha
Apresentação do Nº 4
11 de Novembro - Biblioteca Municipal

* Osseloa - Teatro - Criação da Companhia do Jogo / AlbergaR-tE
18 de Novembro - Cineteatro Alba

* Gala Lírica de Nápoles A Nova Iorque! - Orquestra Filarmonia das Beiras, Carlos Guilherme e Isabel Alcobia
25 de Novembro - Cineteatro Alba

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Traje na Fotografia Antiga


O Rancho Folclórico da Ribeira de Fráguas e o Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha organizaram, no dia 22 de abril de 2017, o 1.º Colóquio Regional de Estudos Etnográficos. O evento aconteceu na Biblioteca Municipal e contou com o apoio da Câmara Municipal e da Federação do Folclore Português.

O primeiro painel contou com as intervenções do Vereador da Cultura e historiador, Delfim Bismarck, que falou sobre “O Traje na Fotografia Antiga, no Concelho de Albergaria-a-Velha (Final do Século XIX – Início do Sáculo XX)”. (...)

Painel 1

* O traje na fotografia antiga, no concelho de Albergaria-a-Velha (Final do séc. XIX – Início do séc. XX) - Delfim Bismarck
* O silêncio das levadas - Regadio comunitário em Telhadela - Nuno Jesus
* O traje – especificidades identitárias - Carlos Saraiva

Painel 2

* Moinhos da gente – gente dos moinhos - Armando Ferreira
* Os recursos locais na essência do folclore - Manuel Farias

http://novos-arruamentos.blogspot.pt/2017/04/1-coloquio-regional-de-estudos.html

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Evocação dos 40 anos de vida democrática




A Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha vai reunir em sessão extraordinária no dia 25 de abril para assinalar a Revolução Democrática e para evocar os 40 anos da sua instalação. Durante a cerimónia será apresentado um opúsculo que faz a recolha de todos os membros deste órgão do poder autárquico, que realizou a sua primeira sessão no dia 25 de janeiro de 1977.


A sessão evocativa está marcada para as 16h00, no salão nobre da Câmara Municipal, e é aberta ao público, como todas as reuniões da Assembleia Municipal. O programa começa com uma sessão musical pela Oficina Trauteias e Rodopias do Programa Idade Maior. Segue-se a apresentação da publicação “A Assembleia Municipal e os seus Membros – 1977-2017. 40 anos em Democracia”.


As intervenções estão a cargo de Flausino José Pereira da Silva, que foi o primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha, e dos representantes dos partidos eleitos para este órgão: Partido Socialista, Partido Social Democrata e Centro Democrático Social. O Presidente da Câmara, António Loureiro, discursa a seguir e a sessão é encerrada pelo Presidente da Assembleia Municipal, Mário Branco. O coro da Oficina Trauteias e Rodopias fecha a cerimónia com mais um momento musical.         

CMA, 18/04/2017

A Sessão Extraordinária Comemorativa do 25 de Abril e dos 40 anos da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha será realizada no dia 25 de abril, pelas 16:00 horas, no Salão Nobre dos Paços do Município, com o seguinte ponto único:


O 25 de Abril e o Poder Local Democrático. Evocação dos 40 anos da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha.


Nesta sessão, usarão da palavra as seguintes individualidades:


 – Dr. Flausino José Pereira da Silva, Primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha;
 – Representante do Partido Socialista (PS);
 – Representante do Partido Social Democrata (PPD/PSD);
– Representante do Partido Popular (CDS-PP);
 – Presidente da Câmara Municipal;
 – Presidente da Assembleia Municipal;


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Gente Ilustre em Albergaria


Ao apresentar algumas breves biografias em "Gente Ilustre em Albergaria-a-Velha" devo um esclarecimento sobre tão minguada lista de pessoas em terra que vem de um passado de cerca de novecentos anos de testemunhos históricos.

Este primeiro esboço, que espero alongar numa próxima edição, ficou a dever-se à necessidade de uma informação, sucinta e imediata, que permitisse às entidades municipais aprovarem novos topónimos para a Vila de Albergaria-a-Velha.

Com efeito, considerando urgente solucionar o problema da toponímia local, O Presidente da Câmara, Dr. Rui Marques, nomeou uma comissão encarregada de propor topónimos a atribuir oficialmente a seis dezenas de novos ou renovados arruamentos e largos. Dessa comissão fazia eu parte conjuntamente com Aires da Cruz Rodrigues Ferreira, Eng° José António da Piedade Laranjeira, Dr. Mário Jorge Lemos Pinto e Eng° Rui Mendes Tavares.

Os membros da Comissão assentaram no critério de que:

* Se procurasse manter as denominações tradicionais ainda em uso;
* Se atribuíssem os nomes de personalidades que, no desenrolar da vida local, tiveram acção de mérito e também os de outras pessoas aqui nascidas, que se houvessem distinguido a nível regional ou nacional;
* Se fixassem nomes de vultos da História de Portugal de algum modo ligados à nossa terra e, bem assim, os de outros do período dos Descobrimentos cujo centenário agora se vem comemorando.

Para tornar mais exequível o trabalho, elaborei um conjunto de notas biográficas de duas dezenas de figuras públicas ligadas à nossa terra, enquanto outros membros fizeram um levantamento de nomes tradicionais de ruas. Desta forma, rapidamente se chegou ao termo do trabalho a Comissão pode propor os topónimos que as entidades municipais aprovaram por unanimidade.

Entendeu, depois, a Câmara Municipal considerar de interesse, "pela sua acção informativa e pedagógica", a publicação daquelas notas biográficas, às quais juntei as de outras personalidades albergarienses que de algum modo se distinguiram, a maior parte das quais figuravam já na toponímia local. Não houve a preocupação de um registo biográfico familiar, mas antes a de dar a conhecer a obra realizada que contribuiu para que os seus nomes sejam fixados na memória colectiva de Albergaria-a-Velha.

Não está, como é evidente, esgotada a lista de vultos ilustres da nossa terra e, muito menos, a de todos aqueles que, pela evidência da sua acção, da sua popularidade, do seu mérito prestativo, da sua tipicidade, devem permanecer nessa memória colectiva que é a base da nossa identidade.

Um povo que esquece o seu passado e a sua gente tende a esvair-se no tempo.

Espero com este opúsculo concorrer também para não deixar cair, de todo, na amálgama triste e sáfara de um passado sem raízes, alguns daqueles que contribuíram para nos dar uma identidade de que muito me orgulho - a de albergariense.

Albergaria-a-Velha, Julho de 1994
António Homem de Albuquerque Pinho

(nota prévia ao livro Gente Ilustre Em Albergaria-a-Velha")

nomes dos biografados

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ALBERGARIA Início Séc. XX

Devido às previsões climatéricas para o próximo domingo, a organização vê-se obrigada a adiar o evento para data a definir.



ALBERGARIA Início Séc. XX - etnografia e tradição será um evento em que se pretenderá dar vida à realidade albergariense dos primeiros anos do Século XX.



https://www.facebook.com/albergariainiciosecxx/


imagem: Mercado Dominical, década de 1920, na Praça Nova que se estendia até à Avenida da Liberdade


Albergaria Início Sec. XX -Etnografia e Tradição
08 de Maio de 2016 ás 15:00 
 
Local do Evento: Centro de cidade de Albergaria-a-Velha
Concelho: Albergaria-a-Velha
Freguesia: Albergaria-a-Velha
Organização: Grupo Folc. Cultural Recreativo e Grupo Folc. Etnográfico de Albergaria-a-Velha


Nota: Pretende-se recriar um dia do início do Séc. XX vivido em Albergaria-a-Velha


Grupos Participantes:
 . Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha
 . Grupo Folclórico Etnográfico de Albergaria-a-Velha
 . Rancho Folclórico Ribeira de Fràguas
 . Rancho Folclórico da Casa do Povo de Angeja
 . Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Fial
 . Rancho Folclórico " As Lavadeiras do Vouga "
 . Grupo Etnográfico Ecos da Memória


http://www.ffp.pt/actividade.php?id=3202





domingo, 24 de abril de 2016

As mudanças que o 25 de abril trouxe a Portugal

Amaro Neves foi diretor do jornal Beira Vouga no período imediatamente antes e depois da Revolução dos Cravos. O Correio de Albergaria esteve à conversa com o professor para saber as principais mudanças que se registaram passados 41 anos depois da Revolução que marcou o país.


Correio de Albergaria (CA): De que forma Albergaria-a-Velha entrou na sua vida?
Amaro Neves (NA): Eu fui convidado para ir trabalhar para a Escola Preparatória de Albergaria talvez em agosto de 1970 e trabalhei lá 2 anos. Nessa altura, o mundo de Albergaria era um mundo muito fechado mas a Escola Preparatória era uma lufada de ar fresco.


Aí, contatei com o Diretor do Arauto de Osseloa e também com o Beira Vouga que tinha uma tiragem quinzenal. Entretanto, vim fazer o estágio ao Liceu de Aveiro para o ensino secundário e fiz o exame de estado. O diretor da Escola Preparatória de Albergaria na época foi residir para o Porto e terá deixado a indicação que eu podia ser o diretor. O Presidente da Câmara na altura, José Nunes Alves, chamou-me para conversar e convidou-me para assumir o lugar. Eu confesso que era muito novo, tinha 31 anos mas conhecia a escola e aceitei. Fiquei por lá, isto em 1973. Em 1974 deu-se o 25 de abril e todos os diretores foram exonerados.


CA: E como surgiu a ideia de se tornar diretor do Beira Vouga?
NA: Nessa altura, falava frequentemente com o Presidente da Câmara e um dia ele lançou-me o desafio de eu assumir a direção do jornal Beira Vouga. Em setembro, outubro ou novembro de 1973 eu aceitei. O atual diretor, Homem Ferreira era um individuo com quem tive muito boas relações de amizade. Tornei-me diretor oficial em fevereiro ou março de 1974.


CA: E sentiu os efeitos da PIDE?
NA: Eu já tinha colaborado com outros jornais, já sabia o incómodo da PIDE, já me tinham batido à porta duas vezes. Em Albergaria beneficiava de alguma liberdade concedida pelo Presidente da Câmara mas não podíamos abrir, diretamente, qualquer assunto para o jornal. Dávamos o destaque possível com algumas limitações. Deu-se o 25 de abril. Passados 3 ou 4 semanas começo a receber o jornal, já montado, vindo do concelho de revolução de Lisboa. O jornal vinha todo feito. Aí, começamos a ter alguns desacertos com o proprietário do jornal.
Após o 25 de abril, houve uma invasão de anarquia pelo país fora. Tudo aquilo que eram instituições com alguma estabilidade sentiram-se agitadas. Apareceu muita gente como pseudo intelectuais, candidatos a muitas coisas que sabíamos que nem tinham habilitações para tal. Foi uma onda terrível. Gerou o pânico. As pessoas começaram a viver numa situação de grande instabilidade. Naquele contexto, não quis manter-me no jornal. Os artigos, todos eles, contra aquilo que era o dia 24, os textos apareciam todos fabricados por gente que eu não sabia quem era, numa linguagem de acusação contra A, contra B e contra C à qual eu também não gostaria de me associar. Talvez em setembro, outubro de 1975 comuniquei que nunca mais voltaria ao jornal. Entendi que era insuportável.


CA: E atualmente, como vê o jornalismo em Portugal?
NA: Entretanto, entre outras coisas, fui coordenador e diretor de um curso de jornalismo. Tínhamos a preocupação de que houvesse princípios orientadores assentes no trabalho, no bom desempenho pessoal, não valorizávamos o crime nem aquelas situações que são, hoje em dia, motivo para figurar na primeira página. O crime, o boato, são coisas muito apetecíveis para a informação de hoje mas não tinham cabimento na altura.
Há jornalistas que eu admito que tenham uma formação dentro daqueles mesmos princípios embora, hoje, tenham dificuldade em cumpri-los e há muita gente que é chamada para o jornalismo sem ter formação. Hoje, a preocupação é muito mais em tiragens, às vezes folheio jornais e não vejo uma única noticia que me interesse do ponto de vista do enriquecimento cultural ou moral. Publicita-se a fraude da mesma forma que se publicita uma coisa boa, lado a lado. A informação hoje é mais virada para o vender.
Hoje não temos a PIDE mas era bom que houvesse um órgão regulador que retirasse a pressão e o controlo da informação que fazem para que, cada um, consciente do que representa a sua carta de jornalismo, pudesse assumir a defesa daquilo que escreve. Isso dava confiança a um bom jornalista e fazíamos bons profissionais.
A educação de hoje também não é a educação dos professores formados com rigor e dedicação. Isso, atualmente, perdeu-se. Eu acompanho a formação dos meus netos e vejo que as exigências e a própria escola no seu todo não se ajustou a uma sociedade que deve ser responsável preparando para o trabalho. Hoje importa ganhar bem, ter um bom carro. Não era essa a ambição na minha altura. Queríamos viver bem mas não podíamos ir muito além do que estava ao nosso alcance e sempre com legitimidade.


CA: Considera que o jornalismo impresso vive em ameaça?
NA: O jornalismo em papel não acaba, penso eu. Uma coisa é a informação de imagem, aquela momentânea e outra coisa é o jornal que, sendo credível, fica como referência e faz história. Não quer dizer que as outras imagens não possam fazer história mas, sabemos bem como é fácil manobrar uma imagem, criar uma situação de um faz de conta para captar a imagem. Se o jornalismo for sério, ele fica como marca e por isso quando queremos averiguar algum acontecimento de comportamento social ou de evolução social vamos aos jornais de referência e temos uma imensidão de informação mais ou menos credível.
Eu acho que um jornal regional podia conseguir afirmar-se e tornar-se de referência se for um jornal dentro dos padrões de seriedade. Atualmente, não se faz pesquisa, talvez não haja tempo para fazer pesquisa, talvez os jornalistas não tenham sido formados para pesquisar. Depois, os jornais assim, não se impõem. Há aqui, também, a situação das cadeias de jornais e portanto fazem-se duas ou três páginas regionais e o resto é comum aos outros jornais da mesma cadeia.


CA: A nível pessoal, quais as principais diferenças antes de 1974 e depois de 1974?
NA: Eu estava habituado a acreditar nas pessoas e sabíamos que havia gente séria. Às vezes, a própria palavra servia de garantia. Estava habituado a ver respeitado quem trabalhava e, depois do 25 de abril, foi tudo abanado. Hoje é a cultura do viver facilmente, se possível viver de rendimentos, se possível encostado aos pais ou aos avós ou a alguém que pague a fatura. Hoje, a adolescência prolonga-se até aos 30 anos. No meu tempo, aos 18 anos as pessoas eram responsáveis e tinham obrigação de trabalhar para viver. Hoje as coisas alteraram-se, a circulação entre tudo é muito mais fácil, não há barreiras nem fronteiras.


Correio de Albergaria, 06/05/2015

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Mamoas do Taco

Valorização das Mamoas do Taco apresentada no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 


No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, 18 de abril, o Município de Albergaria-a-Velha vai inaugurar o polo museológico ao ar livre das Mamoas do Taco, monumento megalítico com cerca de 6 mil anos.


Situadas na Zona Industrial de Albergaria-a-Velha, as duas mamoas que resistiram à urbanização do Concelho foram alvo de uma intervenção que permitiu a sua valorização e restauro. Os resultados desse trabalho são apresentados na segunda-feira, na Biblioteca Municipal, pelas 18h00; na mesma altura é lançado o livro “Taco a Taco – A história de 2 monumentos”, do arqueólogo que conduziu os trabalhos de restauro, Pedro Sobral Carvalho, seguindo-se uma visita ao local.


O Vereador da Cultura, Delfim Bismarck, referiu que a criação do polo museológico “é um importante passo na salvaguarda e valorização dos mais antigos vestígios de ocupação humana no território, que hoje conhecemos por Albergaria-a-Velha”. O Autarca recorda que “desde meados da década de 1980 estes importantes monumentos estavam em perfeito abandono”.


Delfim Bismarck explica que a valorização e requalificação das mamoas vem dar visibilidade aos resultados da campanha arqueológica que ali ocorreu entre 2014 e 2015. O arqueólogo Pedro Sobral Carvalho encontrou fragmentos de cerâmica, machados de pedra polida e uma mó manual que terá servido para pintar as paredes do dólmen.


Na Mamoa 1 já era conhecida uma gravura rupestre, fixada numa laje através da técnica de pontilhado, representando quatro combinações de círculos concêntricos. Na Mamoa 3, a campanha recente encontrou vestígios de utilização posterior à sua construção, cerca de 4 mil anos depois de edificada. A Mamoa 2 foi arrasada nos anos 80 para dar lugar a uma estrada.


As mamoas são sepulturas que deveriam acolher as pessoas importantes da época. Geralmente são caracterizadas por uma pequena elevação no terreno, uma forma que está na origem do nome, e no seu interior fica o dólmen ou anta, uma forma arquitetónica, com ou sem câmara, constituída por lajes de pedra, onde fica a sepultura. Bastante antigas e espalhadas por todo a Península Ibérica, as mamoas foram desaparecendo graças à crescente urbanização do território.


Os primeiros trabalhos arqueológicos nas Mamoas do Taco ocorreram em 1985, com o arqueólogo Fernando Silva. Estão situadas à face da estrada, na Zona industrial, encravadas entre unidades fabris.


Os trabalhos de valorização incluem painéis explicativos, permitindo que sejam visitadas.

CMA


PEDRO MANUEL SOBRAL DE CARVALHO
Nascido em Viseu a 16 de Abril de 1963, licenciou-se em 1986 em História (variante de Arqueologia) pela faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo realizado em 1995 as provas de Mestrado em Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto com a dissertação: A Necrópole Megalítica da Senhora do Monte (Penedono). Um espaço sagrado da pré-história na Beira Alta.
Especialista em megalitismo, enveredou na área empresarial tendo aberto em 1995 a Arqueohoje, lda da qual saiu como sócio gerente em 2011, tendo encetado um novo projeto, a Eon, Indústrias Criativas onde tem dado especial destaque à gestão de projetos museográficos e à valorização de sítios e monumentos arqueológicos.
Autor de um conjunto de artigos científicos e de obras monográficas, tem apostado em suportes gráficos de divulgação do património.

VERA LÚCIA MOREIRA CAETANO
Nascida em Viseu em 1983, licenciou-se em 2009 em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar (I.P.T.), Departamento de Arte e Conservação e Restauro, tendo efetuado o seu estágio curricular através da Conservação e restauro da Capela da Senhora Sant’Ana – Casa de Vargos, Torres Novas.
A área de especialização é a conservação e restauro de materiais pétreos. Atualmente, está a desenvolver investigação na área dos pigmentos usados na arte pintada megalítica integrando alguns projetos de restauro e valorização de monumentos megalíticos, como a recente intervenção nas Mamoas do Taco, em Albergaria-a-Velha.


arq4all


Artigos de António Manuel S P Silva sobre a arqueologia local


http://baleiro.academia.edu/Ant%C3%B3nioManuelSilva


artigo de José Leite de Vasconcelos


http://novos-arruamentos.blogspot.pt/2009/02/artigo-de-jlv.HTML


Pesquisa no site PC


http://arqueologia.patrimoniocultural.pt/?sid=sítios


Fotografias 2014 (Centímetro Certo Topografia)


https://www.facebook.com/topografiaviseu/photos/pcb.761714240550906/761713167217680/?type=3&theater


A Revista PATRIMÓNIOS n.º 9 inclui o artigo "JOSÉ LEITE DE VASCONCELOS E PATRÍCIO THEODORO ÁLVARES FERREIRA - Correspondência (1899-1931)" da autoria de Delfim Bismarck Ferreira.


Ligações


http://blogdealbergaria.blogspot.pt/search/label/Pr%C3%A9-Hist%C3%B3ria


http://albergaria-arq.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de março de 2016

500 anos do Foral de Paus



Evento




As comemorações dos 500 anos da outorga do Foral de Paus, atualmente um lugar na Freguesia de Alquerubim, com a recriação de uma feira medieval será um momento cultural relevante durante este ano. À semelhança das comemorações, em 2014, dos 500 anos do Foral de Frossos e do Foral de Angeja, esperamos assinalar de forma única e diferenciadora, com capacidade para atrair pessoas de fora do concelho, uma data da nossa história que só faz sentido assinalar uma vez.




Delfim Bismarck, vereador da Cultura, Litoral Magazine



FORAL DE PAUS  / 1516 / Edição fac-similada, com nota introdutória e transcrição / Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha / (Reviver-Editora 2006).




Foral era um documento utilizado em Portugal que tinha como objectivo estabelecer um Concelho e regular a sua administração, deveres e privilégios.


O foral manuelino para a vila e concelho de Paus foi passado em Lisboa a 2 de Junho de 1516. O original encontra-se na Biblioteca de D. Manuel II.




Prefácio; Nota Introdutória: Foral de Paus (Fotografia); Transcrição do Foral Manuelino de Paus Fotografia); Apontamentos do Foral de Paus (Fotografia); Transcrição dos Apontamentos do Foral de Paus; Minuta do Foral de Paus (Fotografia); Glossário e Bibliografia. A Nota Introdutória, Revisão da Transcrição Paleográfica e Glossário é de autoria da Profª Doutora Maria Alegria Fernandes Marques.




«A edição fac-similada aqui apresentada, além de perpetuar um importante documento da história de Paus, e consequentemente da freguesia e município onde hoje se insere, Alquerubim e Albergaria-a-Velha, respectivamente, permite a aproximação ou a descoberta das gentes de hoje aos seus ancestrais, bem como aos lugares, aos costumes e às tradições de outrora».


João Agostinho Pinto Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha (prefácio)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Erigir busto a Napoleão Luis Ferreira Leão (1935)

Acta – Sessão da Câmara


Data 1935-02-05




Presidente: Bernardino Correia Teles de Araújo e Albuquerque,
§§§ Vogais/Vereadores- Dr. Eduardo Henrique de Almeida Souto. Manuel Marques Lima, Francisco Pires de Miranda Ferreira da Silva (vogal administrador do concelho).


§§§ Escrivão: Albérico Henriques




§§§ Deliberações:




- Aprovação da acta anterior;
- Substituição do retrato do Senhor Bernardino Máximo de Araújo e Albuquerque por outro;
- Colocação de canos para condução de água em Rendo:
- Erigir busto a Napoleão Luis Ferreira Leão;
- Mandar organisar caderno de encargos para a construção de quatro casas no "Bairro Napoleào" e uma no Bairro de Campinho para moradia da irmã do benemérito;
- Imposto sobre carnes;
- Admissão de assalariado para fiscalizar o Matadouro;
- Autorização de pagamentos: reparação da casa de posto de ensino do lugar do ontão; artigos fornecidos para o Posto da Guarda Nacional Republicana; renda da casa do Delegado do Procurador da República: à União Eléctrica o fornecimento de energia; material de construção.



Pelo Senhor Presidente foi apresentada a seguinte proposta:




Considerando que, por um espírito de justiça e gratidão, a esta Câmara Municipal compete, como legítima representante do povo, perpetuar a memória das cidadãos que, por actos de benemerência, heroísmo ou quaisquer outros que contribuam para o bem colectivo ou para o progresso de Albergaria. se tenham distinguido;




Considerando que o cidadão Napoleão Luis Ferreira Leão, pelo valiozíssimo legado feito, por seu testamento de 12 de Fevereiro de 1922 em benefício dos pobres e obras de caridade de Albergaria bem merece ser apontado às gerações vindouras como exemplo de filantropia e dedicação à terra natal;




Considerando que para atingir essa finalidade se deve procurar que o nome do prestante cidadão fique inteiramente vinculado à história da nossa terra por forma diferente da oral ou escrita;




Proponho que a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha tome a iniciativa de lhe erigir um busto, em local a determinar oportunamente, e que a sua aquisição e despesas inerentes sejam custeadas por meio de subscrição pública, para a qual a Câmara contribuirá com importância de 6.000$0O, a incluir no próximo orçamento ordinário.




Fonte:AMA




(o busto seria colocado na Praça Ferreira Tavares em 1966 - 31 anos depois)

domingo, 31 de janeiro de 2016

O Passado do Carnaval de Albergaria








Este ano o corso é noturno e decorre no centro da cidade, nas noites de 6 e 8 de fevereiro, a partir das 21h00. Depois do desfile, a festa do Carnaval de Albergaria 2016 prolonga-se na tenda montada na Alameda 5 de Outubro.






EXPOSIÇÃO DE 30 DE JANEIRO ATÉ 13 DE FEVEREIRO




Integrada no Carnaval Albergaria 2016 surge também a exposição “Passado Carnavalesco”. Serão mostrados fatos carnavalescos, acessórios usados em corsos antigos, fotos e também vídeos de eventos passados. A exposição “Passado Carnavalesco” estará patente ao público no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior a partir de 30 de Janeiro até 13 de fevereiro.





CMA